1590: Graça Freitas admite fim do isolamento para casos assintomáticos

– Já tinha saudades desta querida… Há tanto tempo que não a via nas notícias diárias…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ISOLAMENTO/ASSINTOMÁTICOS

Manuel De Almeida / Lusa

Graça Freitas disse que, “se tudo correr bem”, há um conjunto de medidas que podem ser aligeiradas, nomeadamente o possível fim do período de isolamento para assintomáticos.

Em entrevista à CNN Portugal, a directora-geral da Saúde admitiu o fim do isolamento para casos positivos assintomáticos.

“Para os casos, sim. Para os doentes, não. Os doentes continuam a ter direito ao seu isolamento, estão no auge da sua transmissibilidade”, disse Graça Freitas, acrescentando que poderá haver uma “redução dos dias de isolamento e outras medidas para os contactos próximos dos infectados”.

Da mesma forma, a responsável admitiu um cenário em que as máscaras passem a ser usadas apenas em épocas de maior risco. “Se houver um alívio da epidemia, nós podemos reservar, por exemplo, o uso das máscaras para uma altura em que estivermos outra vez a subir na sazonalidade.”

No entanto, salvaguardou que nada está fechado. “São assuntos que estão a ser neste momento discutidos na comunidade cientifica.”

Em matéria vacinal, e “se tudo correr bem”, Portugal vai adoptar “uma estratégia de vacinação selectiva, provavelmente sazonal, de grupos de risco”.

“Vai deixar de fazer sentido dizermos que é a quarta ou quinta dose. Eu, por exemplo, vacino-me contra a gripe há muitos anos e não faço ideia se vou na nona, na sétima [dose]. Sei que chega ao início do outono/inverno e me devo vacinar porque pertenço a um grupo de risco que beneficia com a vacinação”, disse na entrevista.

Já quanto aos medicamentos para minimizar o impacto da covid-19, o seu uso deverá passar a ser mais frequente.

“Estão a desenvolver-se duas grandes famílias de medicamentos: os anticorpos monoclonais, para situações mais graves, e os antivirais, que poderão ser dados em ambulatório, desde que os doentes sejam encontrados em tempo útil e tenham critérios para fazer essa medicação”, explicou a directora-geral da Saúde.

Os peritos já estão a planear aquilo que será um desconfinamento total após o inverno. Ultimamente, vários especialistas argumentam que a denominada quinta vaga de covid-19 já terá atingido o seu pico, em Portugal, na semana passada.

Com outros países a aliviar as suas restrições sanitárias — como o Reino Unido e a Dinamarca — Portugal começa a pensar em fazer o mesmo.

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4 Fevereiro, 2022

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1565: Centro Europeu sugere isolamento de 20 dias para doentes graves e 10 para não vacinados

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ISOLAMENTO

Um relatório da ECDC recomenda que as pessoas vacinadas fiquem seis dias em isolamento se foram infectadas com covid-19.

© EPA/MICHAEL REYNOLDS

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) recomenda um isolamento de seis dias para pessoas vacinadas anticovid-19 e de 10 para não totalmente vacinados, isto em doenças ligeiras, falando em 20 dias para doentes graves.

Um relatório publicado esta sexta-feira pela agência europeia de aconselhamento aos Estados-membros contém orientações sobre o fim do período de isolamento para pessoas com covid-19, apresentando recomendações “para impedir a transmissão de casos para indivíduos completamente e não completamente vacinados, a serem consideradas quando as autoridades de saúde pública têm capacidade de teste suficiente e quando uma proporção substancial da população permanece susceptível à possibilidade de doença grave”.

“Para casos assintomáticos, leves ou moderados de covid-19 em indivíduos não completamente vacinados, o auto-isolamento deve ser seguido até dois testes antigénio ou PCR negativos com pelo menos 24 horas de intervalo, dependendo da disponibilidade e capacidade de teste, ou até completar 10 dias a partir da data em que a amostra foi colhida ou da data do início dos sintomas”, aconselha o ECDC no relatório.

No caso destes não totalmente vacinados, “o isolamento deve continuar se o teste permanecer positivo”, acrescenta.

Já “para casos assintomáticos, ligeiros ou moderados de covid-19 em indivíduos totalmente vacinados, pode ser considerada a possibilidade de reduzir o período de isolamento para seis dias após o início dos sintomas, se os sintomas tiverem melhorado e com um teste negativo no sexto dia”, defende a agência europeia, sugerindo que o isolamento continue se essa testagem der positivo.

Relativamente a casos de covid-19 graves, que resultam em internamentos, “as provas disponíveis indicam que a disseminação do vírus infeccioso SARS-CoV-2, independentemente da variante, pode persistir até 20 dias”, adianta o ECDC.

Numa posição enviada à Lusa no início de Janeiro, o ECDC disse não recomendar menos tempo de isolamento para não vacinados anticovid-19, mas admitiu-o para os inoculados, embora avisando que, quanto mais curto for este período, maior o “risco residual”.

Isso mesmo é agora recomendando, referindo o organismo no relatório que os países europeus “que enfrentam uma pressão crescente sobre o seu sistema de saúde ou outros sectores devido a aumentos significativos da incidência da covid-19 podem considerar a redução do período de isolamento, com ou sem necessidade de um teste negativo para pôr fim ao isolamento”.

Porém, “estas difíceis decisões políticas devem ser contrabalançadas com a manutenção das funções essenciais da sociedade e a utilização de outras medidas mitigadoras, tais como a utilização adequada de máscaras faciais”, assinala.

A posição surge numa altura de elevado ressurgimento de casos de infecção com o coronavírus SARS-CoV-2 principalmente devido à elevada transmissibilidade da variante Ómicron.

Dados divulgados no ‘site’ do ECDC sobre vacinação revelam que, na União Europeia, 81,3% da população adulta está totalmente vacinada, o equivalente a 297 milhões de pessoas.

Ainda segundo os dados do centro europeu que tem por base as notificações dos Estados-membros, 192 milhões de doses de reforço foram já administradas no espaço comunitário.

Precisamente devido à Ómicron, a agência europeia propõe que, “em países/regiões onde essa variante é dominante, o período que determina a vacinação completa após uma série primária de duas doses ou uma dose de reforço pode ser reduzido para três meses”.

Estimando maior imunidade após a propagação desta estirpe e o aumento da taxa de vacinação, o ECDC conclui que, a curto prazo, “é provável que os riscos de transmissão sejam menores e que a necessidade de períodos de isolamento mais longos seja menor”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Janeiro 2022 — 15:50

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1471: Nova norma da DGS acaba com isolamento para contactos com caso positivo no trabalho

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O primeiro-ministro, António Costa, referiu que com a nova norma da DGS, “267.315 pessoas que estavam em situação de isolamento viram a seu isolamento terminado ou reduzido”.

© Carlos Alberto / Global Imagens

O primeiro-ministro, António Costa, realçou esta quinta-feira que a nova norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS) acaba com o isolamento para contactos positivos em ambiente de trabalho.

“Só haverá isolamento no caso de coabitantes com pessoas que testarem positivo, o que significa, por exemplo, que um contacto em ambiente de trabalho, desde que não seja coabitante, não determina o isolamento”, precisou o primeiro-ministro.

António Costa falava no Palácio da Ajuda, em Lisboa, após uma reunião do Conselho de Ministros que avaliou a evolução da pandemia e as medidas que devem manter-se em vigor após o dia 10 de Janeiro, depois de, na véspera, ter ouvido os peritos numa reunião no Infarmed.

O primeiro-ministro referiu ainda que, por efeito da nova norma da DGS, “desde ontem [quarta-feira], 267.315 pessoas que estavam em situação de isolamento viram a seu isolamento terminado ou reduzido”.

Entre as medidas esta quinta-feira anunciadas inclui-se a manutenção da obrigatoriedade do teletrabalho até ao dia 14 de Janeiro, sendo este regime recomendado a partir desta data.

O primeiro-ministro considerou que o país se encontra numa situação “tranquila” no que respeita à contenção de casos graves da covid-19 e que há condições para avançar “com cautela” no levantamento de algumas restrições.

“Não estamos numa situação de pressão sobre os internamentos, quer em cuidados gerais, quer em cuidados intensivos. Temos neste momento no nosso sistema hospitalar cerca de 16 mil pessoas internadas e menos de 10% são doentes covid-19″, afirmou o líder do executivo no final da conferência de imprensa.

Segundo o primeiro-ministro, em termos de condições sanitárias, o país atravessa “neste momento, felizmente, uma situação tranquila”.

“Caso a situação se alterar essa situação, teremos sempre em conta os diferentes indicadores, que tem a ver com a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde”, ressalvou, já depois de ter defendido que, face aos indicadores disponíveis, “há condições para se avançar com cautela” no levantamento de restrições.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Janeiro 2022 — 14:58

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1470: Declarações provisórias de isolamento vão ser simplificadas

– Se esta medida for tão assertiva como a do Certificado de Vacinação de Reforço (terceira dose), já foram várias as vezes que acedi ao Portal SNS24 para obter este certificado e depois de preenchidos os dados solicitados, enviaram-me um código via SMS e ao aplicá-lo, aparece o Certificado da segunda dose, tomada o ano passado em finais de Julho. Se esta terceira dose de reforço é importante para apresentação, como é afinal?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ISOLAMENTO

As declarações provisórias de isolamento profilático para pessoas infectadas com o vírus SARS-CoV-2 sem sintomas ou com doença ligeira e contactos de alto risco passam a ser emitidas com recurso a mecanismos automatizados

© Ritzau Scanpix / AFP

“Foi aprovado o decreto-lei que altera as medidas no âmbito da pandemia da doença covid-19, visando agilizar os procedimentos aplicáveis nas situações de períodos de isolamento no que respeita a pessoas infectadas, mas assintomáticas ou com doença ligeira, ou pessoas que constituem contactos de alto risco, cuja redução foi determinada pela Direcção-Geral da Saúde para sete dias”, refere o comunicado de Conselho de Ministros.

Para tal, refere a nota, torna-se “necessário proceder à substituição da declaração provisória de isolamento profilático, até agora emitida somente na sequência de contacto com o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS24), por uma declaração provisória de isolamento que possa ser emitida por recurso a mecanismos automatizados e seja aplicável tanto a situações de isolamento profilático como a situações de isolamento”.

A nova norma da DGS estabelece que ficam em isolamento as pessoas que testem positivo e os coabitantes, passando a ficar isentas de quarentena os cidadãos com dose de reforço da vacina.

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o primeiro-ministro, António Costa, referiu ainda que, por efeito da nova norma da DGS, desde quarta-feira, “267.315 pessoas que estavam em situação de isolamento viram a seu isolamento terminado ou reduzido”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
06 Janeiro 2022 — 16:45

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1462: Graça Freitas: Crianças que contactem com caso positivo na escola não ficam em isolamento

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O que se pede aos pais é que sejam reduzidos os contactos e convívios e que essas crianças, dependendo da idade, usem máscara.

Graça Freitas
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, esclareceu esta quarta-feira que crianças que tenham um contacto com um caso positivo de covid-19 na escola não ficam em isolamento.

Em declarações à agência Lusa, Graça Freitas disse que só são considerados contactos de alto risco as crianças que vivam na mesma casa que alguém com covid-19, pelo que ficam isoladas, já que não têm reforço da vacina.

“Nós, por norma, vamos considerar as crianças apenas contacto de alto risco se forem coabitantes de um doente”, pelo que essa criança fica isolada, porque “é um contacto domiciliário e as crianças não têm reforço”, explicou a directora-geral da Saúde.

Uma criança com um contacto com um caso positivo na escola não fica em isolamento, disse Graça Freitas à Lusa, acrescentando que o que se pede aos pais é que sejam reduzidos os contactos e convívios e que essas crianças, dependendo da idade, usem máscara.

As crianças que ficam na escola fazem um teste ao terceiro dia, adiantou.

As aulas deverão recomeçar na segunda-feira em Portugal depois de ter sido alargado o período de férias do Natal de duas para três semanas como medida de combate à pandemia.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Janeiro 2022 — 21:35

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1459: Já em vigor. Período de isolamento de assintomáticos reduz para sete dias

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As normas foram actualizadas esta quarta-feira pela Direcção Geral de Saúde, que também reviu a definição de contacto de alto risco.

O período de isolamento para as pessoas assintomáticas que testam positivo ao SARS-CoV-2 e têm doença ligeira passa a partir desta quarta-feira a ser de sete dias, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

As normas actualizadas pela DGS também reduzem para sete dias o isolamento dos contactos de alto risco, mas alteram as definições destes contactos, que só entram em vigor na próxima segunda-feira.

Assim, passam a ser considerados contactos de alto risco os coabitantes do caso confirmado, excepto se tiverem esquema vacinal completo com dose de reforço, quem resida ou trabalhe em lares ou outras respostas dedicadas a pessoas idosas, comunidades terapêuticas e de inserção social, bem como em centros de acolhimento temporário, de alojamento de emergência e na rede de cuidados continuados.

De acordo com as normas actualizadas esta quarta-feira, o período de isolamento será de 10 dias para quem desenvolve doença moderada e 20 para quem desenvolve doença grave e para quem tem problemas de imuno-depressão, independentemente da gravidade da evolução clínica.

O que fazer um assintomático em caso de teste positivo

A DGS indica que as pessoas assintomáticas com resultado positivo devem auto-isolar-se, “interrompendo o auto-isolamento para a realização de teste laboratorial, quando indicado”, e podem fazer testes rápidos de antigénio de uso profissional (TRAg) ou testes moleculares (TAAN).

Após o teste (24 a 48 horas) receberão uma mensagem, através da qual lhes chega o formulário de apoio ao inquérito epidemiológico, informação relativa à declaração de isolamento e o folheto de recomendações e medidas a observar.

A norma define que os assintomáticos podem igualmente fazer auto-teste, “caso não seja possível a realização de um TRAg ou TAAN no prazo de 24 horas” e, nesse caso, devem contactar o SNS24, através do qual recebem a requisição para realização de TAAN ou TRAg (confirmatório), informação relativa à declaração de isolamento e o folheto de recomendações e medidas a observar.

Diz igualmente a norma que as pessoas com infecção confirmada por SARS-CoV-2 que sejam assintomáticas à data do diagnóstico têm indicação para auto-cuidados e isolamento no domicílio e, caso desenvolvam sintomas, devem contactar o SNS24.

O que deve fazer quem tem sintomas

Todas as pessoas que, independentemente do estado vacinal, apresentem quadro de infecção respiratória aguda com tosse de novo ou agravamento do padrão habitual, febre ou dificuldade respiratória e/ou perturbações no olfacto ou diminuição ou perda de paladar, devem contactar o SNS24.

– Como contactar o SNS24 se eu próprio estive TRINTA MINUTOS em linha de espera e tive de desistir, porque a irritante musiquinha de espera estava a dar cabo da minha saúde mental? Não foi para caso Covid mas em Portugal é só os doentes covid que têm prioridades? E os não-covid, ficam à mercê da sua sorte?

Segundo a norma, ficarão em auto-cuidados e isolamento no domicílio as pessoas que tiverem sintomas ligeiros como febre por período inferior a 3 dias e/ou tosse, ausência de dificuldade respiratória, vómitos ou diarreia e se não tiverem doenças crónicas descompensadas ou condições associadas a risco de evolução para a covid-19 com gravidade.

Nos termos da mesma norma, só serão encaminhados para avaliação clínica presencial nas áreas dedicadas nos cuidados de saúde primários os doentes com sintomas moderados como febre persistente, pieira ou tosse persistente, com obesidade ou doença crónica compensada.

Por outro lado, serão encaminhadas para avaliação clínica presencial em áreas dedicadas nos serviços de urgência hospitalares quem tiver sintomas como febre persistente com mais de 48 horas de duração, dispneia ou sinais de dificuldade respiratória, vómitos ou diarreia persistentes ou ainda doença crónica descompensada, doença renal crónica em diálise, neoplasia maligna activa ou imunossupressão.

As pessoas sintomáticas com suspeita de infecção por SARS-CoV-2, após a realização do teste para SARS-CoV-2 com resultado negativo (TAAN ou TRAg) deixam de estar em isolamento, excepto se forem contacto de alto risco de um caso confirmado.

Contactos de risco

A norma sobre o rastreio de contactos define que, no actual contexto epidemiológico, “é privilegiada a identificação dos contactos de alto risco de caso confirmado de infecção”.

Diz ainda que os contactos de alto risco devem realizar testes laboratoriais para SARS-CoV-2 (TAAN ou TRAg) o mais precocemente possível até ao 3.º dia e um segundo teste ao 7.º dia, que definirá o fim do período de isolamento. Já os restantes contactos são aconselhados a fazer apenas um teste o mais precocemente possível, até ao 3.º dia do contacto com o caso confirmado.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Janeiro 2022 — 08:15

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1447: DGS reduz isolamento para sete dias para assintomáticos e contactos de alto risco

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O período de isolamento era até agora de 10 dias. A decisão passa a ser aplicada durante a próxima semana.

© MARIO CRUZ/LUSA

A Direcção-Geral da Saúde anunciou esta terça-feira que o período de isolamento de pessoas infectadas assintomáticas e contactos de alto risco passa de 10 para 7 dias.

Em comunicado, a DGS explica que a decisão “está alinhada com orientações de outros países e resulta de uma reflexão técnica e ponderada”, tendo em conta “o período de incubação da variante agora predominante, a Ómicron”.

Neste sentido, anuncia ainda que “o mais brevemente possível, no decurso da próxima semana” esta decisão técnica será operacionalizada, justificando este período de espera com a “necessidade de actualização de normas e de reparametrização do sistema de informação”.

A decisão surge um dia depois da Região Autónoma da Madeira ter reduzido para cinco dias o período de isolamento de infectados assintomáticos e de quem contactou com casos positivos, acabando mesmo com a quarentena de contactos vacinados com a terceira dose.

Diário de Notícias
DN
30 Dezembro 2021 — 14:23

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1440: Médicos de Saúde Pública dizem que informação científica sobre redução de período de isolamento é pouco robusta

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– Desde Março de 2020, já morreram 18.921 pessoas em Portugal e foram contabilizados 1.330.158 casos de infecção.

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As autoridades de saúde norte-americanas reduziram para cinco dias de isolamento das pessoas que testam positivo, desde que estejam assintomáticas, e o Governo britânico reduziu esse prazo para sete dias para pessoas vacinadas.

© EPA/MICHAEL REYNOLDS

A Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública considerou esta quarta-feira que a informação científica que suporta a redução do período de isolamento de doentes com covid-19 “não é muito robusta”, defendendo que as vantagens desta medida devem ser discutidas.

As autoridades de Saúde norte-americanas reduziram de dez para cinco dias a duração do período de isolamento das pessoas que testam positivo para a covid-19, desde que estejam assintomáticas, e o Governo britânico reduziu esse prazo de dez para sete dias para pessoas vacinadas que ficaram infectadas.

Segundo fonte dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, esta orientação está em sintonia com indicações crescentes de que as pessoas infectadas com covid-19 são mais contagiosas dois dias antes e três dias depois de desenvolverem sintomas.

O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP), Ricardo Mexia disse à Lusa compreender as razões que levam a pôr em cima da mesa a redução do período de isolamento profilático, mas defendeu ser “importante perceber que a evidência (informação) que suporta essa decisão não é muito robusta”.

“Nós sabemos que há uma maior carga viral num momento próximo do início dos sintomas e, portanto, essa possibilidade de reduzir o período de isolamento contribui para um maior cumprimento da medida, no sentido em que é metade do tempo de isolamento anteriormente preconizado, mas do ponto de vista da evidência (informação) científica que a suporta ela não é assim tão robusta e, portanto, acho que temos que discutir as vantagens da medida”, defendeu.

Para o médico de Saúde Pública e epidemiologista, a decisão é uma questão “mais operacional” do que propriamente de saúde.

“Eu percebo que é uma questão mais operacional e que fruto da enorme transmissibilidade [da variante Ómicron] isto compromete muito o posicionamento da economia, porque estamos efectivamente a pôr muita gente em casa em isolamento e, portanto, reduzir esse tempo para metade, naturalmente, reduz o impacto de forma muito significativa”, justificou.

Questionado se perante o aumento exponencial de casos covid-19, e a confirmar-se a menor gravidade da infecção causada pela variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, devia deixar-se que as pessoas se imunizassem naturalmente, o epidemiologista afirmou que “a questão da imunidade natural talvez não seja o caminho”.

“A questão que se coloca a meu ver é se estamos dispostos a assumir o que isso implica, que é respectivamente passarmos a lidar mais com a doença do que com a infecção”, salientou.

Ricardo Mexia explicou que é deixar de estar à procura de episódios assintomáticos e ter a capacidade de resposta para lidar com os casos.

“Se acharmos que o nosso sistema de saúde aguenta suportar depois o impacto dos novos casos na prestação sem comprometer quer a oferta covid, quer a oferta de cuidados de saúde para outras doenças, então essa é uma possibilidade”, afirmou.

Alertou, contudo, não ser linear que perante um aumento de casos que pode ser muito elevado, a fracção de casos com gravidade, que embora seja “bastante mais pequena”, atendendo à cobertura vacinal, não represente um número significativo de casos que depois precisam de ser tratados pelo sistema de saúde.

“Se nós acharmos que temos essa capacidade e assumirmos que vai aumentar quer a severidade, quer a mortalidade isso é uma possibilidade”, rematou.

Portugal registou esta quarta-feira um novo máximo de novas infecções diárias desde o início da pandemia (26.867), segundo a Direcção-Geral da Saúde.

Desde Março de 2020, já morreram 18.921 pessoas em Portugal e foram contabilizados 1.330.158 casos de infecção.

Diário de Notícias
DN/Lusa
29 Dezembro 2021 — 16:36

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1438: Isolamento pode passar para 5 dias em vez de 10. Situação está a ser avaliada

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– É esta a actual realidade em Portugal: “o pneumologista Filipe Froes considera que é preciso garantir duas coisas: a segurança do próprio e dos outros ao evitar que haja indivíduos a perpetuar surtos na comunidade”. O resto, é conversa da treta…

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Tiago Petinga / Lusa
Marta Temido, ministra da Saúde

Marta Temido afirma que será “avaliada” a redução do isolamento de dez para cinco dias, mas reforça apelo à vacinação e ao cumprimento das medidas.

A ministra da Saúde Marta Temido adiantou à CNN Portugal que a decisão de reduzir o número de dias de isolamento, de dez para cinco, “terá de ser avaliada”.

“É uma decisão estritamente técnica. As autoridades de saúde estão a recolher a melhor informação, a trabalhar com outros países e a verificar qual a melhor solução para o nosso contexto epidemiológico”, refere a ministra. “Se isso for possível, é naturalmente uma boa notícia“, acrescenta.

Marta Temido afirma ainda que o número de casos registados esta terça-feira, um recorde 17.172 infecções, “está em linha” com as estimativas do Instituto Ricardo Jorge (INSA) e também com a “sub-notificação” de casos nos dias anteriores.

“Estes números estão em linha com as estimativas que o INSA tinha disponibilizado ao Ministério da Saúde”, explica Temido.

“Estão também em linha com o que é alguma recuperação de uma sub-notificação que era patente no dia 26 de Dezembro, e também no dia 27, e com aquilo que imaginávamos viesse a ser o impacto de uma maior prevalência da variante Ómicron, com um risco de transmissão superior e velocidade de duplicação na casa dos oito dias”, nota a ministra.

Marta Temido lembra que a variante Ómicron foi identificada há apenas um mês, o que não permite ter certezas quanto ao impacto “em termos de hospitalizações e letalidade”. No entanto, deixa duas garantias. “O reforço da vacinação protege e medidas restritivas ajudam a conter a propagação do vírus”.

Salientando que “não há previsões” para o pico de casos desta vaga, a ministra reafirma que a estimativa actual aponta para os 37 mil casos, a 7 de Janeiro.

“Não temos previsões. O que sabemos é que tomámos medidas de antecipação. Temos de dar tempo para que produzam efeitos”, realça Temido.

“Dias 29 de Dezembro e 4 de Janeiro, vamos fazer uma reanálise de cenários e de evolução, mas neste momento é prematuro imaginar quando chegamos ao pico e quanto tempo demoraremos a reverter esta situação. Neste momento, a estimativa aponta para 37 mil casos a 7 de Janeiro”, reforçou.

A ministra da Saúde abordou também os constrangimentos na Linha Saúde24 que, segundo a própria, “desde há oito dias que sente pressão“.

“Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, a Altice e a DGS têm tomado medidas, como a revisão dos algoritmos de atendimento que permitam automatizar os fluxos de resposta e o reforço de meios humanos e técnicos da linha, com a abertura de novos call centers noutros pontos do país”.

A ministra diz que estamos numa “outra fase da pandemia, que talvez não tenha um impacto na mortalidade que teria se tivéssemos este número de infecções há um ano”.

“Quando tivemos os mais de 16 mil casos, havia mais de 300 mortos e mais de 900 pessoas nos cuidados intensivos. Hoje a realidade é distinta, e isso deve-se à vacinação, mas o tipo de respostas que temos de dar é também distinto”. A ministra acrescenta que não teme a falta de adesão dos portugueses às novas medidas.

“Temos de dar tempo às medidas para fazer efeito. Espero que aquilo que fizemos seja suficiente. Estou em crer que os portugueses, que nos habituaram a um nível de responsabilidade do qual nos orgulhamos e nos permitiu chegar até aqui, conseguirão também estar à altura. Nós tentaremos fazer o melhor possível para não defraudar as expectativas”, conclui Temido.

E nos outros países?

Nos Estados Unidos, quem testar positivo à covid-19 e não tiver sintomas deixa de estar dez dias em isolamento e passa a estar apenas cinco. No Reino Unido são sete dias de isolamento, com a apresentação de dois testes negativos.

Numa altura em que o mundo está a ser atingido por uma nova variante da covid-19, há países que estão a reduzir o tempo de isolamento dos casos positivos.

É necessário ter em conta o facto da Ómicron ser mais transmissível, mas menos agressiva, e ao que parece essa será a tendência de eventuais futuras variantes.

O segundo factor a ter em conta, quando se fala na redução do isolamento, tem a ver com a paralisação da sociedade em sectores essenciais.

A redução para metade dos dias de isolamento surgiu esta semana nos Estados Unidos. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) recomendou a redução do período de isolamento, de dez para cinco dias, para aqueles que testarem positivo à covid-19, mas estejam assintomáticos.

Após os cinco dias de isolamento, deverão cumprir outros cinco de uso de máscara, sempre que estejam em contacto com outras pessoas. 

O Reino Unido foi mais cauteloso. Reduziu o isolamento de dez para sete dias, mas exige a apresentação de um teste antigénio negativo ao sexto e ao sétimo dia. Após esse isolamento, estas pessoas devem reduzir ao máximo o contacto com outras e manter, se possível, o teletrabalho.

Opinião de especialistas portugueses

De acordo com entrevistas dadas à CNN Portugal, os especialistas Sofia Batista, Pedro Simas, Ricardo Mexia, Filipe Froes e Pedro Gomes de Sena explicam quais são os riscos e os benefícios.

Desde o início da pandemia de covid-19 que o tempo de isolamento tem reduzido. Inicialmente eram 14 dias, passou para dez e, agora, pode encurtar novamente.

Sofia Baptista, médica e professora da Universidade do Porto, considera que é um processo natural e que tem a ver com o tempo de incubação do vírus nas variantes que vão surgindo.

“Eu acho que Portugal poderia olhar para estes exemplos e reduzir o tempo de isolamento, mas com a precaução do Reino Unido“, porque “ganhar três dias sem acarretar risco acrescido seria já muito bom”.

A especialista considera que é preciso gerir duas faces da pandemia. “A disseminação rápida e o elevado do número de novos casos previstos para os próximos dias/semanas e o outro lado que é a paralisação social que tal acarreta“.

Se Portugal chegar aos 30 mil novos casos diários de contágio como se prevê na próxima semana, exemplificou, seriam cerca 30 mil pessoas isoladas durante 10 dias, muitas delas em serviços essenciais para a sociedade, nos quais não existe a possibilidade de teletrabalho.

Pedro Simas, virologista, concorda com a redução do período de isolamento e não considera que haja riscos acrescidos se Portugal implementar o sistema dos Estados Unidos, “porque temos 90% da população vacinada e uma cobertura muito grande de 80% acima dos 70 anos nas doses de reforço”.

“Deveríamos seguir o CDC porque estamos numa posição diferente do Reino Unido. O Reino Unido tem 70% da população vacinada, nós temos 90%”, acrescenta.

“Os Estados Unidos têm 61% da população vacinada. Têm de ter um cuidado maior em relação à Ómicron, em comparação com Portugal”, refere Simas.

Para o especialista, a Ómicron prova que o país está a caminhar para uma situação endémica, ou seja, um número de infecções constante ao longo do ano e, sazonalmente, esse número é mais elevado.

No caso dos vírus respiratórios, esse aumento verifica-se nos meses de inverno e, por isso mesmo, “ter medidas de restrição para além do uso de máscara” é estar a “confinar o país quando não é necessário“.

A Ómicron não vai ser controlada por vacinação na população em geral com doses de reforço. Não é sustentável estar a aplicar terceiras, quartas e quintas doses, porque o número de novas infecções não acarreta o mesmo impacto de saúde pública de há um ano”, explica o virologista.

Pedro Simas defende ainda que Portugal é dos países “mais bem posicionados” a nível mundial para aliviar as medidas restritivas, e que reduzir o período de isolamento poderia ser um bom início para essa trajectória.

“Eu percebo que há a memória do passado, percebo que as pessoas estão preocupadas e que há o princípio da prudência, mas agora estamos muito protegidos e estamos capacitados para tolerar níveis endémicos de infecção”, assegurou.

Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANSMP), admite que esta redução nos dias de isolamento profilático pode ser uma possibilidade em Portugal, principalmente nas pessoas vacinadas, até porque já existem dados “mais robustos” que sustentam esta medida.

“Eu julgo que é uma medida que pode fazer sentido, particularmente naqueles que já estão vacinados e têm um menor risco de ter doença grave“, refere. “Sabemos que o isolamento de dez dias causa muito mais disrupção na vida das pessoas, no funcionamento da própria economia, do que um isolamento de apenas cinco dias.”

“Portanto, é algo que tem de ser tido em conta em função da evolução da situação”, explica o presidente da ANSMP.

Já o pneumologista Filipe Froes considera que é necessário rever “novos período de isolamento e quarentena”, tendo em conta a “realidade existente, o factor de risco das pessoas e a percentagem muito significativa de portugueses com o esquema vacinal completo e com as doses de reforço”.

“É preciso garantir duas coisas: a segurança do próprio e dos outros ao evitar que haja indivíduos a perpetuar surtos na comunidade e ainda assegurar a menor disrupção possível em resultado do período de absentismo laboral”, realça.

O pneumologista apoia esta revisão do tempo de isolamento e, apesar de não fazer referência ao número de dias que deve ser estabelecido, conclui que deve ser apresentado um teste negativo no final do isolamento ou quarentena.

Na mesma linha que Froes, Pedro Gomes de Sena, médico de medicina geral e familiar, acredita que uma redução no tempo de isolamento faz sentido, uma vez que tem de se “acompanhar a biologia desta nova variante“.

A Ómicron aparenta ter um ciclo de vida mais rápido. Assume-se que o maior risco de transmissibilidade acontece nos dois dias antes de se manifestar sintomas e os nos dois dias a seguir”, explica o especialista.

Tendo em conta o impacto que os isolamentos estão a ter em termos laborais, e dado o período de incubação, talvez pudesse fazer algum sentido em Portugal”, explica.

Questionado sobre quantos dias se poderiam retirar do modelo de isolamento actual, o médico aponta para “um meio termo entre os cinco e os dez dias“, apostando assim nos sete dias de isolamento profilático, com a apresentação de um teste rápido negativo no final.

Até ao momento, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) ainda não emitiu nenhuma norma que recomende aos países da União Europeia aplicar medidas neste sentido.

No entanto, há especialistas que defendem que essa directriz deveria ser criada o mais rápido possível, para haver uma uniformização entre os vários países.

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ZAP
29 Dezembro, 2021

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1373: Isolamento em caso suspeito da variante Ómicron é de 14 dias

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/OMICRON

“São medidas temporárias de precaução até termos mais informação científica”, explicou Graça Freitas.

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O período de isolamento para casos de covid-19 suspeitos de contaminação com a variante Ómicron foi alargado para 14 dias (actualmente são 10 dias), por ainda se desconhecer o comportamento da nova variante, disse esta quinta-feira a directora-geral da Saúde.

“São medidas temporárias de precaução até termos mais informação científica que nos explique melhor como é que a variante se comporta, se tem o mesmo período de incubação, se tem o mesmo período de infecciosidade”, explicou Graça Freitas.

A directora-geral da Saúde, que falava hoje no Montijo (distrito de Setúbal) no final de uma cerimónia de apresentação de um projecto escolar para aumentar a literacia em saúde, acrescentou que esta orientação foi já emitida e determina ainda um rastreio de contactos mais alargado.

“Se houver suspeita que um surto, um caso tem alguma ligação com a hipótese da variante nova, a Ómicron, então os contactos são isolados de uma forma mais alargada e por um período maior”, disse.

A nova variante, a Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detectada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de Novembro, foram notificadas infecções em 57 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

Diário de Notícias
Lusa
09 Dezembro 2021 — 15:10

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