1159: Arranca hoje a vacinação dos mais idosos com a terceira dose

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A administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 começa a ser administrada aos idosos que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias.

© EPA

Os idosos que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias vão começar a receber a terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir desta segunda-feira, conforme disse à Lusa a directora-geral da Saúde.

“Estamos à espera que haja uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para podermos, se for possível, administrar [o reforço da] vacina contra a covid-19 e a vacina contra a gripe no mesmo dia, em locais do corpo diferentes, mas na mesma sessão vacinal”, disse Graça Freitas.

A directora-geral destacou que, enquanto essa recomendação não é conhecida, vai ser dado início à vacinação, nesta segunda-feira, “vacinando as pessoas que já tiveram a vacina da gripe há 14 dias e que já têm o intervalo para poderem ter o reforço da vacinação contra a covid-19”.

Os que têm 80 ou mais anos e os utentes de lares e de unidades de cuidados continuados começam esta semana a receber a terceira dose da vacina para reforçar a sua imunidade contra o vírus SARS-CoV-2.

Inclusão dos profissionais de saúde nos grupos prioritários está a ser ponderada

Estes dois grupos foram considerados prioritários para receberem este reforço da imunização contra a covid-19, anunciou na sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que definiu que a administração desta terceira dose será, nesta fase, destinada às pessoas com mais idade.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, adiantou que a dose de reforço será administrada seis meses após a vacinação completa a “pessoas que ficaram com imunidade na primeira série vacinal”, sendo agora necessário “passar a imunidade outra vez para o nível óptimo”.

Relativamente a outros grupos, a directora-geral acrescentou que a inclusão dos profissionais de saúde está a ser ponderada, mas para já não são considerados prioritários.

Paralelamente a este reforço de imunidade que arranca esta semana, já está a ser administrada uma dose adicional da vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2 a pessoas imuno-suprimidas, tendo já sido vacinadas cerca de 13 mil pessoas deste grupo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Outubro 2021 — 08:40

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1151: Idosos com mais de 80 anos e residentes em lares com prioridade na terceira dose

– Caldeirada de vacinas… NÃO!!! Primeiro vai a da gripe e passados os 14 dias da digestão, vai a outra… Nunca simpatizei muito com caldeiradas…

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAÇÃO(TERCEIRA DOSE/IDOSOS

Graça Freitas, directora geral da Saúde, reafirmou o propósito de a terceira dose se destinar a pessoas com 65 anos.

© JOÃO RELVAS/LUSA

A administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 inicia-se na próxima semana, com prioridade às pessoas com 80 e mais anos e utentes de lares e de cuidados continuados, anunciou esta sexta-feira Graça Freitas, directora-geral da Saúde.

“Vamos iniciar a terceira dose de reforço a pessoas com 65 ou mais anos, sendo que neste grupo etário a prioridade são as pessoas que têm 80 ou mais anos e as pessoas que são utentes de lares e da rede de cuidados continuados e de outras instituições similares”, referiu em conferência de imprensa.

Segundo a responsável da Direcção-Geral da Saúde, esta dose de reforço da imunidade “destina-se, nesta fase, às pessoas com mais idade, porque há sempre esta associação entre o factor idade e o factor vulnerabilidade”.

A directora-geral adiantou ainda que esta dose de reforço será administrada a “pessoas que ficaram com imunidade na primeira série vacinal”, mas em que, com o passar do tempo, é necessário “passar a imunidade outra vez para o nível óptimo”.

Graça Freitas salientou ainda que, relativamente aos imuno-suprimidos, já está a ser administrada uma dose adicional da vacina contra o SARS-CoV-2 há algumas semanas.

DGS planeia juntar vacinação da gripe e terceira dose contra a covid-19

A Direcção-Geral da Saúde anunciou ainda que planeia juntar a vacinação contra a gripe, que já está a decorrer, e a administração da terceira dose da vacina contra a covid-19, para simplificar os dois processos.

