1524: Doentes com covid-19 assintomáticos transmitem menos que os sintomáticos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ASSINTOMÁTICOS

Roungroat / Rawpixel

Um estudo recente investigou a progressão da infecção de covid-19 em estudantes e funcionários no laboratório de testes clínicos da Universidade de Boston (BU).

Segundo a Medical Live Sciences, os resultados do estudo permitiram observar que indivíduos com covid-19 assintomáticos e pré-sintomáticos contribuíram para a transmissão da SARS-CoV-2, tal como os indivíduos sintomáticos.

No entanto, os pacientes assintomáticos são geralmente menos infecciosos do que os pacientes sintomáticos — ou seja, adquiriram cargas virais mais baixas que os indivíduos sintomáticos, que manifestaram as cargas virais mais elevadas. As cargas virais dos pré-sintomáticos encontravam-se entre estes extremos.

Protocolo seguido

A reacção quantitativa em cadeia da polimerase de transcrição inversa (qRT-PCR) é o padrão actual para os testes de coronavírus.

Este teste detecta o ácido ribonucleico SARS-CoV-2 (RNA) e comunica os valores do limiar do ciclo (CT), também referidos como intensidade do sinal PCR. Os valores de CT, inversamente proporcionais à carga viral, refletem o quão infeccioso é o vírus.

Por conseguinte, seria lógico assumir que os valores de CT seriam diferentes para indivíduos sintomáticos e assintomáticos da covid-19.

As informações relacionadas com a carga viral, os valores de CT, o momento de início dos sintomas, e a transmissibilidade da SRA-CoV-2 ajudaram os especialistas nos actuais esforços de mitigação do vírus.

O estudo preliminar, pré-publicado em Janeiro na medRxiv, incluiu cerca de 40.000 estudantes e funcionários do campus da Universidade de Boston (BU).

Destes 40.000 indivíduos, os investigadores amostraram 1.633 que deram positivo no teste covid-19, entre 7 de Agosto de 2020, e 18 de Março de 2021.

A equipa analisou retrospectivamente os sintomas clínicos, dados epidemiológicos de rastreio de contactos, e investigações laboratoriais em valores de CT.

A análise dos valores de CT em bruto incluiu todos os 1.633 casos positivos de SARS-CoV-2. Esta análise abrangeu todo o conjunto de dados, faixas etárias, bem como populações de estudantes e funcionários.

Foram utilizados iniciadores RT-qPCR, visando N1, N2, e RNA polimerase (RNase P) para avaliar cada amostra de teste.

As amostras com valores CT alvo N1 e N2 acima de 40 foram consideradas negativas para o SARS-CoV-2, enquanto que os valores abaixo de 40 para, pelo menos, um alvo, foram considerados positivos.

O alvo do gene humano RNase P foi utilizado para controlo de qualidade e não foi  para normalizar os valores N1 ou N2.

Todos os sujeitos de teste foram categorizados como pré-sintomáticos, sintomáticos, ou assintomáticos, e registaram os seus sintomas numa entrevista, com um profissional de saúde treinado.

Os indivíduos pré-sintomáticos experimentaram sintomas no dia 0 do teste RT-qPCR positivo ou em qualquer dia até 10 dias.

Os indivíduos assintomáticos não desenvolveram sintomas relacionados com a covid-19 antes ou depois de um teste RT-qPCR positivo, enquanto os indivíduos sintomáticos tiveram sintomas antes do dia do teste.

Durante o período de estudo, todos os casos positivos da SARS-CoV-2, independentemente dos sintomas, foram colocados em quarentena durante o mesmo período de tempo.

Conclusões do estudo

Os resultados do estudo permitiram observar uma forte relação entre a intensidade do sinal RT-qPCR e a presença ou ausência de sintomas.

Assim, os indivíduos assintomáticos tinham as cargas virais mais baixas— valores CT mais elevados — enquanto que os indivíduos sintomáticos tinham as cargas virais mais elevadas, e os pré-sintomáticos se encontravam entre estes extremos.

Os resultados demonstraram que os indivíduos sintomáticos tinham, em média, cargas virais mais elevadas do que aqueles que eram pré-sintomáticos ou assintomáticos, sugerindo assim que são mais infecciosos.

O protocolo dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos exige que ambos os resultados dos antigénios nucleocapsidos (N1 e N2) sejam positivos para que o resultado global do teste RT-qPCR seja declarado positivo.

No presente estudo, um teste RT-qPCR positivo foi considerado positivo quando um ou ambos os resultados do alvo antigénico N1 ou N2 davam positivo, o que torna esta estratégia de teste mais sensível do que a definição do CDC, embora um pouco menos específica.

