1505: Bares e discotecas reabrem esta sexta-feira. O que precisa para entrar?

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RESTAURAÇÃO

Para entrar nestes espaços, os clientes têm de apresentar um teste negativo à covid-19, com excepção de quem “demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço” contra a doença ou de quem tiver um certificado de recuperação.

© Global Imagens

Os bares e discotecas voltam a abrir na sexta-feira à noite, após novo encerramento de três semanas devido à covid-19, com os clientes sem dose de reforço da vacina a terem de apresentar teste negativo para entrar.

Segundo a Resolução do Conselho de Ministros de 06 de Janeiro, os bares e as discotecas que estão fechados desde 25 de Dezembro têm autorização para abrir na sexta-feira a partir das 22:00.

Estão em causa “bares, outros estabelecimentos de bebidas sem espectáculo e estabelecimentos com espaço de dança, ainda que esses estabelecimentos estejam inseridos em estabelecimentos turísticos”, segundo o texto da resolução com as alterações mais recentes das “medidas aplicáveis no âmbito da pandemia da doença da covid-19”.

Para entrar nestes espaços, os clientes têm de apresentar um teste negativo à covid-19, com excepção de quem “demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço” contra a doença ou de quem tiver um certificado de recuperação.

São válidos testes PCR feito há menos de 72 horas, rápido com menos de 48 horas ou auto-teste feito à entrada.

No mesmo Conselho de Ministros de 06 de Janeiro, o Governo decidiu manter a proibição de consumo de bebidas alcoólicas na via pública, com excepção das “esplanadas abertas dos estabelecimentos de restauração e similares devidamente licenciados para o efeito”, como se lê na resolução publicada no Diário da República.

No âmbito da contenção da pandemia de covid-19, com maiores restrições no período do Natal e da passagem do ano, os espaços de diversão nocturna (bares, estabelecimentos de bebidas sem espectáculo e estabelecimentos com espaço de dança) permanecem fechados desde as 00:00 do dia 25 de Dezembro e previa-se que a medida durasse até 09 de Janeiro, mas foi prolongada até dia 14, às 22:00.

Antes do actual encerramento, os bares e discotecas tinham reaberto em Outubro pela primeira vez desde o início da pandemia em Portugal, após 19 meses parados.

Entre Outubro e Dezembro, para entrar nestes espaços, era preciso apresentar teste negativo antigénio ou PCR ou certificado de recuperação da covid-19, mesmo no caso de pessoas vacinadas.

Logo no dia 06 de Janeiro, as associações que representam este sector dos bares e discotecas manifestaram satisfação com o anúncio da reabertura no dia 14, embora dizendo que foi penalizador para os bares por mais alguns dias.

Quanto às discotecas, já contavam reabrir apenas no final desta semana, uma vez que só costumam estar a funcionar durante o período do fim de semana ou nos dias anteriores.

Os empresários consideraram também “incongruente” a proibição de beber na rua e lembraram que muitos clientes de bares consomem à porta dos estabelecimentos, o que até é vantajoso no controlo da circulação do vírus da doença.

Outra das críticas dos empresários é a excepção de testes apenas para quem tem já a terceira dose da vacina, atendendo a que quem frequenta mais os bares e as discotecas são grupos etários a quem ainda não está a ser administrado o reforço da vacinação.

Diário de Notícias
Lusa/DN
13 Janeiro 2022 — 09:29

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1414: Surto associado a discoteca de Coimbra provoca pelo menos 50 casos

Devido ao nulo feedback e à quebra de visitas a este Blogue, será desactivado a partir de 31.12.2021.

Due to null feedback and broken visits to this Blog, it will be deactivated from 12.31.2021.

– Por onde vegetam os paizinhos destas criancinhas com 16 a 18 anos que não se inibem de andar na borga, custe o que custar? E depois admiram-se do aumento de infectados e de mortos… Continuem assim, que apenas se vive uma vez mas de preferência com uma certa longevidade.

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

Segundo a Administração Regional de Saúde do Centro, os 50 casos identificados apresentam todos “sintomatologia ligeira, sem necessidade de internamento”.

© Igor Martins / Global Imagens

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) afirmou esta quinta-feira que foram já identificados 50 casos de covid-19 em jovens entre os 16 e os 18 anos, num surto associado a uma discoteca de Coimbra.

Os casos começaram a ser detectados na terça-feira pela Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Mondego, que identificou jovens infectados “que frequentaram o mesmo evento num espaço de diversão nocturna do concelho de Coimbra”, disse a ARSC, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

“Dada a actividade em questão, de grande proximidade e em espaço fechado com intensa interacção durante várias horas, os casos iniciais geraram casos secundários, alguns estendendo-se a outros concelhos do distrito de Coimbra”, acrescentou.

Segundo a ARSC, até ao momento, já foram identificados 50 casos, todos com “sintomatologia ligeira, sem necessidade de internamento”.

“Estão a ser tomadas todas as medidas de prevenção, nomeadamente a realização de testes para diagnóstico, isolamento dos casos e dos seus contactos de alto risco, com vista à interrupção das cadeias de transmissão”, frisou.