“Seria óptimo para as pessoas, porque é muito mais confortável irem uma vez vacinar-se com duas inoculações e também é muito mais fácil para os nossos enfermeiros, para a nossa logística e para os nossos serviços”, explicou Graça Freitas.

A ideia é que as pessoas que forem agora chamadas para o reforço da vacinação contra a covid-19 e que sejam também elegíveis para receber a vacina contra a gripe possam ser inoculadas com ambas na mesma altura.

No entanto, explicou Graça Freitas, a decisão está dependente da publicação de uma norma da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a chamada co-administrarão.

A expectativa da directora-geral da Saúde é que esse documento seja publicado ainda hoje, no mesmo dia em que será também publicada a norma da DGS sobre a administração da 3.ª dose a pessoas maiores de 65 anos.

Se isso não acontecer até ao início da próxima semana, quando se prevê o arranque do processo, a DGS seguirá com o plano alternativo, que implica um intervalo de 14 dias entre a administração das duas vacinas.

“Ir por um caminho ou ir por outro implica logísticas diferentes”, ressalvou Graça Freitas para explicar que ainda não é possível determinar em que dia arrancará a administração da dose de reforço.

Quanto à vacinação contra a gripe, que se iniciou em 27 de Setembro com uma primeira fase para residentes, utentes e profissionais de respostas sociais e da rede de cuidados continuados, profissionais de saúde e grávidas, Graça Freitas adiantou que já foram administradas cerca de 130 mil doses, 63 mil das quais em maiores de 80 anos.

Na segunda fase serão integradas as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, e outros doentes. O processo decorrerá num “esquema misto”, ou seja, tanto em centros de saúde como em centros de vacinação instalados para o efeito.

A opção entre ambas decorrerá “das características da população, da densidade populacional, o tamanho dos ACES (Agrupamento de Centros de Saúde), das características dos profissionais”, explicou Graça Freitas.

Para o reforço com a terceira dose da vacina contra a covid-19, os utentes poderão começar já hoje a ser convocados e essa convocatória será sequencial, primeiro por SMS e, se necessário, por telefone.

“Os próprios centros de saúde, em proximidade e porque conhecem bem estes utentes, têm mecanismos para os alcançar e convocar e convidar a virem à vacinação”, acrescentou a directora-geral apelando para que os mais velhos “cheguem ao inverno com a sua protecção, quer contra a covid-19, quer contra a gripe, no máximo que a ciência nos permite e o seu sistema imunitário também”.

Diário de Notícias
DN
08 Outubro 2021 — 16:54

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1137: Maiores de 65 anos serão vacinados com 3ª. dose a partir de 11 de Outubro

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Administração será por fases e começará nos lares e a pessoas com mais de 80 anos.

António Lacerda Sales
© Diana Quintela /Global Imagens

 

Os portugueses com mais de 65 anos vão começar a ser vacinados com a terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir de 11 de Outubro, anunciou esta segunda-feira o secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

António Lacerda Sales avançou que a Direcção-Geral da Saúde (DGS) vai emitir nas próximas horas uma norma com “o suporte técnico para essa terceira dose” contra a covid-19 ou dose de reforço, ressalvando que a vacina vai começar por ser administrada a pessoas residentes em lares de idosos e com mais de 80 anos.

“Iniciaremos pelas faixas mais vulneráveis, nomeadamente pelas estruturas residenciais para idosos, pela faixa acima dos 80 anos e depois iremos de uma forma decrescente até à faixa igual ou superior aos 65 anos, como foi feito quando foi a primeira fase de vacinação covid”, disse aos jornalistas o secretário de Estado à margem da assinatura do acordo de cooperação entre o INEM, Liga dos Bombeiros Portugueses e Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, em Lisboa.

O governante sublinhou também que esta dose de reforço deverá ser administrada a partir de 11 de Outubro.

O secretário de Estado afirmou que se estava à espera da decisão da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que foi conhecida neste dia, para que “a DGS pudesse também tomar a sua decisão técnica” e para que Portugal pudesse avançar com essa dose de reforço ou terceira dose.

A EMA indicou que doses de reforço da vacina anticovid-19 da BioNTech/Pfizer “podem ser consideradas” para pessoas com mais de 18 anos, após seis meses da segunda dose, para aumentar os anticorpos.

A EMA decidiu também hoje que uma terceira dose da vacina anticovid-19 da BioNTech/Pfizer e da Moderna só deverá ser administrada na União Europeia (UE) a pessoas com “sistemas imunitários gravemente enfraquecidos”, após 28 dias.

Questionado sobre se a terceira dose da vacina contra a covid-19 pode ser administrada em simultâneos com a da gripe, António Lacerda Sales disse que se aguarda por uma decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que “muito em breve” deve pronunciar-se sobre a questão da co-administração.

“Neste momento não há essa indicação técnica, estamos a vacinar com uma diferença de 14 dias. Iniciámos a vacinação da gripe no dia 27 de Setembro. A iniciar a vacinação da terceira dose, como todos esperamos, será a partir do 11 de Outubro, quando se perfaz os 14 dias”, disse.

O secretário de Estado lembrou ainda que esta dose de reforço terá de ser administrada seis meses após a segunda dose.

“São estes os planos e é com este planeamento que estamos a trabalhar para podermos no dia 11 de Outubro começar a vacinar com a dose de reforço ou terceira dose”, sustentou, sublinhando que Portugal já está a administrar a doentes imuno-suprimidos uma dose adicional.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde actualizou, também no início de Setembro, as normas para admitir uma terceira ​​​​​​​dose adicional da vacina a imuno-deprimidos com mais de 16 anos, como transplantados, seropositivos e doentes oncológicos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
04 Outubro 2021 — 23:30

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1100: EMA deverá autorizar terceira dose aos idosos. Portugal só aguarda luz verde

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O primeiro-ministro António Costa anunciou que o país já tem calendário para avançar com o reforço vacinal contra o SARS-CoV-2 para os maiores de 65 anos. O DN apurou que esta é a opinião dos peritos da Comissão Técnica da DGS e que a mesma vai ao encontro do que deve ser decidido, na próxima semana, pelos peritos da EMA.

Evidência científica tem revelado que protecção imunitária contra a covid-19 é mais elevada logo após a vacinação do que ao fim de seis meses.
© Ivo Pereira Global Imagens

A evidência científica disponibilizada até agora vai no sentido de que o esquema vacinal é eficaz, mas começa a ficar claro que esta protecção, apesar de ser significativa, não é tão elevada ao fim de uns meses, como logo após a vacinação nas faixas etárias acima dos 65 anos. Neste sentido, tendo em conta os resultados de dois grandes estudos científicos e a experiência de alguns países, que iniciaram a terceira dose, tudo indica que a administração desta tem risco reduzido e um impacto positivo nestas pessoas.” Foi desta forma que fonte ligada ao processo da vacinação explicou ao DN o que deve ser seguido em relação ao reforço vacinal para a faixa etária sénior.

De acordo com a mesma, esta é também a interpretação que deverá ser aceite pelos peritos do Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP na sigla inglesa) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), do qual se espera uma decisão no início de Outubro, provavelmente já na próxima semana, no sentido da autorização do reforço vacinal aos maiores de 65 anos. “À luz da evidência científica tudo aponta que a decisão da EMA vá nesse sentido”, sublinhou a mesma fonte.

Portanto, quando nesta quinta-feira o primeiro-ministro, António Costa, se dirigiu ao país a anunciar que estavam reunidas as condições para se avançar para a terceira e última fase do desconfinamento prolongado iniciado em Julho e ainda que estava tudo pronto para se avançar com a terceira dose aos maiores de 65 anos, sabia ser este o entendimento dos peritos da Comissão Técnica de Vacinação (CTV) contra a Covid-19.

Portugal aguarda assim apenas luz verde da EMA para avançar, já que “”vivemos num espaço europeu e devemos aguardar pela autorização da EMA, até para que sejam disponibilizadas vacinas para este efeito”, explicaram ao DN. No entanto, há Estados membros da UE que já decidiram administrar esta dose de reforço, mesmo sem decisão da autoridade de saúde europeia, embora “enfrentem riscos legais mais elevados, sem uma decisão formal da EMA”, argumentaram as fontes do DN.

Mas, na quinta-feira passada, António Costa garantiu que o país tem doses suficientes de vacinas para iniciar esta nova campanha contra a covid-19, esperando que esta esteja finalizada pelo Natal, de forma a que todos possamos viver esta quadra “mais protegidos”.

Recorde-se que Portugal já conseguiu atingir 83% de população vacinada, estando a seis pontos percentuais do total de população que pode ser inoculada (89%) -11% são menores de 12 anos. Mas Portugal é também dos países que, desde o início de Setembro, pode vacinar com a terceira dose todas as pessoas maiores de 16 anos com imunossupressão. A recomendação foi feita pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) a 1 de Setembro, após parecer da CTV, e de o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) ter considerado que esta deveria ser recomendada “para pessoas com sistema imunológico gravemente enfraquecido, como parte da sua vacinação primária”.

A norma da DGS inclui pessoas transplantadas (há menos de três meses), com VIH/sida, doentes com doença oncológica ativa, síndrome de Down e com outras doenças auto-imunes. Uma recomendação que também já é seguida por outros países fora do espaço europeu, nomeadamente os EUA, que, nesta semana, também autorizaram o reforço vacinal para maiores de 65 anos. O epidemiologista conselheiro da Casa Branca, Anthony Fauci, tinha afirmado, no domingo passado, numa entrevista, que era inevitável a terceira dose para os idosos e que a administração Biden estava apostada em fazê-lo.

A União Europeia espera luz verde da EMA, que, desde o dia 6 de Setembro, e tal como foi anunciado, está a avaliar os dados apresentados pela Pfizer/ BioNTech sobre os resultados em relação aos estudos realizados sobre a dose de reforço a pessoas como mais de 65 anos, dada seis meses após a segunda toma.

Ainda não há evidência para terceira dose nos mais novos

A discussão da terceira dose da vacina contra a covid-19 não vai ficar por aqui, mesmo depois desta decisão da EMA. Para as fontes do DN, este reforço vacinal tem de continuar a ser monitorizado. Até porque a questão também já está a ser colocada em relação à população em geral, mas, segundo os peritos portugueses, “ainda não há informação suficiente disponível sobre este assunto. Ou seja, em relação aos mais idosos sabemos que existe uma diminuição da protecção que acaba por se traduzir num aumento de risco em relação à doença, mas para os grupos mais novos isto não é assim tão evidente”.

Por isso, sublinharam os mesmos, “a questão tem de continuar a ser monitorizada, mesmo em relação a outros grupos de risco. Daqui a uns tempos pode chegar-se à conclusão de que a população adulta também deve receber a terceira dose“, acrescentando: “As vacinas foram criadas para nos proteger em relação à doença grave e muito grave e, neste aspecto, já provaram a sua eficácia. Basta olhar para o que se passa nos lares portugueses, onde vão sendo registados alguns surtos, mas com um número reduzido de óbitos e com infecções ligeiras ou mesmo sem sintomas.”

As mesmas fontes ressalvam que, em relação às faixas etárias menores de 65 anos que esta avaliação deve ter em conta a realidade de cada país. “Mesmo dentro do espaço europeu, as realidades são diferentes. Há países que têm uma cobertura vacinal mais elevada do que outros e há países que têm uma população muito mais idosa do que outros, como é o caso de Portugal. E, por agora, é esta que deve ser protegida”, sustentam. Recorde-se que o ECDC, num parecer emitido no início deste mês, admitiu “não haver necessidade urgente” de administrar doses de reforço a indivíduos totalmente vacinados na população geral.

A decisão da EMA em relação à terceira dose deve ser conhecida já na próxima semana. A vacina da Pfizer/BioNTech foi a primeira a ser analisada, mas, de acordo com um comunicado da UE, o laboratório da Moderna também vai apresentar à EMA os resultados a que chegou.

A União Europeia assinou três acordos com a Pfizer/BioNTech para a compra de 2,4 mil milhões de doses, sendo que o último acordo prevê a disponibilização de cerca de 900 milhões de vacinas, o que significa que uma parte destas será utilizada em reforços, caso estes venham a ser considerados necessários ou se surgirem novas variantes do vírus. Neste momento, 70% da população da UE já foi totalmente vacinada. Situação muito diferente é a que vivem outros países de continentes como África, Ásia e América Latina. Por isso mesmo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem vindo a solicitar aos países mais ricos que retardem este reforço em prol da campanha de vacinação para os países mais carenciados.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
25 Setembro 2021 — 00:15

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INSA revela que vacinas de mRNA conferem “protecção substancial” aos idosos

– “Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.743 pessoas e foram contabilizados 1.037.927 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.” O que é isso para os “possidónios” e “possidónias” acéfalos indigentes intelectuais e morais?

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Vacinas que utilizam a tecnologia mRNA apresentam eficácia entre 81% e 96% contra a morte por covid-19 nos idosos.

As vacinas que utilizam a tecnologia mRNA, caso da Pfizer e da Moderna, apresentam uma eficácia que varia entre os 81% e os 96% contra a morte por covid-19 nos idosos, estima um estudo nacional divulgado esta quarta-feira.

A investigação desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) apurou que, nas pessoas entre os 65 e os 79 anos, a efectividade da vacina contra internamentos foi de 94%, percentagem que baixa para os 82% nos idosos a partir dos 80 anos.

Já em relação aos óbitos associados à covid-19, os investigadores estimaram uma efectividade das vacinas que usam a plataforma RNA mensageiro de 96% para a faixa etária dos 65 aos 79 anos e de 81% para os maiores de 80 anos, adiantou o INSA em comunicado, que contou com a colaboração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e da Direcção-Geral da Saúde (DGS) na realização do estudo.

Estes dados, segundo o instituto, revelam que as “vacinas conferem uma protecção substancial contra internamentos e óbitos relacionados com o vírus SARS-CoV-2 após o esquema vacinal completo”.

O estudo permitiu ainda testar a redução da eficácia da vacina até três meses depois da toma da segunda dose no grupo de pessoas com 80 ou mais anos, não tendo os resultados “mostrado evidência de redução da efectividade destas vacinas contra internamentos e óbitos associados à covid-19 durante este período de tempo”, avançou o INSA.

Realizado entre Fevereiro e Agosto, o estudo abrangeu cerca de 1,9 milhões de pessoas com 65 ou mais anos, através do cruzamento e análise dos dados registados em oito sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde.

Das quatro vacinas que estão a ser administradas em Portugal, as da Pfizer e da Moderna, de duas doses, utilizam esta nova tecnologia assente numa molécula denominada RNA mensageiro.

Um outro estudo do INSA, divulgado a 24 de Agosto, sugeriu que estas vacinas são menos eficazes a prevenir a infecção pela variante Delta do coronavírus SARS-CoV-2.

Este trabalho conclui que há “probabilidade significativamente superior de infecção pela variante Delta em pessoas vacinadas”, sensivelmente “o dobro do risco de infecção pela variante Alpha”.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.743 pessoas e foram contabilizados 1.037.927 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Diário de Notícias
Lusa
01 Setembro 2021 — 14:56

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1024: Médicos de saúde pública defendem terceira dose para idosos com vacina da gripe

– Isto já não é caldeirada a mais de vacinas? A da gripe, ainda se justifica, mas com a terceira dose da Covid-19 junta?

SAÚDE PÚBLICA/IDOSOS/VACINAS DA GRIPE+COVID-19

Os idosos, um dos grupos com elevada incidência de infecções, devem receber a terceira dose contra a covid-19 em Outubro e Novembro, em simultâneo com a vacina da gripe, defendeu hoje Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP).

Centro de vacinação em Lisboa
© Leonardo Negrão / Global Imagens

“O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está preparado para vacinar os mais vulneráveis para a gripe todos os anos. Se temos essa possibilidade, é adicionar na mesma altura a vacinação da covid-19. Aproveitando esta oportunidade, protegemos de duas doenças e isso é algo que é fundamental que a Direcção-Geral da Saúde e o SNS organizem para que, no inverno, não haja este problema”, disse à Lusa o presidente em exercício da ANMSP.

Os idosos estão entre os grupos etários que apresentam uma subida da incidência de novas infecções pelo vírus SARS-CoV2, apesar de, segundo o último relatório da DGS, cerca de 97% das pessoas com 65 ou mais anos ter a vacinação completa contra a covid-19.

O último relatório das “linhas vermelhas” da pandemia alerta para a “provável tendência crescente” da actividade epidémica no grupo acima dos 65 anos, avançando que a faixa etária dos idosos com 80 ou mais anos “apresentou uma incidência cumulativa a 14 dias de 149 casos por 100 mil habitantes”.

“Este valor de 149 não é propriamente uma incidência elevada que faça soar todos os alarmes, mas é algo a que devemos prestar atenção e deve ser avaliado pela tutela de modo a perceber o que é que falhou aqui”, adiantou Gustavo Tato Borges.

Segundo o médico de saúde pública, uma das causas para esta incidência de infecções nos idosos, o grupo com a mais alta taxa de vacinação completa no país, está relacionada com a variante Delta, a predominante em Portugal e considerada mais transmissível do que a Alpha.

“O facto de a variante Delta estar a circular é, claramente, uma das causas desta incidência, até porque as vacinas que estão em uso não foram criadas com esta variante em mente, porque ainda não existia na altura”, lembrou o presidente em exercício da ANMSP.

De acordo com o especialista, em causa poderão estar também pessoas “muito vulneráveis com um risco altíssimo de vir a falecer e que, mesmo com uma vacinação bem administrada, poderá não ter sido suficiente para garantir a imunidade”.

Além destas razões, Gustavo Tato Borges admite que o número de infecções entre idosos vacinados poderá estar relacionado “com um pequeno relaxamento nas medidas de protecção e contenção” em contexto familiar, através de contactos com pessoas não imunizadas.

“Há toda esta variante comportamental que também pode ajudar a explicar porque é que os idosos estão a ser um grupo afectado pela pandemia”, adiantou o médico.

De acordo com Gustavo Tato Borges, é necessário que as autoridades de saúde percebam se a incidência nesta faixa etária se deve a uma questão comportamental ou a uma redução da resposta imunitária, tendo em conta que os idosos foram os primeiros a ser vacinados em Portugal.

“Era importante que a DGS, o Ministério da Saúde e a Solidariedade Social se juntassem para perceber o que se passa aqui”, defendeu.

Questionado se esta incidência faz com que seja urgente uma terceira dose da vacina, Gustavo Tato Borges considerou que “fundamental, neste momento, é garantir que há 85% de pessoas completamente vacinadas” no país.

“Precisamos de manter este foco e este ritmo de vacinação naqueles que ainda não foram vacinados. Mas há que também perceber que os mais vulneráveis vão precisar muito provavelmente de uma terceira dose antes da época de inverno”.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.730 pessoas e foram contabilizados 1.036.019 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Diário de Notícias
Lusa
30 Agosto 2021 — 17:28

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