1664: Covid-19. Inevitável adiar total levantamento das restrições

– Neste pântano de “especialistas”, “sabichões”, “comentadeiros”, “fazedores de opiniões”, “estúpidos”, “irracionais”, “irresponsáveis” & afins, haja alguém com sentido de responsabilidade, inteligência e sentido do dever.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RESTRIÇÕES

Miguel Castanho acredita que é necessário adiar o levantamento total das restrições para não arriscar uma sexta vaga da pandemia no inverno.

© Filipa Bernardo/ Global Imagens

O aumento de infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal faz com que seja “inevitável” o adiamento do levantamento das medidas de controlo da pandemia que ainda estão em vigor, alertou esta quinta-feira o investigador Miguel Castanho.

“Considero que é inevitável adiar o dia do levantamento total das restrições e ficar atento ao aumento da incidência”, adiantou à Lusa o especialista do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa.

Caso se mantenha o aumento da incidência de infecções, é “provável o regresso de algumas medidas entretanto abandonadas”, defendeu o especialista, alegando que é “extremamente importante” controlar a pandemia, ao nível da incidência, hospitalizações e vítimas mortais em valores muito baixos, durante a primavera e verão para que o país chegue ao “outono com poucos vírus em circulação”.

“Se não o fizermos, arriscamos uma sexta vaga no inverno. Mais vale manter alguns sacrifícios agora do que voltarmos a viver um inverno de incertezas”, sublinhou o professor catedrático da Faculdade de Medicina de Lisboa.

De acordo com o relatório do grupo de acompanhamento da covid-19 do Instituto Superior Técnico (IST) divulgado na quinta-feira pela Lusa, a pandemia está a “agravar-se de forma significativa” em Portugal, com o índice de transmissibilidade (Rt) a atingir os 1,09, o que poderá resultar numa sexta vaga de infecções.

“Estamos a ver o desenho de uma sexta vaga de forma muito clara. O risco pandémico ainda não é muito elevado, mas é necessário perceber como vai continuar a evolução dos números”, avança o documento elaborado por Henrique Oliveira, Pedro Amaral, José Rui Figueira e Ana Serro, que compõem este grupo de trabalho coordenado pelo presidente do IST, Rogério Colaço.

Segundo o IST, o agravamento da situação pandémica deve-se à linhagem BA.2 da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, que já é a dominante em Portugal e que apresenta “alguma taxa de reinfecção”, ao levantamento das restrições e à diminuição da protecção vacinal, “que se começa a fazer sentir”.

Na terça-feira, a ministra da Saúde disse que o alívio de restrições de controlo da pandemia, previsto para Abril, deverá avançar, a não ser que surja uma circunstância imprevista.

“Creio que estamos em condições de cumprir aquilo que estava programado, a não ser que haja uma circunstância imprevista”, afirmou Marta Temido.

O limiar de 20 óbitos por um milhão de habitantes a 14 dias, estabelecido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), constitui uma das referências que o Governo definiu para o país passar para um nível sem restrições.

Para Miguel Castanho, “existia a esperança” de que, apesar do alívio das medidas de mitigação dos contágios, a tendência de decréscimo da incidência se mantivesse e acabasse por fazer decrescer, mais tarde, o número de internamentos e de mortes de forma acentuada.

“Esta expectativa não se cumpriu. Com o alívio das medidas, a incidência voltou a subir, antes mesmo do número de vítimas mortais estabilizar num valor minimamente razoável. Com a incidência a subir, é provável que não atinjamos brevemente esta meta para as vítimas mortais”, estimou o investigador.

Segundo disse, para este aumento da incidência contribuiu o levantamento de algumas medidas de controlo da pandemia, após a reunião do Infarmed de 16 de Fevereiro, assim como o abrandamento dos comportamentos defensivos da população, “fruto de um certo triunfalismo” associado ao alívio das restrições e ao desvio da atenção mediática para os acontecimentos na Ucrânia.

Além disso, podem ter contribuído os festejos colectivos de Carnaval, com o surgimento de focos de infecções, e a importância crescente da linhagem BA.2 da variante Ómicron, mais transmissível, referiu o investigador.

Esta linhagem, que já é responsável por mais de 76% das infecções no país, tem alterações estruturais substanciais face à linhagem dominante até aqui, muitas delas nas partes expostas dos vírus, explicou Miguel Castanho.

“Podemos dizer que a Ómicron BA.2 difere da Ómicron BA.1, dominante até aqui, como a Ómicron BA.1 difere da Delta. Estas alterações não levam a doença mais severa, mas podem levar a uma perda de eficácia dos anticorpos, quer estes tenham origem na vacina, numa infecção prévia com a Delta, ou com a BA.1. É esta a razão para a ocorrência de reinfeções”, adiantou.

