878: Portugal com mais oito mortes e 2.323 novos casos. Internamentos disparam

– Infelizmente, a imagem publicada na notícia abaixo, é muito enganadora. Ontem, saí à rua para fazer um exame que já se encontrava marcado há tempos e, desde meio da Avenida da Liberdade, até ao Rossio, cruzei-me com labregos acéfalos SEM MÁSCARA (nem pendurada ao pescoço nem nos braços), grande parte deles, camones que nos visitam e também jovens em grupos de 4 e 6 todos juntos. É simplesmente INACREDITÁVEL que, em plena Lisboa, centro da cidade, não exista UM ÚNICO AGENTE FISCALIZADOR das regras sanitárias em vigor para “desancar” esta merda de gente!

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

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Portugal registou, este domingo, 2.323 novos casos e oito mortes na sequência da infecção por covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o último boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), foram registados, nas últimas 24 horas, mais 2.323 casos e oito mortes. Estes dados fazem com que este domingo seja o quinto dia consecutivo com o número de novas infecções acima dos três mil.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista maior número de infecções, sendo responsável por 1.058 dos novos casos. Segue-se o Norte, com 693 infecções, o Algarve com 242, o Centro com 226, o Alentejo com 64, os Açores com 31 e a Madeira com nove.

Das oito mortes registadas nas últimas 24 horas, seis ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma no Algarve e uma no Alentejo.

Os internamentos registaram hoje uma grande subida. Há agora 672 pessoas internadas no país devido à covid-19 (mais 40 do que no sábado). Destas, 153 estão em Unidades de Cuidados Intensivos (mais nove do que ontem).

Em relação ao número de internamentos, é o pior dia desde 25 de Março. Segundo o Observador, não havia tantos doentes internados em UCI desde 26 de Março.

Na chamada matriz de risco, a nível nacional, Portugal está com uma incidência a 14 dias de 272,0 casos por 100 mil habitantes e um índice de transmissibilidade R(t) de 1,18.

No continente, a incidência está agora nos 280,5 casos de infecção e o índice de transmissibilidade R(t) é de 1,19.

Este sábado, os restaurantes em concelhos de risco elevado ou muito elevado começaram a exigir certificado digital ou teste negativo à covid-19 para refeições no interior dos estabelecimentos.

No mesmo dia, em Miranda do Douro, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a convicção de que “cá [em Portugal], como na Europa, a parte mais longa e aparentemente mais pesada do processo pandémico já passou”.

Em relação à subida do número de casos positivos, Marcelo considerou que “tem havido até agora um fenómeno” que “inevitavelmente vai continuar, porque com mais testagem há de haver mais casos positivos, se se testar menos há menos probabilidade de haver casos positivos, e é bom que se teste mais”.

Por Liliana Malainho
11 Julho, 2021

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286: A obesidade não causa risco maior de morte

(CC0/PD) Tirachard Kumtanom / pexels

Acreditamos normalmente que a obesidade está ligada a problemas de saúde, mas aparentemente isso pode não ser exactamente verdade.

Segundo um novo estudo, publicado esta quinta-feira na revista Clinical Obesity, ser obeso por si só não significa necessariamente ser doente.

Investigadores da Faculdade de Saúde da Universidade de York, nos EUA, descobriram que pacientes obesos, mas sem nenhum outro factor de risco metabólico, como diabetes, hipertensão ou alto nível de colesterol, não têm um aumento na taxa de mortalidade.

O estudo, liderado por Jennifer Kuk, professora da Escola de Cinesiologia e Ciências da Saúde da Universidade de York, mostrou que, ao contrário de condições como hipertensão ou diabetes, que por si só estão relacionadas com um alto risco de mortalidade, esse não é o caso da obesidade, quando considerada isoladamente.

O estudo acompanhou mais de 54 mil homens e mulheres que participaram em outros cinco estudos. Os sujeitos foram colocados em três grupos: os que tinham apenas obesidade, aqueles com algum factor metabólico isolado, seja glicose, pressão arterial ou lípidos elevados, e os obesos e com outro factor metabólico agindo em conjunto.

