1083: Menos infectados e menos internados em dia com 5 mortos e 677 infecções

Estatística desta semana:

– 0.677 – 19.09.2021 – 5 mortes
– 0.939 – 18.09.2021 – 7 mortes
– 1.023 – 17.09.2021 – 7 mortes
– 1.062 – 16.09.2021 – 6 mortes
– 1.247 – 15.09.2021 – 10 mortes
– 1.058 – 14.09.2021 – 6 mortes
– 0.458 – 13.09.2021 – 5 mortes

Total da semana – 6.464 infectados e 46 mortes


SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

O boletim da DGS indica que há menos 2 pessoas com covid-19 internadas, sendo agora, no total, 455. Foram registados, em 24 horas, 677 novos casos e 5 mortos em Portugal

© EPA

Portugal registou nas últimas 24 horas 677 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório deste domingo, 19 de Setembro, indica que morreram mais 5 pessoas devido à doença.

No que diz respeito à situação nos hospitais portugueses, o número de internamentos continua a descer. Há agora 455 pessoas com covid-19 hospitalizadas, o que corresponde a menos 2 internados face ao dia anterior.

Já em relação aos cuidados intensivos há 86 doentes nestas unidades, menos 4 que ontem.

Portugal aproxima-se cada vez mais da zona verde na matriz de risco. A incidência não sofreu alterações nas últimas 48 horas ficou em 173,6 a nível nacional e 177,9 no continente.

O mesmo se passou com nível de transmissibilidade R(t) que continua em 0,83 a nível Nacional e de 0,82 no continente.

A região com maior número de novos casos é Lisboa e Vale do Tejo, com mais 228 e 3 mortos nas últimas 24 horas.

Itália. Obrigatoriedade certificado Covid aumenta a vacinação

O agendamento para a vacina contra a covid-19 aumentou esta semana em Itália, depois do Governo estender a todos os funcionários a obrigação de apresentar o certificado de saúde.

Segundo a agência France-Presse, as autoridades exigem um teste negativo, o comprovativo de vacinação ou de cura.

“Ao nível nacional, registou-se um aumento generalizado no agendamento para a primeira dose da vacina contra a covid-19, subindo de 20% para 40% em relação à semana passada”, disse o general Francesco Figliuolo, comissário extraordinário responsável pela campanha de vacinação, num comunicado de imprensa, no sábado à noite.

No sábado, as marcações para a primeira dose aumentaram 35% em relação ao sábado anterior, acrescentou, sem especificar o número exacto de agendamentos.

Quase 41 milhões de pessoas em Itália já receberam as duas doses da vacina, de acordo com dados do Governo, e quase 76% da população com mais de 12 anos está imunizada.

No entanto, as autoridades estão preocupadas com os últimos resistentes, tendo em conta a aproximação da temporada de gripe, pelo que decidiram estender esta semana o “Passe Verde”, nome do certificado de saúde em Itália, a todos os locais de trabalho, públicos e privados.

Lançado em Agosto para museus, eventos desportivos e refeições em restaurantes, o passe verde inclui um certificado de vacinação, prova de recuperação após contrair covid-19 ou um teste negativo.

Esta semana, o primeiro-ministro, Mario Draghi, anunciou a extensão do documento, a partir de 15 de Outubro, a todos os locais de trabalho, com uma suspensão, sem remuneração, para os funcionários que recusem cumprir.

Os dispensados, por motivos de saúde, terão direito a exames gratuitos.

Itália, o primeiro país europeu a ser afectado pela pandemia, pagou um preço alto com mais de 130.000 mortos.

Diário de Notícias
Lusa
19 Setembro 2021 — 14:03

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1082: Bons hábitos alimentares podem reduzir a probabilidade de contrair covid-19

– Os excessos alimentares são e serão sempre prejudiciais à saúde, por isso, comer com regras básicas de quantidade e qualidade, são elementares. Uma dieta mediterrânica contém todos os ingredientes para uma alimentação racional e equilibrada, assim como quem preferir uma dieta macrobiótica (em declínio actualmente em favor da alimentação vegan e vegetariana), que contém todos os elementos necessários a um excelente equilíbrio pessoal. Fui macrobiótico durante mais de cinco anos e sei do que falo porque além de praticar a cozinha macrobiótica com minha esposa, estudei a matéria e fomos há décadas atrás, fornecedores de refeições rigorosamente macrobióticas a um grande estabelecimento da especialidade. E não é apenas comer frutas e vegetais mas todo o tipo de proteína vegetal (soja), cereais (especialmente o arroz integral) e outros produtos integrais (leguminosas), algas marinhas, escolher produtos produzidos biologicamente (sem inclusão de químicos), etc.