Apesar disso, Miguel Castanho não espera que o “impacto seja tão grande como em situações passadas” da pandemia, tendo em conta a extensa imunidade natural e ao facto de as vacinas manterem uma protecção considerável contra o agravamento da covid-19 nas pessoas infectadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Março 2022 — 13:11

Web designer
computer programmer
Network Engineering and Computer Systems

 

 

© ® inforgom.pt é um domínio registado por F. Gomes

 

1618: Numa semana, incidência baixou mais de 1.200 casos por 100 mil habitantes

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INCIDÊNCIA

Tendência de descida acentuou-se esta semana. No entanto, relatório das linhas vermelhas alerta que actividade epidemiológica ainda é elevada

Positividade na testagem começa a descer a nível nacional. Na semana que passou era de 18,3%, na semana anterior de 19,0%.
© Artur Machado / Global Imagens

Na semana de 6 a 13 de Fevereiro, acentuou-se a tendência de descida da incidência e o do nível de transmissão da covid-19 a nível nacional. Basta referir que há uma semana a incidência nacional estava em 7.163,7 por 100 mil habitantes e no continente em 7.207,0 e, ontem, já estava, respectivamente, em 6.099,5 e em 6.133,0. O que significa que no país houve menos 1.264,2 casos de infecção por 100 mil habitantes e no continente menos 1.174,0 por 100 mil habitantes.

Outra descida que se registou de forma acentuada durante esta semana foi a do índice de transmissibilidade, que há uma semana estava em 1.05 e ontem já estava abaixo de 1 (0,85), o que é também indicador de que o país já passou o pico desta da onda e que caminha para uma fase de estabilização do número de casos.

De acordo com os dados divulgados ontem pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), Portugal registou 16.132 novas infecções de covid-19, o número mais baixo desde o dia 3 de Janeiro, uma segunda-feira, em que se registaram 10.554 casos. Há semana, domingo 6 de Fevereiro, foi registado quase o dobro dos casos, 31.431, sendo então o total de infectados 2.915.971, enquanto ontem este total já estava em 3.085.260. Numa semana foram diagnosticados mais 169.289 casos.

Em relação aos óbitos, o número também desceu em relação ao dia homólogo. Ontem, o boletim indicava 38 mortes, no domingo anterior 51. O total nacional é agora de 20.530 óbitos, há uma semana era de 20.222 – 308 mortes devido à covid-19 nesta semana.

A nível de internamentos, e apesar de os especialistas considerarem que tem havido uma estabilização nestes números, a descida durante esta semana é significativa. Ontem, havia 2.298 pessoas internadas, mais 66 do que no sábado, das quais 155 em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), menos cinco do que no dia anterior. No domingo 6 Fevereiro, havia 2.511 internados, mais 102 do que nas 24 horas antes, dos quais 180 em UCI, mais 11 do que no sábado.

O número de casos activos de ontem, em relação ao dia homólogo, também diminuiu em 61 082 casos. Ontem havia 569 728 casos activos, no dia 6 eram 628 810. Em relação aos casos em vigilância ontem eram 602 483, no domingo anterior eram 664 442, menos 61 959 casos.

Outro indicador que revela descida é o da positividade na testagem. O relatório das Linhas Vermelhas do INSA, divulgado na sexta-feira, revela que, nesta semana, a positividade desceu de 19,0% para 18,3%, embora esteja ainda muito acima do limiar definido de 4,0%.

O relatório revela que a linhagem BA.1 da variante Ómicron é dominante em Portugal, tendo registado uma frequência relativa acima de 90% nas últimas semanas. No entanto, esta frequência tem vindo a decrescer gradualmente, em particular na última semana, podendo dever-se ao progressivo aumento de circulação da linhagem BA.2.

A análise dos vários indicadores demonstra uma actividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade muito elevada”, embora com “tendência decrescente em todas as regiões”.

Mortalidade com impacto elevado

O relatório das Linhas Vermelhas, publicado na sexta-feira, para a covid-19 indica que a média de óbitos a 14 dias por milhão de habitantes é de 62,9. Um valor que corresponde a uma classificação do impacto da pandemia como muito elevado.

Contudo, os cidadãos com um esquema vacinal completo tiveram um risco de internamento duas a cinco vezes menor do que os cidadãos não vacinados, entre o total de pessoas infectadas em Novembro.

Os cidadãos com um esquema vacinal completo tiveram um risco de morte três a seis vezes menor do que os não vacinados, entre o total de infectados em Dezembro. Na população com 80 e mais anos, a dose de reforço reduziu o risco de morte por covid-19 para quase seis vezes em relação a quem tem o esquema vacinal primário completo.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
13 Fevereiro 2022 — 18:41

Web designer
computer programmer
Network Engineering and Computer Systems

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1314: Portugal regista incidência crescente de 298 casos por 100.000 habitantes

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INCIDÊNCIA

Pandemia com tendência “fortemente crescente a nível nacional”, segundo o relatório de monitorização das “linhas vermelhas”

A incidência de infecções por covid-19 em Portugal atingiu uma taxa acumulada nos últimos 14 dias de 298 casos por 100.000 habitantes, com uma tendência “fortemente crescente a nível nacional”, segundo dados oficiais divulgados esta sexta-feira.

