1552: Virologista apela ao bom-senso nas iniciativas na campanha eleitoral

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/CAMPANHA ELEITORAL

Muitas vezes estão a ser infringidas recomendações da Direcção Geral da Saúde “sem haver nenhum reparo”, observou o virologista Celso Cunha.

Arruadas sem distanciamento “são acontecimentos susceptíveis de promover um grande número de contágios e de aumentar a propagação do vírus”
© Rui Manuel Fonseca/Global Imagens

O virologista Celso Cunha apelou esta terça-feira ao bom-senso nas iniciativas na campanha eleitoral para as eleições legislativas, alertando que ajuntamentos em espaços fechados e em arruadas são “acontecimentos susceptíveis” de aumentar a propagação do vírus SARS-CoV-2.

“O bom senso é uma coisa que tem andado desde o início um bocadinho alheado e também desde o início que temos visto que há muito barulho de fundo político à volta desta pandemia”, disse à agência Lusa o investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IMHT).

Celso Cunha salientou que há recomendações da Direcção-Geral da (Saúde) que estão a ser observada na campanha eleitoral “de modo diferente, por diferentes partidos, em diferentes circunstâncias”.

Muitas vezes estão a ser infringidas recomendações da Direcção Geral da Saúde “sem haver nenhum reparo”, observou, advertido que os ajuntamentos, sobretudo, em espaços fechados e nas arruadas, sem manter a distância necessária, “são acontecimentos susceptíveis de promover um grande número de contágios e de aumentar a propagação do vírus”.

O investigador concorda que estas situações passam mensagens contraditórias à população.

“As pessoas pensam ‘durante a campanha posso andar assim, mas depois no dia a dia não podemos’ e eu percebo isso”, disse.

“Daí que talvez fosse bom que todos [os partidos] tivessem tido bom senso. Há uns que têm mais, outros que têm menos, mas aquilo a que temos assistido não é muito pedagógico”, lamentou.

Nas declarações à agência Lusa, Celso Cunha destacou ainda a importância da vacinação, apelando aos pais para vacinarem os filhos, não havendo contra-indicação médica.

“Há muitos surtos nas escolas, o que tem implicações. Há turmas que estão isoladas, há professores e alunos que sem querer vão contagiar pessoas mais velhas” que são mais vulneráveis ao vírus SARS-CoV-2.

O investigador elucidou que, provavelmente, muitas das pessoas que morreram com esta 5.ª vaga de covid-19 não teriam morrido se estivessem vacinadas contra a covid-19.

Diário de Notícias
Lusa/DN
25 Janeiro 2022 — 10:13

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1449: Pandemia em valores recorde pode impedir milhares de votar

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– É esta a merda de “democracia” que temos? E que tal o voto electrónico por e-mail, com assinatura digital? Eu estou em regime de confinamento voluntário, protegendo-me de aglomerados e apenas saio em situações absolutamente necessárias, o que não é o caso das eleições. Deviam dar a possibilidade às pessoas que não pretendem arriscar um contágio numa ida a uma assembleia de voto, o poder enviar o seu voto electronicamente com assinatura digital. Afinal esta merda é uma PANDEMIA MORTAL ou uma “gripezinha” banal? É como na imagem infra, tudo ao molho e fé em deus?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

Voto antecipado já está em marcha, volta a ser alargado, mas quem ficar infectado (e quem for contacto de risco) a partir de 23 de Janeiro não poderá votar.

Há pouco mais de um ano, nas eleições presidenciais, quase duzentas mil pessoas aderiram ao voto antecipado.
© Pedro Rocha/Global Imagens

As inscrições para o voto antecipado nas legislativas de 30 de Janeiro já estão em marcha: o prazo para doentes hospitalizados e presos não privados de direitos políticos está aberto desde a última segunda-feira, prolongando-se até 10 de Janeiro. O arranque das inscrições marca o início de um processo eleitoral que repetirá as condições especiais de voto já testadas nas presidenciais de há um ano e nas autárquicas de Setembro. Mas, como os anteriores actos eleitorais, as legislativas de 30 de Janeiro avizinham-se sob a sombra da pandemia que, sobretudo nas presidenciais, terá deixado milhares de eleitores sem acesso ao voto.

O governo nunca revelou quantas pessoas com capacidade eleitoral estavam em confinamento à data das eleições presidenciais, a 24 de Janeiro de 2021, e ficaram então impedidas de votar. Os números da Direcção-Geral da Saúde (DGS) permitem apenas uma aproximação: nos dias que mediaram entre o encerramento das inscrições para o voto e o domingo das eleições, com o país em números nunca vistos de contágios e de mortes, testaram positivo à covid-19 um total de 67.966 pessoas. Neste universo haverá menores de idade e outras pessoas sem direito de voto (por exemplo, estrangeiros), e alguns destes eleitores até poderiam já ter votado (em mobilidade) quando testaram positivo. Mas a estes dados há que somar – com as mesmas ressalvas – os contactos de risco que entraram também em isolamento nesses dias. A 24 de Janeiro de 2021 estavam em vigilância 210.664 contactos.

