Restrições deixam quase de existir mas “a pandemia não acabou”

. ‘Tás feito aos bichos Costa! Os direitolas, ultra-direitolas e esquerdolas burgueses vão cair-te em cima, dizendo que isso é campanha eleitoral para as autárquicas! Lá vai entrar mais uma queixa na CNE… 🙂

SAÚDE PUBLICA/PANDEMIA/COVID-19/DESCONFINAMENTO

Bares e discotecas vão poder reabrir a 1 de Outubro – sem uso de máscara obrigatório mas com exigência de certificado digital de vacinação no acesso. Acabam restrições à venda de álcool.

O primeiro-ministro António Costa apresentando, esta tarde, a evolução dos números da pandemia em Portugal
© TIAGO PETINGA/LUSA

O primeiro-ministro anunciou esta tarde, após mais uma reunião do Conselho de Ministros, que se vai iniciar dia 1 de Outubro a 3ª fase do plano de desconfinamento lançado em 29 de Julho.

No essencial, o país vai entrar numa fase de quase “libertação total” (expressão usada em tempos por António Costa). Contudo, o chefe do Governo não deixou de fazer alguns avisos à navegação.

“Entramos numa fase que assenta essencialmente na responsabilidade de cada um de nós”, “temos um dever individual de prevenir e combater pandemia”, “a pandemia não acabou” e “o risco permanece”, disse, na conferência de imprensa, que decorreu no Palácio da Ajuda, onde o Governo esteve reunido.

Na mesma ocasião, Costa explicou que os centros de vacinação erguidos para a operação covid-19 serão mantidos abertos, tendo em vista não só completar a operação em curso (17% da população ainda não está completamente vacinada) como iniciar para a população com mais de 65 anos o processo da 3ª dose.

O objectivo é ter a 3ª dose inoculada nas pessoas com mais de 65 anos até ao Natal. Contudo, ainda não é certo – e depende de decisões europeias – que essa nova fase na vacinação se vá iniciar. Pode ficar restringida às pessoas com comorbilidades.

O que desconfina

O PM anunciou o que vai mudar, medidas depois completadas no comunicado do Conselho de Ministros (ver AQUI).

1. Abertura de bares e discotecas;

2. Restaurantes sem limite máximo de pessoas por grupo;

3. Fim da exigência de certificado digital ou teste negativo para acesso a restaurantes;

4. Fim dos limites em matéria de horários;

5. Fim dos limites de lotação, designadamente para: Casamentos e baptizados, comércio. espectáculos culturais

6. Eliminação da recomendação de teletrabalho;

7. Eliminação da testagem em locais de trabalho com mais de 150 trabalhadores;

8. Fim da limitação à venda e consumo de álcool;

9. Fim da necessidade de certificado ou teste nas aulas de grupo em ginásios;

Certificado digital. Onde é necessário?

O Governo determinou também os locais onde o acesso continua a ser condicionado à apresentação de certificado digital de vacinação (ou teste negativo).

1. Viagens por via aérea ou marítima

2. Visitas a lares e estabelecimentos de saúde

3. Grandes eventos culturais, desportivos ou corporativos

4. Bares e discotecas.

E o uso de máscara?

Também ficaram circunscritos os locais onde continua a ser obrigatório o uso de máscara.

1. Transportes públicos.

2. Lares de idosos.

3. Hospitais.

4. Salas de espectáculos e eventos.

5. Grandes superfícies comerciais.

6. Viagens de avião.

Nos recreios das escolas deixa de ser obrigatório o uso de máscara.

Confrontado pelos jornalistas com as críticas de que foi alvo na quarta-feira, designadamente por parte do presidente do PSD, Rui Rio, por o executivo escolher o período de campanha autárquica para anunciar o alívio de restrições, o primeiro-ministro invocou direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e alegou que as medidas restritivas por causa da covid-19 “só se justificam na estrita medida que são necessárias, adequadas e proporcionais à gravidade da situação”.

“Conforme a vacinação vai aumentando, a taxa de incidência vai estando sob controlo e o ritmo de transmissão (Rt) colocado abaixo de 1, nada justifica continuarmos a impor [restrições] para além do necessário. Portanto, nada disso justifica e não há calendário eleitoral que possa justificar que isso aconteça”, respondeu.

Perante os jornalistas, começou por apontar que em 29 de Julho passado o Governo apresentou o calendário em três fases “de retoma da normalidade das actividades em função da previsão relativa à execução do plano de vacinação”.

