1018: 120 mil jovens dos 12 aos 15 anos vacinados no primeiro dia

SAÚDE PÚBLICA/JOVENS/VACINAÇÃO

Foram vacinados 118 mil jovens até às 17:00 deste sábado, o primeiro dia em que iniciaram o processo todos os que têm entre 12 e 15 anos. Estima-se que ultrapassem os 120 mil neste dia.

Primeiro dia da vacia para quem tem com idades entre os 12 e 15 anos no centro de vacinação covid de Cascais
© TIAGO PETINGA/LUSA

O último balanço da task-force do plano de vacinação indica que 118 mil jovens se vacinaram até às 17:00 deste sábado, o que significa 29% do grupo etário dos 12 aos 15 anos. As estimativas do Instituo Nacional de Estatística indicam 409.873 residentes com estas idades em Portugal.

O coordenador, o vice-almirante Gouveia de Melo, estima que se ultrapassem os 120 mil neste primeiro dia de vacinação dos mais novos.

Agendaram a vacina 110 mil jovens para este fim de semana, muitos mais apareceram através da modalidade “Casa Aberta”. Funciona segundo o horário de cada centro de vacinação e mediante uma senha (retirada via Internet ou no local).

A vacinação deste grupo etário continua este domingo, prologando-se para o próximo fim de semana.

Esta manhã, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo manifestou-se confiante de que irá ser ultrapassado em muito o número de jovens inscritos para a vacinação neste fim de semana, e que se ficou por um terço do universo elegível.

“Com esta pandemia é muito difícil fugir ao vírus”, disse, recordando a proximidade da abertura do ano lectivo. E recomendou aos pais que sigam as recomendações da DGS e vacinem os filhos.

O vice-almirante foi recebido com aplausos no posto de vacinação de Alcabideche, em Cascais, e confessou-se emocionado. “Não estava à espera. Já visitei muitos pavilhões, mas eu julgo que os problemas recentes fizeram com que os pais também tomassem mais consciência deste processo. Acho que estes aplausos foram mais para me animar e eu agradeço imenso e fico comovido”, disse Gouveia e Melo, aos jornalistas, no final da visita.

Diário de Notícias
DN
21 Agosto 2021 — 19:29

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Jovens mesmo vacinados só estarão protegidos “se todos o estiverem”

SAÚDE/PANDEMIA/VACINAÇÃO/JOVENS

Um imunologista e um infecciologista pediátrico afirmam: mesmo com vacina, só estaremos protegidos se todos estiverem vacinados.

Há mais de 20 países no mundo onde jovens dos 12 aos 15 anos já estão a ser vacinados, uns de forma universal, outros por grupos de doenças.

No início do ano, a pediatra e cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, alertou para o seguinte: pessoas vacinadas registam carga viral do SARS-CoV-2, podendo transmitir o vírus sem que fiquem doentes. Na altura, a questão não estava totalmente esclarecida e a OMS pedia prudência aos vacinados. Neste momento, e segundo explica ao DN o imunologista e professor catedrático da Faculdade de Medicina de Coimbra, Manuel Santos Rosa, “estudos realizados por universidades norte-americanas e divulgados na semana passada apontam para este facto. Isto é, os vacinados desenvolvem cargas virais semelhantes às dos não vacinados quando estão em contacto com o SARS-CoV-2, embora possam não ter sintomas”.

A informação é recente, mas o professor diz que tem de fazer repensar algumas situações, nomeadamente a da vacinação dos mais novos. “A haver vacinas, devemos indubitavelmente vacinar todas as crianças e jovens sem nenhuma restrição; se não há, temos de ter estratégias de vacinação que devem sempre colocar em primeiro lugar os que são mais susceptíveis. Mas estas devem incluir também os que podem ser maiores transmissores do vírus”, argumenta.

O infecciologista pediátrico do Hospital D. Estefânia, Luís Varandas, também defensor de que todos os jovens da faixa etária definida pela DGS, dos 12 aos 15 anos, deveriam ser vacinados, argumenta que é preciso ter em conta que a vacinação tem “uma protecção individual e uma protecção indirecta”, defendendo mesmo: “O critério não pode ser só um, porque se for só o de doenças preexistentes, na prática, mesmo com algumas crianças vacinadas, haverá sempre algum risco, porque não estão todas. E, como sabemos, os adolescentes são transmissores e as vacinas dão uma protecção individual, mas também uma protecção indirecta.”

Ao DN, Luís Varandas salienta: “Ainda não sabemos o que vai estar na norma da Direcção-Geral da Saúde [Actualização: ver a lista aqui]. As reacções que até agora foram assumidas por mim e por outros colegas têm por base a decisão de que as vacinas só seriam para grupos de risco, mas depois colocaram a questão de que jovens saudáveis também poderão ser vacinados, dependendo de uma avaliação médica, e isto está a gerar confusão.” Mas o médico relembra: “Há países que definiram grupos de risco para a vacinação dos mais jovens, mas todos sabemos que os grupos de risco só estão protegidos se os outros à sua volta também estiverem. E isto coloca-se em relação à vacinação dos adolescentes, quer estejam em ambiente escolar ou familiar, a viverem com pessoas que integram grupos de risco.”

Novos estudos fazem como que “a imunidade de grupo é uma quimera”

Os dois médicos defendem que o critério de vacinação para os mais jovens não pode ser só um – o das doenças preexistentes -, tem de haver outro. Por exemplo, “há um jovem que não tem uma doença preexistente mas que tem uma história clínica de sistema imunitário mais frágil ou que está inserido num ambiente em que pode ser um potencial transmissor para pessoas de risco. Estas situações têm de ser equacionadas”, diz o imunologista Santos Rosa.

Mais. “Se as pessoas vacinadas continuam a poder transportar o vírus e a transmiti-lo a outras pessoas, uma situação que já se previa mas que não estava totalmente demonstrada, isto vem alterar o conceito de transmissibilidade”, alerta. Assim, continua, “a imunidade de grupo é uma quimera. Nunca a atingiremos, porque, mesmo que estejamos praticamente todos vacinados, o vírus continuará a ser transportado e os que ainda não estão vacinados serão sempre um alvo fácil”.

O professor de Coimbra reforça a questão por considerar ser “importante” que, perante novas evidências científicas, “deixemos de falar na imunidade de grupo como um objectivo, até como um compromisso, porque esta não será possível. O que se pode dizer é que quanto mais vacinados tivermos, mais protecção geral existe na população. Ou seja, quantos mais vacinados, menos probabilidade existe de se desenvolver doença grave ou sintomatologia, o que nos pode dar até a ideia de que atingimos a imunidade de grupo, mas isso será muito difícil.”