De acordo com a entidade, face às características do surto, que terá “grande transmissibilidade”, a investigação prossegue para “monitorização do evento”.

No final da nota, a ARSC apela “ao cumprimento das regras e procedimentos para prevenção da infecção por SARS-Cov-2, nomeadamente o distanciamento, a higienização das mãos, o uso de máscara e a realização de testes antes da participação em eventos e encontros familiares”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
23 Dezembro 2021 — 12:44

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1358: DGS recomenda uso de máscaras em bares e discotecas sempre que possível


01.- Já aqui referi que não compreendo porque apenas os funcionários têm de usar máscara e os clientes não. O bicho só “entra” com os funcionários?
02.- O man da imagem não há dúvida que usa a máscara excepcionalmente mal colocada, ou seja, o nariz não se tapa?
03.- E depois admiram-se que esta semana tenha acabado com 24.080 infectados e 120 mortos. Nada de especial… a choldra continua a fazer a sua vidinha “social”, os acéfalos indigentes labregos continuam a passear, a dançar nas discotecas, a beber uns copos nos bares…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicou que recomenda a utilização de máscara em bares e discotecas sempre que possível, ainda que o seu uso só seja obrigatório para os trabalhadores destes espaços.

© William WEST / AFP

Em resposta a uma pergunta enviada pela Agência Lusa, a DGS esclareceu que na orientação que define as regras aplicáveis a bares e discotecas, apenas prevê a utilização obrigatória de máscara pelos respectivos trabalhadores, mas “recomenda a utilização de máscara comunitária certificada ou máscara cirúrgica na comunidade, em todos os espaços interiores, sempre que possível (designadamente, no caso concreto, quando os respectivos utilizadores não se encontrem a dançar ou a beber)“.

“A utilização de máscaras na comunidade constitui uma medida adicional de protecção relativamente às medidas em vigor de prevenção e controlo de infecção”, considerou a DGS, a propósito das novas medidas de combate à covid-19 que entraram em vigor no passado dia 01.

No dia 26 de Novembro, depois de uma reunião com o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, o presidente da Associação de Discotecas Nacional (ADN) disse que o Governo tinha confirmado a obrigatoriedade do uso de máscara no interior dos estabelecimentos de animação nocturna a partir de dia 01 de Dezembro, situação que a orientação actualizada da DGS não contempla.

De acordo com essa orientação, com data de 30 de Novembro, o acesso a bares e discotecas e outros estabelecimentos de bebidas sem espectáculo e a estabelecimentos com espaço de dança está dependente da apresentação pelos clientes de “certificado de covid da UE nas modalidades de certificado de teste ou de recuperação” (não basta vacinação) ou “outro comprovativo de realização laboratorial de teste com resultado negativo”.

A exigência de certificado de teste ou de recuperação ou outro comprovativo de realização de teste laboratorial com resultado negativo não se aplica aos “trabalhadores dos espaços ou estabelecimentos bem como a eventuais fornecedores ou prestadores de serviços que habilitem o funcionamento dos mesmos, excepto se tal for exigido ao abrigo de outras normas”.

A entrada nos bares com espaço de dança e discotecas, que abriram em 01 de Outubro depois de encerrados cerca de 19 meses devido à pandemia, estava até agora cingida apenas à apresentação do certificado digital, que podia ser relativo a vacinação, recuperação ou à realização de teste negativo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Dezembro 2021 — 20:47

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1337: Clientes de bares e discotecas sem obrigação de usar máscara no interior

– Existem situações que não consigo entender e não me considero estúpido! Com o aumento exponencial de infecções em Portugal, seja por que variante for, a malta que frequenta os bares e discotecas não são obrigados a usar máscara mas os funcionários dessas empresas são? Quer dizer, o bicho só ataca os funcionários, livrando os clientes da infecção? Ora PORRA pá! Andam a beber vodka em vez de água? E depois admiram-se do número de infectados diários. E, como esta choldra, todos os restantes que NÃO CUMPREM AS REGRAS SANITÁRIAS, são os causadores da PANDEMIA nunca mais sair daqui… O bicho anda a bater palmas de contente face a tanta ESTUPIDEZ e IGNORÂNCIA…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS/BARES/DISCOTECAS

Orientação actualizada pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) diz que a permanência em bares e discotecas não implica o uso de máscara pelos clientes.

© Maria João Gala / Global Imagens

O acesso a bares e discotecas não implica o uso de máscaras facial pelos clientes, segundo a orientação actualizada pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) em linha com as medidas que vigoram a partir desta quarta-feira, 1 de Dezembro.

Já os trabalhadores destes espaços estão obrigados a usar máscara facial, segundo detalha a nova norma da DGS, que determina ainda que os bares e discotecas têm de manter a capacidade máxima determinada de pessoas/serviço do estabelecimento (interior e exterior), observando a legislação em vigor e de afixar essa lotação em documento próprio, visível para o público.

No dia 26 de Novembro, depois de uma reunião com o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, o presidente da Associação de Discotecas Nacional (ADN) disse que o Governo tinha confirmado obrigatoriedade do uso de máscara no interior dos estabelecimentos de animação nocturna a partir de hoje, situação que a orientação actualizada da DGS agora divulgada não contempla.

