Peritos da OMS: “aceitável” administrar vacinas da gripe e covid ao mesmo tempo

– Por ser um “aconselhamento” e não uma “recomendação”, quando chegar a minha altura, vai uma de cada vez…

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Esta posição da Organização Mundial de Saúde não constitui ainda uma orientação oficial, apenas um aconselhamento.

© Fernando Fontes /Arquivo Global Imagens

O grupo de peritos de aconselhamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) considera “aceitável” a administração em simultâneo das vacinas contra a gripe e contra a covid-19.

“Os dados limitados sobre a co-administração de vacinas inactivadas (produzidas com base em vírus inactivados) contra a gripe sazonal com a da covid-19 não mostraram um aumento de eventos adversos”, indicam as recomendações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas (SAGE) em imunização da OMS divulgadas esta segunda-feira, que não constituem ainda uma orientação da OMS sobre a co-administração das vacinas.

Segundo o parecer do grupo de aconselhamento, tendo em conta que a faixa etária prioritária para receber a vacina sazonal contra a gripe também é considerado de risco para situação de covid-19 mais graves, a co-administração das duas vacinas “é aceitável” e permitirá imunizar um maior número de pessoas contra as duas doenças.,

Na sexta-feira, a directora-geral da Saúde anunciou que planeia juntar a vacinação contra a gripe e a administração da terceira dose contra a covid-19, para simplificar os dois processos, uma possibilidade que estava a aguardar a orientação da OMS.

“Seria óptimo para as pessoas, porque é muito mais confortável irem uma vez vacinar-se com duas inoculações e também é muito mais fácil para os nossos enfermeiros, para a nossa logística e para os nossos serviços”, explicou Graça Freitas, em conferência de imprensa.

O objectivo é que as pessoas que forem chamadas para o reforço da vacinação contra a covid-19, e que sejam também elegíveis para receber a vacina contra a gripe, possam ser inoculadas com ambas na mesma altura.

Os idosos com mais de 80 anos e os utentes de lares e de unidades de cuidados continuados que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias começaram a receber hoje a terceira dose da vacina contra a covid-19.

Esta doença provocou pelo menos 4.847.904 mortes em todo o mundo, entre mais de 237,74 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 18.048 pessoas e foram contabilizados 1.075.639 casos de infecção, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus ​​​​​​​SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Outubro 2021 — 22:50

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1156: Terceira dose da vacina arranca dia 11 para quem tomou a da gripe há mais de 14 dias

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/TERCEIRA DOSE

Os idosos que tomaram a vacina da gripe há mais de 14 dias vão começar a receber a terceira dose da vacina contra a covid-19 a partir de segunda-feira, dia 11, disse à Lusa a directora-geral da Saúde.

“Estamos à espera que haja uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para podermos, se for possível, administrar [o reforço da] vacina contra a covid-19 e a vacina contra a gripe no mesmo dia, em locais do corpo diferentes, mas na mesma sessão vacinal”, disse à Lusa a directora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A directora-geral destacou que, enquanto essa recomendação não é conhecida, vai ser dado “início à vacinação, na próxima segunda-feira, vacinando as pessoas que já tiveram a vacina da gripe há 14 dias e que já têm o intervalo para poderem ter o reforço da vacinação contra a covid-19”.

Ressalvando que o processo de vacinação em Portugal foi um “sucesso” — com o país a atingir hoje a meta de 85% da população vacinada — Graça Freitas acentua que este ainda não acabou, sendo necessário continuar a vacinar quem ainda não o fez e também a reforçar a imunidade dos grupos que foram identificados como elegíveis para uma terceira dose ou dose de reforço da vacina, nomeadamente imuno-deprimidos e pessoas com mais de 65 anos.

Temos que reforçar de alguma forma a imunidade daqueles que necessitam de um novo estímulo para ficarem mais protegidos porque a protecção vai diminuindo ao longo do tempo e estamos a fazê-lo em dois grupos”, disse Graça Freitas.

O primeiro daqueles grupos abrange os imuno-deprimidos, cujo reforço da vacina contra a covid-19 já foi iniciado, e o segundo grupo engloba as pessoas com mais de 65 anos, sendo dada “prioridade para pessoas com 80 anos ou mais e para as pessoas que residem em lares e estruturas similares”, com a inoculação terceira dose ou dose de reforço a iniciar-se na segunda-feira.

Caso chegue entretanto a orientação da OMS para uma co-administração das vacinas contra a gripe e a covid-19 na mesma sessão vacinal, a directora-geral da Saúde afirma que a capacidade logística e de planeamento está “preparada” para cumprir tal medida que, a ser possível, “dá mais conforto às pessoas, que evitam uma deslocação” e facilita a gestão do processo ao nível dos serviços.

Graça Freitas lembrou ainda que, a par deste reforço de doses para os grupos elegíveis, o processo de vacinação contra a covid-19 ainda continua uma vez que é necessário completar a vacinação de alguns e de vacinar aqueles que ainda não têm nenhuma toma, como os jovens que entretanto atingem os 12 anos ou pessoas que vêm de fora nestas condições.

Em declarações à Lusa, Graça Freitas adiantou que Portugal atingiu hoje a meta de ter 85% da população com vacinação completa contra a covid-19, considerando que tal é motivo e “orgulho”.

ZAP // Lusa

Por Lusa
9 Outubro, 2021

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1151: Idosos com mais de 80 anos e residentes em lares com prioridade na terceira dose

– Caldeirada de vacinas… NÃO!!! Primeiro vai a da gripe e passados os 14 dias da digestão, vai a outra… Nunca simpatizei muito com caldeiradas…

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Graça Freitas, directora geral da Saúde, reafirmou o propósito de a terceira dose se destinar a pessoas com 65 anos.

© JOÃO RELVAS/LUSA

A administração da terceira dose da vacina contra a covid-19 inicia-se na próxima semana, com prioridade às pessoas com 80 e mais anos e utentes de lares e de cuidados continuados, anunciou esta sexta-feira Graça Freitas, directora-geral da Saúde.

“Vamos iniciar a terceira dose de reforço a pessoas com 65 ou mais anos, sendo que neste grupo etário a prioridade são as pessoas que têm 80 ou mais anos e as pessoas que são utentes de lares e da rede de cuidados continuados e de outras instituições similares”, referiu em conferência de imprensa.

Segundo a responsável da Direcção-Geral da Saúde, esta dose de reforço da imunidade “destina-se, nesta fase, às pessoas com mais idade, porque há sempre esta associação entre o factor idade e o factor vulnerabilidade”.

A directora-geral adiantou ainda que esta dose de reforço será administrada a “pessoas que ficaram com imunidade na primeira série vacinal”, mas em que, com o passar do tempo, é necessário “passar a imunidade outra vez para o nível óptimo”.

Graça Freitas salientou ainda que, relativamente aos imuno-suprimidos, já está a ser administrada uma dose adicional da vacina contra o SARS-CoV-2 há algumas semanas.

DGS planeia juntar vacinação da gripe e terceira dose contra a covid-19

A Direcção-Geral da Saúde anunciou ainda que planeia juntar a vacinação contra a gripe, que já está a decorrer, e a administração da terceira dose da vacina contra a covid-19, para simplificar os dois processos.

“Seria óptimo para as pessoas, porque é muito mais confortável irem uma vez vacinar-se com duas inoculações e também é muito mais fácil para os nossos enfermeiros, para a nossa logística e para os nossos serviços”, explicou Graça Freitas.

A ideia é que as pessoas que forem agora chamadas para o reforço da vacinação contra a covid-19 e que sejam também elegíveis para receber a vacina contra a gripe possam ser inoculadas com ambas na mesma altura.

No entanto, explicou Graça Freitas, a decisão está dependente da publicação de uma norma da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a chamada co-administrarão.

A expectativa da directora-geral da Saúde é que esse documento seja publicado ainda hoje, no mesmo dia em que será também publicada a norma da DGS sobre a administração da 3.ª dose a pessoas maiores de 65 anos.

Se isso não acontecer até ao início da próxima semana, quando se prevê o arranque do processo, a DGS seguirá com o plano alternativo, que implica um intervalo de 14 dias entre a administração das duas vacinas.

