969: Isolamento profiláctico. Médicos pedem revisão das normas

– O isolamento profiláctico, assim como o confinamento voluntário, vão da consciência das pessoas em cuidarem de si, cuidando também dos outros. Seguir as regras sanitárias é o primeiro passo: uso de máscara quando no exterior; higienização das mãos com gel desinfectante; cumprir rigorosamente o distanciamento físico; usar luvas adequadas quando viajar em transportes públicos – lugares de contaminação alta – e vacinação completa. Desde o início da pandemia em Março de 2020 que cumpro, voluntariamente, o confinamento domiciliário, apenas saindo quando mesmo necessário. Quem desdenha destes princípios, é obtuso, acéfalo, sem critérios de cidadania ou de civismo para com a sociedade onde tem de conviver. E quando o não seguimento destes princípios são praticados por gente com responsabilidades de saúde colectiva, então entramos no domínio da paranóia, requerendo intervenção psiquiátrica urgente.

SAÚDE PÚBLICA/CORONAVIRUS/PANDEMIA

António Pedro Santos / Lusa

Os especialistas entendem que está na hora de alterar as normas referentes à obrigação de isolamento profilático de 14 dias.

A obrigação de isolamento profilático de 14 dias depois de um contacto de risco com uma pessoa infectada mantém-se em Portugal, mesmo tendo em conta o ritmo da vacinação contra a covid-19 no país.

A obrigação aplica-se a vacinados e não vacinados. Tal não cria desigualdades entre pessoas, mas obriga a normas de precaução que os especialistas começam a considerar demasiado conservadoras e não coerentes.

Bernardo Gomes, médico especialista em Saúde Pública, disse ao Expresso que, “quando as medidas mudaram, no final de Julho, teria sido logo prudente uma mudança de normas”.

Segundo o especialista, os médicos de saúde pública e os médicos de família continuam a ter de actuar “com medidas bastante conservadoras em termos de isolamento e gestão de casos e está-se a criar uma tensão entre os profissionais [de saúde] e até na população em geral, que não percebe e que progressivamente está a oferecer mais e mais resistência”.

É por isso que Bernardo Gomes considera estar na altura de a Direcção-Geral da Saúde (DGS) começar a pensar em mudar as normas.

Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, tem a mesma opinião. “Estamos a trabalhar à moda antiga com uma situação diferente” e “as regras devem mudar”, tal como já aconteceu noutros países em que um contacto de alto risco se transforma em contacto de baixo risco quando a pessoa já tem vacinação completa.

No final de Julho, a DGS esclareceu que o isolamento profilático continua a ser necessário “pelo princípio de precaução em saúde pública”.

A explicação surgiu no seguimento de um período de isolamento de dez dias que o primeiro-ministro, António Costa, teve de cumprir após ter contactado com um infectado, mesmo estando vacinado com a segunda dose desde 10 de maio.

Na altura, a DGS referiu, no entanto, que a matéria se encontrava “em discussão” podendo vir a ser “actualizada com base na evolução da evidência científica e se a situação epidemiológica assim o suportar”.

  ZAP //

Por ZAP
7 Agosto, 2021


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896: Em carta aberta, médicos e farmacêuticos manifestam-se contra medidas de confinamento

SAÚDE/COVID-19/CONFINAMENTO/CARTA ABERTA

Os 20 signatários fazem um retrato da actual situação no país afirmando que nos últimos 14 dias (até 08 de Julho), a taxa de mortalidade da covid-19 foi de 0,03 por 100 mil habitantes, contra uma taxa de mortalidade por outras doenças e causas de morte de 2,7 por 100.000.

O patologista Germano de Sousa é um dos signatários da carta aberta.

Médicos e farmacêuticos manifestaram-se numa carta aberta, divulgada esta sexta-feira, contra a tomada de “medidas extraordinárias de confinamento” para combater a pandemia, alertando que produzem efeitos “mais gravosos” para a sociedade do que a covid-19.

Na carta, divulgada por alguns órgãos de comunicação, os 20 signatários fazem um retrato da actual situação no país afirmando que nos últimos 14 dias (até 08 de Julho), a taxa de mortalidade da covid-19 foi de 0,03 por 100 mil habitantes, contra uma taxa de mortalidade por outras doenças e causas de morte de 2,7 por 100.000.

“A média de doentes internados por covid-19 foi de 528,7, num total de cerca 21 mil camas do SNS, em que 17.700 foram dedicadas à covid-19”, sublinham os signatários, entre os quais estão a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, o patologista Germano de Sousa, o médico de saúde pública Jorge Torgal.

Observam ainda que a incidência de testes positivos foi de 254,8/100.000, “mas a verdadeira incidência da covid-19 é desconhecida”, e que a “incidência” de infecção entre os que completaram o plano de vacinação é de 0,01%.

Perante este quadro, os subscritores afirmam que “não é razoável que se combata a actual situação – já não pandémica, mas endémica – recorrendo a medidas ‘sanitárias’, cuja eficácia tem sido colocada em causa por vários investigadores de grande prestígio”.