De acordo com o relatório de monitorização das “linhas vermelhas” da pandemia, da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Ricardo Jorge (INSA) , também o número de internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma “tendência fortemente crescente”.

As UCI registam actualmente uma taxa de ocupação de 40% do valor crítico definido de 255 camas, quando na semana passada a ocupação de camas em cuidados intensivos estava nos 28%.

Quanto ao índice de transmissibilidade (Rt), o relatório dá conta igualmente de uma tendência crescente da incidência de infecções por SARS-CoV-2 a nível nacional (1,19) e em todas as regiões.

A manter esta taxa de crescimento, a nível nacional, estima-se que o limiar de 480 casos em 14 dias por 100.000 habitantes possa ser ultrapassado em menos de 15 dias, alerta.

Em linha com estes dados, também a mortalidade específica por covid-19 (15,5 óbitos em 14 dias por 1.000.000 de habitantes) apresenta uma tendência crescente, embora esta taxa de mortalidade revele “um impacto moderado da pandemia na mortalidade”.

No grupo etário com idade superior ou igual a 65 anos, o número de novos casos de infecção por 100.000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 211 casos, valor que se espera vir a aumentar.

A nível nacional, a proporção de testes positivos foi de 4,7% (na semana anterior foi de 4,3%), acima do limiar definido de 4%, indica o relatório, apontando para um aumento do número de testes realizados nos últimos sete dias.

A proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 2,6%, ligeiramente abaixo dos 2,8% da semana passada, mantendo-se abaixo do limiar de 10%.

Nos últimos sete dias, 88% dos casos de infecção por covid-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação (na semana passada foi de 96%) e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 81% dos casos.

Em todas as regiões do país, a variante dominante é a Delta, com “uma frequência relativa de 100%” dos casos avaliados na semana de 8 a 14 de Novembro.

Até à data, não foram detectados casos da nova linhagem Omicron, sublinha o relatório.

O documento destaca que a análise dos diferentes indicadores revela “uma actividade epidémica de SARS-CoV-2 de intensidade elevada, com tendência fortemente crescente a nível nacional”.

A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são ainda moderados, mas com tendência crescente.

A emergência de uma nova linhagem (Omicron) “com elevado número de mutações”, e com aparente disseminação na África do Sul nas últimas semanas, “suporta a necessidade de reforçar a vigilância epidemiológica, virológica e do controlo de fronteiras em Portugal, até serem conhecidas mais informações”.

Portugal registou esta sexta-feira mais 3.205 novos casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 e oito mortes associadas à covid-19, além de um novo aumento do número de internados em enfermaria.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Novembro 2021 — 23:29

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

847: Aumenta para 87 os concelhos com incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes

SAÚDE/COVID-19/INCIDÊNCIA

A situação mais preocupante continua a ser em Lisboa, que ultrapassa agora os 480 casos por 100 mil habitantes (595), e em Sesimbra (473).

A situação mais preocupante continua a ser em Lisboa, que ultrapassa agora os 480 casos por 100 mil habitantes (595), e em Sesimbra (473).

Portugal apresenta esta sexta-feira 87 concelhos com incidência do coronavírus SARS-CoV-2 superior a 120 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, mais 29 do que na última sexta-feira.

Segundo os dados divulgados esta sexta-feira no boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), entre os 87 concelhos com incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes, estão a totalidade dos 18 concelhos que pertencem à Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Dos 18 concelhos da AML, só Setúbal (231) e Palmela (229) tem uma incidência superior a 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes, sendo que os restante 16 ultrapassam os 240 casos.

Nessa zona, a situação mais preocupante continua a ser em Lisboa, que ultrapassa agora os 480 casos por 100 mil habitantes (595), e em Sesimbra (473).

De acordo com a DGS, tal como no boletim anterior, não existem concelhos no patamar de risco mais elevado de todos, ou seja, com incidência a 14 dias superior a 960 casos por 100 mil habitantes.

No entanto, a situação em Albufeira agravou-se na última semana e o concelho algarvio regista agora 823 casos de covid-19 por 100 mil habitantes, quase o dobro em relação à sexta-feira anterior.

Dos 87 concelhos, 32 registam um acumulado, nos últimos 14 dias, de mais de 240 casos por cada 100 mil habitantes, enquanto na última sexta-feira eram 27 os concelhos que estavam neste patamar.

Os restantes 55 concelhos têm valores entre os 120 e os 239,9 casos por 100 mil habitantes, mais 27 do que na semana passada.

Com zero casos nos últimos 14 dias são referidos 39 concelhos, menos quatro em relação ao boletim anterior.

A incidência cumulativa a 14 dias do boletim de hoje refere-se ao período entre 17 de Junho e 30 de Junho.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa “corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 3.957.862 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 182,5 milhões de casos de infecção, segundo o balanço mais recente feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.108 pessoas e foram confirmados 884.442 casos de infecção, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias
Lusa
02 Julho 2021 — 15:01

 

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes