INSA revela que vacinas de mRNA conferem “protecção substancial” aos idosos

– “Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.743 pessoas e foram contabilizados 1.037.927 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.” O que é isso para os “possidónios” e “possidónias” acéfalos indigentes intelectuais e morais?

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/IDOSOS

Vacinas que utilizam a tecnologia mRNA apresentam eficácia entre 81% e 96% contra a morte por covid-19 nos idosos.

As vacinas que utilizam a tecnologia mRNA, caso da Pfizer e da Moderna, apresentam uma eficácia que varia entre os 81% e os 96% contra a morte por covid-19 nos idosos, estima um estudo nacional divulgado esta quarta-feira.

A investigação desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) apurou que, nas pessoas entre os 65 e os 79 anos, a efectividade da vacina contra internamentos foi de 94%, percentagem que baixa para os 82% nos idosos a partir dos 80 anos.

Já em relação aos óbitos associados à covid-19, os investigadores estimaram uma efectividade das vacinas que usam a plataforma RNA mensageiro de 96% para a faixa etária dos 65 aos 79 anos e de 81% para os maiores de 80 anos, adiantou o INSA em comunicado, que contou com a colaboração dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e da Direcção-Geral da Saúde (DGS) na realização do estudo.

Estes dados, segundo o instituto, revelam que as “vacinas conferem uma protecção substancial contra internamentos e óbitos relacionados com o vírus SARS-CoV-2 após o esquema vacinal completo”.

O estudo permitiu ainda testar a redução da eficácia da vacina até três meses depois da toma da segunda dose no grupo de pessoas com 80 ou mais anos, não tendo os resultados “mostrado evidência de redução da efectividade destas vacinas contra internamentos e óbitos associados à covid-19 durante este período de tempo”, avançou o INSA.

Realizado entre Fevereiro e Agosto, o estudo abrangeu cerca de 1,9 milhões de pessoas com 65 ou mais anos, através do cruzamento e análise dos dados registados em oito sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde.

Das quatro vacinas que estão a ser administradas em Portugal, as da Pfizer e da Moderna, de duas doses, utilizam esta nova tecnologia assente numa molécula denominada RNA mensageiro.

Um outro estudo do INSA, divulgado a 24 de Agosto, sugeriu que estas vacinas são menos eficazes a prevenir a infecção pela variante Delta do coronavírus SARS-CoV-2.

Este trabalho conclui que há “probabilidade significativamente superior de infecção pela variante Delta em pessoas vacinadas”, sensivelmente “o dobro do risco de infecção pela variante Alpha”.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.743 pessoas e foram contabilizados 1.037.927 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Diário de Notícias
Lusa
01 Setembro 2021 — 14:56

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1024: Médicos de saúde pública defendem terceira dose para idosos com vacina da gripe

– Isto já não é caldeirada a mais de vacinas? A da gripe, ainda se justifica, mas com a terceira dose da Covid-19 junta?

SAÚDE PÚBLICA/IDOSOS/VACINAS DA GRIPE+COVID-19

Os idosos, um dos grupos com elevada incidência de infecções, devem receber a terceira dose contra a covid-19 em Outubro e Novembro, em simultâneo com a vacina da gripe, defendeu hoje Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP).

Centro de vacinação em Lisboa
© Leonardo Negrão / Global Imagens

“O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está preparado para vacinar os mais vulneráveis para a gripe todos os anos. Se temos essa possibilidade, é adicionar na mesma altura a vacinação da covid-19. Aproveitando esta oportunidade, protegemos de duas doenças e isso é algo que é fundamental que a Direcção-Geral da Saúde e o SNS organizem para que, no inverno, não haja este problema”, disse à Lusa o presidente em exercício da ANMSP.

Os idosos estão entre os grupos etários que apresentam uma subida da incidência de novas infecções pelo vírus SARS-CoV2, apesar de, segundo o último relatório da DGS, cerca de 97% das pessoas com 65 ou mais anos ter a vacinação completa contra a covid-19.

O último relatório das “linhas vermelhas” da pandemia alerta para a “provável tendência crescente” da actividade epidémica no grupo acima dos 65 anos, avançando que a faixa etária dos idosos com 80 ou mais anos “apresentou uma incidência cumulativa a 14 dias de 149 casos por 100 mil habitantes”.

“Este valor de 149 não é propriamente uma incidência elevada que faça soar todos os alarmes, mas é algo a que devemos prestar atenção e deve ser avaliado pela tutela de modo a perceber o que é que falhou aqui”, adiantou Gustavo Tato Borges.

Segundo o médico de saúde pública, uma das causas para esta incidência de infecções nos idosos, o grupo com a mais alta taxa de vacinação completa no país, está relacionada com a variante Delta, a predominante em Portugal e considerada mais transmissível do que a Alpha.

“O facto de a variante Delta estar a circular é, claramente, uma das causas desta incidência, até porque as vacinas que estão em uso não foram criadas com esta variante em mente, porque ainda não existia na altura”, lembrou o presidente em exercício da ANMSP.

De acordo com o especialista, em causa poderão estar também pessoas “muito vulneráveis com um risco altíssimo de vir a falecer e que, mesmo com uma vacinação bem administrada, poderá não ter sido suficiente para garantir a imunidade”.

Além destas razões, Gustavo Tato Borges admite que o número de infecções entre idosos vacinados poderá estar relacionado “com um pequeno relaxamento nas medidas de protecção e contenção” em contexto familiar, através de contactos com pessoas não imunizadas.

“Há toda esta variante comportamental que também pode ajudar a explicar porque é que os idosos estão a ser um grupo afectado pela pandemia”, adiantou o médico.

De acordo com Gustavo Tato Borges, é necessário que as autoridades de saúde percebam se a incidência nesta faixa etária se deve a uma questão comportamental ou a uma redução da resposta imunitária, tendo em conta que os idosos foram os primeiros a ser vacinados em Portugal.

“Era importante que a DGS, o Ministério da Saúde e a Solidariedade Social se juntassem para perceber o que se passa aqui”, defendeu.

Questionado se esta incidência faz com que seja urgente uma terceira dose da vacina, Gustavo Tato Borges considerou que “fundamental, neste momento, é garantir que há 85% de pessoas completamente vacinadas” no país.

“Precisamos de manter este foco e este ritmo de vacinação naqueles que ainda não foram vacinados. Mas há que também perceber que os mais vulneráveis vão precisar muito provavelmente de uma terceira dose antes da época de inverno”.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.730 pessoas e foram contabilizados 1.036.019 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

Diário de Notícias
Lusa
30 Agosto 2021 — 17:28

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1011: Mais de 16 mil infecções detectadas em cinco milhões de pessoas com vacinação completa

– Desconheço onde a imagem abaixo foi captada porque o DN não o mencionou, mas se foi em Portugal, constata-se a razão da manutenção de mais de 2.000 infectados diários, ou seja, ninguém da imagem tem máscara, a maioria sentados frente a frente e os “perdigotos” a bailarem livremente… Assim não há ku que resista…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/INFECÇÕES/VACINAÇÕES

Ao todo, são 16.671 as infecções, assintomáticas e sintomáticas, detectadas pelas autoridades de saúde, de Janeiro a Agosto, em mais de 5 milhões de pessoas com vacinação completa. Segundo a DGS, um número que apenas representa 0,3% dos vacinados.

Infeções com esquema vacinal completo têm atingido sobretudo faixa etária mais idosa.

Há muito que se sabe que aos hospitais portugueses começaram a chegar doentes infectados pelo SARS CoV-2 que tinham vacinação completa ou até vacinação incompleta, só uma dose. E, hoje, isto mesmo é confirmado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), que desde Janeiro, ou melhor desde o início do processo de vacinação contra a covid-19, vem a fazer a monitorização contínua de pessoas com esta infecção e o seu estado vacinal.

Ao fim de sete meses, e numa altura em que é anunciado que o país atingiu os 70% de população vacinada, os dados oficiais demonstram que, do dia 1 de Janeiro ao dia 8 de Agosto de 2021, foram identificados 16 671 casos de infecção por SARS-CoV-2.

Segundo explicaram ao DN, estas infecções, assintomáticas como sintomáticas, foram identificadas num total de mais de 5 milhões de indivíduos, mais precisamente de entre 5 467 487, os quais tinham a vacinação completa há mais de 14 dias. Em termos percentuais 0,3% do total de vacinados, o que não é significativo.

De acordo com os dados disponibilizados ao nosso jornal, e recolhidos ao longo destes sete meses pela DGS e por outras entidades de saúde, nomeadamente Infarmed, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e Task Force para a Vacinação Covid.19, com o objectivo de avaliarem os efeitos da vacinação na população, verificou-se ainda, entre o total de casos de infecções, 115 situações de internamento com diagnóstico principal por covid-19 e 50 com diagnóstico secundário. Dos internados com diagnóstico principal da doença, 19, 67% tinham mais de 80 anos.

No mesmo período, de 1 de Janeiro a 8 de Agosto, foram ainda identificados 168 óbitos em pessoas com esquema vacinal completo. Destes, 81% (134) tinham mais de 80 anos. Mas continuando a analisar o estado vacinal dos óbitos, entre Janeiro e Agosto, a DGS refere ter sido observado que 46 óbitos (40%) tinham um esquema vacinal completo, 45 óbitos (40%) não estavam vacinados e 12 óbitos (10%) tinha a vacinação incompleta.

A DGS sublinha igualmente, e como já tinha sido referido esta semana ao DN por um dos seus dirigentes, que “a população mais vulnerável à covid-19 encontra-se quase totalmente vacinada (96% com esquema vacinal completo e 99% com esquema vacinal pelo menos iniciado), pelo que é esperado que a proporção de casos com esquema vacinal completo no total de óbitos aumente. No entanto, realçamos que a pequena proporção de pessoas não vacinadas em idades mais avançadas é responsável por 40% dos óbitos, o que reforça a protecção conferida pelas vacinas contra a doença grave e morte”.

Risco de morte diminuiu três a sete vezes com vacinação

No que toca à letalidade por estado vacinal e por idade, a DGS diz que foi possível observar que o risco de morte diminuiu 3 a 7 vezes após vacinação completa quando comparado com pessoas não vacinadas no mês de Julho de 2021.

No entanto, e no que toca à letalidade para a população com 80 anos ou mais anos, foi registado um aumento de maio a Junho de 2021. Segundo refere a autoridade de Saúde, este aumento não é explicável através de uma redução de testes neste grupo etário, já que foram feitos 61 mil testes em maio e 63 mil testes em Junho, sustentando que o que poderá justificar este aumento na letalidade é a diminuição da identificação de casos menos graves para esse grupo etário.

Um aumento que ocorreu tanto em casos vacinados como em não vacinados, o que poderá também relacionar este aumento da letalidade à maior gravidade da doença associada à variante Delta, uma vez que o mês de maio correspondeu ao mês de transição entre a variante Alpha e Delta.

Mas a causa para este aumento irá continuar a ser estudada. A DGS reforça que, independentemente da realização de mais estudos, a protecção oferecida pela vacina parece reduzir três vezes o risco de morte na população mais idosa.

Por outro lado, e relativamente aos dados recolhidos durante o mês de Junho, sobre a faixa etária dos 80 e mais anos, com esquema vacinal completo, foi observado que esta apresentou um risco de hospitalização muito inferior aos que não estavam vacinados. “Cerca de cinco vezes inferior aos não vacinados”, refere a DGS. Os mesmos dados revelam que em Julho, na semana de 5 a 11, 64% dos casos internados em enfermaria não estavam vacinados contra a covid-19, 28% tinham um esquema vacinal incompleto e 8% já tinha a vacinação completa.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
19 Agosto 2021 — 17:02

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1004: Quarta vaga. Letalidade nos idosos não vacinados é três vezes maior do que nos vacinados

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/4ª. VAGA/IDOSOS/MORTES

Os números subiram em Julho, depois de em Abril, Maio e Junho ter havido dias com zero óbitos. A taxa de letalidade é agora de 0,3%, muito abaixo da registada no início do ano. Mas a destacar há o facto de “a esmagadora maioria das mortes” ter sido nos mais de 80, 19,6% não tinha vacina, 12,3% tinha uma dose e 6,4% as duas doses.

Mais de 90% das mortes nesta quarta vaga ocorreram nas unidades hospitalares.
© Rui Oliveira Global Imagens

Em Março deste ano, quando o número de casos caía a pique, após a terceira vaga da pandemia em Portugal, considerado o pior período deste ano e meio, a taxa de letalidade – ou seja, o número de mortos por total de infectados – era de 1,3%, segundo os dados referidos ao DN pelo director de Serviços de Informação e Análise da Direcção-Geral da Saúde (DGS), André Peralta Santos.

O valor diminuiu consideravelmente nos meses de Abril, maio e Junho, já durante o desconfinamento, em que se conseguiu atingir os zero óbitos em alguns dias, mas nesta quarta vaga, em Julho e Agosto, a taxa de letalidade voltou a subir, tendo atingido 0,3%. Mesmo assim, salienta André Peralta Santos, “é uma taxa consideravelmente mais baixa do que a de Março”.

Segundo explica o director de serviços da DGS, “a taxa de letalidade vinha a diminuir desde Março, período em que o processo de vacinação teve um impacto significativo e que as condições epidemiológicas também melhoraram, após a vaga de Janeiro e Fevereiro, mas em Julho registou-se uma tendência de subida, o que também é normal quando se inicia um período de subida da incidência, mesmo para os vacinados, pois a probabilidade de exposição ao vírus é maior. Mas a verdade é que os números demonstram que, apesar de tudo, os vacinados estão muito mais protegidos contra a infecção, contra a doença grave, que causa hospitalizações, e contra a mortalidade”, já que “a esmagadora maioria das pessoas que foram infectadas e acabaram por morrer não estavam vacinadas”.

Olhando para os boletins epidemiológicos divulgados diariamente durante o mês de Julho, percebe-se que mais de metade dos óbitos foram na faixa dos 80 e mais anos. De um total de 260 óbitos, 135 foram nesta população. E segundo os dados disponibilizados ao DN por André Peralta Santos, a taxa de letalidade nesta faixa etária triplicou entre os idosos ainda não vacinados em relação aos que já tinham a vacinação completa. Os dados recolhidos pela DGS demonstram que a taxa entre os que ainda não tinham qualquer dose de vacina e ficaram infectados foi de 19,6%, entre os que já tinham uma dose foi de 12,3% e entre os que tinham as duas doses foi de 6,4%.

André Peralta Santos ressalva que a percentagem da taxa de letalidade dos não vacinados “é muito significativa, pois neste momento o número de idosos desta faixa etária que não está vacinado é muito residual”. Recorde-se que 97% da população com mais de 80 anos já tem a vacinação completa.

De 1 de Julho a 13 de Agosto morreram 242 idosos

De acordo com o director de serviços da DGS, os dados recolhidos mostram “a redução significativa do risco para quem tem a vacinação completa”, sublinhando, por outro lado, que “a esmagadora maioria das pessoas que morreram tinha doenças preexistentes, algumas até comorbilidades severas”, e, por consequência, “um sistema imunitário muito fragilizado”. Ou seja, sustentou, pessoas que, pela sua fragilidade imunitária, não conseguiram desenvolver uma resposta robusta à vacina e que, perante a exposição ao vírus, foram infectadas e acabaram por morrer.

De volta aos boletins epidemiológicos da DGS, podemos observar que entre o dia 1 de Julho e o dia 13 de Agosto, data em que os números foram disponibilizados ao DN, morreram em Portugal 242 pessoas da faixa etária 80 anos e mais por covid-19. O total de morte3s neste período foi de 436, o que quer dizer que 194 das vítimas pertenciam a outras faixas etárias. Mas quase todas tiveram em comum o facto de terem ocorrido em meio hospitalar. Segundo André Peralta Santos, cerca de 99% mortes ocorreram em unidades de saúde.

Neste momento, a realidade é esta, mas o técnico ressalva que as estimativas feitas já apontam para que a tendência relativa à letalidade é já de descida para as próximas duas a três semanas, pois “esta tendência de descida já se começou a sentir na incidência e nas hospitalizações”.

A taxa de letalidade começou a subir em Julho, em Agosto manteve a subida, houve dias em que se registou um máximo de 20 óbitos, mas a verdade é que, afirma o técnico da DGS, mesmo com este aumento, a letalidade de agora não é comparável à registada nos dois primeiros meses do ano, em que o país chegou a atingir os 221 mortos e mais de 16 mil casos de infecção por dia.

Na altura, sublinha André Peralta, “a incidência da doença era muito elevada na população dos 80 e mais anos e isso não se está a verificar nesta quarta vaga, em que a infecção está a atingir sobretudo a população mais jovem e adulta, o que também tem impacto na letalidade, porque estas faixas etárias desenvolvem uma forma da doença muito mais ligeira” e mesmo que venham a necessitar de cuidados hospitalares raramente acabam por sucumbir devido à doença.

Em Agosto, 40% dos mortos tinham vacinação e 40% não

Os últimos dados da DGS relativamente ao mês de Agosto demonstram também que em relação ao total de pessoas que morreram, 40% tinham a vacinação completa, 40% não estavam vacinados e 10% só tinham uma dose.

Mais uma vez, André Peralta Santos sublinha que, apesar de as percentagens de mortes em vacinados e não vacinados serem idênticas, “tem um peso muito mais significativo para os não vacinados, porque são muito menos, não há comparação”. Ou seja, a letalidade é muito maior entre os não vacinados. O que “só reforça o poder das vacinas”. Argumentando mesmo que “o aumento da percentagem de mortes em pessoas com vacinação completa também era esperado na faixa etária em que está a acontecer, a mais idosa. São as tais pessoas que não conseguem dar uma resposta robusta à vacinação”.

Mas não é só este factor que explica o aumento de mortes. “Há outros factores que podem explicar esta situação, como a emergência de uma nova variante, a Delta, associada à Índia, que temos no nosso país desde maio, que já se tornou predominante, e sobre a qual há indicações de que é mais severa em relação à transmissibilidade do que as variantes anteriores. Este dado ainda não é totalmente claro em termos de evidência científica, mas ajuda a explicar o aumento de letalidade na população dos mais de 80 anos nestes dois últimos meses.”

Para ele, o importante nesta fase da pandemia é que “as vacinas continuam a demonstrar um grande efeito protector para a doença grave e para a morte”. Por isso, sublinha, “o importante não é olhar para a letalidade de quem tem a vacinação completa, mas sim comparar o risco de morte de quem está vacinado e de quem não está”.

DGS não comenta falta de informação sobre mortes

A DGS tem vindo a ser acusada por algumas entidades, nomeadamente pela Ordem dos Médicos, de não dar toda a informação sobre as mortes em Portugal passado um ano e meio. O director de serviços da DGS não comenta a situação, referindo apenas: “O que posso garantir é que o nosso compromisso é de máxima transparência. À medida que vamos recolhendo informação consolidada, vamos partilhando nos nossos relatórios técnicos e divulgando.”

O médico de saúde pública afirma ainda: “Observámos uma tendência crescente na letalidade e na mortalidade, esta última é o indicador de morte por milhão de habitantes, cuja informação consta do nosso relatório das linhas vermelhas, mas o que se nota agora é que tanto numa como noutra a tendência começa a abrandar em termos de crescimento, o que é normal, porque a incidência da infecção na população começa a descer, depois descem as hospitalizações e, por fim, as mortes. É um fenómeno que já é um padrão das vagas anteriores e ao qual já nos habituámos.”

O último relatório sobre a vacinação, divulgado ontem, revela que 6.760.777 de pessoas, 66% da população, já tem a vacinação completa e que 7.791.486, 76% da população, tem uma dose. As faixas etárias mais idosas, a dos 80 e mais anos e dos 65 aos 79 anos, já tem 97% da sua população com a vacinação completa.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
18 Agosto 2021 — 00:16

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976: Mais uma morte no lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova

SAÚDE/PANDEMIA/MORTES/LARES

© EPA/ETIENNE LAURENT

Está confirmada uma segunda morte por covid-19 no lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco. A notícia foi avançada neste domingo pela Rádio Observador, confirmada pelo presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo. O óbito é um homem de 80 anos que, de acordo com o autarca, “tinha fragilidades já conhecidas”.

Ainda segundo João Lobo, 129 utentes do lar estão infectados com Covid-19. “Grande parte dos utentes está estável, sem grande nível de preocupação, à excepção de cinco utentes que estão condicionados a oxigénio, dos quais dois inspiram maior cuidado”, indicou o presidente da câmara de Proença-a-Nova.

A notícia do surto no lar foi conhecida no dia 6 de Agosto, altura em que se registou uma morte e havia 127 casos activos. Na altura, João Lobo confirmou que todos os utentes e funcionários da Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova tinham a vacinação completa.

Diário de Notícias
08 Ago 13:22
Por Nuno Fernandes

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970: Mil idosos em lares por vacinar. Governo faz estudo serológico

SAÚDE/PANDEMIA/IDOSOS/LARES

Executivo vai promover estudo serológico a cinco mil funcionários e utentes de lares para aumentar o conhecimento sobre a duração da vacina nesta população, tal como tinha sido pedido pela UMP e pelas IPSS.

Mil utentes de lares de idosos estão por vacinar, a “esmagadora maioria dos quais” por terem estado infectados com covid-19, pelo que aguardam o final dos 90 dias definidos para poderem tomar a vacina, informou este sábado o Governo.

“No âmbito da vacinação de utentes e profissionais de lares, foram já vacinados 99% dos idosos nos lares e 97% dos funcionários, um esforço que continuará até se garantir a cobertura integral de vacinação nesta população”, assinala o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social em comunicado.

De acordo com dados da ‘task force’ da vacinação, citados pelo ministério, faltam ainda vacinar cerca de 2.100 funcionários de lares, cerca de 70% dos quais por se encontrarem a recuperar de infecção por covid-19.

“Os restantes não tomaram ainda a vacina por serem novas contratações ou por terem razões de saúde que desaconselham a vacina”, explica.

A 5 de Agosto autoridades de saúde contabilizavam 53 surtos activos de infecção pelo SARS-CoV-2 em lares de idosos, com um surto em Proença-a-Nova a suscitar maior atenção por parte da União das Misericórdias Portuguesas.

De acordo com números disponibilizados então à agência Lusa pela Direcção-Geral da Saúde, os 53 surtos activos, em números actualizados na segunda-feira, envolviam 829 casos de infecção diagnosticados.

Por administração regional de saúde, era em Lisboa e Vale do Tejo que se contavam mais surtos (25) e pessoas infectadas (270). No Norte havia 10 surtos e 247 pessoas infectadas, no Alentejo oito surtos e 68 infecções, no Centro seis surtos e 138 infectados e no Algarve quatro surtos e 106 pessoas infectadas.

Na sexta-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse que ainda não está em cima da mesa a administração a idosos de uma terceira dose de vacina contra a covid-19, considerando que “é preciso robustez científica e dados consolidados”.

No mesmo dia, o bastonário da Ordem dos Médicos alertou para a necessidade de uma atenção especial aos lares, insistindo na testagem regular para travar o avanço de surtos e apontando a subida da taxa de letalidade nos mais idosos.

Governo faz estudo serológico a utentes e funcionários de lares de idosos

O Governo vai promover a realização de um estudo serológico a cinco mil funcionários e utentes de lares de idosos, para aumentar o conhecimento científico sobre a duração dos efeitos da vacina nesta população, foi hoje anunciado.

Uma decisão que surge na sequência do alerta feito ao DN pelo presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, e mais tarde pelo presidente das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), durante esta semana, e após ter sido conhecido mais um surto num lar de Proença-a-Nova que envolveu 127 infectados e uma morte.

O estudo será conduzido “ainda em Agosto” nas regiões do Alentejo e Algarve e terá “participação voluntária”, indica comunicado do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O objectivo, explica o ministério, é aumentar o conhecimento científico actual sobre a duração dos efeitos da vacina na população idosa, analisando a imunidade nos idosos mais vulneráveis que já foram vacinados, comparando-a com a dos funcionários vacinados na mesma altura.

O estudo, promovido no âmbito do programa integrado daquele ministério de apoio aos lares de idosos devido à pandemia por Covid-19, será conduzido pela Fundação Champalimaud e pelo Algarve Biomedical Center (ABC) que “vai contactar todas as instituições destas regiões, solicitando a participação dos utentes e dos profissionais, até se atingir a meta de 5 mil participantes”.

Segundo a tutela, os testes não terão “quaisquer custos para as instituições” que participarem no estudo, cujos resultados serão apresentados publicamente em Setembro.

“Os resultados do estudo serão partilhados com as autoridades de saúde e poderão contribuir para decisões futuras sobre esta matéria”, assinala.

A 05 de Agosto, as autoridades de saúde contabilizavam 53 surtos activos de infecção pelo SARS-CoV-2 em lares de idosos, com um surto em Proença-a-Nova a suscitar maior atenção por parte da União das Misericórdias Portuguesas.

De acordo com números disponibilizados então à agência Lusa pela Direcção-Geral da Saúde, os 53 surtos activos, em números actualizados na segunda-feira, envolviam 829 casos de infecção diagnosticados.

Por administração regional de saúde, era em Lisboa e Vale do Tejo que se contavam mais surtos (25) e pessoas infectadas (270).

No Norte havia 10 surtos e 247 pessoas infectadas, no Alentejo oito surtos e 68 infecções, no Centro seis surtos e 138 infectados e no Algarve quatro surtos e 106 pessoas infectadas.

Diário de Notícias
Lusa
07 Agosto 2021 — 11:52


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