1725: Covid-19: Governo diz que uso da máscara vai ser reavaliado nas próximas duas semanas

Portugal é o sétimo país da União Europeia com mais novos casos diários. … E continuamos a brincar aos “especialistazinhos”, aos “médicozinhos” & afins… País de acéfalos incompetentes e irracionais!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS/REAVALIAÇÃO

Obrigatoriedade do uso de máscaras poderá cair em contexto escolar dentro de uma ou duas semanas.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde afirmou esta terça-feira que o uso da máscara, nomeadamente nas escolas, vai ser reavaliado nas próximas duas semanas e terá em conta o índice de transmissibilidade e mortalidade da covid-19.

“Neste momento temos indicadores que podem permitir que nos próximos tempos, oito ou 15 dias, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) reanalise todo este processo e, se estes indicadores se mantiverem, poderá aliviar estas restrições”, disse aos jornalistas António Lacerda Sales, quando questionado sobre a posição do Conselho Nacional de Saúde, que contestou a manutenção do uso de máscara nas escolas.

O secretário de Estado, que falava no final de uma cerimónia que assinalou a aquisição de 45 novas ambulâncias do INEM, sustentou que é importante neste momento passar o período da Páscoa, tendo em conta que é uma altura de maior mobilidade social, e também do início de aulas.

“É bom que se possa deixar decorrer estes próximos dias para se perceber se este período de maior mobilidade social teve algum impacto naquilo que é a incidência, que até agora se tem mostrado decrescente”, frisou António Lacerda Sales, referindo que actualmente Portugal está com 577 casos de infecção por 100 mil habitantes nos últimos sete dias e o índice de transmissibilidade é inferior a um.

Segundo o governante, estes indicadores não têm provocado um impacto na mortalidade geral.

“Mediante estes bons indicadores e, se os mantivermos na próxima semana ou durante as próximas duas semanas, garantidamente que a DGS poderá reanalisar esta medida, nomeadamente o uso das máscaras, e poderá eventualmente dentro de uma ou duas semanas proceder ao alívio destas restrições, nomeadamente nas escolas”, sublinhou.

António Lacerda Sales ressalvou ainda que “esta decisão é eminentemente técnica” e que “as boas decisões políticas se apoiam sempre em boas decisões técnicas”.

No dia em que começou o terceiro período do ano lectivo, o Conselho Nacional de Saúde tornou pública a sua posição contra a manutenção do uso de máscara nas escolas, considerando que a infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 entre a comunidade educativa “não tem uma dimensão objectiva que o justifique”.

Aquele órgão consultivo do Governo liderado pelo epidemiologista Henrique Barros “vê com apreensão a insistência” no uso de máscara “no contexto das escolas e creches”, considerando que “esta medida de protecção individual”, sendo de “aplicação proporcional”, deve “restringir-se a outros contextos mais específicos”, como serviços de saúde ou lares, e “não à comunidade escolar, onde a infecção não tem uma dimensão objectiva que o justifique”.

Na quarta-feira, a directora-geral da Saúde disse que, apesar de a covid-19 nas crianças ser “habitualmente ligeira”, o fim do uso da máscara nas escolas “é um risco ainda grande com a transmissibilidade que ainda existe”.

A covid-19 é uma doença respiratória infecciosa causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado em finais de 2019 na China e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

A Ómicron é a variante do SARS-CoV-2 dominante e a mais transmissível.

Apesar de eficazes, as vacinas contra a covid-19 em circulação não impedem totalmente a infecção e a transmissão da infecção.

DN/Lusa

“Utentes preferem esperar 4 a 6 horas na urgência do que voltar ao centro de saúde”

– Seria bom que esta gajada dos hospitais e dos centros de saúde se compenetrassem que nem todas as pessoas possuem posses financeiras para se deslocarem a um médico particular ou a clínicas privadas! Infelizmente os centros de saúde raramente disponibilizaram serviços competentes a todos os níveis. Eu estou há mais de um mês à espera que a médica de família informe sobre uma pergunta que efectuei por e-mail – a única via de comunicação possível porque telefonicamente nem vale a pena tentar -, sobre os efeitos secundários de um medicamento receitado por um clínico de um hospital! E depois admiram-se, coitados (!!!), destas “anomalias” nas urgências!

