DGS actualiza regras sobre uso de máscara que se mantém como “importante medida”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

O documento assinado pela directora-geral da DGS, Graça Freitas, refere que “a utilização de máscaras é uma medida eficaz na prevenção da transmissão de SARS-CoV-2 e continua assim a ser uma importante medida de contenção da infecção”.

Directora-geral da DGS Graça Freitas
© José Sena Goulão/Lusa

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) actualizou esta quinta-feira a orientação sobre o uso obrigatório e recomendado de máscara, considerando que a sua utilização se mantém como uma “importante medida” para conter as infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2.

“Apesar da elevada cobertura vacinal em Portugal, a utilização de máscaras na comunidade é uma medida eficaz na prevenção da transmissão de SARS-CoV-2 e continua assim a ser uma importante medida de contenção da infecção, sobretudo em ambientes e populações com maior risco para infecção”, refere o documento assinado pela directora-geral Graça Freitas.

A orientação recorda que Portugal tem vindo a eliminar a generalidade das medidas restritivas de resposta à pandemia, tendo permanecido em vigor a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços interiores, que passou a ser “objecto de um novo enquadramento” já aprovado pelo Governo.

Nesse sentido, a DGS indica que o uso de máscara cirúrgica ou FFP2 é obrigatório por qualquer pessoa a partir dos 10 anos nos estabelecimentos e serviços de saúde, incluindo farmácias comunitárias, assim como nas estruturas residenciais ou de acolhimento e serviços de apoio domiciliário para populações vulneráveis, pessoas idosas ou com deficiência, bem como nas unidades de cuidados continuados integrados.

A máscara é ainda obrigatória nos transportes colectivos de passageiros, incluindo o aéreo, táxis e TVDE, e nas plataformas e acessos cobertos a transportes públicos, como aeroportos, terminais marítimos e redes de metro e de comboio.

Estão também obrigadas a usar a máscara as pessoas que sejam casos confirmados de covid-19 em todas as circunstâncias, sempre que estejam fora do seu local de isolamento até ao décimo dia após o início de sintomas ou do teste positivo, assim como os contactos com casos confirmados de infecção durante 14 dias após a data da última exposição.

A orientação esta quinta-feira publicada avança que se mantém a recomendação de uso de máscaras para as pessoas mais vulneráveis, nomeadamente com doenças crónicas ou estados de imunossupressão com risco acrescido para covid-19 grave, sempre que em situação de risco aumentado de exposição.

É também recomendado o seu uso por pessoas que tenham contacto com outras mais vulneráveis, assim como por “qualquer pessoa com idade superior a 10 anos sempre que se encontre em ambientes fechados, em aglomerados”.

“Para garantir a utilização da máscara em todas as circunstâncias previstas na presente orientação, e sempre que a pessoa considere que a sua utilização se justifica, recomenda-se que qualquer pessoa seja portadora de uma máscara cirúrgica ou FFP2, sempre que se desloque ou circule para fora do local de residência ou permanência habitual”, adianta o documento.

A DGS actualizou também a orientação sobre as medidas de saúde pública no âmbito da pandemia da covid-19, adequando-a às novas regras de utilização das máscaras, e sublinhando que “é da responsabilidade de cada um adoptar comportamentos que minimizem o risco de transmissão do vírus”.

Em 21 de Dezembro, após o Conselho de Ministros, a ministra da Presidência afirmou que o Governo ouviu os peritos antes de tomar a decisão de acabar com o uso generalizado das máscaras, recusando ter sido alvo de pressões, designadamente por parte dos agentes da educação.

Na mesma ocasião, a ministra da Saúde, Marta Temido, salientou que estavam reunidas as condições para o uso da máscara deixar de ser obrigatório, à excepção dos locais frequentados por pessoas especialmente vulneráveis ou de utilização intensiva.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Abril 2022 — 15:24


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

 

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“Guerra pode perturbar mais o verão do que a pandemia”, diz bastonário dos médicos

– Para o sr. bastonário, “De acordo com os dados divulgados diariamente pela DGS, Portugal registou ontem (16.04.2022) 11.373 novas infecções e 12 óbitos” não representa nenhum perigo e a malta pode andar à vontade (excepto os velhotes, imuno-deprimidos e afins). Bestial sr. bastonário! Eu, quando for crescido, também quero ser bastonário!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/GUERRA/VERÃO

A directora-geral da Saúde pediu aos portugueses que mantenham as regras de protecção, dizendo que o verão pode não ser tranquilo. O bastonário dos médicos não concorda.

Páscoa vai levar a maior mobilidade de pessoas e DGS pede que regras sejam mantidas.
© Gonçalo Delgado Global Imagens

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, apelou ontem aos portugueses para que mantenham as regras de protecção, nomeadamente o uso de máscara, durante o período da Páscoa, relembrando que “a pandemia não acabou a nível global”, nem tão pouco em Portugal. “Estamos longe de chegar à actividade [do vírus] que nos permita ter um verão descontraído e seguro”, afirmou ontem, durante a primeira conferência de Imprensa que realiza ao fim de alguns meses, sobre a evolução epidemiológica da covid-19 no nosso país.

Graça Freitas sublinhou mesmo que o país mantém “uma transmissibilidade muito elevada, com tendência geral decrescente, é certo, e com R(t) inferior a 1, mas com um número de novos casos a sete dias que ainda ronda os 60 mil”, como aconteceu na semana anterior. Portanto, “um número que é superior aos picos das curvas epidémicas anteriores, excepto ao do último inverno”.

