955: Descoberto mecanismo que pode explicar maior ou menor gravidade da infecção

SAÚDE/PANDEMIA/SARS-CoV-2/COVID-19

Centro de testes à covid-19 na Tailândia.
© EPA/RUNGROJ YONGRIT

Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) descobriram um mecanismo, associado a uma alteração nos linfócitos T, que pode explicar porque é que a infecção pelo SARS-CoV-2 causa doença leve ou doença grave nos indivíduos.

Em comunicado, o instituto da Universidade do Porto revela esta quarta-feira que os investigadores descobriram um mecanismo que “pode explicar o motivo pelo qual a infecção pelo SARS-CoV-2 causa doença leve ou mesmo assintomática em alguns indivíduos e doença grave e complicada noutros”.

Os resultados do estudo, financiado no âmbito da iniciativa ‘Research 4 Covid’ da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), foram publicados na revista The Journal of Immunology e o artigo foi destacado como um ‘top reader‘ da edição de Setembro.

O estudo, liderado pela investigadora Salomé Pinho, mostrou que as células T circulantes “trocam os seus glicanos [moléculas de açúcar] de forma específica após a infecção com o SARS-CoV-2” e que essa alteração é “mais pronunciada” em indivíduos assintomáticos do que sintomáticos.

“Está assim identificada uma resposta imunológica, baseada em formas glicosiladas de linfócitos T, que confere protecção contra o vírus”, assegura o instituto.

A mudança no perfil de glicosilação na resposta imunológica após a infecção pelo SARS-CoV-2 “parece ser desencadeada por um factor inflamatório presente no plasma dos indivíduos”.

Segundo a investigadora Salomé Pinho, esta glico-assinatura específica de células T, mais pronunciada em pacientes assintomáticos, “pode ser detectada no diagnóstico” e constituir um “novo bio-marcador de prognóstico e de gravidade covid-19, bem como um novo alvo terapêutico”.

Lusa

Diário de Notícias
04 Ago 08:13
Por David Pereira



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