1777: Idosos em lares começam hoje a receber segundo reforço da vacina

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/IDOSOS/REFORÇO

Pessoas com mais de 80 anos também vão começar a ser chamados por SMS ou chamada telefónica ainda esta semana.

© Miguel Pereira da Silva / GLOBAL IMAGENS

Os idosos residentes em lares começam hoje a receber a segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19, que estava prevista para o início do outono, mas que foi antecipada devido ao aumento de infecções no país.

Segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), também esta semana os idosos com 80 ou mais anos vão começar a tomar o segundo reforço da imunização contra o coronavírus SARS-CoV-2 nos centros de vacinação ou de saúde, depois de serem convocados por mensagem SMS ou chamada telefónica.

A Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19 (CTVC) da DGS recomendou esta nova toma da vacina com “objectivo de melhorar a protecção da população mais vulnerável, face ao actual aumento da incidência de casos em Portugal”.

A população elegível para esta vacinação é de cerca de 750 mil pessoas, que devem ser vacinadas com um intervalo mínimo de quatro meses após a última dose ou após um diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2, ou seja, este reforço abrange também as pessoas que recuperaram da infecção.

A DGS anunciou ainda que as crianças e jovens entre os 12 e 15 anos com condições de imuno-supressão, no âmbito da norma publicada sobre esta matéria, também passam a ser elegíveis para receber uma dose adicional de vacina, na sequência de um parecer favorável da CTVC.

Diário de Notícias
Lusa/DN
16 Maio 2022 — 07:06

 

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1769: Pessoas com 80 ou mais anos e residentes em lares vão receber segunda dose de reforço

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/IDOSOS

A vacinação nos lares vai iniciar-se já na segunda-feira, enquanto as pessoas com 80 ou mais anos vão começar a ser vacinadas durante a próxima semana, nos centros de vacinação ou nos centros de saúde.

As pessoas com 80 ou mais anos e os residentes em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) vão ser vacinadas com a segunda dose de reforço de um imunizante contra a covid-19.

A vacinação nos lares vai iniciar-se já na segunda-feira, enquanto as pessoas com 80 ou mais anos vão começar a ser vacinadas durante a próxima semana, nos centros de vacinação ou nos centros de saúde, após serem convocadas por agendamento local, através de SMS ou chamada telefónica, como já aconteceu noutras fases da vacinação.

“A população elegível é de cerca de 750 mil pessoas, que devem ser vacinadas com um intervalo mínimo de 4 meses após a última dose ou após um diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2, ou seja, este reforço abrange também as pessoas que recuperaram da infecção”, indica o comunicado enviado esta quinta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) às redacções.

Trata-se de uma antecipação de uma medida já prevista pelo governo, uma vez que a ministra da Saúde, Marta Temido, tinha anunciado no início deste mês que as pessoas com mais de 80 anos iam receber um novo reforço da vacina contra a covid-19 a partir do final de Agosto ou início de Setembro e que estava também a ser equacionado para as pessoas entre 60 e 80 anos. O objectivo, explica a DGS, é “melhorar a protecção da população mais vulnerável, face ao actual aumento da incidência de casos de covid-19 em Portugal”.

Paralelamente, passam a ser elegíveis para receber uma dose adicional de vacina contra a covid-19 as crianças e jovens entre os 12 e 15 anos com condições de imunossupressão, na sequência de um parecer favorável da Comissão Técnica de Vacinação Contra a COVID-19 (CTVC). Os jovens com estas condições serão vacinados de acordo com orientação e prescrição médica.

Na terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu que a quarta dose devia ser administrada apenas em idosos ou pessoas com o sistema imunitário fragilizado, reiterando como prioritária a vacinação primária a nível global. “Não há dados específicos que justifiquem recomendar a quarta dose de forma mais generalizada”, adiantou a cientista chefe da organização, Soumya Swaminathan, numa conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia da covid-19 no mundo.

Diário de Notícias
DN
12 Maio 2022 — 20:48


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

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1201: Lar em Leiria com 39 utentes e 10 funcionários infectados

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/SURTOS/LARES

Segundo a coordenadora da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral, o surto terá começado na sexta-feira, mas só foi detetado no domingo.

© Henriques da Cunha /Arquivos

O lar Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria, tem 39 utentes e 10 funcionários infectados com o SARS-CoV-2, todos estáveis, disse à agência Lusa a responsável da Unidade de Saúde Pública, Odete Mendes.

Segundo explicou a coordenadora da Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde Pinhal Litoral, o surto terá começado na sexta-feira, mas foi detectado no domingo.

“Os utentes fizeram o reforço da terceira dose da vacinação e a instituição associou os sintomas aos efeitos secundários. Na sexta-feira, uma utente deu uma queda e foi ao hospital, onde realizou um teste à covid-19. No dia seguinte, o resultado deu positivo”, revelou Odete Mendes.

Entretanto, nove funcionários começaram com sintomas gripais e uma trabalhadora deu também positivo, quando realizou um auto-teste à covid-19.

“Desencadeámos, no domingo, a testagem a todos os utentes da ala que tinha testado positivo e 39 utentes testaram positivo. Dois estão no hospital (a primeira e uma segunda situação), mas todos estão estáveis”, assegurou a responsável.

Odete Mendes explicou ainda que o lar tem 107 utentes e está dividido em duas alas, mas apenas uma delas registou casos positivos. “Também efectuámos testes na outra ala, mas os resultados foram todos negativos. Realizámos ainda testes PCR aos 90 funcionários e dez deram positivo”, informou também.

A coordenadora da Unidade de Saúde Pública adiantou que na região não existem mais surtos. “À semelhança do que está a acontecer no país, os casos têm vindo a subir, mas não temos surtos activos. Há casos pontuais nas escolas, mas como temos a população vacinada, são situações isoladas e acompanhadas caso a caso”, esclareceu.

Reconhecendo que “existe um desgaste” de todos, com a “necessidade de voltar à normalidade”, a médica de saúde pública apelou a que as pessoas cumpram as orientações da Direcção-Geral da Saúde.

Odete Mendes sublinhou ainda que o inverno está a preocupar as autoridades de saúde, tendo em conta um possível aumento das doenças respiratórias agudas.

“A população mais idosa está a ser também vacinada contra a gripe. Estamos na expectativa e há uma apreensão”, insistiu.

De acordo com a responsável, a “vacinação foi fundamental, como se sabia”, para o controlo da pandemia.

“Temos assistido a pessoas que não se vacinaram por opção própria, a repensar a sua decisão inicial. O apelo que faço é para que os que não se vacinaram por opção decidam agora vacinar-se. Vão sempre a tempo. A vacinação de cada um contribui para o bem-estar de todos. Não podemos pensar só no individual, mas num bem colectivo”, rematou.

Diário de Notícias
Lusa
27 Outubro 2021 — 11:59

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1154: Três mortos e 82 infectados em surto no Lar da Santa Casa de Arouca

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/SURTOS/LARES

Segundo o provedor da instituição as pessoas que faleceram tinham “uma idade muito avançada e uma saúde débil”. Há ainda três pessoas hospitalizadas.

A Santa Casa da Misericórdia de Arouca, onde segunda-feira foi detectado um surto de covid-19, regista três óbitos e 85 infectados por covid-19, sendo que, entre 68 utentes e 14 funcionários doentes, três seniores estão hospitalizados.

Segundo revela Vítor Brandão, provedor dessa instituição do distrito de Aveiro, os utentes que faleceram no Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, já tinham “uma idade muito avançada e uma saúde débil”, mas também houve uma idosa que, embora internada, “já recebeu alta médica e regressou ao lar de idosos”.

Desde a detecção inicial do surto, o aumento de 17 diagnósticos positivos ao vírus SARS-CoV-2 deve-se a uma segunda ronda de testes cujos resultados foram divulgados entre quarta e quinta-feira, depois de novos técnicos e moradores da unidade residencial da Misericórdia terem começado a evidenciar sinais da doença.

“Mas toda a gente está com sintomas ligeiros, sem especial gravidade”, garante o provedor.

Como Vítor Brandão já dissera à Lusa, o surto ter-se-á verificado porque, dada “a confiança” associada à vacinação contra a covid-19, “uns 30 e tal utentes quiseram ir a casa [de familiares] no fim-de-semana das eleições, para votar, e pelo menos um deles trouxe a doença no regresso” ao lar da Santa Casa

Dias após a ida às urnas, todos os utentes da Misericórdia receberam ainda a vacina sazonal contra a gripe, pelo que, aos primeiros sintomas de febre e mal-estar, a expectativa foi que esses sinais se devessem a essa última inoculação.

“Mas como sou médico e já ando nisto há muito tempo, achei melhor jogar pelo seguro e testámos logo toda a gente à covid-19, acabando por confirmar que, realmente, não se tratavam de sintomas gripais”, revelou Vítor Brandão na altura.

Uma vez testados todos os utentes e funcionários, a direcção da Santa Casa separou então doentes de não-infectados, distribuindo-os por dois blocos do edifício e estabelecendo “circuitos de circulação distintos para cada um”.

Todos estão “isolados” da comunidade exterior e contactam com as famílias apenas por video-chamada.

Diário de Notícias
DN/Lusa
08 Outubro 2021 — 19:48

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1150: Surto em Casa de Repouso de Alverca do Ribatejo com 19 infectados

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/CASAS DE REPOUSO

Nenhum dos infectados precisou de internamento e nove têm alguns sintomas.

© Lares Online

Um surto de covid-19 na Casa de Repouso de São Gonçalo, em Alverca do Ribatejo, distrito de Lisboa, já infectou 19 pessoas, 18 utentes e um funcionário, segundo o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Estuário do Tejo.

Fonte do ACES Estuário do Tejo adiantou à Lusa que a Casa de Repouso de São Gonçalo em Alverca do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, tem 25 utentes e 14 funcionários.

“Destes 25 utentes, 18 estão infectados, e dos 14 funcionários, um também está infectado”, disse.

A mesma fonte adiantou que nenhum dos infectados precisou de internamento e nove têm alguns sintomas.

Diário de Notícias
Lusa
08 Outubro 2021 — 13:33

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1077: Portugal tem cerca de 45 surtos de covid-19 em lares

SAÚDE PÚBLICA/SURTOS COVID-19/LARES

Informação foi dada por Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Portugal regista actualmente cerca de 45 surtos de covid-19 em lares no país, com efeitos menores nas pessoas, disse hoje a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Neste momento temos cerca de 45 surtos em lares em todo o país e o que está a acontecer é que mesmo na situação em que há surtos, os efeitos do próprio surto e da doença nas pessoas são menores”, disse Ana Mendes Godinho.

A ministra falava aos jornalistas no final da apresentação do “maior estudo” sobre imunidade em lares, realizado em Agosto, na região do Alentejo e Algarve a um universo de 5.174 pessoas: 2.303 funcionários de lares e 2.871 utentes residentes.

O estudo aponta, segundo o responsável, para uma “diminuição abrupta dos anticorpos em pessoas com mais de 70 anos que tenham tido duas doses de vacina e quatro meses após a vacinação completa”.

“Contrariamente, as pessoas que tiveram covid-19 e que receberam uma dose de vacina mantêm níveis altos de anticorpos ao longo de todo o tempo”, segundo a apresentação do estudo, hoje em Viseu.

Intitulado “Protector covid-19”, o estudo foi realizado pelo Algarve Biomedical Center, em parceria com a fundação Champalimaud, contou com o apoio do Ministério do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social.

A população do estudo foi maioritariamente feminina, e entre os funcionários a idade média foi de 47 anos enquanto nos utentes foi de 85 anos. Destes, 2.277 têm mais de 80 anos e mais de 1.000, têm mais de 90 anos.

Ainda assim, a ministra disse aos jornalistas que a evolução nos lares “tem sido muitíssimo positiva do ponto de vista do impacto que a pandemia tem tido nas organizações” e nas instituições, comparando com Janeiro, em que se registaram “números muito grandes de surtos” nos lares.

A situação veio a diminuir à medida também que a vacinação foi acontecendo, nós priorizámos desde o momento zero a vacinação nos lares (…) com efeitos muitíssimo positivos no impacto dos surtos nos lares”, afirmou.

Actualmente, as instituições têm “uma capacidade de gestão das situações de uma forma completamente diferente, até porque, os funcionários também estão vacinados” e “há uma capacidade de gestão dos recursos humanos de uma forma muito mais eficaz e controlada”.

Lusa

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976: Mais uma morte no lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova

SAÚDE/PANDEMIA/MORTES/LARES

© EPA/ETIENNE LAURENT

Está confirmada uma segunda morte por covid-19 no lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco. A notícia foi avançada neste domingo pela Rádio Observador, confirmada pelo presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo. O óbito é um homem de 80 anos que, de acordo com o autarca, “tinha fragilidades já conhecidas”.

Ainda segundo João Lobo, 129 utentes do lar estão infectados com Covid-19. “Grande parte dos utentes está estável, sem grande nível de preocupação, à excepção de cinco utentes que estão condicionados a oxigénio, dos quais dois inspiram maior cuidado”, indicou o presidente da câmara de Proença-a-Nova.

A notícia do surto no lar foi conhecida no dia 6 de Agosto, altura em que se registou uma morte e havia 127 casos activos. Na altura, João Lobo confirmou que todos os utentes e funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova tinham a vacinação completa.

Diário de Notícias
08 Ago 13:22
Por Nuno Fernandes

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973: Surto em lar de Almodôvar com 44 infectados e uma vítima mortal

SAÚDE/PANDEMIA/INFECÇÕES/MORTES/LARES

Um surto de covid-19 num lar de Almodôvar (Beja) já infectou 44 pessoas, entre utentes e funcionárias, tendo já falecido um idoso na sequência deste surto, disse hoje à agência Lusa o presidente do município, António Bota.

De acordo com o autarca, que considera que o surto poderá ter “tendência” em aumentar na instituição, estão nesta altura infectados no Lar Nossa Senhora da Graça de Padrões 37 dos 52 utentes e ainda sete colaboradores.

“Vale-nos a situação estar mais controlada porque todos eles [utentes e funcionários] estão vacinados, o que faz com que o sofrimento seja menor, os efeitos sejam menores, as consequências deste vírus seja inferior, seja mais minimizada em relação àquilo que costumávamos ter”, disse.

O presidente da câmara de Almodôvar diz ser uma “preocupação” este surto, uma vez que “coloca em risco” pessoas com “grande debilidade” e “propensão para doenças”.

“Depois temos também dificuldade em encontrar pessoal para trabalhar, para substituir estas colaboradoras que têm de trabalhar em espelho e que, de facto, começam a ver as equipas reduzidíssimas e a atenção que damos aos nossos seniores tem que se manter em níveis de qualidade, que permitam garantir o trabalho”, acrescentou.

Lusa

Diário de Notícias
Por Rui Frias
DN
07 Agosto 2021 — 18:45

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970: Mil idosos em lares por vacinar. Governo faz estudo serológico

SAÚDE/PANDEMIA/IDOSOS/LARES

Executivo vai promover estudo serológico a cinco mil funcionários e utentes de lares para aumentar o conhecimento sobre a duração da vacina nesta população, tal como tinha sido pedido pela UMP e pelas IPSS.

Mil utentes de lares de idosos estão por vacinar, a “esmagadora maioria dos quais” por terem estado infectados com covid-19, pelo que aguardam o final dos 90 dias definidos para poderem tomar a vacina, informou este sábado o Governo.

“No âmbito da vacinação de utentes e profissionais de lares, foram já vacinados 99% dos idosos nos lares e 97% dos funcionários, um esforço que continuará até se garantir a cobertura integral de vacinação nesta população”, assinala o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social em comunicado.

De acordo com dados da ‘task force’ da vacinação, citados pelo ministério, faltam ainda vacinar cerca de 2.100 funcionários de lares, cerca de 70% dos quais por se encontrarem a recuperar de infecção por covid-19.

“Os restantes não tomaram ainda a vacina por serem novas contratações ou por terem razões de saúde que desaconselham a vacina”, explica.

A 5 de Agosto autoridades de saúde contabilizavam 53 surtos activos de infecção pelo SARS-CoV-2 em lares de idosos, com um surto em Proença-a-Nova a suscitar maior atenção por parte da União das Misericórdias Portuguesas.

De acordo com números disponibilizados então à agência Lusa pela Direcção-Geral da Saúde, os 53 surtos activos, em números actualizados na segunda-feira, envolviam 829 casos de infecção diagnosticados.

Por administração regional de saúde, era em Lisboa e Vale do Tejo que se contavam mais surtos (25) e pessoas infectadas (270). No Norte havia 10 surtos e 247 pessoas infectadas, no Alentejo oito surtos e 68 infecções, no Centro seis surtos e 138 infectados e no Algarve quatro surtos e 106 pessoas infectadas.

Na sexta-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse que ainda não está em cima da mesa a administração a idosos de uma terceira dose de vacina contra a covid-19, considerando que “é preciso robustez científica e dados consolidados”.

No mesmo dia, o bastonário da Ordem dos Médicos alertou para a necessidade de uma atenção especial aos lares, insistindo na testagem regular para travar o avanço de surtos e apontando a subida da taxa de letalidade nos mais idosos.

Governo faz estudo serológico a utentes e funcionários de lares de idosos

O Governo vai promover a realização de um estudo serológico a cinco mil funcionários e utentes de lares de idosos, para aumentar o conhecimento científico sobre a duração dos efeitos da vacina nesta população, foi hoje anunciado.

Uma decisão que surge na sequência do alerta feito ao DN pelo presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, e mais tarde pelo presidente das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), durante esta semana, e após ter sido conhecido mais um surto num lar de Proença-a-Nova que envolveu 127 infectados e uma morte.

O estudo será conduzido “ainda em Agosto” nas regiões do Alentejo e Algarve e terá “participação voluntária”, indica comunicado do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O objectivo, explica o ministério, é aumentar o conhecimento científico actual sobre a duração dos efeitos da vacina na população idosa, analisando a imunidade nos idosos mais vulneráveis que já foram vacinados, comparando-a com a dos funcionários vacinados na mesma altura.

O estudo, promovido no âmbito do programa integrado daquele ministério de apoio aos lares de idosos devido à pandemia por Covid-19, será conduzido pela Fundação Champalimaud e pelo Algarve Biomedical Center (ABC) que “vai contactar todas as instituições destas regiões, solicitando a participação dos utentes e dos profissionais, até se atingir a meta de 5 mil participantes”.

Segundo a tutela, os testes não terão “quaisquer custos para as instituições” que participarem no estudo, cujos resultados serão apresentados publicamente em Setembro.

“Os resultados do estudo serão partilhados com as autoridades de saúde e poderão contribuir para decisões futuras sobre esta matéria”, assinala.

A 05 de Agosto, as autoridades de saúde contabilizavam 53 surtos activos de infecção pelo SARS-CoV-2 em lares de idosos, com um surto em Proença-a-Nova a suscitar maior atenção por parte da União das Misericórdias Portuguesas.

De acordo com números disponibilizados então à agência Lusa pela Direcção-Geral da Saúde, os 53 surtos activos, em números actualizados na segunda-feira, envolviam 829 casos de infecção diagnosticados.

Por administração regional de saúde, era em Lisboa e Vale do Tejo que se contavam mais surtos (25) e pessoas infectadas (270).

No Norte havia 10 surtos e 247 pessoas infectadas, no Alentejo oito surtos e 68 infecções, no Centro seis surtos e 138 infectados e no Algarve quatro surtos e 106 pessoas infectadas.

Diário de Notícias
Lusa
07 Agosto 2021 — 11:52


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962: Presidente das Misericórdias pede testes à imunidade dos idosos vacinados há mais tempo

SAÚDE/PANDEMIA/SURTOS/LARES

Até ao dia 2 deste mês, havia 53 surtos activos de covid-19 em lares. O maior foi detectado ontem em Proença-a-Nova: 127 infectados e uma morte. Todas as pessoas tinham vacinação completa. Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, diz estar na hora de se pensar a sério na realização de testes à imunidade dos idosos e na necessidade de uma terceira dose.

A imunidade vai reduzindo ao longo do tempo e quem foi vacinado logo no início do processo de vacinação em Portugal final de Dezembro e Janeiro pode precisar de uma terceira dose.

O país acordou ontem com mais uma notícia sobre um surto de covid-19 em lares. Um surto que parece já estar controlado, mas que envolveu 127 infectados – 22 profissionais e 105 utentes – e a morte de um utente. Um surto que surgiu numa instituição da Misericórdia de Proença-a-Nova, onde “todas as pessoas, quer profissionais quer utentes, estavam vacinadas com as duas doses”, assegura ao DN Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).

E se nos casos anteriores, conhecidos em Junho, que reportaram a lares de Mafra e de Faro, onde houve três mortes, duas no primeiro concelho e uma no segundo, os utentes tinham sido vacinados, mas os profissionais não, porque alguns rejeitaram a vacinação, acabando por ficarem infectados, aqui não foi o caso.

O que faz alguns questionarem-se sobre como é que é possível. Ou melhor, como é que o vírus pode atingir uma população completamente vacinada? Quanto tempo dura a imunidade num vacinado ou numa pessoa infectada é uma questão para a qual a própria ciência ainda não tem certezas, mas já pode explicar que, em primeiro lugar, e como tem sido explicado por cientistas, nenhum medicamento nem nenhuma vacina é 100% eficaz – portanto, há sempre uma percentagem reduzida de pessoas que podem não desenvolver a quantidade necessária de anticorpos para ficarem protegidos. Em segundo lugar, porque se há algo que se sabe é que a imunidade vai reduzindo ao longo tempo. E é esta situação que faz Manuel Lemos defender, que, se calhar, “está na hora de se começar a pensar a sério na realização de testes à imunidade dos idosos, sobretudo aos que já foram vacinados há mais de seis meses”.

No caso de Proença-a-Nova, Manuel Lemos diz que a indicação que tem é que a unidade terá sido das primeiras do país a ser vacinada. “Segundo sei foi ainda em Dezembro e estavam todos vacinados. Como é que se explica a situação? Só se formos avaliar a imunidade das pessoas.”

A origem do surto, segundo explicou ao DN, pode estar num utente que teve necessidade de receber cuidados numa unidade hospitalar. “Pensa-se que tenha vindo de lá infectado e que infectou os outros, mas se foi infectado e estendeu a doença é porque a imunidade nestas pessoas já é baixa e não dá protecção”, sublinha, embora admita: “Não sou cientista, estes é que podem explicar a situação, mas julgo que se deve pensar seriamente na solução dos testes à imunidade e na discussão sobre se há ou não necessidade de uma terceira dose.”

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que conta maior número de surtos activos, 25, com 270 pessoas infectadas. Depois, é a do norte, dez surtos e 247 pessoas infectadas.

Manuel Lemos diz saber que algumas misericórdias optaram por fazer testes de imunidade aos utentes e “recolheram dados muito díspares, uns tinham cerca de 80% de anticorpos, outros menos e outros apenas 10%. Se é assim numa população vacinada há mais tempo, estamos a correr riscos”, acrescentando, “se calhar, vale a pena os cientistas avaliarem a necessidade de uma terceira dose. Se uma pessoa tiver ainda cerca de 80% de imunidade, não precisa de ser vacinada, mas se tiver 10%, já pode justificar, mas deixo esta discussão para quem sabe”.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou ontem que, até segunda-feira, dia 2 de Agosto, havia 53 surtos activos em lares de idosos em todo o país, envolvendo 829 infectados. A região de Lisboa e Vale do Tejo era a que contava maior número de surtos, 25, com 270 pessoas infectadas. Depois, era a do norte com dez surtos e 247 pessoas infectadas, a do Alentejo tinha oito surtos e 68 infectados, a do centro seis surtos e 138 infectados e a do Algarve quatro surtos e 106 pessoas infectadas. A 22 de Junho, quando a DGS também disponibilizou estes dados, havia apenas “seis surtos em lares”, que envolviam “54 casos de covid-19, e muitos deles já recuperados”.

Mas foi neste período que se registaram três mortes em idosos. Na altura, o próprio presidente da UMP veio pedir ao Estado que fizesse algo a nível da legislação para impor a vacinação aos profissionais que trabalham com grupos de risco. Ao que se sabe, nada foi feito ainda. Na altura, e segundo afirmou ao DN Manuel Lemos, havia ainda lares com profissionais e utentes por vacinar. “Há cerca de 8 mil pessoas que ainda não estão vacinadas”, disse, explicando que tal acontecia por alguns terem sido infectados e ainda não poderem receber a vacina e por haver profissionais que a rejeitaram.

Passado mais de um ano do início da pandemia, Manuel Lemos diz acreditar no que muitos cientistas dizem, que “este vírus se vai tornar num vírus da gripe, portanto agora podemos discutir a terceira dose, mas daqui a uns meses, se calhar, estamos a discutir uma dose todos os anos”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
06 Agosto 2021 — 00:06


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