1018: 120 mil jovens dos 12 aos 15 anos vacinados no primeiro dia

SAÚDE PÚBLICA/JOVENS/VACINAÇÃO

Foram vacinados 118 mil jovens até às 17:00 deste sábado, o primeiro dia em que iniciaram o processo todos os que têm entre 12 e 15 anos. Estima-se que ultrapassem os 120 mil neste dia.

Primeiro dia da vacia para quem tem com idades entre os 12 e 15 anos no centro de vacinação covid de Cascais
© TIAGO PETINGA/LUSA

O último balanço da task-force do plano de vacinação indica que 118 mil jovens se vacinaram até às 17:00 deste sábado, o que significa 29% do grupo etário dos 12 aos 15 anos. As estimativas do Instituo Nacional de Estatística indicam 409.873 residentes com estas idades em Portugal.

O coordenador, o vice-almirante Gouveia de Melo, estima que se ultrapassem os 120 mil neste primeiro dia de vacinação dos mais novos.

Agendaram a vacina 110 mil jovens para este fim de semana, muitos mais apareceram através da modalidade “Casa Aberta”. Funciona segundo o horário de cada centro de vacinação e mediante uma senha (retirada via Internet ou no local).

A vacinação deste grupo etário continua este domingo, prologando-se para o próximo fim de semana.

Esta manhã, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo manifestou-se confiante de que irá ser ultrapassado em muito o número de jovens inscritos para a vacinação neste fim de semana, e que se ficou por um terço do universo elegível.

“Com esta pandemia é muito difícil fugir ao vírus”, disse, recordando a proximidade da abertura do ano lectivo. E recomendou aos pais que sigam as recomendações da DGS e vacinem os filhos.

O vice-almirante foi recebido com aplausos no posto de vacinação de Alcabideche, em Cascais, e confessou-se emocionado. “Não estava à espera. Já visitei muitos pavilhões, mas eu julgo que os problemas recentes fizeram com que os pais também tomassem mais consciência deste processo. Acho que estes aplausos foram mais para me animar e eu agradeço imenso e fico comovido”, disse Gouveia e Melo, aos jornalistas, no final da visita.

Diário de Notícias
DN
21 Agosto 2021 — 19:29

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Jovens mesmo vacinados só estarão protegidos “se todos o estiverem”

SAÚDE/PANDEMIA/VACINAÇÃO/JOVENS

Um imunologista e um infecciologista pediátrico afirmam: mesmo com vacina, só estaremos protegidos se todos estiverem vacinados.

Há mais de 20 países no mundo onde jovens dos 12 aos 15 anos já estão a ser vacinados, uns de forma universal, outros por grupos de doenças.

No início do ano, a pediatra e cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, alertou para o seguinte: pessoas vacinadas registam carga viral do SARS-CoV-2, podendo transmitir o vírus sem que fiquem doentes. Na altura, a questão não estava totalmente esclarecida e a OMS pedia prudência aos vacinados. Neste momento, e segundo explica ao DN o imunologista e professor catedrático da Faculdade de Medicina de Coimbra, Manuel Santos Rosa, “estudos realizados por universidades norte-americanas e divulgados na semana passada apontam para este facto. Isto é, os vacinados desenvolvem cargas virais semelhantes às dos não vacinados quando estão em contacto com o SARS-CoV-2, embora possam não ter sintomas”.

A informação é recente, mas o professor diz que tem de fazer repensar algumas situações, nomeadamente a da vacinação dos mais novos. “A haver vacinas, devemos indubitavelmente vacinar todas as crianças e jovens sem nenhuma restrição; se não há, temos de ter estratégias de vacinação que devem sempre colocar em primeiro lugar os que são mais susceptíveis. Mas estas devem incluir também os que podem ser maiores transmissores do vírus”, argumenta.

