1703: Aumento de mortes atrasa fim do uso de máscara

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MORTES/MÁSCARAS

Foto: Artur Machado / Global Imagens

O aumento da mortalidade por covid-19 referente aos últimos 14 dias deixa mais longe a data em que vão ser levantadas as restrições em vigor, como o uso de máscara obrigatório em espaços fechados.

Nos últimos 14 dias, morreram 295 pessoas devido à covid-19 em Portugal. Este número representa uma incidência de 28,6 óbitos por milhão de habitantes, o que significa que se mantém “a tendência crescente observada a partir da segunda quinzena de Março”, confirma a DGS e o Instituto Ricardo Jorge, no relatório semanal de monitorização da situação epidemiológica, divulgado esta sexta-feira.

A incidência da mortalidade afasta-se, assim, da meta de 20 mortes por milhão de habitantes a 14 dias que, juntamente com a meta de menos de 170 camas ocupadas em Unidades Cuidados Intensivos (UCI), serve de referência ao Governo para levantar as restrições que ainda permanecem em vigor. Isto, apesar de o número de mortes ter descido de 150 para 145 na última semana. Tal como o Ministério da Saúde confirmou ao JN, o “levantamento das restrições” só acontece quando o país registar “menos de 20 mortes por milhão de habitantes em 14 dias” e “menos de 170 camas em UCI ocupadas por doentes infectados”.

O número de internados em Unidades de Cuidados Intensivos foi, em média, de 60 pessoas na última semana, o que representa uma redução de 2% face à semana anterior e já cumpre a meta definida pelo Governo. Na parte dos óbitos é que Portugal está aquém. A covid-19 continua a ser mais fatal entre as faixas etárias mais elevadas, dado que nos últimos sete dias não houve qualquer morte em cidadãos com menos de 40 anos e, do total de óbitos, cerca de dois terços foram registados entre a população com 80 ou mais anos.

Entre os 145 falecimentos registados nos últimos sete dias, mais de um terço (52) foi em Lisboa e Vale do Tejo. Segue-se a região Centro (34), Norte (22), Alentejo (12), Madeira (nove), Algarve (oito) e Açores (seis). A boa notícia é que quase todos os outros indicadores demonstram um decréscimo da presença do vírus em Portugal.

Casos e r(t) a baixar

O número de casos de infecção baixou de 681 por 100 mil habitantes para 602, com “tendência decrescente em todas as regiões à excepção dos Açores”, indica o relatório. Nesta Região Autónoma, a subida foi de 23% face à semana anterior. O Norte é a região com menor incidência (354 p/100 mil habitantes) e a Madeira é a região com maior (1489).

O R(t), ou índice de transmissibilidade, também passou de 0,97 para 0,95, mantendo uma tendência de decréscimo que pode resultar em números mais favoráveis nas próximas semanas.

Já a percentagem de infectados que tiveram de ser internados subiu de 0,13% para 0,14%, o que, ainda assim, é “inferior aos observados em ondas anteriores, indicando uma menor gravidade da infecção do que a observada anteriormente”, sublinham.

O boletim da DGS desta sexta-feira dá conta que 61% da população portuguesa já tomou a dose de reforço da vacina contra a covid-19. Com o esquema vacinal primário há 92%.

O número de doentes infectados que estão internados em enfermaria está nos 1110, o que representa menos de 70 face à semana anterior. Em UCI são 60, menos um do que antes.

A mortalidade geral encontra-se dentro de valores esperados para a época do ano. Está ligeiramente acima dos 2000 óbitos a cada cinco semanas, abaixo do limite máximo esperado.

A linhagem BA.2 da variante Omicron já representa 98% do total de casos de infecção por SARS-Cov-2 em Portugal. Os outros 2% são da linhagem BA.1 da mesma variante.

Jornal de Notícias
Delfim Machado
08.04.2022 às 21:54


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia

 

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115: Duas praias da Costa da Caparica podem ter águas contaminadas

foto Paulo Spranger/Global Imagens

foto Paulo Spranger/Global Imagens

Suspeita-se que as águas de duas praias da Costa da Caparica possam estar contaminadas. Os banhistas estão a ser aconselhados a não entrar no mar, depois de terem sido detectados dois casos de alergia.

As águas de das praias da Costa da Caparica, CDS e São João, ambas em Almada, Lisboa, podem estar contaminadas. Dois banhistas foram vítimas de alergias, ao longo do corpo.

