1006: Pandemia já provocou 4,38 milhões de mortes em todo o mundo

– Esta “gripezinha” tem feito uma autêntica devastação global! Mas isso não contraria os feitos “gloriosos” dos Walking Deads que continuam na sua labuta sistemática, sem parar, a desafiar o bicho e a infectar terceiros!

SAÚDE PUBLICA/PANDEMIA/INFECÇÕES/MORTES/MUNDO

A pandemia de covid-19 provocou a morte, até à data, de pelo menos 4.381.911 pessoas em todo o mundo, tendo sido registados 10.906 óbitos a nível mundial nas últimas 24 horas, revelou hoje o balanço da France-Presse (AFP).

No total, e desde que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi identificado na China em Dezembro de 2019, mais de 208.545.350 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em todo o mundo.

A grande maioria dos pacientes recupera da doença covid-19, provocada pelo SARS-CoV-2, mas uma parte destas pessoas ainda relatam sentir alguns sintomas associados durante semanas ou mesmo até meses, segundo a agência noticiosa.

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 637.703 novos casos da doença em todo o mundo, número que está em linha com os valores do dia anterior (636.698).

Já em relação aos óbitos diários, os dados revelam uma subida, das 8.388 mortes comunicadas na terça-feira para as 10.906 hoje contabilizadas.

Os países que registaram mais mortes nas últimas 24 horas foram, e de acordo com os respectivos balanços nacionais, a Indonésia com 1.128 óbitos, o Brasil (1.106) e os Estados Unidos da América (998).

Os Estados Unidos da América (EUA) continuam a ser o país mais afectado a nível global, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 623.322 mortes entre 37.017.859 casos recenseados, segundo a contagem da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Depois dos EUA, a lista dos países mais afectados pela crise pandémica em termos globais é composta pelo Brasil (570.598 mortos e 20.416.183 casos), pela Índia (432.519 mortos e 32.285.857 casos), pelo México (249.529 mortos e 3.123.252 casos) e pelo Peru (197.539 mortos e 2.135.827 casos).

Segundo a análise da AFP, o Peru surge novamente como o país (ou território) que conta actualmente com mais mortos em relação à sua população, com 599 óbitos por cada 100.000 habitantes, seguido pela Hungria (311), Bósnia-Herzegovina (296), República Checa (284), Brasil (268) e a Macedónia do Norte (268).

Por regiões do mundo, a zona da América Latina e Caraíbas concentra actualmente os dados de mortalidade mais altos, ao totalizar até hoje às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa) 1.411.061 mortes em 42.244.484 casos de infecção confirmados.

Segue-se a Europa (1.225.748 mortes e 61.020.725 casos), a Ásia (736.146 mortes e 47.832.134 casos), os Estados Unidos e o Canadá (650.037 mortes e 38.474.538 casos), a África (185.599 mortes e 7.337.955 casos), o Médio Oriente (171.730 mortes e 11.533.827 casos) e a Oceânia (1.590 mortes e 101.689 casos).

Diário de Notícias
18 Ago 13:04
Por Carlos Nogueira

Por cá, nesta pacóvia turba, a situação de infectados tem sido a seguinte:

Apenas para “recordar” os números de INFECTADOS DIÁRIOS pelo coronavírus SARS-CoV-2, COVID-19, desde o passado mês de Julho até ao presente, em Portugal:

– 2.983 – 18.08.2021
– 2.118 – 17.08.2021
– 1.135 – 16.08.2021
– 2.217 – 15.08.2021
– 2.571 – 14.08.2021
– 2.598 – 13.08.2021
– 2.708 – 12.08.2021
– 2.948 – 11.08.2021
– 2.232 – 10.08.2021
– 1.094 – 09.08.2021
– 1.982 – 08.08.2021
– 2.621 – 07.08.2021
– 2.377 – 06.08.2021
– 2.581 – 05.08.2021
– 3.203 – 04.08.2021
– 2.076 – 03.08.2021
– 1.190 – 02.08.2021
– 2.306 – 01.08.2021
– 2.590 – 31.07.2021
– 2.595 – 30.07.2021
– 3.009 – 29.07.2021
– 3.452 – 28.07.2021
– 2.316 – 27.07.2021
– 1.610 – 26.07.2021
– 3.396 – 24.07.2021
– 3.794 – 23.07.2021
– 3.622 – 22.07.2021
– 4.376 – 21.07.2021
– 2.706 – 20.07.2021
– 1.855 – 19.07.2021
– 3.677 – 17.06.2021
– 3.547 – 16.06.2021
– 3.641 – 15.06.2021
– 4.153 – 14.06.2021
– 2.650 – 13.07.2021
– 2.323 – 11.07.2021
– 3.162 – 10.07.2021
– 3.194 – 09.07.2021
– 3.269 – 08.07.2021
– 3.285 – 07.07.2021
– 2.170 – 06.07.2021
– 2.041 – 04.07.2021
– 2.436 – 02.07.2021

