1054: Doentes mais tempo internados com covid-19 têm mais problemas de mobilidade e ansiedade

SAÚDE PÚBLICA/CAVID-19/PROBLEMAS PSICOLÓGICOS

Dor, desconforto, ansiedade e depressão são os principais problemas que persistem um a três meses após a alta hospitalar, segundo a médica intensivista que participou no estudo que caracterizou a população de doentes com covid-19 internada nos cuidados intensivos do Centro Hospitalar Universitário de São João.

Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital São João, no Porto
© Leonel de Castro/Global Imagens)

Os doentes com covid-19 que estiveram mais tempo internados e sujeitos a ventilação foram os que apresentaram mais problemas de mobilidade e ansiedade, revelou um estudo desenvolvido com base nas consultas de ‘follow up‘ do Hospital São João.

Em declarações à Lusa, Isabel Coimbra, médica intensivista e coordenadora da consulta de ‘follow up‘, explicou esta quinta-feira que o estudo visava “caracterizar a população de doentes com covid-19 internada nas unidades de cuidados intensivos” do serviço de medicina intensiva do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto.

“Depois do internamento em cuidados intensivos, há a síndrome pós-cuidados intensivos que abrange sequelas físicas, psicológicas e funcionais que se podem prolongar por seis, 12 ou mais meses e que vão ter impacto na qualidade de vida e integração dos sobreviventes ao nível da família e do trabalho, quando estão em vida activa profissional”, referiu.

O estudo retrospectivo incluiu “os primeiros doentes da primeira vaga” da pandemia da covid-19, isto é, doentes com covid-19 grave que estiveram internados mais de 24 horas nas unidades de cuidados intensivos entre 11 de Março e 10 de Junho de 2020 e que tiveram alta hospitalar até 15 de Julho.

Dos 93 doentes que estiveram, durante esse período, internados no Hospital São João, participaram no estudo 45, uma vez que 23 morreram, 17 continuavam hospitalizados à época, sete estiveram menos de 24 horas internados e um deles recusou participar.

Recorrendo a duas escalas diferentes — WHODAS para determinar a funcionalidade e EuroQol para determinar a qualidade de vida — os clínicos propuseram-se nas consultas de seguimento realizadas entre 30 e 90 dias após a alta hospitalar a “aprofundar o que se passava” com os doentes.

No questionário EuroQol, 29 dos 45 doentes mostraram ter problemas “moderados a extremos” nas actividades diárias, na ansiedade e depressão, na dor e desconforto, na mobilidade e nos cuidados pessoais.

Já no questionário WHODAS, 37 dos 45 doentes revelaram ter alterações funcionais “moderadas a extremas” em permanecer de pé por longos períodos, em percorrer longas distâncias, em cuidar das responsabilidades domésticas, no trabalho e mostraram-se emocionalmente afectados pelos seus problemas de saúde.

“A avaliação dos sobreviventes de covid-19 demonstra que a mobilidade, dor, desconforto, ansiedade e depressão são os principais problemas que persistem um a três meses após a alta hospitalar”, afirmou a médica.

Segundo Isabel Coimbra, os dados obtidos permitiram ainda correlacionar os problemas identificados pelos doentes com o tempo que os mesmos estiveram internados e sujeitos a ventilação mecânica invasiva.

“Isto é um processo intensivo também depois da alta hospitalar”

“Quanto maior for o internamento, quanto maior for o tempo de ventilação, mais tempo os doentes vão estar imobilizados e, estando imobilizados, há uma grande perda de massa muscular que vai ter repercussões na sua mobilidade, no facto de, por exemplo, não conseguir estar muito tempo de pé”, esclareceu.

À Lusa, a médica salientou, por isso, a necessidade de existir “um acompanhamento estruturado após a alta hospitalar”, considerando que tal poderá ter “um impacto significativo” na qualidade de vida destes doentes.

“Deve ser feito um investimento, que já é feito, mas deve ser incentivado para que as pessoas tenham medicina física e de reabilitação contínua também no domicílio”, afirmou, acrescentando também que o processo deverá ser “mais agilizado”.

“Isto é um processo intensivo também depois da alta hospitalar”, salientou.

A covid-19 provocou pelo menos 4.583.765 mortes em todo o mundo, entre mais de 221,81 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde Março de 2020, morreram 17.826 pessoas e foram contabilizados 1.050.719 casos de infecção confirmados, segundo dados da Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
09 Setembro 2021 — 08:15

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1053: Estes são os ‘novos’ efeitos secundários das vacinas AstraZeneca e Janssen

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/ASTRAZENECA/JANSSEN

Regulador europeu actualizou esta terça-feira a lista de efeitos secundários potencialmente associados às vacinas contra a Covid da AstraZeneca e da Janssen.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) actualizou esta terça-feira a lista de efeitos secundários potencialmente associados às vacinas contra a Covid da AstraZeneca e da Janssen.

O regulador europeu acrescentou a síndrome de Guillain-Barré (GBS) — uma doença inflamatória do sistema nervoso periférico que pode levar à perda temporária de movimentos ou dificuldades em respirar –, como um possível efeito secundário da vacina da AstraZeneca. Em causa estão 833 casos de GBS reportados até 31 de Julho em 592 milhões de doses administradas da vacina anglo-sueca em todo o mundo até 25 de Julho.

No documento, a entidade liderada por Emer Cooke classifica esta síndrome como um efeito secundário “muito raro” (ocorre em 1 em cada 10.000 de pessoas), ou seja, a menor classificação em termos de reacções adversas. Além disso, o regulador europeu sublinha que os benefícios da administração da vacina continuam a superar os riscos.

Esta decisão surge depois de também a Food and Drug Administration ter acrescentado um alerta sobre a síndrome de Guillain-Barré como um possível efeito secundário da vacina da Janssen. Estas duas vacinas usam a mesma tecnologia e já tinham sido associadas à formação de coágulos sanguíneos raros.

Recorde-se que no último relatório de reacções adversas, o Infarmed notificou um caso confirmado de Síndrome de Guillain-Barré, associado à vacina da Janssen, quatro casos considerados “prováveis” (dois potencialmente associados à vacina Janssen e outros dois à Vaxzevria) e outros dois casos considerados “possíveis” (Janssen).

Além disso, a EMA identificou ainda alguns outros efeitos secundários menos graves potencialmente associados à vacina da Janssen, como gânglios linfáticos inchados, sensação incomum ou diminuída na pele, zumbido, diarreia e vómitos.

ECO Sapo
Joana Morais Fonseca
17:29

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989: Vacina da AstraZeneca. Coágulos sanguíneos são raros mas têm elevada taxa de mortalidade

– A velha máxima: não se morre da doença… morre-se da cura…

SAÚDE/PANDEMIA/VACINAS/ASTRAZENECA

Síndrome rara de coágulos sanguíneos afecta uma em cada 50 mil pessoas com idades inferiores aos 50 anos que tomaram a vacina da AstraZeneca.

© Saeed KHAN / AFP

Uma equipa de investigadores britânicos descobriu uma síndrome rara de coágulos sanguíneos com elevada taxa de mortalidade, causada pela vacina da AstraZeneca, informa o jornal The Guardian.

Ainda que seja extremamente rara, afectando uma em cada 50 mil pessoas com idades inferiores aos 50 anos, esta síndrome pode ocorrer em pessoas jovens e saudáveis, comportando um elevado risco de mortalidade, sugerem os dados.

Morreram 22% das pessoas analisadas (220) – 170 casos confirmados de trombocitopenia trombótica imune induzida por vacina (VITT) e 50 casos prováveis, após toma de uma dose da vacina da Oxford/AstraZeneca. E entre as pessoas que tinham número reduzido de plaquetas e hemorragia intra-craniana a mortalidade foi de 73%.