Contudo, esta foi a abordagem escolhida, uma vez que a detecção de indivíduos assintomáticos com baixas cargas virais teria tornado a propagação de covid-19 mais eficaz, no campus de BU.

As comparações dos valores de CT entre os grupos de infectados foram realizadas através de testes estatísticos não paramétricos, testes Kruskal-Wallis, e Mann-Whitney U.

Os resultados mostraram que apenas 12,4% dos testes positivos tinham um único valor de CT amplificado (N1 ou N2) e eram assintomáticos.

Os estudos futuros vão mostrar se os valores de CT podem prever a capacidade de transmissão do novo coronavírus de cada indivíduo.

Enquanto que 87,7% do total de casos amplificaram ambos os alvos N1 e N2, 7,7% dos casos apenas amplificaram N1 e 4,7% apenas amplificaram N2.

Dos 87,7% de casos que detectaram ambos os alvos, 48,0% eram pré-sintomáticos, 34,2% eram sintomáticos, e 17,7% eram assintomáticos.

Ainda assim, não houve muita diferença na distribuição de indivíduos pré-sintomáticos, assintomáticos, ou sintomáticos entre as populações com apenas o alvo N1 ou apenas o N2. Isto sugere que os resultados globais diferiram ligeiramente dos testes definidos pelo protocolo do CDC.

Os resultados foram consistentes com o que os investigadores propuseram, sustentando que os pacientes assintomáticos são geralmente menos infecciosos do que os pacientes sintomáticos.

Uma vez que os valores da CT estão fortemente associados à sintomatologia, a maioria dos sujeitos de teste experimentaram pelo menos um sintoma em algum momento antes, ou nos dez dias seguintes ao teste positivo de covid-19.

Aqueles que relataram os sintomas no momento do diagnóstico tinham os valores mais baixos de CT, enquanto que aqueles que permaneceram assintomáticos tinham os valores mais altos de CT.

Apenas 5,5% dos sujeitos dos testes tinham sido vacinados contra a covid-19, na altura da recolha de dados, e a BU não exigiu a comunicação do estado de vacinação.

Este factor impediu a análise da interacção do estado de vacinação, em conjunto com os valores de CT ou os sintomas da covid-19.

Estudos adicionais devem agora abordar o estado da vacinação como uma variável na análise, semelhante à descrita neste estudo.

  ZAP //

ZAP
17 Janeiro, 2022

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1523: Portugal é quarto país da UE e sexto do mundo com mais novos contágios diários

– Podem agradecer aos grunhos labregos acéfalos indigentes walking deads esta situação…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Portugal está com uma média de 3.440 novos casos por milhão de habitantes nos últimos sete dias.

© Artur Machado / Global Imagens

Portugal é o quarto país da União Europeia (UE) e sexto do mundo com mais novos casos diários de contágio com SARS-CoV-2 por milhão de habitantes nos últimos sete dias, segundo o ‘site’ estatístico Our World in Data.

De acordo com os dados actualizados à data desta segunda-feira, o estado-membro com maior média de novos contágios é França, com 4.370 por milhão de habitantes, seguida da Dinamarca (3.970) e Irlanda (3.590), enquanto Portugal está com uma média de 3.440 novos casos por milhão de habitantes nos últimos sete dias.

A nível mundial neste indicador, e considerando apenas os países e territórios com mais de um milhão de habitantes, no topo da lista encontra-se Israel, com uma média diária de 4.440 novos casos, seguido de França, Austrália (4.100), Dinamarca, Irlanda e Portugal.

Na semana passada, Portugal era o sétimo país da UE com mais novos casos, com uma média diária de 2.390.

A média europeia neste indicador subiu esta semana de 1.830 novos casos para 2.130, enquanto a mundial subiu de 307 para 372.

No contexto da UE, os países com menor média de novos casos por milhão de habitantes estão a leste: Polónia (377), Roménia (439), Eslováquia (534) e Hungria (653).

Portugal era na semana passada o quarto com menos mortes atribuídas à covid-19 por milhão de habitantes nos sete dias anteriores, com uma média de 1,52, mas hoje está em 2,67.

O estado-membro com maior média de mortes diárias a sete dias continua esta semana a ser a Bulgária, com 10,9, seguida da Polónia (9,6), Eslováquia (8,8) e Croácia (8,4).

Bulgária, Polónia, Geórgia (9,4), Eslováquia e Grécia (8,1) são os países com maior média de mortes diárias atribuídas à covid-19 a nível mundial.

