Marta Temido. “Acompanhamos com muita preocupação a nova variante”

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A ministra da Saúde afirmou que o Governo está atento à “informação partilhada” sobre a nova variante identificada na África do Sul e que já levou vários países europeus a tomar medidas restritivas.

© TIAGO PETINGA/LUSA

“Acompanhamos com muita preocupação a nova variante”, afirmou, esta sexta-feira, a ministra da Saúde. Marta Temido referiu que o Governo está atento à “informação partilhada” sobre a variante denominada B.1.1.529, que foi identificada na África do Sul, havendo já casos detectados em Hong Kong e em Israel. Uma situação que levou Reino Unido, Itália e Alemanha a tomarem medidas, proibindo a entrada de viajantes provenientes da África Austral.

Marta Temido recordou que “sabíamos que o pior cenário podia transformar-se num cenário bastante complexo se surgissem novas variantes que escapassem à protecção das vacinas”. “Vamos acompanhar”, acrescentou à margem de uma visita ao IPO de Coimbra.

Aos jornalistas, a governante recordou recordou que “a cada 15 dias estamos a duplicar casos, o risco de transmissão efectiva é muito elevado neste momento”.

E, apesar da elevada taxa de vacinação no país, que oferece “uma tranquilidade relativa”, Marta Temido sublinhou o facto de Portugal estar integrado num contexto em que a incidência e a transmissão estão a aumentar um pouco por toda a Europa, “com variantes a surgirem em alguns pontos do globo”.

Para a ministra, as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, pretendem afectar o “menos possível a vida de todos”. “Penso que as medidas são proporcionais à fase em que estamos”, considerou.

Referiu, no entanto, que as próximas semanas acarretam preocupação. “Vamos passar por uma fase em que está quase tudo contra nós, o frio, a questão da maior transmissibilidade em ambientes que, às vezes, não são tão arejados como deviam ser, os convívios familiares associados à quadra natalícia. São pelo menos três elementos de enorme preocupação”.

Nesse sentido, reiterou a importância da vacinação, mas também da testagem. “Além da vacinação ou do reforço da vacinação para quem seja elegível para esse efeito, a testagem é um instrumento que permite a cada momento saber o estado de eventual infecção que uma pessoa tenha”, sendo também uma forma de proteger os outros, disse.

“Há vários tipos de testes, alguns comparticipados [a 100%] pelo Estado português, que são quatro testes por mês”, os que se encontram disponíveis para venda em grandes superfícies, além de espaços de farmácia, indicou. “Podem ser feitos antes de um encontro de família”, exemplificou, realçando a importância de adopção de medidas complementares.

Diário de Notícias
DN
26 Novembro 2021 — 11:08

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1292: Portugal ultrapassa hoje os três mil novos casos, revela Marta Temido

– Ao ultrapassar hoje, a fasquia das 3.000 infecções por Covid-19, todos aqueles que desde o início da pandemia, em Março de 2020 SEMPRE cumpriram as regras sanitárias declaradas pela DGS e pela governança, os diversos tipos de confinamento, os estados de emergência, calamidade, podem agradecer o não esforço, a imbecilidade, a falta de civismo, de cidadania, dos acéfalos labregos indigentes intelectualóides, negacionistas, Walking Deads & afins, que contribuíram para que esta meta fosse atingida, não de melhoria mas do pior que uma situação pandémica a nível mundial pode conceber.

Será que estes labregos dementes não têm um mínimo de consciência (sabem o que é isso?) e continuam a contribuir para o aumento, novamente, do número de infectados e de mortos, embora estes últimos em menor quantidade devido à vacinação em Portugal?

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Durante a comissão parlamentar, a ministra da Saúde disse que Portugal ultrapassou a fasquia dos três mil novos casos diários de covid-19.

© MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

“Temos uma pandemia que continua a crescer. Hoje são mais de três mil os novos casos de infecção, como brevemente será conhecido”, declarou, esta quarta-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, referindo-se ao boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que será divulgado esta tarde.

As declarações da ministra foram proferidas durante a Comissão de Saúde, onde estava a ser ouvida pelos deputados sobre “as dificuldades que o Centro Hospitalar de Setúbal está a enfrentar”.

Marta Temido destacou o programa de vacinação, que “tem de continuar a ser realizado”, acompanhado e efectivado.

“Temos cuidados para recuperar, e temos um conjunto de respostas para dar, em mais um inverno, que será naturalmente mais um inverno com lutas e desafios para superar, mas para o qual estamos cá para responder, juntamente com os profissionais de saúde”, admitiu Marta Temido.

A ministra disse ainda que “apesar das circunstâncias, que pontualmente possam ser circunstâncias que precisam de ser melhoradas, a resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) como um todo é sempre aquilo que nos une acima de qualquer outra coisa”.

Costa expressa gratidão à ciência e repete que só falará sobre medidas na 5.ª feira

Ainda nesta quarta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, exprimiu gratidão à ciência pela rapidez na descoberta de vacinas contra a covid-19, e voltou a remeter para quinta-feira declarações sobre novas medidas para combater a pandemia.

No final da cerimónia de entrega da 1.ª edição do Prémio Maria de Sousa, em Lisboa, os jornalistas tentaram questionar António Costa sobre o número crescente de casos em Portugal e eventuais decisões do Governo.

“Amanhã é dia de falar, hoje ainda é dia de ouvir”, disse apenas o primeiro-ministro, que receberá durante a tarde PSD e PS em São Bento, depois de na terça-feira ter ouvido os restantes partidos, antes do Conselho de Ministros de quinta-feira.

Na sua intervenção na entrega do prémio a cinco jovens investigadores, Costa salientou que, nos últimos dois anos, a sociedade portuguesa e mundial tem compreendido “da forma mais traumática possível a importância da ciência”, devido à pandemia de covid-19.

“Quando comparamos o que acontece nos países com maior taxa de vacinação com o que acontece nos países com menor taxa de vacinação, não temos a menor dúvida da gratidão que devemos a quem, em tão pouco tempo, foi capaz de encontrar a vacina”, destacou.

O primeiro-ministro considerou que, “de toda esta situação traumática”, “o maior ganho civilizacional que vai ficar será a compreensão do cidadão comum pela importância do investimento em ciência e produção de conhecimento”.

“Se é fácil… Bom, nenhum primeiro-ministro dirá que é fácil e todos os cidadãos sabem que não é fácil. Agora, é precisamente esse esforço que transformou a ciência em algo que todos perceberam que é fundamental”, defendeu.

Na sua intervenção, no encerramento da cerimónia, Costa manifestou ainda gratidão aos profissionais de saúde que “têm sido capazes de se adaptar e encontrar novas terapias, novas formas de abordar uma doença até então desconhecida”

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
24 Novembro 2021 — 12:49

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