609: Doentes com enfartes agudos chegam tarde ou não vão ao hospital

 

SAÚDE/ENFARTES

Números oficiais sobre o impacto da covid-19 nas doenças coronárias ainda não há, mas quem está nos hospitais sabe que a pandemia agravou a sua mortalidade e a sua morbilidade. A situação é preocupante até porque é a doença que mais mata em Portugal.

Em 2018, as doenças coronárias foram responsáveis por mais de 32 mil mortes em Portugal.

A pandemia não travou as doenças cardiovasculares. Pelo contrário, o coordenador do Programa Nacional para as Doenças Cérebro Cardiovasculares, Filipe Macedo, diz mesmo que quem está nos hospitais sabe que houve um agravamento na mortalidade, porque os doentes não chegam e quando chegam já é tarde para os tratar, mas também na morbilidade. “A nossa percepção é a de que os doentes ficam com mais complicações após serem tratados a um enfarte do miocárdio” e isso deve-se ao facto de que vão para o hospital “tardiamente”.

Por isto, no Dia Nacional do Doente Coronário que hoje se assinala, uma data definida pela Fundação Portuguesa de Cardiologia, faz três alertas: “O primeiro vai para o facto de os portugueses terem de estar atentos aos sinais do que pode ser uma suspeita de um enfarte do miocárdio e o segundo tem a ver com o uso dos meios adequados. É fulcral que liguem para o 112 para serem diagnosticados, e não desvalorizarem a dor e irem pelos próprios meios, porque isso faz perder tempo”.

Filipe Macedo, médico cardiologista no Centro Hospitalar Universitário São João, no Porto e professor, sublinha: “Embora ainda não haja números oficiais sobre o impacto da pandemia nas doenças coronárias, uma coisa que já se sabe é que o INEM tem sido muito pouco solicitado pelos portugueses para estas situações”. Segundo refere, foi chamado em menos de 40% das situações, “o que é francamente muito pouco”, sublinhando que, em tempos de pandemia, este dia é um marco, sobretudo para se deixar algumas das mensagens que podem salvar vidas.

A doença cardiovascular continua a ser a primeira causa de morte em Portugal e no mundo ocidental. Foi neste sentido que se criou “uma organização de socorro – designada como Via Verde – através do INEM que permite salvar vidas. Um doente com 50 ou 60 anos que tem uma dor no peito e suspeita de que pode estar a fazer um enfarte deve ligar para o 112”, reforça. “Refere os sintomas e o INEM envia alguém a casa ou onde o doente se encontrar, e se for mesmo um enfarte, é de imediato encaminhado para o hospital, sem ter necessidade de passar pela inscrição ou pela triagem dos serviços de urgência. Isto permite ganhar tempo”, explica o cardiologista, afirmando que uma das grandes mensagens deste dia e que os portuguesas precisam de saber é: ” A Via Verde dá acesso aos melhores tratamentos, aos mais adequados e mais rápidos.”

A questão é que ainda são poucas as situações que chegam aos hospitais encaminhadas pelo INEM, pois a maioria dos doentes ainda vai pelos próprios meios e alguns já muito tarde. “É uma situação que já acontecia antes da pandemia e que acontece ainda mais desde Março até agora. As pessoas acabam por revelar que têm medo de ir ao hospital porque julgam que não é seguro, ou que uma dor no peito não justifica essa ida, porque há outras situações mais importantes para tratar, mas um ataque cardíaco (ou um enfarte agudo do miocárdio), deve ser tratado nos primeiros 90 minutos, se a pessoa fica em casa, se bebe um chá ou toma uns comprimidos para atenuar a dor ou a má disposição, deixa passar a janela terapêutica ideal, que lhe pode salvar a vida ou até deixar com menos complicações”.

O coordenador do Programa Nacional acredita que o hábito de as pessoas irem pelos próprios meios para as unidades de saúde quando têm uma dor suspeita de enfarte tem a ver com o facto de não conhecerem detalhes da doença e de não conseguirem identificar os sinais. “Em Portugal, há claramente uma falta de cultura e de literacia na área das doenças cérebro cardiovascular. Uma das prioridades do programa nacional é exactamente essa, melhorar a literacia em saúde de forma a poder contribuir-se para um melhor esclarecimento”.

Dor no peito e indisposição

A dor no peito é um sinal vital da doença cardiovascular. “Uma pessoa que tem, de repente, uma dor no peito acompanhada por suores, uma dor que, muitas vezes, tem radiação para o pescoço ou para os braços, deve ter a noção de que isto é muito relevante de um enfarte, sobretudo no sexo masculino”, aponta. A doença atinge mais os homens do que as mulheres, mas nestas os sinais não são tão clássicos. “As mulheres podem sentir uma dor no peito, mas esta não é um dos sinais tão característicos, é mais uma pequena indisposição geral”, acrescentando: “Se for uma mulher com mais de 50 anos, na menopausa e fumadora, é importante que ligue para o 112 atempadamente para ser socorrida e tratada adequadamente”.

Basta referir que, e segundo os últimos dados oficiais, a doença coronária, em 2018, foi responsável por 32 731 mortes no nosso país. A esta causa seguiram-se os tumores, 28 451 mortes, e as doenças do aparelho respiratório, 13 217 mortes. O médico explica ainda que é preciso saber-se que quando falamos de doenças coronárias estamos a falar de doenças relacionadas com problemas cardíacos, cerebrais, pulmonares, vasculares e outros. Os problemas cardíacos podem ter causas relacionadas com as coronárias (as artérias que irrigam o músculo cardíaco), com as válvulas cardíacas, com o ritmo cardíaco, com insuficiência cardíaca e outros. A doença das coronárias, conhecida como Doença Cardíaca Isquémica, é, de entre todas, a que causa o maior número de óbitos no grupo das doenças do aparelho circulatório.

Segundo explica ao DN, a Doença Cardíaca Isquémica ocorre quando as artérias coronárias deixam de cumprir a sua função de irrigarem partes do coração, podendo no limite provocar a morte de uma parte do músculo cardíaco (uma zona do coração), que é a situação mais conhecida, o enfarte agudo do miocárdio.

Embora seja a primeira causa de morte no país, os dados oficiais indicam também que as mortes têm vindo a diminuir, em parte devido aos “avanços clínicos alcançados nos últimos anos”, como o método de tratamento que é hoje considerado o mais eficaz: a angioplastia coronária (desobstrução das artérias). ” Existe evidência científica de que se o doente for tratado, através deste método, nos primeiros 90 minutos, a taxa de mortalidade por enfarte cai significativamente”.

Desgosto de amor é um risco

Filipe Macedo, e por ser também o Dia dos Namorados, lembra que um dos factores importantes que evitam as doenças cardiovasculares “é a pessoa sentir-se feliz, estar bem-humorada, fazer caminhadas – os portugueses são, em regra geral, muito sedentários – e desenvolver um estilo de vida saudável que contribua para a eliminação dos factores de risco – como a obesidade, o tabaco, o colesterol elevado, a hipertensão arterial e, por último, a diabetes. “Todos estes factores, de forma isolada ou em conjunto, podem accionar as doenças coronárias”, afirma.

Mais. “Hoje sabemos que as pandemias e as guerras, um desgosto de amor ou a perda de um familiar, podem agravar a doença cardiovascular”, dando como exemplo o síndrome do coração partido, o Síndrome de Takotsubo, que pode desencadear uma doença coronária.

A pandemia não veio fazer alterações no modo como os doentes são tratados, mas veio permitir que “se reforçasse o SNS quer em recursos humanos quer em equipamento. Por exemplo, a tele-medicina é uma forma expedita de se acompanhar estes doentes”. Mas o mais importante, diz, “é a divulgação dos sinais de alerta para que todos estejam melhor esclarecidos sobre estas doenças”.