“Também no dia 29 de Julho tivemos a oportunidade de indicar quais seriam as principais alterações em cada uma destas três fases. Aquilo que entretanto decorreu permitiu-nos confirmar as condições para avançar para a segunda fase. E estamos agora em condições de poder avançar para a terceira fase.”

“Nessa altura, tínhamos 57% da população portuguesa com a vacinação completa e foi dado o primeiro passo a partir de 1 de Agosto. Nessa altura, anunciámos que prevíamos que em meados de Agosto o país poderia dar um segundo passo, partindo da previsão de que teria 70% da população vacinada”, referiu.

Neste contexto, António Costa assinalou que também foi previsto “o terceiro e último passo”, quando 85% da população portuguesa tivesse a sua vacinação completa”.

“Também no dia 29 de Julho tivemos a oportunidade de indicar quais seriam as principais alterações em cada uma destas três fases. Aquilo que entretanto decorreu permitiu-nos confirmar as condições para avançar para a segunda fase. E estamos agora em condições de poder avançar para a terceira fase”, frisou.

Depois, o líder do executivo assinalou que a evolução da taxa de incidência por cem mil habitantes e o risco de transmissão comprovam que estas condições estão reunidas no país.

“Temos hoje uma taxa de incidência de 140 infecções por 100 mil habitantes e um Rt de 0,81”, acrescentou.

Diário de Notícias
João Pedro Henriques
23 Setembro 2021 — 16:43

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1092: Portugal pronto para a última fase do desconfinamento: abertura total da sociedade

– Em abono da verdade e dado que não nutro qualquer tipo de simpatia por esta governança, assim como por TODOS os outros partidos com assento no Parlamento, sem excepção – e é desse lugar muito mal frequentado, que surgem as leis que nos regem -, é tremendamente lastimável que quem anda à caça do tacho autárquico, utilize a PANDEMIA como arma de arremesso, como se esta fase de desconfinamento já não estivesse programada anteriormente, de acordo com a evolução da situação sanitária. Aproveitarem-se desse facto para tentarem ENGANAR OS ELEITORES é digno da choldra de políticos que temos. Como se eles estivessem verdadeiramente interessados no bem dos Portugueses, mormente da sua qualidade de vida, bem estar e saúde. Uma cambada de ALDRABÕES sem carácter, sem dignidade, sem verticalidade, sem ABSOLUTAMENTE NADA!

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/DESCONFINAMENTO

O país atingiu os 83% de população vacinada. Está a dois pontos percentuais dos 85% de vacinados e a seis do máximo de população que pode ser vacinada – já que 11% desta tem menos de 12 anos. Uma situação quase inigualável no mundo. Óscar Felgueiras diz que o país está pronto, quanto mais não seja porque os portugueses deram “uma resposta muito proactiva no sentido de se encontrar uma solução para a pandemia”. O governo prepara-se para aliviar restrições a partir de 1 de Outubro.

Portugueses deram uma resposta muito proactiva no sentido de encontrar uma solução para a pandemia, diz especialista.
© Rui Manuel Fonseca Global Imagens

A 5 de Abril deste ano, quando Portugal somava 823 494 casos de infecção por SARS-CoV-2, o boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS) dava conta de 193 novas infecções nesse dia e quatro óbitos. Depois de uma terceira vaga devastadora, a situação epidemiológica provocada pela pandemia da covid-19 atenuava e o país começava a desconfinar. Passo a passo, de duas em duas semanas, de três em três e depois mensalmente, as medidas adoptadas foram sendo revistas, de acordo com a incidência a 14 dias, concelho a concelho. Uns avançaram, outros mantiveram-se no mesmo nível e outros chegaram mesmo a recuar.

Ao fim de cinco meses, o país está a funcionar ao mesmo ritmo e já com 83% da população vacinada – estando a dois pontos percentuais da meta dos 85% de vacinados, a percentagem que daria alguma garantia a nível de imunidade de grupo, mesmo com a nova variante Delta a predominar, e a seis pontos percentuais do máximo de população que pode ser vacinada (89%), já que 11% têm menos de 12 anos e não podem ser vacinados.

Se, na reunião de hoje do Conselho de Ministros, o governo decidir que o país deve avançar já para a terceira e última fase do desconfinamento prolongado – o que deverá acontecer, segundo garantiu uma fonte do executivo à Lusa -, “o país está preparado para isso”, afirmou ao DN o matemático e epidemiologista Óscar Felgueiras, que integra também a equipa, liderada pela pneumologista Raquel Duarte, que elaborou as propostas de desconfinamento a pedido de António Costa.

Uma última fase que se traduz na abertura total da sociedade portuguesa a todas as actividades, abrangendo mesmo bares e discotecas. Na opinião do especialista, os portugueses parecem estar preparados para este passo, mais não seja porque “deram uma resposta muito proactiva no sentido de se encontrar uma solução para a pandemia”.

O especialista, também professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e investigador na Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN), sustenta que “ao dia de hoje, a situação está controlada. E termos 83% de população vacinada é quase uma situação mundial inigualável. Nem Israel está tão bem como nós”, salvaguardando, no entanto, que o passo seguinte “é uma espécie de passagem da responsabilidade estatal, da tomada de medidas e de regras no sentido do controlo da pandemia, para a responsabilidade civil, individual e colectiva no que toca ao cumprimento das regras de protecção”.

891 novos casos de covid-19 foram registados ontem pela DGS. No total, o país soma 1.063.991 de infestados. Ontem, houve ainda registar oito óbitos, havendo agora um total de 17.933 mortes.

Óscar Felgueiras acredita que tudo irá correr bem. “As regras de protecção já estão enraizadas na população portuguesa. Veja o que está a acontecer com o uso de máscara no exterior, o qual, em determinadas situações, já não é obrigatório, mas o que se vê são as pessoas a manterem esta rotina para se protegerem”, argumentou, reforçando que, no entanto, é também necessário que “empresas e outra entidades, como estabelecimentos de restauração e outros, façam cumprir com rigor estas regras”.

Como explica, a proposta apresentada ao governo pela equipa que integra, a terceira e última fase do desconfinamento prolongado não definia propriamente que os eventos culturais pudessem ter a lotação completa ou a abertura total de bares e discotecas. Propunha, sim, “a passagem de um regime de imposição de medidas adoptadas pelo Estado para um regime de maior responsabilização civil, individual e colectiva. E, neste momento, parece-nos que estão reunidas as condições para que seja feita essa transição”.

Até porque, e como já foi defendido por outros especialistas, espera-se que as medidas consideradas prioritárias na estratégia para o desconfinamento – testagem e vacinação – sejam mantidas. Por exemplo, no caso da abertura de bares e discotecas, as entradas só deverão ser permitidas se as pessoas apresentarem certificado digital de vacinação, de recuperação da doença ou teste negativo.

Esta terceira e última fase de desconfinamento deveria ser alcançada quando se atingisse os 85% de população vacinada, o que esteva previsto acontecer em Outubro, mas será antes. O relatório de vacinação da DGS, publicado nesta terça-feira, dá conta que 8 546 688 portugueses têm a vacinação completa, com os escalões acima dos 65 anos a atingir os 100%, e os 97% no escalão dos 50 aos 64 anos. Dos 12 aos 49 anos, a percentagem de população vacinada vai dos 72% aos 90%.

Números que podem deixar as autoridades de saúde satisfeitas, mas que, e como têm vindo a defender os especialistas, não significam que o país entre numa fase de cancelamento de medidas. Antes que estamos a viver uma fase transitória. É preciso que a sociedade se continue e ajustar ao vírus e à pandemia.

A incidência da doença a nível nacional é agora de 137,4 casos por 100 mil habitantes, a 14 dias. No continente, é de 140,1. O R(t) está em 0,82 a nível nacional e em 0,81 a nível do continente. Há 426 pessoas internadas, menos 29 do que no dia anterior. 78 estão em cuidados intensivos.

Óscar Felgueiras refere que esta nova fase não significa que “no futuro não se registem mais casos de infecção ou novas vagas. O que sabemos é que com tantas pessoas vacinadas quer os casos quer as ondas não terão a gravidade nem a dimensão das que vivemos anteriormente”, voltando a sublinhar que, mesmo nesta fase, a recomendação principal continua a ser a da adopção de medidas preventivas individuais e colectivas sobretudo em espaços fechados, onde não é possível o distanciamento.

Uma recomendação que, na proposta feita pela equipa que integra ao Governo, envolve outra: a qualidade do ar interior, que deve ser garantida através da monitorização do nível de dióxido de carbono, em conjunto com uma boa ventilação e climatização. Uma recomendação que vale para todos os sectores da sociedade, mas em especial para os lares de idosos, de forma a salvaguardar a segurança dos utentes face ao exterior.

Por fim, e do lado do governo, o sinal que vai ser dado é o do alívio total das restrições a partir de 1 de Outubro, mas sem o cunho utilizado por outros países, que classificaram a entrada na última fase do desconfinamento como o “dia da libertação”. Em Portugal, o governo prefere falar em fase “transitória” ou em “viragem”. Até porque, e como referiu Óscar Felgueiras, “se algo correr mal o que há a fazer é voltar atrás. O vírus não vai desaparecer, vai continuar entre nós”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
23 Setembro 2021 — 00:15

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1089: Governo diz que há confiança para avançar. O que falta desconfinar?

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/DESCONFINAMENTO

“Há condições sanitárias para avançarmos com confiança para a nova fase”, revelou um membro do Governo. O Conselho de Ministros vai anunciar esta quinta-feira as medidas que só devem entrar em vigor só no dia 1 de Outubro. O plano de desconfinamento apontava para uma nova fase só com 85% de vacinados.

© Orlando Almeida / Global Imagens

Portugal continental poderá entrar nos próximos dias na última fase do plano de desconfinamento apresentado pelo Governo no final de Julho. Esta última etapa dependia de o país atingir a meta de 85% da população vacinada contra a covid-19, um objectivo que deverá ser alcançado até ao final do mês, uma vez que, segundo o relatório da Direcção-Geral da Saúde de terça-feira, 83% portugueses já concluíram a sua vacinação.

Esta quinta-feira, o Conselho de Ministros deverá anunciar a entrada na última fase de desconfinamento, já depois de ter ouvido os especialistas na passada quinta-feira na reunião do Infarmed.

“Há condições sanitárias para avançarmos com confiança para a nova fase prevista desde Julho no plano do Governo, mas não queremos qualquer acusação de eleitoralismo”, declarou à agência Lusa um membro do executivo, depois de questionado sobre a razão de as medidas de alívio a aprovar em Conselho de Ministros não entrarem em vigor já às 00:00 de sábado, mas apenas em 1 de Outubro.

Na véspera do Conselho de Ministros que deverá introduzir um dos maiores alívios de restrições dos últimos meses, a ideia no executivo é falar-se em “momento de viragem”, ou “momento de confiança”, mas evitar-se a importação de “slogans” britânicos como “Dia da libertação”.

“Estamos em vias de um momento de viragem, não porque a covid-19 desapareça, mas porque graças à vacinação pode considerar-se a pandemia controlada”, declarou António Costa, na qualidade de secretário-geral do PS, em Valongo, no distrito do Porto, numa alusão às medidas que serão aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

Assim sendo, o que deverá anunciar o Governo no que diz respeito a mudanças na terceira e última fase do plano de desconfinamento?

De acordo com o plano que tinha sido estabelecido em Julho, restaurantes, cafés e pastelarias deixam de estar sujeitas a um limite máximo de pessoas por grupo, quer no interior quer em esplanadas.

Além disso, terminam os limites de lotação impostos até agora a diversos estabelecimentos e espectáculos culturais, o mesmo acontecendo com os eventos familiares, como casamentos e baptizados.

Os bares e discotecas reabrem actividade habitual, mas mediante apresentação do certificado digital ou de um teste à covid-19 com resultado negativo por parte dos clientes.

A task force que coordena a logística prevê que a vacinação completa atinja os 85% na próxima semana, afinal, mais de 8,5 milhões de pessoas já têm a vacinação completa contra a covid-19, o que faz com que Portugal esteja a apenas dois pontos percentuais de atingir a meta.

Com o país em estado de calamidade, este novo plano entrou em vigor a 1 de Agosto, numa altura em que 57% da população portuguesa já tinham a vacinação completa, mais de 5,8 milhões de pessoas. A segunda etapa do plano estava prevista para o início de Setembro, coincidindo com os 70% da população totalmente vacinada, mas o bom ritmo da vacinação em massa dos portugueses levou o Governo a antecipar em quase duas semanas o levantamento das restrições.

A onda que suspendeu o desconfinamento

Entre maio e Julho deste ano, Portugal assistiu a uma nova onda pandémica, que atirou o país para a zona vermelha da matriz de risco de controlo da pandemia.

Face aos indicadores crescentes da situação epidemiológica, em 24 de Junho, o Governo decidiu que não estavam reunidas as condições para prosseguir o plano de desconfinamento que estava a ser implementado de forma gradual no território continental desde Março.

“Portugal encontra-se claramente na zona vermelha da nossa matriz, pelo que não existem condições para prosseguir o plano de desconfinamento que estava previsto”, afirmou então a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, no final do Conselho de Ministros.

Nessa altura, a incidência de novos casos de infecção por cem mil habitantes a 14 dias estava nos 129,6 e o índice de transmissibilidade do vírus (Rt) nos 1,18 no território continental, estando o país a confrontar-se já com a variante Delta, considerada mais transmissível e que já era responsável por 70% dos casos de infecção registados.

Apesar de estar com um ritmo crescente, apenas 32% da população – cerca de 3,2 milhões de pessoas – tinha a vacinação completa contra a covid-19.

O novo plano que depende do ritmo de vacinação

Passado pouco mais de um mês, a 29 de Julho, o primeiro-ministro apresentou o novo plano de alívio das restrições, constituído por três fases que acompanhavam o ritmo previsto para a vacinação contra a covid-19.

O Governo avançou, assim, para primeira fase do plano, que entrou em vigor a 01 de Agosto, apesar de a taxa de incidência de infecções pelo vírus SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes nos 14 dias anteriores estar nos 439,3 casos e o Rt apresentar um valor de 1,01, mas com tendência decrescente.

Na conferência de imprensa, António Costa admitia a possibilidade de antecipar algumas das medidas deste novo plano de desconfinamento, se o ritmo da vacinação fosse mais rápido, o que veio acontecer na fase seguinte, mas também não afastou a necessidade de recuar se a situação epidemiológica se agravasse.

No final de Julho, Portugal já tinha atingido os 57% da população com a vacinação completa, o equivalente a cerca de 5,8 milhões de pessoas que estavam totalmente imunizadas contra o novo coronavírus.

Quais as medidas aplicadas na primeira fase

Ainda em situação de calamidade, a partir de 01 de Agosto as regras passaram a ser iguais em todo o território continental, terminando a aplicação de restrições por concelhos, conforme a evolução da pandemia nesses territórios.

O teletrabalho também passou de obrigatório a recomendado, quando as actividades laborais o permitissem, e deixou de estar em vigor a limitação de circulação na via pública a partir das 23:00.

O público regressou aos recintos desportivos, de acordo com regras definidas pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), os espectáculos culturais passaram a receber espectadores até 66% da sua lotação e os bares ficaram sujeitos às mesmas regras já aplicadas à restauração.

No que respeita ao número de pessoas por mesa nos restaurantes, passou-se a aplicar-se em todo o território continental a regra do máximo de seis pessoas por mesa no interior ou 10 pessoas nas esplanadas.

Mantiveram-se as medidas sanitárias e de saúde pública (confinamento obrigatório, uso de máscaras, controlo da temperatura corporal e realização de testes), bem como as medidas aplicáveis no tráfego aéreo, nos aeroportos e nas fronteiras terrestres, marítimas e fluviais.

Foi aplicada a exigência de apresentação do certificado digital ou de teste negativo para realizar viagens aéreas ou marítimas; aceder a estabelecimentos turísticos e alojamento local; entrar no interior de restaurantes aos fins de semana e feriados; em aulas de grupo nos ginásios, termas e ‘spas’, casinos e bingos, casamentos e baptizados com mais de 10 pessoas, e eventos culturais, desportivos ou corporativos para mais de 1.000 pessoas (em ambiente aberto) ou 500 pessoas (em ambiente fechado).

Quais as medidas aplicadas na segunda fase

A segunda fase do plano de desconfinamento coincidiu com a passagem de Portugal do estado de calamidade para o estado de contingência, cerca de duas semanas antes da data inicialmente fixada de 05 de Setembro.

A antecipação deveu-se ao facto de Portugal ter atingido os 70% da vacinação da população mais cedo do que o previsto.

Nesta altura, o número de novos casos de infecção por 100 mil habitantes estava nos 312 e o Rt apresentava um valor inferior a 1, indicando uma tendência estável a decrescente a nível nacional.

A partir de 23 de Agosto, as regras previstas nesta segunda fase do plano de desconfinamento entraram em vigor, com excepção do fim da obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos, cuja lei vigorou até 12 de Setembro.

Na prática, os restaurantes, cafés e pastelarias passaram a poder ter até oito pessoas (em vez de seis) por grupo no interior dos espaços e até 15 pessoas (em vez de 10) por grupo em esplanadas.

Os eventos, quer de natureza familiar, incluindo casamentos e baptizados, quer os espectáculos culturais, passaram a ter o limite de ocupação de 75%.

Quanto aos espaços comerciais, a lotação passou de cinco para oito pessoas por cada 100 metros quadrados (indicação de distanciamento físico de uma pessoa por cada 12,5 metros quadrados).

