1040: Graça Freitas explica os três cenários previstos para a evolução da pandemia

– Não sendo negacionista já que tenho as duas doses da Pfizer, confirmadas pelo Certificado Digital em papel e na app do SNS24, não creio que a pandemia vá abrandar tão facilmente como a responsável da DGS mencionou. Isto porque é notória – e quem anda na rua pode constatar -, continuar a existir indigentes acéfalos que ainda não encaixaram a perigosidade desta pandemia. Nas poucas vezes que saio para o exterior, deparo-me com gajos e gajas sem máscara, outros com a máscara no pescoço e outros com ela pendurada nos braços, maioritariamente de estrangeiros que nos visitam. Deduzo que estes anormais – estrangeiros e nacionais – são mesmo acéfalos porque os efeitos do coronavírus SARS-CoV-2, COVID-19 mais as variantes existentes, não são ficção científica mas uma triste realidade do nosso dia a dia. E continuam a provocar MILHARES DE INFECTADOS e de MORTES diárias. E não é por Portugal ter já 85% da população vacinada com a primeira dose, que estamos a salvo de uma infecção. Nem da primeira, nem de uma segunda dose.  Já não falando de outros acéfalos indigentes intelectuais e morais (sem nenhuma moral) que continuam a fazer a sua vidinha “social” – e a gabarem-se disso -, sem se preocuparem com a comunidade que se cruza com eles.

SAÚDE PÚBLICA/EVOLUÇÃO DA PANDEMIA/COVID-19

Portugal atingiu 85% da população com uma dose da vacina contra a covid-19, anunciou a directora-geral da Saúde, adiantando que estão previstos três cenários de resposta face à evolução da pandemia nos próximos meses.

Graça Freitas, directora-geral da Saúde
© Paulo Spranger / Global Imagens

“Hoje é um dia importante para todos nós. 85% da população portuguesa tem uma dose da vacina e esse é um resultado que devemos todos, enquanto povo, estar bastante orgulhosos”, salientou Graça Freitas na SIC Notícias.

Segundo a responsável da Direcção-Geral da Saúde (DGS), “há sempre algum cuidado em encarar o outono e o inverno”, estações de “grande stress em termos da saúde”, devido à circulação de vírus respiratórios, mas salientou que, este ano, ao contrário do que aconteceu em 2020, a maior parte da população vai estar imunizada contra o SARS-CoV-2.

De acordo com Graça Freitas, há três cenários possíveis para a evolução da pandemia.

O “bom cenário” prevê que se mantenha a actual “tendência estável e decrescente” da pandemia, em que a variante Delta continuará a ser a predominante e a vacina não perde a sua eficácia.

“No segundo cenário pode acontecer uma subida lenta do número de casos porque a vacina pode ir perdendo o seu efeito ao longo do tempo, mas ainda sem uma nova variante. Será um cenário de mais casos, provavelmente, mais ligeiros do que graves”, adiantou a directora-geral.

O “cenário pior, que não está posto fora de questão”, contempla o surgimento de uma nova variante do vírus, o que obrigaria à adopção de medidas para “aguentar, novamente, uma grande pressão sob o Serviço Nacional de Saúde e sob o sistema de saúde”, admitiu.

Sobre a possibilidade de administração uma terceira dose a grupos vulneráveis, como os idosos, Graça Freitas adiantou que a farmacêutica Pfizer submeteu, nos últimos dias, à Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) o pedido para aprovação deste reforço de imunização.

“Teremos de esperar que o regulador nos diga se sim, se não. De qualquer maneira, estamos a fazer o trabalho de casa em duas frentes: a científica, que vai acompanhando toda a evolução, e a logística. Continuamos a adquirir vacinas para um cenário de ser necessário a terceira dose ou de reforço”, assegurou.

No que se refere ao fim da obrigatoriedade do uso de máscara, a directora-geral da Saúde recordou que essa é uma decisão da Assembleia da República, mas adiantou que, com 85% da população vacinada, a “circulação do vírus será muito menor”.

No entanto, Graça Freitas defende que será necessário ainda usar máscara ao ar livre em algumas excepções, como no caso de ajuntamentos de pessoas em que não é possível manter o distanciamento.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Setembro 2021 — 23:18

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