1552: Virologista apela ao bom-senso nas iniciativas na campanha eleitoral

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CAMPANHA ELEITORAL

Muitas vezes estão a ser infringidas recomendações da Direcção Geral da Saúde “sem haver nenhum reparo”, observou o virologista Celso Cunha.

Arruadas sem distanciamento “são acontecimentos susceptíveis de promover um grande número de contágios e de aumentar a propagação do vírus”
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

O virologista Celso Cunha apelou esta terça-feira ao bom-senso nas iniciativas na campanha eleitoral para as eleições legislativas, alertando que ajuntamentos em espaços fechados e em arruadas são “acontecimentos susceptíveis” de aumentar a propagação do vírus SARS-CoV-2.

“O bom senso é uma coisa que tem andado desde o início um bocadinho alheado e também desde o início que temos visto que há muito barulho de fundo político à volta desta pandemia”, disse à agência Lusa o investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IMHT).

Celso Cunha salientou que há recomendações da Direcção-Geral da (Saúde) que estão a ser observada na campanha eleitoral “de modo diferente, por diferentes partidos, em diferentes circunstâncias”.

Muitas vezes estão a ser infringidas recomendações da Direcção Geral da Saúde “sem haver nenhum reparo”, observou, advertido que os ajuntamentos, sobretudo, em espaços fechados e nas arruadas, sem manter a distância necessária, “são acontecimentos susceptíveis de promover um grande número de contágios e de aumentar a propagação do vírus”.

O investigador concorda que estas situações passam mensagens contraditórias à população.

“As pessoas pensam ‘durante a campanha posso andar assim, mas depois no dia a dia não podemos’ e eu percebo isso”, disse.

“Daí que talvez fosse bom que todos [os partidos] tivessem tido bom senso. Há uns que têm mais, outros que têm menos, mas aquilo a que temos assistido não é muito pedagógico”, lamentou.

Nas declarações à agência Lusa, Celso Cunha destacou ainda a importância da vacinação, apelando aos pais para vacinarem os filhos, não havendo contra-indicação médica.

“Há muitos surtos nas escolas, o que tem implicações. Há turmas que estão isoladas, há professores e alunos que sem querer vão contagiar pessoas mais velhas” que são mais vulneráveis ao vírus SARS-CoV-2.

O investigador elucidou que, provavelmente, muitas das pessoas que morreram com esta 5.ª vaga de covid-19 não teriam morrido se estivessem vacinadas contra a covid-19.

Diário de Notícias
Lusa/DN
25 Janeiro 2022 — 10:13

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“Portugal atingiu um cenário melhor do que o mais optimista traçado na semana passada”

– Pessoalmente e no meu ponto de vista, não me admiro dos números de infectados diários de vinte, trinta e quarenta mil como foram os números de ontem. Ressalvando os pobres coitados que ficam infectados pelos acéfalos indigentes que andam à solta por aí, sem ainda terem conseguido atingir nos seus cérebros atulhados de merda putrefacta, que estamos há quase dois anos numa guerra biológica onde o inimigo é invisível, enquanto estes acéfalos indigentes continuarem a transgredir a segurança sanitária, não existe vacina, nem doses de reforço que acalmem a pandemia. Tudo o resto, é conversa da treta.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19

O epidemiologista Carlos Antunes diz que Portugal está prestes a atingir o pico desta onda epidémica e que o cenário até é melhor do que o mais optimista traçado na semana passada. O número elevado de casos com um impacto relativo no SNS “é o novo normal” da era Ómicron, mas “não podemos descansar até se chegar aos seis ou cinco mil casos “. Valor a partir do qual a linha da frente da Saúde, saúde pública e medicina familiar, deixará de ficar sobrecarregada.

Portugal deve atingir uma média de casos a sete dias da ordem dos 32 mil a 34 mil casos.

Portugal atingiu ontem os 40.945 casos de covid-19. O número mais elevado desde o início da pandemia, mas muito próximo do máximo registado na semana anterior (39.570), precisamente na quarta-feira, dia 5 de Janeiro.

Segundo explicou ao DN o epidemiologista Carlos Antunes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que integra a equipa que faz a modelação da evolução da doença desde o início da pandemia, o facto de o país ter atingido este valor, precisamente no dia homólogo da semana anterior, “é o prenúncio de que estamos a atingir o pico desta onda epidémica”. E justifica: “Para não ser o pico tínhamos de ter registado hoje (ontem) um número de casos próximo dos 50 mil.

Ficámos nos 40 mil. A quarta-feira é um dia fundamental na monitorização da doença, porque é o dia em que temos registados todos os casos acumulados nos dias anteriores, nomeadamente no fim de semana. Se mesmo assim ficámos com um número de casos muito próximo da semana anterior, em termos de ordem de grandeza, quer dizer que é um prenúncio de que estamos a atingir o pico”.

O especialista pormenoriza, para que melhor seja entendido pela população, que “a forma mais fácil de se perceber se nos estamos a aproximar do pico é comparar o número máximo de casos registados num dia com o dia homólogo da semana anterior. Ao fazermos isto em relação a esta semana verificamos que a diferença é mínima, de 1375 casos de infecção, sendo que esta diferença deve continuar a diminuir nos próximos dias. Ora, isto é o sinal de que nesta semana, entre quinta e sexta-feira, atingiremos o pico desta onda”.

Por outro lado, o boletim diário de ontem da Direcção-Geral da Saúde (DGS) dava conta de que a incidência por 100 mil habitantes tinha passado de 3204,4 a nível nacional e de 3209,1 no continente para 3615,9 e 3615,3 respectivamente. Ou seja, para um valor também nunca antes registado, mas não muito diferente do de outros países da Europa, já que resulta do impacto da nova variante do SARS-CoV-2, Ómicron.

Carlos Antunes explica igualmente que, embora o valor seja elevado, não deve assustar a população, porque o normal “é a taxa de incidência continuar a subir até se atingir o pico, e este indicador tem sempre um atraso de sete dias”. Portanto, “só depois de atingirmos o pico é que começará a diminuir”.

Em relação ao índice de transmissibilidade, que continua a diminuir, isso é um bom sinal. O boletim de ontem indicava que este valor tinha passado de 1.24 para 1.23. “É bom sinal que continue a aproximar-se de 1. Quando se mantém esta tendência costumamos dizer, em linguagem de aviões, que estamos a fazer a abordagem à pista para aterrar. Ou seja, quando atingir o valor de 1 é porque passámos o pico, o que é uma boa notícia”.

De acordo com o professor da Faculdade de Ciências, o cenário atingido por Portugal nesta semana é melhor do que o cenário mais optimista traçado na semana passada pelos peritos presentes na reunião do Infarmed. “Neste momento, podemos dizer que estamos ligeiramente melhor do que o cenário mais optimista traçado na semana passada”. Cenários, esses, explica, que foram traçados, provavelmente, com base em premissas que não se estão a verificar. Por exemplo, tendo por base que o R (t), o nível de transmissibilidade, se manteria em vez de continuar a diminuir, como está a acontecer.

Contudo, e tendo em conta o número de infecções reais, que em Portugal resulta apenas do número de casos que são diagnosticados, – “cada país tem sempre mais casos do que aqueles que diagnostica, porque, por exemplo, os casos assintomáticas não são diagnosticados e não entram nos registos. As pessoas não sabem que estão infectadas” -, devemos ficar longe dos cenários que apontavam para o intervalo elevado de número de casos, entre 40 mil a 130 mil, até se atingir o pico, ou dos que indicavam que o país poderia atingir 100 mil a 120 mil casos entre os dias 22 e 24 de Janeiro.

Portugal deve atingir uma média de 32 mil a 34 mil casos

Aliás, a modelação feita por Carlos Antunes indica que Portugal deverá atingir o pico desta onda epidémica com “uma média de casos a sete dias da ordem dos 32 mil a 34 mil casos. Portanto, longe do cenário mais optimista apresentado na semana passada e isso é muito bom”. Mas aproveita para destacar que este número elevado de casos “é o novo normal”.

É o normal que resulta da variante Ómicron, mais contagiante do que a Delta, mas menos agressiva. Como diz o epidemiologista, “é o novo normal e vamos ter de nos habituar a viver com ele. Vamos ter valores muito elevados em relação ao número de casos, mas com um relativo impacto no SNS, embora com menos pressão na actividade hospitalar, já que a pressão está toda na linha da frente, na Saúde Pública e na Medicina Geral e Familiar. No que toca à letalidade, o impacto também é reduzido comparado com o do ano passado quando a variante Delta era predominante”. A modelação da doença feita pela equipa da Faculdade de Ciências, Portugal tem neste momento uma média de 25.3 óbitos por milhão de habitante e uma média diária de 22 óbitos.

Em relação ao ano passado, e no mesmo período homólogo, é mesmo um novo normal, embora Carlos Antunes sustente que estamos a entrar numa fase de transição. “Enquanto vigorar esta variante vamos ter esta realidade, um número elevados de casos até que o vírus esgote o seu combustível”, explica. Ou seja, “até que o vírus comece a ter dificuldade em encontrar pessoas susceptíveis que possa infectar, porque cada vez mais teremos ou pessoas que já foram infectadas ou que estão vacinadas. E, nesta altura, a incidência vai começar a diminuir naturalmente, porque será cada vez mais difícil ao vírus conseguir contaminar e fazer com que a doença progrida”.

Esta é a fase que os especialistas anseiam, mas ainda ninguém sabe quando é que acontecerá. “É uma incerteza”, assegura, porque quando tal acontecer, poderemos dizer que o país atingiu a fase endémica”.

Neste momento, o epidemiologista prefere dizer que estamos a entrar numa fase de transição, numa situação epidémica-endémica, e não endémica-epidémica, como tem sido defendido por alguns especialistas. Ou seja, “é epidémica, mas estamos já a convergir para uma fase endémica”.

A preocupação é não conseguir fazer descer os casos

Estas são as boas notícias, as notícias menos boas são: “O que vem já a seguir. A preocupação agora é termos dificuldade em não conseguir fazer diminuir o número de casos no tempo em que é necessário”, salientando: “A partir de dia 14, o nível de confinamento que tínhamos, embora fosse ligeiro, já que estávamos confinados em cerca de 30%, relativamente ao máximo de confinamento ocorrido entre Março e Abril de 2020 e Janeiro e Março de 2021, vai ser aliviado. Ora, vai haver um aumento na mobilidade e nos contactos e isso pode dificultar a diminuição da incidência”.

Contudo, ressalva, “a única coisa a fazer para que este aumento não ocorresse era a população confinar mais um pouco ou manter-se tudo como está, só que isso tem um custo social e económico que ninguém quer”. A única solução, assegura, “é cada um de nós fazer a sua parte, proteger-se individualmente . É a ultima defesa que temos e a única forma que temos de contribuir para o controlo da doença, porque os números actuais são muito elevados e estão a sobrecarregar a Saúde Pública e os cuidados primários. É preciso ter esta noção, não podemos descansar enquanto o número de casos não descer até aos cinco mil ou seis mil por dia”.

Carlos Antunes acredita que o país conseguirá chegar a este patamar de casos. Quando? Não sabe. É a incerteza do momento, mas assegura que vamos chegar à fase em que a própria monitorização da doença vai mudar de diária para semanal, passando a ser feita como a monitorização da gripe. E, este, é o sinal de que atingimos a fase endémica e que controlamos a situação epidemiológica.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
13 Janeiro 2022 — 00:22

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1449: Pandemia em valores recorde pode impedir milhares de votar

Devido ao nulo feedback e à quebra de visitas a este Blogue, será desactivado a partir de 31.12.2021.

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– É esta a merda de “democracia” que temos? E que tal o voto electrónico por e-mail, com assinatura digital? Eu estou em regime de confinamento voluntário, protegendo-me de aglomerados e apenas saio em situações absolutamente necessárias, o que não é o caso das eleições. Deviam dar a possibilidade às pessoas que não pretendem arriscar um contágio numa ida a uma assembleia de voto, o poder enviar o seu voto electronicamente com assinatura digital. Afinal esta merda é uma PANDEMIA MORTAL ou uma “gripezinha” banal? É como na imagem infra, tudo ao molho e fé em deus?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

Voto antecipado já está em marcha, volta a ser alargado, mas quem ficar infectado (e quem for contacto de risco) a partir de 23 de Janeiro não poderá votar.

Há pouco mais de um ano, nas eleições presidenciais, quase duzentas mil pessoas aderiram ao voto antecipado.
© Pedro Rocha/Global Imagens

As inscrições para o voto antecipado nas legislativas de 30 de Janeiro já estão em marcha: o prazo para doentes hospitalizados e presos não privados de direitos políticos está aberto desde a última segunda-feira, prolongando-se até 10 de Janeiro. O arranque das inscrições marca o início de um processo eleitoral que repetirá as condições especiais de voto já testadas nas presidenciais de há um ano e nas autárquicas de Setembro. Mas, como os anteriores actos eleitorais, as legislativas de 30 de Janeiro avizinham-se sob a sombra da pandemia que, sobretudo nas presidenciais, terá deixado milhares de eleitores sem acesso ao voto.

O governo nunca revelou quantas pessoas com capacidade eleitoral estavam em confinamento à data das eleições presidenciais, a 24 de Janeiro de 2021, e ficaram então impedidas de votar. Os números da Direcção-Geral da Saúde (DGS) permitem apenas uma aproximação: nos dias que mediaram entre o encerramento das inscrições para o voto e o domingo das eleições, com o país em números nunca vistos de contágios e de mortes, testaram positivo à covid-19 um total de 67.966 pessoas. Neste universo haverá menores de idade e outras pessoas sem direito de voto (por exemplo, estrangeiros), e alguns destes eleitores até poderiam já ter votado (em mobilidade) quando testaram positivo. Mas a estes dados há que somar – com as mesmas ressalvas – os contactos de risco que entraram também em isolamento nesses dias. A 24 de Janeiro de 2021 estavam em vigilância 210.664 contactos.

Dados que apontam para números na ordem dos milhares de eleitores impedidos de votar nas presidenciais, o que levanta a mesma interrogação para as legislativas que se aproximam, numa altura em que o país bate recordes de contágio com a disseminação da variante Ómicron. A ministra da Saúde, Marta Temido, já antecipou que o país passará os 30 mil casos diários na primeira semana de Janeiro. E ontem, Óscar Felgueiras, matemático da Universidade do Porto e um dos especialistas que tem participado nas reuniões do Infarmed, afirmava à CNN Portugal que o país chegará ao início de Janeiro com cerca de 600 mil pessoas em isolamento profilático – “Valores a uma escala nunca vista”.

Com as eleições marcadas para dia 30 a questão está em saber com que números chegará o país ao final do mês. Com a certeza – à luz das regras actuais – de que as pessoas que testarem positivo à covid-19 a partir de 23 de Janeiro ficarão impedidas de votar, assim como os contactos de risco destes infectados.