“É importante salientar que este tipo de reacção à vacina Oxford/AstraZeneca é muito rara”, diz Sue Pavord, hematologista do Oxford University Hospitals NHS Foundation Trust e autora da análise publicada no New England Journal of Medicine. “Mas para aqueles que desenvolvem coágulos no sangue, os resultados podem ser devastadores”, acrescentou.

“Pode afectar qualquer um”, diz Beverley Hunt, médico director da Thrombosis UK e professor no King’s College London. “Cerca de metade das pessoas afectadas pela síndrome não possuíam qualquer doença médica prévia e não existiam factores de risco”.

Os investigadores alegam que os sintomas desta síndrome, que se iniciam entre 5 a 30 dias após a vacinação, causam uma redução do número de plaquetas e a presença de coágulos no sangue.

Diário de Notícias
DN
12 Agosto 2021 — 13:06

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988: EMA investiga novos possíveis efeitos secundários das vacinas da Pfizer e da Moderna

SAÚDE/PANDEMIA/VACINAS/PFIZER/MODERNA

Eritema multiforme, glomerulonefrite e síndrome nefrótica são os efeitos que estão a ser estudados pelo regular europeu, conforme detalhado em documentos de actualização de segurança de vacinas.

© EPA/Georgi Licovski

O Comité de Segurança da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) está a investigar três possíveis novos efeitos secundários adversos das vacinas de mRNA contra Covid-19, ou seja, as que são desenvolvidas pela Pfizer e pela Moderna.

Eritema multiforme, glomerulonefrite e síndrome nefrótica são os efeitos que estão a ser estudados pelo regular europeu, conforme detalhado em documentos de actualização de segurança de vacinas.

O eritema multiforme é uma reacção de hipersensibilidade alérgica com lesões cutâneas e que também podem afectar as membranas mucosas das cavidades internas do corpo. A EMA registou “um pequeno número de casos” após a vacinação com os imunizantes da Pfizer e da Moderna.

Por outro lado, foi iniciada uma investigação para determinar se a aglomerulonefrite (inflamação dos minúsculos filtros dos rins) e a síndrome nefrótica (distúrbio renal que faz com que os rins percam muita proteína na urina) podem ser efeitos colaterais destas duas vacinas. Segundo a EMA, os pacientes afectados por estes efeitos podem apresentar urina com sangue ou espuma, edema (inchaço das pálpebras, pés ou abdómen) ou fadiga. Como no caso da eritema multiforme, também houve “um pequeno número de casos” relatados após a vacinação da Pfizer e da Moderna, incluindo situações em que os pacientes tiveram uma recaída de doença renal preexistente.

Mais dados e análises foram solicitados às empresas responsáveis pelo fabrico das vacinas.

Posta de parte parece estar qualquer associação causal entre as vacinas contra a covid-19 e distúrbios menstruais. O órgão regulador europeu enfatiza que os distúrbios menstruais são “muito comuns e podem ocorrer sem uma condição médica subjacente”.

“As causas podem variar, desde stress e fadiga a condições médicas subjacentes, como miomas e endometriose. As mulheres que apresentam sangramento vaginal inesperado (por exemplo, na pós-menopausa) ou que estão preocupadas com distúrbios menstruais prolongados ou graves podem procurar orientação médica”, alerta a EMA.

Diário de Notícias
DN
12 Agosto 2021 — 13:47

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599: Combinação de dois medicamentos mata células ósseas cancerígenas à fome

 

SAÚDE/CANCRO/MEDICINA

National Cancer Institute / Wikimedia

Uma combinação de dois medicamentos que retira às células cancerígenas a energia, da qual precisam para crescer, pode oferecer uma melhor alternativa a um medicamento usado actualmente na quimioterapia.

O metotrexato é comummente administrado em altas doses para tratar o osteossarcoma, um cancro ósseo. Esse tratamento inclui cirurgia, radiação e um cocktail de medicamentos de quimioterapia que pode causar danos no fígado e nos rins, escreve o Futurity.