O infecciologista pediátrico do Hospital D. Estefânia, Luís Varandas, também defensor de que todos os jovens da faixa etária definida pela DGS, dos 12 aos 15 anos, deveriam ser vacinados, argumenta que é preciso ter em conta que a vacinação tem “uma protecção individual e uma protecção indirecta”, defendendo mesmo: “O critério não pode ser só um, porque se for só o de doenças preexistentes, na prática, mesmo com algumas crianças vacinadas, haverá sempre algum risco, porque não estão todas. E, como sabemos, os adolescentes são transmissores e as vacinas dão uma protecção individual, mas também uma protecção indirecta.”

Ao DN, Luís Varandas salienta: “Ainda não sabemos o que vai estar na norma da Direcção-Geral da Saúde [Actualização: ver a lista aqui]. As reacções que até agora foram assumidas por mim e por outros colegas têm por base a decisão de que as vacinas só seriam para grupos de risco, mas depois colocaram a questão de que jovens saudáveis também poderão ser vacinados, dependendo de uma avaliação médica, e isto está a gerar confusão.” Mas o médico relembra: “Há países que definiram grupos de risco para a vacinação dos mais jovens, mas todos sabemos que os grupos de risco só estão protegidos se os outros à sua volta também estiverem. E isto coloca-se em relação à vacinação dos adolescentes, quer estejam em ambiente escolar ou familiar, a viverem com pessoas que integram grupos de risco.”

Novos estudos fazem como que “a imunidade de grupo é uma quimera”

Os dois médicos defendem que o critério de vacinação para os mais jovens não pode ser só um – o das doenças preexistentes -, tem de haver outro. Por exemplo, “há um jovem que não tem uma doença preexistente mas que tem uma história clínica de sistema imunitário mais frágil ou que está inserido num ambiente em que pode ser um potencial transmissor para pessoas de risco. Estas situações têm de ser equacionadas”, diz o imunologista Santos Rosa.

Mais. “Se as pessoas vacinadas continuam a poder transportar o vírus e a transmiti-lo a outras pessoas, uma situação que já se previa mas que não estava totalmente demonstrada, isto vem alterar o conceito de transmissibilidade”, alerta. Assim, continua, “a imunidade de grupo é uma quimera. Nunca a atingiremos, porque, mesmo que estejamos praticamente todos vacinados, o vírus continuará a ser transportado e os que ainda não estão vacinados serão sempre um alvo fácil”.

O professor de Coimbra reforça a questão por considerar ser “importante” que, perante novas evidências científicas, “deixemos de falar na imunidade de grupo como um objectivo, até como um compromisso, porque esta não será possível. O que se pode dizer é que quanto mais vacinados tivermos, mais protecção geral existe na população. Ou seja, quantos mais vacinados, menos probabilidade existe de se desenvolver doença grave ou sintomatologia, o que nos pode dar até a ideia de que atingimos a imunidade de grupo, mas isso será muito difícil.”

A evidência científica veio afastar a hipótese de que os vacinados poderiam bloquear a transmissão, portanto, “é fundamental perceber-se que não se pode baixar os braços, quer na vacinação, porque só estaremos protegidos quando todos estivermos vacinados, quer nas medidas profilácticas, porque isto poderá ser desastroso no caso de o vírus desenvolver uma mutação mais agressiva”.

O imunologista destaca ainda que, “não havendo vacinas, o critério deve ser o de priorizar as crianças e os jovens mais susceptíveis”, mas, defende, que “o conceito de haver um critério médico, seja o de família ou o do pediatra, para avaliar crianças e jovens saudáveis, é muito importante. Alguém tem de atestar que determinada criança ou jovem correm mais riscos se forem infectados, mesmo que não tenham uma doença preexistente. A sua história clínica pode levar o médico a perceber que devem ser vacinados”.

Não basta um só critério para vacinar os mais jovens

Manuel Santos Rosa considera que não deve haver um só critério na vacinação dos jovens, como não houve também nos adultos, e concorda que “deve haver uma porta aberta para as crianças saudáveis, mas que tenham histórico de resposta imunitária diminuída ou de resposta inflamatória exacerbada, que são situações que colocam qualquer ser humano em risco. E a avaliação médica pode ser importante para não estrangular o grupo de crianças vacinadas aos grupos de doenças tipificadas como morbilidades”.

O mesmo pode ser alargado ao conceito de meio, circunstâncias ou de coabitação. Como diz, “há benefício individual, mas o desejável é que uma vacina tenha também benefício para terceiros. Por exemplo, uma criança que esteja num ambiente de eventual contacto com o SARS-CoV-2, no caso de viver numa localidade em que há um surto e que este persiste, tem maior probabilidade de ser infectada, e isto justifica a sua protecção com a vacina”.

O imunologista sustenta que, cada vez mais, é preciso considerar a vacinação como um critério de protecção individual, e não como um critério de fortalecer a imunidade de grupo, porque isto pode levar-nos a pensar que basta proteger determinada percentagem da população, e não é assim. “É fundamental perceber que, estando vacinado, estou mais protegido; se todos estivermos vacinados, estamos todos mais protegidos.”

A não vacinação até seria aceitável por uma questão de ética

O infecciologista pediátrico Luís Varandas defende a vacinação para todas as crianças e adolescentes, por serem transmissores. “Podem ter a doença de forma mais ligeira, mas podem levar o vírus para ambientes onde estejam pessoas mais vulneráveis. Hoje, sabemos que os idosos respondem menos à vacinação. Se houver uma criança ou um adolescente num ambiente destes, que não esteja vacinado, todos correm riscos.”

Para o médico, a questão da vacinação dos mais jovens é também uma questão com impacto social, e que esta deveria ser tida em conta. No entanto, Luís Varandas salvaguarda que até aceitaria o facto de a vacinação contra a covid-19 não ser disponibilizada aos mais jovens por uma questão de ética. No fundo, como tem vindo a defender a própria OMS, no sentido de que a vacinação desta faixa etária não seja prioritária porque as vacinas são necessárias para proteger populações em risco que ainda não tiveram acesso a elas.

“É uma questão ética que tem de ser considerada, porque é muita válida, mas, na prática, o que se vê é que os governos ocidentais não estão muito preocupados com isso, porque então o argumento para a vacinação dos mais novos deveria ser este: “Não vacinamos porque essas vacinas são precisas para a população que não está protegida.” E nunca é.”

Os critérios que deverão fundamentar a vacinação dos mais jovens, entre os 12 e os 15 anos, ainda não são conhecidos, como ainda não são conhecidas as patologias que irão integrar este processo de vacinação. Até agora, a Direcção-Geral da Saúde apenas anunciou que a prioridade da vacinação vai para as pessoas desta faixa etária com doenças preexistentes, por correrem mais riscos de ficarem infectados e de poderem desenvolver doença grave.

Durante esta semana, a questão de vacinar ou não esta faixa etária e até se deve haver mais do que um critério que inclua jovens saudáveis está na ordem do dia, resta saber o que decidirá a DGS, já que até agora ainda não publicou a norma que irá regulamentar esta situação.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
04 Agosto 2021 — 00:15


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951: Auto-agendamento da vacinação exclusivo para jovens de 16 e 17 anos

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO/AUTO-AGENDAMENTO

Os jovens com estas idades têm vagas disponíveis para os dias 14 e 15 de Agosto. Pessoas de outras idades vão ter de esperar.

O auto-agendamento da vacina contra a covid-19 passou a ser exclusivo para jovens com 16 ou 17 anos, que passarão assim a ter prioridade total, confirmou fonte da task force, sem revelar quanto tempo vai durar esta condicionante.

Os jovens com estas idades têm vagas disponíveis para os dias 14 e 15 de Agosto.

O auto-agendamento da vacina contra a covid-19 para pessoas com 16 ou 17 ficou esta terça-feira de madrugada disponível no site na Internet da Direcção-Geral da Saúde.

A possibilidade de os jovens a partir de 16 e 17 anos poderem auto-agendar a toma da primeira dose da vacina contra o vírus SARS-CoV-2 surge uma semana depois de ter sido aberta a vacinação para a faixa etária dos 18 ou mais anos.

Esta modalidade permite que as pessoas seleccionem o local e a data em que pretendem ser vacinadas, recebendo depois uma mensagem SMS com a confirmação do dia, da hora e do centro de vacinação. A confirmação do agendamento implica que seja enviada resposta ao SMS.

Na sequência da fase 2 do plano de vacinação e de um maior número de vacinas recebidas por Portugal, o portal para auto-agendamento entrou em funcionamento em 23 de Abril para pessoas com 65 ou mais anos e, desde então, tem ficado disponível para marcações das faixas etárias dos 50, 40 e 30 e, mais recentemente, dos 20 anos.

Em Julho, a ministra da Saúde disse que jovens com idade inferior a 18 anos deveriam começar a ser vacinados contra a covid-19 na última semana de Agosto, se o Governo conseguisse manter o plano de vacinação previsto.

“Aquilo que nós estimamos é seguirmos este plano que temos e com as quantidades de vacinas a continuarem a chegarem-nos conseguirmos abrir na última semana de Agosto vacinação para os menos de 18 [anos]”, adiantou Marta Temido, na ocasião, em entrevista à TVI.

De acordo com a governante, a vacinação nos menores de 18 só seria possível só se fossem cumpridos os planos de vacinação.

“Neste momento, sabemos qual é o nosso contexto. Temos uma vacina que já tem uma indicação clara para os mais de 16 anos, temos um plano de vacinação que vai até aos 18 anos e continuamos apostados em proteger aqueles que são mais vulneráveis à doença grave e ao internamento”, afirmou, ressalvando que o início do ano lectivo não está em causa.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.227.765 mortos em todo o mundo, entre mais de 198,2 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em Março de 2020, morreram 17.378 pessoas e foram registados 972.127 casos de infecção, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detestado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Agosto 2021 — 12:34


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945: Cerca de 1.200 jovens com mais de 12 anos foram vacinados no sábado na Madeira

SAÚDE/PANDEMIA/JOVENS/VACINAÇÃO

Mais de 1.200 adolescentes residentes na Madeira com idades entre os 12 e os 17 anos foram vacinados no sábado contra a covid-19 no primeiro ‘open day‘ promovido para este escalão etário, disse hoje fonte do Governo Regional.

De acordo com a informação enviada à agência Lusa pelo gabinete do secretário da Saúde da Madeira, do total de 2.036 vacinas administradas no sábado no centro de vacinação do Funchal, “1.207 foram a adolescentes entre os 12 e os 17 anos”.

Foram vacinados 368 adolescentes com idades entre os 12 e os 14 anos e administradas 839 vacinas a jovens entre os 15 e os 17 anos.

As autoridades de saúde da Madeira decidiram realizar no sábado o primeiro ‘open day‘ para vacinar adolescentes a partir dos 12 anos no centro de vacinação do Funchal.

A iniciativa teve uma “grande adesão” e, logo antes das 09:00, os adolescentes começaram a concentrar-se, acompanhados pelos pais, para serem vacinados, formando extensas filas.

A enfermeira responsável pelo centro, Ana Gouveia, disse que foi necessário “reorganizar” a operação para “não perder a oportunidade” de vacinar os adolescentes, apontando que logo “antes da primeira meia hora” cerca de uma centena tinham sido inoculados.

O secretário da Saúde da Madeira esteve também no local e considerou que a grande afluência era uma evidencia de “grande maturidade e responsabilidade” dos jovens que sabem que “esta é mais uma arma que têm à sua disposição para continuarem a estar protegidos”.

O responsável defendeu que os jovens também têm de “ser protegidos adicionalmente”, até porque a Direcção-Geral de Saúde (DGS), que recomendou, sexta-feira, a administração da vacina neste escalão etário apenas em casos associados a doenças graves, “admitiu que muitas crianças, muitos jovens foram infectados no decurso desta pandemia em Portugal”.

Ter cerca de 20 mil jovens vacinados contra a covid-19 na região para permitir o inicio do novo ano lectivo em segurança, porque “estes poderem ser infectados e infectar outros”, é o objectivo do governo madeirense.

O governante ainda anunciou que está previsto mais uma ‘casa aberta’ para esta faixa etária na próxima quarta-feira e que a iniciativa vai estender-se a outros concelhos da região, incluindo a ilha do Porto Santo onde muitos passam férias.