F. Gomes

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

bktrl / Flickr

Um novo estudo indica que as pessoas que comem muitas frutas e vegetais podem ter menos probabilidades de contrair covid-19.

Num pesquisa que envolveu 590 mil adultos, os investigadores descobriram que as pessoas que eram adeptas de um estilo de vida mais saudável – e que incluíam vegetais e frutas nas suas refeições – tinham menos 9% de probabilidades de contrair covid-19 do que os indivíduos que têm dietas menos saudáveis.

Segundo o estudo publicado na revista Gut, também o risco de desenvolver a doença num nível considerado grave diminuiu em 41%.

Ainda assim, os especialistas alertam que incluir uma alimentação saudável no dia a dia não é uma receita mágica para manter a covid-19 longe.

A solução mais aconselhada continua a ser a vacinação. “Seja vacinado”, enfatiza Aaron Glatt, especialista em doenças infecciosas e porta-voz da Infectious Diseases Society of America.

Jordi Merino, principal autor do estudo, corrobora o conselho de Glatt, alertando que embora a dieta tenha um grande peso na saúde das pessoas, no caso da covid-19, não pode substituir o papel da vacinação e da máscara de protecção facial.

Durante a pesquisa, informa o Web MD, os milhares de participantes foram separados em quatro grupos diferentes. A divisão foi feita tendo em conta a ingestão regular de alimentos como vegetais, frutas, grãos inteiros, legumes e óleos vegetais.

Os investigadores perceberam que, em média, um quarto dos participantes com as dietas mais ricas em vegetais eram ligeiramente menos propensos a desenvolver covid-19 do que o grupo que mantinha uma dieta sem frutas e vegetais.

Os resultados mostram ainda que quando as pessoas acabaram por adoecer, quem tinha uma alimentação considerada boa, tinha um risco inferior de contrair a doença num modo grave.

Em termos absolutos, a taxa de covid-19 grave foi de 1,6 por 10.000 pessoas por mês no grupo com as pessoas com dietas mais saudáveis e no grupo com as dietas mais pobres, a taxa era de 2,1 por 10.000.

Merino destaca ainda que estas conclusões podem ser influenciadas por outros factores, como é o caso da idade, raça, prática de exercício, peso corporal, hábito de fumar e situação sócio-económica.

Os autores reforçam, no entanto, que ter uma alimentação saudável é benéfico em todos os aspectos da vida do ser humano, como tal, não é surpreendente que possa ajudar a manter a covid-19 mais afastada – ou pelo menos não ter tantos sintomas quando se contrai a doença.

“É bastante razoável sugerir que uma dieta saudável será benéfica”, rematou Glatt.

Vinho e queijo podem ajudar a prevenir a demência (e a lutar contra a covid-19)

As pessoas que comem mais queijo e consomem mais vinho, ainda que de forma moderada, podem apresentar uma maior protecção…

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Ana Isabel Moura, ZAP //

Por Ana Isabel Moura
19 Setembro, 2021

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1081: Covid-19. Incidência e R(t) sem alterações em dia com mais 7 mortos e 939 infecções

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

O boletim da DGS indica que há menos 17 pessoas com covid-19 internadas, sendo agora, no total, 457. Foram registados, em 24 horas, 939 novos casos e 7 mortos em Portugal. O índice de transmissibilidade e de incidência mantém-se inalterados nas últimas 24 horas.

Campanha de testagem à covid-19 nos Açores
© EDUARDO COSTA /LUSA

Portugal registou nas últimas 24 horas 939 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório deste sábado, 18 de Setembro, indica que morreram mais 7 pessoas devido à doença.

No que diz respeito à situação nos hospitais portugueses, o número de internamentos continua a descer. Há agora 457 pessoas com covid-19 hospitalizadas, o que corresponde a menos 17 internados face ao dia anterior.

Já em relação aos cuidados intensivos há 90 doentes nestas unidades, menos 7 que ontem.

Portugal aproxima-se cada vez mais da zona verde na matriz de risco. A incidência manteve-se nas últimas 24 horas, quer a nível nacional quer no continente e é, respectivamente de 173,6 a nível nacional e 177,9 no continente.

O nível de transmissibilidade R(t) também se manteve em relação a ontem. E continua a ser de 0,83 a nível Nacional e de 0,82 no continente.

Vacinas de 2.ª geração reduzem risco de doença grave

O secretário da Associação Espanhola de Vacinação, José António Forcada, disse à agência de notícias Efe que as vacinas disponíveis reduzem o risco de doença grave, mas não previnem a infecção, que é o que se procura nas vacinas de segunda geração.

O presidente da Associação Nacional de Enfermagem e Vacinas diz, por seu turno, que em caso de ser assim, “reduziria enormemente o risco de transmissão”.

Por sua vez, Antonio Carmona, investigador da Área de Investigação de Vacinas de Fisabio, sublinha que as chamadas vacinas de “segunda geração” não serão melhores ou piores do que as vacinas já disponíveis, mas sim complementares às que já estão a ser administradas.

Antonio Carmona, também coordenador científico da COVIDRIVE, um projecto internacional que vai estimar a eficácia das vacinas contra o covid-19 na Europa, explica que algumas destas vacinas se baseiam nas mesmas plataformas tecnológicas que têm sido usadas para desenvolver as vacinas de “primeira geração”.

Como valor acrescentado, aponta que algumas destas vacinas de “segunda geração” mostram “potencial para gerar uma resposta imunitária esterilizante mais significativa do que as disponíveis actualmente, pelo que contribuiriam para gerar uma protecção mais eficaz contra a transmissão do vírus.

Diário de Notícias
DN
18 Setembro 2021 — 14:32

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1080: Já há uma calculadora que prevê o risco de se ser infectado com covid-19 (em diversos cenários)

– Os gajos e as gajas acéfalos indigentes intelectuais e morais, Walking Deads, Whisperers, negacionistas & outros animalóides da mesma raça, não se importam deste tipo de previsões, mas pode ser que existam, entre toda essa corja, algum deles com mais de um neurónio que se interesse…

TECNOLOGIA/PANDEMIA/CALCULADORA DE RISCO

GCIS / Fotos Públicas

Já existe uma ferramenta online que calcula o risco de se ser infectado com covid-19. Chama-se microCOVID, baseia-se em dados recentes, analisa diferentes cenários e foi desenvolvida por um grupo de amigos.

Numa altura em que o mundo procura adaptar-se a uma nova realidade, com a maioria dos países a reduzir as medidas de controlo da pandemia, existe uma inovadora ferramenta online que procura quantificar os riscos de se ser infectado com SARS-CoV-2.

O projecto microCOVID faz uma estimativa do risco de apanhar covid-19, através da avaliação de um determinado cenário: em que país se reside, se se está vacinado (e, se sim, quantas doses tomou e de qual vacina), que actividade se vai realizar, com quantas pessoas, entre outros aspectos.

A calculadora analisa uma espécie de simulação, que não inclui a carga emocional, para avaliar o risco de qualquer tipo de actividade que se queira realizar, explica Ben Shaya, que faz parte do projecto.

A ferramenta nasceu de uma ideia de um grupo de amigos, companheiros de casa, que quiseram tomar decisões sobre o que podiam, ou não, fazer durante a pandemia — tendo em conta que pertenciam à mesma “bolha” e não queriam estar nem pôr os outros em risco — com base científica.

O grupo de amigos criou, então, um modelo matemático que se baseia nas últimas investigações sobre máscaras, eficácia das vacinas, casos actuais em cada país e muito mais. Apesar de o projecto ter arrancado em maio do ano passado para uso próprio, passados uns meses foi criada uma versão para o público em geral e a iniciativa junta agora uma equipa de matemáticos, cientistas de dados e um clínico de cuidados primários.

O site inclui duas ferramentas: uma calculadora e um “medidor” de riscos. Enquanto a calculadora dá aos utilizadores uma ideia sobre o risco de um único evento ou cenário, o risk tracker atribui um valor às várias actividades de uma pessoa para criar uma pontuação de risco global que pode ser partilhada com os outros.

O risk tracker, que foi a primeira função a ser desenvolvida, funciona como um orçamento financeiro: tem de se poupar numa semana, se se quiser gastar na outra. “As pessoas podem poupar para as coisas que lhes interessam”, como por exemplo jantar fora com um amigo, explicam os criadores.

Para utilizar a calculadora, escreve a Smithsonian Magazine, os utilizadores seleccionam diferentes cenários — como participar numa festa cheia de gente ou encontrar-se com um amigo para jantar — e fornecem detalhes sobre o tipo de máscara que estão a usar, se estão totalmente vacinados, se o evento acontece dentro ou fora de casa, entre outros.

O risco é medido numa unidade que os criadores denominaram microCOVIDs e a estimativa de risco corresponde a uma escala de cores, que varia entre o verde (risco muito baixo) e o vermelho (perigo).

Além disso, os utilizadores podem escolher uma de quatro opções de “orçamento de risco” semanal, que vão desde uma menor probabilidade de se ser infectado a elevada probabilidade: Alta Prudência, Prudência Normal, Pouca Prudência ou Redução de Danos.

A opção pré-definida é a Prudência Normal, que corresponde a um “orçamento de risco” de 200 microCOVIDs por semana e 1% de probabilidade de apanhar covid-19 por ano.

Uma pessoa que esteja completamente vacinada contra a covid-19 (vacina da Moderna), use máscara de protecção FFP2 e que vá ao supermercado, em Portugal, durante uma hora, por exemplo, correrá um risco de cinco microCOVIDs. Isto significa que é uma actividade de baixo risco (nível dois da escala de cores) e representa 3% do “orçamento de risco” semanal — os tais 200 microCOVIDs para cada pessoa por semana.

Por outro lado, se alguém realizasse a mesma actividade, com o mesmo tipo de máscara de protecção, mas não estivesse vacinada, já correria um risco de 30 microCOVIDs, o que equivale a 15% do “orçamento” semanal — e a uma actividade de risco moderado.

Tanto o risk tracker como a calculadora são ferramentas altamente adaptáveis para que os utilizadores possam alterar os parâmetros de acordo com as suas preocupações e com as vulnerabilidades das pessoas à sua volta.

“Ninguém pensa que está a ser perigoso [para as outras pessoas]”, disse Jenny Wong, que também faz parte da equipa que está por trás da ferramenta online.

“Ter cuidado significa coisas diferentes para pessoas diferentes”, continuou.

Nos últimos meses, o site foi actualizado para incluir novos dados sobre a variante Delta, que é mais transmissível. Segundo relata Wong, quando o modelo foi actualizado, as actividades consideradas de baixo risco passaram a ser de risco moderado ou alto.

Uma actividade que antes podia fazer uma vez por semana, com a variante Delta passa a ser de maior risco e, consequentemente, só é aconselhável realizá-la de dois em dois meses, explica o investigador.

Mas F. Perry Wilson, um epidemiologista da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que não faz parte do projecto, deixa uma advertência: estar dentro de um certo limite no “orçamento de risco” não é segurança garantida, o risco de infecção não é zero.

Instrumentos de orçamento de risco como este também podem dar “uma falsa sensação de segurança”, explica, e “podem dar às pessoas uma espécie de permissão para se comportarem de uma forma que as pode colocar em maior perigo”.

No entanto, a ferramenta é uma óptima forma de se ter uma ideia aproximada do risco de diversas actividades e é particularmente útil para entender a redução do risco de apanhar covid-19 dependendo da máscara que se usa e do facto de se ter a vacinação completa, ou não.

Por Sofia Teixeira Santos
18 Setembro, 2021

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1079: Vacinas de 2.ª geração procuram prevenir infecção e travar transmissão

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAS

Evitar a infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e travar a transmissão é o objectivo das vacinas de segunda geração contra a covid-19 que estão a ser desenvolvidas e que se estima poderem ser administradas ao longo de 2022.

© Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens

O secretário da Associação Espanhola de Vacinação, José António Forcada, disse à agência de notícias Efe que as vacinas disponíveis reduzem o risco de doença grave, mas não previnem a infecção, que é o que se procura nas vacinas de segunda geração.

O presidente da Associação Nacional de Enfermagem e Vacinas diz, por seu turno, que em caso de ser assim, “reduziria enormemente o risco de transmissão”.

Por sua vez, Antonio Carmona, investigador da Área de Investigação de Vacinas de Fisabio, sublinha que as chamadas vacinas de “segunda geração” não serão melhores ou piores do que as vacinas já disponíveis, mas sim complementares às que já estão a ser administradas.

Antonio Carmona, também coordenador científico da COVIDRIVE, um projecto internacional que vai estimar a eficácia das vacinas contra o covid-19 na Europa, explica que algumas destas vacinas se baseiam nas mesmas plataformas tecnológicas que têm sido usadas para desenvolver as vacinas de “primeira geração”.

Como valor acrescentado, aponta que algumas destas vacinas de “segunda geração” mostram “potencial para gerar uma resposta imunitária esterilizante mais significativa do que as disponíveis actualmente, pelo que contribuiriam para gerar uma protecção mais eficaz contra a transmissão do vírus.

