1059: Surto em festas em Santa Cruz aumenta para 63 infectados

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/SURTOS/SANTA CRUZ

Os 63 infectados associados às festas em Santa Cruz têm idades entre os 15 e os 25 anos. A Câmara de Torres Vedras alega que “o surto está controlado”.

O surto de covid-19 associado à participação em festas de diversão nocturna na praia de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, aumentou para 63 infectados, segundo o mais recente boletim epidemiológico deste município.

O surto teve um aumento de 52 para 63 infectados, com idades entre os 15 e os 25 anos, nas últimas 48 horas, e regista os primeiros três recuperados, de acordo com o boletim divulgado pelo município a partir de informação reportada pelas autoridades locais de saúde.

Fonte oficial da Câmara de Torres Vedras explicou que “o surto está controlado”, havendo agora 10 contactos de risco em vigilância activa.

Os casos activos associados têm idades entre os 15 e os 25 anos.

Segundo a mesma fonte, o contágio aconteceu no último fim de semana de Agosto, durante uma festa privada com cerca de 60 pessoas e em festas ocorridas em pelo menos três bares de diversão nocturna, que se mantêm abertos, uma vez que não há funcionários afectados.

Os primeiros casos foram detectados, no início dessa semana, entre um grupo de amigos que se juntaram na praia e na piscina e que frequentaram um bar.

Contagiaram depois outros cidadãos que, por sua vez, infectaram outros em festas ocorridas em pelo menos outros dois bares de diversão nocturna, de acordo com a investigação efectuada pelas autoridades de saúde aquando do inquérito epidemiológico.

Desde o início da pandemia, Torres Vedras, no distrito de Lisboa, contabiliza 6.985 casos confirmados, dos quais 161 estão activos. Outras 6.648 pessoas recuperaram e 176 morreram, de acordo com o boletim epidemiológico.

A covid-19 provocou pelo menos 4.593.164 mortes em todo o mundo, entre mais de 222,46 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.836 pessoas e foram contabilizados 1.052.127 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Diário de Notícias
Lusa
10 Setembro 2021 — 13:10

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Covid-19. “Se relaxarmos medidas corremos o risco de ter novo pico em Agosto”

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO/RELAXO

O país ultrapassou os 4 mil casos de infecção. O número pode não reflectir sequer o pico desta vaga. O fecho das escolas e as férias poderão alterar o curso da doença, mas o que o Conselho de Ministros decidir hoje será decisivo para o mês de Agosto.

Casos de infecção crescem exponencialmente na região norte, sobretudo no Porto.
© Igor Martins Global Imagens

Na Europa, há especialistas que já falam de um novo pico da pandemia de covid-19 em Agosto – isso mesmo prova um estudo divulgado pelo Imperial College relativamente à situação no Reino Unido. Tudo por conta do alívio das medidas de confinamento face à variante Delta – aquela que já se sabe que tem um grau de transmissibilidade muito superior ao da Alpha ou da variante original.

Em Portugal, o receio de que tal também possa acontecer começa a ser visível entre alguns especialistas e a equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que desde o início da pandemia faz a modelação da evolução da doença, volta a lançar um alerta. “O que fizermos agora vai ser determinante para um novo pico em Agosto”, afirmou ao DN Carlos Antunes.

Os especialistas têm os olhos postos na reunião de hoje do Conselho de Ministros, porque, e como explicou Carlos Antunes, “poderá haver a tendência para se criar a expectativa de que – como se começa a vislumbrar um certo desaceleramento da situação na região de Lisboa e Vale do Tejo e com a vacinação a avançar – temos melhores condições para combater o vírus e que a situação epidemiológica está a ser resolvida, mas a verdade é que cada vez que se aligeira as medidas de confinamento, quer seja em Portugal ou em outra parte do mundo, o vírus surpreende-nos. Veja-se o que se está a passar em Holanda, Grécia, França, Itália, Espanha, Rússia – que aligeiraram as medidas, os casos cresceram exponencialmente e já começaram a retroceder. No fundo, foi o que aconteceu connosco. Ou seja, se relaxarmos ou atenuarmos as medidas estamos a dar mais oportunidades ao vírus para crescer e corremos o risco de em Agosto ter novo pico”.

Especialista pede precaução nas medidas

O professor relembra que faz parte de uma equipa que desde o início do desconfinamento defende o princípio da precaução, “em Abril defendemos que deveríamos esperar mais uma ou duas semanas para abrir, o governo não o fez, e logo em seguida vivemos o resultado”.

Agora, volta a defender que deve ser “mantido o princípio da máxima precaução. Qualquer decisão deve ser muito ponderada”, porque o vírus, ou melhor, a variante Delta, com origem associada à Índia, já nos mostrou que “sempre que relaxamos as medidas ou os comportamentos a incidência aumenta e sempre que apertamos a incidência é contida ligeiramente”.

Por isso, é da opinião que “até se deveria ir mais longe. O país tem de definir o limite da linha vermelha que quer aceitar e tomar logo medidas em relação aos concelhos de risco elevado e muito elevado o mais rapidamente possível – assim que um concelho de elevada densidade populacional ultrapassasse os 240 por 100 mil habitantes deveriam estar a ser tomadas medidas para travar a transmissão”, reforçando que não se pode fazer o que foi feito na capital.

“Vimos Lisboa a chegar ao amarelo, depois ao vermelho e só uma semana depois é que se tomaram medidas. Não podemos continuar a esperar tanto tempo para confirmar se um concelho mantém ou ultrapassa os 240 casos, assim não conseguimos reduzir a transmissão.”

Pico a chegar a Lisboa. Norte vai passar casos da capital

Os olhos estão postos na reunião de hoje para se saber que concelhos se mantêm em elevado risco, os que retrocedem ou os que aliviam medidas, mas Lisboa não deixa de ser exemplo. Há três semanas estava na linha vermelha. Começou a crescer em maio, em Junho atingiu os 480 casos por 100 mil habitantes. O R(t) – índice de transmissibilidade – chegou a estar em 1,25, desceu para 1,15, voltou a subir e agora está em 1,05.

Como irá evoluir ainda é uma incógnita, até porque há variáveis muito fortes que podem mudar o rumo da evolução epidemiológica, mas o que se sabe até agora é que Lisboa passou a nova variante aos concelhos vizinhos e que, hoje, a variante Delta já tem a sua marca em 100% dos casos nesta região e no Algarve. E, segundo os dados actuais, refere Carlos Antunes, “parece começar a haver um desaceleramento, uma descida sustentada na incidência e no R(t), o que nos leva a pensar que estamos próximos do pico, porque é o que significa quando tal acontece”.

O boletim de ontem da Direcção-Geral da Saúde sobre a covid-19 indicava mais 4153 novos casos. O número mais alto desta semana. Lisboa e Vale do Tejo à frente com 1928 casos, o norte com 1305, o Algarve com 441, o centro com 316 e o Alentejo com 102. Os Açores e a Madeira com 42 e 19, respectivamente. A incidência voltou a subir no país e no continente, embora o R(t) continue a descer.

O professor da Faculdade de Ciências explica ainda que os dados demonstram que a região de Lisboa e Vale do Tejo pode estar a atingir o pico da curva epidémica, que o norte ainda está longe, porque “está em crescimento, mas vai ultrapassar os casos de Lisboa, e no Algarve começa a haver indícios de que também estamos a atingir o pico na região. O centro tem vindo a crescer menos, mas também há algum indício de que o pico possa estar a acontecer”.

E o receio entre os especialistas é o de que possa haver “alguma redução na incidência em certas regiões e que o governo e os municípios tenham a tentação para aliviar as medidas, passando a haver restaurantes abertos durante mais tempo e poder circular-se sem horário”.

Segundo argumenta o professor, “todos os indícios que temos podem levar-nos a crer, e como estamos no verão, que pode haver uma desaceleração da transmissão, mas eu não arriscaria nada neste momento. Há uma série de variáveis que podem inverter por completo a situação”.