Diário de Notícias
14 FEV 2021

 

 

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63: Avanço na luta contra doenças cardíacas

Universidade de Coimbra

Uma equipa de investigadores de Coimbra identificou um novo mecanismo responsável por falhas de comunicação entre células do coração que pode estar na origem das doenças cardíacas, foi hoje anunciado.

A investigação, liderada pelo bioquímico Henrique Girão e publicada na revista “Molecular Biology of the Cell”, permitiu descobrir um mecanismo que leva à diminuição ou falta de comunicação entre as células, desregulando o normal batimento cardíaco.

Esse desregular do batimento cardíaco acaba por ter implicações importantes no desenvolvimento de doenças, como a coronária, insuficiência cardíaca, arritmias e enfarte.

Os estudos realizados demonstram que a “ubiquitina assume o papel principal na degradação da conexina43 (Cx43), a proteína que assegura a comunicação rápida e eficaz entre a maioria das células, contribuindo para o normal funcionamento de órgãos e tecidos”, refere uma nota hoje divulgada pela Universidade de Coimbra (UC).

“Trata-se de proteínas muito importantes no coração, são como que canais que permitem a comunicação eficiente entre as diferentes células do coração, o que é importante para que ele bata de forma regulada e controlada”, disse à Lusa o investigador.

No caso do coração, os canais de comunicação intercelular “asseguram a propagação rápida de um sinal que está na origem do batimento”, ou seja, as alterações nessa comunicação, mediada pela Cx43, poderão estar na origem de doenças cardíacas.

No fundo, o que os investigadores da Universidade de Coimbra identificaram foi “o mecanismo responsável pela remoção da Cx43 da membrana das células, e posterior eliminação, resultando numa diminuição, ou ausência, da comunicação entre as células”.

Segundo Henrique Girão, a grande novidade do estudo foi “demonstrar que uma via de degradação denominada autofagia participa na degradação da conexina43 presente na membrana plasmática das células, e que a ubiquitina tem um papel regulador neste processo”.

Os resultados alcançados “podem ter um impacto grande” ao nível do tratamento, porque – explicou o investigador à Lusa -, uma vez identificado o mecanismo responsável pela desregulação da comunicação intercelular, “se inibirmos a autofagia talvez o tal coração em isquemia consiga prevenir algumas das alterações que seriam nocivas” para o órgão.

Nesse sentido, “abre-se caminho para o desenvolvimento futuro de novas abordagens terapêuticas que previnam ou impeçam a eliminação destes canais de Conexina43” e, deste modo, assegurem uma correta comunicação entre as células, disse.

O estudo foi realizado recorrendo a células em cultura e irá agora prosseguir em ratos sujeitos a isquemia cardíaca, de forma a avaliar o impacto da descoberta.

O objectivo é também perceber como é que as alterações da comunicação intercelular contribuem para o aparecimento de outras doenças, como o cancro e a diabetes, afirma o investigador do Instituto Biomédico de Investigação de Luz e Imagem — IBILI.

O estudo conta com a colaboração de cardiologistas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), de uma investigadora da Universidade de Einstein, Nova Iorque, e de um grupo de cientistas da Universidade de Dundee, na Escócia.

In Diário de Notícias online
21/05/2012

48: Portugueses não sabem reconhecer sintomas de enfarte

Campanha de sensibilização

O presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular(APIC)disse hoje que a população portuguesa não está informada nem sobre o sintomas de um enfarte nem sobre o modo de actuação correto.

Hélder Pereira falava à agência Lusa a propósito da campanha de sensibilização “Não perca tempo – o enfarte não pode esperar!” desenvolvida pela associação durante o mês de Abril e que termina hoje com uma acção de sensibilização na área de serviço da Galp, no aeroporto de Lisboa.

“Um dos problemas graves é que as pessoas quando têm enfarte muitas vezes não reconhecem os sintomas, demoram muito tempo até pedir ajuda e depois dirigem-se pelos próprios meios para o hospital”, adiantou Hélder Pereira.

Por isso, a campanha, que é europeia e que arrancou em Abril, visa passar a todos a mensagem de que em caso de enfarte não se pode perder tempo, esclarecer quais são os sintomas e o melhor modo de actuação.

O médico explicou que o enfarte do miocárdio resulta de um coágulo que se forma numa artéria do coração e que depois rebenta, fazendo com que a parte do músculo cardíaco irrigado por essa artéria deixe de receber oxigénio e vá morrendo aos poucos.

In Diário de Notícias online
03/05/2012
por Lusa

Pena que o D.N. se tivesse limitado a um copy/paste da Lusa e não adiantasse, para todos sabermos, como se reconhece um enfarte…

Enfarte

Enfarte agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, é o processo de morte (necrose) de parte do músculo cardíaco por falta de aporte adequado de nutrientes e oxigénio.

O coração é um órgão responsável pelo bombeamento de sangue (com substâncias energéticas) para todo o organismo. Por se tratar de um músculo em contínua actividade, as suas exigências metabólicas também são elevadas. Devido a isto, qualquer patologia que interfira na sua nutrição afectará todo o balanço energético do organismo. As consequências são diversas, podendo desde pouco interferir no funcionamento normal do corpo até a morte súbita da pessoa.

É causado pela redução do fluxo sanguíneo coronário de magnitude e duração suficiente para não ser compensado pelas reservas orgânicas.

A causa habitual da morte celular é uma isquemia (deficiência de oxigénio) no músculo cardíaco, por oclusão de uma artéria coronária. A oclusão dá-se em geral pela formação de um coágulo sobre uma área previamente limitada por aterosclerose.

O diagnóstico definitivo de um enfarte depende da demonstração da morte celular. Este diagnóstico é feito de maneira indirecta, por sintomas que a pessoa sente, por sinais de surgem em seu corpo, por alterações num electrocardiograma e por alterações de certas substâncias (marcadores de lesão miocárdica) no sangue.

O tratamento procura diminuir o tamanho do enfarte e reduzir as complicações pós-enfarte. Envolve cuidados gerais como repouso, monitorização intensiva da evolução da doença, uso de medicações e procedimentos chamados invasivos, como angioplastia coronária e cirurgia cardíaca. O tratamento é diferente conforme a pessoa, já que áreas diferentes quando a localização e tamanho podem ser afectadas, e resposta de cada pessoa ao enfarte ser particular.

O prognóstico, ou seja, a previsão de evolução, será tanto mais favorável quanto menor a área de enfarte e mais precoce o seu tratamento.
Enfarte agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, é o processo de morte (necrose) de parte do músculo cardíaco por falta de aporte adequado de nutrientes e oxigénio.

O coração é um órgão responsável pelo bombeamento de sangue (com substâncias energéticas) para todo o organismo. Por se tratar de um músculo em contínua actividade, as suas exigências metabólicas também são elevadas. Devido a isto, qualquer patologia que interfira na sua nutrição afectará todo o balanço energético do organismo. As consequências são diversas, podendo desde pouco interferir no funcionamento normal do corpo até a morte súbita da pessoa.

É causado pela redução do fluxo sanguíneo coronário de magnitude e duração suficiente para não ser compensado pelas reservas orgânicas.

A causa habitual da morte celular é uma isquemia (deficiência de oxigénio) no músculo cardíaco, por oclusão de uma artéria coronária. A oclusão dá-se em geral pela formação de um coágulo sobre uma área previamentelimitada por aterosclerose.

O diagnóstico definitivo de um enfarte depende da demonstração da morte celular. Este diagnóstico é feito de maneira indirecta, por sintomas que a pessoa sente, por sinais de surgem em seu corpo, por alterações num eletrocardiograma e por alterações de certas substâncias (marcadores de lesão miocárdica) no sangue.

O tratamento procura diminuir o tamanho do enfarte e reduzir as complicações pós-enfarte. Envolve cuidados gerais como repouso, monitorização intensiva da evolução da doença, uso de medicações e procedimentos chamados invasivos, como angioplastia coronária e cirurgia cardíaca. O tratamento é diferente conforme a pessoa, já que áreas diferentes quando a localização e tamanho podem ser afectadas, e resposta de cada pessoa ao enfarte ser particular.