Os transportes públicos colectivos deixam de ter limitações de lotação e nos táxis e no transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma electrónica (TVDE) passou a ser possível a utilização do banco dianteiro.

O Conselho de Ministros extraordinário definiu ainda que, a partir de 01 de Setembro, as Lojas de Cidadão passaram a fazer atendimento presencial sem ser preciso recorrer a marcação prévia.

Manteve-se a exigência de apresentação do certificado digital ou de teste negativo para realizar viagens aéreas ou marítimas; aceder a estabelecimentos turísticos e alojamento local; entrar no interior de restaurantes aos fins de semana e feriados; em aulas de grupo nos ginásios, termas e ‘spas’, casinos e bingos, casamentos e baptizados com mais de 10 pessoas, e eventos culturais, desportivos ou corporativos para mais de 1.000 pessoas (em ambiente aberto) ou 500 pessoas (em ambiente fechado).

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Setembro 2021 — 17:21

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1076: Natal é o próximo grande desafio no controlo da pandemia

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/PANDEMIA/VACINAÇÃO

Reunião no Infarmed salientou o sucesso da vacinação no controlo desta “fase da pandemia” e deixou cenários para o outono/inverno. Máscara mantém-se em transportes e lares

Marcelo elogiou processo de vacinação
© Miguel A. Lopes /Lusa

Sei o que fizeste no Natal passado. Este podia ser o mote dos cenários traçados para a evolução da pandemia nos próximos outono e inverno e apresentados ontem, na reunião de peritos em saúde pública que decorreu no Infarmed. Numa sessão que assinalou sobretudo o “extraordinário êxito” do processo de vacinação em Portugal, que contribuiu decisivamente para “provavelmente antecipar o fim de uma fase da pandemia”, DGS e INSA apontaram para o próximo período festivo de final de ano como uma fase crucial para avaliar a evolução da covid-19 no país, pois “as festividades podem coincidir com um período de menor efectividade da vacina” nos grupos de risco que já foram inoculados no início de 2021.

Depois de exporem vários dados para atestar a importância da vacinação – como o facto de, na primeira semana de Agosto, quatro em cada cinco casos de internamentos por covid-19 não terem vacinação completa, aumentando para 14 em cada 15 doentes em cuidados intensivos – Pedro Pinto Leite (DGS) e Baltazar Nunes (INSA – Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge) alertaram para os novos desafios trazidos pelo outono e inverno, com o regresso às escolas e ao trabalho presencial e as festas de Natal e Ano Novo a fazerem aumentar a mobilidade e eventuais cadeias de transmissibilidade do vírus, como aconteceu no ano passado.

Na memória de todos ficaram as consequências desse período, com o país a enfrentar a pior vaga da pandemia no início de Janeiro, deixando hospitais quase em rotura e recordes diários de mortes. Desta vez, os peritos da DGS e do INSA traçam três cenários para o outono-inverno, do menos grave até ao mais grave, colocando de novo o ênfase na vacinação.

No cenário mais “benigno”, que contempla um período médio de imunidade vacinal de cerca três anos e o não aparecimento de qualquer outra variante de preocupação (actualmente a Delta representa praticamente 100% dos casos em Portugal), não haverá razões para preocupações de maior. Nos outros dois cenários, que contemplam a redução da imunidade vacinal para apenas um ano e, no pior deles, também o surgimento de uma nova variante de preocupação, o período festivo de final de ano pode ver as hospitalizações em cuidados intensivos e o número de óbitos ultrapassarem os limites das linhas vermelhas. Dependendo desses cenários, a resposta prevista pelas autoridades de saúde será de “transição” (cenário mais favorável), controlo (intermédio) ou de mitigação (mais grave).

De resto, com 81,5% da população já com a vacinação completa, segundo a apresentação do coordenador da task-force da vacinação, Gouveia e Melo, para quem “a primeira batalha está ganha”, com um índice de transmissibilidade (Rt) que “nunca esteve com valores tão baixos [0,84 a nível nacional]” sem que medidas de restrição muito acentuadas estivessem em vigor, e com o decréscimo de vários outros indicadores epidemiológicos, como a incidência de contágios, a positividade, internamentos hospitalares e mortalidade, os peritos consideram estarem reunidas as condições não para uma espécie de “dia da libertação”, mas para uma fase de “transição responsável”. Assim lhe chamou Raquel Duarte, a quem o Governo tem encomendado as propostas que servem de base aos planos de desconfinamento adoptados.

Máscaras, testes e dose de reforço

Em relação ao alívio das restrições em curso, a anunciar pelo Governo, o que se ouviu dos especialistas no Infarmed foi uma recomendação de “transição da obrigatoriedade das medidas para uma responsabilidade individual”, sugeriu Raquel Duarte. A importância de manter a testagem – com a identificação de populações de maior risco e a promoção dos testes gratuitos -, a monitorização de variantes ou o uso de máscara em transportes públicos e outros espaços fechados como lares de idosos também foram sugeridos, enquanto o certificado de vacinação poderia manter-se apenas para visitas a lares e controlo de fronteiras.

Numa sessão em que os peritos se mostraram em sintonia, ficou também uma recomendação unânime em “antecipar desde já um plano para a eventual necessidade de reforço massivo da vacinação”. Afinal de contas, são as vacinas, assinalaram todos, o passaporte para uma vida mais normalizada.

rui.frias@dn.pt

Diário de Notícias
Rui Frias
16 Setembro 2021 — 22:47

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1075: Marcelo diz que Portugal é visto como exemplo mas rejeita facilitismo

– Discordo das afirmações do PR porque o que tem existido mais é facilitismo em ordem a quem NÃO CUMPRE, NUNCA CUMPRIU, as regras sanitárias emanadas da governança e da DGS, nomeadamente de todos os acéfalos indigentes intelectuais e morais, Walking Deads, Whisperers, negacionistas & afins, que nunca PARARAM as suas vidinhas “sociais”, em todo o período da PANDEMIA (que ainda não acabou), sem se importarem se estavam a prejudicar terceiros.

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/PANDEMIA

“Se houver circunstâncias que obriguem à imposição de restrições, as restrições serão impostas”

© MIGUEL A. LOPES/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta quinta-feira que Portugal é visto por outros países europeus como exemplo pela taxa de vacinação e combate à covid-19, mas que este “é um processo que não terminou, não há facilitismo”.

Marcelo Rebelo de Sousa falava no Infarmed — Autoridade Nacional do Medicamento, em Lisboa, onde se realizou a 23.ª sessão sobre a evolução da covid-19 em Portugal.

Durante a reunião, após ouvir os especialistas, o chefe de Estado referiu que no encontro de chefes de Estado do Grupo de Arraiolos em que participou na quarta-feira, em Roma, “onde estavam catorze países europeus, Portugal era de longe o que tinha a taxa de vacinação mais elevada”.

“E olhavam para Portugal como um exemplo daquilo que tinha sido a viragem, fruto da conjugação de medidas de protecção com uma campanha muito intensa de vacinação em curto espaço de tempo. Isso era repetido, era assumido por vários dos presentes”, acrescentou.

À saída do Infarmed, em resposta a questões dos jornalistas, o chefe de Estado considerou que esta “foi uma sessão que representou o fechar de uma página, mas não a conclusão de um processo, abriu-se uma nova página no mesmo processo”.

A ter em conta “aparecimento de novas variantes” do vírus SARS-CoV-2

“Desde logo, foi dito que, se houver circunstâncias que obriguem à imposição de restrições, as restrições serão impostas. Vai haver uma monitorização permanente da situação. Se de repente houver agravamentos que exijam também em grau diverso tomada de medidas, serão tomadas. Isso foi dito, para que ficasse claro”, realçou.

Marcelo Rebelo de Sousa apontou como factores a ter em conta o eventual “aparecimento de novas variantes” do vírus SARS-CoV-2, a situação dos “infectados que tiveram uma dose de vacina”, se “chega não chega”, e das pessoas com “idade mais elevada e que podem ter problemas de anticorpos”, assim como os casos de “patologias que exigem desde já uma terceira dose”.

O Presidente da República assinalou que em países do centro e do leste da “os números agravaram-se” e que em Portugal “continua a haver doentes internados, em cuidados intensivos e continua a haver mortos” com covid-19.

“Portanto, é um processo que não terminou, não há facilitismo”, reforçou, enquadrando o actual momento como “o adaptar, ajustar os comportamentos e os procedimentos a uma nova fase, mas sem facilitismo”.

O chefe de Estado apelou aos portugueses para que saibam “julgar caso a caso o que devem fazer” para proteger sua saúde e a dos outros, em especial na abertura do ano lectivo e no período do Natal e da passagem do ano.

Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa elogiou a actuação do Governo, em particular da ministra da Saúde, e o papel das Forças Armadas e do vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, coordenador da estrutura responsável pelo plano nacional de vacinação contra a covid-19, declarando: “Houve aqui uma equipa e houve liderança. Sem liderança não era possível, sem equipa não era possível”.

No final, Marcelo Rebelo de Sousa disse que saía desta reunião “com uma grande alegria, que é a que decorreu da resposta dos portugueses ao longo deste processo”, e que espera “que da mesma maneira que correu bem no passado corra bem no futuro”.

Diário de Notícias
DN com Lusa
16 Setembro 2021 — 20:25

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1073: Incidência, R(t) e internamentos a baixarem em dia com 10 mortos

– Quando a governança anunciou a “libertação” dos portugueses, de certas regras sanitárias, achei que devia terminar a minha informação diária sobre os boletins epidemiológicos que publicava neste Blogue. Dado que afinal a “libertação” dos portugueses ainda não conduziu a uma eficaz redução do número de infectados e de mortos, continuarei a publicar – sempre que exista essa informação por parte da DGS – essas estatísticas, embora estas tenham como alvo principal as pessoas conscientes da gravidade desta pandemia e dos riscos que correm ao não respeitarem e cumprirem as regras sanitárias básicas do uso de máscara, distanciamento físico e higienização das mãos. As outras, os negacionistas, Walking Deads, Whisperers, acéfalos indigentes intelectuais e morais, que se lixem! Mas não INFECTEM quem cumpre as regras!

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

De acordo com o boletim da DGS, registaram-se 1.247 novos casos e 10 mortos em Portugal nas últimas 24 horas. Os internados baixaram e são agora menos 24 pessoas que ontem.

Centro de Vacinação na Amadora, onde decorre o processo de inoculação da população contra a covid-19.
© Rita Chantre / Global Imagens

Portugal registou nas últimas 24 horas 1.247 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O Relatório desta quarta-feira (15 de Setembro) indica também que morreram mais 10 pessoas devido à doença.

No que se refere à pressão nos hospitais portugueses, há agora 527 doentes internados com covid-19, dos quais 119 em unidades de cuidados intensivos.

Nas últimas 24 horas recuperaram 1.686 pessoas. A incidência (Rt) continua a baixar e já está perto do verde na matriz de risco. Está agora nos 0,84 no território nacional e para 0,83 no continente – os valores mais baixos desde Março.

O nível de incidência nacional é agora de 191,1 casos de infecção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100.000 habitantes. No Continente: 196,1 casos de infecção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitante.

A região de Lisboa e Vale do Tejo registou 457 novas infecções, tendo sido declarado 2 mortos. A região Norte segue com 5.539 casos e 4 mortes devido à doença. A região Centro, que teve 2 óbitos registados, contabilizou 3.123 novos casos nas últimas 24 horas.

O Algarve contabilizou 452 novas infecções e 1 morto, enquanto o Alentejo teve uma morte e 1.013 novos casos.

Nas regiões autónomas, não se registaram óbitos quer nos Açores quer na Madeira.

Portugal é o líder mundial na taxa de população com vacinação completa

Portugal é esta quarta-feira o país do mundo com maior taxa de cobertura da população com a vacinação completa contra a covid-19, de acordo com o site de estatísticas Our World in Data.

O país superou nos últimos dias Malta e regista 81,54% de população com a vacinação completa contra a infecção provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, enquanto Malta tem 80,95% da população totalmente imunizada face à covid-19. Em terceiro lugar no ‘ranking‘ mundial surgem os Emirados Árabes Unidos, com 78,80%.

No entanto, se forem incluídos os dados da população com o processo de imunização ainda incompleto, Portugal cai para o segundo posto a nível mundial, com 5,40% da população ainda por completar a vacinação, elevando o total de cobertura vacinal (primeiras e segundas doses) para 86,94%.

Em primeiro lugar ficam os Emirados Árabes Unidos, que, a somar aos 78,80% de população totalmente protegida em relação à covid-19 têm ainda 11,09% dos seus habitantes com o processo de vacinação incompleto, o que perfaz um total de cobertura vacinal de 89,89%. Malta é neste registo o terceiro país a nível mundial, com um total de população com primeira e segundas doses de 81,11%.

Segundo o relatório semanal da vacinação da Direcção-Geral da Saúde (DGS), 80% da população portuguesa, o equivalente a mais de 8,2 milhões de pessoas, já concluiu o processo de vacinação contra o vírus SARS-CoV-2 e 85%, mais de 8,8 milhões, já tem a primeira dose da vacina.

Diário de Notícias
DN
15 Setembro 2021 — 14:17

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