Férias podem cruzar cadeias de transmissão e gerar pico

“Por exemplo, estamos a assistir a uma desaceleração em Lisboa e Vale do Tejo, mas de um momento para o outro, tanto a questão do fecho das escolas como a mobilidade em período de férias, quer seja para o Algarve, para o norte ou para o interior, podem levar a um cruzamento de cadeias de transmissão, e alterarem rapidamente a configuração da situação epidemiológica”. Um ano e meio depois da pandemia as incertezas perante a evolução da situação pandémica voltam a ser “muito grandes e aconselham-nos a ter cautela e a não criar expectativas, porque tal pode levar a um comportamento errático da população”, reforça Carlos Antunes.

As variáveis de que dispomos hoje “são difíceis de controlar” e tanto nos podem levar para o melhor dos cenários, para o desaceleramento da transmissão, como para o pior, novo pico na transmissão e consequências inerentes – mais casos, mais enterramentos e óbitos também, embora não se chegue ao nível de gravidade atingindo nas anteriores vagas. Acrescentando: “O fecho das escolas pode representar um mitigar da transmissão para a faixa menor de 10 anos, mas na faixa acima dos 15 e até aos 25 pode representar um acelerar da transmissão, porque estamos a falar de alunos do secundário e de universitários que após as aulas e exames podem conviver ainda mais, fazendo aumentar a transmissão.” Por outro lado, “há as medidas em vigor de fecho de restaurantes a uma certa hora e de corte na mobilidade nos municípios de elevado risco, que podem mitigar a transmissão, mas depois há o turismo que pode multiplicar essa transmissão“.

Para Carlos Antunes, “todas estas situações dizem-nos o seguinte: se relaxarmos as medidas é certo e sabido que com a nova variante – sobre a qual já se sabe que um infectado pode contagiar entre cinco e nove pessoas, enquanto com a Alpha um infectado contagiava duas a três – a transmissão será elevada”.

Até porque “já se sabe que para este vírus não há sazonalidade, há em relação à doença e à letalidade, mas isso tem que ver connosco, com o hospedeiro, e com o nosso sistema imunitário. O vírus em si não teme a sazonalidade”. Na verdade, a grande incerteza é comportamental e quando assim é, Carlos Antunes e muitos outros especialistas têm vindo a defender que a aposta deve ser no risco em relação à saúde pública.

Do meu ponto de vista, devemos insistir na limitação dos contactos, porque as pessoas não o farão por iniciativa própria, com excepção das pessoas mais idosas ou cautelosas. Os jovens não o farão, já se percebeu que só por imposição é que acomodam os seus comportamentos. Se lhes dermos liberdade, vão amplificar os contactos e isso vai potenciar a transmissão.”

Carlos Antunes admite que a vacinação é a única segurança que temos, bem como a redução dos contactos, e se ainda há quem duvide disto basta olhar para o que se está a passar à nossa volta. Aliás, a nível internacional, esta semana está a ser um exemplo de que em relação à pandemia ainda nada pode ser dado como garantido, porque quando se pensa que a situação pode estar a aliviar e o risco diminuído, eis que o SARS-CoV-2, quer seja por uma nova variante ou não, faz das suas.

Como diz, basta olhar para o Reino Unido, com abertura da actividade marcada para 19 de Julho, mas que um aumento de casos já levou Boris Johnson atenuar o discurso – “o uso de máscara em Londres ia deixar de ser obrigatório nos transportes e já voltou a ser. Na Holanda, o número de casos cresceu exponencialmente, em França e Itália também, a ponto de estes países discutirem a obrigatoriedade da vacinação e uma terceira dose em breve; e Espanha volta a falar em retroceder medidas. Não é só Portugal”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
15 Julho 2021 — 00:45

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878: Portugal com mais oito mortes e 2.323 novos casos. Internamentos disparam

– Infelizmente, a imagem publicada na notícia abaixo, é muito enganadora. Ontem, saí à rua para fazer um exame que já se encontrava marcado há tempos e, desde meio da Avenida da Liberdade, até ao Rossio, cruzei-me com labregos acéfalos SEM MÁSCARA (nem pendurada ao pescoço nem nos braços), grande parte deles, camones que nos visitam e também jovens em grupos de 4 e 6 todos juntos. É simplesmente INACREDITÁVEL que, em plena Lisboa, centro da cidade, não exista UM ÚNICO AGENTE FISCALIZADOR das regras sanitárias em vigor para “desancar” esta merda de gente!

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Candid_Shots / Pixabay

Portugal registou, este domingo, 2.323 novos casos e oito mortes na sequência da infecção por covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o último boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), foram registados, nas últimas 24 horas, mais 2.323 casos e oito mortes. Estes dados fazem com que este domingo seja o quinto dia consecutivo com o número de novas infecções acima dos três mil.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista maior número de infecções, sendo responsável por 1.058 dos novos casos. Segue-se o Norte, com 693 infecções, o Algarve com 242, o Centro com 226, o Alentejo com 64, os Açores com 31 e a Madeira com nove.

Das oito mortes registadas nas últimas 24 horas, seis ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma no Algarve e uma no Alentejo.

Os internamentos registaram hoje uma grande subida. Há agora 672 pessoas internadas no país devido à covid-19 (mais 40 do que no sábado). Destas, 153 estão em Unidades de Cuidados Intensivos (mais nove do que ontem).

Em relação ao número de internamentos, é o pior dia desde 25 de Março. Segundo o Observador, não havia tantos doentes internados em UCI desde 26 de Março.

Na chamada matriz de risco, a nível nacional, Portugal está com uma incidência a 14 dias de 272,0 casos por 100 mil habitantes e um índice de transmissibilidade R(t) de 1,18.

No continente, a incidência está agora nos 280,5 casos de infecção e o índice de transmissibilidade R(t) é de 1,19.

Este sábado, os restaurantes em concelhos de risco elevado ou muito elevado começaram a exigir certificado digital ou teste negativo à covid-19 para refeições no interior dos estabelecimentos.

No mesmo dia, em Miranda do Douro, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a convicção de que “cá [em Portugal], como na Europa, a parte mais longa e aparentemente mais pesada do processo pandémico já passou”.

Em relação à subida do número de casos positivos, Marcelo considerou que “tem havido até agora um fenómeno” que “inevitavelmente vai continuar, porque com mais testagem há de haver mais casos positivos, se se testar menos há menos probabilidade de haver casos positivos, e é bom que se teste mais”.

Por Liliana Malainho
11 Julho, 2021

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801: Marta Temido aponta para continuação das restrições em Lisboa

 

SAÚDE/COVID-19/RESTRIÇÕES/LISBOA

A ministra da Saúde admite que a situação em Lisboa ainda é complicada e comentou as críticas de Angela Merkel: “Se soubéssemos o que sabemos hoje poderíamos ter actuado de outra maneira? Provavelmente, sim.”

© EPA/JULIEN WARNAND

A ministra da Saúde disse esta quarta-feira que a situação epidemiológica da covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo deve traduzir-se na continuidade da aplicação das medidas de restrição em vigor.

“Os números neste momento levam a sugerir que a situação de Lisboa ainda não esteja ultrapassada”, o que leva a que “as medidas específicas tenham de se manter, como se mantiveram em outros pontos do país quando estavam em situação de risco especial” na evolução epidemiológica, disse Marta Temido em declarações à margem da apresentação do Relatório de Primavera do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS).

“Temos de estar conscientes de que estamos a lidar com um fenómeno cuja evolução ainda se reveste de muitas incertezas. Não é possível garantir que o futuro seja desta ou daquela maneira, o que podemos garantir é que tudo faremos para que isso não seja necessário, mas conhecemos a nossa realidade. Os números continuam a aumentar, ainda não estamos num momento em que estejamos a vê-los decrescer e, portanto, temos de estar atentos”, adiantou a ministra.

Sublinhando a importância da vacinação, da testagem e de “algumas medidas não farmacológicas”, a governante reagiu também à crítica da chanceler alemã Angela Merkel a propósito da abertura de Portugal para acolher a final da Liga dos Campeões e, consequentemente, milhares de adeptos ingleses.

“O controlo dos movimentos de circulação das populações é um dos desafios que enfrentamos. Estamos numa fase de combate à pandemia em que cada vez mais há uma apetência por retomar uma vida normal e isso é uma dificuldade. Se soubéssemos tudo o que sabemos hoje poderíamos ter actuado em determinados momentos de outra maneira? Provavelmente, sim, mas não é possível reescrever a história”, disse.

Marta Temido repetiu também a ideia de que o país procura “ganhar algum tempo através de medidas não farmacológicas”, como o uso de máscara e o distanciamento, para poder vacinar mais pessoas e apelou à população para realizar testes com regularidade, embora sem definir uma periodicidade fixa.

“Aquilo que pedimos é que, neste momento, beneficiando daquilo que é a gratuitidade de testes em muitos pontos ou da possibilidade de prescrição que existe através dos serviços de saúde, as pessoas que ainda não estão vacinadas possam realizar um teste antes de se submeterem e submeterem os outros a uma exposição que possa ser de risco”, concluiu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Junho 2021 — 14:57

 

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778: Internamentos sobem há cinco dias seguidos. Desde Janeiro que não era assim

 

SAÚDE/COVID-19/INTERNAMENTOS

Mais 1.233 casos e duas mortes em Portugal nas últimas 24 horas. Estão 364 pessoas com covid-19 internadas, das quais 88 em unidades de cuidados intensivos, indicam os dados mais recentes da DGS

Centro de vacinação na Ajuda, em Lisboa
© Rita Chantre / Global Imagens

Foram registados 1.233 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico desta quinta-feira (17 de Junho) da Direcção-Geral da Saúde. Morreram mais duas pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório diário.

Nesta altura, estão hospitalizadas 364 pessoas, ou seja, mais 13 em relação ao que foi reportado na véspera. Em unidades de cuidados intensivos o número de doentes aumentou para 88 (mais cinco face ao dia anterior).

Há cinco dias seguidos que os internamentos estão a aumentar, algo que já não acontecia desde o fatídico mês de Janeiro. Nessa altura, o número de hospitalizações cresceu ao longo de 26 dias, entre os dias 2 e 27. No entanto, a 27 de Janeiro o país registava 6603 internamentos (783 em UCI), um número bastante superior ao que se verifica actualmente.

65,2% dos novos casos em Portugal foram registados em Lisboa e Vale do Tejo, que totalizou 804 novos casos e uma morte.

O outro óbito registou-se na região Norte, que apresentou mais 196 casos. A região Centro registou mais 81 casos, o Algarve mais 73 casos, o Alentejo mais 47, os Açores mais 20 e a Madeira mais 12.

A boa notícia é que o R(t) deixou de crescer, mantendo-se em 1,13 no continente e para 1,12 em todo o território nacional. Também a incidência estancou, permanecendo em 91 casos por 100 mil habitantes em todo o território e em 90,5 casos por 100 mil habitantes no continente.

Dados actualizados da pandemia num dia em que o Conselho de Ministros volta a analisar a situação epidemiológica dos concelhos, devendo determinar quem avança para a próxima fase de desconfinamento, quem se mantém na actual e quais os municípios que recuam. Uma nova análise que acontece numa altura em que o concelho de Lisboa continua a suscitar preocupação devido ao aumento de contágios.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que Lisboa terá o mesmo tratamento que os outros concelhos em função da matriz de risco da covid-19, afastando também a hipótese de o Governo impor uma antecipação de medidas restritivas na capital.