O epidemiologista Manuel Carmo Gomes sublinha que “neste momento estamos com 135 mil pessoas sob vigilância quando há um mês atrás tínhamos 60 mil”. “Vamos em direcção às centenas de milhar”, vaticina o especialista que, no entanto, é bastante mais cauteloso quanto a projecções para o final de Janeiro. Manuel Carmo Gomes sublinha que a experiência da África do Sul mostra que a variante Ómicron é “tão rápida a infectar” que acaba por sofrer uma quebra brusca.

Mas é “difícil prever” o que acontecerá a esta distância, refere o epidemiologista, defendendo uma medida que – não tendo esse propósito directo – poderia mitigar os efeitos da pandemia sobre as eleições : “Tenho esperança que antes disso se tome a decisão de encurtar o período de isolamento. A mim parece-me que, com a Ómicron, estes dez dias [de isolamento] deviam passar a cinco, devíamos reduzir para metade”.

Leis não podem ser alteradas

Aconteça o que acontecer no próximo mês um dado é certo: a lei não pode ser alterada. A Comissão Permanente – que substitui o plenário, depois da dissolução da Assembleia da República – não tem poderes para mudar leis eleitorais. Na verdade, nesta altura nem mesmo um Parlamento em pleno funcionamento o poderia fazer: uma vez marcadas eleições, não se pode mexer na legislação eleitoral. O que poderia, eventualmente, acontecer, seriam ajustes às datas, no sentido da extensão ou encurtamento, mas tudo o que implique mexer no quadro legal está agora vedado.

Inscrição para o voto antecipado a partir de dia 16

Nestas eleições repete-se o modelo de voto em mobilidade já testado o ano passado nas presidenciais: qualquer eleitor pode votar nesta modalidade, desde que se inscreva previamente. Neste caso, o prazo de inscrição começa a contar a 16 de Janeiro e estende-se por quatro dias, até 20.

De acordo com a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, que organiza o processo eleitoral, existirá “uma mesa de voto antecipado em cada município”. Os “eleitores que pretendam votar antecipadamente em mobilidade devem manifestar essa intenção” ou por via postal, ou através da plataforma online criada para esse efeito. Em Janeiro do ano passado votaram antecipadamente quase 198 mil pessoas.

Outra novidade que surgiu em Janeiro de 2021 e se vai repetir agora nas legislativas é a recolha de voto ao domicílio. A medida aplica-se a eleitores em confinamento obrigatório ou que vivam em estruturas residenciais como lares de idosos, ou instituições similares, e exige também inscrição, neste caso entre 20 e 23 de Janeiro.

susete.francisco@dn.pt

Diário de Notícias
Susete Francisco
30 Dezembro 2021 — 00:13

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1397: Vacinados que coabitem com caso confirmado são contactos de alto risco

– Todos aqueles que cumprem as regras sanitárias em vigor – uso de máscara na cara e não pendurada nos queixos, sem ela ou nos braços -, distanciamento físico real – e não andarem em grupos ao molho, alegres e felizes -, além da higienização das mãos, estão a ser VÍTIMAS da choldra de acéfalos indigentes labregos que continuam a não cumprir essas regras, fazendo com que as restrições apertem a malha e obriguem quem se cuida e da comunidade, a terem de aguentar sem qualquer hipótese de defesa. Para quando a porra de uma FISCALIZAÇÃO dura e sem desculpas para todos os anormais que não cumprem as regras?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECTADOS

Na anterior versão da norma da DGS, era considerada contacto de alto risco a pessoa totalmente vacinada que vivesse com a pessoa infectada, mas “em contexto de elevada proximidade (por exemplo, partilha do mesmo quarto)”. Agora basta residir na mesma casa.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Pessoas com vacinação completa contra a covid-19 que coabitem com um caso confirmado de infecção por SARS-Cov-2 são consideradas contacto de alto risco, segundo uma norma da Direcção-Geral da Saúde (DGS) actualizada esta segunda-feira.

Na anterior versão da norma “Covid-19: Rastreio de Contactos”, era considerada contacto de alto risco a pessoa vacinada com duas doses que vivesse com a pessoa infectada, mas “em contexto de elevada proximidade (por exemplo, partilha do mesmo quarto)” e agora basta residir na mesma casa.

Segundo a norma da Direcção-Geral da Saúde são também contactos de alto risco as pessoas com um nível de exposição elevado ao caso confirmado de infecção por SARS-CoV-2 que não tenham o esquema vacinal completo ou que estejam vacinadas, mas que sejam contacto de caso confirmado no contexto de um surto em estruturas residenciais para idosos e outras respostas similares dedicadas a pessoas idosas ou que residam ou trabalhem nestas instituições.

Estas situação inclui também Unidades de Cuidados Continuados Integrados da Rede Nacional de Cuidados Continuados, instituições de acolhimento de crianças e jovens em risco, estabelecimentos prisionais, centros de acolhimento de migrantes e refugiados.

A investigação epidemiológica é operacionalizada através da realização do inquérito epidemiológico, que consiste na recolha sistemática de informação clínica e epidemiológica referente aos casos notificados (possíveis/prováveis e confirmados de covid-19).