Fontes da Fisabio observam que uma maior disponibilidade de doses em todo o mundo, ajudarão a fortalecer as respostas imunitárias dos grupos populacionais mais vulneráveis, através da sua utilização como dose de lembrete.

As vacinas de segunda geração encontram-se na fase três dos respectivos ensaios clínicos, e se a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, sigla em inglês) apresentar uma estimativa positiva dos seus resultados de eficácia e segurança nos próximos meses, algumas poderão ser autorizadas durante o próximo ano, refere a Efe.

Na União Europeia estão actualmente a ser analisadas pela EMA as vacinas da Novavax (NVX-CoV2373), Sanofi Pasteur/GSK (Vidprevtyn) e CureVac (CVnCoV).

Estas três empresas fazem parte do projecto COVIDRIVE, que estudará a eficácia destas novas vacinas covid-19 na Europa assim que forem aprovadas para uso geral.

De acordo com o secretário da Associação Espanhola de Vacinação, a Moderna e a Pfizer também estão a trabalhar na melhoria da vacina para tentar que produzam anticorpos esterilizantes que previnam a infecção, agindo rapidamente como uma barreira, melhorando a imunidade a longo prazo e estando activo contra todas as variantes do vírus.

A nível global facilitarão uma distribuição mais eficiente e equitativa das vacinas e prevenirão, entre outras coisas, o surgimento de novas variantes em países que têm agora uma cobertura de vacinas muito baixa.

Antonio Carmona salienta que um dos desafios que as vacinas covid-19 terão de enfrentar a médio prazo é conferir uma maior imunidade para ser mais eficaz na prevenção da transmissão do vírus.

Outro desafio, diz, é que estas vacinas cheguem aos países em desenvolvimento de forma justa e equitativa para evitar o aparecimento de novas variantes e porque desta forma, afirmou, conseguir-se-á “erradicar o vírus da face da Terra, ou no mínimo, tê-lo sob controlo”.

Diário de Notícias
Lusa
18 Setembro 2021 — 11:43

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1078: Incidência e R(t) continuam a diminuir em dia com 7 mortos e 1.023 infecções

– O balanço desta semana, com início na passada segunda-feira até hoje (cinco dias), é de 4.848 infectados e 34 mortes.A PANDEMIA ainda não se foi embora e vai ficar por cá muito mais tempo enquanto continuar a existir acéfalos indigentes intelectuais e morais, Walking Deads, Whisperers, negacionistas & choldra similar, a praticar as suas vidinhas “sociais” insípidas e de nenhum valor social, além de constituírem um perigo para a comunidade onde infelizmente estão inseridos.

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

© José Coelho/Lusa

Portugal registou nas últimas 24 horas 1.023 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta sexta-feira, 17 de Setembro, indica que morreram mais 7 pessoas devido à doença.

No que diz respeito à situação nos hospitais portugueses, o número de internamentos continua a descer. Há agora 474 pessoas com covid-19 hospitalizadas, o que corresponde a menos 23 internados face ao dia anterior.

Já em relação aos cuidados intensivos há 97 doentes nestas unidades, menos seis que ontem.

Portugal aproxima-se cada vez mais da zona verde na matriz de risco. A incidência baixou quer a nível nacional quer no continente e é agora de 173,6 e 177,9 respectivamente. Ontem era de 191,1 a nível nacional e 196,1 no continente.

O nível de transmissibilidade R(t) também baixou ligeiramente e é agora de 0,83 a nível Nacional e de 0,82 no Continente.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a região com o maior número de mortos (3) nas últimas 24 horas e com o maior número de novos casos: 7647.

Natal é o próximo grande desafio no controlo da pandemia

Na quinta-feira, numa sessão que assinalou sobretudo o “extraordinário êxito” do processo de vacinação em Portugal, que contribuiu decisivamente para “provavelmente antecipar o fim de uma fase da pandemia”, DGS e INSA apontaram para o próximo período festivo de final de ano como uma fase crucial para avaliar a evolução da covid-19 no país, pois “as festividades podem coincidir com um período de menor efectividade da vacina” nos grupos de risco que já foram inoculados no início de 2021.

Depois de exporem vários dados para atestar a importância da vacinação – como o facto de, na primeira semana de Agosto, quatro em cada cinco casos de internamentos por covid-19 não terem vacinação completa, aumentando para 14 em cada 15 doentes em cuidados intensivos – Pedro Pinto Leite (DGS) e Baltazar Nunes (INSA – Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge) alertaram para os novos desafios trazidos pelo outono e inverno, com o regresso às escolas e ao trabalho presencial e as festas de Natal e Ano Novo a fazerem aumentar a mobilidade e eventuais cadeias de transmissibilidade do vírus, como aconteceu no ano passado.