Os investigadores observaram quantas pessoas dentro de cada grupo morreram, em comparação com a população de peso normal e sem factores de risco metabólicos, e descobriram que 1 em cada 20 indivíduos obesos não apresentava outras anomalias metabólicas.

“Mostramos que os indivíduos com obesidade metabolicamente saudável não têm uma taxa de mortalidade elevada. Descobrimos que uma pessoa com peso normal e sem outros factores de risco metabólicos tem a mesma probabilidade de morrer que a pessoa com obesidade e sem outros factores de risco”, assegura Kuk.

“Isso significa que centenas de milhares de pessoas com obesidade metabolicamente saudável estão a ser orientadas a perder peso quando é questionável o benefício que realmente terão”, alerta.

Segundo Kuk, os resultados deste estudo podem afectar a forma como pensamos sobre a obesidade e a saúde. “Isto contrasta com a maior parte da literatura”, diz Jennifer Kuk.

Segundo a investigadora, a maioria dos estudos definiu a obesidade saudável como tendo um factor de risco metabólico.  “É provável que a maioria dos estudos tenha relatado que a obesidade saudável ainda está relacionada com maior risco de mortalidade”, diz.

E isso é um problema, já que condições como açúcar elevado no sangue e colesterol mau aumentam o risco de mortalidade de qualquer pessoa, magra ou gorda.

Por HS
16 Julho, 2018

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270: Ansiedade pode ser sinal precoce de Alzheimer

35miller / Flickr

Sintomas de ansiedade crescente podem ser um sinal precoce de Alzheimer, anos antes do comprometimento cognitivo ser evidente, sugere um novo estudo.

Há muito que os investigadores estudam os factores de risco que aumentam as probabilidades de desenvolver Alzheimer, incluindo condições neuro-psiquiátricas como depressão. Agora, os cientistas dizem que sintomas de ansiedade podem ser um marcador dinâmico da doença numa fase inicial.

“Em vez de olhar para a depressão como a pontuação total, olhamos para sintomas específicos como a ansiedade“, explica a psiquiatra geriátrica Nancy Donovan do Bigham and Women’s Hospital, em Boston, nos EUA.

“Quando comparado com outros sintomas da depressão como tristeza ou perda de interesse, os sintomas de ansiedade aumentaram ao longo do tempo nos pacientes com níveis mais altos de beta amilóide no cérebro”.

A beta amilóide é uma proteína que está compreensivelmente ligada ao Alzheimer, acumulando-se no cérebro em aglomerados que formam placas e perturbam a comunicação entre neurónios.

Essa interrupção é considerada a principal culpada por trás do comprometimento cognitivo do Alzheimer, mas isso poderia também estar implicado na fase pré-clínica da condição, potencialmente até 10 anos antes do declínio da memória ser diagnosticado.

Donovan e outros investigadores examinaram dados do “Harvard Aging Brain Study“, um estudo observacional com a duração de cinco anos a 270 homens e mulheres saudáveis com idades entre os 62 e os 90 anos sem desordens psiquiátricas activas.

Entre outros testes, os participantes foram submetidos a exames ao cérebro e anualmente os cientistas analisavam uma potencial depressão. com o decurso do estudo, a equipa encontrou níveis de beta amilóide mais altos nos cérebros associados a sintomas de ansiedade crescente no córtex cerebral.

“Isto sugere que os sintomas de ansiedade podem ser uma manifestação precoce de Alzheimer”, explica Donovan. “Se as próximas investigações fixarem a ansiedade como um indicador precoce, seria importante não só para identificar pessoas cedo com Alzheimer, mas também no sentido de tratar e prevenir o desaceleramento e prevenção do processo da doença”.

Neste ponto, os investigadores reconhecem que há muito por saber sobre como ocorre esta associação entre a ansiedade e a beta amilóide – e vale a pena reforçar que serão necessários acompanhamentos longitudinais para verificar se os participantes mostram agudização da ansiedade quando desenvolvem o Alzheimer.

ZAP // Science Alert

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