Para cada caso, são recolhidos, pelo menos, a identificação pessoal, informação demográfica, informação clínica, estado vacinal.

O rastreio de contactos visa identificar rapidamente potenciais casos secundários, para poder intervir e interromper a cadeia de transmissão da infecção.

O período de transmissibilidade para fins de rastreio de contactos estende-se, em casos sintomáticos, desde 48 horas antes da data de início de sintomas de covid-19, até ao dia em que é estabelecido o fim do isolamento do caso confirmado, nos termos da Norma 004/2020 da DGS.

Em casos assintomáticos, desde 48 horas antes da data da colheita da amostra biológica para o teste laboratorial para SARS-CoV-2 até ao dia em que é determinado o fim do isolamento do caso confirmado.

Isolamento de infectados com doença ligeira ou moderada termina ao fim de 10 dias

A norma 004/2020, que estabelece os procedimentos a adoptar na abordagem ao doente com suspeita ou infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), refere que no caso dos doentes sintomáticos com covid-19 com doença ligeira ou moderada, o isolamento termina ao fim de “10 dias desde o início dos sintomas”, desde que não estejam a utilizar medicamentos antipiréticos e apresentem uma “melhoria significativa dos sintomas durante três dias consecutivos”.

O período de isolamento para estes doentes termina sem ser necessário um teste à covid-19.

Para os doentes com covid-19 assintomática, isto é, pessoas sem qualquer manifestação clínica de doença à data do diagnóstico laboratorial e até ao final do seguimento clínico, o fim das medidas de isolamento é determinado 10 dias após a realização do teste laboratorial que estabeleceu o diagnóstico de Covid-19″, lê-se na norma.

Para os casos graves ou críticos, o isolamento pode terminar ao fim de 20 dias desde o início dos sintomas, desde que haja uma “melhoria significativa dos sintomas durante 3 dias consecutivos” e sem utilização de antipiréticos durante 3 dias consecutivos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Dezembro 2021 — 12:53

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Secretário de Estado “muito preocupado” com tendência crescente da pandemia

– Eu também estou muitíssimo preocupado com a pandemia e constatar que continuam a existir acéfalos indigentes intelectualóides, negacionistas, labregos & afins, que não se importam com o ESTADO DE CALAMIDADE em que novamente nos encontramos. E por absoluta CULPA deles! Será que esses labregos apenas têm merda no cérebro? Não existe uma molécula de inteligência nessa choldra? Não basta apenas vacinar, vacinar, vacinar… Tem de existir sanidade mental nas pessoas para compreenderem que isto não é uma brincadeira, uma “gripezinha” que passa com um Paracetamol e uma cházinho de limão! ESTA MERDA MATA, PORRA…!!! Ou estamos entregues a uma sociedade tão decadente, tão miserável, tão desprezível que já não existe um pouco de espírito de civismo e de cidadania para podermos ultrapassar esta pandemia? Será que anda tudo com crises de ansiedade, de descontrolo mental? EU NÃO PRETENDO SER INFECTADO POR CULPA DE UNS MONTES DE MERDA de mortos-vivos que deambulam por aí…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ESTADO DE CALAMIDADE

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, disse estar muito preocupado com a “tendência crescente” da pandemia de covid-19 em Portugal, que este domingo registou mais 23 mortos e 3.786 infecções.

Lacerda Sales
© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

“Estamos, claro, muito preocupados. Estamos com 374 de índice de incidência por 100.000 habitantes a 14 dias. Estamos com um índice transmissibilidade de 1,13, portanto, ainda superior a 1. E é claro que isso nos preocupa por ter uma tendência crescente”, afirmou aos jornalistas António Lacerda Sales, em Leiria, onde hoje visitou o centro de vacinação contra a covid-19.

O governante insistiu na necessidade de acelerar a vacinação e o reforço da testagem, assim como no “controlo de fronteiras, com a obrigação do teste à chegada”.

Afirmando-se, igualmente, preocupado com os serviços de saúde, o secretário de Estado adiantou que foi pedido “a todos os hospitais e a todos os serviços de saúde planos de contingência” e que “as escalas de banco estivessem asseguradas”.

“Pontualmente, há um outro hospital que ainda precisa de poder tapar uma outra escala, mas isso é perfeitamente normal no Serviço Nacional de Saúde”, declarou, garantindo que a grande maioria dos hospitais já deu as escalas fechadas até ao final do ano.

Questionado se haverá recursos humanos suficientes nos hospitais para o Natal e Ano Novo, António Lacerda Sales observou que “os recursos humanos é algo que é sempre muito exigente”.

“Eu sou profissional de saúde e tenho um grande respeito e acredito na consciência cívica dos profissionais de saúde relativamente a esta matéria e, portanto, os profissionais de saúde nunca nos abandonam e nós nunca abandonamos os profissionais de saúde”, garantiu, acrescentando que há actualmente “mais cerca de 30 mil profissionais de saúde” do que em 2015, no que classificou de “esforço enorme” de recrutamento.

Ainda assim, reconheceu que “haverá sempre em alguns locais a falta de profissionais de saúde”.

“Nesses casos, cá estamos para contratar, para continuar a contratar, para suprir essas faltas. Temo-lo feito com tranquilidade, com serenidade. Sabemos que nalguns casos pontuais há problemas que se vão resolvendo, também. Isso é que é fazer a gestão de um Serviço Nacional de Saúde”, acrescentou.

No centro de vacinação contra a covid-19 de Leiria, que funciona no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, António Lacerda Sales, que foi médico no Hospital de Santo André, na cidade, e é actualmente presidente da Assembleia Municipal de Leiria, ouviu elogios à organização e agradecimentos, que retribuiu, com agradecimentos pela adesão à vacinação.

“Continuem assim, estão de parabéns”, disse uma utente a António Sales, enquanto outro aproveitou a presença do governante para se queixar dos salários baixos e, depois, para reconhecer a importância do processo de vacinação.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Dezembro 2021 — 18:07

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1357: Portugal regista mais 23 mortos e 3.786 novos casos de covid

– Estatísticas até hoje, Domingo:

05.12.2021 – 3.786 infectados – 23 mortos
04.12.2021 – 5.649 infectados – 22 mortos
03.12.2021 – 2.535 infectados – 21 mortos
02.12.2021 – 2.898 infectados – 13 mortos
01.12.2021 – 4.670 infectados – 17 mortos
30.11.2021 – 2.907 infectados – 11 mortos
29.11.2021 – 1.635 infectados – 13 mortos

Total da semana: 24.080 infectados – 120 mortos

– Podem agradecer à choldra de gajas e de gajos acéfalos indigentes intelectualóides merdosos que continuam a fazer as suas vidinhas “sociais”, a passearem pelos campos sem respeitarem as regras sanitárias do uso de máscara e distanciamento físico, das idas aos bares, restaurantes e discotecas (a ASAE, esta madrugada, encerrou 3 estabelecimentos e instaurou 33 contra-ordenações por irregularidades no funcionamento) & afins. Enquanto esta choldra, toda ela, não for fiscalizada porque em vez de neurónios no cérebro a caixa craniana está repleta de caganeira putrefacta, a coisa vai continuar nos mesmos moldes. E depois ainda têm a lata de queixarem-se de não haver natal, ano novo, blá, blá, blá…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

O boletim da DGS dá conta de que há 911 internados, mais 32 do que há 24 horas, dos quais mais quatro em cuidados intensivos.

Reforço da vacinação contra a covid-19 prossegue
© Rita Chantre / Global Imagens)

Portugal registou, em 24 horas, 3.786 novos casos de covid-19 e 23 mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

É o terceiro dia em que se registam óbitos acima das 20 pessoas. E desde 9 de Março que não havia tantos mortos.

O relatório deste domingo (5 de Dezembro) indica que há agora 911 pessoas internadas, mais 32 do que no sábado, sendo agora de há 134 em cuidados intensivos, mais quatro do que ontem.

O boletim epidemiológico regista ainda mais 2.530 novos casos activos de infecção por covid-19, mais 1.233 pessoas recuperadas da doença e 1.324 novos contactos em vigilância.

Desta vez, foi a região centro a registar o maior número de mortes, sete, embora o de novos casos não seja o mais alto, pois é de 941, menos do que na região norte e na de Lisboa e Vale do Tejo.

A de Lisboa e Vale do Tejo é que apresenta mais novas infecções, com 1.244 e três mortos, seguida da do norte com 1.068 e cinco mortos. Na região do Algarve foram identificados mais 265 novos casos de covid-19 e cinco mortos e na do Alentejo 128 e nenhum óbito.

No arquipélago da Madeira os números subiram para os 100 novos casos e dois mortos, e na região autónoma dos Açores apenas foram registados 40 novas infecções por SARS-CoV-2

Mais de 1,5 milhões de pessoas receberam reforço da vacina

No dia em que começou o reforço da vacina da Janssen para pessoas com mais de 50 anos, a DGS revela que já receberam a terceira dose de vacinação contra a covid-19 mais de 1,5 milhões de pessoas.

Além dos 1,5 milhões de doses de reforço das vacinas contra a covid-19, foram também administradas mais de 2.060 mil doses da vacina contra a gripe, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

A DGS mantém o apelo à vacinação contra a gripe e contra a covid-19. “Esta é a melhor forma de protecção dos mais vulneráveis, especialmente nesta altura do ano, em que as temperaturas são mais baixas”, refere a DGS.

O processo de vacinação de reforço da vacina da Janssen arranca este domingo e vai prosseguir quarta-feira, feriado, e nos domingos seguintes, 12 e 19 de Dezembro.

De acordo com a DGS, os utentes elegíveis para esta vacinação serão convocados por mensagem SMS, devendo aguardar essa convocatória.

Esta dose de reforço, decidida na sequência de estudos internacionais que indicam uma diminuição da imunidade das pessoas que tomaram a vacina da Janssen, será da vacina da Pfizer ou da Moderna, estando elegíveis cerca de um milhão de pessoas.

Portugal bate recorde diário de testagem

Cerca de 168 mil testes à covid-19 foram feitos em Portugal na sexta-feira, superando em mais de 50 mil os realizados na véspera, apresentando uma taxa de positividade de 3,3%, revelou este domingo a ‘task force’ da testagem.

Durante esta semana foi ultrapassada a testagem de cem mil testes diários por três vezes: na terça-feira, dia 30 de Novembro, quando foram feitos cerca de 117 mil, na quinta-feira quando se realizaram 113 mil e na sexta-feira, com 168 mil, segundo as autoridades.

Este é o maior número de testes alguma vez registado num só dia em Portugal, destes, 117 mil testes (70%) foram testes rápidos de antigénio, revelaram as autoridades, sublinhando que os números excluem os auto-testes.

Diário de Notícias
05 Dezembro 2021 — 14:15

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1059: Surto em festas em Santa Cruz aumenta para 63 infectados

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/SURTOS/SANTA CRUZ

Os 63 infectados associados às festas em Santa Cruz têm idades entre os 15 e os 25 anos. A Câmara de Torres Vedras alega que “o surto está controlado”.

O surto de covid-19 associado à participação em festas de diversão nocturna na praia de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, aumentou para 63 infectados, segundo o mais recente boletim epidemiológico deste município.

O surto teve um aumento de 52 para 63 infectados, com idades entre os 15 e os 25 anos, nas últimas 48 horas, e regista os primeiros três recuperados, de acordo com o boletim divulgado pelo município a partir de informação reportada pelas autoridades locais de saúde.

Fonte oficial da Câmara de Torres Vedras explicou que “o surto está controlado”, havendo agora 10 contactos de risco em vigilância activa.

Os casos activos associados têm idades entre os 15 e os 25 anos.

Segundo a mesma fonte, o contágio aconteceu no último fim de semana de Agosto, durante uma festa privada com cerca de 60 pessoas e em festas ocorridas em pelo menos três bares de diversão nocturna, que se mantêm abertos, uma vez que não há funcionários afectados.

Os primeiros casos foram detectados, no início dessa semana, entre um grupo de amigos que se juntaram na praia e na piscina e que frequentaram um bar.

Contagiaram depois outros cidadãos que, por sua vez, infectaram outros em festas ocorridas em pelo menos outros dois bares de diversão nocturna, de acordo com a investigação efectuada pelas autoridades de saúde aquando do inquérito epidemiológico.

Desde o início da pandemia, Torres Vedras, no distrito de Lisboa, contabiliza 6.985 casos confirmados, dos quais 161 estão activos. Outras 6.648 pessoas recuperaram e 176 morreram, de acordo com o boletim epidemiológico.

A covid-19 provocou pelo menos 4.593.164 mortes em todo o mundo, entre mais de 222,46 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.836 pessoas e foram contabilizados 1.052.127 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Diário de Notícias
Lusa
10 Setembro 2021 — 13:10

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1038: Surto com 33 infectados após festas de diversão nocturna em Santa Cruz

– Ainda bem para os funcionários que não foram afectados pelos acéfalos indigentes que lixam terceiros sem se importarem absolutamente nada com isso! Mas essa gajada criminosa continua na sua vidinha parasitária “social” sem qualquer entrave por parte das autoridades competentes!

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/SURTO INFECCIOSO/SANTA CRUZ

O contágio aconteceu durante uma festa privada e em festas ocorridas em pelo menos três bares de diversão nocturna, que se mantém abertos, uma vez que não afecta funcionários.

O surto de covid-19 associado à participação em festas de diversão nocturna na praia de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, subiu para 33 infectados e não está circunscrito, afirmou este domingo fonte oficial do município.

A mesma fonte explicou que “o surto não está circunscrito a um local específico e pode evoluir”.

Os casos activos associados têm idades entre os 15 e os 25 anos e outros 58 contactos directos encontram-se em vigilância pelas autoridades de saúde.

Segundo a mesma fonte, o contágio aconteceu durante uma festa privada e em festas ocorridas em pelo menos três bares de diversão nocturna, que se mantém abertos, uma vez que não afecta funcionários.

Os primeiros casos foram detectados, no início da semana, entre um grupo de amigos que se juntaram na praia e na piscina e que, por sua vez, frequentaram um bar.

Contagiaram depois outros cidadãos que, por sua vez, infectaram outros em festas ocorridas em, pleno menos, outros dois bares de diversão nocturna, de acordo com a investigação efectuada pelas autoridades de saúde aquando do inquérito epidemiológico.

As autoridades de saúde aconselham “quem esteve nos bares da localidade ou participou em festividades com aglomeração de pessoas no fim de semana de 28 e 29 de Agosto a realizar de imediato auto-teste e a ligar para o SNS 24 em caso de resultado positivo”.