A média da UE neste indicador situa-se em 3,98 (ligeira subida de quatro décimas) e a mundial em 0,9, mais uma décima do que na semana passada.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Janeiro 2022 — 11:57

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1522: Há mais 125 doentes internados em dia com 31 mortes e 21.917 casos

– Estatísticas de hoje, Segunda-feira:

17.01.2022 – 21.917 infectados – 31 mortos

Total de hoje: 21.917 infectados – 31 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Relatório diário da DGS indica que há agora 1.938 pessoas internadas devido à covid-19, mais 125 do que ontem, domingo. Há ainda mais 21.917 novos casos sendo que a nível de incidência, nacional e no continente, subiu ligeiramente.

Centro de vacinação contra a covid-19 na Maia
© Amin Chaar / Global Imagens

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 21.917 novos casos de covid-19 em Portugal, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Há a registar mais 31 mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta segunda-feira (17 de Janeiro).

Estão agora 1.938 pessoas internadas (mais 125) devido à covid-19, das quais 174 (mais 6 que ontem) em unidades de cuidados intensivos.

Os níveis de incidência continuam a aumentar, sendo esta segunda-feira 3.840 casos de infecção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100.000 habitantes, quer a nível nacional quer no continente.

Na passada sexta-feira, data da última contagem os valores eram de 3.813,6 casos por 100.000 habitantes a nível nacional e 3.796,0 no continente.

Ainda na matriz de risco, o R(t ) é actualmente de 1,13, uma ligeira descida face à última contagem – na sexta-feira – onde o valor era de 1,19 nacional e e no continente.

Dados actualizados da pandemia numa altura em que Portugal é o quarto país da União Europeia (UE) e o sexto do mundo com mais novos casos diários de contágio por milhão de habitantes nos últimos sete dias.

Portugal tem uma média de 3.440 novos casos por milhão de habitantes

Segundo o site estatístico Our World in Data, com dados actualizados à data desta segunda-feira, o estado-membro com maior média de novos contágios é França, com 4.370 por milhão de habitantes, seguida da Dinamarca (3.970) e Irlanda (3.590), enquanto Portugal está com uma média de 3.440 novos casos por milhão de habitantes nos últimos sete dias.

A nível mundial neste indicador, e considerando apenas os países e territórios com mais de um milhão de habitantes, no topo da lista encontra-se Israel, com uma média diária de 4.440 novos casos, seguido de França, Austrália (4.100), Dinamarca, Irlanda e Portugal.

Portugal era na semana passada o quarto com menos mortes atribuídas à covid-19 por milhão de habitantes nos sete dias anteriores, com uma média de 1,52, mas esta segunda-feira este indicador está em 2,67.

UE retira Canadá, Argentina e Austrália da lista de países ‘seguros’

Também esta segunda-feira, o Conselho da União Europeia retirou Canadá, Argentina e Austrália da lista de países ‘seguros’ para os quais recomenda o gradual levantamento das restrições de viagens não essenciais para a Europa, após reavaliação da situação epidemiológica da covid-19.

Em comunicado, o Conselho anuncia que, no quadro das revisões regulares que efectua ao abrigo da recomendação sobre o levantamento gradual das restrições temporárias às viagens não essenciais para a UE, actualizou a lista de países, regiões administrativas especiais e outras entidades e autoridades territoriais relativamente aos quais as restrições de viagem devem ser levantadas, tendo decidido retirar desta lista a Argentina, a Austrália e o Canadá.

A lista de países terceiros que a UE considera seguros a nível da pandemia da covid-19 e para os quais recomenda a autorização de viagens não essenciais passa assim a contar apenas com 13 países, designadamente Bahrein, Chile, Colômbia, Indonésia, Kuwait, Nova Zelândia, Peru, Qatar, Ruanda, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Uruguai.

A estes países acresce a China, mas sujeito a confirmação de reciprocidade (de levantamento de restrições de viagens por parte de Pequim a cidadãos da UE), e as regiões administrativas de Macau e Hong Kong.

Diário de Notícias
DN
17 Janeiro 2022 — 15:23

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1520: Terceiro dia com 33 mortos, 32.271 casos e mais 80 internados por covid-19

– Estatística até hoje, Domingo:

16.01.2022 – 32.271 infectados – 33 mortos
15.01.2022 – 38.136 infectados – 33 mortos
14.01.2022 – 40.090 infectados – 34 mortos
13.01.2022 – 40.134 infectados – 22 mortos
12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total da semana até hoje: 242.128 infectados – 190 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 32.271 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A vacinação com reforço da terceira dose contra a covid-19 prossegue, hoje para a comunidade do ensino superior
© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Mais 33 pessoas morreram devido à infecção por SARS-CoV-2, o mesmo número de ontem, indica ainda o relatório deste domingo (16 de Janeiro). Desde 3 de Março, ou seja há mais de 10 meses, que não se registavam tantos óbitos por causa da doença, tendo nesse dia sido declarados 41.