A evidência científica veio afastar a hipótese de que os vacinados poderiam bloquear a transmissão, portanto, “é fundamental perceber-se que não se pode baixar os braços, quer na vacinação, porque só estaremos protegidos quando todos estivermos vacinados, quer nas medidas profilácticas, porque isto poderá ser desastroso no caso de o vírus desenvolver uma mutação mais agressiva”.

O imunologista destaca ainda que, “não havendo vacinas, o critério deve ser o de priorizar as crianças e os jovens mais susceptíveis”, mas, defende, que “o conceito de haver um critério médico, seja o de família ou o do pediatra, para avaliar crianças e jovens saudáveis, é muito importante. Alguém tem de atestar que determinada criança ou jovem correm mais riscos se forem infectados, mesmo que não tenham uma doença preexistente. A sua história clínica pode levar o médico a perceber que devem ser vacinados”.

Não basta um só critério para vacinar os mais jovens

Manuel Santos Rosa considera que não deve haver um só critério na vacinação dos jovens, como não houve também nos adultos, e concorda que “deve haver uma porta aberta para as crianças saudáveis, mas que tenham histórico de resposta imunitária diminuída ou de resposta inflamatória exacerbada, que são situações que colocam qualquer ser humano em risco. E a avaliação médica pode ser importante para não estrangular o grupo de crianças vacinadas aos grupos de doenças tipificadas como morbilidades”.

O mesmo pode ser alargado ao conceito de meio, circunstâncias ou de coabitação. Como diz, “há benefício individual, mas o desejável é que uma vacina tenha também benefício para terceiros. Por exemplo, uma criança que esteja num ambiente de eventual contacto com o SARS-CoV-2, no caso de viver numa localidade em que há um surto e que este persiste, tem maior probabilidade de ser infectada, e isto justifica a sua protecção com a vacina”.

O imunologista sustenta que, cada vez mais, é preciso considerar a vacinação como um critério de protecção individual, e não como um critério de fortalecer a imunidade de grupo, porque isto pode levar-nos a pensar que basta proteger determinada percentagem da população, e não é assim. “É fundamental perceber que, estando vacinado, estou mais protegido; se todos estivermos vacinados, estamos todos mais protegidos.”

A não vacinação até seria aceitável por uma questão de ética

O infecciologista pediátrico Luís Varandas defende a vacinação para todas as crianças e adolescentes, por serem transmissores. “Podem ter a doença de forma mais ligeira, mas podem levar o vírus para ambientes onde estejam pessoas mais vulneráveis. Hoje, sabemos que os idosos respondem menos à vacinação. Se houver uma criança ou um adolescente num ambiente destes, que não esteja vacinado, todos correm riscos.”

Para o médico, a questão da vacinação dos mais jovens é também uma questão com impacto social, e que esta deveria ser tida em conta. No entanto, Luís Varandas salvaguarda que até aceitaria o facto de a vacinação contra a covid-19 não ser disponibilizada aos mais jovens por uma questão de ética. No fundo, como tem vindo a defender a própria OMS, no sentido de que a vacinação desta faixa etária não seja prioritária porque as vacinas são necessárias para proteger populações em risco que ainda não tiveram acesso a elas.

“É uma questão ética que tem de ser considerada, porque é muita válida, mas, na prática, o que se vê é que os governos ocidentais não estão muito preocupados com isso, porque então o argumento para a vacinação dos mais novos deveria ser este: “Não vacinamos porque essas vacinas são precisas para a população que não está protegida.” E nunca é.”

Os critérios que deverão fundamentar a vacinação dos mais jovens, entre os 12 e os 15 anos, ainda não são conhecidos, como ainda não são conhecidas as patologias que irão integrar este processo de vacinação. Até agora, a Direcção-Geral da Saúde apenas anunciou que a prioridade da vacinação vai para as pessoas desta faixa etária com doenças preexistentes, por correrem mais riscos de ficarem infectados e de poderem desenvolver doença grave.

Durante esta semana, a questão de vacinar ou não esta faixa etária e até se deve haver mais do que um critério que inclua jovens saudáveis está na ordem do dia, resta saber o que decidirá a DGS, já que até agora ainda não publicou a norma que irá regulamentar esta situação.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
04 Agosto 2021 — 00:15


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951: Auto-agendamento da vacinação exclusivo para jovens de 16 e 17 anos

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO/AUTO-AGENDAMENTO

Os jovens com estas idades têm vagas disponíveis para os dias 14 e 15 de Agosto. Pessoas de outras idades vão ter de esperar.

O auto-agendamento da vacina contra a covid-19 passou a ser exclusivo para jovens com 16 ou 17 anos, que passarão assim a ter prioridade total, confirmou fonte da task force, sem revelar quanto tempo vai durar esta condicionante.

Os jovens com estas idades têm vagas disponíveis para os dias 14 e 15 de Agosto.

O auto-agendamento da vacina contra a covid-19 para pessoas com 16 ou 17 ficou esta terça-feira de madrugada disponível no site na Internet da Direcção-Geral da Saúde.

A possibilidade de os jovens a partir de 16 e 17 anos poderem auto-agendar a toma da primeira dose da vacina contra o vírus SARS-CoV-2 surge uma semana depois de ter sido aberta a vacinação para a faixa etária dos 18 ou mais anos.

Esta modalidade permite que as pessoas seleccionem o local e a data em que pretendem ser vacinadas, recebendo depois uma mensagem SMS com a confirmação do dia, da hora e do centro de vacinação. A confirmação do agendamento implica que seja enviada resposta ao SMS.

Na sequência da fase 2 do plano de vacinação e de um maior número de vacinas recebidas por Portugal, o portal para auto-agendamento entrou em funcionamento em 23 de Abril para pessoas com 65 ou mais anos e, desde então, tem ficado disponível para marcações das faixas etárias dos 50, 40 e 30 e, mais recentemente, dos 20 anos.

Em Julho, a ministra da Saúde disse que jovens com idade inferior a 18 anos deveriam começar a ser vacinados contra a covid-19 na última semana de Agosto, se o Governo conseguisse manter o plano de vacinação previsto.

“Aquilo que nós estimamos é seguirmos este plano que temos e com as quantidades de vacinas a continuarem a chegarem-nos conseguirmos abrir na última semana de Agosto vacinação para os menos de 18 [anos]”, adiantou Marta Temido, na ocasião, em entrevista à TVI.

De acordo com a governante, a vacinação nos menores de 18 só seria possível só se fossem cumpridos os planos de vacinação.