“Ir por um caminho ou ir por outro implica logísticas diferentes”, ressalvou Graça Freitas para explicar que ainda não é possível determinar em que dia arrancará a administração da dose de reforço.

Quanto à vacinação contra a gripe, que se iniciou em 27 de Setembro com uma primeira fase para residentes, utentes e profissionais de respostas sociais e da rede de cuidados continuados, profissionais de saúde e grávidas, Graça Freitas adiantou que já foram administradas cerca de 130 mil doses, 63 mil das quais em maiores de 80 anos.

Na segunda fase serão integradas as pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, e outros doentes. O processo decorrerá num “esquema misto”, ou seja, tanto em centros de saúde como em centros de vacinação instalados para o efeito.

A opção entre ambas decorrerá “das características da população, da densidade populacional, o tamanho dos ACES (Agrupamento de Centros de Saúde), das características dos profissionais”, explicou Graça Freitas.

Para o reforço com a terceira dose da vacina contra a covid-19, os utentes poderão começar já hoje a ser convocados e essa convocatória será sequencial, primeiro por SMS e, se necessário, por telefone.

“Os próprios centros de saúde, em proximidade e porque conhecem bem estes utentes, têm mecanismos para os alcançar e convocar e convidar a virem à vacinação”, acrescentou a directora-geral apelando para que os mais velhos “cheguem ao inverno com a sua protecção, quer contra a covid-19, quer contra a gripe, no máximo que a ciência nos permite e o seu sistema imunitário também”.

Diário de Notícias
DN
08 Outubro 2021 — 16:54

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EUA alertam para época de gripe especialmente “severa” este ano

SAÚDE PÚBLICA/GRIPE/VACINAÇÃO

Com a actividade do vírus da gripe moderada desde Março de 2020, os especialistas estão preocupados que um nível reduzido de imunidade entre a população contra a gripe comum possa representar um risco de “uma temporada de gripe severa este ano”.

Especialistas dos Centros de Controlo e Prevenção dos Estados Unidos apelam à vacinação contra a gripe
© Ivo Pereira / Global Imagens

Os especialistas dos Centros de Controlo e Prevenção dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês) temem que a estação que agora se inicia para a gripe comum seja especialmente “severa”, foi esta quinta-feira divulgado.

A directora do CDC, Rochelle Walensky, explicou numa conferência de imprensa que no ano passado houve “pouquíssimos casos de gripe”, devido em grande parte às medidas de prevenção contra a pandemia de Covid-19, nomeadamente a utilização da máscara e o distanciamento social.

Com a actividade do vírus da gripe moderada desde Março de 2020, os especialistas do CDC estão preocupados que um nível reduzido de imunidade entre a população contra a gripe comum possa colocar-nos em risco de “uma temporada de gripe severa este ano”, afirmou Walensky.

“Precisamos que o maior número de pessoas seja vacinado contra a gripe comum para proteger aqueles que estão em maior risco”

A directora realçou ainda que os sintomas da gripe comum e da Covid-19 podem ser semelhantes, daí que possa ser necessário fazer mais exames para detectar as duas doenças e que as pessoas infectadas se isolem, principalmente se a infecção acontecer nas escolas.

Walensky pediu aos norte-americanos para se vacinassem contra a gripe comum e lembrou que o CDC recomenda a imunização contra esta doença a partir dos seis meses de idade.

“É como no caso da Covid-19, precisamos que o maior número de pessoas seja vacinado contra a gripe comum para proteger aqueles que estão em maior risco, isto é, os adultos com mais de 65 anos e aqueles que sofrem de doenças crónicas, nomeadamente a asma, doenças do cardíacas e diabetes”, salientou a directora do CDC norte-americano.

Diário de Notícias
DN/Lusa
07 Outubro 2021 — 07:35

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1129: Gripe. 79 mil pessoas vacinadas na primeira semana

SAÚDE PÚBLICA/GRIPE/VACINAÇÃO

Utentes e profissionais de lares de idosos e profissionais do Serviço Nacional de Saúde estão abrangidos pela primeira fase da vacinação.

Autoridades de saúde anteciparam o início da campanha de vacinação contra a gripe.
© Artur Machado / Global Imagens

Desde a última segunda-feira, dia em que arrancou a campanha de vacinação contra a gripe, até ao dia de ontem receberam a vacina 70 045 pessoas, avançou este sábado a Direcção-Geral da Saúde, em comunicado.

Nesta primeira fase estão a ser vacinados os utentes e profissionais dos Estabelecimentos Residenciais para Idosos (ERPI) e unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e instituições similares, bem como os profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A vacinação destes grupos, bem como das grávidas, vai prolongar-se pelas próximas semanas. Na segunda fase serão integrados os outros grupos-alvo abrangidos pela vacinação gratuita, nomeadamente pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e pessoas portadoras de doenças.

Até ao momento, avança o comunicado, foram distribuídas “mais de 320 mil doses da vacina da gripe em todo o território nacional”. Para esta época gripal haverá 2,24 milhões de doses de vacinas contra a gripe, mais cerca de 146.000 doses face ao ano anterior.

Segundo a DGS a vacinação contra a gripe irá ocorrer em paralelo com o processo de vacinação contra a COVID-19, que ainda está em curso, nos Centros de Vacinação COVID. Este ano as autoridades de saúde decidiram antecipar o início da campanha de vacinação, que começa habitualmente em Outubro, devido à situação pandémica.

Diário de Notícias
DN
02 Outubro 2021 — 12:59

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1112: Mais de dois milhões de vacinas contra a gripe começam hoje a ser administradas

– Não percebi a que se refere “residentes”…

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/GRIPE

Esta primeira fase destina-se a residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados e profissionais do SNS e grávidas.

© Ivo Pereira / Global Imagens

A vacinação contra a gripe arranca hoje em Portugal, mais cedo do que o habitual devido à pandemia de covid-19, havendo 2,24 milhões de vacinas para serem distribuídas gratuitamente a grupos de risco pelo Serviço Nacional de Saúde.

Hoje inicia-se a primeira fase da vacinação gratuita destinada a residentes, utentes e profissionais de estabelecimentos de respostas sociais, doentes e profissionais da rede de cuidados continuados integrados e profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e também as grávidas, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Na segunda fase, serão integrados os outros grupos-alvo abrangidos pela vacinação gratuita, destacando-se pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e pessoas portadoras de doenças ou outras condições previstas na norma da vacinação contra a gripe 2021/22.

Para esta época gripal (2021/2022), haverá 2,24 milhões de doses de vacinas contra a gripe, mais cerca de 146.000 doses face à época gripal 2020/2021, o que representa um aumento de 7%, de acordo com a DGS.

À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, as vacinas disponíveis em Portugal serão tetravalentes, incluindo quatro tipos de vírus da gripe: Dois do tipo A e dois do tipo B.

As autoridades de saúde decidiram antecipar o início da campanha de vacinação, que começa habitualmente em Outubro, devido à situação pandémica.

“Em 2021, em contexto de pandemia covid-19, mantêm-se medidas excepcionais e específicas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe, nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a gratuitidade para os profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos e/ou de maior susceptibilidade e vulnerabilidade”, refere a DGS em comunicado.

Na sexta-feira, a ‘task force’ que coordena a vacinação contra a covid-19 informou em comunicado que os centros onde são administradas as vacinas anti-covid iriam “em breve” ser empenhados na vacinação da gripe.

A Lusa pediu mais informações à ‘task force’ sobre este processo de administração da vacina da gripe nestes centros, mas não foi disponibilizada mais informação.

A Direcção-Geral da Saúde apela à adesão das pessoas que têm critério para a vacinação contra a gripe, num processo que será feito de forma organizada, decorrendo nos próximos meses.

A DGS recorda que habitualmente a gripe é curada espontaneamente, mas podem ocorrer complicações, particularmente em pessoas com doenças crónicas ou com 65 ou mais anos.

A vacina contra a gripe é fortemente recomendada para grupos prioritários da população e é uma medida de prevenção primária com impacte na ocorrência e gravidade da doença.

Em Portugal, a vacina é gratuita para cidadãos a partir dos 65 anos, para residentes e internados em instituições, mas também para um grupo de pessoas com doenças específicas, profissionais de saúde do SNS e para os bombeiros.

Diário de Notícias
Lusa
27 Setembro 2021 — 07:46

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