Coisa pouca e sem importância para uma “gripezinha”…

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786: 64,3% dos novos casos em Lisboa e Vale do Tejo

 

SAÚDE/COVID-19/AML

Dados da DGS indicam que estão internadas menos duas pessoas com covid-19, mas há mais cinco em unidades de cuidados intensivos.

Os internamentos em unidades de cuidados intensivos continuam a aumentar
© Orlando Almeida / Global Imagens

Portugal registou, nas últimas 24 horas 1183 novos casos de covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório diário indica também que morreu mais uma pessoa devido à infecção pelo novo coronavírus.

Há agora 389 doentes com covid-19 internados, menos dois do que na sexta-feira, sendo que 99 estão em unidades de cuidados intensivos, ou seja mais cinco do que há 24 horas.

Registam-se também mais 298 casos activos, num universo de 27.723, e há mais 884 recuperados da doença. No que diz respeito aos contactos em vigilância o número cifra-se em 1.026 novas pessoas a seguir pelas autoridades de saúde.

Embora seja uma das regiões que não apresenta um dos maiores números de casos, foi no Algarve que se registou um morto e 71 novos casos de covid-19. A região de Lisboa e Vale do Tejo, que se encontra numa espécie de cerca sanitária ao fim de semana, é aquela que continua a manter o nível mais alto de novas infecções, que nas últimas 24 horas subiram para as 761. O número de novos casos em Lisboa e Vale do Tejo representa 64,3% dos novos casos.

A região do norte fica-se pelos 181 novos casos, a do centro nos 87 e a do Alentejo nos 36. No arquipélago dos Açores registaram-se mas 37 casos e na região autónoma da Madeira apenas 10.

Cancelada marcha Orgulho LGBTI+ de Lisboa

A Comissão Organizadora da Marcha Orgulho LGBTI+ de Lisboa decidiu cancelar a marcha deste sábado, depois da Direcção -Geral de Saúde ter considerado que não existiam condições para a sua realização devido às condições epidemiológicas na Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Num post publicado no Facebook, a ILGA cita o parecer da DGS: “face às condições epidemiológicas conhecidas, à data na região de Lisboa e Vale do Tejo, que sofreram um agravamento recente e significativo, esta Comissão Técnica considera que não existem condições para que o evento se realize com as condições sanitárias necessárias à protecção tanto dos participantes, organizadores bem como de todas as pessoas que possam assistir à Marcha e estejam solidárias com a sua causa. Deste modo desaconselha-se a realização do evento na data prevista, e recomenda-se o seu adiamento para data posterior, na qual a situação pandémica seja mais favorável.”

A ILGA diz reconhecer a validade do parecer e admite que também existiram um crescente número de apelos para que a marcha fosse cancelada por parte de pessoas manifestantes residentes fora da Área Metropolitana de Lisboa.

Federação dos Médicos denuncia apatia do Governo

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) criticou entretanto a “apatia” no planeamento da resposta à covid-19 e responsabilizou o Governo pelas consequências do agravamento da pandemia na área metropolitana de Lisboa sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Num comunicado enviado às redacções, a comissão executiva da FNAM lembrou a “necessidade urgente de reforço dos recursos do SNS” e disse ser “incompreensível” que o Ministério da Saúde não tenha avançado com medidas ou respostas às propostas da entidade sobre a recuperação da atividade assistencial e a valorização dos profissionais, condenando “a total ausência de medidas de planeamento e prevenção”.

Moscovo tem novo recorde de casos de covid no segundo dia consecutivo

A capital da Rússia, Moscovo, registou no sábado 9.120 novas infecções por coronavírus em 24 horas, um segundo novo recorde diário consecutivo, de acordo com dados do governo.

O recorde superou o total de 9.056 novas infecções na sexta-feira, de acordo com estatísticas publicadas no site stopcoronavirus.rf. O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, admitiu que o surto na cidade se deve à variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia.

Diário de Notícias
19 Junho 2021 — 14:14

 

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Portugal pode estar “a caminho” de ser um dos países da UE com maior incidência

 

SAÚDE/COVID-19/PORTUGAL/UE

Para o especialista Óscar Felgueiras., a questão passa por “combinar” o aumento da incidência com o impacto económico e a saúde mental dos portugueses, considerando que tal depende também “um pouco do próprio interesse dos concelhos”.

Praça do Comércio, Lisboa
© Orlando Almeida / Global Imagens

Portugal poderá estar “a caminho” de ser um dos países da União Europeia “com maior incidência” de casos de covid-19 devido à variante Delta do SARS-CoV-2, disse esta terça-feira à Lusa o matemático especialista em epidemiologia Óscar Felgueiras.

O investigador da Universidade do Porto, afirmou que “Portugal está a caminho de ser um dos países com maior incidência na União Europeia”, considerando, no entanto, que o “impacto hospitalar” do crescimento do número de casos será moderado pela vacinação.

“Não só vamos ultrapassar a média europeia, como vamos ultrapassar a maior parte dos países da União Europeia. Vai ser rápido, mais uma ou duas semanas estamos à frente de quase todos os países”, salientou o especialista, lembrando que o país está “bastante exposto” à variante Delta do SARS-CoV-2, associada à Índia.

“Temos aqui algumas forças em conflito”, disse, referindo-se ao processo de vacinação, ao desconfinamento, à mobilidade da população e à nova variante, que “está a ganhar rapidamente prevalência [em Portugal] e que tem um impacto muito grande na incidência”, contrariamente aos países do centro e leste europeu.

Questionado sobre se o aumento da taxa de incidência justificaria um retrocesso nas medidas de desconfinamento, Óscar Felgueiras afirmou que “é mais uma questão política do que propriamente de saúde pública”.

“Do ponto de vista da saúde pública, estamos numa situação que é de claro agravamento, mas também sabemos que com o efeito das vacinas, o impacto hospitalar é provavelmente menor do que aquele que foi no passado, nomeadamente, em termos de óbitos e de internamentos”, justificou.

Para o especialista, a questão passa por “combinar” o aumento da incidência com o impacto económico e a saúde mental dos portugueses, considerando que tal depende também “um pouco do próprio interesse dos concelhos”.

Quanto à variante Delta, Óscar Felgueiras disse que o momento de “super transmissão” que ocorreu em 12 de Maio na região de Lisboa e Vale do Tejo “pode ter favorecido” a sua propagação.

“Este momento de super transmissão pode ter feito com que a proporção da variante Delta possa ter subido para um nível diferente daquele que é o do país. Isso, por si só, contribui para que, mesmo durante comportamentos semelhantes, o contágio seja maior”, referiu.

De acordo com o especialista, a nova variante terá “tendência a alastrar” alicerçada no comportamento da população que tem sido “incompatível” com o controlo de novos contágios.

“Houve inicialmente um foco que ainda existe no concelho de Lisboa, que se destaca dentro da região de Lisboa e Vale do Tejo, mas está a alastrar a zonas vizinhas como Cascais, Sintra e Setúbal”, referiu.

Óscar Felgueiras salientou ainda ser “improvável para já uma estabilização abaixo do patamar [240 novos casos por 100 mil habitantes] na próxima semana, o que segundo as regras actuais implica um risco de recuo” no desconfinamento no concelho de Lisboa.

Portugal teve nas últimas 24 horas mais 973 casos confirmados de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, o número diário mais alto desde o início de Março, e mais seis pessoas internadas com covid-19, segundo a Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
Lusa
15 Junho 2021 — 13:14

 

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“Na prática, já estamos na quarta onda e Lisboa é o motor”

 

SAÚDE/COVID-19/LISBOA

O professor da Faculdade de Ciências Carlos Antunes diz ao DN que a fase que vivemos agora é semelhante à primeira onda, registada de Março a Maio de 2020, e superior à que se viveu em Junho do ano passado. O pneumologista Carlos Robalo Cordeiro não fala em quarta vaga, mas diz que é um risco que se corre. Ambos defendem medidas imediatas para Lisboa. E a única solução é reduzir os contactos.

Lisboa é a cidade com mais surtos no país, ajuntamentos de jovens, como este no Bairro Alto, festas familiares, de aniversários, casamentos e baptizados, levaram ao disparar de casos de infecção.
© André Luís Alves Global Imagens

No dia 12 de Junho, Lisboa atingiu os 254 casos por 100 mil habitantes e a tendência é para continuar a crescer. O professor Carlos Antunes, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, diz que a estratégia de testagem já não está a funcionar e que já há sinais de que se está a perder o controlo da situação. E à questão colocada pelo DN sobre se Lisboa está a ser o motor para uma quarta onda pandémica, Carlos Antunes, que integra a equipa que desde o início da pandemia faz a modelação da evolução da doença, é peremptório: “Na prática já estamos numa quarta onda pandémica, porque a fase que estamos a viver já está com uma amplitude e um comprimento semelhante à onda de Março do ano passado, que se estendeu até maio.”

Aliás, “a situação que vivemos agora já é muito superior à de Junho do ano passado. Está com uma amplitude em que a tendência é para ultrapassar o máximo alcançado em Março, Abril e Maio do ano passado, e deverá ter um comprimento até Julho”, sustenta. Acrescentando: “No dia 15 de Junho do ano passado, o país registou 400 novos casos. No mesmo dia deste ano, 973, devendo estar agora com uma média de 820 por dia”, explica. O boletim diário da Direcção-Geral da Saúde (DGS) de ontem dava conta de 973 novos casos de covid-19, só 614 na região de Lisboa e vale do Tejo, que continua a ter mais de 60% dos casos de todo o país. E como sublinha o professor “o R(t) em Lisboa é de 1.13 e no país de 1.12. O norte está em 1.02 e o Alentejo e o Algarve também já estão com 1. O continente está todo com um R (t) acima de 1 e Lisboa é que está a contribuir para o bolo nacional”.

Lisboa é um cocktail explosivo e dados preocupam

Para o pneumologista Carlos Robalo Cordeiro, do gabinete de crise da Ordem dos Médicos, os dados vindos da região de Lisboa são preocupantes. Aliás, reforça, na capital “há factores que formam um verdadeiro cocktail explosivo e se o contágio continuar a aumentar da forma como está agora, contamina-se o país todo”.

O director da Faculdade de Medicina de Coimbra não fala numa quarta onda, mas admite que “se está a correr esse risco. Estamos a viver o mesmo risco que corremos no ano passado nesta altura, em que Lisboa foi também um foco de aumento de casos”. E alerta: “Há uma grande preocupação que tem que ver com o aumento significativo da variante Delta, originária da Índia, que muito em breve se tornará predominante na região de Lisboa, e é uma variante que sabemos ter maior risco de contaminação do que as outras que já circulavam no país” – até mais do que a do Reino Unido que ainda é predominante a nível nacional.

O certo é que os dois especialistas concordam que se o governo não tomar já na próxima reunião de Conselho de Ministros, agendada para quinta-feira, medidas no sentido de fazer retroceder a capital para a terceira fase do desconfinamento, de forma a travar a mobilidade de pessoas, evitando situações de maior contacto, “estamos a perder tempo”, defendem.

No fim de semana, Lisboa ficou acima dos 240 casos por 100 mil habitantes, mas ontem já deveria estar nos 280, o que, segundo o critério definido pelo governo, se tal situação se mantiver durante duas semanas, determina o retrocesso. Mas, e como referem os especialistas, nesta pandemia já se percebeu que “quanto mais cedo se actuar, melhor”.

Carlos Robalo Cordeiro dá como exemplo a situação no Reino Unido, que decidiu adiar o desconfinamento para 21 de Julho, precisamente “porque está com uma situação muito semelhante à nossa no que toca ao aumento de casos e da variante Delta”.

Do lado do governo, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, coordenador para o combate à pandemia na região de Lisboa e vale do Tejo, lembrou ontem que “as regras actuais ditam um retrocesso se um concelho ultrapassar os 240 casos novos por 100 mil habitantes a 14 dias, durante duas semanas, ou a manutenção das regras, caso o limite de 120 casos seja repetido em duas semanas”. Na região, em alerta estão Lisboa, Sintra, Amadora, Cascais e Odivelas, tendo Duarte Cordeiro admitido ser preciso aumentar ainda mais a testagem para “conter os surtos”.

Carlos Antunes dá como exemplos duas situações nacionais, as dos concelhos de Sesimbra e de Odemira. “Em Sesimbra, foram as autoridades, nomeadamente a autarquia, que tomaram a iniciativa de antecipar a decisão, pedindo ao governo para o fazerem, depois de terem observado que o crescimento de casos foi galopante em oito dias de quase 100 casos por 100 mil habitantes passaram para mais de 300. Perceberam que tinham de tomar essa decisão. Em Odemira, que foi dos concelhos que teve mais restrições na fase de desconfinamento, duas freguesias ficaram em cerca sanitária e conseguiram baixar dos 240 casos por 100 mil habitantes, mas a pressão da opinião pública era tão grande que o resto do concelho continuou a desconfinar e a incidência aumentou, depois houve a classificação de concelhos de baixa densidade, onde foi colocado e o que temos agora é uma incidência de 580 casos por 100 mil habitantes. Isto é o que pode acontecer senão anteciparmos a decisão para Lisboa recuar no desconfinamento”.

O professor da Faculdade de Ciências justifica esta decisão com o facto de “a estratégia de testes já não estar a resultar. Os testes estão a diminuir e a positividade a aumentar. Isto é um sinal de que estamos a perder o controlo”.

Por outro lado, argumenta ainda, e de acordo com os dados disponibilizados no relatório de Linhas Vermelhas, publicado na sexta-feira, “há 125 rastreadores no país, cada um tem capacidade para receber seis novos casos por dia para os isolar rapidamente e fazer todos os contactos possíveis para quebrar as cadeias de transmissão. Ao fim de 10 dias, cada um tem 60 novos casos, ao fim de 20 dias, 120 novos casos e já começa a haver um sinal de pressão nesta área. Os 125 rastreadores que num dia conseguem fazer os contactos de 750 casos já estão a lidar com mais. Como disse a média é de 820 casos por dia. Isto também é um sinal de que estamos a perder o controlo e a única forma de reduzir o contágio é reduzir os contactos. É o que se deve fazer em Lisboa e isso implica diminuir a mobilidade e as actividades que levem a um aumento de ajuntamentos no espaços exterior e interior”. O especialista sublinha que, desta forma, e como o refere o relatório das Linhas Vermelhas, já se está a deixar para trás 17% dos contactos dos novos casos.

Variante indiana é problema para vacinados com AstraZeneca

O representante da Ordem dos Médicos, Carlos Robalo Cordeiro, defende também: “Nesta semana deviam ser tomadas já medidas para se travar a situação em Lisboa. É preciso que as pessoas avaliem todos os indicadores, além da incidência e da transmissibilidade, a taxa de vacinação completa, a de testagem, a da positividade, o número de pessoas vacinadas que estão internadas com covid-19.”

O médico de Coimbra considera que a situação que se está a viver em Lisboa não é comparável à do resto do país, porque a capital reúne uma série de factores que “são um verdadeiro cocktail explosivo. É a região com maior densidade populacional do país, não nos podemos esquecer de que um terço da população do país vive aqui, é a região com maior mobilidade de pessoas, que se movimentam em transportes, que têm o maior aeroporto do país, que recebe mais turismo, etc. Portanto, a situação que se vive aqui, mesmo em termos de pressão das unidades de saúde, não é igual à do resto do país. Todos os dias falamos com colegas de hospitais da Lisboa que nos dizem que já estão a abrir mais enfermarias, que já estão alocar mais profissionais de outras áreas para fazer funcionar essas enfermarias”, o que só por si justifica a antecipação de medidas.

Carlos Cordeiro relembra também ser esta a região com maior número de surtos que surgiram de reuniões familiares, festas e outros eventos com grandes aglomerados de pessoas. Mas a juntar a tudo isto “há um problema adicional que é a variante indiana e a taxa de vacinação completa. Por exemplo, para quem fez apenas uma dose da AstraZeneca tem apenas 30% de protecção, sobe para 70% ou 80% com a segunda dose. A vacina da Pfizer dá uma protecção de 90%, mas, neste momento, há bastantes pessoas internadas com vacinação completa e é preciso que se olhe para este factor”.