“Neste momento, sabemos qual é o nosso contexto. Temos uma vacina que já tem uma indicação clara para os mais de 16 anos, temos um plano de vacinação que vai até aos 18 anos e continuamos apostados em proteger aqueles que são mais vulneráveis à doença grave e ao internamento”, afirmou, ressalvando que o início do ano lectivo não está em causa.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.227.765 mortos em todo o mundo, entre mais de 198,2 milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em Março de 2020, morreram 17.378 pessoas e foram registados 972.127 casos de infecção, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detestado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

Diário de Notícias
DN/Lusa
03 Agosto 2021 — 12:34


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945: Cerca de 1.200 jovens com mais de 12 anos foram vacinados no sábado na Madeira

SAÚDE/PANDEMIA/JOVENS/VACINAÇÃO

Mais de 1.200 adolescentes residentes na Madeira com idades entre os 12 e os 17 anos foram vacinados no sábado contra a covid-19 no primeiro ‘open day‘ promovido para este escalão etário, disse hoje fonte do Governo Regional.

De acordo com a informação enviada à agência Lusa pelo gabinete do secretário da Saúde da Madeira, do total de 2.036 vacinas administradas no sábado no centro de vacinação do Funchal, “1.207 foram a adolescentes entre os 12 e os 17 anos”.

Foram vacinados 368 adolescentes com idades entre os 12 e os 14 anos e administradas 839 vacinas a jovens entre os 15 e os 17 anos.

As autoridades de saúde da Madeira decidiram realizar no sábado o primeiro ‘open day‘ para vacinar adolescentes a partir dos 12 anos no centro de vacinação do Funchal.

A iniciativa teve uma “grande adesão” e, logo antes das 09:00, os adolescentes começaram a concentrar-se, acompanhados pelos pais, para serem vacinados, formando extensas filas.

A enfermeira responsável pelo centro, Ana Gouveia, disse que foi necessário “reorganizar” a operação para “não perder a oportunidade” de vacinar os adolescentes, apontando que logo “antes da primeira meia hora” cerca de uma centena tinham sido inoculados.

O secretário da Saúde da Madeira esteve também no local e considerou que a grande afluência era uma evidencia de “grande maturidade e responsabilidade” dos jovens que sabem que “esta é mais uma arma que têm à sua disposição para continuarem a estar protegidos”.

O responsável defendeu que os jovens também têm de “ser protegidos adicionalmente”, até porque a Direcção-Geral de Saúde (DGS), que recomendou, sexta-feira, a administração da vacina neste escalão etário apenas em casos associados a doenças graves, “admitiu que muitas crianças, muitos jovens foram infectados no decurso desta pandemia em Portugal”.

Ter cerca de 20 mil jovens vacinados contra a covid-19 na região para permitir o inicio do novo ano lectivo em segurança, porque “estes poderem ser infectados e infectar outros”, é o objectivo do governo madeirense.

O governante ainda anunciou que está previsto mais uma ‘casa aberta’ para esta faixa etária na próxima quarta-feira e que a iniciativa vai estender-se a outros concelhos da região, incluindo a ilha do Porto Santo onde muitos passam férias.

Lusa
Diário de Notícias
01 ago12:29
Por Nuno Fernandes



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940: Vacinação. Centros de Lisboa só têm vagas a partir de 18 Agosto

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

O auto-agendamento para a vacinação dos maiores de 18 anos ficou disponível esta semana, mas, nalgumas regiões, os jovens só vão conseguir ser vacinados daqui a uma semana ou mais. É o caso da de Lisboa e Vale do Tejo. Na capital, os centros de vacinação só têm vagas para novos agendamentos a partir de 18 de Agosto. O problema é a disponibilidade de vacinas nesta altura.

Nos centros de vacinação de Lisboa só há vagas para novos agendamentos a partir de 18 agosto.
© Pedro Correia Global Imagens

Tiago Miguel tem 20 anos. É estudante universitário. Até agora conseguiu escapar ao vírus e aguardava ansiosamente a fase em que a sua faixa etária pudesse ser vacinada. Esta semana, quando foi lançado o auto-agendamento para maiores de 18 anos de imediato tentou a sua marcação, mas qual não foi o seu espanto que até 15 de Agosto, altura que vai de férias com os pais, percebeu que já não conseguia apanhar a vacina na sua área de residência, Lisboa. Começou a tentar outros centros de vacinação da região de Lisboa e Vale do Tejo e a melhor data que alcançou foi 11 de Agosto, num centro de vacinação em Loures.

O DN contactou a task force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19 para saber o porquê da situação, que, por sua vez, teve de questionar a ARS de Lisboa e Vale e do Tejo, e a resposta confirma um intervalo de tempo mais longo do que o habitual para novas marcações. A razão parece estar no facto de haver agora menos vacinas disponíveis.

Conforme foi explicado ao DN, e o próprio coordenador da task force, vice-almirante Gouveia e Melo, o referiu na passada terça-feira, na reunião do Infarmed, neste momento há menos vacinas disponíveis. Portugal apenas recebeu cerca de 200 mil doses de um lote de cerca de 600 mil que era aguardado para o final de Julho. Embora, tudo indique que nas próximas semanas chegue um milhão de doses.

Na resposta enviada ao DN, é referido que “as vagas disponibilizadas, por centro de vacinação no portal do Agendamento correspondem a uma matriz de disponibilidade de vacinas e capacidades de funcionamento por Centro de Vacinação para a Covid-19 (CVC), que são atribuídas pela coordenação da Task Force do Plano de vacinação contra a Covid-19 em Portugal”.

Uma disponibilidade que pode variar de dia para dia e de centro para centro, embora esta distribuição procure manter as várias regiões de saúde do país equilibradas. No entanto, sabe-se que Lisboa e Vale do Tejo, até pela densidade populacional que tem, é das mais atrasadas neste processo. Conforme refere a mesma resposta, “as disponibilidades apresentadas no Portal do Agendamento são variáveis ao longo dos dias, considerando o número de vacinas disponibilizadas e a capacidade vacinal dos centros de vacinação”.

De acordo com a disponibilidade referida ao DN, na região de Lisboa e Vale do Tejo, ao dia de hoje, sexta-feira, o local com menos tempo de espera é o Pavilhão Municipal de Vila Franca de Xira, em Cevadeiro, para dia 6 de Agosto. Depois, é o Pavilhão Municipal Rita Borralho, na Amadora, cuja primeiras disponibilidades é para 7 de Agosto, segue-se o Pavilhão Multiusos de Odivelas, que a próxima disponibilidade para dia 8 de Agosto.

Por fim, seguem-se os centros de vacinação da capital. O Pavilhão Desportivo da Ajuda é o primeiro a ter disponibilidade para novas vacinas, mas só a partir de 17 Agosto. Ao passo que os centros do Pavilhão 1 do Estádio Universitário, da Comunidade Hindu de Portugal e o Centro sediado na Rua da Escola Politécnica só têm a partir de 18 Agosto. Nesta listagem enviada ao DN faltam ainda dois centros de vacinação de Lisboa, o Pavilhão Manuel Castelbranco, e o Pavilhão Altice Arena, os quais não têm sequer datas previstas para a disponibilização de novos agendamentos.

A falta de vacinas não permitiu ainda a abertura da modalidade Casa Aberta para os maiores de 30. Neste momento, continua apenas para os maiores de 35 e sobretudo para homens, já que a maioria das vacinas disponíveis são da Janssen, que em Portugal são recomendadas para homens de qualquer idade e para as mulheres a partir dos 50 anos, antes desta idade só é vacinada a mulher que assinar um documento de consentimento informado.

A situação será resolvida assim que chegarem mais vacinas, disseram ao DN. No entanto, o Governo está a negociar a compra de doses que estão disponíveis noutros países, nomeadamente a Bulgária, que tem doses disponíveis, mas não tem capacidade para as administrar, e a Noruega, que tem doses da AstraZeneca porque o governo decidiu não as administrar à população. Em Portugal, estas doses foram dadas à população com mais de 60 anos, cuja grande maioria está vacinada, e vão ser aproveitadas também para cumprir compromissos de doação de vacinas aos PALOP.

Diário de Notícias
30 Julho 2021 — 16:06



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939: DGS recomenda vacina para jovens 12-15 só com comorbilidades(*)

SAÚDE/VACINAÇÃO/JOVENS

(*) COMORBILIDADES = COMORBIDADE = [Medicina]  Qualquer patologia independente e adicional a uma outra existente e em estudo num paciente.

Diretora-geral da Saúde, Graça Freitas
© ANDRÉ KOSTERS/POOL/LUSA

Sobre a lista das doenças crónicas para a vacinação dão jovens entre os 12 e 15 anos: “Está preparada e vamos publicá-la”

“A lista está preparada, vamos publicá-la para que toda a gente saiba, para que os médicos assistentes façam como fizeram com os adultos a sua sinalização”, esclareceu Graça Freitas sobre a lista de doenças crónicas para a vacinação dos jovens entre os 12 e os 15 anos com comorbilidades.

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir do novo esquema de isolamento profilático”

Sobre como vai ser feita a convocação para a vacinação dos jovens entre os 12 aos 15 com comorbilidades. “Esta questão está muito afinada na task force”

“A máquina da logística criará soluções para as recomendações técnicas”, disse a directora-geral da Saúde.

Ainda sobre a recomendação da DGS para a faixa etária dos 12 aos 15 anos e se há aqui uma componente política, Graça Freitas esclarece que “os técnicos fornecem informação para decisão superior”.

“O que aconteceu foi uma análise cuidadosa dos benefícios e riscos da recomendação da vacinação universal dos 12 aos 15 anos”.

Em relação ao isolamento profilático nas escolas:

“Quando estiverem vacinadas com as duas doses poderão vir já a usufruir de um novo esquema de isolamento profilático, que será ditado pela evolução a pandemia”, disse Graça Freitas.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas. Portugal está a fazer aquisições de vacinas a vários países”

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, referiu que de acordo com os estudos que vão saindo apontam para que a “imunidade natural, concedida pela doença, é robusta e duradoura”. Disse que o período de seis meses, as pessoas estão cobertas pela imunidade através de infecção, este intervalo continua a ser adequado.

Sobre a falta de vacinas, tudo esta a ser feito para resolver o problema.

“Estamos a fazer tudo para resolver a questão da falta de vacinas e Portugal está neste momento a fazer aquisições de vacinas a vários países, para vacinar o maior número de pessoas possível”, garantiu.

Encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose? “Os especialistas estão a avaliar neste momento”, diz Graça Freitas

Questionada sobre a possibilidade de encurtar o tempo entre a primeira e a segunda dose, a directora-geral da Saúde responder:

“Essa questão é muito complexa. à medida que vão saindo estudos, vai-se aprendendo que a evidência de hoje não é exactamente a evidência de amanhã”

“Tudo indica que o afastamento entre a primeira e a segunda dose produz uma imunidade mais duradoira e mais forte e, portanto, os nossos peritos estão a estudar o intervalo óptimo entre a dose 1 e a dose 2”.

“Como sabem, em termos de licenciamento para a vacina da Pfizer são 21/28 dias. Em termos de optimizar este intervalo, os especialistas estão a avaliar neste momento”

Diário de Notícias
30 Julho 2021 — 17:49



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924: Vacinação de jovens avança a 14 de Agosto se houver aval da DGS

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

A reunião de peritos decorreu esta terça-feira no Infarmed para avaliar novas medidas de desconfinamento.

Reunião de peritos no Infarmed

A vacinação contra a covid-19 dos jovens com menos de 18 anos arranca no fim de semana de 14 e 15 de Agosto, caso haja aval da Direcção-Geral da Saúde (DGS), indicou esta terça-feira o coordenador da ‘task force’.

“Em 14 de Agosto, vamos iniciar a vacinação dos adolescentes dos 16 e 17 anos. Entre os 12 e os 15 anos será nos dois fins de semana a seguir, se a DGS acordar da importância da vacinação desta faixa da população”, explicou Gouveia e Melo na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, voltou a juntar especialistas, Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para a análise da situação epidemiológica.

Segundo o líder da logística em torno do processo de vacinação, esta “ainda é uma faixa muito significativa” da população portuguesa, representando cerca de 1,5 milhões de pessoas até aos 15 anos de idade.

“É uma quantidade muito elevada de pessoas susceptíveis ao vírus e com uma grande mobilidade, por causa das escolas e dos infantários, e um grande contacto comunitário”, lembrou Henrique Gouveia e Melo.

O processo de vacinação dos jovens está actualmente em análise pela DGS e uma decisão deve ser conhecida oficialmente nos próximos dias, depois de ter sido anteriormente solicitado pelo organismo liderado por Graça Freitas um período de cerca de duas semanas para análise de toda a informação disponível sobre as vacinas nesta população.

Task force pediu à DGS redução do intervalo entre doses para três semanas

A task force da vacinação contra a covid-19 solicitou à Direcção-Geral da Saúde (DGS) a redução do intervalo entre primeiras e segundas doses, a fim de aumentar mais rapidamente a protecção da população, anunciou esta terça-feira o coordenador da estrutura.

“Pedimos à DGS para encurtar o intervalo para as segundas doses, porque, uma vez que vamos avançando nas primeiras doses para percentagens quase finais de vacinação, é importante reduzir o intervalo para as segundas doses dentro do que são as recomendações das vacinas, porque, ao fazermos essa redução, aumentamos fortemente a protecção contra o vírus”, explicou o coordenador da task force, Henrique Gouveia e Melo.

No ponto de situação sobre a vacinação efectuado esta terça-feira na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, voltou a juntar especialistas, membros do Governo, presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o líder da logística da vacinação destacou também o impacto deste processo na incidência de novos casos.

“Em termos de influência da vacinação na incidência, (…) há uma correlação geográfica. A vacinação condiciona a incidência e isto é bastante positivo, porque conforme vamos avançando na vacinação, o vírus tem menos margem de manobra”, observou, adiantando a sua expectativa de que, a partir do final de Agosto, com 70% da população com vacinação completa, “a incidência vai ter uma grande quebra”.

Henrique Gouveia e Melo agradeceu ainda aos cerca de 4.700 profissionais envolvidos no processo de vacinação, mas avisou que o ritmo não pode abrandar até ao final do verão.

“Há uma corrida entre o ritmo de vacinação e a incidência e nós estamos a ganhar essa corrida, mas não podemos folgar este ritmo, porque isso é ‘dar oxigénio’ ao vírus e temos de continuar a um ritmo muito elevado”, resumiu.

Sobre a protecção de populações mais desfavorecidas, Henrique Gouveia e Melo revelou ainda que já foram vacinados contra a covid-19 pelo menos 255.888 cidadãos estrangeiros.

Portugal pode receber um milhão de vacinas nas próximas duas semanas

Portugal pode vir a receber cerca de um milhão de vacinas contra a covid-19 entre esta e as próximas duas semanas, adiantou hoje o coordenador da ‘task force’ da vacinação, face a um corte de vacinas da AstraZeneca.

“Vamos perder cerca de 470 mil vacinas da AstraZeneca porque já não fazem sentido no nosso plano, mas há um esforço – quer do Infarmed, quer do Ministério da Saúde – para adquirir vacinas em parceiros europeus e esse esforço pode trazer ao nosso plano de vacinação neste momento – na semana que passou e nas próximas duas semanas — cerca de um milhão de vacinas, o que é muito importante para a aceleração do processo de vacinação”, revelou Henrique Gouveia e Melo.

“Tivemos uma maior disponibilidade de vacinas em Julho, teríamos uma menor disponibilidade em Agosto, não fossem estas negociações que estão a ser conduzidas com sucesso pelo Ministério da Saúde e pelo Infarmed para ir buscar vacinas da Janssen e da Pfizer a parceiros europeus para reforçar neste mês o processo”, acrescentou.

Numa intervenção realizada na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, o vice-almirante responsável pela ‘task force’ reconheceu também que foram recebidas nos primeiros três trimestres menos 5,4 milhões de vacinas face às previsões iniciais.

Já em relação ao último trimestre de 2021, Gouveia e Melo disse que a expectativa inicial apontava para a recepção de 8,5 milhões de vacinas, mas, afinal, deverão chegar somente 5,2 milhões de vacinas ao país.

Em termos de evolução do processo de vacinação, o coordenador da ‘task force’ vincou uma vez mais a sua previsão de atingir os 70% de primeiras doses administradas por volta do dia 08 de Agosto e o mesmo valor para segundas doses “no final de Agosto, início de Setembro”. Da mesma forma, defendeu que o processo está a ser maximizado para aumentar o ritmo de vacinação, mas sem comprometer a administração de segundas doses na população.

Henrique Gouveia e Melo traçou ainda um retrato do processo de vacinação por grupos etários, resumindo que “as faixas acima dos 60 anos estão, praticamente, totalmente protegidas”; na faixa dos 50 anos há ainda 4% para completar o esquema vacinal e nos 40 anos essa percentagem de cobertura vacinal em falta é de 10%.

“Já estamos também muito avançados na faixa dos 30 anos, a avançar fortemente na faixa dos 20 anos e a planear agora para a faixa de baixo”, referiu o coordenador da ‘task force’.

Variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal

A variante Delta representa 98,6% dos casos em Portugal anunciou o microbiologista João Paulo Gomes, do Instituto Ricardo Jorge, que disse ser expectável o aparecimento de novas variantes, mas sem preocupação por causa da vacinação.

O especialista, que falava na reunião de peritos esta terça-feira no Infarmed, disse ainda que a variante Delta, associada à Índia, é também dominante na maior parte dos países europeus e que as variantes beta (Reino Unido) e gama (Manaus) não desapareceram, mas são residuais em Portugal.

Quanto à Delta plus, uma linhagem da variante Delta, disse que representa cerca de 0,6%, acrescentando que de um total de mais de 3.000 sequenciações da variante delta analisadas, 59 representam a Delta plus.

Segundo o especialista do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge (INSA), foram detectados apenas três casos em Julho da variante Delta plus, que “constituem a continuação cadeias que existem há semanas”, sobretudo no litoral alentejano, no Algarve e na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

João Paulo Gomes sublinhou o reforço na vigilância das variantes, adiantando que os especialistas sequenciavam 1.500 vírus/mês em maio e que, agora, sequenciam cerca de 600 por semana, o que resulta num total mensal que ronda os 2.400.

No total, disse que já foram sequenciados 12.625 genomas do novo coronavírus em mais de 100 laboratórios públicos e privados em mais de 300 concelhos.

Quanto às chamadas variantes de preocupação, sublinhou a tendência decrescente da variante Alfa (associada ao Reino Unido), que foi sendo ao longo do tempo substituída pela variante Delta, e que actualmente representa apenas 1% dos casos.

Também com expressão residual em Portugal estão as variantes Beta (África do Sul), sem casos detectados nas últimas semanas, e Gama (Manaus), que não ultrapassa os 0,4%.

João Paulo Gomes sublinhou igualmente que as variantes “vão partilhando mutações que anteriores variantes já tinham” e apontou a capacidade de “combinação de mutações” deste vírus, dizendo que estas combinações de mutações não trazem maior preocupação por causa da comprovada eficácia das vacinas.

Antes de João Paulo Gomes, Ana Paula Rodrigues, também do INSA, falou da evolução da incidência, apontando uma tendência para a estabilização, com uma aproximação do RT ao valor 1, o que indica que o país estará “próximo do pico da epidemia”.

Sobre o risco de morte por covid-19, disse que mostra uma tendência decrescente em todos os grupos etários, particularmente nos mais velhos, devido à vacinação.

Contudo alertou que nas pessoas de idade mais avançada, pela fragilidade que apresentam, “o risco é substancial, [o] que justifica a manutenção de medidas especificas” de controlo da infecção nestes grupos.

Incidência de novos casos regista tendência “ligeiramente crescente a estável”

A incidência de novos casos de covid-19 em Portugal regista uma tendência “ligeiramente crescente a estável”, com a velocidade de aumento “a diminuir”, adiantou hoje o director de serviços de Informação e Análise da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo a intervenção de André Peralta Santos já se nota uma estabilização no número de novos casos, apesar de existir ainda uma “tendência crescente dos internamentos e mortalidade” por covid-19.

A afirmação de André Peralta Santos surgiu na reunião no Infarmed, em Lisboa, que volta, dois meses depois, a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica do país.

“Desde meados de maio iniciámos um período de expansão da pandemia e estamos neste momento com uma incidência superior a 400 casos por 100 mil habitantes a 14 dias, com uma média diária de 3.000 casos. A velocidade tem vindo a diminuir e a tendência é ligeiramente crescente a estável”, explicou.

Em termos regionais, o especialista da DGS notou que “a maioria do território tem uma incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes, com focos de maior incidência na área metropolitana de Porto, Lisboa e Algarve”, embora nas duas últimas áreas se evidencie já “uma tendência de estabilização ou descida” dos casos.

Quanto ao Porto, André Peralta Santos observou que o aumento de incidência começou posteriormente em relação a Lisboa e ao Algarve, pelo que “ainda há mais zonas com tendência de crescimento” de casos.

Sobre a situação ao nível dos internamentos em enfermaria e em unidades de cuidados intensivos (UCI), regista-se uma “tendência crescente” desde o início de Junho, com uma taxa de ocupação de 78% em UCI do valor de referência de 255 camas definido pelos especialistas.

“É muito notória a redução de risco de hospitalização – mais de três vezes – se estiver vacinado”, sublinhou André Peralta Santos, reforçando que, em relação à semana 26 do ano, 68% dos doentes internados em enfermaria não estavam vacinados, 30% tinham a vacinação incompleta e apenas 2% apresentavam vacinação completa. Já em UCI, estes dados eram de 68% sem vacinação, 27% com a vacinação incompleta e 5% com o esquema vacinal completo.

O padrão de crescimento é comum a todas as faixas etárias, com predominância dos 20-79 em termos de ocupação em enfermaria e dos 40-59 em UCI, segundo André Peralta Santos, que relevou um aumento nas populações mais idosas, cujo impacto é “atenuado pela vacinação”.

“A mortalidade tem também observado uma tendência crescente, se bem que muito diferente daquilo que já foi”, indicou o perito da DGS, notando que está “já acima do limiar de referência do ECDC [Centro Europeu para o Controlo de Doenças] de 10 mortos por milhão de habitantes. No entanto, “vacinação completa reduz muito o risco de morte se a pessoa se vier a infectar com o SARS-CoV-2”, concluiu.

A taxa de positividade é actualmente de 5,2%, registando-se um aumento de testagem na população dos 15 aos 40 anos e uma diminuição na população dos 45 aos 70 anos, uma situação que está igualmente associada ao ritmo do processo de vacinação.

Peritos propõem evolução das medidas de acordo com taxa de vacinação

Os peritos consultados pelo Governo sugerem a evolução das medidas de restrição de acordo com a taxa de vacinação contra a covid-19 e insistem na importância do controlo de fronteiras e da ventilação dos espaços para evitar recuos no Outono/Inverno.

A ventilação/climatização adequada dos espaços, o uso do certificado digital e a auto-avaliação de risco são as três regras a aplicar em qualquer dos quatro níveis definidos de acordo com a taxa de vacinação, sendo que para os valores actuais (cerca de 60%) se aplica o nível 1.

Presente na reunião de peritos que decorre no Infarmed, Raquel Duarte, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse ainda que actualmente, e até ao nível 3, se deve privilegiar o teletrabalho sempre que possível e o desfasamento de horários, a manutenção da distância física e o uso de máscara ambiente fechado e sempre em eventos públicos.

Quando se evoluir para o nível seguinte na taxa de vacinação, a especialista admite que a máscara pode deixar de ser usada em ambientes exteriores se se puder manter a distância física.

Na restauração — uma área que “implica maior risco pois há a retirada de máscara” –, os peritos propõem o aumento do número de pessoas à volta da mesa em espaço interior (de seis para oito pessoas) e exterior (de 10 para 15) quando se progredir para o nível 2.

Nos grandes eventos em espaço delimitado, além das medidas gerais, sugerem que se mantenham circuitos de circulação de pessoas para garantir a distância. Em grandes eventos no interior sugerem o aumento da lotação ao longo dos diferentes níveis de evolução da taxa de vacinação, começando nos 50%.

Nos convívios familiares, defendem que se deve apostar nas medidas gerais (máscara, distanciamento, etc…) e na auto-avaliação de risco.

Especialista propõe actualização do limiar de incidência para 480 casos

A investigadora Andreia Leite, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa, propôs hoje a actualização do limiar de incidência na avaliação de risco da covid-19 para 480 casos por 100 mil habitantes.

A especialista apontou ainda para a definição de um limite de ocupação em unidades de cuidados intensivos (UCI) de 255 camas, durante a sua intervenção na reunião no Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica do país.

“Estamos em condições de actualizar o limiar de incidência para 480 casos por 100 mil habitantes (actualmente 240 por 100 mil), que se poderá traduzir numa ocupação de 255 camas” em UCI, defendeu, acrescentando que nesta fase de transição é necessário continuar a “caracterizar a situação nas suas várias dimensões” (probabilidade de infecção e doença grave) e “identificar alterações das características da epidemiologia da doença”, ou seja, novas variantes.

Paralelamente, Andreia Leite apresentou uma proposta de alterações da avaliação do risco assente em manter “os indicadores de transmissão, actualizar os limiares de incidência e de internamentos em UCI (com revisão periódica), incluir indicadores de gravidade clínica e de impacto na mortalidade e considerar a cobertura vacinal como indicador do planeamento de desconfinamento e não de definição de controlo da epidemia”.

A investigadora da ENSP da Universidade Nova de Lisboa defendeu ainda a utilização de um quadro resumo dos vários indicadores que seja estratificado por região e grupo etário e incluir a consideração da informação dos indicadores, a sua tendência e o nível de confiança no indicador, com uma explicação clara para a população.

Para a elaboração desta proposta foi realizado um estudo sobre vários países para compreender o efeito da cobertura vacinal na tomada de decisão sobre os respectivos processos de desconfinamento e o levantamento de medidas não farmacológicas.

“Esta decisão implica a aceitação da circulação do vírus, de um elevado número de casos e isso pode ter consequências”, observou.

Entre as consequências de tal situação, Andreia Leite destacou uma eventual “sobrecarga de serviços”, sobretudo de unidades de cuidados intensivos, pressupõe a “possibilidade da covid longa”, cujos efeitos e dimensões não são ainda totalmente conhecidos, e o “aparecimento de novas variantes” do vírus SARS-CoV-2.

“Atrasando o levantamento de medidas não farmacológicas vamos dar tempo à vacinação de ter o seu efeito e, assim, conseguirmos ter a protecção conferida pela vacina. Isso traduz-se num menor número de camas atingido”, salientou.

A terminar, Andreia Leite assumiu ser importante “continuar a considerar o papel de medidas não farmacológicas”, reconhecendo que a evolução do processo de vacinação apresenta um nível “bastante positivo”, mas que “ainda não é suficiente para garantir o controlo” da pandemia em exclusivo.

Vacinas mRNA registam “elevada efectividade” na população acima dos 65 anos

As vacinas que utilizam o mecanismo mRNA (Pfizer e Moderna) apresentam uma “elevada efectividade” nas pessoas com mais de 65 anos, segundo um estudo apresentado pela investigadora Ausenda Machado, do Instituto de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

“Os resultados sugerem uma elevada efectividade da vacina mRNA na população com 65 ou mais anos, 14 dias após a segunda dose”, afirmou a perita do INSA na reunião do Infarmed, em Lisboa, que, dois meses depois, volta a juntar especialistas, membros do Governo, Presidente da Assembleia da República e Presidente da República para análise da situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

“Não se verificou um decaimento da efectividade ao longo do tempo”, continuou Ausenda Machado, que salientou ainda uma diminuição de 85% no número de internamentos na população com idade superior a 80 anos. Por outro lado, não deixou de admitir que face ao actual aumento da incidência ” é normal que o número de casos também aumente na população vacinada” contra a doença.

De acordo com o estudo apresentado pela especialista do INSA, a efectividade das vacinas mRNA para as pessoas entre os 65 e os 79 anos com apenas uma dose é de 37% e de 35% em relação à população acima dos 80 anos. Com as duas doses de vacina e o período de 14 dias após a segunda toma, a efectividade sobe para os 78% na faixa etária 65-79 anos e para 68% entre as pessoas com idade superior a 80 anos.

A monitorização das vacinas ao longo do tempo indicou que a efectividade nas pessoas entre os 65 e os 79 anos contra infecção sintomática é de 89% nos 14 a 27 dias após a segunda dose e permanece de forma consistente em torno dos “80% até pelo menos 42 dias”.

Já em relação aos maiores de 80 anos, a efectividade nos 14 a 27 dias depois da segunda dose é de 70%, mantendo-se nessa ordem até pelo menos 42 dias após o esquema vacinal completo.

Por fim, Ausenda Machado notou que a ausência de indicadores na população com menos de 65 anos se deveu à pouca expressão da cobertura vacinal à data da realização do estudo, advogando que esta monitorização da efectividade é para continuar no futuro.

Uma em cada quatro pessoas entre 26 e 65 anos com resistência às vacinas

Uma em cada quatro pessoas entre os 26 e os 65 anos mostrou resistência a tomar a vacina contra a covid-19 e os motivos mais apresentado são a falta de eficácia, o medo de efeitos secundários e a necessidade de mais informação.

Os valores foram apresentados na reunião de peritos que decorre nas instalações do Infarmed, em Lisboa, por Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, que indicou uma percentagem de 13% de resistência nos maiores de 65 anos no inquérito feito pelos especialistas.

Outras das razões apresentadas para a resistência relativamente às vacinas são a existência de doenças que não permitiram ainda a vacinação, considerarem que as vacinas não foram suficientemente testadas e não terem conseguido falar com o médico para apoiar a decisão.

Quanto à percepção de risco de doença avançada por covid-19, Carla Nunes disse que os mais velhos apresentam valores mais elevados, com uma percentagem de 60,9%.

No que se refere à saúde mental, adiantou que as perguntas relativas ao estado de ansiedade e/ou tristeza por causa das medidas de confinamento revelaram que os mais novos apresentam maiores valores, com cerca de 30% a dizerem que se sentiram ansiosos ou tristes todos os dias ou quase todos os dias. Os maiores de 65 anos apresentaram valores de 11%.

Sobre quando consideram que serão levantadas todas as restrições por causa da pandemia, a grande maioria considera que deverá ser em Dezembro ou para lá dessa data.

Quanto à adequação das medidas de restrição, 47% consideram-nas pouco ou nada adequadas, um valor que vem aumentando desde o ano passado e que se faz sentir sobretudo nos homens e nos mais jovens.

No que se refere à facilidade de adopção das medidas definidas pelas autoridades, tem crescido o grupo do que as consideram difíceis e muito difíceis de adoptar e são os mais jovens que apresentam maiores dificuldades.

Segundo a especialista, 31,4 das pessoas referem ser difícil ou muito difícil manter o distanciamento, 16,8% dizem ser difícil o uso da máscara (com os de idade entre 26 e 45 a manifestar maior dificuldade).

A lavagem de mãos apresenta uma dificuldade residual, sempre menor de 10% nas diferentes faixas etárias.

Já quanto à facilidade de evitar confraternizar com amigos e familiares, a maior dificuldade é apontada pelos mais novos.

Diário de Notícias
Lusa
27 Julho 2021 — 13:51

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850: Arranca hoje a vacinação para pessoas entre os 18 e os 29 anos

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

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Jovens adultos começam a ser vacinados hoje

As pessoas entre os 18 e os 29 anos começam hoje a ser vacinadas contra a covid-19 por ordem decrescente de idade, segundo a `task force´ que coordena o plano de vacinação.

A convocação desta faixa etária é feita através do agendamento central, com os utentes a receberem uma mensagem SMS ou um telefonema dos serviços de saúde, mas o auto-agendamento ficará, gradualmente, disponível até aos 18 anos.

Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, divulgado na última semana, indica que 85,7% dos jovens entre os 16 e os 25 pretendem ser vacinados, mas 14,3% ainda não decidiram se vão receber a vacina contra o vírus SARS-CoV-2.

Segundo os últimos dados da Direcção-Geral da Saúde, 6% da faixa etária entre os 18 e os 24 anos (49.206 pessoas) já receberam a primeira dose da vacina e 5% (35.621) têm a vacinação completa.