SAÚDE PÚBLICA/URGÊNCIA/HOSPITAIS/CENTROS DE SAÚDE

A afluência às urgências está a regressar aos números pré-pandemia. Tal como antes, a maioria das situações, cerca de 40%, é injustificada e vão desde dores musculares a problemas de pele, capilares (caspa), alergias a febre. A directora do Serviço de Urgência Polivalente do CHULC, diz que tal acontece por “uma questão cultural. Falta de literacia para a saúde”.

Doentes crónicos estão a chegar em situação mais grave e quando já é mais difícil de resolver descompensações.

No Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC), que integra seis hospitais, São José, Santa Marta, Curry Cabral, Capuchos, Maternidade Alfredo da Costa e o pediátrico D. Estefânia, e três urgências centrais nas áreas polivalente de adultos, pediátricas e ginecologia e obstetrícia, foram atendidos cerca de 740 doentes por dia durante o mês de Março.

O dia 28 foi o que registou maior procura, 912 doentes. A urgência polivalente de adultos teve 480 doentes, a Estefânia 383 e a MAC 49. O mês acabou com quase 23 mil doentes (22 929) a acorrerem às urgências destas unidades.

Segundo explicou ao DN, a directora do Serviço de Urgência Polivalente do Hospital São José, Catarina Pereira, o aumento da afluência começou a ser notado nas últimas semanas de Março e mantém-se nos primeiros dias de Abril. “Para ter uma ideia estávamos a receber na urgência de adultos cerca de 350 doentes, indo até aos 380 quando tínhamos um pico, agora, e desde a última semana de Março, estamos acima dos 400 doentes, com as segundas-feiras, que é o nosso pior dia a chegar aos 480”, o que quer dizer que “estamos quase nos números pré-pandemia, em que o normal era 450 a 500 utentes por dia”, confirma a médica.

E a bem dizer, o padrão de patologias e de situações que estão a chegar à urgência também “não mudou após a pandemia. A maioria das situações não se justifica. É triada com pulseiras verdes e azuis”, justifica a médica, sublinhando mesmo que nos dias mais complicados “a espera destes utentes já ultrapassou as duas horas normais, chegando às quatro horas e, excepcionalmente, às seis”.

No entanto, e quando confrontados com este tempo, e sabendo que o hospital lhes tinha conseguido uma consulta no seu centro de saúde para aquele mesmo dia, “os utentes preferem ficar à espera no hospital do que irem ao centro saúde”, argumenta Catarina Pereira, explicando que o encaminhamento dos doentes não urgentes para os centros de saúde é possível porque hoje “o hospital está muito mais próximo dos centros de saúde da sua área.

Temos uma plataforma partilhada em que nos permite marcar consulta ao doente no seu centro de saúde, mas a esmagadora maioria rejeita, porque sabem que daqui já saem com análises, RX e com a medicação que necessitam. Isto é uma questão cultural, falta de literacia para a saúde, porque, no fundo, é nos centros de saúde que estas situações têm de ser tratadas”.

Falsas urgências continuam a representar 40% das situações

A questão não é nova, porque este é o padrão de comportamento que já antes da pandemia enchia os serviços de urgência. Ou seja, as falsas urgências continuam a representar cerca de 40% das situações que acorrem aos serviços de urgência. A título de exemplo a médica refere algumas das situações que estão a chegar ao seu serviço.

“Há quem chegue com dores articulares, que depois diz ter há meses, com problemas de pele ou com situações tão ridículas como problemas capilares, caspa, ou com alergias, falta de força ou perda de apetite, ou porque têm febre há uma hora ou porque vomitaram uma vez”. Tudo situações que estão “completamente fora do âmbito de uma urgência polivalente e às quais, muitas vezes, nem sequer conseguimos dar resposta, porque exigem um estudo mais contínuo, que não é possível dar numa urgência”.

