1135: Agência Europeia de Medicamentos aprova 3ª dose de vacina para imunodeprimidos

– Mais uns MILHÕE$ a entrarem nos cofres das farmacêuticas!!!

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VACINAÇÃO 3ª. DOSE

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) decidiu esta terça-feira que uma terceira dose da vacina anticovid-19 da BioNTech/Pfizer e da Moderna só deverá ser administrada na União Europeia (UE) a pessoas com “sistemas imunitários gravemente enfraquecidos”, após 28 dias.

© DN/Lusa

“O comité de medicamentos humanos da EMA concluiu que uma dose extra das vacinas anticovid-19 Comirnaty [nome comercial da vacina do consórcio farmacêutico BioNTech/Pfizer] e Spikevax [nome comercial da vacina da Moderna] pode ser administrada a pessoas com sistemas imunitários gravemente enfraquecidos, pelo menos 28 dias após a sua segunda dose”, indica o regulador da UE em comunicado de imprensa.

A agência justifica que este aval dado esta segunda-feira surge depois de vários “estudos terem demonstrado que uma dose extra destas vacinas aumentou a capacidade de produzir anticorpos contra o vírus que causa a covid-19 em doentes com sistemas imunitários enfraquecidos”.

“Embora não haja provas directas da capacidade de produzir anticorpos nestes doentes protegidos contra a covid-19, espera-se que a dose de reforço aumente a protecção pelo menos em alguns doentes”, adianta a EMA, assegurando que “continuará a monitorizar quaisquer dados que surjam sobre a sua eficácia” e que acrescentará informação sobre esta ‘luz verde’ aos fármacos.

Na semana passada, a EMA anunciou estar a avaliar um pedido da farmacêutica Moderna para administrar uma terceira dose de reforço da vacina anticovid-19 na UE, para maiores de 12 anos após seis meses.

Antes, no início de Setembro, o consórcio farmacêutico Pfizer/BioNTech submeteu uma solicitação semelhante à EMA para restabelecer a protecção de vacinados com 16 anos de idade ou mais após seis meses da segunda dose.

Tanto a vacina da Moderna, como a da Pfizer/BioNTech, assentam na tecnologia do RNA mensageiro.

Ainda assim, apesar de o regulador ter analisado tais pedidos, é do entendimento dos seus especialistas que as provas actuais sobre a eficácia da vacina e a duração da protecção mostram que as vacinas anticovid-19 aprovadas na UE asseguram alta protecção contra doenças graves e internamentos na população em geral das vacinas, pelo que uma terceira dose só é admitida para grupos vulneráveis como imuno-deprimidos.

A posição do regulador dos medicamentos é idêntica à do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que num relatório divulgado no início de Setembro – e co-assinado por especialistas da EMA – defendeu não existir “necessidade urgente” de administrar doses de reforço da vacina anticovid-19 à população em geral, dado que os fármacos aprovados na UE são “altamente protectores” contra doença grave.

Ainda assim, o ECDC admitiu “a opção de administrar uma dose adicional de vacina a pessoas que possam ter uma resposta limitada ao ciclo primário de vacinação”, incluindo “indivíduos imuno-deprimidos, por exemplo, receptores de transplantes”, bem como “indivíduos mais velhos e frágeis”.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde actualizou, também no início de Setembro, as normas para admitir uma terceira dose adicional da vacina a imuno-deprimidos com mais de 16 anos, como transplantados, seropositivos e doentes oncológicos.

Diário de Notícias
Lusa
04 Outubro 2021 — 16:00

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1096: OMS inclui mais dois medicamentos nas recomendações para tratamento

– Nunca as farmacêuticas fizeram tantos milhões à pala da COVID-19…

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/TRATAMENTOS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acrescentou esta sexta-feira dois medicamentos à lista de fármacos admitidos para tratamento da covid-19 e pediu à farmacêutica que os produz para baixar os preços e levantar as patentes.

O casirivimab e o imdevimab, fabricado pela norte-americana Regeneron, são incluídos nas recomendações da OMS para tratamento de casos ligeiros de covid-19 em doentes que estejam em maior risco de hospitalização e, condicionalmente, no tratamento de casos graves da doença se se tratar de pessoas sem anticorpos.

“Dado o custo elevado e a escassez desta terapia combinada, a OMS apela à Regeneron para baixar os preços e distribuí-la equitativamente, especialmente em países de rendimentos baixos e médios e transferir a tecnologia que permita o fabrico de versões biologicamente semelhantes para que todos os pacientes que precisem deste tratamento tenham acesso a ele”, afirma a organização em comunicado.

A OMS já lançou entre as empresas farmacêuticas um apelo para que candidatem versões dos medicamentos para pré-qualificação, o que permitiria aumentar o nível de produção.

Salienta ainda que o tratamento com os dois medicamentos não deve ser dado a pacientes que tenham anticorpos contra a covid-19 para “não exacerbar a desigualdade e a disponibilidade limitada do tratamento”.

A OMS pede ainda aos médicos que apliquem “testes rigorosos” aos pacientes para perceberem quais é que terão mais a ganhar com este tratamento, os que ainda não tenham desenvolvido anticorpos naturais contra a covid-19.

Lusa

Diário de Notícias
24 Set 07:58

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974: Estudo revela que anticorpos caem a pique meses após vacinação e que terceira dose é inevitável

– Já não sei se o projecto e/ou o objectivo da terceira dose é mesmo pela queda dos anti-corpos ou se é para as farmacêuticas facturarem mais uns milhões…

SAÚDE/PANDEMIA/ANTICORPOS/TERCEIRA DOSE

Os serviços de Patologia Clínica e de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) quiseram avaliar a resposta dos profissionais à vacina contra a covid-19 e qual a durabilidade dos anticorpos protectores. E já têm resultados completos de, pelo menos, mais de quatro mil pessoas: 97,7% responderam com nível elevado de anticorpos, mas estes caem em um sexto do valor inicial ao fim de 90 dias. A médica Lucília Araújo diz ser necessário revacinar profissionais e população em geral.

CHUC começou a realizar este estudo serológico logo em Dezembro, ao mesmo tempo que se preparava o Plano de Vacinação para os profissionais.
© Pedro Granadeiro Global Imagens

A ideia surgiu ainda em Dezembro do ano passado, assim que os serviços de Patologia Clínica e de Saúde Ocupacional do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) começaram a preparar o plano de vacinação para os profissionais contra a covid-19 e perceberam que teriam de recolher informação para saberem qual a resposta que estes dariam à vacina e quanto tempo é que ficariam imunes ao vírus.

Passados oito meses, já têm os resultados completos de metade da população que aderiu a este estudo, quase a totalidade dos profissionais, os quais fazem a responsável laboratorial de diagnóstico de covid-19 defender ao DN que, mais tarde ou mais cedo, será necessária uma terceira dose, já que os anticorpos detectados ao fim de seis meses da vacinação podem não ser já protectores.

Mas, refere Lucília Araújo, uma das especialistas que coordenou este estudo, a revacinação deveria ser extensível à comunidade, primeiro aos mais susceptíveis, aos vacinados há mais de seis meses e depois “a toda a população, independentemente da idade, para que os surtos possam ser controlados. evitando ainda a evolução para variantes mais agressivas”.

Segundo contou ao DN a médica especialista em patologia clínica, este projecto teve de imediato a adesão massiva dos profissionais do CHUC, cerca de nove mil pessoas, e está a cumprir todos os objectivos definidos. “Inicialmente, até a nós nos parecia muito ambicioso, mas está a correr lindamente e a cumprir os objectivos. A participação dos profissionais aconteceu quase na totalidade, quase todos tiveram curiosidade em saber como tinham respondido à vacinação, e isso permitiu-nos recolher informação que se tem revelado muito importante”, nomeadamente sobre a fase pré-vacinal e sobre o que fazer na fase que se segue.

Lucília Araújo explica que o primeiro objectivo era “monitorizar a resposta imunitária da população profissional de saúde através da determinação de anticorpos, quer pré quer pós-vacinação. E para isso definimos cinco fases no tempo”. No entanto, e como destaca, antes de avançarem, a equipa que se dedicou a este projecto teve de desenvolver de imediato um longo trabalho a avaliar o que já estava a ser feito a nível de estudos serológicos noutros países.

Lucília Araújo, médica especialista em patologia clínica e responsável laboratorial pelo diagnóstico covi, é defensora da vacinação e de uma terceira dose para se combater o vírus e mitigar a possibilidade de mutações mais agressivas.
© DR

“Só depois de analisarmos vários modelos é que criámos o nosso próprio plano, com todas as etapas muito bem definidas, para vermos qual a informação que nos poderia trazer cada uma.” As cinco fases distribuídas no tempo, designadas como T0, T1, T2, T3 e T4, vão desde o período da pré-vacinação até um ano depois da vacinação completa de todos os profissionais envolvidos no projecto. Até agora, os resultados alcançados reportam a dados completos de metade da população total que aderiu, mais de quatro mil profissionais, mas a avaliação, pelo menos de uma das fases, já abrange cerca de sete a oito mil profissionais”, especifica, sublinhando, contudo, que “o estudo irá durar, pelo menos, até Julho do próximo ano, já que é nesta altura que alguns profissionais completarão um ano após a vacinação completa”.

Isto porque, continua, “metade da população da instituição foi vacinada entre o final de Dezembro e o mês de Janeiro, mas a restante veio sendo ao longo do tempo, embora tenhamos algumas pessoas que ainda não estão vacinadas, ou porque ficaram infectadas ou até porque, na altura, se negaram a fazê-lo. O processo tem tido muitas fases, mas a mais importante, porque foi a que reuniu maior número de funcionários, decorreu entre Dezembro e Janeiro, quando se começaram a dar as segundas doses”.

“A vacinação é a única arma que temos de reduzir a gravidade da doença, a mortalidade e de mitigar o aparecimento de mutações mais agressivas”.

E é deste grupo de funcionários que já há resultados completos e indicadores de que “uma terceira dose será necessária em breve, porque o que verificámos é que a nossa população teve uma resposta extraordinária à vacina – 97,7% responderam com um nível muito elevado de títulos de anticorpos ao fim dos 14 dias da segunda dose da vacina -, mas que estes desceram abruptamente ao fim de três meses, em média para cerca de um sexto. Esta descida manteve-se ao fim dos seis meses”.

Um resultado que é significativo para Lucília Araújo, assumidamente defensora da vacinação, por ser a única arma que temos de reduzir a gravidade da doença, a mortalidade e de mitigar o aparecimento de mutações mais agressivas. A médica considera mesmo que o registo da descida de anticorpos coloca em cima da mesa a necessidade da “terceira dose”. Aliás, “estes mais de quatro mil funcionários foram avaliados até à terceira fase, mas acredito que irão levar uma terceira dose da vacina antes de serem avaliados na quarta fase, que será a que se completa ao fim de um ano”.

Antes da vacinação, 6% das pessoas já tinham anticorpos

Mas para se explicar fase a fase e o que foi detectado em cada uma, a médica percorre um período de trabalho de oito meses. Ou seja, desde Dezembro, quando começaram a avaliação serológica na fase pré-vacinação, designada T0 (Tempo Zero), para identificar se já haveria profissionais que teriam adquirido ou não algum nível de imunidade ao vírus sem o saberem. É então que surge a primeira surpresa. “Começámos a seguir logo metade do total da população que aderiu ao estudo, mesmo antes da vacinação, cerca de 4400 pessoas, e detectámos logo que, destas, 6% já tinham anticorpos, provavelmente pessoas que terão tido contacto com o vírus sem qualquer história de sintomatologia e que desenvolveram infecções que nunca foram diagnosticadas.”

Um dado que se revelou logo “muito importante”, porque “nos permitiu solicitar a estas pessoas que adiassem a vacinação, uma vez que tinham anticorpos, o que foi aceite por uma grande parte, fazendo com que estas vacinas pudessem ser dirigidas para uma população mais susceptível”, afirma a médica, recordando que no início da vacinação em Portugal, que começou a 26 de Dezembro, “havia escassez de vacinas”.

A segunda fase do projecto, a T1, acontece na mesma população e 14 dias depois da toma da segunda dose da vacina. “A segunda validação, que pretendia avaliar a resposta imediata à vacina, aconteceu ao fim dos 14 dias da segunda toma e permitiu-nos verificar que este processo tinha tido um enorme sucesso”, sublinha a responsável laboratorial de diagnóstico covid-19. De acordo com o cut off usado – ou seja, a metodologia definida para este estudo -, “a resposta dos funcionários à

vacina foi quase de 100%, como já disse, com títulos de anticorpos muito elevados para um nível protector”, salientando que as poucas pessoas que não responderam tão bem tinham uma explicação para tal. “Tinham doenças crónicas ou faziam terapêuticas imuno-supressoras.”

Ao fim de três meses, anticorpos caem para um sexto

O terceiro tempo do estudo, T2, na qual se pretendia fazer a avaliação cinética dos anticorpos, de forma a observar quanto tempo é que estes se mantinham bem activos, aconteceu ao fim de três meses da vacinação completa. Os resultados, como salienta, “trouxeram-nos alguma tristeza. Verificámos que os anticorpos tinham descido de forma abrupta, em média, para um sexto dos valores iniciais”. Mas, ao mesmo tempo, outro dado revelador era o de que “esta descida foi mais suave em indivíduos que tinham tido contacto com o vírus anteriormente, demonstrando que estas pessoas desenvolveram uma resposta mais robusta”.

Ao estudo levado a cabo pelos serviços de Patologia Clínica e Saúde Ocupacional do CHUC aderiram quase todos os funcionários da unidade.
© DR

A última fase a ser avaliada, a T3, ocorreu ao fim dos seis meses da vacinação. Para o grosso dos mais de quatro mil profissionais aconteceu em Junho/Julho. Os dados já estão tratados e vieram confirmar a tendência de descida de títulos de anticorpos. “Esta avaliação ao fim dos seis meses tinha como objectivo perceber se os anticorpos se mantinham positivos ou não. Verificámos que se mantém, mas que continuaram a diminuir, não de forma tão abrupta como aconteceu na fase T2, para cerca de um terço em relação aos valores anteriores”, explicando ser previsível que “em breve desçam para níveis que poderão já não ser protectores”.

Aliás, “mesmo nesta fase, já não podemos garantir que alguns dos títulos de anticorpos ainda sejam protectores. A verdade é que já encontrámos alguns casos de covid-19, ou pelo menos de testes positivos, em indivíduos vacinados que foram infectados”.

“Sou totalmente favorável à administração de uma terceira dose e acredito que, mais dia menos dia, esta terá de ser disponibilizada, sobretudo para o contexto hospitalar.”

A especialista de Coimbra refere, no entanto, que até agora estes casos são muito esporádicos e com situações de infecção com uma gravidade muito inferior ao que foi detectado nas fases anteriores da pandemia ainda sem vacinação. Por isso volta a referir ser 100% a favor da vacinação e da revacinação, sobretudo de profissionais de saúde, já que estes continuam a estar mais expostos ao risco.

“Na minha opinião, e dentro da população profissional de saúde, qualquer indivíduo que tivesse respondido menos bem à vacina ou que tivesse registado uma descida marcada de anticorpos, deveria ser o primeiro candidato à revacinação. Para mim isto é indiscutível. Depois, viriam todos aqueles que já foram vacinados há mais de seis meses e em quem os anticorpos começam a baixar de forma bastante marcada”, argumenta, acrescentando: “Sou totalmente favorável à administração de uma terceira dose e acredito que, mais dia menos dia, esta terá de ser disponibilizada, sobretudo para o contexto hospitalar.”

Na idade, anticorpos descem mais década a década

O estudo realizado no CHUC permitiu observar, em termos de idade, que a resposta imunitária, a nível de títulos de anticorpos, “foi descendo ao longo de década para década. Os funcionários mais jovens responderam de uma forma mais exuberante, com títulos de anticorpos mais elevados, enquanto nos mais idosos a resposta ia descendo”. Outro dado curioso “é que o género masculino respondeu pior do que o género feminino ao longo do tempo”. Ou seja, os homens foram registando pior nível de anticorpos do que as mulheres, e mesmo assim a resposta ainda foi baixando mais com a idade.

Transpondo estes resultados para a comunidade, Lucília Araújo afirma concordar que “as pessoas mais idosas, que poderão não responder de forma adequada à vacinação, deveriam ser monitorizadas a nível de anticorpos”, para se saber se necessitam ou não de um reforço da vacina. Uma questão que foi colocada em cima da mesa devido à quantidade de surtos que estão a surgir novamente em lares, que integram populações completamente vacinadas, mas há mais de seis meses. O Ministério do Trabalho e da Segurança Social anunciou ontem que os estudos irão avançar para mais de cinco mil utentes de lares.

A médica dos CHUC explica que para “se fazerem estudos serológicos na comunidade há que harmonizar metodologias, de forma que todas as situações possam ser comparáveis e que os títulos de anticorpos possam ser quantificados, mas não vejo nenhum inconveniente para que tal seja feito aos indivíduos com mais idade e até com comorbilidades, porque são esses os mais susceptíveis ao vírus e que respondem de forma menos adequada à vacina”.

A equipa do CHUC já tem os dados completos de mais de quatro mil profissionais, mas o estudo vai continuar até à fase T4, para avaliar a imunidade ao fim de um ano. Lucília Araújo diz que está a ser recolhida informação suficiente para o futuro, “sem ter de haver necessidade de repetir”.

anamafaldainacio@dn.pt

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
08 Agosto 2021 — 00:03

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Cinco efeitos inesperados de medicamentos comuns

Todos os medicamentos têm efeitos secundários mais ou menos comuns, mas estes cinco podem ter algumas consequências invulgares, como ficar daltónico, ter déjà-vus ou tornar-se compulsivo em jogos a dinheiro

visao17082013Até os medicamentos mais estudados e mais usados em todo o mundo têm efeitos secundários indesejados, como dores de estômago, sonolência ou fadiga. No entanto, há outros bem menos comuns. O popular site de notícias “The Huffington Post” fez uma lista de cinco desses medicamentos com efeitos adversos inesperados.

  • Medicamento (principio activo) : Zolpidem (Cymerion e Stilnox)
  • Efeito: Conduzir, comer e ter relações sexuais a dormir

O Zolpidem é um medicamento que trata as insónias, no entanto, depois de tomado há já vários dias pode levar o utilizador a executar tarefas das quais não se vai lembrar, desde conduzir, ter conversas complexas, realizar tarefas diárias de rotina, fazer sexo ou até comer durante o sono.

Estes comportamentos ocorrem frequentemente durante as manhãs pelo simples facto do medicamento ainda permanecer na corrente sanguínea de quem o toma, explica Zara Risoldi Cochrane, professora assistente de farmácia da Universidade de Creighton, em Omaha, nos EUA.

  • Medicamento (principio activo) :  Lorazepam (Ansilor, Lorenin e Lorsedal)
  • Efeito: Déjà vus

A farmacêutica Suzy Cohen explica que apenas 5% dos que tomam Lorazepam – utilizado para controlar a ansiedade – têm experiências de déjà vus.

No entanto, Cohen revela que o efeito do medicamento não traz a sensação de que a pessoa já esteve naquele determinado sítio: “É mais um sentimento de flashback de um certo sítio ou de um certo período de tempo”, porque de repente uma pessoa pode pensar que voltou à sua infância, por exemplo.

  • Medicamentos (princípios activos) : Ropinirole (Ronipod) e Pramipexol
  • Efeito: Jogar a dinheiro compulsivamente

Ambos os medicamentos são prescritos para tratar doentes com Parkinson, com síndrome das pernas inquietas ou com cãibras nas pernas, uma vez que forçam a actividade dos receptores de dopamina em pessoas com falta de neurotransmissores. Porém, podem alterar o movimento e o humor e entre 5% a 10% dos utilizadores ganham impulsos incontroláveis.

A farmacêutica Suzy Cohen explica que “uma grande quantidade de dopamina transforma-se num centro de prazer” e essa paixão por dopamina “provoca impulsos incontroláveis como jogar a dinheiro ou ter relações sexuais.” Estes sintomas mais visíveis nos jovens do sexo masculino.

  • Medicamento (principio activo): Sildenafil  (Viagra)
  • Efeito inesperado: Daltonismo

Este medicamento, usado para contornar os problemas masculinos de disfunção eréctil, pode por vezes causar daltonismo. Em casos raros, há pessoas que tomam Viagra e desenvolvem uma dificuldade em distinguir as cores azul e verde.

Apesar de este tipo de daltonismo ser normalmente temporário, há casos em que o medicamento causou perda curta, longa e total de visão, isto porque, ao que parece, o viagra interrompe o fluxo sanguíneo que chega ao nervo óptico.

“O viagra e os medicamentos similares são apenas para uso a curto prazo. Caso descubra que tem uma deficiência de testosterona deve procurar um tratamento de longo prazo, como a reposição da hormona”, porque o viagra não corrige essas falhas, concluiu Cohen..

  • Medicamento: Dapsona (Sulfona Zimaia)
  • Efeito inesperado: Sintomas de envenenamento por monóxido de carbono

A dapsona é um antibiótico geralmente tomado por pessoas que têm o seu sistema imunológico comprometido – como pacientes com SIDA ou lepra – e tem como função evitar infecções.

Porém, entre 1% a 5% dos pacientes que tomam este medicamento, e embora não corram risco de vida, revelam sintomas similares aos de envenenamento por monóxido de carbono: dificuldade em respirar, cianose (pele de cor cinzenta ou azul), ritmo cardíaco anormal, dor no peito e fraqueza.

In Visão online
13:30 Sábado, 17 de Agosto de 2013

112: “A campanha do colesterol é o maior escândalo médico do nosso tempo”

Entrevista a Uffe Ranskov, investigador dinamarquês e fundador da Liga Internacional dos Cépticos do Colesterol que defende que o colesterol alto não é causa mas apenas um sintoma das doenças cardiovasculares.

activa15062013Como começou o seu interesse no colesterol?

Quando a campanha anti-colesterol começou na Suécia, em 1989, fiquei surpreendido porque nunca tinha visto indicações na literatura médica que mostrassem que o colesterol elevado ou as gorduras saturadas fossem prejudiciais. Como sabia pouco do assunto comecei a ler de forma sistemática e rapidamente percebi que o rei ia nu.

Parece haver uma guerra de estudos nesta matéria…

Quase todas as pesquisas nesta área são pagas pelas farmacêuticas e pela indústria das margarinas. É também um facto triste que muitos investigadores que mostraram que o colesterol elevado não é mau, não o percebam eles próprios. Por exemplo, dois grupos de investigação norte-americanos mostraram recentemente que o colesterol de doentes que deram entrada no hospital com ataque cardíaco estava abaixo do normal. Concluíram que era preciso baixar o colesterol ainda mais. Um dos grupos fez isso mesmo. Três anos depois tinha morrido o dobro dos pacientes a quem tinham baixado o colesterol, comparativamente aqueles em que o colesterol foi deixado na mesma.

Se o colesterol não tem influência na doença coronária como se explica que haja tantos estudos a mostrar efeitos positivos das estatinas em pessoas com historial de doenças coronárias?

A razão prende-se com o facto das estatinas terem outros efeitos, anti inflamatórios, além de baixarem o colesterol. O seu pequeno benefício só foi demonstrado em pessoas jovens e homens de meia- idade que já tiveram um ataque cardíaco. Nenhum ensaio de estatinas foi capaz de prolongar a vida às mulheres ou pessoas saudáveis cujo único ‘problema’ é terem o colesterol alto. E há mais de 20 estudos que demonstram que pessoas mais velhas com colesterol vivem mais tempo.

– Há quem não desvalorize completamente o papel do colesterol, nomeadamente o LDL, mas enfatize a importância do tamanho das partículas.

O investigador norte-americano Ronald Krauss descobriu que o LDL existe em vários tamanhos e que um número elevado de partículas pequenas e com maior densidade está associado a um maior risco de ataque cardíaco, enquanto que um numero alto de partículas de LDL grandes está associado a um risco menor. Também demonstraram que ao comer gordura saturada o número de partículas pequenas no sangue descia e que o número das grandes subia. Isto não significa que as partículas pequenas sejam a causa dos ataques cardíacos. Haver uma relação não implica que seja de causa efeito. O que estes estudos demonstraram foi que comer gorduras saturadas não causa doenças coronárias. De qualquer forma, uma análise do colesterol diz pouco. O nível de colesterol depende de muitas coisas. O stress pode aumentar o nível de colesterol em 30% a 40% em meia hora.

Diz ainda que as gorduras saturadas não são um problema mas sim a comida processada, com gorduras hidrogenadas, e o açúcar…

Sim, o triste é que até os autores do mais recente relatório da OMS/FAO admitiram que a gordura saturada é inocente e apesar disso continuam com as recomendações de dietas com baixos teor de gordura e altos teores de hidratos de carbono. O relatório diz ‘As provas disponíveis de ensaios controlados não permitem fazer um juízo sobre efeitos substantivos da gordura na dieta no risco de doença cardiovascular’. Na Suécia, milhares de diabéticos obesos puderam deixar a medicação para a diabetes evitando os hidratos de carbono e comendo alimentos ricos em gordura saturada.

O que recomenda às pessoas relativamente à toma de estatinas?

Não usem estatinas! O seu benefício é mínimo e o risco de efeitos adversos é muito mais alto do que o que as farmacêuticas dizem. Vários investigadores independentes mostraram que há problemas musculares em25 a 50% das pessoas, especialmente nos mais velhos. Pelo menos 4% ficam com diabetes e parece haver também ligação a perdas de memória ou Alzheimer. Os problemas de fígado também são um risco. A campanha do colesterol é simplesmente o maior escândalo médico do nosso tempo.

In Activa online
Por: Bárbara Bettencourt
03 Maio 2013, às 14:59

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106: Investigação: Consumo de produtos naturais pode levar à morte

O Observatório de Interacções Planta-Medicamento (OIMP/FFUC) lança esta segunda-feira uma campanha para sensibilizar a população dos riscos que corre ao consumir medicamentos com produtos naturais, como chás, suplementos ou até alimentos, combinações que nalguns casos podem conduzir à morte.

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“É fundamental que o consumidor conheça os vários tipos de produtos disponíveis no mercado, o que contêm, para que servem, e o risco que pode correr quando os consome”, disse à agência Lusa a coordenadora do Observatório, da Universidade de Coimbra, que estuda as interacções planta-medicamento “mais frequentes e preocupantes” que ocorrem em Portugal para ajudar a preveni-las.

A leitura dos rótulos é essencial: “Se o produto estiver dentro da lei” dispõe a informação necessária para ajudar o consumidor a não correr riscos, explicou Maria da Graça Campos.

O aumento do número de relatos de casos, incluindo mortes, em que surgiram estas interacções tem acompanhado o recente crescimento do consumo destes produtos.

“Muitos destes produtos são vendidos para uso terapêutico como se fossem suplementos alimentares, o que é absolutamente aberrante dado que não suplementam nada e ainda podem colocar em risco a vida dos doentes”, alertou.

Nos últimos 15 anos, “a expansão no consumo” destes produtos sofreu “um enorme implemento”, alegando-se os benefícios da medicina tradicional.

“A verdade é que se criou um negócio bilionário à volta desta ideia, que foge ao controlo rigoroso de eficácia e segurança”, criticou a investigadora, afirmando que é preciso combater o mito de que “os produtos naturais não fazem mal”.

Convencidas de que o que é “natural é bom”, as pessoas “compram indiscriminadamente” tudo o que lhes propõem.

“Enquanto não houve Internet, a ciência estava razoavelmente controlada e a investigação de plantas com elevado potencial terapêutico pertencia apenas a quem dominava esses conteúdos. Hoje, qualquer pessoa acede às bases de dados mundiais e encontra milhões de artigos a referirem esta ou aquela planta com potencial para poder vir a ser desenvolvido um novo medicamento”, advertiu.

Contudo, não sabem que os constituintes activos da planta induzem mais efeitos indesejáveis do que possíveis benefícios.

“O que o público não sabe é que a eficácia [destes produtos], na maior parte das vezes, não foi provada, que o controlo de qualidade é nulo e que, por vezes, vêm adicionados de medicamentos contrafeitos, que podem ainda vir contaminados com substâncias altamente tóxicas”, alertou Graça Campos.

Tal como noutros países, existe em Portugal “uma indústria paralela profícua que prescreve ervinhas (em comprimidos ou não) para tratar doentes seja qual for a doença” a preços elevados, disse Graça Campos.

A investigadora deu exemplos de plantas que interagem com os medicamentos, como as fibras da alimentação, ou suplementos que as contenham em grande quantidade, que podem diminuir a absorção de alguns fármacos, como os antidiabéticos orais.

Também o chá verde, o guaraná ou a erva-mate, que possuem uma grande quantidade de cafeína, estimulante do sistema nervoso central, estão contra-indicados em casos de hipertensão e perturbações de ansiedade.

“Quem estiver a tomar, por exemplo, ansiolíticos e/ou antidepressivos pode vir a ter um efeito oposto”, advertiu.

Doentes com hipertensão, se tomarem com a medicação outros vasodilatadores como o Ginkgo ou folhas de oliveira podem sofrer quebras bruscas de pressão arterial e desmaios.

Estas e outras interacções serão explicadas ao longo de cinco semanas nos Media, através desta campanha, que tem quatro públicos-alvo: os doentes polimedicados, a população saudável que usa suplementos, os adolescentes/drogas/smart drugs e os doentes oncológicos.

In Notícias ao Minuto online
09:03 – 13 de Maio de 2013 | Por Lusa

[Nota] – Sinceramente, nem me vou alongar em teses sobre a medicina natural que sigo há anos, sem qualquer risco e/ou problema de saúde, antes pelo contrário, mas quando leio estas aberrações afirmarem que produtos naturais (naturalmente verdadeiros e não falsificados), podem levar à morte, apenas me resta dizer que NÃO EXISTE NENHUMA DROGA NO MERCADO (leia-se medicamentos farmacêuticos) QUE NÃO TENHAM EFEITOS SECUNDÁRIOS DE TODA A ESPÉCIE, podendo causar graves problemas secundários de saúde e até, esses sim, conduzir à morte.
É bem sintomático a finalidade da utilização do termo “ervinhas”, neste caso: (“uma indústria paralela profícua que prescreve ervinhas (em comprimidos ou não) para tratar doentes seja qual for a doença” a preços elevados, disse Graça Campos) …
Aliás, não existe nenhuma droga farmacêutica que cure o que quer que seja, apenas podem, pela força das drogas implementadas nas suas fórmulas, aliviar certos sintomas no caso de analgésicos e similares. Mas curar, NÃO CURAM! Mais uma tentativa de atirar com poeira para os olhos de quem não se encontra devidamente identificado e conhecedor desta área, por parte dos gigantes da farmacêutica internacionais. Já estão a ter menos lucros? Temos pena, os que seguem as vias naturais… Mas ainda bem que existe, hoje em dia, muita gente que se encontra devidamente identificada com os meios naturais e com a ajuda de profissionais naturópatas credenciados e não com charlatães. Basta ler os comentários desta notícia…

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