1781: Covid-19: Linhagem BA.5 da variante Ómicron já é dominante em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/LINHAGENS

Linhagem apresentava uma relativa estimada de 63,6% dos casos a 15 de Maio e poderá atingir os 80% no domingo.

A linhagem BA.5 da variante Ómicron tem apresentado uma frequência relativa “marcadamente crescente”, estimando-se que já seja dominante em Portugal, segundo dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Após a sua primeira detecção na semana 13 (28 de Março a 3 de Abril), a linhagem BA.5 tem apresentado uma frequência relativa marcadamente crescente, estimando-se que já seja dominante em Portugal (frequência relativa estimada de 63,6% ao dia 15 de Maio)”, salienta-se no relatório sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal.

No último relatório do INSA foi projectada a tendência de crescimento a 15 dias da linhagem BA.5 em Portugal, e os dados obtidos desde então têm tido uma grande sobreposição com a projecção, consolidando que a linhagem BA.5 poderá atingir uma frequência relativa de 80% a 22 de Maio.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já admitiu que essa linhagem, que apresenta várias características genéticas consideradas de interesse pelos especialistas, caso de mutações com impacto na entrada do coronavírus nas células, pode ser mais transmissível do que a BA.2, mas ressalvou que ainda não existem dados que comprovem que provoca covid-19 mais grave.

Segundo o INSA, a linhagem BA.2 apresenta uma tendência decrescente na sua frequência relativa, estimando-se que representasse 36,4% das amostras positivas a 15 de Maio.

“Recentemente, foi detectada e tem vindo a ser monitorizada uma sub-linhagem da BA.2 (BA.2.35) caracterizada pela mutação adicional L452R na proteína Spike, que desde a sua detecção a 1 de Março, tem apresentado em termos globais uma frequência relativa com tendência crescente, representando 3,4% das sequências analisadas na semana de 2 a 8 de Maio (dados em apuramento)”, adiantou.

A sub-linhagem BA.2.12.1 foi detectada consecutivamente nas últimas duas amostragens aleatórias por sequenciação entre os dias 25 de Abril e 08 de Maio, e em três das sete regiões, sugerindo um aumento da sua circulação em Portugal.

“Esta linhagem tem suscitado interesse internacional pois caracteriza-se pela mutação adicional L452Q na proteína Spike e tem apresentado um considerável aumento de circulação em alguns países, nomeadamente nos Estados Unidos da América”, indicou o INSA.

Segundo o INSA, a frequência relativa da linhagem BA.1 atingiu um máximo na semana de 10 a 16 de Janeiro (95,6%) altura em que iniciou uma tendência decrescente. Estima-se que a sua circulação seja residual actualmente, tendo sido detectada uma frequência inferior a 1% desde a semana de 18 a 24 de Abril).

Relativamente à linhagem BA.3, não foi detectado qualquer caso em Portugal desde a 20 de Março, enquanto que a linhagem BA.4 não foi detectada, até à data, no país.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver têm sido analisadas uma média de 523 sequências por semana desde o início de Junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 139 concelhos por semana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Maio 2022 — 07:52

 

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1773: Linhagem mais recente da variante Ómicron já deverá ser dominante em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VARIANTE

Segundo investigadores do INSA, a variante Ómicron “terá já ultrapassado os 50%” dos novos casos de infecção

© ANTóNIO COTRIM/LUSA

A mais recente linhagem da variante ​​​​​​​ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, que aparenta ser mais contagiosa, mas não demonstra ser mais grave, deverá já ser dominante em Portugal, estima o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

O investigador do INSA João Paulo Gomes disse aos jornalistas na sede da instituição que a linhagem BA5 da variante Ómicron “terá já ultrapassado os 50%” dos novos casos de infecção, especulando que será “a variante dominante”.

“Trata-se de uma linhagem mais transmissível e com algumas mutações que são associadas a uma maior capacidade do vírus para infectar e fugir ao sistema imunitário”, conseguindo ultrapassar os anticorpos gerados quer pelas vacinas quer pela infecção natural e assim expandir-se mais.

A linhagem está a aumentar em Portugal a par do que se passa na África do Sul, onde foi pela primeira vez identificada a variante Ómicron, mas os primeiros estudos “nada indicam” quanto a uma eventual maior gravidade.

“Não parece estar associada a um fenótipo de doença mais severo. Pensamos que será quase inevitável que [a covid-19] se transforme quase numa gripe. Vamos ter que viver com este coronavírus e pensa-se que o processo de vacinação vá ter que continuar, nem que seja para os grupos mais vulneráveis”, considerou.

João Paulo Gomes, que é responsável pela monitorização da diversidade genética do SARS-CoV-2 e outras doenças infecciosas em Portugal, declarou que “é um vírus com uma capacidade de adaptação incrível, que muito rapidamente se vai adaptando à própria evolução do sistema imunitário”.

Por conseguir passar pela imunidade das vacinas e natural, “as vacinas actualmente distribuídas, ainda desenvolvidas com a estirpe original [do novo coronavírus], são muito pouco eficazes contra a infecção, mas continuam a mostrar uma eficácia muito elevada quanto ao processo de hospitalização”.

“Todos conhecemos amigos, colegas que tiveram a infecção há poucos meses e estão agora novamente infectados, isso está a acontecer com estas linhagens”, apontou.

O INSA faz a monitorização de amostras do SARS-CoV-2 recolhidas semanalmente em todo o país, identificando os códigos genéticos.

“Todo o mundo tem beneficiado dos primeiros dados gerados”, referiu, acrescentando que ao conhecer a realidade de um país, os outros podem ter uma visão do que os espera e preparar-se melhor.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Maio 2022 — 15:25


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

 

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1760: OMS: novas linhagens são mais transmissíveis mas ainda não há dados sobre gravidade

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/LINHAGENS

A responsável técnica da OMS para a pandemia afirmou que “A BA.4 e BA.5 têm uma ligeira vantagem de crescimento em relação à BA.2”, adiantando que estão a decorrer vários estudos para apurar se essas duas linhagens da variante Ómicron causam uma maior severidade da doença.

Maria Van Kerkhove
© Richard Juilliart / AFP

As linhagens BA.4 e BA.5 da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 são mais transmissíveis do que a BA.2, mas ainda não há dados para apurar se provocam covid-19 mais grave, adiantou esta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A BA.4 e BA.5 têm uma ligeira vantagem de crescimento em relação à BA.2”, afirmou a responsável técnica da OMS para a pandemia, ao adiantar que estão a decorrer vários estudos para apurar se essas duas linhagens da variante Ómicron causam uma maior severidade da doença.

Em conferência de imprensa, Maria Van Kerkhove referiu que a BA.2 continua a ser a linhagem predominante no mundo, tendo-se sobreposto à BA.1 em termos de circulação nos vários países onde foram detectadas.

Os últimos dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) estimam que a linhagem BA.2 da variante Ómicron seja ainda responsável por 73,8% das infecções registadas em Portugal, uma percentagem que tem vindo a baixar nas últimas semanas.

De acordo com o INSA, em contra-ciclo, os indicadores disponíveis sugerem um aumento relevante de circulação da linhagem BA.5 e potencialmente de uma nova sub-linhagem da BA.2, agora designada como BA.2.35, que apresentam mutações adicionais com impacto na entrada do vírus nas células e ou na sua capacidade de evadir a resposta imunitária.

“Estamos a acompanhar a Ómicron e todas as sub-linhagens que estão a circular globalmente. Isso indica que o coronavírus continua a evoluir”, afirmou a especialista da OMS, ao alertar que a redução generalizada da testagem tem resultado numa diminuição da sequenciação do vírus que provoca a covid-19.

“Precisamos de manter a testagem e a sequenciação para podermos acompanhar estas linhagens”, apelou Maria Van Kerkhove, ao reiterar que as vacinas contra a covid-19 “estão a aguentar-se muito bem em relação à doença grave e morte”.

De acordo com a epidemiologista, “é absolutamente crítico” que as pessoas sejam vacinadas contra a covid-19, reafirmando o objectivo da OMS de imunizar 70% da população de todos os países do mundo.

Na conferência de imprensa, director-geral da OMS defendeu que a estratégia de “covid zero” não é sustentável, alegando que o coronavírus SARS-CoV-2 continua a evoluir e a tornar-se mais transmissível.

“Quando falamos da estratégia de `covid zero´, pensamos que isso não é sustentável, considerando o comportamento do vírus e o que antecipamos em relação ao futuro”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao adiantar que essa posição da OMS tem sido discutida com os peritos chineses.

A China continua a praticar uma política de “tolerância zero” à covid-19, que inclui o isolamento de cidades inteiras e a realização de testes em massa, sempre que um surto é detectado.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Maio 2022 — 17:08


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

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