Segundo Catarina Pereira, que dirige um dos maiores serviços de urgência de adultos do país, “a distribuição de prioridades nas urgências mantém-se em proporção semelhante ao que era o habitual antes da pandemia – cerca de 40% dos doentes triados ficam com pulseiras verdes e azuis, 30% a 40 % com pulseira amarela, que já tem alguma urgência e uma espera média de uma hora, embora esta espera possa chegar às 3 ou 4 horas em dias mais complicados.

Em percentagens muito baixas são triados os doentes urgentes e emergentes, que, por definição, não têm tempo de espera. O doente com pulseira vermelha entra na sala de emergência e o que tem a laranja é entregue em mão a um médico”.

A médica refere que a esmagadora maioria dos doentes com pulseiras verdes e azuis chega à urgência “sem qualquer referenciação de um médico do centro de saúde ou da Linha Saúde 24. Quase que arriscaria dizer que 90% vem por auto referenciação, directamente”, destacando também que as explicações que os utentes dão para se dirigirem à urgência sem motivo válido são quase sempre as mesmas.

“Muitos justificam com o facto de não terem médico de família, outros com a dificuldade de obterem uma consulta no centro de saúde e outros assumem mesmo que vão ali e que resolvem de uma só vez as suas queixas. Algumas destas justificações poderão ser verdade para alguns centros de saúde, mas para outros não”.

Catarina Pereira aconselha os utentes a manterem “um seguimento regular no seu médico de família para fazerem uma medicina preventiva”. Em primeiro lugar, “devem recorrer ao centro de saúde ou à Linha Saúde 24 e não irem de imediato a uma urgência central sem estarem referenciados, até porque têm toda a vantagem nisso. Se vierem referenciados passam à frente de quem chegou directamente e tem a mesma cor da triagem, porque assumimos que os primeiros já foram visto por um médico que encontrou motivos para o encaminhar à urgência”.

Gripes, pneumonias, viroses e doentes crónicos

Ao fim de dois anos, quem está nos hospitais percebe que o padrão de comportamento da afluência às urgências não se modificou, mas o mesmo acontece também com o padrão de patologias. Ou seja, doentes com patologias não urgentes, doentes crónicos descompensados e doentes do foro respiratório.

“O padrão de patologias é igual àquele que sempre tivemos, doentes com patologias não urgentes ou doentes crónicos com muitas comorbilidades, embora estes estejam a chegar em estado de maior gravidade, e em situação mais difícil de compensar do que anteriormente à pandemia, e doentes com sintomas respiratórios”.

A médica explica que o seu serviço está dividido em duas urgências.”Um circuito para as situações em geral e outro só para as do foro respiratório, que se mantém e que exigem isolamento, embora nesta altura a percentagem de doentes positivos à covid-19 seja muito baixa. A maior parte dos doentes vem com situações respiratórias de outras etiologias”.

Por exemplo, “do ponto de vista dos doentes triados com pulseira amarela e até laranja temos muito o doente idoso acima dos 80 anos ou dos 90 com muitas comorbilidades, hipertensão, insuficiência cardíaca e diabetes, que quando registam um quadro respiratório agravam todas as comorbilidades”.

Mas os quadros virais registados são também os normais para a época. “Temos quadros de Gripe A, que tem tido algum significado, embora considere que se passou a testar mais com a covid-19 e com a necessidade de separar os doentes, como de todos os outros quadros de gripe normais. Temos ainda as situações de pneumonia bacteriana, as quais, têm tido um peso importante nos internamentos, porque são situações de maior gravidade porque condicionam maior descompensação das doenças de base, mas todas estas situações estão de acordo com o frio que temos este ano, que em vez de chegar em Janeiro chegou mais tarde”.

O problema que a médica diz estar a causar mais disrupção na organização dos serviços é o facto de as equipas terem de estar divididas em dois circuitos, o geral e o respiratório, sendo que este último exige isolamento e não permite a mobilização de recursos de um lado para o outro, quando há necessidade, mas até agora “ainda não houve necessidade de reforçar as equipas”.