Em 24 horas registaram-se mais 80 internamentos, num total de 1.813 dos quais 165 em cuidados intensivos, ou seja mais 5 do que no sábado.

Segundo a DGS, há neste momento mais 17.722 novos casos activos da doença, com 14.516 recuperados e mais 18.910 contactos em vigilância.

A região do norte continua a ser mais fustigada pelo aumento de casos, 13.166, com oito óbitos, menos do que os 14 da região de Lisboa e Vale do Tejo, que tem menor número de infectados, no caso 11.501. Segue-se a grande distância a região do centro, com 3.640 novos casos de covid-19 e quatro mortos; a do Algarve com 1.021 e dois mortos; e a do Alentejo com 808 e mais três óbitos.

Na região autónoma da Madeira há mais 1.327 novas infecções e dois mortos e na dos Açores 628 casos, sem qualquer morte a registar.

Há um ano, neste mesmo dia, o boletim da DGS dava conta de 10.947 casos, mas 166 mortos.

Portugueses retidos em Macau

Quinze dias de proibição de voos de passageiros para Macau, oriundos de “regiões fora da China”, apanharam de surpresa dezenas de portugueses no estrangeiro, impossibilitados de regressar ao território.

Uma porta-voz da STDM Tours Travel Agency Ltd disse à Lusa que a agência de viagens tem seis clientes nesta situação, todos em Portugal.

Uma outra agência, Sincerity Travel, tem “pelo menos 13” portugueses à espera, disse à Lusa a gerente, Sara Ng. “Todos os dias me ligam, às vezes à meia-noite [16:00 em Lisboa], a pedir notícias”, acrescentou.

A proibição, que entrou em vigor em 09 de Janeiro, foi anunciada, na sequência da detecção de dois casos da variante Ómicron do novo coronavírus em residentes que chegaram ao território oriundos do estrangeiro e cumpriam quarentena obrigatória de pelo menos 21 dias.

Casos sobem na China

A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou a detecção de 119 infectados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, 65 dos quais por contágio local.

Estes casos de transmissão comunitária foram registados nos municípios de Tianjin e Pequim, nas províncias de Henan, Shaanxi e Guangdong.

As restantes 61 infecções, encontradas entre viajantes do estrangeiro, foram registadas em várias regiões do país, a maioria em Xangai, uma das principais portas de entrada na China, que mantém as suas fronteiras praticamente fechadas desde Março de 2020.

O número total de pacientes activos na China continental situa-se agora em 3.461, 13 dos quais em estado grave.

Diário de Notícias
16 Janeiro 2022 — 14:22

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1518: Segundo dia com 33 mortos, 38.136 novos casos e internados voltam a subir

– Estatística até hoje, Sábado:

15.01.2022 – 38.136 infectados – 33 mortos
14.01.2022 – 40.090 infectados – 34 mortos
13.01.2022 – 40.134 infectados – 22 mortos
12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total até hoje: 209.857 infectados – 157 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Dados da DGS indicam que se estão 1.733 pessoas internadas devido à covid-19, ou seja mais 34 do que na sexta-feira, das quais 163 nos cuidados intensivos.

A vacinação com a terceira dose contra a covid-19 prossegue
© Diana Quintela/ Global Imagens

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 38.136 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Mais 33 pessoas morreram devido à infecção por SARS-CoV-2, menos uma do que ontem, indica ainda o relatório deste sábado (15 de Janeiro). Desde 3 de Março, ou seja há mais de 10 meses, que não se registavam tantos óbitos por causa da doença, tendo nesse dia sido declarados 41.

Neste momento há mais 10.036 novos casos activos da doença e mais 28.067 recuperados. Há ainda mais 10.202 contactos em vigilância.

Em 24 horas registaram-se mais 34 internamentos, num total de 1.733, dos quais 163 em cuidados intensivos, ou seja mais um do que na sexta-feira.

A região do norte é aquela que apresenta maior número de infecções, com 14.899 novas e 12 mortos. Segue-se a de Lisboa e Vale do Tejo com 13.585, mas com 14 mortos. A região centro registou mais 4.649 novos casos de covid-19 e cinco mortos; a do Alentejo 1.224 novos casos e um óbito; e a do Algarve 1.219 e sem qualquer morto.

Na região autónoma dos Açores há mais 427 novos casos, sem óbitos a registar e na da Madeira mais 2.133 novas infecções e uma morte.

Vacinação de pessoas envolvidas nas mesas de voto

Cerca de 90 mil pessoas são chamadas este sábado a ser vacinadas com a dose de reforço contra a covid-19, por irem integrar as 16.400 mesas de voto nas eleições legislativas ou serem funcionários das juntas de freguesia.

Segundo um comunicado conjunto do Ministério da Saúde e do Ministério da Administração Interna divulgado na quinta-feira, a vacinação no dia de hoje fica dedicada a este universo, “convocado por SMS, através de agendamento central”.

Para as pessoas elegíveis que não recebam a mensagem, haverá senhas digitais, mediante a apresentação de um documento comprovativo das funções em causa.

O coordenador do plano de vacinação, Carlos Penha-Gonçalves, coronel do exército, disse à Lusa que o número de pessoas elegível neste caso está estimado em 90 mil, que representa o universo da capacidade vacinal de um dia, razão pela qual os centros de vacinação vão estar dedicados exclusivamente a este processo associado às eleições legislativas.

Teletrabalho recomendado

O regime de teletrabalho obrigatório, decretado pelo Governo no final de Dezembro de 2021 devido ao agravamento da pandemia de covid-19, termina este sábado, voltando a ser recomendado para todas as empresas.

Por seu lado, o teletrabalho continua obrigatório no caso dos trabalhadores imuno-deprimidos, trabalhadores com deficiência e grau de incapacidade superior a 60% e pessoas com dependentes a cargo que sejam doentes de risco e tenham de assistir às aulas à distância.

A adopção do teletrabalho volta a exigir o acordo entre empregador e trabalhador, conforme estabelece o Código do Trabalho.

Diário de Notícias
15 Janeiro 2022 — 14:39

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1515: Três dias com 40 mil casos. O pico pode ter passado

– O sub-título desta notícia é enganador: “Semana termina com 40.090 casos e 34 óbitos.“. Não, a semana, até ontem, Sexta-feira, termina  com 171.721 infectados e 124 mortos, faltando ainda os números de hoje, Sábado e de amanhã, Domingo.

Estatística até Sexta-feira:

14.01.2022 – 40.090 infectados – 34 mortos
13.01.2022 – 40.134 infectados – 22 mortos
12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total até Sexta-feira: 171.721 infectados – 124 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Semana termina com 40.090 casos e 34 óbitos. O desafio agora é diminuir o número de casos com país a funcionar em pleno.

Testagem nas escolas começou na segunda-feira.
© Adelino Meireles / Global Imagens

Portugal termina a semana acima dos 40 mil novos casos de covid-19 e com um máximo de óbitos que não era registado há dez meses (34). Aliás, esta foi a semana em que o país voltou a atingir um máximo no número de novas infecções pelo SARS-CoV-2, na incidência da doença, mas sempre com o índice de transmissibilidade R(t) a descer. O máximo de casos foi registado na quarta-feira (40.945), na quinta-feira já reduziu (40.134) e ontem também (40.090).

Segundo explicou ao DN, na quarta-feira, o professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Carlos Antunes, que integra a equipa que desde o início da pandemia faz a modelação da doença, estes números podem significar que o país atingiu finalmente o pico desta onda epidémica que começou em Dezembro, devido à nova variante, Ómicron, detectada na África do Sul.

O país tem tido um número de novos casos nunca antes registado mas com relativo impacto no Serviço Nacional de Saúde. Ou melhor, com um número de internados sem grande pressão nos hospitais. Contudo, o mesmo já não é assim na linha da frente do combate à pandemia, nomeadamente na saúde pública e na medicina geral e familiar, com estes serviços a não conseguirem dar a resposta necessária aos utentes.

Quanto aos óbitos, Portugal está com uma média diária de 22. Nesta semana, o número mais elevado foi atingido ontem (34), seguindo-se quinta-feira (22) e depois quarta (20). Segundo indicava ontem o Instituto Nacional de Estatística, cerca de 10% dos óbitos ocorridos no ano passado foram devido à covid-19.

O país registou, em 2021, 125.032 óbitos, mais 1.353 (1,1%) do que em 2020 e mais 12.741 (11,3%) do que em 2019. O número de óbitos por covid-19 registado em 2021 foi 12.004 (6.972 em 2020), correspondendo a 9,6% do total de óbitos.

Em relação à incidência da doença, actualizada ontem, passou de 3.615,9 para 3.813,6 a nível nacional e de 3.615,3 para 3.796,0 a nível do continente. Já o R(t) tem vindo a baixar, passando de quarta-feira para ontem de 1,23 para 1,19, tanto no país como no continente.

Em termos de internamentos, o total tem vindo a aumentar, mas o número de pessoas em cuidados intensivos tem-se mantido estável. O boletim diário da Direcção-Geral da Saúde de ontem indicava não ter havido qualquer alteração nas últimas 24 horas, registando-se 1699 internados, dos quais 162 em UCI. No que respeita às regiões, Norte e Lisboa e Vale do Tejo são as que continuam a registar maior número de casos – ontem, tinham, respectivamente, 15.914 e 14.513. Depois seguiam-se as do Centro (4.589), Algarve (1.224) e Alentejo (1.207). Nas ilhas, há a destacar a Madeira, com 2.193 casos, tendo os Açores 450.

Esta é a última de duas semanas em que o país viveu algumas medidas mais restritivas, como teletrabalho obrigatório, e com a proibição no funcionamento de bares e discotecas. A partir de ontem, a diversão nocturna regressa e os especialistas, como Carlos Antunes, dizem que o desafio agora vai ser conseguir diminuir o número de casos.

anamafaldainacio@dn.pt
Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
15 Janeiro 2022 — 00:17

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1513: Directores admitem fecho de escolas devido a aumento de funcionários infectados

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

Com o aumento de casos positivos nos docentes, a Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas admite fecho das escolas temporariamente.

© Rodrigo Antunes/Lusa

O aumento de casos de infecção com o coronavírus SARS-CoV-2 entre os assistentes operacionais das escolas está a preocupar alguns directores escolares que admitem ter de encerrar estabelecimentos caso a situação se agrave.

No Agrupamento Cego do Maio, na Póvoa de Varzim, há oito assistentes operacionais em casa devido à covid-19. “Os casos positivos têm subido muito e se a situação continuar assim poderei ter de encerrar a escola na próxima semana” disse à Lusa Arlindo Ferreira, director do agrupamento onde habitualmente trabalham cerca de duas dezenas de funcionários.

Na segunda-feira arrancou a campanha de testagem à covid-19 a professores e trabalhadores não docentes, mas no agrupamento da Povoa de Varzim o processo está agendado apenas para a próxima semana. Os casos de infectados que Arlindo Ferreira tem recebido são de testes realizados por iniciativa dos próprios trabalhadores. O director teme que na próxima semana possam aumentar.

O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, sublinha que as escolas “fazem tudo para não fechar, mas se houver uma vaga poderá ser impossível impedir que tal não aconteça”.

Filinto Lima disse à Lusa que os directores podem pedir aos assistentes operacionais que estão a trabalhar numa escola para irem temporariamente para outra, podem também reduzir os horários de alguns serviços, como o bar ou a biblioteca, libertando trabalhadores para outros sectores.

“Podemos recorrer à Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, que nos apoia colocando pessoas para colmatar estas ausências pontuais. As escolas têm reservas de recrutamento e podemos ir à lista contratar outros funcionários”, afirmou Filinto Lima, garantindo que “os directores fazem tudo para evitar chegar a um caso dramático de fechar uma escola”.

Segundo o presidente da ANDAEP, os casos de escolas fechadas serão “pontuais e nunca generalizados”.

“Tenho falado com directores de norte a sul e até ao momento ninguém me reportou esse tipo de situação”, afirmou, lembrando que a falta de funcionários nas escolas é um problema do passado.

A ideia é confirmada pelos sindicatos que representam esses trabalhadores. O secretário-geral da Federação Nacional de Educação, João Dias da Silva, lembrou que houve “um crescimento generalizado de assistentes operacionais, apesar de alguns concursos terem demorado mais tempo a concluir e algumas escolas poderem ainda não ter todos os funcionários, mas serão casos pontuais”.

No entanto, sublinhou João Dias da Silva, “quando há trabalhadores em situação de doença num número elevado isso pode tornar a situação difícil na escola”.

No início do actual ano lectivo, a FNE realizou um levantamento junto das escolas e concluiu que “havia uma aproximação às necessidades das escolas, podendo haver algumas necessidades, mas sem a dimensão do passado em termos de assistentes operacionais”, recordou João Dias da Silva. O problema foca-se agora na falta de técnicos especializados e técnicos superiores.

“Há uma aproximação das necessidades, podendo haver pontualmente a necessidade de assistentes operacionais numa ou noutra escola”, afirmou, sublinhando que estas falhas são o resultado de uma portaria de rácios que foi melhorada, mas ainda “sem ter em conta a especificidade de cada escola”.

Por exemplo, a portaria de rácios define o número de assistentes operacionais tendo em conta o número de alunos com necessidades educativas, mas a FNE defende que deveria ter em conta as diferentes tipologias de alunos, ou seja, se esse estudante tem ou não necessidades profundas.

“A dimensão da biblioteca, que tipos de laboratórios existem, se existem mais oficinas” são outros dos exemplos dados por João Dias da Silva que defende que “existem factores que deveriam implicar outro ajustamento” da portaria.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Janeiro 2022 — 13:05

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1512: Portugal com 40.090 novos casos e 34 mortes nas últimas 24 horas

– Estatística até hoje, Sexta-feira:

14.01.2022 – 40.090 infectados – 34 mortos
13.01.2022 – 40.134 infectados – 22 mortos
12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total da semana até hoje: 171.721 infectados – 124 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Dados da DGS indicam que se mantêm 1.699 pessoas internadas devido à covid-19, das quais 162 nos cuidados intensivos.

Testagem à covid-19 no Porto
© Artur Machado / Global Imagens

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 40.090 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Mais 34 pessoas morreram devido à infecção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório desta sexta-feira (14 de Janeiro).

Os dados sobre a situação nos hospitais mostram que se mantêm 1.699 internados devido à doença, dos quais 162 estão em unidades de cuidados intensivos. Há, no entanto, mais 27.424 pessoas que recuperaram da infecção.

Também esta sexta-feira foram divulgados os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a mortalidade, dando conta que a covid-19 foi considerada a causa de morte de 12.004 pessoas em 2021, correspondendo a 9,6 por cento dos 125.032 óbitos registados no ano passado.

Em 2021 houve mais 1.353 mortes do que em 2020, um aumento de 1,1% e mais 12.741 do que em 2019, ano anterior à pandemia da covid-19, representando um aumento de 11,3%.

No ano de 2020 tinham morrido 6.972 pessoas com covid-19, correspondendo a 5,6% do total de 123.679 óbitos.

Em Dezembro de 2021, o número de mortes atribuídas à covid-19 diminuiu quase 80% em relação ao que se verificou em Dezembro de 2020.

No mês passado morreram 518 pessoas com a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 (mais do dobro das 222 que morreram nas mesmas condições no mês anterior), mas muito longe das 2.395 cuja morte foi atribuída à covid-19 no mês homólogo de 2020, representando uma redução de 78,3%.

Rastreios nas escolas disparam. Saúde pública não tem mãos a medir

As escolas reabriram na segunda-feira (10 de Janeiro) e, ao segundo dia de aulas, os casos positivos começaram a surgir. Em três dias, só uma unidade de saúde do Norte teve 22 turmas e uma creche inteira para rastrear à covid-19.

Ao DN, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Gustavo Tato Borges, diz que a situação é transversal a todo o país. “A saúde pública não tem tido mãos medir. O nosso trabalho não abrandou, continuamos assoberbados.”​​

Para o director dos Agrupamentos Escolares, Filinto Lima, “o início deste período lectivo é positivo”, defendendo que o esforço de todos deve ser no sentido de o ensino ser, o mais possível, presencial.

Filinto Lima diz ainda que a vontade de que os alunos se mantenham na escola é de todos, referindo até que “alguns pais, talvez os mais receosos em relação à vacinação, já estão a vacinar os filhos, por perceberem que é a única defesa que temos em relação à doença”.

Diário de Notícias
DN
14 Janeiro 2022 — 15:56

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1508: Portugal com mais 40.134 casos e 22 mortes nas últimas 24 horas

– Estatística até hoje, Quinta-feira:

13.01.2022 – 40.134 infectados – 22 mortos
12.01.2022 – 40.945 infectados – 20 mortos
11.01.2022 – 30.340 infectados – 28 mortos
10.01.2022 – 20.212 infectados – 20 mortos

Total até hoje: 131.631 infectados – 90 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Há 1.699 pessoas internadas devido à covid-19, indica o boletim epidemiológico da DGS.

Vacinação contra a covid-19 na Amadora
© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 40.134 novos casos de covid-19 em Portugal, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Isto significa que este foi o segundo dia com mais casos no país, depois de esta quarta-feira se terem registado 40.945 casos.

Há a registar mais 22 mortes devido à doença, indica ainda o relatório desta quinta-feira (13 de Janeiro).

Estão agora internadas 1.699 pessoas infectadas com o vírus SARS-CoV-2 (mais 64 do que na véspera), das quais 162 em unidades de cuidados intensivos (menos cinco).