Na memória de todos ficaram as consequências desse período, com o país a enfrentar a pior vaga da pandemia no início de Janeiro, deixando hospitais quase em rotura e recordes diários de mortes. Desta vez, os peritos da DGS e do INSA traçam três cenários para o outono-inverno, do menos grave até ao mais grave, colocando de novo o ênfase na vacinação.

No cenário mais “benigno”, que contempla um período médio de imunidade vacinal de cerca três anos e o não aparecimento de qualquer outra variante de preocupação (actualmente a Delta representa praticamente 100% dos casos em Portugal), não haverá razões para preocupações de maior. Nos outros dois cenários, que contemplam a redução da imunidade vacinal para apenas um ano e, no pior deles, também o surgimento de uma nova variante de preocupação, o período festivo de final de ano pode ver as hospitalizações em cuidados intensivos e o número de óbitos ultrapassarem os limites das linhas vermelhas. Dependendo desses cenários, a resposta prevista pelas autoridades de saúde será de “transição” (cenário mais favorável), controlo (intermédio) ou de mitigação (mais grave).

De resto, com 81,5% da população já com a vacinação completa, segundo a apresentação do coordenador da task-force da vacinação, Gouveia e Melo, para quem “a primeira batalha está ganha”, com um índice de transmissibilidade (Rt) que “nunca esteve com valores tão baixos [0,84 a nível nacional]” sem que medidas de restrição muito acentuadas estivessem em vigor, e com o decréscimo de vários outros indicadores epidemiológicos, como a incidência de contágios, a positividade, internamentos hospitalares e mortalidade, os peritos consideram estarem reunidas as condições não para uma espécie de “dia da libertação”, mas para uma fase de “transição responsável”. Assim lhe chamou Raquel Duarte, a quem o Governo tem encomendado as propostas que servem de base aos planos de desconfinamento adoptados.

Itália é o primeiro país da Europa a exigir o “passe verde” a trabalhadores

O Governo italiano aprovou esta quinta-feira um decreto para exigir o “passaporte sanitário” a todos os trabalhadores, uma medida que entrará em vigor a 15 de Outubro e tornará a Itália no primeiro país europeu a solicitar este certificado no emprego.

O “passe verde” da covid-19, como é chamado em Itália, já é exigido para determinadas circunstâncias, como o acesso ao interior de bares e restaurantes, ginásios, museus ou convenções, e será agora solicitado a todos os funcionários do sector público e privado.

No final da reunião do Conselho de Ministros, o ministro italiano das Administrações Públicas, Renato Brunetta, explicou, que “a Itália está na vanguarda do mundo” com esta decisão que procura permitir que o país enfrente o inverno em melhores condições de segurança e para evitar novos encerramentos devido à pandemia.

Renato Brunetta sublinhou que a economia italiana vai crescer cerca de 6% no conjunto de 2021, em comparação com a queda de 8,9% em 2020, e que esta iniciativa vai também no sentido de proteger esta reactivação.

A ministra dos Assuntos Regionais, Mariastella Gelmini, explicou, por seu turno, que o Governo de Mario Draghi também reduziu o preço dos testes ao coronavírus que serão gratuitos para quem não puder ser vacinado e custarão 8 euros para menores de 18 anos e 15 euros para os restantes, em comparação com os cerca de 20 euros que custam actualmente.

Quem não apresentar o certificado ou levar uma falsificação enfrentará multas financeiras e até mesmo a suspensão temporária do emprego, embora isso não signifique que possa ser despedido, disse a ministra do Trabalho, Andrea Orlando.

“O objectivo é aumentar a segurança no local de trabalho”, acrescentou a ministra, citada pela agência espanhola Efe.

O certificado, válido por via digital ou papel, demonstra que a pessoa recebeu pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus SARS-Cov-2″, ou teve a doença covid-19, ou foi submetido a um teste de rastreio que deu negativo nas horas que antecedem a sua apresentação, período que foi alargado agora das 48 para as 72 horas.

A Itália tem actualmente 74,61% da população com mais de 12 anos imunizados contra o coronavírus, números semelhantes aos dos seus vizinhos na União Europeia.

Diário de Notícias
DN
17 Setembro 2021 — 15:21

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