Dados que apontam para números na ordem dos milhares de eleitores impedidos de votar nas presidenciais, o que levanta a mesma interrogação para as legislativas que se aproximam, numa altura em que o país bate recordes de contágio com a disseminação da variante Ómicron. A ministra da Saúde, Marta Temido, já antecipou que o país passará os 30 mil casos diários na primeira semana de Janeiro. E ontem, Óscar Felgueiras, matemático da Universidade do Porto e um dos especialistas que tem participado nas reuniões do Infarmed, afirmava à CNN Portugal que o país chegará ao início de Janeiro com cerca de 600 mil pessoas em isolamento profilático – “Valores a uma escala nunca vista”.

Com as eleições marcadas para dia 30 a questão está em saber com que números chegará o país ao final do mês. Com a certeza – à luz das regras actuais – de que as pessoas que testarem positivo à covid-19 a partir de 23 de Janeiro ficarão impedidas de votar, assim como os contactos de risco destes infectados.

O epidemiologista Manuel Carmo Gomes sublinha que “neste momento estamos com 135 mil pessoas sob vigilância quando há um mês atrás tínhamos 60 mil”. “Vamos em direcção às centenas de milhar”, vaticina o especialista que, no entanto, é bastante mais cauteloso quanto a projecções para o final de Janeiro. Manuel Carmo Gomes sublinha que a experiência da África do Sul mostra que a variante Ómicron é “tão rápida a infectar” que acaba por sofrer uma quebra brusca.

Mas é “difícil prever” o que acontecerá a esta distância, refere o epidemiologista, defendendo uma medida que – não tendo esse propósito directo – poderia mitigar os efeitos da pandemia sobre as eleições : “Tenho esperança que antes disso se tome a decisão de encurtar o período de isolamento. A mim parece-me que, com a Ómicron, estes dez dias [de isolamento] deviam passar a cinco, devíamos reduzir para metade”.

Leis não podem ser alteradas

Aconteça o que acontecer no próximo mês um dado é certo: a lei não pode ser alterada. A Comissão Permanente – que substitui o plenário, depois da dissolução da Assembleia da República – não tem poderes para mudar leis eleitorais. Na verdade, nesta altura nem mesmo um Parlamento em pleno funcionamento o poderia fazer: uma vez marcadas eleições, não se pode mexer na legislação eleitoral. O que poderia, eventualmente, acontecer, seriam ajustes às datas, no sentido da extensão ou encurtamento, mas tudo o que implique mexer no quadro legal está agora vedado.

Inscrição para o voto antecipado a partir de dia 16

Nestas eleições repete-se o modelo de voto em mobilidade já testado o ano passado nas presidenciais: qualquer eleitor pode votar nesta modalidade, desde que se inscreva previamente. Neste caso, o prazo de inscrição começa a contar a 16 de Janeiro e estende-se por quatro dias, até 20.

De acordo com a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, que organiza o processo eleitoral, existirá “uma mesa de voto antecipado em cada município”. Os “eleitores que pretendam votar antecipadamente em mobilidade devem manifestar essa intenção” ou por via postal, ou através da plataforma online criada para esse efeito. Em Janeiro do ano passado votaram antecipadamente quase 198 mil pessoas.

Outra novidade que surgiu em Janeiro de 2021 e se vai repetir agora nas legislativas é a recolha de voto ao domicílio. A medida aplica-se a eleitores em confinamento obrigatório ou que vivam em estruturas residenciais como lares de idosos, ou instituições similares, e exige também inscrição, neste caso entre 20 e 23 de Janeiro.

susete.francisco@dn.pt

Diário de Notícias
Susete Francisco
30 Dezembro 2021 — 00:13

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CDS considera “elementar” fim da obrigatoriedade do uso da máscara

– Esta gajada política, não tem a mínima noção do perigo que representa para a sociedade em que eles também vivem, esta “gripezinha” que já matou pelo menos 4.574.225 pessoas no mundo!!! É também “elementar” que, se a estupidez pagasse imposto, estes gajos andavam todos integral e “elementarmente” carimbados!

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, disse esta terça-feira concordar “integralmente” com o fim da obrigatoriedade do uso da máscara na rua, considerando “elementar” que, depois de sucessivos adiamentos, a circulação possa fazer-se “livremente”.

“Concordo integralmente com o levantamento do uso de máscara”, afirmou o líder centrista à margem de uma visita 56.ª edição da Capital do Móvel, que decorre até 12 de Setembro, na Alfândega do Porto.

Para Francisco Rodrigues dos Santos, parece “elementar” que as pessoas possam ter algumas “benesses para circular livremente e não ter de usara mascara em espaços públicos” após sucessivos adiamentos da decisão de levantamento desta restrição.

“Ao início eram duas semanas para achatar a curva, depois era um mês para conseguirmos recuperar o estado de saúde do país, depois era até a vacina, depois era a imunidade de grupo, e estamos sempre a adiar, a adiar, a libertação da nossa economia e atribuir um passaporte às pessoas que conquistaram o seu direito a viver, parece-nos elementar”, defendeu.

Lusa
Diário de Notícias
07 Set 13:56
Por Susete Henriques

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