O Lisboa e Vale do Tejo (LVT) e Norte são as regiões com mais casos, com 16.062 e 14.866, respectivamente, o que representa 77% do total de infecções do país. No que diz respeito a óbitos, 12 foram declarados em LVT, seis no Norte, três no Centro e um nos Açores.

No restante da contabilidade de novos casos, no Centro foram contabilizados 4.232, na Madeira 1.960, no Alentejo 1.255 e, no Algarve 1.219, enquanto a Madeira reportou 1.960 e os Açores 540.

Dados actualizados da pandemia em Portugal na véspera da reabertura, na sexta-feira à noite, de bares e discotecas, após novo encerramento de três semanas devido à covid-19.

Segundo a Resolução do Conselho de Ministros de 6 de Janeiro, os bares e as discotecas que estão fechados desde 25 de Dezembro têm autorização para abrir na sexta-feira a partir das 22:00. Estão em causa “bares, outros estabelecimentos de bebidas sem espectáculo e estabelecimentos com espaço de dança, ainda que esses estabelecimentos estejam inseridos em estabelecimentos turísticos”, segundo o texto da resolução com as alterações mais recentes das “medidas aplicáveis no âmbito da pandemia da doença da covid-19”.

Para entrar nestes espaços, os clientes têm de apresentar um teste negativo à covid-19, com excepção de quem “demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço” contra a doença ou de quem tiver um certificado de recuperação.

São válidos testes PCR feito há menos de 72 horas, rápido com menos de 48 horas ou auto-teste feito à entrada.

Antes do actual encerramento, os bares e discotecas tinham reaberto em Outubro pela primeira vez desde o início da pandemia em Portugal, após 19 meses parados.

Contactos de caso confirmado que tenham feito auto-teste devem confirmar resultados

De acordo com a norma actualizada da DGS, os contactos de alto e baixo risco de casos confirmados de covid-19 que tenham feito auto-teste devem confirmar o resultado com teste rápido de antigénio (TRAg) ou teste de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN).

Este teste de confirmação, exigido seja qual for o resultado do auto-teste, deve ser realizado preferencialmente no prazo de 24 horas.

Na norma sobre a estratégia nacional de testes para SARS-CoV-2, a DGS define também que nas pessoas sintomáticas com suspeita de infecção, independentemente do estado vacinal, devem realizar TRAg ou TAAN. As que fizerem auto-teste e o resultado for negativo, devem confirmar com TRAg ou TAAN no prazo de 24 horas.

Já as pessoas sem reforço da vacina e que queiram visitar utentes internados em estabelecimentos de saúde, lares ou instituições de apoio e acolhimento a populações mais vulneráveis e estabelecimentos prisionais precisam de fazer teste. Se fizerem auto-teste e o resultado for positivo, devem realizar TRAg ou TAAN de confirmação em 24 horas e serão estes os resultados que valem.

Diário de Notícias
DN
13 Janeiro 2022 — 16:20

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1507: Covid-19 perde 90% da capacidade de infectar nos primeiros 20 minutos que está no ar

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19

yusamoilov / Flickr

O coronavírus perde 90% da capacidade de infectar nos primeiros 20 minutos em que circula no ar, revela um novo estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

A maior perda de infecciosidade acontece nos primeiros cinco minutos desse intervalo de tempo.

Em declarações ao The Guardian, Jonathan Reid, director do Aerosol Research Center, explica que “o maior risco de exposição é quando se está próximo de alguém”.

“As pessoas têm-se focado na ventilação deficiente dos espaços e pensam na transmissão por via aérea a vários metros ou de uma ponta a outra de uma sala. Não estou a dizer que isso não acontece, mas penso que um dos maiores riscos de exposição é quando se está próximo de alguém”, disse Reid, um dos autores principais do estudo.

Este novo estudo ainda não foi revisto por pares e contraria as conclusões de outros estudos que, por exemplo, indicavam que o vírus era capaz de ser detectado até três horas após ser expelido.

A equipa de investigadores da Universidade de Bristol observou que, à medida que as partículas se afastam de condições “relativamente húmidas e ricas em dióxido de carbono dos pulmões”, as partículas secavam.

Assim, consequentemente, o vírus perdia a capacidade de infectar as células humanas com tanta facilidade.

No entanto, em certos ambientes, como as casas de banho, por exemplo, onde a humidade é maior, o risco de infecção é também maior durante mais tempo. Aqui, 52% das partículas ainda se mantêm infecciosas após cinco minutos e caem para 10% em 20 minutos.

  ZAP //

ZAP
12 Janeiro, 2022

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes