1077: Portugal tem cerca de 45 surtos de covid-19 em lares

SAÚDE PÚBLICA/SURTOS COVID-19/LARES

Informação foi dada por Ana Mendes Godinho, ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Portugal regista actualmente cerca de 45 surtos de covid-19 em lares no país, com efeitos menores nas pessoas, disse hoje a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Neste momento temos cerca de 45 surtos em lares em todo o país e o que está a acontecer é que mesmo na situação em que há surtos, os efeitos do próprio surto e da doença nas pessoas são menores”, disse Ana Mendes Godinho.

A ministra falava aos jornalistas no final da apresentação do “maior estudo” sobre imunidade em lares, realizado em Agosto, na região do Alentejo e Algarve a um universo de 5.174 pessoas: 2.303 funcionários de lares e 2.871 utentes residentes.

O estudo aponta, segundo o responsável, para uma “diminuição abrupta dos anticorpos em pessoas com mais de 70 anos que tenham tido duas doses de vacina e quatro meses após a vacinação completa”.

“Contrariamente, as pessoas que tiveram covid-19 e que receberam uma dose de vacina mantêm níveis altos de anticorpos ao longo de todo o tempo”, segundo a apresentação do estudo, hoje em Viseu.

Intitulado “Protector covid-19”, o estudo foi realizado pelo Algarve Biomedical Center, em parceria com a fundação Champalimaud, contou com o apoio do Ministério do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social.

A população do estudo foi maioritariamente feminina, e entre os funcionários a idade média foi de 47 anos enquanto nos utentes foi de 85 anos. Destes, 2.277 têm mais de 80 anos e mais de 1.000, têm mais de 90 anos.

Ainda assim, a ministra disse aos jornalistas que a evolução nos lares “tem sido muitíssimo positiva do ponto de vista do impacto que a pandemia tem tido nas organizações” e nas instituições, comparando com Janeiro, em que se registaram “números muito grandes de surtos” nos lares.

A situação veio a diminuir à medida também que a vacinação foi acontecendo, nós priorizámos desde o momento zero a vacinação nos lares (…) com efeitos muitíssimo positivos no impacto dos surtos nos lares”, afirmou.

Actualmente, as instituições têm “uma capacidade de gestão das situações de uma forma completamente diferente, até porque, os funcionários também estão vacinados” e “há uma capacidade de gestão dos recursos humanos de uma forma muito mais eficaz e controlada”.

Lusa

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

976: Mais uma morte no lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova

SAÚDE/PANDEMIA/MORTES/LARES

© EPA/ETIENNE LAURENT

Está confirmada uma segunda morte por covid-19 no lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco. A notícia foi avançada neste domingo pela Rádio Observador, confirmada pelo presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo. O óbito é um homem de 80 anos que, de acordo com o autarca, “tinha fragilidades já conhecidas”.

Ainda segundo João Lobo, 129 utentes do lar estão infectados com Covid-19. “Grande parte dos utentes está estável, sem grande nível de preocupação, à excepção de cinco utentes que estão condicionados a oxigénio, dos quais dois inspiram maior cuidado”, indicou o presidente da câmara de Proença-a-Nova.

A notícia do surto no lar foi conhecida no dia 6 de Agosto, altura em que se registou uma morte e havia 127 casos activos. Na altura, João Lobo confirmou que todos os utentes e funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova tinham a vacinação completa.

Diário de Notícias
08 Ago 13:22
Por Nuno Fernandes

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

973: Surto em lar de Almodôvar com 44 infectados e uma vítima mortal

SAÚDE/PANDEMIA/INFECÇÕES/MORTES/LARES

Um surto de covid-19 num lar de Almodôvar (Beja) já infectou 44 pessoas, entre utentes e funcionárias, tendo já falecido um idoso na sequência deste surto, disse hoje à agência Lusa o presidente do município, António Bota.

De acordo com o autarca, que considera que o surto poderá ter “tendência” em aumentar na instituição, estão nesta altura infectados no Lar Nossa Senhora da Graça de Padrões 37 dos 52 utentes e ainda sete colaboradores.

“Vale-nos a situação estar mais controlada porque todos eles [utentes e funcionários] estão vacinados, o que faz com que o sofrimento seja menor, os efeitos sejam menores, as consequências deste vírus seja inferior, seja mais minimizada em relação àquilo que costumávamos ter”, disse.

O presidente da câmara de Almodôvar diz ser uma “preocupação” este surto, uma vez que “coloca em risco” pessoas com “grande debilidade” e “propensão para doenças”.

“Depois temos também dificuldade em encontrar pessoal para trabalhar, para substituir estas colaboradoras que têm de trabalhar em espelho e que, de facto, começam a ver as equipas reduzidíssimas e a atenção que damos aos nossos seniores tem que se manter em níveis de qualidade, que permitam garantir o trabalho”, acrescentou.

Lusa

Diário de Notícias
Por Rui Frias
DN
07 Agosto 2021 — 18:45

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

970: Mil idosos em lares por vacinar. Governo faz estudo serológico

SAÚDE/PANDEMIA/IDOSOS/LARES

Executivo vai promover estudo serológico a cinco mil funcionários e utentes de lares para aumentar o conhecimento sobre a duração da vacina nesta população, tal como tinha sido pedido pela UMP e pelas IPSS.

Mil utentes de lares de idosos estão por vacinar, a “esmagadora maioria dos quais” por terem estado infectados com covid-19, pelo que aguardam o final dos 90 dias definidos para poderem tomar a vacina, informou este sábado o Governo.

“No âmbito da vacinação de utentes e profissionais de lares, foram já vacinados 99% dos idosos nos lares e 97% dos funcionários, um esforço que continuará até se garantir a cobertura integral de vacinação nesta população”, assinala o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social em comunicado.

De acordo com dados da ‘task force’ da vacinação, citados pelo ministério, faltam ainda vacinar cerca de 2.100 funcionários de lares, cerca de 70% dos quais por se encontrarem a recuperar de infecção por covid-19.

“Os restantes não tomaram ainda a vacina por serem novas contratações ou por terem razões de saúde que desaconselham a vacina”, explica.

A 5 de Agosto autoridades de saúde contabilizavam 53 surtos activos de infecção pelo SARS-CoV-2 em lares de idosos, com um surto em Proença-a-Nova a suscitar maior atenção por parte da União das Misericórdias Portuguesas.

De acordo com números disponibilizados então à agência Lusa pela Direcção-Geral da Saúde, os 53 surtos activos, em números actualizados na segunda-feira, envolviam 829 casos de infecção diagnosticados.

Por administração regional de saúde, era em Lisboa e Vale do Tejo que se contavam mais surtos (25) e pessoas infectadas (270). No Norte havia 10 surtos e 247 pessoas infectadas, no Alentejo oito surtos e 68 infecções, no Centro seis surtos e 138 infectados e no Algarve quatro surtos e 106 pessoas infectadas.

Na sexta-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse que ainda não está em cima da mesa a administração a idosos de uma terceira dose de vacina contra a covid-19, considerando que “é preciso robustez científica e dados consolidados”.

No mesmo dia, o bastonário da Ordem dos Médicos alertou para a necessidade de uma atenção especial aos lares, insistindo na testagem regular para travar o avanço de surtos e apontando a subida da taxa de letalidade nos mais idosos.

Governo faz estudo serológico a utentes e funcionários de lares de idosos

O Governo vai promover a realização de um estudo serológico a cinco mil funcionários e utentes de lares de idosos, para aumentar o conhecimento científico sobre a duração dos efeitos da vacina nesta população, foi hoje anunciado.

Uma decisão que surge na sequência do alerta feito ao DN pelo presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, e mais tarde pelo presidente das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), durante esta semana, e após ter sido conhecido mais um surto num lar de Proença-a-Nova que envolveu 127 infectados e uma morte.

O estudo será conduzido “ainda em Agosto” nas regiões do Alentejo e Algarve e terá “participação voluntária”, indica comunicado do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O objectivo, explica o ministério, é aumentar o conhecimento científico actual sobre a duração dos efeitos da vacina na população idosa, analisando a imunidade nos idosos mais vulneráveis que já foram vacinados, comparando-a com a dos funcionários vacinados na mesma altura.

O estudo, promovido no âmbito do programa integrado daquele ministério de apoio aos lares de idosos devido à pandemia por Covid-19, será conduzido pela Fundação Champalimaud e pelo Algarve Biomedical Center (ABC) que “vai contactar todas as instituições destas regiões, solicitando a participação dos utentes e dos profissionais, até se atingir a meta de 5 mil participantes”.

Segundo a tutela, os testes não terão “quaisquer custos para as instituições” que participarem no estudo, cujos resultados serão apresentados publicamente em Setembro.

“Os resultados do estudo serão partilhados com as autoridades de saúde e poderão contribuir para decisões futuras sobre esta matéria”, assinala.

A 05 de Agosto, as autoridades de saúde contabilizavam 53 surtos activos de infecção pelo SARS-CoV-2 em lares de idosos, com um surto em Proença-a-Nova a suscitar maior atenção por parte da União das Misericórdias Portuguesas.

De acordo com números disponibilizados então à agência Lusa pela Direcção-Geral da Saúde, os 53 surtos activos, em números actualizados na segunda-feira, envolviam 829 casos de infecção diagnosticados.

Por administração regional de saúde, era em Lisboa e Vale do Tejo que se contavam mais surtos (25) e pessoas infectadas (270).

No Norte havia 10 surtos e 247 pessoas infectadas, no Alentejo oito surtos e 68 infecções, no Centro seis surtos e 138 infectados e no Algarve quatro surtos e 106 pessoas infectadas.

Diário de Notícias
Lusa
07 Agosto 2021 — 11:52


© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

962: Presidente das Misericórdias pede testes à imunidade dos idosos vacinados há mais tempo

SAÚDE/PANDEMIA/SURTOS/LARES

Até ao dia 2 deste mês, havia 53 surtos activos de covid-19 em lares. O maior foi detectado ontem em Proença-a-Nova: 127 infectados e uma morte. Todas as pessoas tinham vacinação completa. Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, diz estar na hora de se pensar a sério na realização de testes à imunidade dos idosos e na necessidade de uma terceira dose.

A imunidade vai reduzindo ao longo do tempo e quem foi vacinado logo no início do processo de vacinação em Portugal final de Dezembro e Janeiro pode precisar de uma terceira dose.

O país acordou ontem com mais uma notícia sobre um surto de covid-19 em lares. Um surto que parece já estar controlado, mas que envolveu 127 infectados – 22 profissionais e 105 utentes – e a morte de um utente. Um surto que surgiu numa instituição da Misericórdia de Proença-a-Nova, onde “todas as pessoas, quer profissionais quer utentes, estavam vacinadas com as duas doses”, assegura ao DN Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).

E se nos casos anteriores, conhecidos em Junho, que reportaram a lares de Mafra e de Faro, onde houve três mortes, duas no primeiro concelho e uma no segundo, os utentes tinham sido vacinados, mas os profissionais não, porque alguns rejeitaram a vacinação, acabando por ficarem infectados, aqui não foi o caso.

O que faz alguns questionarem-se sobre como é que é possível. Ou melhor, como é que o vírus pode atingir uma população completamente vacinada? Quanto tempo dura a imunidade num vacinado ou numa pessoa infectada é uma questão para a qual a própria ciência ainda não tem certezas, mas já pode explicar que, em primeiro lugar, e como tem sido explicado por cientistas, nenhum medicamento nem nenhuma vacina é 100% eficaz – portanto, há sempre uma percentagem reduzida de pessoas que podem não desenvolver a quantidade necessária de anticorpos para ficarem protegidos. Em segundo lugar, porque se há algo que se sabe é que a imunidade vai reduzindo ao longo tempo. E é esta situação que faz Manuel Lemos defender, que, se calhar, “está na hora de se começar a pensar a sério na realização de testes à imunidade dos idosos, sobretudo aos que já foram vacinados há mais de seis meses”.

No caso de Proença-a-Nova, Manuel Lemos diz que a indicação que tem é que a unidade terá sido das primeiras do país a ser vacinada. “Segundo sei foi ainda em Dezembro e estavam todos vacinados. Como é que se explica a situação? Só se formos avaliar a imunidade das pessoas.”

A origem do surto, segundo explicou ao DN, pode estar num utente que teve necessidade de receber cuidados numa unidade hospitalar. “Pensa-se que tenha vindo de lá infectado e que infectou os outros, mas se foi infectado e estendeu a doença é porque a imunidade nestas pessoas já é baixa e não dá protecção”, sublinha, embora admita: “Não sou cientista, estes é que podem explicar a situação, mas julgo que se deve pensar seriamente na solução dos testes à imunidade e na discussão sobre se há ou não necessidade de uma terceira dose.”

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que conta maior número de surtos activos, 25, com 270 pessoas infectadas. Depois, é a do norte, dez surtos e 247 pessoas infectadas.

Manuel Lemos diz saber que algumas misericórdias optaram por fazer testes de imunidade aos utentes e “recolheram dados muito díspares, uns tinham cerca de 80% de anticorpos, outros menos e outros apenas 10%. Se é assim numa população vacinada há mais tempo, estamos a correr riscos”, acrescentando, “se calhar, vale a pena os cientistas avaliarem a necessidade de uma terceira dose. Se uma pessoa tiver ainda cerca de 80% de imunidade, não precisa de ser vacinada, mas se tiver 10%, já pode justificar, mas deixo esta discussão para quem sabe”.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou ontem que, até segunda-feira, dia 2 de Agosto, havia 53 surtos activos em lares de idosos em todo o país, envolvendo 829 infectados. A região de Lisboa e Vale do Tejo era a que contava maior número de surtos, 25, com 270 pessoas infectadas. Depois, era a do norte com dez surtos e 247 pessoas infectadas, a do Alentejo tinha oito surtos e 68 infectados, a do centro seis surtos e 138 infectados e a do Algarve quatro surtos e 106 pessoas infectadas. A 22 de Junho, quando a DGS também disponibilizou estes dados, havia apenas “seis surtos em lares”, que envolviam “54 casos de covid-19, e muitos deles já recuperados”.

Mas foi neste período que se registaram três mortes em idosos. Na altura, o próprio presidente da UMP veio pedir ao Estado que fizesse algo a nível da legislação para impor a vacinação aos profissionais que trabalham com grupos de risco. Ao que se sabe, nada foi feito ainda. Na altura, e segundo afirmou ao DN Manuel Lemos, havia ainda lares com profissionais e utentes por vacinar. “Há cerca de 8 mil pessoas que ainda não estão vacinadas”, disse, explicando que tal acontecia por alguns terem sido infectados e ainda não poderem receber a vacina e por haver profissionais que a rejeitaram.

Passado mais de um ano do início da pandemia, Manuel Lemos diz acreditar no que muitos cientistas dizem, que “este vírus se vai tornar num vírus da gripe, portanto agora podemos discutir a terceira dose, mas daqui a uns meses, se calhar, estamos a discutir uma dose todos os anos”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
06 Agosto 2021 — 00:06


© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes