EUA limitam uso da vacina Johnson & Johnson devido a coágulos sanguíneos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/VACINAS

Embora os coágulos sanguíneos que ocorreram tenham sido raros, as autoridades norte-americanas salientam que estes ainda estão a acontecer.

Embora os coágulos sanguíneos que ocorreram tenham sido raros, as autoridades norte-americanas salientam que estes ainda estão a acontecer.

A agência norte-americana do medicamento (FDA, em inglês) limitou esta quinta-feira a administração da vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson, devido ao risco contínuo de coágulos sanguíneos raros, mas graves.

A vacina deve ser apenas dada a adultos que não podem receber uma vacina diferente ou que solicitem especificamente a da Johnson & Johnson.

As autoridades norte-americanas há meses que já recomendam que os cidadãos que iniciam a sua vacinação contra a covid-19 usem as vacinas da Pfizer ou da Moderna, noticia a agência Associated Press (AP).

Em comunicado, a FDA explicou que restringiu a vacina da Johnson & Johnson depois de analisar novamente os dados sobre o risco de coágulos sanguíneos com visco de vida, nas duas semanas após a vacinação.

A vacina da gigante farmacêutica norte-americana foi inicialmente considerada uma ferramenta importante no combate à pandemia, porque exigia apenas uma dose.

No entanto, a opção por uma dose única demonstrou ser menos eficaz face às vacinas da Pfizer e da Moderna.

Em Dezembro, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) dos Estados Unidos recomendaram como prioritárias as vacinas da Moderna e Pfizer, devido aos problemas de segurança da Johnson & Johnson.

Embora os coágulos sanguíneos que ocorreram com a vacina da Janssen serem raros, as autoridades norte-americanas salientam que estes ainda estão a acontecer.

Cientistas federais identificaram 60 casos, incluindo nove que foram fatais, em meados de Março.

Este número corresponde a um caso de coágulo sanguíneo por 3,23 milhões de injecções de Johnson & Johnson, explicou a FDA na quinta-feira.

O porta-voz da Johnson & Johnson referiu, numa nota de imprensa, que os “dados continuam a apontar para um perfil de risco-benefício favorável” para a vacina da empresa nos adultos, quando comparados com nenhuma vacina”.

A covid-19 também causa coágulos sanguíneos mortais, mas o tipo associado à vacina é diferente e acredita-se que seja formado devido a uma reacção auto-imune às vacinas Johnson & Johnson e AstraZeneca (de fabrico semelhante), devido à forma como são produzidas.

Diário de Notícias
Lusa/DN
06 Maio 2022 — 08:04


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

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Coronavírus: fábrica da Johnson & Johnson suspende produção de vacinas

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAS

Joseph Prezioso / AFP

Empresa vai dedicar-se à luta contra o vírus sincicial respiratório. Há milhões de doses disponíveis, mas países podem ser prejudicados.

Nas próximas semanas não sairá qualquer vacina contra a COVID-19 da fábrica da Johnson & Johnson em Leiden.

O jornal The New York Times informa nesta terça-feira que a unidade holandesa suspendeu a produção da vacina, em princípio, até Março.

Esta suspensão deve-se ao facto de os especialistas da unidade se dedicarem agora à produção de uma vacina contra o vírus sincicial respiratório.

A ideia é ser a primeira empresa a apresentar um antídoto para esse problema, após o ensaio clínico necessário para provar a sua eficácia e segurança.

Voltando à vacina contra o coronavírus, há milhões de doses disponíveis, assegura a empresa, que garante ainda que a entrega dessas doses não será afectada.

No entanto, a paragem na produção – o ritmo normal pode voltar só em Junho – pode prejudicar alguns dos países mais pobres, onde a taxa de vacinação é baixa.

“Estamos focados em garantir que a vacina está disponível onde as pessoas precisam”, disse o porta-voz da Johnson & Johnson, Jake Sargent.

“Nó comprometemo-nos a produzir diversos produtos. Temos a obrigação de fornecer fármacos que possam mudar a vida de pacientes em todo o mundo”, justificou Sargent.

Nuno Teixeira da Silva
8 Fevereiro, 2022

Web designer
computer programmer
Network Engineering and Computer Systems

 

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Johnson & Johnson já está a desenvolver vacina contra variante Omicron

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAS/OMICRON

Nova variante voltou a trazer restrições ao tráfego aéreo internacional
© EPA/Philipp Guelland

A Johnson & Johnson afirma que está “em processo de avaliação da eficácia da sua vacina contra a covid-19 contra variantes”, incluindo a Omicron.