Ou seja, neste momento, “a gravidade da doença não é igual à que tivemos no início do ano, felizmente a vacinação alterou isso, mas, na região de Lisboa começa a verificar-se algum peso em termos de gravidade. A nível hospitalar há um movimento de internamentos que não se regista no resto do país e não se deve desvalorizar esta situação”.

Por fim, o médico sustenta que, na matriz de risco proposta pela Ordem, a tomada de decisões baixou para o sétimo dia de uma incidência de 240 casos por 100 mil habitantes. “É mais sensato se tivermos em consideração o que se está a passar no momento. Veja Lisboa: está com uma situação muito significativa de transmissibilidade e de incidência, de internamentos também, com aumento significativo da variante Delta. É preciso que se avaliem todos os indicadores porque Lisboa é um epicentro de contágios.”

A decisão está agora na mão do Governo., mas não é fácil fazer a capital regredir. Há duas semanas o professor Carlos Antunes dizia ao DN que Lisboa poderia arriscar ir até aos 240 casos por 100 mil habitantes, antes de tomar medidas mais restritivas. Agora, esta tese passou à história. A capital vai a caminho dos 300 casos por 100 mil habitantes e a tendência é para continuar a crescer. Os números que agora estão em cima da mesa são bem mais elevados do que os do ano passado, mas a quarta onda, a qual tanto se receava antes do início do desconfinamento, está aí e os especialistas esperam que não se comentam mais erros.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
16 Junho 2021 — 00:40

 

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766: Há mais de três meses que Portugal não tinha tantos novos casos. Registadas 973 infecções num dia

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Registaram-se mais 973 casos de infecção e duas mortes devido à covid-19, indica o boletim epidemiológico da DGS. Número de internados sobe para 346, mais seis doentes em relação ao dia anterior.

Centro de vacinação de Matosinhos
© André Rolo / Global Imagens

Confirmados mais 973 casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório desta terça-feira, 15 de Junho, refere que morreram mais duas pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Desde 6 de Março, quando se registaram 1007 contágios, que o número de novos casos de infecção não era tão alto.

Regista-se também um aumento no número de internamentos, sendo que há agora 346 pessoas com covid-19 hospitalizadas (mais seis em relação ao dia anterior), das quais 79 estão em unidades de cuidados intensivos (mais duas).

Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com o maior número de novos casos. Num dia, foram reportados 629 diagnósticos de covid-19, o que representa mais de metade do total nacional de novas infecções (64,65%).

Logo a seguir surge o Norte com 147 casos de covid-19 reportados no relatório diário desta terça-feira.

Verificaram-se ainda mais 89 infecções no Centro, 36 no Algarve e 32 no Alentejo. Já na Madeira foram reportados mais 12 casos e nos Açores confirmaram-se 28 contágios em 24 horas.

As duas mortes ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo e na região Norte.

© DGS

No total, desde o início da pandemia, Portugal registou 859.045 diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus, 17.049 óbitos e 816.503 recuperados da doença, dos quais 881 foram reportados entre ontem e esta terça-feira.

Há, portanto, 25.493 casos activos de covid-19, mais 90 em relação ao dia anterior.

Relatório da DGS indica ainda que há mais 1.830 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Há 241 surtos activos em Portugal continental

Também esta terça-feira, a DGS revelou que Portugal registava, na segunda-feira, 241 surtos activos em território continental, 81 dos quais em estabelecimentos de educação e ensinos, dados que contrastam com o máximo atingido em Fevereiro deste ano (921).

Mais de metade dos surtos activos registavam-se na segunda-feira na Região de Lisboa e Vale do Tejo, com 168, enquanto a Região Norte tinha 30 surtos, o Algarve 23, o Alentejo 13 e a região Centro sete, precisa a DGS numa resposta enviada à Lusa.

O coordenador do Governo para a covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo, Duarte Cordeiro, em declarações à RTP3, disse que “Lisboa já está acima do limite que permite recuar” no desconfinamento, ou seja, está acima dos 240 casos por 100 mil habitantes, no entanto “será a primeira semana” em que ultrapassou esta barreira.

Duarte Cordeiro disse que se o cenário em Lisboa se mantiver, o concelho pode recuar no desconfinamento já na próxima semana.

Quem tem 40 ou mais anos já pode agendar vacinação

A vacinação tem sido a principal estratégia no combate à pandemia e esta terça-feira já se tornou possível a quem tem 40 ou mais anos fazer o auto agendamento da toma da vacina contra a covid-19.

Para fazer a marcação basta aceder aqui, à plataforma de auto agendamento da Direcção-Geral da Saúde.

A task force que coordena o plano de vacinação em Portugal tinha anunciado que esta possibilidade estaria disponível na segunda-feira, mas apenas esta terça-feira o portal permite esse agendamento.

De referir que Portugal já ultrapassou os 6,5 milhões de vacinas administradas, das 4 330 244 primeiras doses e 2 242 562 segundas doses.

Apesar dos níveis de vacinação no país, a pandemia não terminou, alertou hoje o secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes. “A batalha não está ganha”.

Esta batalha obviamente ainda não está ganha, eu vou ouvindo por aí muitas ideias de que parece que já passou e acho que essa ideia tem, muito sinceramente, que ser combatida de forma veemente”, defendeu na conferência TSF/DN sobre sustentabilidade em saúde.

“Mesmo com os níveis de vacinação que temos no país e a vacinação tem corrido francamente bem”, o secretário de Estado da Saúde reforça que “não quer dizer que tenha terminado”. “Muito menos quer dizer que já saibamos tudo o que temos para saber sobre esta pandemia”, refere.

UE ultrapassa meta de 300 milhões de doses de vacinas

Ainda no plano da vacinação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a União Europeia (UE) ultrapassou esta terça-feira as 300 milhões de doses de vacinas da covid-19 administradas.

“Ultrapassámos os 300 milhões de vacinações na UE”, escreveu Von der Leyen, na sua conta na rede social Twitter, acrescentando: “a cada dia, aproximamo-nos do nosso objectivo de termos distribuído doses suficientes para vacinar 70% dos adultos no próximo mês”.

Segundo os dados mais recentes, 53,3% da população adulta na UE já recebeu pelo menos uma dose de vacina para a covid-19, tendo sido distribuídas 353 milhões de doses e administradas 299 milhões.

Diário de Notícias
DN
15 Junho 2021 — 14:31

 

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763: Portugal regista mais 625 casos em 24 horas. Não há registo de mortes

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Há mais 15 pessoas internadas com covid-19 nas últimas 24 horas, são 340, no total, indica o relatório diário da DGS. R(t) cresce para 1,09 a nível nacional e 1,10 se tivermos em conta só o território continental. Incidência também regista um aumento.

© COVID-19. EPA/DIEGO AZUBEL

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 625 casos de infecções, não tendo sido registadas mortes por covid-19, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira, 14 de Junho.

Nesta altura, estão hospitalizadas 340 pessoas, ou seja, mais 15 em relação ao que foi reportado no domingo. Em unidades de cuidados intensivos o número de doentes desce para 77 (menos cinco face ao dia anterior).

O índice de transmissibilidade, R(t), passa de 1,07 para 1,09 a nível nacional e de 1,08 para 1,10 se só tivermos em conta o território continental. Incidência também regista um aumento.

A taxa de incidência a 14 dias está agora em 84,5 casos de infecção por SARS-CoV-2 por 100 000 habitantes em Portugal e 83,4 infectados por 100 mil habitantes no território continental.

© DGS

Nova actualização da pandemia mostra que Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com mais novos casos de covid-19 (401), representando 64,16% do total nacional de novas infecções.

A região Norte surge logo a seguir com mais 124 diagnósticos de covid-19. Confirmaram-se mais 34 casos no Algarve, 28 no Centro e 10 no Alentejo. Registaram-se mais 25 novas infecções nos Açores e três na Madeira.

© DGS

No total, desde o início da pandemia, Portugal confirmou 858.072 casos de infecção pelo novo coronavírus, 17.047 óbitos e 815.622 recuperados, dos quais 280 foram reportados em 24 horas.

Desta forma, Portugal tem agora 25.403 casos activos, o que representa um aumento de 345 face ao dia de ontem.

Relatório da DGS indica também que há mais 578 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde elevando para 30.375 o número total.

“O Certificado Digital é um grande passo para uma recuperação segura”, diz Costa

Nesta segunda-feira, no Parlamento Europeu, foi assinado o regulamento do certificado digital Covid-19 da UE. “Temos agora a oportunidade de viajar em liberdade e em segurança, mas sempre respeitando as normas de segurança, porque é preciso continuar a combater esta pandemia”, declarou o primeiro-ministro, António Costa, nas instalações do Parlamento Europeu, em Bruxelas, durante a cerimónia de assinatura do regulamento que enquadra o certificado digital covid-19, que a UE quer que entre em vigor este verão.

O documento, comprovativo da testagem (negativa), vacinação ou recuperação do vírus SARS-CoV-2, entrará em vigor na UE a tempo do verão e António Costa classificou-o por isso como um “passo muito importante” com vista à retoma das viagens.

“É um passo importante para dar força à nossa economia e à nossa recuperação”, frisou o responsável, em representação da presidência portuguesa da UE.

Mas apesar deste “renovado sentimento de confiança” para as viagens no espaço comunitário, o primeiro-ministro insistiu ser necessário manter regras como as de higiene, “mesmo depois da vacinação”.

O primeiro-ministro disse no Twitter que “o Certificado Digital COVID-19 da UE é um grande passo para uma recuperação segura”

O Parlamento Europeu aprovou na passada quarta-feira a adopção do certificado digital covid-19, que permitirá aos cidadãos comunitários já vacinados, recuperados de uma infecção ou testados viajar sem restrições dentro da União Europeia a partir de 1 de Julho.

Depois de, em meados de maio, os negociadores da presidência portuguesa do Conselho da UE e do Parlamento Europeu terem chegado a um acordo político sobre o certificado, proposto pela Comissão Europeia em Março passado, a aprovação pela assembleia do texto do compromisso que enquadra juridicamente o documento abre caminho à sua entrada em vigor na data prevista e por uma duração de 12 meses.

Em Portugal, os primeiros certificados digitais covid-19 para cidadãos nacionais deverão começar a ser emitidos a meio desta semana pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, disse fonte governamental à Lusa no domingo.

Concebido para facilitar o regresso à livre circulação dentro da UE, este ‘livre-trânsito’, que deverá ser gratuito, funcionará de forma semelhante a um cartão de embarque para viagens, em formato digital e/ou papel, com um código QR para ser facilmente lido por dispositivos electrónicos, e que seja disponibilizado gratuitamente, e na língua nacional do cidadão e em inglês.

No quadro da implementação deste certificado europeu, prevê-se que os Estados-membros não voltem a aplicar restrições, quando mais de metade dos europeus já recebeu a primeira dose da vacina contra a doença covid-19, a não ser que a situação epidemiológica o justifique, mas caberá sempre aos governos nacionais decidir se os viajantes com o certificado terão de ser submetidos a quarentenas, a mais testes (por exemplo, além dos de entrada) ou a requisitos adicionais.

Entretanto, os Estados-membros têm de desenvolver as infra-estruturas técnicas e garantir a interoperabilidade dos sistemas de reconhecimento do certificado.

Governo britânico deve adiar por um mês o desconfinamento e acelerar a vacinação

Também esta segunda-feira, meios de comunicação britânicos noticiaram que a última fase de desconfinamento, que estava prevista para 21 de Junho, deverá ser adiada para 19 de Julho em Inglaterra. O primeiro-ministro britânico anuncia hoje a decisão oficial em conferência de imprensa.

Boris Johnson deve adiar por um mês a última fase de desconfinamento em Inglaterra, avança esta segunda-feira a Sky News. A estação de televisão cita fontes do Governo para noticiar que o desconfinamento no país só deverá acontecer a 19 de Julho. Inicialmente estava agendado para 21 de Junho.

A opção de adiar o levantamento das restrições estará relacionada com a necessidade de aumentar o número de pessoas vacinadas contra a covid-19, pelo que deverá ser anunciada uma campanha para acelerar o processo de vacinação.

Esta medida também servirá para dar mais tempo aos especialistas estudarem a variante Delta do SARS-CoV-2, vírus responsável pela covid-19.

De acordo com a Sky News, este atraso de quatro semanas no levantamento das medidas restritivas em Inglaterra vai reflectir-se nos pubs, que vão continuar limitados ao serviço de mesa e com o distanciamento físico. Também os teatros e as salas de espectáculos vão funcionar, mas com 50% da lotação, sendo que as discotecas deverão permanecer fechadas. O teletrabalho continuará a ser recomendado.

Diário de Notícias
DN
14 Junho 2021 — 14:53

 

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