Consideram ainda que estas medidas produzem “efeitos mais gravosos para a sociedade e o bem comum do que a própria doença” e que algumas delas “podem ter contribuído para o incremento da circulação do vírus”.

“O risco de morrer por uma doença que não a covid-19 está, esse sim, a aumentar em Portugal”, dizem.

Nesse sentido, apelam às autoridades de saúde e ao Governo para que, antes de tomarem decisões com “enorme potencial deletério”, ponderem as opiniões cientificamente fundamentadas dos cientistas e profissionais de saúde que, não negando a importância da covid-19, cuja resposta deve ser “prioritária” propõem estratégias para a sua abordagem diferentes das que têm sido seguidas.

Para os signatários, é possível delinear uma estratégia evitando a utilização das “erradas medidas de confinamento geral”.

Apontam como medidas a “aceleração da vacinação”, simplificando o processo, “excessivamente consumidor de recursos humanos, que fazem falta nos centros de saúde para o normal atendimento dos doentes” e que se envolvam os agentes da sociedade civil no processo, como, por exemplo, as farmácias, para “aumentar rapidamente a cobertura vacinal”.

Defendem também o aperfeiçoamento da vigilância epidemiológica, a qual consideram que “tem sido um insucesso em Portugal”, a cessação de “medidas avulsas de fim de semana” e outras do mesmo tipo, “que já demonstraram não ter impacto no número de novos casos”.

“Estamos numa fase endémica e apenas o desconhecimento sobre o que se passa realmente no terreno pode levar a adiar novamente a necessidade de instalar um sistema de monitorização em tempo real, informatizado e centralizado, das camas hospitalares, factor que, durante o último ano, levou a que se procedesse a um encerramento da prestação de cuidados de saúde a doentes ‘não covid-19′”, criticam.

No seu entender, esta situação está a ter e terá no futuro, “consequências desastrosas em termos de morbilidade e mortalidade.

Este é um “aspecto determinante” a ter em conta na “matriz de risco”, porque, afirmam, “o risco de morrer por uma doença que não a covid-19 está, esse sim, a aumentar em Portugal”.

Diário de Notícias
Lusa
16 Julho 2021 — 09:10

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487: Aspirina pode tratar a forma mais severa de covid-19

SAÚDE/ASPIRINA/COVID-19

vfutscher / Flickr

A aspirina pode ser eficaz no tratamento da covid-19 com a sintomatologia mais severa. A coagulação do sangue tem sido associada cada vez mais à doença.

No verão, autópsias a pessoas que morreram de covid-19 revelaram que frequentemente a sua vasculatura e órgãos estavam cheios de coágulos e sangue coagulado.

“O que vimos nas unidades de cuidados intensivos é que muitos pacientes começariam a desenvolver muita coagulação, e essa carga elevada levaria à falência de múltiplos órgãos e, eventualmente, à morte”, contou Jonathan Chow, professor de anestesiologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

Assim, os coágulos estão associados à sintomatologia severa da covid-19. Como tal, Jonathan Chow e Michael Mazzeffi decidiram investigar se a aspirina poderia ajudar em alguma coisa. A aspirina é um medicamento que pode travar a formação de coágulos.

Os investigadores determinaram que o risco de morte ou entrada nos cuidados intensivos foi reduzido quase a metade entre as pessoas que receberam aspirina em comparação com aquelas que não tomaram esta medicação. Os resultados do estudo foram publicados, em Outubro, na revista científica Anesthesia and Analgesia.

“Eu acho que isto mostra que uma parte importante do processo da doença é a coagulação dos órgãos e que a intervenção nessas vias é algo em que nos devemos concentrar”, admitiu Mazzeffi, citado pelo portal Elemental.

Esta descoberta mostra que o novo coronavírus causa algo mais do que uma doença respiratória. “Afecta os rins, o cérebro, os vasos sanguíneos e o coração. Portanto, não é apenas um vírus respiratório”, salientou Girish Nadkarni, médico de medicina interna no Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque, Estados Unidos.

Uma equipa de investigadores liderada por Nadkarni descobriu que os anticoagulantes reduziram significativamente o risco de morte entre certos grupos de pessoas com covid-19. O estudo foi publicado em Julho na revista científica Journal of the American College of Cardiology.

Tanto o estudo de Nadkarni como o estudo da aspirina apoiam a ideia de que, ao contrário das primeiras suposições, a covid-19 pode ser mais bem caracterizada como uma doença dos vasos sanguíneos. Todavia, são necessários mais estudos para confirmar esta ideia.

ZAP //

Por ZAP
9 Novembro, 2020

Há anos que tomo CARTIA (100 mg de ácido acetilsalicílico/comprimido), receitado por um médico cardiologista precisamente para diluir o sangue e não provocar tromboses. O CARTIA pertence ao grupo terapêutico dos antiagregantes plaquetários, como prevenção primária enfarte do miocárdio, da isquémia cerebral, doença vascular periférica, etc.. Consulte o seu médico sobre este medicamento.


Nova técnica pode acabar com o uso das brocas no dentista

Investigação

Treme de pavor de cada vez que tem de se sentar na cadeira do dentista para enfrentar a maldita broca? Investigadores do King’s College, em Londres, descobriram uma solução.

observador16062014Investigadores do King’s College of London desenvolveram uma nova técnica de tratamento dentário que pode vir a acabar como uso da broca no dentista, fazendo com que o dente se regenere a ele mesmo. De acordo com a imprensa internacional, a técnica, que pode chegar aos consultórios dentro de três anos, acelera o movimento natural de cálcio e minerais no dente danificado.

Passa por aplicar um ‘cocktail’ de minerais e, em seguida, usar uma pequena corrente eléctrica para os accionar em profundidade no dente. Esta mineralização eléctrica, um processo que não induz dor, pode reduzir a cárie dentária e evitar injecções ou a perfuração com as brocas habitualmente usadas para tratar dentes infectados, que são muitas vezes motivo de receio no momento de consultar o dentista.

Contudo, segundo Nigel Pitts, um dos investigadores, a técnica não poderá vir a ser aplicada em grandes cáries, consideradas em “fase terminal”. Citado pela cadeia BBC, Nigel Pitts afirmou que foi já criada uma empresa para converter esta tecnologia num produto comerciável e que poderá chegar aos consultórios dentro de cerca de três anos.

Observador
16/06/2014

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154: Internet: Plataforma permite utentes comunicarem com médicos online

Uma empresa portuguesa lançou este mês uma plataforma online que permite colocar perguntas a médicos ou esclarecer dúvidas por videochamada, tendo de momento mais de 300 clínicos que aderiram de forma voluntária.

nm31052014A ideia deste site, que estreou a 19 de maio e já conta com mais de 100 questões colocadas por doentes, surgiu com a constatação de que os portugueses têm uma grande tendência de ir procurar informações de saúde na Internet.

“Nem sempre é o sítio indicado para procurar informações de saúde. Quando as pessoas querem ter informação fidedigna e útil têm de falar directamente com o médico”, justifica Miguel Castro, empresário responsável pelo site http://www.doctorhome.pt.

Aproveitando as novas tecnologias, a plataforma pretende facilitar o contacto com os médicos, tornando-o mais ágil e directo: “O que pretendemos é evitar que procurem informação na Internet de forma desregrada, que vão à Internet mas ao sítio certo, falando com o seu médico”.

Miguel Castro salienta que este site não está dirigido para questões urgentes de saúde, lembrando que, perante uma urgência, um doente deve dirigir-se ao hospital ou contactar a linha saúde 24.

Apesar disso, a plataforma estabelece um prazo de 72 horas para os médicos responderem às perguntas deixadas pelos doentes, de forma a responder às expectativas dos utilizadores e permitir que o fluxo de questões funciona.

A entrada no site é gratuita e o utilizador pode escolher o médico que mais lhe convém, procurando por critérios de pesquisa como a especialidade ou a localidade.

“Quando encontram o médico que consideram adequado podem entrar em contacto ou através de uma pergunta ou de uma videochamada, que pode ser muito útil para os portugueses emigrados. Pode também marcar-se consulta presencial ou marcar visita no domicílio”, explica o responsável da plataforma.

O valor cobrado por cada serviço é definido pelo médico que é a quem cabe passar a respectiva factura. Os pagamentos podem ser feitos por transferência bancária, através de referência multibanco ou por cartão de crédito.

Miguel Castro acredita que a maioria dos médicos está disponível para responder de forma gratuita às perguntas ou então cobrar um “valor simbólico” (entre um ou dois euros) que funcione como uma espécie de triagem de perguntas efectivamente genuínas.

Actualmente a plataforma tem 325 médicos distribuídos por 49 especialidades, que vão desde a medicina geral e familiar, à cardiologia, pediatria, urologia e também estomatologia e medicina dentária.

A adesão dos médicos a esta plataforma é voluntária, mas o seu registo tem de ser sujeito a validação, que passa por comprovar o registo na Ordem dos Médicos.

A partir do momento em que o clínico é admitido, passa a ser um perfil público, onde constam as suas habilitações, área profissional, idade, anos de carreira e outros elementos, como fotografia.

Para interagirem com os doentes ou marcarem consultas, os médicos têm de subscrever um plano profissional, que custa 190 euros numa adesão anual. Por cada consulta ou serviço que cobrem, a empresa retém uma percentagem para si.

Miguel Castro reconhece que este “produto inovador” é dirigido a uma classe “altamente conservadora” como a dos médicos, mas considera que a plataforma vem “preencher um nicho de mercado e resolver um problema evidente”, que é a busca de informação pouco fidedigna na Internet.

“Nós não fazemos consultas online. O que fazemos é facilitar o contacto entre o médico e o utente”, refere, lembrando que cabe aos profissionais de saúde de que forma encaminham o contacto com os doentes.

Actualmente, segundo Miguel Castro, a média de idades dos médicos aderentes ronda os 50 anos.

In Notícias ao Minuto online
11:50 – 31 de Maio de 2014 | Por Lusa

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