Uma das medidas que constam do XXIII Governo é precisamente a melhoria do acesso do utente aos cuidados primários. Ao DN, na semana passada, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar deixava um alerta à tutela, pedindo que ouvisse quem está no terreno, para “fazerem bem” o que ainda há para mudar nesta área.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
05 Abril 2022 — 00:10

 

© ® inforgom.pt é um domínio registado por F. Gomes

 

1682: Boletim da DGS com dados de 10 dias antes: “Estamos às escuras”

– Portugal é um país adiado. Andamos todos às escuras em muitas áreas e domínios não só da saúde pública como em outras áreas da sociedade. Instituições e entidades que têm por DEVER e OBRIGAÇÃO fazerem CUMPRIR AS LEIS existentes, assobiam para o lado e os infractores vão gozando com esta inoperância e incompetência generalizada e continuam despudoradamente sem serem sequer beliscados.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INCOMPETÊNCIAS

Miguel A. Lopes / Lusa
A directora-geral de Saúde, Graça Freitas

Matemático Henrique Oliveira acredita que faltam muitas informações no boletim semanal relacionado com os números do coronavírus.

Durante dois anos a Direcção-Geral da Saúde (DGS) divulgou diariamente os números relacionados com a COVID-19. Até que, há duas semanas, surgiu o primeiro boletim semanal.

Deixou de haver boletins todos os dias e passou a haver uma actualização semanal, desde o dia 11 de Março.

“A actual fase justifica a alteração do padrão de divulgação, sendo descontinuados ambos os relatórios diários”, justificou a DGS.

O boletim semanal mais recente, publicado na sexta-feira passada, mostrou que Portugal registou menos casos, menos mortos e menos internamentos em relação à semana anterior.

Mas qual é a semana em causa?

O documento da DGS indica que são dados relativos ao período entre os dias 8 e 14 de Março. Mas o boletim foi publicado no dia 18 de Março.

As contas do matemático Henrique Oliveira vão mais longe: os boletins saem à sexta-feira mas, pelo menos neste caso mais recente, os dados apresentados eram relativos à segunda-feira anterior – e esses dados de segunda-feira acumulavam dados que vinham desde a terça-feira da semana anterior.

“Ou seja, na sexta-feira seguinte à segunda-feira em que saem os dados, esses dados já estão quase com 15 dias de atraso” – atraso de 10 dias, concretamente.

Em declarações à rádio Observador, Henrique Oliveira avisa que estão a faltar “muitas informações” neste boletim semanal.

E, apesar dos indícios que apontam para uma subida dos números da pandemia em Portugal, uma vez que a suavização das medidas foi adiada, não há dados oficiais sobre esse possível cenário.

Estamos às escuras. Não sabemos se há novas variantes e se estão a ganhar terreno. Só vamos saber hoje (sexta-feira), e de forma nebulosa, o que está a acontecer. Estamos completamente às escuras”, avisou o matemático.

Nuno Teixeira da Silva
25 Março, 2022

Web designer
computer programmer
Network Engineering and Computer Systems

 

 

© ® inforgom.pt é um domínio registado por F. Gomes

 

1449: Pandemia em valores recorde pode impedir milhares de votar

Devido ao nulo feedback e à quebra de visitas a este Blogue, será desactivado a partir de 31.12.2021.

Due to null feedback and broken visits to this Blog, it will be deactivated from 12.31.2021.

 

– É esta a merda de “democracia” que temos? E que tal o voto electrónico por e-mail, com assinatura digital? Eu estou em regime de confinamento voluntário, protegendo-me de aglomerados e apenas saio em situações absolutamente necessárias, o que não é o caso das eleições. Deviam dar a possibilidade às pessoas que não pretendem arriscar um contágio numa ida a uma assembleia de voto, o poder enviar o seu voto electronicamente com assinatura digital. Afinal esta merda é uma PANDEMIA MORTAL ou uma “gripezinha” banal? É como na imagem infra, tudo ao molho e fé em deus?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

Voto antecipado já está em marcha, volta a ser alargado, mas quem ficar infectado (e quem for contacto de risco) a partir de 23 de Janeiro não poderá votar.

Há pouco mais de um ano, nas eleições presidenciais, quase duzentas mil pessoas aderiram ao voto antecipado.
© Pedro Rocha/Global Imagens

As inscrições para o voto antecipado nas legislativas de 30 de Janeiro já estão em marcha: o prazo para doentes hospitalizados e presos não privados de direitos políticos está aberto desde a última segunda-feira, prolongando-se até 10 de Janeiro. O arranque das inscrições marca o início de um processo eleitoral que repetirá as condições especiais de voto já testadas nas presidenciais de há um ano e nas autárquicas de Setembro. Mas, como os anteriores actos eleitorais, as legislativas de 30 de Janeiro avizinham-se sob a sombra da pandemia que, sobretudo nas presidenciais, terá deixado milhares de eleitores sem acesso ao voto.

O governo nunca revelou quantas pessoas com capacidade eleitoral estavam em confinamento à data das eleições presidenciais, a 24 de Janeiro de 2021, e ficaram então impedidas de votar. Os números da Direcção-Geral da Saúde (DGS) permitem apenas uma aproximação: nos dias que mediaram entre o encerramento das inscrições para o voto e o domingo das eleições, com o país em números nunca vistos de contágios e de mortes, testaram positivo à covid-19 um total de 67.966 pessoas. Neste universo haverá menores de idade e outras pessoas sem direito de voto (por exemplo, estrangeiros), e alguns destes eleitores até poderiam já ter votado (em mobilidade) quando testaram positivo. Mas a estes dados há que somar – com as mesmas ressalvas – os contactos de risco que entraram também em isolamento nesses dias. A 24 de Janeiro de 2021 estavam em vigilância 210.664 contactos.

Dados que apontam para números na ordem dos milhares de eleitores impedidos de votar nas presidenciais, o que levanta a mesma interrogação para as legislativas que se aproximam, numa altura em que o país bate recordes de contágio com a disseminação da variante Ómicron. A ministra da Saúde, Marta Temido, já antecipou que o país passará os 30 mil casos diários na primeira semana de Janeiro. E ontem, Óscar Felgueiras, matemático da Universidade do Porto e um dos especialistas que tem participado nas reuniões do Infarmed, afirmava à CNN Portugal que o país chegará ao início de Janeiro com cerca de 600 mil pessoas em isolamento profilático – “Valores a uma escala nunca vista”.

Com as eleições marcadas para dia 30 a questão está em saber com que números chegará o país ao final do mês. Com a certeza – à luz das regras actuais – de que as pessoas que testarem positivo à covid-19 a partir de 23 de Janeiro ficarão impedidas de votar, assim como os contactos de risco destes infectados.

O epidemiologista Manuel Carmo Gomes sublinha que “neste momento estamos com 135 mil pessoas sob vigilância quando há um mês atrás tínhamos 60 mil”. “Vamos em direcção às centenas de milhar”, vaticina o especialista que, no entanto, é bastante mais cauteloso quanto a projecções para o final de Janeiro. Manuel Carmo Gomes sublinha que a experiência da África do Sul mostra que a variante Ómicron é “tão rápida a infectar” que acaba por sofrer uma quebra brusca.

Mas é “difícil prever” o que acontecerá a esta distância, refere o epidemiologista, defendendo uma medida que – não tendo esse propósito directo – poderia mitigar os efeitos da pandemia sobre as eleições : “Tenho esperança que antes disso se tome a decisão de encurtar o período de isolamento. A mim parece-me que, com a Ómicron, estes dez dias [de isolamento] deviam passar a cinco, devíamos reduzir para metade”.

Leis não podem ser alteradas

Aconteça o que acontecer no próximo mês um dado é certo: a lei não pode ser alterada. A Comissão Permanente – que substitui o plenário, depois da dissolução da Assembleia da República – não tem poderes para mudar leis eleitorais. Na verdade, nesta altura nem mesmo um Parlamento em pleno funcionamento o poderia fazer: uma vez marcadas eleições, não se pode mexer na legislação eleitoral. O que poderia, eventualmente, acontecer, seriam ajustes às datas, no sentido da extensão ou encurtamento, mas tudo o que implique mexer no quadro legal está agora vedado.

Inscrição para o voto antecipado a partir de dia 16

Nestas eleições repete-se o modelo de voto em mobilidade já testado o ano passado nas presidenciais: qualquer eleitor pode votar nesta modalidade, desde que se inscreva previamente. Neste caso, o prazo de inscrição começa a contar a 16 de Janeiro e estende-se por quatro dias, até 20.