As suas declarações surpreenderam alguns, nomeadamente o bastonário dos médicos, que comentou ao DN não fazer sentido que se lancem alertas sobre “elevada transmissibilidade” ou sobre um “verão que pode não ser seguro e descontraído”, quando “não é dada à população e à comunidade científica toda a informação necessária – como incidência, transmissibilidade e gravidade (internamentos graves por covid-19 e mortalidade) -, para que estes possam fazer a sua análise da evolução da doença, da percepção dos riscos que se correm e, se for caso disso, até algumas recomendações”.

Miguel Guimarães diz mesmo: “Não me parece que o verão vá ser particularmente problemático por causa da pandemia. Acho que a Guerra que temos na Europa o poderá torná-lo mais intranquilo”. Aliás, “vai ser um verão diferente dos dois últimos, porque as pessoas vão andar muito mais à vontade e a fazer uma vida mais normal”.

E isto porque, “podemos ter ainda muita transmissibilidade, mas o que se sabe, e apesar de não termos números oficiais diariamente, é que a gravidade da doença é baixa. Isto muda tudo”. Ao passo que, “a situação da guerra é bem mais preocupante e pode ter muito mais impacto do que a questão da covid e da discussão sobre o uso ou não de máscara”.

Em relação à pandemia, o representante da classe médica reforça o que considera importantes: em primeiro lugar, a necessidade de dar toda a informação necessária ao cidadão e à comunidade científica para que possam fazer a leitura correta da evolução da doença e dos riscos que correm em cada circunstâncias. “Isto é fundamental, até para que as regras de protecção não tenham de ser impostas pelo Governo.

É cidadão que deve saber quando deve usar máscara para se proteger a si e aos outros, nomeadamente os mais idosos, os doentes imuno-deprimidos e outros doentes crónicos que corram mais riscos de desenvolverem doença grave. Esta informação deve ser dada também à comunidade científica, “um pedido que já foi feito através de uma carta assinada por vários médicos, de forma a que esta possa emitir recomendações, caso seja necessário.

E para que a população tenha a noção correta dos riscos, “a DGS deveria estar a divulgar diariamente não só o número de pessoas que testam positivo, porque este número até deve ser mais elevado, já que estamos a fazer muito menos testes, mas também o número de pessoas internadas em enfermarias ou em cuidados intensivos com doença grave por covid. São os números sobre a gravidade da doença que os portugueses deveriam saber, porque podemos ter 10 mil a 11 mil pessoas a testar positivo por dia, mas se a taxa de internamento de situações graves for muito baixa, isto quer dizer que a doença e a pandemia estão muito mais atenuadas”.

Para Miguel Guimarães “estamos numa fase em que é incontornável que as pessoas tenham tendência para fazer uma vida mais liberta de regras, porque, embora haja ainda muita gente a contrair a infecção, a gravidade da doença é muitíssimo mais baixa. E as pessoas começam a encarar a pandemia de forma diferente”.

Aliás, por isso mesmo, sublinha, “é que neste momento as restrições que temos em Portugal também são muito mais reduzidas dos que as que tínhamos no início do ano. A única restrição que ainda temos é o uso de máscara em espaços públicos fechados, nos lares e unidades de saúde e transportes públicos e, na minha opinião, caminhamos para que esta medida caia nos espaços públicos”.

No entanto, defende que esta se mantenha por mais tempo “nos lares, unidades de saúde e nos transportes públicos, precisamente, para se proteger os mais vulneráveis”.

O bastonário diz fazer sentido o Governo ter prolongado a obrigatoriedade da máscara nos espaços fechados até dia 22 de Abril. “Faz sentido. São mais alguns dias após a Páscoa, que é um período de muita mobilização e o governo quis dar um sinal de que é preciso ter alguns cuidados, mas depois disso acho que as coisas vão mudar e faz sentido que comecem a mudar”. Até porque, entramos na Primavera e “a actividade do vírus vai começar a decrescer com o aumento da temperatura”.

De acordo com os dados divulgados diariamente pela DGS, Portugal registou ontem 11.373 novas infecções e 12 óbitos, o número mais baixo de mortes na última semana. Segunda e terça-feira registaram-se 23 e 22 óbitos. Como confirmou Graça Freitas na conferência, e revelando alguma preocupação, “a mortalidade específica por covid-19, foi de 28,5 óbitos por um milhão de habitantes em 14 dias”. Ou seja, o país mantém “uma tendência estável e ligeiramente decrescente. Vamos ver se esta diminuição se mantém ou não”.

Conforme têm explicado os analistas que fazem a modelação da evolução da doença, o número de óbitos não está a descer como se estimava devido a um aumento de casos nas faixas etárias mais idosa. E é com estes e com outros doentes vulneráveis que é preciso ter mais cautelas.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
14 Abril 2022 — 00:11


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia

 

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Graça Freitas alerta para “uma transmissibilidade muito elevada”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TRANSMISSIBILIDADE MUITO ELEVADA

Graça Freitas faz um balanço da pandemia de covid-19. “A pandemia não acabou a nível global, a pandemia mantém-se em Portugal”, alerta.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas
© TIAGO PETINGA/POOL/LUSA

A Directora-geral da Saúde, Graça Freitas, faz, esta quarta-feira, um balanço da situação epidemiológica, reforçando o apelo à adopção de medidas de protecção individual, no período da Páscoa.

“A epidemia mantém uma transmissibilidade muito elevada, com tendência geral decrescente, é certo, e com R(t) inferior a 1, mas o número de novos casos nos últimos 7 dias ainda rondou os 60 mil“, afirmou Graça Freitas.