O prognóstico, ou seja, a previsão de evolução, será tanto mais favorável quanto menor a área de enfarte e mais precoce o seu tratamento.

In Enfarte.com

Sintomas descritivos

Os sintomas da doença coronária são às vezes difíceis de valorizar. Nalguns casos, outras doenças podem manifestar-se de igual modo, como uma hérnia no estômago ou uma inflamação das articulações existentes entre as costelas e o esterno. Noutros, a doença coronária pode manifestar-se de forma atípica, por exemplo, como uma indigestão.

sintomas da angina de peito

O sintoma principal é a dor torácica, ainda que no caso de pacientes diabéticos, idosos e doentes sob os efeitos do álcool, possa não ser assim.
As características importantes de toda a dor são: localização, duração, irradiação, intensidade, qualidade, sintomas acompanhantes e fenómenos desencadeantes e atenuantes.
Seguidamente, descreveremos cada um destes aspectos da dor.

• Localização. A dor costuma localizar-se na parte anterior do tórax, sob o esterno. Outras localizações frequentes são o epigastro (boca do estômago), o pescoço, a mandíbula e os ombros.

• Duração. A dor inicia-se e acaba gradualmente, e pode durar de poucos até vinte minutos no caso de angina prolongada.

• Irradiação. Independentemente de onde se origina a dor, esta pode irradiar até ao pescoço, à mandíbula, aos dentes, à zona interescapular (isto é, parte central das costas), ambos os braços e inc1usivamente aos dedos das mãos (figura 13).

• Qualidade. A dor é mal localizada (quer dizer, não se verifica num ponto claro e específico, mas numa zona), profunda, de tipo opressivo ou abrasivo. Outros tipos de natureza pungente e com poucos segundos de duração costumam ser de ordem psíquica, nada tendo a ver com a angina de peito.

 Sintomas acompanhantes. É frequente aparecerem náuseas, suor frio e palidez.

• Fenómenos desencadeantes. A dor desencadeia-se com os esforços físicos e o stress psíquico. Outros factores desencadeantes podem ser a digestão de alimentos, o coito, o tempo frio, o vento de frente e os esforços a princípio da manhã.

• Fenómenos atenuantes. Costuma atenuar-se a dor com o repouso e medicamentos vasodilatadores como a nitroglicerina.

Outros fenómenos aparecendo ao examinar-se um paciente em plena crise de angina de peito são o aumento de frequência cardíaca, o aumento da tensão arterial, ruídos cardíacos apagados durante a auscultação do tórax e alterações típicas do electrocardiograma (ECG) que se explicaram no capítulo referente a métodos diagnósticos. O exame do paciente nos períodos livres de dor pode ser absolutamente normal.

sintomas do enfarte de miocárdio

A dor que aparece durante o enfarte de miocárdio é de características similares à da angina de peito, ainda que costume ser de maior duração, demorando trinta minutos a várias horas a desaparecer. Não abranda com o repouso nem com os medicamentos vasodilatadores. Como na angina de peito a dor é de intensidade variável: pode ser desde insuportável até leve formigueiro em ambos os braços ou inc1usivamente não apresentar sintomas nos casos de diabéticos, alcoólicos e idosos. Como no caso de angina de Prinzmetal, o enfarte pode aparecer em repouso.

Outros sintomas podem ser: sensação de falta de ar (dispneia), sensação de morte iminente, instabilidade na marchasuor friopele pálida e debilidade generalizada importante.

Existem outros casos atípicos que podem apresentar-se sem dor e que mencionaremos sucintamente:

• Sensação de forte indigestão com náuseas e vómitos.
• Dispneia súbita.
• Síncope ou lipotimia com perda total de conhecimento.
• Sensação grave de angústia e nervosismo acentuado.

In Enfarte.com