Lusa
Diário de Notícias
01 ago12:29
Por Nuno Fernandes



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940: Vacinação. Centros de Lisboa só têm vagas a partir de 18 Agosto

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

O auto-agendamento para a vacinação dos maiores de 18 anos ficou disponível esta semana, mas, nalgumas regiões, os jovens só vão conseguir ser vacinados daqui a uma semana ou mais. É o caso da de Lisboa e Vale do Tejo. Na capital, os centros de vacinação só têm vagas para novos agendamentos a partir de 18 de Agosto. O problema é a disponibilidade de vacinas nesta altura.

Nos centros de vacinação de Lisboa só há vagas para novos agendamentos a partir de 18 agosto.
© Pedro Correia Global Imagens

Tiago Miguel tem 20 anos. É estudante universitário. Até agora conseguiu escapar ao vírus e aguardava ansiosamente a fase em que a sua faixa etária pudesse ser vacinada. Esta semana, quando foi lançado o auto-agendamento para maiores de 18 anos de imediato tentou a sua marcação, mas qual não foi o seu espanto que até 15 de Agosto, altura que vai de férias com os pais, percebeu que já não conseguia apanhar a vacina na sua área de residência, Lisboa. Começou a tentar outros centros de vacinação da região de Lisboa e Vale do Tejo e a melhor data que alcançou foi 11 de Agosto, num centro de vacinação em Loures.

O DN contactou a task force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19 para saber o porquê da situação, que, por sua vez, teve de questionar a ARS de Lisboa e Vale e do Tejo, e a resposta confirma um intervalo de tempo mais longo do que o habitual para novas marcações. A razão parece estar no facto de haver agora menos vacinas disponíveis.

Conforme foi explicado ao DN, e o próprio coordenador da task force, vice-almirante Gouveia e Melo, o referiu na passada terça-feira, na reunião do Infarmed, neste momento há menos vacinas disponíveis. Portugal apenas recebeu cerca de 200 mil doses de um lote de cerca de 600 mil que era aguardado para o final de Julho. Embora, tudo indique que nas próximas semanas chegue um milhão de doses.

Na resposta enviada ao DN, é referido que “as vagas disponibilizadas, por centro de vacinação no portal do Agendamento correspondem a uma matriz de disponibilidade de vacinas e capacidades de funcionamento por Centro de Vacinação para a Covid-19 (CVC), que são atribuídas pela coordenação da Task Force do Plano de vacinação contra a Covid-19 em Portugal”.

Uma disponibilidade que pode variar de dia para dia e de centro para centro, embora esta distribuição procure manter as várias regiões de saúde do país equilibradas. No entanto, sabe-se que Lisboa e Vale do Tejo, até pela densidade populacional que tem, é das mais atrasadas neste processo. Conforme refere a mesma resposta, “as disponibilidades apresentadas no Portal do Agendamento são variáveis ao longo dos dias, considerando o número de vacinas disponibilizadas e a capacidade vacinal dos centros de vacinação”.

De acordo com a disponibilidade referida ao DN, na região de Lisboa e Vale do Tejo, ao dia de hoje, sexta-feira, o local com menos tempo de espera é o Pavilhão Municipal de Vila Franca de Xira, em Cevadeiro, para dia 6 de Agosto. Depois, é o Pavilhão Municipal Rita Borralho, na Amadora, cuja primeiras disponibilidades é para 7 de Agosto, segue-se o Pavilhão Multiusos de Odivelas, que a próxima disponibilidade para dia 8 de Agosto.

Por fim, seguem-se os centros de vacinação da capital. O Pavilhão Desportivo da Ajuda é o primeiro a ter disponibilidade para novas vacinas, mas só a partir de 17 Agosto. Ao passo que os centros do Pavilhão 1 do Estádio Universitário, da Comunidade Hindu de Portugal e o Centro sediado na Rua da Escola Politécnica só têm a partir de 18 Agosto. Nesta listagem enviada ao DN faltam ainda dois centros de vacinação de Lisboa, o Pavilhão Manuel Castelbranco, e o Pavilhão Altice Arena, os quais não têm sequer datas previstas para a disponibilização de novos agendamentos.

A falta de vacinas não permitiu ainda a abertura da modalidade Casa Aberta para os maiores de 30. Neste momento, continua apenas para os maiores de 35 e sobretudo para homens, já que a maioria das vacinas disponíveis são da Janssen, que em Portugal são recomendadas para homens de qualquer idade e para as mulheres a partir dos 50 anos, antes desta idade só é vacinada a mulher que assinar um documento de consentimento informado.

A situação será resolvida assim que chegarem mais vacinas, disseram ao DN. No entanto, o Governo está a negociar a compra de doses que estão disponíveis noutros países, nomeadamente a Bulgária, que tem doses disponíveis, mas não tem capacidade para as administrar, e a Noruega, que tem doses da AstraZeneca porque o governo decidiu não as administrar à população. Em Portugal, estas doses foram dadas à população com mais de 60 anos, cuja grande maioria está vacinada, e vão ser aproveitadas também para cumprir compromissos de doação de vacinas aos PALOP.

Diário de Notícias
30 Julho 2021 — 16:06



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939: DGS recomenda vacina para jovens 12-15 só com comorbilidades(*)

SAÚDE/VACINAÇÃO/JOVENS

(*) COMORBILIDADES = COMORBIDADE = [Medicina]  Qualquer patologia independente e adicional a uma outra existente e em estudo num paciente.

Diretora-geral da Saúde, Graça Freitas
© ANDRÉ KOSTERS/POOL/LUSA
Sobre a lista das doenças crónicas para a vacinação dão jovens entre os 12 e 15 anos: “Está preparada e vamos publicá-la”

“A lista está preparada, vamos publicá-la para que toda a gente saiba, para que os médicos assistentes façam como fizeram com os adultos a sua sinalização”, esclareceu Graça Freitas sobre a lista de doenças crónicas para a vacinação dos jovens entre os 12 e os 15 anos com comorbilidades.

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir do novo esquema de isolamento profilático”

Sobre como vai ser feita a convocação para a vacinação dos jovens entre os 12 aos 15 com comorbilidades. “Esta questão está muito afinada na task force”

“A máquina da logística criará soluções para as recomendações técnicas”, disse a directora-geral da Saúde.

Ainda sobre a recomendação da DGS para a faixa etária dos 12 aos 15 anos e se há aqui uma componente política, Graça Freitas esclarece que “os técnicos fornecem informação para decisão superior”.

“O que aconteceu foi uma análise cuidadosa dos benefícios e riscos da recomendação da vacinação universal dos 12 aos 15 anos”.

Em relação ao isolamento profilático nas escolas:

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir de um novo esquema de isolamento profilático, que será ditado pela evolução a pandemia”, disse Graça Freitas.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas. Portugal está a fazer aquisições de vacinas a vários países”

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, referiu que de acordo com os estudos que vão saindo apontam para que a “imunidade natural, concedida pela doença, é robusta e duradoura”. Disse que o período de seis meses, as pessoas estão cobertas pela imunidade através de infecção, este intervalo continua a ser adequado.

Sobre a falta de vacinas, tudo esta a ser feito para resolver o problema.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas e Portugal está neste momento a fazer aquisições de vacinas a vários países, para vacinar o maior número de pessoas possível”, garantiu.

Encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose? “Os especialistas estão a avaliar neste momento”, diz Graça Freitas

Questionada sobre a possibilidade de encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose, a directora-geral da Saúde responder:

“Essa questão é muito complexa. à medida que vão saindo estudos, vai-se aprendendo que a evidência de hoje não é exactamente a evidência de amanhã”

“Tudo indica que o afastamento entre a primeira e a segunda dose produz uma imunidade mais duradoira e mais forte e, portanto, os nossos peritos estão a estudar o intervalo óptimo entre a dose 1 e a dose 2”.

“Como sabem, em termos de licenciamento para a vacina da Pfizer são 21/28 dias. Em termos de optimizar este intervalo, os especialistas estão a avaliar neste momento”

Diário de Notícias
30 Julho 2021 — 17:49



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