“Este número de casos, 60 mil, é superior aos picos das curvas epidémicas anteriores, excepto do último inverno, portanto, ainda estamos num nível elevado e estamos longe de chegar à actividade basal inter-ondas baixa que nos permita ter um verão descontraído e seguro”, explicou a directora-geral da saúde.

Graça Freitas disse que a actividade do vírus SARS-CoV-2 é ainda intensa e a transmissibilidade “elevada”, disse a responsável.

Afirmou que as condições de imunidade em Portugal permitem que haja “um impacto menor nos serviços de saúde e no impacto da mortalidade”. Ainda assim, referiu, não podemos esquecer que estamos com uma incidência elevada.

A variante B.A.2 é a dominante em Portugal, com 98% dos casos em Portugal referentes a esta variante. “Mas também estão a ser identificadas outras mutações na variante Ómicron, que podem ou não levar a linhagens diferentes da B.A.2”, disse Graça Freitas.

De acordo com a directora-geral da Saúde, o sistema de saúde tem uma “grande capacidade, neste momento, para acomodar uma procura de doentes com covid-19, independentemente da covid-19 ser a causa principal de internamento ou ser uma uma causa secundária”. Esta situação verifica-se em enfermaria e em cuidados intensivos, acrescentou.

No que se refere ao indicador de mortalidade, Graça Freitas revela preocupação. “A mortalidade especifica por covid-19, foi de 28,5 óbitos por um milhão de habitantes em 14 dias”, o que revela uma tendência estável, ligeiramente decrescente. Vamos se esta diminuição se mantém ou não”.

Este valor da mortalidade, diz Graça Freitas, “é superior ao valor limiar de 20 óbitos a 14 dias por milhão de habitantes, que foi definido como um valor de segurança pelo ECDC e que os especialistas em Portugal tomaram como valor de referência para recomendar ao Governo que retire outras medidas restritivas”.

Tendo em conta a actual situação epidémica que Portugal ainda enfrenta, “vamos continuar a vigilância epidemiológica da covid-19 e a recomendar medidas de protecção individual, entre as quais sempre a vacinação, nomeadamente com a dose de reforço”.

Nesse sentido, Graça Freitas faz um apelo às pessoas elegíveis para fazerem a dose de reforço.

“A pandemia não acabou a nível global, a pandemia mantém-se em Portugal”, alerta. “Não sabemos como vão ser os próximos meses e, portanto, toda a protecção que conseguirmos construir será boa protecção para o futuro”, sublinhou.

Diário de Notícias
DN
13 Abril 2022 — 11:28


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética na Ucrânia

 

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Governo diz que alívio de restrições será “progressivo, gradual, cauteloso”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RESTRIÇÕES

Lacerda Sales diz que ainda há “alguns indicadores” que “preocupam, nomeadamente o número de mortes por milhão de habitantes”, e que impõem “uma ponderação”.

© PAULO NOVAIS/LUSA

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse esta terça-feira que é de esperar “alívio nas restrições” impostas pela pandemia de covid-19, mas que esse alívio será “progressivo, gradual, cauteloso”.

À saída de uma sessão no Infarmed, em Lisboa, António Lacerda Sales notou que os indicadores, “quer ao nível da incidência, quer ao nível do índice de transmissibilidade, quer ao nível da pressão sobre os serviços de saúde, são bons”.

“São bons indicadores, que nos dão algum optimismo, alguma confiança, alguma tranquilidade, para podermos acreditar que, sim, vamos ter alívio nas restrições”, reconheceu, frisando que há que “ouvir os peritos” na quarta-feira.

Simultaneamente, assinalou, ainda há “alguns indicadores” que “preocupam, nomeadamente o número de mortes por milhão de habitantes”, e que impõem “uma ponderação”.

Sobre a testagem, Lacerda Sales acredita que deve ser também avaliada pelos peritos nesta quarta-feira e que “poderá haver algumas novidades, nomeadamente no tipo de testagem, na forma como se deve aliviar algumas restrições”.

O secretário de Estado entende que deve manter-se uma testagem “selectiva, dirigida, nomeadamente a grupos mais vulneráveis”.

A directora-geral da Saúde, que participou na mesma sessão, corroborou o trio “progressivo, gradual, cauteloso” enunciado pelo secretário de Estado e sublinhou o “indicador de gravidade, o da mortalidade por milhão de habitantes”.

“Não podemos, de maneira nenhuma, ter sobressaltos nesta descida. Queremos chegar à primavera e aos meses mais quentes numa fase de recuperação”, frisou. “Temos de o fazer de forma gradual e segura”, realçou Graça Freitas, acrescentando que “os peritos estão a equacionar medidas” para os dois tipos principais de doentes, com ou sem sintomas.

Sobre eventuais alterações ao plano de vacinação, Graça Freitas disse que “está tudo planeado” e que “o Ministério da Saúde tem esse plano, que tem estado a ser discutido”, sendo que vários aspectos “são ponderados”, entre os quais “a quantidade de pessoas que, estando a recuperar da doença, não tem critérios de elegibilidade” para a vacinação.

A directora-geral da Saúde não se quis “pronunciar” sobre uma eventual quarta dose da vacina. “É muito prematuro. É melhor pensarmos que temos que terminar agora o reforço daqueles que ainda precisam de fazer o reforço, continuar a vacinar aqueles que entram de novo no sistema com o seu esquema de vacinação primário e continuar a projectar os meses futuros”, contrapôs.