“Durante o dia de hoje, surgiram dois novos casos de alergias nas praias de São João e do CDS”, contou à agência de notícias Lusa o comandante da Capitania de Lisboa, Cruz Gomes. Um dos jovens afectado tinha “80% do corpo com sintomas de alergia” o que o obrigou a ir ao hospital, acrescentou.

Assim que foram conhecidos os dois casos, foram içadas as bandeiras amarelas e os nadadores-salvadores foram informados de que deveriam avisar as pessoas que pretendessem entrar na água.

Os resultados da água das praias da Costa ainda não são conhecidas, mas as pessoas “estão a ser aconselhadas a não tomar banho”.

Em relação aos casos registados na semana passada nas praias da linha de Cascais, os resultados mostraram que havia “uma concentração de micro-algas que aumentou mas, estavam mortas”, explicou o Comandante, recordando que o problema da água atingiu 50 pessoas em Carcavelos, cinco da praia da Torre e duas ou três de São Amaro de Oeiras.

De acordo com especialistas, o aparecimento das micro-algas poderá estar relacionado com o aumento da temperatura.

In Jornal de Notícias online
14/07/2013 | 18:13

78: Descoberta mutação genética que trava Alzheimer

Cientistas islandeses descobriram uma mutação genética que serve de escudo à doença de Alzheimer e à degradação cognitiva causadas pelo envelhecimento, noticiou a revista científica britânica “Nature”.

foto Henriques da Cunha /arquivo jn

Pela primeira vez, foi detectada em idades mais avançadas uma mutação genética relacionada com a Alzheimer, doença degenerativa que afecta sobretudo os idosos.

Uma equipa do centro deCODE Genetics, de Reiquejavique, Islândia, estudou o genoma completo de 1795 islandeses e descobriu uma mutação do gene APP que reduziria até 40% a formação da proteína amilóide em idosos saudáveis.

A proteína é uma substância insolúvel que se acumula no cérebro dos doentes, formando placas, e é responsável pelo aparecimento da Alzheimer.

O estudo revelou que a função cognitiva dos idosos entre os 80 e os 100 anos, que tinham a mutação no gene APP, funcionava muito melhor do que a dos que não a possuíam.

“Pelo que sabemos, até agora, [a mutação] representa o primeiro exemplo de uma alteração genética que confere proteção forte contra a doença de Alzheimer”, sustenta o coordenador da equipa de investigação, Kari Stefansson.

Segundo os especialistas, a mutação genética permite travar a deterioração cognitiva nos idosos sem Alzheimer.

O investigador islandês Kari Stefansson defende que a Alzheimer pode representar o caso mais extremo da degradação da função cognitiva relacionada com a idade.

Até à data, os cientistas tinham descoberto 30 mutações do gene APP, 25 das quais tidas como causadoras da doença de Alzheimer em idades menos avançadas.

Em Portugal, estima-se que existam cerca de 153 mil pessoas com demência, das quais 90 mil com doença de Alzheimer, de acordo com a associação Alzheimer Portugal.

In Jornal de Notícias online
11/07/2012

39: Doentes de Alzheimer seguidos em tempo real através de satélite

A Junta de Freguesia de Matosinhos vai acompanhar, em tempo real, através de GPS e GSM, os movimentos dos doentes de Alzheimer da região, para combater o número de idosos que são encontrados perdidos nas ruas.

Segundo um comunicado enviado esta sexta-feira à Agência Lusa, o projecto de apoio social tem como objectivo acompanhar e localizar os doentes com esta patologia que, por vezes, são encontrados nas ruas da cidade e não conseguem regressar, sozinhos, a casa.

“Este projecto surge porque muitos idosos com esta patologia são encontrados nas ruas de Matosinhos, não conseguindo identificar a sua habitação e, por vezes, sem qualquer tipo de documento que os identifique, dificultando o seu retorno à família”, pode ler-se no documento.

O projecto, que pretende também ser uma “sugestão inovadora para todo o país”, é apresentado no dia 30 de Março, pelas 11horas, em Matosinhos.

In Jornal de Notícias online
09/03/2012
Publicado às 17.06

[Nota] – Pena que esta acção seja, por enquanto, remetida apenas a Matosinhos. Dada a gravidade da situação, o Estado tinha por obrigação e dever estender este tipo de “vigilância” a todo o País! Porque os doentes de Alzheimer não residem apenas em Matosinhos mas encontram-se espalhados, infelizmente, por todo o Portugal!