O laboratório Johnson & Johnson (J&J) revelou na segunda-feira que já começou a desenvolver uma nova versão da sua vacina contra a covid-19, visando especificamente a nova variante Omicron, caso a actual fórmula não seja suficientemente eficaz.

Em comunicado de imprensa, a empresa norte-americana explicou que está “em processo de avaliação da eficácia da sua vacina contra a covid-19 contra variantes”, incluindo a Omicron.

Ao mesmo tempo, o grupo farmacêutico está “a trabalhar numa vacina mais específica para a variante Omicron, que a irá desenvolver se necessário”, noticia a agência AFP.

A J&J salientou, no entanto, que “continua confiante” na resposta imunológica da sua actual vacina de toma única contra as variantes.

O laboratório acrescentou que pode iniciar “rapidamente” os ensaios clínicos caso seja necessário, garantiu o responsável pela investigação, Mathai Mammen.

A farmacêutica Pfizer já começou a desenvolver uma nova versão da sua vacina contra a covid-19 visando especificamente a nova variante Omicron, caso a actual vacina não seja suficientemente eficaz para a combater, adiantou também na segunda-feira o seu presidente.

“Há ainda muitas incertezas” em redor da nova variante detectada na África do Sul e declarada “preocupante” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sublinhou o presidente da Pfizer, Albert Bourla em entrevista à cadeia televisiva norte-americana CNBC, citada pela AFP.

O medicamento contra a covid-19 desenvolvido pela Pfizer para tratar a doença, que demonstrou eficácia de 89% contra hospitalizações e mortes durante os ensaios clínicos, também foi desenvolvido com a ideia de que pudessem surgir mutações do vírus, referiu Albert Bourla.

“Estou muito, muito confiante na capacidade [do medicamento] contra todas as mutações, incluindo a Omicron]”, frisou.

“É preciso ter em mente (…) que a situação é diferente quando se faz um tratamento”, reduzindo de dez para uma o número de pessoas que necessitam de hospitalização, apontou ainda.

A empresa farmacêutica norte-americana Moderna disse no domingo que a ser necessário o desenvolvimento de uma nova vacina adaptada à variante Omicron esta terá lugar no início de 2022.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Novembro 2021 — 07:52

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721: Alemães acreditam ter encontrado causa dos efeitos secundários das vacinas da AstraZeneca e Janssen

 

SAÚDE(COVID-19/VACINAS/EFEITOS SECUNDÁRIOS

Vacinas produzidas pela AstraZeneca e Johnson & Johnson têm causado raros mas graves casos de coágulos sanguíneos

© EPA/Gustavo Amador

Investigadores alemães acreditam, com base em investigações laboratoriais, ter encontrado a causa dos raros mas graves casos de coágulos no sangue entre algumas pessoas que receberam as vacinas contra a covid-19 produzidas pela AstraZeneca e Johnson & Johnson.

Num estudo que ainda não foi revisto por especialistas, os investigadores referem que as vacinas usam vectores de adenovírus que enviam parte da sua carga viral para o núcleo das células, onde algumas das instruções para produzir proteínas de coronavírus podem ser mal interpretadas. As proteínas resultantes podem desencadear distúrbios de coagulação do sangue num pequeno número de receptores, sugerem os especialistas, citados pela Reuters.

Rolf Marschalek, um professor da Goethe University, de Frankfurt, acredita que as vacinas podem ser reformuladas para contornar o problema e que a Johnson & Jonhson está já em contacto com ele. A companhia “está a tentar optimizar a vacina”, afirmou. “Com os dados que temos nas nossas mãos, podemos dizer às companhias como fazer a mutação dessas sequências, codificando a proteína spike de forma a prevenir reacções indesejadas”, acrescentou.

Por outro lado, os investigadores alemães ainda não foram contactados pela AstraZeneca. “Se eles o fizerem, posso dizer-lhes o que têm de fazer para aperfeiçoar a vacina”, frisou ao Financial Times.

Cientistas e entidades reguladoras de medicamentos na Europa e nos Estados Unidos têm procurado explicação para a causa dos raros mas fatais casos de coágulos sanguíneos que levaram alguns países a suspender ou a limitar o uso das vacinas da AstraZeneca e da Johnson & Johnson.

A 23 de Abril, a EMA defendeu a administração da segunda dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, mesmo com os riscos associados à possibilidade de ocorrência de coágulos sanguíneos raros após a vacinação. De acordo com a agência europeia, os benefícios da vacinação continuavam a superar os riscos.

A Dinamarca decidiu em meados de Abril abandonar a AstraZeneca, o primeiro país da Europa a desistir, seguida em maio pela Noruega. A maioria dos países europeus que continuam a usar a vacina limitaram a sua administração com condicionantes relacionados à idade. Em Portugal, a administração da vacina da AstraZeneca é recomendada para as pessoas com mais de 60 anos.