“Vamos ter que ter muita calma, agora e no futuro”, apelou, recordando que “é um vírus novo e ainda é muito recente” e que os países que já aliviaram mais “em qualquer momento podem ter que inverter essas medidas”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Fevereiro 2022 — 17:07

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1597: Infecções baixaram, mas novas medidas só para Março

– Quando se começa a falar no fim de algumas restrições, restrições essas que grande parte da população acéfala não cumpre, tendo em linha de conta e apenas no mês de Janeiro/2022, os números – que espero sejam verdadeiros porque têm origem na DGS da D. Graça Freitas -, então estamos conversados.

31.01.2022 a 06.02.2022: 304.085 infectados – 366 mortos
24.01.2022 a 30.01.2022: 390.061 infectados – 287 mortos
17.01.2022 a 23.01.2022: 336.851 infectados – 266 mortos
10.01.2022 a 16.01.2022: 242.128 infectados – 190 mortos
03.01.2022 a 09.01.2022: 215.830 infectados – 123 mortos
01.01.2022 a 02.01.2022: 34.370 infectados – 35 mortos

Totais de Janeiro de 2022: 1.523.325 infectados – 1.267 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/NOVAS MEDIDAS

Portugal, à semelhança de outros países europeus, começa a discutir o fim de algumas restrições. Os peritos defendem que é preciso que a tendência de decréscimo se acentue.

Vacinação foi dedicada às crianças nas manhãs deste fim de semana.
© Pedro Granadeiro/Global Imagens)

A partir de hoje, os passageiros que entrem em Portugal com o certificado de vacinação covid-19 não precisam de apresentar um teste negativo. Ao mesmo tempo, os testes rápidos de antigénio passam a ter uma validade de 24 horas, em vez de 48. É a entrada para uma semana em que se prevê uma continuação da redução de novos casos. A diminuição dos números e a menor gravidade da variante Ómicron apontam para um levantamento das restrições, já admitido por Graça Freitas, directora-geral da Saúde. Resta saber como e quando.

O pneumologista Filipe Froes, coordenador da Ordem dos Médicos para a covid-19, defende que se pode começar a pensar no desanuviamento das medidas ainda este mês e de forma faseada. “Já atingimos o pico de novos casos e, com base na monitorização dos internamentos e os que estão nas unidades de cuidados intensivos (UCI), é desejável que se comecem a levantar as restrições a partir da segunda quinzena de Fevereiro.”

31.431 novos casos

Os investigadores Nuno Marques (Algarve Biomedical Center) e Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular, defendem que se deve esperar pela primavera para tomar uma decisão.

“Pensar, podemos pensar”, diz Miguel Castanho, só que as novas medidas não serão para aplicar já. “Ainda temos um número alto de casos, quer por dia quer por semana, o número de óbitos é ainda elevado, assim como os internamentos. Podemos pensar com antecedência sobre o levantamento das restrições, mas acho que é precipitado fazê-lo já ou às pinguinhas, o que pode gerar confusão entre a população.”

Na mesma linha, Nuno Marques justifica o adiamento desse momento pelos números elevados da pandemia em Portugal. “O número de óbitos é alto e o número de casos em termos de transmissão na comunidade também. As restrições de máscara, distanciamento, testes e isolamento deverão ser mantidas nos próximos dias.”

Filipe Froes tem as mesmas preocupações relativamente às novas infecções e consequências da covid-19, mas considera que passou a pior fase. Sublinha que o levantamento das restrições devem ter por base os internamentos, nomeadamente em UCI, e a taxa de cobertura vacinal com o reforço. E, estes, dão boas perspectivas futuras.

Menos mil casos diários

Nas últimas 24 horas registaram-se mais 31.431 casos, quase menos 15 mil que há uma semana. Segunda-feira (27.916) teve uma quebra ainda maior que noutras semanas, o que poderá ter a ver com o domingo eleitoral. Quarta-feira atingiu-se o pico (62.095), dia a partir do qual as novas infecções têm baixado continuamente.

Portugal registou uma média diária de 44.498 novas casos diários de covid-19 na última semana. São menos mil por dia que nas duas semanas anteriores, indiciando ter sido ultrapassado o pico desta vaga de infecção. Graça Freitas já admitiu que poderá haver uma alteração das medidas, na linha que vêm seguindo outros países europeus.

Em entrevista à RTP, a dirigente da DGS previu uma “nova fase” no combate à pandemia, o que depende de se manter ou não a tendência de diminuição. Os números têm de ser mais baixos e estáveis, tudo apontando para que a doença se torne endémica. Entre as medidas, discute-se a redução do período de isolamento e o uso “sazonal” da máscara.

2.511 internados

“Há uma tendência de decréscimo da incidência e, a confirmar-se, haverá um decréscimo de internamentos e de vítimas mortais, mas não nos devemos precipitar”, repete Miguel Castanho. Salienta que alguns países que estão a diminuir as restrições no âmbito do combate à pandemia, o fazem indo de encontro às medidas já aplicadas em Portugal. É o caso do fim da obrigatoriedade do teletrabalho.

O investigador entende que são precisas duas a três semanas para se perceber o rumo da pandemia. “Daqui a duas/três semanas, estaremos próximo da primavera e mais confiantes para planear uma nova fase”. As primeiras restrições a cair seriam as relativas à lotação de espaços e eventos públicos.

“A evoluir da forma como temos estado e olhando um pouco para os outros países, é expectável que Abril seja a altura ideal para o levantamento de algumas restrições. Aparece o tempo quente e este tipo de vírus habitualmente surge mais no inverno. Com o aumento da temperatura será expectável uma menor transmissão”, explica Nuno Marques.

Aliviar as medidas ainda em Fevereiro, mas também depende de quatro factores para Filipe Froes: a evolução da pandemia; a taxa de cobertura vacinal; o contexto geográfico; monitorização e ajustamento das medidas. Indicadores onde considera o país estar bem posicionado. Os últimos da população a manter restrições, nomeadamente o uso da máscara, serão “as pessoas mais vulneráveis [idosos, imuno-deprimidos, etc] e que correm maior risco de infecção grave e os doentes sintomáticos”.

Aliviar das medidas na Europa

Dinamarca
A Dinamarca foi o primeiro país da UE a eliminar a maioria das restrições no âmbito do combate à pandemia, apenas permanecendo as destinadas aos viajantes não vacinados. Desapareceram as máscaras e os certificados. A primeira-ministra, Mette Frederiksen, considerou que a covid-19 já não é “doença socialmente crítica”. Mas não garantiu que as limitações não pudessem regressar no outono.

Suécia
O governo sueco vai levantar quase todas as restrições na quarta-feira. Os bares e restaurantes deixam de ser obrigados a fechar às 23:00 e o limite de aglomerações de pessoas será suspenso. Deixa de ser exigido o certificado de vacinação em eventos públicos e de ser recomendado o uso de máscaras nos transportes.

Suíça
A partir de quarta-feira, os suíços deixaram de ser obrigados ao teletrabalho e à quarentena se estiverem em contacto com doentes da covid-19. O presidente suíço, Ignazio Cassis, anunciou o levantamento das restantes restrições até 17 de Fevereiro. Justificou que já se vê “a luz ao fundo do túnel” e acredita que estamos no início da “fase endémica”.

Noruega
O governo norueguês levantou na última quarta-feira a maioria das medidas anti-covid, como o teletrabalho obrigatório e as restrições à venda de álcool. O primeiro-ministro, Jonas Gahr Store, defende que a sociedade poderia e deveria “viver com o vírus”.

República Checa
Os checos vão deixar de apresentar a partir de quarta-feira o certificado de vacinação ou de cura da covid-19 para entrar em bares, restaurantes e eventos desportivos e culturais, anunciou o primeiro-ministro, Petr Fiala. O Tribunal Superior Administrativo da República Checa suspendeu esta semana o limite de acesso a esses espaços a pessoas vacinadas ou curadas, o que acelerou a decisão do governo.

Itália
O governo italiano aprovou esta semana um decreto que retira o prazo de validade do passaporte sanitário covid-19 para aqueles que receberam a terceira dose da vacina, que era de seis meses.

ceuneves@dn.pt

Diário de Notícias
Céu Neves
07 Fevereiro 2022 — 00:18

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1590: Graça Freitas admite fim do isolamento para casos assintomáticos

– Já tinha saudades desta querida… Há tanto tempo que não a via nas notícias diárias…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ISOLAMENTO/ASSINTOMÁTICOS

Manuel De Almeida / Lusa

Graça Freitas disse que, “se tudo correr bem”, há um conjunto de medidas que podem ser aligeiradas, nomeadamente o possível fim do período de isolamento para assintomáticos.

Em entrevista à CNN Portugal, a directora-geral da Saúde admitiu o fim do isolamento para casos positivos assintomáticos.

“Para os casos, sim. Para os doentes, não. Os doentes continuam a ter direito ao seu isolamento, estão no auge da sua transmissibilidade”, disse Graça Freitas, acrescentando que poderá haver uma “redução dos dias de isolamento e outras medidas para os contactos próximos dos infectados”.

Da mesma forma, a responsável admitiu um cenário em que as máscaras passem a ser usadas apenas em épocas de maior risco. “Se houver um alívio da epidemia, nós podemos reservar, por exemplo, o uso das máscaras para uma altura em que estivermos outra vez a subir na sazonalidade.”

No entanto, salvaguardou que nada está fechado. “São assuntos que estão a ser neste momento discutidos na comunidade cientifica.”

Em matéria vacinal, e “se tudo correr bem”, Portugal vai adoptar “uma estratégia de vacinação selectiva, provavelmente sazonal, de grupos de risco”.

“Vai deixar de fazer sentido dizermos que é a quarta ou quinta dose. Eu, por exemplo, vacino-me contra a gripe há muitos anos e não faço ideia se vou na nona, na sétima [dose]. Sei que chega ao início do outono/inverno e me devo vacinar porque pertenço a um grupo de risco que beneficia com a vacinação”, disse na entrevista.

Já quanto aos medicamentos para minimizar o impacto da covid-19, o seu uso deverá passar a ser mais frequente.

“Estão a desenvolver-se duas grandes famílias de medicamentos: os anticorpos monoclonais, para situações mais graves, e os antivirais, que poderão ser dados em ambulatório, desde que os doentes sejam encontrados em tempo útil e tenham critérios para fazer essa medicação”, explicou a directora-geral da Saúde.

Os peritos já estão a planear aquilo que será um desconfinamento total após o inverno. Ultimamente, vários especialistas argumentam que a denominada quinta vaga de covid-19 já terá atingido o seu pico, em Portugal, na semana passada.

Com outros países a aliviar as suas restrições sanitárias — como o Reino Unido e a Dinamarca — Portugal começa a pensar em fazer o mesmo.

  ZAP //

ZAP
4 Fevereiro, 2022

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1462: Graça Freitas: Crianças que contactem com caso positivo na escola não ficam em isolamento

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CRIANÇAS

O que se pede aos pais é que sejam reduzidos os contactos e convívios e que essas crianças, dependendo da idade, usem máscara.

Graça Freitas
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, esclareceu esta quarta-feira que crianças que tenham um contacto com um caso positivo de covid-19 na escola não ficam em isolamento.

Em declarações à agência Lusa, Graça Freitas disse que só são considerados contactos de alto risco as crianças que vivam na mesma casa que alguém com covid-19, pelo que ficam isoladas, já que não têm reforço da vacina.

“Nós, por norma, vamos considerar as crianças apenas contacto de alto risco se forem coabitantes de um doente”, pelo que essa criança fica isolada, porque “é um contacto domiciliário e as crianças não têm reforço”, explicou a directora-geral da Saúde.

Uma criança com um contacto com um caso positivo na escola não fica em isolamento, disse Graça Freitas à Lusa, acrescentando que o que se pede aos pais é que sejam reduzidos os contactos e convívios e que essas crianças, dependendo da idade, usem máscara.

As crianças que ficam na escola fazem um teste ao terceiro dia, adiantou.

As aulas deverão recomeçar na segunda-feira em Portugal depois de ter sido alargado o período de férias do Natal de duas para três semanas como medida de combate à pandemia.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Janeiro 2022 — 21:35

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1455: Incidência acima de mil no quarto dia com recorde de infecções: 30.829 e 18 mortos

 

– Estatísticas até hoje, Sexta-feira (fim do ano):

31.12.2021 – 30.829 infectados – 18 mortos
30.12.2021 – 28.659 infectados – 16 mortos
29.12.2021 – 26.867 infectados – 12 mortos
28.12.2021 – 17.172 infectados – 19 mortos
27.12.2021 – 06.334 infectados – 16 mortos

Total até hoje: 109.861 infectados – 81 mortos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Há mais 18 mortes no boletim desta sexta-feira. Há também 1.024 infectados internados em hospitais (menos dez do que na véspera), dos quais 145 (mais um) em unidades de cuidados intensivos.

Portugal registou um novo recorde de casos diários de covid-19, 30.829, e 18 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira.

É o quarto dia com recorde de novos casos, pela primeira vez acima dos 30 mil, depois de no boletim da véspera terem sido registados 28 659 casos.

A incidência a nível nacional é agora de 1.182,7 casos de infecção por SARS-CoV-2 por cem mil habitantes (antes estava nos 923,4 casos), sendo que a incidência no continente é de 1.188,4. O índice de transmissibilidade R(t) também está a subir, sendo de 1,35 a nível nacional (era 1,29) e de 1,36 no continente (era 1,30).

Há agora 1.024 infectados internados em hospitais (menos dez do que na véspera, quando a barreira dos mil tinha sido ultrapassada), dos quais 145 (mais um) em unidades de cuidados intensivos.

Desde o início da pandemia já foram confirmados 1.389.646 de covid-19, com 1.191.979 doentes já recuperados (mais 10.523 do que na véspera) e 18.955 mortes (mais 18 no boletim de hoje). Há actualmente 178.712 casos activos (mais 20.288 do que na quinta-feira) e 169.559 contactos em vigilância (mais 9.594).

Dos 30.829 novos casos, quase metade (14.903) foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 9.435 a serem contabilizados na região Norte, 3.340 no Centro, 978 no Algarve e 911 no Alentejo. Nas ilhas, há mais 914 casos na Madeira e 348 nos Açores.

Em relação às mortes, sete foram na região de Lisboa e Vale do Tejo, três no Norte, três no Centro, duas no Algarve, duas na Madeira e uma no Alentejo. Das 18 mortes, dez foram de doentes com mais de 80 anos, seis de doentes com idades entre os 70 e os 79 anos. Houve ainda uma morte na casa dos 60 aos 69 anos e outra na dos 40 aos 49 anos.

“Em caso de dúvida, deve-se agir como se estivéssemos infectados”

O ano termina, mas a pandemia avança e sem certezas de quando poderemos viver mais aliviados. O aparecimento da variante Ómicron há um mês mudou o curso da doença no mundo e em Portugal, que regista agora diariamente números de casos que nunca antes tinha registado (ontem foram 28 659). O infecciologista António Silva Graça diz ao DN que tentar controlar agora a infecção é correr atrás do prejuízo, que as medidas tomadas a 21 de Dezembro “chegaram tardiamente”.

E o fim de semana que se aproxima é de novo um período de grande risco. Portanto, aconselha, a todos os que decidiram passar esta noite velha e o primeiro dia do ano em grupos de família e amigos que tomem os devidos cuidados e que, em caso de dúvidas – ou seja, de registo de sintomas que possam sugerir infecção por covid -, actuem como se estivessem infectados, mesmo que não possam fazer um teste para o confirmar no imediato.

As pessoas que tenham a intenção de sair de casa para conviver e estarem mais próximas de amigos e familiares durante este fim de ano, devem ter noção de que tal envolve algum risco, mesmo que façam, e é desejável que o façam, um teste rápido para saberem se estão infectados ou não”, sublinha o infecciologista. No caso de estarem, “naturalmente que não devem participar nessas celebrações, não estando devem ter presente que correm riscos e que para os evitar devem, em primeiro lugar, estar sempre de máscara, à excepção dos momentos em que estão a consumir bebidas ou alimentos”, sublinha.

Mas não só. O médico recorda que, nesta altura, em que já se percebeu que a nova variante “contagia mais facilmente” e que dá sinais mais rapidamente, “os sintomas surgem, em média 48 horas depois da infecção, embora nalguns casos menos, que “nos dias imediatos, nomeadamente três a quatro dias, todas essas pessoas tenham alguns cuidados suplementares”. Ou seja, “procurem não partilhar espaços de refeição com outras pessoas que não sejam as do seu agregado ou que optem por fazer as refeições sozinhas, que usem a máscara de forma criteriosa e que fiquem em casa, se tiverem alguns sintomas sugestivos de infecção, mesmo que não tenham possibilidade de fazer no imediato um teste de rastreio”.

António Silva Graça reforça que em caso de dúvida, “se tiverem queixas sugestivas de infecção, admitam que podem estar infectados e avisem as pessoas de quem estiveram próximas nos dias anteriores, procurando de imediato o recato e o isolamento, até poderem fazer um teste para confirmar se estão ou não infectados”.

Graça Feitas apela a pais que agendem vacinação dos filhos

A directora-geral da Saúde apelou esta sexta-feira aos pais para ​​​​​​​auto-agendarem a vacinação dos seus filhos entre 6 e 9 de Janeiro, período em que os centros de vacinação covid-19 estarão dedicados às crianças, para evitar esperas e ansiedade desnecessárias.

Nesse período, que começa no Dia de Reis, todos os centros de vacinação vão estar “inteiramente dedicados à vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos”, para ser “um processo controlado de afluência normal” a estes espaços, afirmou Graça Freitas, em declarações à agência Lusa.

Na véspera do Ano Novo, a directora-geral da Saúde quis deixar uma mensagem aos pais ou familiares das crianças para que as vacinem, realçando que “vacinar é proteger”.

“Eu quero muito recordar aos pais que tem sido um privilégio durante dezenas de anos a confiança que têm tido na vacinação em Portugal e nas recomendações que nós temos feito sobre a vacinação”, disse.

Graça Freitas observou que em Portugal quase todas as crianças, adultos e jovens se vacinam, “independentemente das suas características, da sua condição social, da sua nacionalidade”, uma estratégia que tem dado “bons resultados” porque a maior parte das doenças para as quais foram vacinadas foram eliminadas no país.

“Não temos mesmo casos, a não ser por importação, e quando não eliminamos, controlamos ao mínimo, mínimo possível de casos”, afirmou, vincando que isto “é um bom exemplo” dos benefícios da vacinação.

Segundo a directora-geral da Saúde, a vacinação “tem muitas vantagens para o próprio”, porque evita a doença, e a infecção natural pelo vírus é sempre um fenómeno que não se controla.

“Nunca sabemos quem é que vai ter uma complicação, quem é que pode ir para o hospital, é sempre uma incógnita. Se temos uma vacina que simula a infecção natural, mas que controla os riscos e as reacções, então, usemos essa vacina”, vincou.

Graça Freitas reafirmou que a vacina contra a covid-19 é eficaz, é segura e tem qualidade”, tendo já dado “provas disso”, reforçando por isso o apelo aos pais para aderirem ao processo de vacinação e fazerem o auto-agendamento, “para haver algum controlo na afluência aos centros de vacinação, sem esperas desnecessárias, sem ansiedade desnecessária”.

Segundo Graça Freitas, já há pais a fazer o auto-agendamento, mas o apelo é para que “o façam ainda mais” porque há capacidade e vacinas suficientes para vacinar todas as crianças dos 5 aos 11 anos.

“São processos muito amigáveis, os enfermeiros e todo o pessoal que lá estão [nos centros de vacinação] são extraordinários, conseguem tratar as crianças com uma delicadeza e uma humanização muito grande”, comentou.

Por outro lado, disse, “a injecção não dói, as reacções adversas são muito raras e ligeiras e auto-limitadas”.

“É um processo seguro e um processo eficaz e é um processo que confere protecção contra uma doença que apesar de tudo para algumas pessoas pode ser grave, o que nós não queremos de todos. Nós queremos é que as pessoas se protejam”, rematou Graça Freitas.

Este será o segundo período destinado exclusivamente à vacinação de menores, depois de mais de 95 mil crianças entre os 9 e os 11 anos terem recebido a primeira dose da vacina pediátrica da Pfizer no fim de semana de 18 e 19 deste mês.

Segundo o planeamento da “task force”, a vacinação da segunda dose para as crianças abaixo dos 12 anos deverá acontecer entre os dias 5 de Fevereiro e 13 de Março.

Diário de Notícias
DN
31 Dezembro 2021 — 14:29

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1453: Graça Freitas: estratégia de imunidade natural é arriscada para o SNS e para o indivíduo

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SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/IMUNIDADE

Directora-geral da Saúde não concorda com os especialistas que defendem a ideia de que a variante Ómicron, a demonstrar-se menos grave, deva circular na comunidade com menos restrições.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas.
© Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A directora-geral da Saúde defendeu esta quinta-feira que a estratégia de imunização natural contra a covid-19 comporta um risco de pressão sobre os serviços de saúde e um “risco individual” porque há casos que têm “um desfecho menos favorável”.

Perante o aumento exponencial de casos, e a confirmar-se a menor gravidade da infecção causada pela variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, especialistas apontam como nova estratégia de combate à pandemia a imunidade natural.

Questionada pela agência Lusa se este é o caminho a seguir, a directora-geral da Saúde afirmou que, neste momento, as autoridades mantêm a estratégia de “reforçar as medidas todas que impeçam a transmissão do vírus”, nomeadamente o distanciamento físico, o uso da máscara, a higienização das mãos, bem como a vacinação, a testagem e o arejamento dos espaços.

Para Graça Freitas, a estratégia de imunização natural tem “dois riscos”, sendo o primeiro o número de pessoas doentes ao mesmo tempo.

“Apesar de a doença ser pouco grave, se tivermos muitas pessoas ao mesmo tempo infectadas isso vai impactar nos serviços de saúde, quer a gente queira, quer não”, alertou.

Por outro lado, observou, o risco de a pessoa ter “um internamento ou um desfecho grave não é zero”.

“Obviamente, há grupos mais vulneráveis que outros, mas há pessoas aparentemente saudáveis que podem também ter uma evolução negativa e infecção natural comporta esse risco”, sustentou.

Graça Freitas explicou que, enquanto a vacinação é um processo de imunização controlado, “com pouquíssimas reacções adversas” e que não leva ao internamento, nem à morte, a doença natural comporta esse risco.

Os casos da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 estão a aumentar exponencialmente em Portugal e no mundo, tendo as infecções com SARS-CoV-2 atingido hoje, pelo terceiro dia consecutivo, um novo máximo de 28.659 novos casos em 24 horas

Os casos activos voltaram a aumentar nas últimas 24 horas, totalizando 158.424, mais 22.404 do que na quarta-feira, e recuperaram da doença 6.239 pessoas, o que aumenta o total nacional de recuperados para 1.181.456.

Comparativamente com a situação registada em Portugal no mesmo dia há um ano, o país tem hoje mais 22.610 novos casos de infecção (contabilizaram-se 6.049 novos casos a 30 de Dezembro de 2020) e mais 90.219 casos activos (há um ano totalizavam 68.205).

O número de internamentos é significativamente inferior, uma vez que há um ano estavam internadas 2.896 pessoas, 487 das quais em cuidados intensivos, havendo também menos óbitos (no mesmo dia, o boletim da DGS contabilizava 79 mortes nas 24 horas anteriores).

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Dezembro 2021 — 20:38

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1445: DGS anuncia decisão sobre redução do tempo de isolamento nas próximas horas. Casos diários podem chegar aos 50 mil

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… e a culpa disto tudo é da governança (ironia), que anda a dizer às pessoas para andarem sem máscara, ou com ela pendurada nos queixos, nos braços, podem andar à vontade nas passeatas, nas borgas, nos bares, nas discotecas, nos futebóis, nas festanças, em grupos sem distanciamento social… (fim da ironia)…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ISOLAMENTO

Miguel A. Lopes / Lusa

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) está a ponderar reduzir para cinco dias o período de isolamento dos infectados com covid-19. A decisão será anunciada “nas próximas horas”.

Ainda esta manhã será conhecida a decisão da Direcção-Geral da Saúde (DGS) sobre a diminuição do tempo de isolamento de infectados com covid-19 para cinco dias. A garantia foi dada por Graça Freitas numa entrevista à RTP3.

“Portugal está a equacionar a redução do período de isolamento, que está em fase de avaliação. A base é a probabilidade do que vai acontecer e o que se sabe sobre a história natural da doença: o período de incubação, transmissão e em que esta variante é mais infecciosa”, revelou a responsável.

“É com base na informação que nos vai chegando que se consegue prever um equilíbrio entre a segurança e evitar que fiquem retidas em isolamento demasiado tempo”, explicou.

À semelhança da decisão tomada pela região autónoma da Madeira, o isolamento poderá ser reduzido para infectados assintomáticos, que têm menos probabilidade de contagiar outras pessoas.

Também esta quarta-feira, em declarações à SIC, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, admitiu estarem a ser avaliados vários indicadores, como a incidência e a transmissibilidade da infecção e os internamentos.

Segundo o Expresso, a directora-geral da Saúde revelou ainda que, face à ameaça da nova variante, está em cima da mesa uma “mudança de paradigma“.

A confirmar-se, os assintomáticos ficarão em auto-isolamento e auto-vigilância, monitorizando os sintomas e só contactando a linha SNS24 se estes surgirem.

Segundo explicou Graça Freitas, este regime já se pratica em casos de gripe, em que os serviços só são contactados em caso de necessidade.

Casos diários podem chegar aos 50 mil

Esta quarta-feira, o país registou um novo máximo diário de novos casos. A subida de infecções coloca sob pressão os profissionais de saúde, mas ainda não há sinais de que esta tendência crescente irá abrandar nos próximos dias.

Durante a entrevista, Graça Freitas admitiu mesmo que a previsão de 37 mil casos diários avançados pela ministra da Saúde, na terça-feira, pode não ser o pico desta vaga.

De acordo com a responsável, existem previsões posteriores a 7 de Janeiro em que os números diários poderão atingir os 50 mil novos casos. “Prevê-se subida exponencial rápida e descida simétrica”, disse.

A Ómicron, que surgiu nem há um mês em Portugal, fez os casos diários de covid-19 explodir e ameaça entupir o sistema de saúde. “Todos os eixos de sistema de saúde funcionam em rede e complementarmente vão dando resposta. Há aqui uma série de pilares do sistema [SNS24, testagem, médicos de família] que agora vão ter de ser abordados de outra forma”, admitiu a directora-geral da Saúde.

“Cada uma destas variantes tem características, comportamentos e impactos diferentes nos serviços e saúde das pessoas. Temos de ter a flexibilidade para dar respostas diferentes a cada variante. Temos de ir adaptando as medidas de saúde às características de cada variante”, completou.

Para já, “o apelo é que as pessoas que precisam menos não sobrecarreguem as linhas”.

Liliana Malainho
30 Dezembro, 2021

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