De acordo com a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, que organiza o processo eleitoral, existirá “uma mesa de voto antecipado em cada município”. Os “eleitores que pretendam votar antecipadamente em mobilidade devem manifestar essa intenção” ou por via postal, ou através da plataforma online criada para esse efeito. Em Janeiro do ano passado votaram antecipadamente quase 198 mil pessoas.

Outra novidade que surgiu em Janeiro de 2021 e se vai repetir agora nas legislativas é a recolha de voto ao domicílio. A medida aplica-se a eleitores em confinamento obrigatório ou que vivam em estruturas residenciais como lares de idosos, ou instituições similares, e exige também inscrição, neste caso entre 20 e 23 de Janeiro.

susete.francisco@dn.pt

Diário de Notícias
Susete Francisco
30 Dezembro 2021 — 00:13

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1199: Número de doentes com covid-19 e graves sobe na Europa. Portugal corre esse perigo?

“A elevada taxa de vacinação, próxima dos 100 % nos grupos-alvo…”. Segundo informação, a vacinação em Portugal está na ordem dos 86%. Isso é “próximo” dos 100%? Enquanto continuar a existir acéfalos indigentes intelectualóides irracionais e irresponsáveis perante a comunidade onde se inserem (infelizmente), a pandemia tenderá a manter-se por cá e a agravar o estado infeccioso e mortes devido à “libertação” oferecida pela governança e pelas entidades sanitárias.

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/AGRAVAMENTO/PANDEMIA

A elevada taxa de vacinação, próxima dos 100% nos grupos-alvo, coloca o país numa posição mais tranquila relativamente ao combate à doença que outros países europeus, onde já se pensa em aplicar novas restrições.

Grupo dos 12 aos 17 anos está mais atrasado na vacinação, pois começou mais tarde. Ao contrário de outros países, jovens nacionais aderem à vacina.
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

Vários países na Europa estão a registar uma subida do número de doentes com covid-19, desde logo Espanha, mas também o Reino Unido, Alemanha e Holanda, além dos países de Leste. Em Portugal, há uma subida contínua de casos e de internamentos, mas a questão é saber se há o risco de a situação se agravar e ter de se voltar às medidas de confinamento como já acontece no estrangeiro.

“Há sempre a possibilidade de assistirmos a uma escalada de casos como acontece em outros países da Europa, pode haver uma ou outra nova variante ou algum dos nossos mais vulneráveis estar mais fragilizado, são tudo incógnitas. Mas a verdade é que temos uma situação epidemiológica muito diferente: uma cobertura vacinal com duas doses de mais de 86% da população, o que dificulta a circulação do vírus.

E, em alguns países, nomeadamente no Reino Unido, assiste-se a uma sub-variante da Delta que tem sido mais problemática entre as pessoas não-vacinadas. Em Portugal, foram detectados alguns casos, mas o último relatório do INSA (Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge) diz que todas as infecções são da variante Delta”, explica Gonçalo Tato Borges, vice-presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP).

Refere-se ao relatório semanal Monitorização das Linhas Vermelhas para a Covid-19 para o período de 15 a 21 de Outubro, que conclui que a “variante Delta , originalmente associada à Índia, é a dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 100%”. Acrescenta o documento que a “actividade epidémica do SARS-CoV-2 é de intensidade reduzida e transmissibilidade moderada, com tendência estável a nível nacional. A pressão nos serviços de saúde e o impacto da mortalidade são reduzidos”.

Na altura, a média de infecções a 14 dias era de 91 casos por 100 mil habitantes, esta terça-feira subiu para 92,8, mas menos de metade dos 240 casos por 100 mil estabelecidos como linha vermelha da pandemia. A incidência [R(t)] passou de 1,02 para 1, 06, também os internamentos aumentaram nos dois últimos dias, ultrapassando as 300 camas, 62 em unidades de cuidados intensivos (UCI). Ainda assim, longe das 255 camas consideradas como limite máximo.

Gonçalo Tato Borges justifica a subida de infecções com o fim de algumas restrições, nomeadamente a obrigatoriedade do uso da máscara na generalidade dos espaços fechados, mas salienta que a doença está controlada. “A situação, para já, não levanta uma grande preocupação, mas precisa de alguma atenção quer do Serviço Nacional de Saúde, quer dos governantes, quer dos cidadãos, que devem fazer a sua parte.”

O fim do uso da máscara coincidir com a aproximação do outono e do inverno é a crítica do médico: “A situação epidemiológica permitia abrir um pouco mais a sociedade, mas penso que as únicas medidas que foram tomadas mais cedo que o desejável foi o fim do uso da máscara em espaços interiores e a abertura das discotecas sem qualquer restrição. Apresentar o certificado de vacinação quando temos mais de 86% de pessoas com a vacinação completa e 10% da população são crianças abaixo dos 12 anos, que não serão vacinadas, são raros os adultos sem certificado. A única restrição é os funcionários usarem máscara.”

O último relatório da DGS sobre vacinação, divulgado esta terça-feira, indica que 8,8 milhões de residentes têm a vacinação completa e nove milhões levaram a primeira dose. Acima dos 50 anos, a taxa é superior a 99%. É o grupo mais jovem, entre os 12 e 17 anos, os últimos a entrar no sistema, que tem a percentagem mais baixa: 86%.

Situação na Europa

Na Europa, são vários os países que registam um aumento significativo de casos e da sua gravidade, sobretudo entre a população não-vacinada. Situações que levaram à introdução de novas restrições.
O Reino Unido atingiu as três dezenas de mortes e quase 40 mil novas infecções diárias, o que aumentou a pressão junto do governo britânico para apertar as restrições. Entre estas, o teletrabalho e o uso de máscara obrigatório.

Em Espanha registaram-se 4485 novos casos de infecções entre sexta-feira e domingo e mais 54 mortes. O governo holandês está a estudar a introdução de mais restrições devido ao rápido aumento do número de casos de covid-19 para mais de 6300 por dia e da pressão sobre os hospitais. A Alemanha atingiu pela primeira vez desde maio os 100 novos casos de covid-19 por 100 mil habitantes, enquanto a Rússia e a Ucrânia voltaram a bater os recordes no número de infecções e de mortes.

Os números também aumentaram na Roménia, que endureceu as medidas desde segunda-feira. A situação agravou-se na Bulgária, com o ministro da Saúde a anunciar que têm falta de ventiladores e camas nos cuidados intensivos. E a Eslováquia alargou as restrições a mais regiões do país, devido à intensificação de novos casos.

ceuneves@dn.pt

Diário de Notícias
Céu Neves
27 Outubro 2021 — 00:53

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

153: Suspensão de despacho pode colocar saúde dos diabéticos em risco

Suspensão de despacho impede técnicos de ministrar injecção de glicose em casos de hipoglicemia. Especialistas contestam. “Até a avozinha, o pode fazer”, diz à Renascença um dirigente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia.

Foto: DR

Foto: DR

A saúde dos diabéticos pode estar em risco, devido à suspensão provisória do despacho governamental que determina novas competências dos técnicos de ambulância e emergência.

A decisão de suspensão foi tomada pelo Tribunal Administrativo de Lisboa, em resultado de uma contestação da Ordem dos Enfermeiros, que interpôs uma providência cautelar, aceite pela juíza.

A suspensão impede os técnicos de administrar, mesmo que sob supervisão médica, uma injecção de glicose em vítimas de hipoglicemia, facto que Luis Gardete Correia, da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, diz não entender.

Em declarações à Renascença, o especialista sustenta que o acto em questão “não contém riscos para o doente e pode, até, salvar vidas “. Luis Gardete Correia concluiu; “Esta decisão do tribunal não faz sentido”.

O dirigente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia lembra que se trata de um acto de urgência, que, caso não seja praticado, “pode levar a danos ao nível do cérebro”.

O especialista sublinha que o procedimento costuma ser “usado pelo próprio doente” ou, quando este não tem condições para o fazer, a injecção é, muitas vezes, ministrada “por pessoas que estão à sua volta e que são ensinadas para isso”.

“Até a avózinha o pode fazer”, reforça.

In Rádio Renascença online
29-05-2014 11:00
por Teresa Almeida

[vasaioqrcode]