1033: Investigador da UMinho descobre tratamento que retarda envelhecimento da coluna

SAÚDE PÚBLICA/INVESTIGAÇÃO/UMINHO

Tratamento com “drogas senolíticas” retarda o envelhecimento dos discos da coluna vertebral.

© Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

Um investigador da Universidade do Minho (UMinho) descobriu um tratamento que retarda o envelhecimento dos discos da coluna vertebral, uma das principais causas do aparecimento de dor de costas, foi anunciado esta sexta-feira.

Em comunicado, o investigador e médico da UMinho Emanuel Novais explica que em causa está um tratamento com “drogas senolíticas”, que faz com que as células boas permaneçam e as “más” sejam eliminadas, acabando por atrasar a degeneração dos “discos”.

Para Emanuel Novais, as soluções e tratamentos actualmente disponíveis são “ainda escassos e nem sempre com os melhores resultados”.

“As soluções que temos disponíveis são a redução da dor com analgésicos ou, em casos mais graves, a intervenção cirúrgica. Ou seja, não há nenhum medicamento que possa impedir a evolução da doença e ser uma solução terapêutica”, refere.

O investigador, durante a sua tese de doutoramento e através de uma investigação na Universidade Thomas Jefferson (EUA), resolveu explorar diferentes formas de aliviar a degeneração do disco intervertebral.

Segundo diz, este foi o primeiro estudo a realizar um tratamento de longa duração com drogas senolíticas em ratinhos.

“Os resultados indicam que os animais tratados com estas drogas apresentam menor grau de degeneração do disco intervertebral com o envelhecimento. Além disto, tiveram melhorias significativas a nível da força muscular, inflamação no sangue e qualidade do osso. Por último, não observamos efeitos secundários que nos alertem para a falta de segurança no uso destas drogas”, afirma.

Para Emanuel Novais, a “grande chave” do projecto foram os fármacos senolíticos, mais especificamente um cocktail de duas substâncias (Dasatinibe e Quercetina), que permitiram remover e diminuir as células senescentes no disco e, desta forma, reduzir o stresse que estas células induziam localmente.

“Ou seja, ao fazer com que as células boas permaneçam e as ‘más’ sejam eliminadas, acabamos por atrasar a degeneração do disco”, acrescenta.

Emanuel Novais finalizou recentemente a sua tese de doutoramento, em que este trabalho também se enquadra, fruto do MD/PhD, um programa em que estudantes de Medicina da Universidade do Minho podem fazer uma pausa no curso e tirar um doutoramento em duas universidades estado-unidenses (Thomas Jefferson e Columbia), podendo terminar o curso como médicos e doutorados.

Diário de Notícias
Lusa
03 Setembro 2021 — 12:32

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955: Descoberto mecanismo que pode explicar maior ou menor gravidade da infecção

SAÚDE/PANDEMIA/SARS-CoV-2/COVID-19

Centro de testes à covid-19 na Tailândia.
© EPA/RUNGROJ YONGRIT

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) descobriram um mecanismo, associado a uma alteração nos linfócitos T, que pode explicar porque é que a infecção pelo SARS-CoV-2 causa doença leve ou doença grave nos indivíduos.

Em comunicado, o instituto da Universidade do Porto revela esta quarta-feira que os investigadores descobriram um mecanismo que “pode explicar o motivo pelo qual a infecção pelo SARS-CoV-2 causa doença leve ou mesmo assintomática em alguns indivíduos e doença grave e complicada noutros”.

Os resultados do estudo, financiado no âmbito da iniciativa ‘Research 4 Covid’ da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), foram publicados na revista The Journal of Immunology e o artigo foi destacado como um ‘top reader‘ da edição de Setembro.

O estudo, liderado pela investigadora Salomé Pinho, mostrou que as células T circulantes “trocam os seus glicanos [moléculas de açúcar] de forma específica após a infecção com o SARS-CoV-2” e que essa alteração é “mais pronunciada” em indivíduos assintomáticos do que sintomáticos.

“Está assim identificada uma resposta imunológica, baseada em formas glicosiladas de linfócitos T, que confere protecção contra o vírus”, assegura o instituto.

A mudança no perfil de glicosilação na resposta imunológica após a infecção pelo SARS-CoV-2 “parece ser desencadeada por um factor inflamatório presente no plasma dos indivíduos”.

Segundo a investigadora Salomé Pinho, esta glico-assinatura específica de células T, mais pronunciada em pacientes assintomáticos, “pode ser detectada no diagnóstico” e constituir um “novo bio-marcador de prognóstico e de gravidade covid-19, bem como um novo alvo terapêutico”.

Lusa

Diário de Notícias
04 Ago 08:13
Por David Pereira



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721: Alemães acreditam ter encontrado causa dos efeitos secundários das vacinas da AstraZeneca e Janssen

 

SAÚDE(COVID-19/VACINAS/EFEITOS SECUNDÁRIOS

Vacinas produzidas pela AstraZeneca e Johnson & Johnson têm causado raros mas graves casos de coágulos sanguíneos

© EPA/Gustavo Amador

Investigadores alemães acreditam, com base em investigações laboratoriais, ter encontrado a causa dos raros mas graves casos de coágulos no sangue entre algumas pessoas que receberam as vacinas contra a covid-19 produzidas pela AstraZeneca e Johnson & Johnson.

Num estudo que ainda não foi revisto por especialistas, os investigadores referem que as vacinas usam vectores de adenovírus que enviam parte da sua carga viral para o núcleo das células, onde algumas das instruções para produzir proteínas de coronavírus podem ser mal interpretadas. As proteínas resultantes podem desencadear distúrbios de coagulação do sangue num pequeno número de receptores, sugerem os especialistas, citados pela Reuters.

Rolf Marschalek, um professor da Goethe University, de Frankfurt, acredita que as vacinas podem ser reformuladas para contornar o problema e que a Johnson & Jonhson está já em contacto com ele. A companhia “está a tentar optimizar a vacina”, afirmou. “Com os dados que temos nas nossas mãos, podemos dizer às companhias como fazer a mutação dessas sequências, codificando a proteína spike de forma a prevenir reacções indesejadas”, acrescentou.

Por outro lado, os investigadores alemães ainda não foram contactados pela AstraZeneca. “Se eles o fizerem, posso dizer-lhes o que têm de fazer para aperfeiçoar a vacina”, frisou ao Financial Times.

Cientistas e entidades reguladoras de medicamentos na Europa e nos Estados Unidos têm procurado explicação para a causa dos raros mas fatais casos de coágulos sanguíneos que levaram alguns países a suspender ou a limitar o uso das vacinas da AstraZeneca e da Johnson & Johnson.

A 23 de Abril, a EMA defendeu a administração da segunda dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, mesmo com os riscos associados à possibilidade de ocorrência de coágulos sanguíneos raros após a vacinação. De acordo com a agência europeia, os benefícios da vacinação continuavam a superar os riscos.

A Dinamarca decidiu em meados de Abril abandonar a AstraZeneca, o primeiro país da Europa a desistir, seguida em maio pela Noruega. A maioria dos países europeus que continuam a usar a vacina limitaram a sua administração com condicionantes relacionados à idade. Em Portugal, a administração da vacina da AstraZeneca é recomendada para as pessoas com mais de 60 anos.

A Bélgica anunciou esta quarta-feira que suspendeu a utilização da vacina da Johnson & Johnson em pessoas menores de 41 anos depois da morte de uma mulher dessa faixa etária a quem foi administrado esse fármaco.

Por essa razão, a Bélgica solicitou um “conselho urgente” à Agência Europeia de Medicamentos, o regulador de medicamentos da União Europeia (UE), antes de considerar levantar a suspensão, informou ainda.

A 20 de Abril, a Agência Europeia do Medicamento concluiu que há uma possível relação entre a formação de coágulos sanguíneos e a vacina da Janssen, na sequência de terem sido registados oito casos de pessoas que desenvolveram coágulos sanguíneos em quase sete milhões de pessoas vacinadas nos EUA.

Diário de Notícias
DN
27 Maio 2021 — 08:26

 

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594: É preciso rever o papel das superfícies na transmissão da covid-19, diz investigador

 

SAÚDE/COVID-19/INVESTIGAÇÃO

Belova59 / Pixabay

O investigador Henrique Barros considera que se tem dado “demasiado ênfase” à transmissão da covid-19 pessoa a pessoa, esquecendo o papel das superfícies, defendendo a revisão desta posição porque pode estar aí “o insucesso” no combate à pandemia.

O presidente da direcção do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto afirmou na audição por videoconferência na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 que o instituto pretende continuar a trabalhar em três aspectos ligados ao risco.

“O primeiro, que se confunde muitas vezes com os factores de risco, que é a compreensão dos mecanismos de transmissão de infecção e particularmente de doença”, disse o epidemiologista, lamentando que se tenha trabalhado muito pouco sobre isto em Portugal, porque “é essencial perceber o que se está a passar”.

“Sabemos que não há infecção sem pessoas que transmitam, acreditamos que se tem posto demasiado ênfase na transmissão de pessoa a pessoa por via aérea, esquecendo o papel das superfícies e é preciso rever esta posição porque parte do insucesso também pode estar por aí”, salientou o também presidente do Conselho Nacional de Saúde.

Por esta razão, Henrique Barros considerou ser fundamental compreender também os contextos da infecção: “defendemos sempre muito a realização de estudos que nos permitissem dizer, informar qual era a natureza dos contextos e que proporção é atribuível a cada um desses contextos”.

Chamou a atenção para um aspecto que “continua extraordinariamente evidente”, que é “a natureza heterogénea” da infecção pelo SARS-CoV-2, que provoca a covid-19.

O epidemiologista salientou que, “apesar de Portugal ser um país geograficamente pequeno, na sua extensão em termos de distâncias, tem sido particularmente evidente a heterogeneidade da infecção”.

“Daí que falar da infecção em Portugal seja provavelmente um erro porque o tempo da infecção, o espaço da infecção, o momento da sua evolução dinâmica nas populações é completamente distinto nas várias regiões e importa não só identificar isso, compreender isso e agir em conformidade com isso”, defendeu Henrique Barros.

Segundo o epidemiologista, esta heterogeneidade é marcada também na evolução ao longo do tempo, que “é especialmente relevante” para se conseguir perceber “algumas das perplexidades” com que os investigadores se deparam.

Para Henrique Barros, é importante serem capazes de entender “o que está verdadeiramente a agir, o que está verdadeiramente a acontecer, para que em determinados momentos a infecção tenha uma expressão tão marcada e noutros essa expressão seja tão diversa”, no mesmo momento, em locais diferentes, e sob as mesmas medidas gerais aplicadas.

Salientou ainda a importância de investigar e estudar a evolução dos doentes com esta infecção e de “uma forma rápida sublinhar a importância daquilo que se chama” a doença long covid, ou seja, “a persistência de sintomas depois da recuperação“, muitos meses após aquilo que se podia considerar o desaparecimento da infecção”.

“É muito debilitante”. O que já se sabe sobre os efeitos a longo prazo da covid-19

Quase um ano depois do aparecimento do novo coronavírus, ainda há muitas dúvidas acerca da recuperação dos pacientes após a…

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ZAP // Lusa

Por ZAP
30 Janeiro, 2021

 

 

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497: Comer alimentos picantes reduz risco de morte prematura em 25%

 

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO

Hans / Pixabay

Os indivíduos que consomem alimentos picantes, sobretudo malagueta, podem viver mais e ter um risco significativamente reduzido de morrer de doenças cardiovasculares ou cancro, de acordo com uma pesquisa que será apresentada nas American Heart Association’s Scientific Sessions 2020.

De acordo com uma pesquisa levada a cabo por investigadores norte-americanos, divulgada no Science Daily, a ingestão abundante do ingrediente picante pode reduzir o risco de morte precoce em 25%.

A investigação revela que os consumidores frequentes apresentam uma predisposição entre 26 a 23% menor de morrerem vítimas de doenças cardiovasculares ou de cancro, respectivamente.

Para analisar os efeitos da malagueta na mortalidade, os cientistas analisaram 4.729 estudos de cinco bancos de dados de saúde globais (Ovid, Cochrane, Medline, Embase e Scopus). Os registos de saúde e dieta de mais de 570.000 indivíduos nos Estados Unidos, Itália, China e Irão foram usados para comparar os resultados daqueles que consumiram malagueta com aqueles que raramente ou nunca comeram.

O estudo descobriu que as pessoas que comiam malagueta tinham uma redução relativa de 26% na mortalidade cardiovascular; de 23% na mortalidade por cancro; e de 25% na mortalidade por todas as causas.

“Ficamos surpreendidos ao descobrir que, nestes estudos já publicados, o consumo regular de malagueta foi associado a uma redução geral do risco de morte por todas as causas, doenças cardiovasculares e cancro”, reagiu o autor Bo Xu, cardiologista da Cleveland Clinic’s Heart, Vascular & Thoracic Institute em Cleveland, Ohio.

As razões e os mecanismos que explicam esta descoberta são, no entanto, desconhecidos.

ZAP //

Por ZAP
14 Novembro, 2020

 

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417: Nanocorpo de alpaca é capaz de bloquear infecção por covid-19

 

SAÚDE/COVID-19

(CC0/PD) NickyPe / Pixabay

Cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, identificaram um pequeno anticorpo neutralizante – nanocorpo – que consegue bloquear a entrada do Sars-CoV-2 nas células humanas.

Uma equipa de investigadores suecos, do Instituto Karolinska, descobriu que um nanocorpo consegue bloquear a entrada do novo coronavírus  nas células humanas. O novo artigo científico foi publicado na Nature Communications no início de Setembro.

Os nanocorpos são restos de anticorpos presentes na família de animais dos camelídeos (como alpacas ou lamas) e podem ser adaptados e usados nos seres humanos. Esta equipa de cientistas decidiu então injectar a proteína spike, usada pelo novo coronavírus para invadir as células saudáveis , numa alpaca.

Depois de 60 dias, as amostras de sangue recolhidas do animal revelaram uma forte reacção imunológica. “Esperamos que as nossas descobertas possam contribuir para a melhoria da pandemia de covid-19, encorajando um exame mais aprofundado deste nanocorpo como um candidato terapêutico contra a infecção viral”, disse Gerald McInerney, em comunicado.

De acordo com o Raw Story, dos nanocorpos, o Ty1 – baptizado em homenagem à alpaca Tyson -, foi o que revelou uma maior capacidade de neutralizar o SARS-CoV-2.

Os cientistas explicaram que o Ty1 associa-se à parte da proteína spike que se conecta ao receptor celular ACE2, usado pelo novo coronavírus para infectar as células. Desta forma, como o espaço passa a estar “ocupado” pelo nonocorpo, o patógeno não consegue entrar na célula e infectá-la.

“Os nossos resultados mostram que o Ty1 se pode ligar potentemente à proteína spike do SARS-CoV-2 e neutralizar o vírus, sem actividade fora do alvo detectável. Estamos agora a embarcar em estudos pré-clínicos em animais para investigar a actividade neutralizante e o potencial terapêutico de Ty1 in vivo“, adiantou o cientista Ben Murrell.

ZAP //

Por ZAP
25 Setembro, 2020

 

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