1456: Nova vacina contra a covid-19 tem imunidade vitalícia (e já mostrou resultados promissores em animais)

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/COVID-19

Mat Napo / Unsplash

O Japão está a trabalhar numa vacina contra a covid-19 que oferece imunidade ao longo da vida inteira, e não apenas temporariamente.

Investigadores do Instituto Metropolitano de Ciências Médicas de Tóquio estão a trabalhar numa vacina que não só proporciona imunidade vitalícia contra o vírus SARS-CoV-2, como também poderia ser transportada à temperatura ambiente para cantos longínquos do mundo, informou o The Japan Times.

À medida que as infecções causadas pela variante Ómicron aumentam no mundo, os países podem, em breve, ter de enfrentar a difícil decisão de impor restrições mais rigorosas ou deixar a variante fluir através da população.

Segundo a Interesting Engineering, as vacinas estão a reduzir a gravidade da doença, mas são ineficazes para travar a propagação da infecção altamente transmissível.

Enquanto as empresas de vacinas desenvolvem doses de reforço, específicas para cada variante, surge agora a notícia de uma única vacina, com duração vitalícia.

Michinori Kohara e a equipa de investigadores que estão a liderar o desenvolvimento da vacina de uso único também criaram uma das vacinas mais bem sucedidas da história, uma contra a varíola.

A equipa utiliza uma estirpe do vírus que não causa doença, mas substituiu alguns dos seus componentes proteicos pelos da proteína SRA-CoV-2.

Embora combinar a proteína com um mecanismo de entrega diferente seja uma estratégia normalmente utilizada na concepção da vacina nos dias de hoje, Kohara está confiante de que a sua vacina pode não só fornecer anticorpos neutralizantes potentes com uma única dose, mas também induzir uma forte imunidade celular que oferece protecção a longo prazo.

As experiências realizadas em ratos mostraram que os vacinados mantinham níveis elevados de anticorpos, durante os seus anos médios de vida.

Quando foram administradas duas doses, com três semanas de intervalo, os anticorpos neutralizantes aumentaram dez vezes, segundo o estudo.

Experiências semelhantes realizadas em macacos mostraram que a vacina os protegia da infecção, uma vez que os níveis do vírus nos animais vacinados permaneciam inferiores aos limites de detecção, sete dias após terem sido infectados com o coronavírus.

Kohara também realçou ao The Japan Times que a vacina oferece a vantagem adicional de produzir menos efeitos secundários, em comparação a outras vacinas, às quais foram concedidas autorizações de utilização de emergência.

A estirpe não patogénica utilizada na concepção da vacina é incapaz de se replicar em mamíferos, e produz menos efeitos secundários, alegou o investigador.

Os investigadores testaram a vacina contra as quatro variantes de coronavírus, anteriormente relatadas como preocupantes, e consideraram-na eficaz.

Kohara sublinha também que a vacina não só funciona contra a Ómicron, como também pode ser armazenada à temperatura ambiente, sendo fáceis de transportar e administrar em países com climas tropicais.

O Instituto Metropolitano de Ciências Médicas de Tóquio não tem experiência anterior em comercialização de vacinas e contratou a Nobelpharma Co, fabricante de medicamentos domésticos, para a levar a cabo através de ensaios clínicos.

A primeira e segunda fases de ensaios clínicos em humanos só devem ter início em 2023, seguidas de uma fase de ensaio mais vasta, se não surgirem preocupações de eficácia e segurança. Se tudo correr bem, a vacina poderá estar disponível no mercado a partir de 2024.

  ZAP //

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Japão já tem medicamento para a gripe “claramente eficaz” contra o coronavírus

NOTÍCIAS

Anúncio foi feito por autoridades médicas chinesas.

As autoridades médicas na China anunciaram que o Japão está a produzir um medicamento contra a gripe que se está a mostrar “claramente eficaz” no tratamento de pacientes com coronavírus, segundo avança o The Guardian.

O funcionário do ministério da ciência e tecnologia da China, Zhang Xinmin, afirma que o favipiravir, desenvolvido por uma subsidiária da conhecida marca Fujifilm, produziu resultados positivos em ensaios clínicos na cidade de Wuhan e em Shenzhen que contaram com a participação de 340 pacientes.

“Tem um alto nível de segurança e é claramente eficaz no tratamento”, revela Zhang.

Os pacientes que foram medicados com favipiravir deram negativo ao teste de coronavírus após cerca de quatros dias de se terem tornado casos positivos de Covid-19.

Os raios-X a estes pacientes confirmaram ainda uma melhoria na condição pulmonar em cerca de 91%, contra os 62% de quem é tratado sem o medicamento.

A Fujifilm Toyama Chemical, que desenvolveu o favipiravir, recusou-se a comentar as alegações.

CM
18 de Março de 2020 às 11:17