“Estamos interessados em desenvolver terapias que matem as células cancerígenas sem prejudicar as células saudáveis, potencialmente evitando os efeitos colaterais, às vezes graves, da quimioterapia tradicional”, disse o autor principal Brian Van Tine, professor de Medicina da Universidade de Washington.

“Em grandes doses, o metotrexato pode levar à insuficiência hepática e à necessidade de diálise renal. Gostaríamos de nos livrar do metotrexato neste regime e substituí-lo por uma terapia metabólica direccionada que encurtaria o tratamento, reduziria os efeitos colaterais e potencialmente eliminaria a necessidade de múltiplas hospitalizações”, acrescentou.

Os investigadores estudaram um medicamento chamado NCT-503, que impede que as células cancerígenas produzam o aminoácido serina, uma fonte de energia que alimenta o crescimento do cancro. Os resultados do estudo foram publicados, em Janeiro, na revista científica Cell Reports.

Quando tratadas com este medicamento, as células cancerígenas rapidamente procuram outra fonte de energia. Como tal, os cientistas adicionaram outro medicamento à equação, perhexilina, que bloqueia esta habilidade das células cancerígenas.

Com a mistura destes dois medicamentos, administrados em ratos, os autores repararam que as células morriam à fome.

Nos ratos com osteossarcoma que receberam apenas um dos medicamentos, os tumores cresceram quase 800% em menos de um mês. Por outro lado, ratos administrados com os dois medicamentos viram os seus tumores crescerem apenas 75% num mês.

“Ainda estamos a trabalhar para optimizar estes tratamentos com medicamentos, mas esperamos poder levar estas descobertas para um ensaio clínico“, disse o co-autor Brian Van Tine. “O objectivo final é transformar o tratamento, perseguindo as propriedades metabólicas inerentes ao osteossarcoma e afastando-nos dos medicamentos clássicos que danificam todo o corpo”.

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Daniel Costa Daniel Costa, ZAP //

Por Daniel Costa
6 Fevereiro, 2021

 

 

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443: Covid-19: Nove em dez recuperados continuaram a sentir efeitos colaterais

 

SAÚDE/COVID-19/EFEITOS COLATERAIS

Mais de 90% das pessoas que responderam ao inquérito disseram ter sentido efeitos colaterais, tais como fadiga, perda de olfacto e de paladar ou dificuldade de concentração.

© DR

Nove em cada dez doentes que já recuperaram da infecção pelo novo coronavírus disseram ter continuado a sentir efeitos colaterais, físicos e psicológicos da doença, tais como fadiga, perda de olfacto e de paladar.

O estudo, ainda preliminar, é sul-coreano e parte de um inquérito online com 965 pacientes já recuperados, 879 pessoas, ou 91,1%, responderam que estavam a sofrer de pelo menos um efeito colateral da doença, disse Kwon Jun-wook, da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA).

A fadiga foi o efeito colateral mais comum em 26,2% das respostas, seguida da dificuldade de concentração, com 24,6%.

Outros efeitos colaterais incluíram sintomas psicológicos ou mentais e perda do paladar ou do olfacto.

Kim Shin-woo, professor de Medicina Interna da Escola de Medicina da Universidade Nacional Kyungpook, em Daegu, procurou a participação de 5762 pacientes recuperados na Coreia do Sul e 16,7% deles entraram no estudo, disse Kwon à Reuters.

A Coreia do Sul também está a conduzir um estudo independente com cerca de 16 organizações médicas sobre potenciais complicações provocadas pela doença, através de uma análise pormenorizada que envolve tomografias em pacientes recuperados. Os resultados devem ser divulgados no próximo ano, disse Kwon.

A Coreia do Sul registou 38 novas infecções até a meia-noite de segunda-feira. O país contabiliza 23 699 casos e 407 mortes devido à doença.

Diário de Notícias
DN
29 Setembro 2020 — 21:15

 

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