Desde o início da pandemia, Torres Vedras, no distrito de Lisboa, contabiliza 6.904 casos confirmados, dos quais 125 estão activos, 6.603 recuperaram e 176 morreram, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pelo município a partir de informação reportada pelas autoridades locais de saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Setembro 2021 — 10:50

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1025: “Vocês não são cavalos”. Contra as ordens médicas, negacionistas tomam o desparasitante Ivermectina em vez da vacina

– Publico esta notícia como aviso geral dado que os negacionistas do coronavírus SARS-CoV-2 – Covid-19, não são apenas estes indigentes que ingerem desparasitantes para cavalos e vacas em vez da vacina adequada, mas todos os outros negacionistas indigentes intelectuais, acéfalos por natureza e desequilibrados psicológicos que, em plena pandemia, em estados de emergência e calamidade nacionais, andam a passear pelos prados, como autênticos Walking Deads.

SAÚDE PÚBLICA/NEGACIONISTAS/WALKING DEADS

Não tomar medicamentos para cavalos parece ser uma coisa óbvia, mas pelos vistos não é. Apesar dos alertas dos médicos, muitos negacionistas estão a tomar um desparasitante para animais para se protegerem contra a covid-19.

Depois da hidroxicloroquina – um medicamento usado no tratamento da malária que se popularizou entre os doentes covid depois das recomendações de Donald Trump e Jair Bolsonaro -, há um novo fármaco que está a ser tomado para tratar o coronavírus contra as recomendações dos médicos.

A Ivermectina é um nome familiar para quem tem cavalos ou vacas, já que é usado como um desparasitante para animais. No entanto, isso não tem parado a corrida à compra por supostamente ser um tratamento alternativo à vacinação e eficaz contra a covid-19.

Nos Estados Unidos, os fornecedores de produtos para animal estão sem stock do medicamento e a Amazon vai pelo mesmo caminho. O Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças também publicou dados que mostram que as pessoas estão a conseguir o medicamento com receitas médicas. Antes da pandemia, a média eram 3600 receitas por semana, em meados de Agosto, já eram 88 mil.

Já doze lojas no Oklahoma relevaram ao canal de notícias KFOR que não têm forma de reabastecer o produto e que até já colocaram sinais a dizer “por favor, não comam”. “A Ivermectina esgota-se horas depois do envio. Já não recebemos envios há duas semanas. Acho que é porque as pessoas estão a consumir“, afirma uma das lojas.

Em Memphis, a situação é semelhante, com as prateleiras cheias nas lojas, à excepção da Ivermectina. “São estão a enviar um certo valor por loja, suponho eu, e quando encomendo normalmente, não estou a receber. Perguntei à minha representante o que se passava e ela disse que toda a gente quer para a covid, por isso estão a reparti-la”, afirma Heather Lewis, dona de uma loja, à imprensa local.

A Modern Pet Food, no Texas, conta à ABC 13 que normalmente vendem 10 pacotes do remédio por mês, mas que esse valor disparou para “entre 50 a 100” nos últimos tempos. “Vimos um crescimento enorme nas vendas”, afirma Trace Menchaca, dono da loja.

Uma estação de televisão local em Las Vegas também conta a história de uma loja onde aparecem pessoas a dizer que estão no “plano Ivermectin”, apesar do sinal pendurado a alertar para “não ingerirem”.

A funcionária do estabelecimento, Shelly Smith, explica que um cliente lhe disse que tem tomado a Ivermectina e que o único efeito secundário que tem sentido é “não conseguir ver de manhã”. Para controlar as compras em massa, a loja passou agora a exigir uma fotografia do cliente com o seu cavalo para vender o desparasitante.

“Não quero que as pessoas tomem um desparasitante para cavalos porque é um desparasitante para cavalos. Precisam de me provar de que têm um cavalo para vender este produto, porque não o devem tomar. Isto não é para humanos“, afirma Smith.

E não é mesmo. A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) já veio a público recomendar que as pessoas parem de tomar a Ivermectina, que só está aprovada para tratamento em humanos em doses muito diferentes das usadas para animais e só em casos específicos de vermes parasitas, de piolhos na cabeça ou para tratar a rosácea.

A FDA também não aprovou a Ivermectina no tratamento da covid-19 e o remédio não é anti-viral – ou seja, não cura vírus. “Vocês não são cavalos. Vocês não são vacas. A sério, malta. Parem”, escreveu a entidade no Twitter.

Um estudo de Março testou o uso do medicamento em casos ligeiros de covid-19 e concluiu que não houve qualquer benefício. A ingestão pode também causar tonturas, problemas no ritmo cardíaco e reduzir a pressão arterial.

Os negacionistas afirmam que o remédio evita a infecção, mas mesmo que esse fosse o caso, a dose necessária seria tóxica, visto que as versões usadas em animais são muito mais concentradas do que as adequadas para o uso humano.

Apesar dos avisos dos especialistas, o Senador Republicano Rand Paul tem-se juntado à conspiração. Um processo em tribunal no estado do Ohio também acabou com uma ordem do juiz que vai obrigar um hospital a receitar a Ivermectina a um doente com covid de 51 anos, que está a batalhar contra a doença desde Julho

O pedido foi feito pela mulher do paciente. Há também processos semelhantes abertos em Chicago e Nova Iorque que querem obrigar os hospitais a dar o medicamento.

Por Adriana Peixoto
31 Agosto, 2021

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