Intervalo da segunda toma da vacina da Astrazeneca reduzido para 8 semanas

Também esta quinta-feira, a DGS actualizou o esquema vacinal e decidiu encurtar o período entre as duas doses da vacina da AstraZeneca.

O intervalo da toma da segunda dose da vacina foi então reduzido de 12 para oito semanas para garantir “mais rápida protecção” perante a transmissão de novas “variantes de preocupação” do vírus SARS-CoV-2, segundo a DGS.

A recomendação consta da norma “Campanha de Vacinação contra a COVID-19 Vacina VAXZEVRIA” divulgada esta quinta-feira e que actualiza o esquema vacinal desta vacina contra a covid-19.

Segundo a DGS, o esquema vacinal da VAXZEVRIA, também conhecida como a da Astrazeneca, é de duas doses com intervalo de oito a 12 semanas, “sendo actualmente recomendado o intervalo de oito semanas de forma a garantir a mais rápida protecção” conferida pela vacinação completa “perante a transmissão de novas variantes de preocupação (VoC) de SARS-CoV-2”, como a variante Delta, associada à Índia.

“Têm surgido provas de que as variantes diminuem” a protecção dada pelas vacinas

Na terça-feira, a comissária europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, disse que estão a surgir provas que demonstram que a variante Delta do coronavirus SARS-CoV-2 “diminui a força do escudo protector” criado pelas vacinas, instando à aceleração da vacinação completa da população.

“Têm surgido provas de que as variantes — nomeadamente a variante Delta — diminuem a força do escudo protector fornecido pelas vacinas, especialmente quando a vacinação ainda não é completa. É, portanto, crucial que o maior número possível de cidadãos seja vacinado contra a covid-19, e que seja totalmente vacinado o mais rapidamente possível”, disse Stella Kyriakides.

Portugal é o país da União Europeia com mais confiança nas vacinas

Ainda no que se refere ao processo de vacinação, Portugal é o país da União Europeia (UE) onde a população tem mais confiança nas vacinas contra a covid-19, com 95% dos inquiridos a considerarem as vacinas seguras, segundo um Eurobarómetro publicado esta quinta-feira pela Comissão Europeia.

Interrogados se concordam com a afirmação “as vacinas são seguras”, 46% dos inquiridos portugueses dizem “concordar totalmente” e 49% “tendem a concordar”, colocando Portugal no pelotão da frente em termos de confiança nas vacinas, seguido pela Espanha, com 92%, e ambos acima da média europeia, que se situa nos 81%.

No mesmo registo, 86% dos portugueses dizem considerar que as vacinas aprovadas na UE são seguras — o número mais elevado, novamente seguido por Espanha, com 83% –, e 70% dizem “não perceber porque é que as pessoas têm relutância em serem vacinadas”, colocando Portugal no segundo lugar, ultrapassado por Espanha.

Diário de Notícias
DN
17 Junho 2021 — 16:39

 

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771: Casos disparam para os 1.350. R(t) e incidência voltam a subir

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

De acordo com o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde foram registados seis mortos. Há quase quatro meses que não havia tantas infecções. 68,7% dos novos casos foram em Lisboa e Vale do Tejo.

Realização de testes de despiste à covid-19 num evento piloto em Braga
© HUGO DELGADO/LUSA

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 1350 novos casos de covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório diário desta quarta-feira (16 de Junho) refere também que morreram mais seis pessoas devido à infecção pelo novo coronavírus.

O número de novos casos supera pela primeira vez desde 6 de Março a casa dos milhares, sendo que este é o dia com mais infecções diárias desde 24 de Fevereiro, dia em que foram atingidos os 1.480.

68,7% dos novos casos em Portugal foram registados em Lisboa e Vale do Tejo, que totalizou 928 novos casos. Aliás, foi ainda nesta região que se verificaram os seis mortos declarados com a doença no país.

A região Norte apresenta 199 novos casos diários, sendo que 90 foram registados no Algarve, 85 no Centro, 30 no Alentejo, 16 nos Açores e 2 na Madeira.

Os dados indicam que há agora 351 pessoas com covid-19 hospitalizadas (mais cinco que ontem), sendo que 83 estão em unidades de cuidados intensivos (mais quatro).

Em clara subida está também o R(t) que subiu 0,03, tendo passado para 1,13 no continente e para 1,12 em todo o território. A incidência também disparou, passando de 84,5 para os 91 casos por 100 mil habitantes em todo o território, enquanto no continentes subiu de 83,4 para as 90,5 novas infecções por 100 mil habitantes.

“Na prática já estamos numa quarta onda pandémica”

A zona de Lisboa continua a suscitar preocupação por parte das autoridades de saúde devido ao aumento de novos casos de contágio por SARS-CoV-2. Ao DN, o professor Carlos Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, diz que a estratégia de testagem já não está a funcionar e que já há sinais de que se está a perder o controlo da situação.

Questionado sobre se Lisboa está a ser o motor para uma quarta onda pandémica, Carlos Antunes, que integra a equipa que desde o início da pandemia faz a modelação da evolução da doença, é peremptório: “Na prática já estamos numa quarta onda pandémica, porque a fase que estamos a viver já está com uma amplitude e um comprimento semelhante à onda de Março do ano passado, que se estendeu até maio.”

Para o pneumologista Carlos Robalo Cordeiro, do gabinete de crise da Ordem dos Médicos, os dados vindos da região de Lisboa são preocupantes. Aliás, reforça, na capital “há factores que formam um verdadeiro cocktail explosivo e se o contágio continuar a aumentar da forma como está agora, contamina-se o país todo”.

No combate à pandemia, a testagem tem sido uma das estratégias das autoridades de saúde para travar a disseminação da infecção por SARS-CoV-2, pelo que se está a fazer um reforço no rastreio.

DGS recomenda testes em casamentos e baptizados com mais de 10 pessoas

De acordo com a actualização de uma norma da Direcção-Geral da Saúde, os testes à covid-19 passam a ser recomendados em eventos familiares com mais de dez pessoas, como casamentos e baptizados. A DGS quer também testes em eventos culturais e desportivos, serviços públicos e empresas, um reforço no rastreio “como medida de controlo da transmissão comunitária”.

A norma, referente à Estratégia Nacional de Testes para a SARS-CoV-2, actualizada na terça-feira pela DGS, recomenda “a realização de rastreios laboratoriais em eventos familiares, designadamente casamentos e baptizados, bem como quaisquer outras celebrações similares, com reunião de pessoas fora do agregado familiar, aos profissionais e participantes sempre que o número de participantes seja superior a dez”.

Também em eventos de natureza cultural ou desportiva, a testagem é recomendada “sempre que o número de participantes/espectadores seja superior a mil, em ambiente aberto, ou superior a 500, em ambiente fechado”.

em contexto laboral, nos locais de maior risco de transmissão, como as explorações agrícolas e o sector da construção, aconselha-se a testagem com uma periodicidade de 14/14 dias, pode ler-se na norma da DGS.

Esta recomendação é igualmente aplicada em serviços públicos e locais de trabalho com 150 ou mais trabalhadores, independentemente do seu vínculo laboral, da modalidade ou da natureza da relação jurídica, adianta ainda.

Já depois de ser conhecida a norma da DGS, que reforça a testagem, o secretário de Estado Adjunto da Saúde, António Lacerda Sales, esclareceu que quem organiza eventos tem o “dever” de promover os testes de despiste à covid-19 e de impedir a entrada a quem não for testado.

“É um dever de quem organiza promover também essas testagens”, afirmou o governante. “As principais entidades fiscalizadoras são os próprios promotores”, disse ainda Lacerda Sales.

A nível mundial, a pandemia já é responsável por 3.824.885 mortes desde que a infecção pelo novo coronavírus foi detectada em Dezembro de 2019 na cidade chinesa de Wuhan, de acordo com o balanço feito pela AFP.

Mais de 176.566.650 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Diário de Notícias
DN
16 Junho 2021 — 15:04

 

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