Lusa

Diário de Notícias
04 Julho 2021 — 09:18

 

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377: Covid-19: Cigarros electrónicos aumentam riscos de infecção em cinco a sete vezes para jovens

CIÊNCIA/SAÚDE/COVID-19

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O risco de contrair covid-19 entre adolescentes e jovens adultos que fumam cigarros electrónicos é cinco a sete vezes superior, segundo um estudo liderado pela faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

O estudo é esta terça-feira publicado na revista científica Journal of Adolescent Health e é o primeiro a debruçar-se sobre as ligações entre jovens que fumam cigarros electrónicos e a covid-19, tendo usado como base a população residente nos Estados Unidos e informação recolhida durante a pandemia.

O risco de contrair a doença entre os jovens que fumam cigarros electrónicos é cinco a sete vezes superior do que para os que não usam esse tipo de cigarros.

“Adolescentes e jovens adultos precisam de saber que se usam cigarros electrónicos são mais propensos a um risco imediato de covid-19, porque estão a danificar os pulmões”, disse um dos autores principais do estudo, Bonnie Halpern-Felsher, investigador e professor na área de pediatria.

O investigador que liderou o estudo, Shivani Mathur Gaiha, sublinhou que os dados demonstram que, apesar de os mais novos acreditarem que pela idade estão mais protegidos do vírus que provoca a covid-19 e dos seus efeitos e sintomas, isso “não é verdade para os jovens que fumam cigarros electrónicos”.

“O estudo mostra claramente que os jovens que fumam cigarros electrónicos ou cigarros electrónicos e cigarros tradicionais têm um risco elevado, e não é apenas um ligeiro aumento no risco, é um grande aumento”, disse Gaiha, citado num comunicado.

Os dados foram recolhidos através de inquéritos online que decorreram em maio, com 4.351 participantes entre os 13 e os 24 anos a viver em território norte-americano.

Os investigadores seleccionaram uma amostra de participantes dividida de forma igual entre quem fumava cigarros electrónicos e os que nunca usaram quaisquer produtos de nicotina. A amostra incluía também uma distribuição igual de participantes nos diferentes grupos etários, raças e géneros. Os participantes responderam a questões sobre o uso de cigarros e de que tipo e se tinham tido sintomas de covid-19, se tinham sido testados e se tinham tido um diagnóstico positivo para a doença.

Entre cinco a sete vezes mais probabilidade

Os jovens que nos 30 dias anteriores ao questionário tinham fumado quer cigarros quer cigarros electrónicos tinham cinco vezes mais probabilidades de ter sintomas de covid-19, como tosse, febre, fadiga e dificuldade para respirar, do que os jovens que nunca tinham fumado qualquer tipo de cigarros.

Felsher referiu que isto pode também explicar o porquê de ser mais provável que tenham feito teste à covid-19, sobretudo tendo em conta que em maio muitas regiões limitavam a realização de testes a quem apresentava sintomas.

Dependendo de que tipo de produto com nicotina usaram e de quão recente era essa uso, os jovens que fumaram cigarros electrónicos, ou cigarros tradicionais, ou ambos, apresentaram 2,6 a nove vezes maior probabilidade de ser testados para a covid-19 do que não usaram qualquer produto.

Já entre os que foram testados para a covid-19, aqueles que apenas fumaram cigarros electrónicos apresentaram cinco vezes mais de probabilidades de ser diagnosticados com covid-19 do que os não fumadores. Os que usaram quer cigarros electrónicos quer cigarros tradicionais nos 30 dias anteriores apresentaram 6,8 vezes mais probabilidades de ser diagnosticado com a doença.

Os investigadores não encontraram uma ligação entre a covid-19 e fumar apenas cigarros convencionais, talvez porque entre os mais jovens o uso combinado dos dois tipos de cigarros é o comportamento prevalente.

O estudo demonstrou também, em linha com outros estudos recentes para a covid-19, que pertencer a um estrato socioeconómico mais baixo ou ser de origem hispânica ou multirracial está ligado a um risco mais elevado de ser diagnosticado com a doença.

Os autores do estudo esperam que os resultados levem as autoridades norte-americanas a apertar a regulação relativa à venda destes produtos a adolescentes e jovens adultos.

ZAP // Lusa

Por Lusa
11 Agosto, 2020

 

94: Vacina da gripe A está sob suspeita

Saúde: Há 795 casos de narcolepsia na União Europeia

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

Adolescente adormece em qualquer lado e tem alucinações. Anda sempre acompanhada pela avó

A família de uma adolescente de 16 anos reportou à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) a sonolência diurna excessiva (narcolepsia), paralisia no sono, fraqueza muscular e alucinações, sintomas que a rapariga passou a ter depois de ser vacinada com a Pandemrix contra a gripe A, em 2009. Há mais dois casos de narcolepsia em Portugal, cuja ligação à vacina também está a ser investigada pelo Infarmed. Noutros países europeus registaram-se 795 casos, 200 dos quais na Suécia, mas há também na Finlândia, Noruega, Irlanda e França.

Esta doença, que provoca uma sonolência extrema e súbita, não tem cura. A especialista em doenças do sono, a neurologista Teresa Paiva, afirmou ao CM que acredita haver mais casos em Portugal. “Acho muito estranho que não haja mais casos da doença, porque muitas crianças e adolescentes foram vacinados. Eu própria notifiquei um caso ao Infarmed, de uma criança, em 2009”, afirmou Teresa Paiva.

A especialista sublinhou que “há uma relação entre a vacina Pandemrix e a narcolepsia e isso está actualmente provado através de vários estudos internacionais”.

Segundo Teresa Paiva, haverá uma “predisposição genética” das pessoas vacinadas para desenvolver a doença do sono, que é “muito grave” e manifesta-se pouco tempo depois da vacinação.

A adolescente, que pediu ao CM para não ser identificada, sofre com a doença. “Adormeço nas aulas, no autocarro e por isso tenho de andar acompanhada pela minha avó”, conta a rapariga.

O Infarmed afirma ao CM que recebeu três notificações de narcolepsia associada à vacina, uma das quais já em 2013, e que está a ser “investigada”. Os restantes dois casos foram reportados em 2010 e 2011. O CM contactou a direcção do laboratório GlaxoSmithKline, que comercializou a vacina Pandemrix, mas recusou prestar esclarecimentos.

ADOLESCENTE SUECA TOMA ESTIMULANTES

A sueca Emelie Olsson é uma das adolescentes que desenvolveu narcolepsia, após ter sido imunizada com a vacina Pandemrix. Contou que precisa de tomar estimulantes para controlar o problema. O especialista na doença, Emmanuel Mignot, da Universidade de Stanford, EUA, acredita que as evidências científicas mostram a relação entre a vacina e a doença. Porém, Norman Begg, médico da divisão de vacinas do laboratório diz não existirem provas suficientes.

In Correio da Manhã online
03/02/2013
Por:Cristina Serra