A Bélgica anunciou esta quarta-feira que suspendeu a utilização da vacina da Johnson & Johnson em pessoas menores de 41 anos depois da morte de uma mulher dessa faixa etária a quem foi administrado esse fármaco.

Por essa razão, a Bélgica solicitou um “conselho urgente” à Agência Europeia de Medicamentos, o regulador de medicamentos da União Europeia (UE), antes de considerar levantar a suspensão, informou ainda.

A 20 de Abril, a Agência Europeia do Medicamento concluiu que há uma possível relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da Janssen, na sequência de terem sido registados oito casos de pessoas que desenvolveram coágulos sanguíneos em quase sete milhões de pessoas vacinadas nos EUA.

Diário de Notícias
DN
27 Maio 2021 — 08:26

 

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EMA encontra possível ligação entre vacina da Johnson & Johnson e coágulos, mas benefícios superam riscos

 

SAÚDE/EMA/VACINA JANSSEN

Kamil Krzaczynski / AFP

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu, esta terça-feira, que a vacina Janssen, do grupo Johnson & Johnson, tem uma “possível ligação” a casos muito raros de coágulos sanguíneos, mas insistiu que os benefícios do fármaco superam os riscos.

Em comunicado, a EMA declara ter encontrado uma “possível ligação a casos muito raros de coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas, (…) mas confirma que o risco-benefício global permanece positivo”.

A agência europeia aponta que o seu comité de segurança sobre medicamentos humanos decidiu, por isso, na reunião desta terça-feira, que “um aviso sobre coágulos de sangue invulgares com plaquetas sanguíneas baixas deve ser acrescentado à informação sobre o produto relativo à vacina Janssen”, devendo tais eventos ser “listados como efeitos secundários muito raros da vacina”.

A EMA chegou a esta conclusão depois de ter analisado os oito casos conhecidos, ocorridos nos Estados Unidos, de formação de coágulos sanguíneos em conjunto com baixos níveis de plaquetas após a toma da vacina da Johnson & Johnson, um dos quais acabou por ser fatal.

Todos os casos ocorreram em pessoas com menos de 60 anos três semanas após a vacinação, sendo a maioria mulheres. A EMA nota ainda que os casos analisados são muito semelhantes aos casos ocorridos com a vacina da AstraZeneca (Vaxzevria).

Contudo, como a covid-19 “está associada a um risco de hospitalização e morte”, a EMA insiste que “os benefícios globais da vacina Janssen na prevenção da doença superam os riscos de efeitos secundários”.

Na conferência de imprensa desta tarde para anunciar a decisão, a directora executiva da agência, Emer Cooke, vincou que ainda não foram registados casos na UE, embora tenha reconhecido que o fármaco “tem sido pouco usado e muitos países estão à espera do resultado desta investigação”.

Cooke garantiu também que “as investigações estão planeadas para continuar”, nomeadamente “exigindo que a empresa norte-americana realize estudos adicionais”.

A responsável voltou a destacar o facto de os benefícios globais da vacina Janssen na prevenção da covid-19 superarem os riscos de efeitos secundários.

“No passado fim-de-semana, o número global de mortos devido à covid-19 ultrapassou os três milhões em todo o mundo e ainda há milhares de pessoas a morrer todos os dias. […] Quando as vacinas são distribuídas a um grande número de pessoas, é possível que efeitos secundários muito raros ocorram”, mas isso demonstra que “temos um sistema de fármaco-vigilância muito bom em vigor na Europa e podemos detectá-los”, adiantou.

Na semana passada, os reguladores de medicamentos norte-americanos recomendaram que o uso da vacina da Johnson & Johnson fosse suspenso, depois de terem sido reportados casos de coágulos sanguíneos em mulheres, de um universo de sete milhões de pessoas vacinadas.

Logo a seguir, a vacina também foi suspensa na Europa, com a Agência Europeia do Medicamento a anunciar para esta terça-feira um parecer sobre a sua utilização. Recorde-se que Portugal já recebeu as primeiras 31.200 doses desta vacina.

A Comissão Europeia acordou com a Janssen a compra de 200 milhões de doses este ano, com uma opção de 200 milhões de doses adicionais.

Primeiras doses da vacina da Johnson & Johnson já chegaram a Portugal

Mesmo com o atraso na entrega das vacinas anunciado pela Johnson & Johnson na terça-feira, cerca de 31.200 doses deste…

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ZAP ZAP // Lusa

Por ZAP
20 Abril, 2021

 

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