Além da ADN estiveram nessa reunião – realizada depois de o primeiro-ministro ter anunciado as novas regras de controlo da pandemia – a Associação de Discotecas do Sul e Algarve (ADSA) e representantes da diversão nocturna do Centro e do Norte.

De acordo com a orientação actualizada da DGS, o acesso a bares e discotecas e outros estabelecimentos de bebidas sem espectáculo e a estabelecimentos com espaço de dança está dependente da apresentação pelos clientes de “certificado de covid da UE nas modalidades de certificado de teste ou de recuperação” ou “outro comprovativo de realização laboratorial de teste com resultado negativo”.

A exigência de certificado de teste ou de recuperação ou outro comprovativo de realização de teste laboratorial com resultado negativo não se aplica aos “trabalhadores dos espaços ou estabelecimentos bem como a eventuais fornecedores ou prestadores de serviços que habilitem o funcionamento dos mesmos, excepto se tal for exigido ao abrigo de outras normas”.

Os bares e discotecas estão obrigados a proibir a entrada a utilizadores que apresentem sintomatologia compatível com a covid-19 e a disponibilizar dispensadores de produto desinfectante de mãos localizados “perto da entrada do estabelecimento e noutros locais convenientes e acessíveis, associados a disponibilização de informação explicativa”.

De acordo com a orientação da DGS, estes espaços têm também de garantir uma adequada limpeza e desinfecção de todas as superfícies do estabelecimento, com a utilização de produtos adequados e de assegurar uma boa ventilação dos espaços,” preferencialmente com ventilação natural, através da abertura de portas ou janelas”, podendo também ser usada ventilação mecânica de ar (sistema AVAC — Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado).

O primeiro-ministro anunciou na última quinta-feira que a entrada nos espaços de diversão nocturna estaria sujeita à apresentação de teste negativo à covid-19, mesmo para vacinados, a partir de hoje, estando discotecas e bares encerrados entre 02 e 09 Janeiro.

Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, António Costa disse que o encerramento das discotecas e dos bares decorre na chamada “semana de contenção de contactos”.

A entrada nos bares com espaço de dança e discotecas, que abriram em 01 de Outubro depois de encerrados cerca de 19 meses devido à pandemia, estava até agora cingida apenas à apresentação do certificado digital, que podia ser relativo a vacinação, recuperação ou de realização de teste negativo.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Dezembro 2021 — 11:38

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1051: ASAE fecha discoteca com 200 pessoas a funcionar ilegalmente em Vila Real

SAÚDE PÚBLICA/ASAE/TRANSGRESSÕES/PANDEMIA

De acordo com a ASAE, “o estabelecimento estava a funcionar com espaço destinado a dança, encontrando-se cerca de 200 pessoas sem equipamento de protecção individual (máscaras) e não cumprindo as regras de distanciamento social”.

Uma discoteca com cerca de 200 pessoas foi encerrada pela ASAE em Vila Real, por se encontrar a funcionar ilegalmente, nomeadamente sem uso de máscara e distanciamento social por parte dos ocupantes, divulgou esta quarta-feira aquele organismo.

A fiscalização da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a este estabelecimento decorreu “no passado fim de semana”, realizada pela unidade regional do Norte da ASAE – unidade operacional de Mirandela, em colaboração com a GNR, segundo informa em comunicado.

Da operação resultou a suspensão de actividade do estabelecimento de restauração e bebidas “por incumprimento das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico, no quadro das medidas de prevenção de riscos de contágio decorrentes da pandemia da doença covid-19, bem como por incumprimento de requisitos gerais e específicos de higiene”.

De acordo com a ASAE, “o estabelecimento estava a funcionar com espaço destinado a dança, encontrando-se cerca de 200 pessoas sem equipamento de protecção individual (máscaras) e não cumprindo as regras de distanciamento social”.

“Verificou-se ainda que no estabelecimento eram confeccionadas refeições e preparadas bebidas sem que fossem cumpridos os requisitos básicos de segurança alimentar, nomeadamente de higiene”, acrescenta.

Os inspectores observaram ainda “a ausência de janelas e portas, tecto em placas de sanduíche sem isolamento, falta de protecção contra animais e insectos, estruturas inacabadas, equipamento com ferrugem”.

Segundo o relato da entidade fiscalizadora, os géneros alimentícios para as refeições servidas no local estavam acondicionados “no exterior do estabelecimento ao ar livre e sem implementação do sistema HACCP (Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos)”.

Segundo a informação divulgada, “verificou-se ainda que a água utilizada na confecção e higienização dos alimentos e materiais não era, aparentemente, da rede pública, não tendo sido demonstrada evidências da potabilidade da mesma”.

O representante do estabelecimento “foi notificado da referida suspensão da actividade, tendo sido advertido de que o não cumprimento imediato da ordem de suspensão ou a sua violação posterior constitui a prática de crime de desobediência”, segundo a ASAE.

Diário de Notícias
Lusa
08 Setembro 2021 — 13:37

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

Discotecas abrem mas sem “pé de dança”. O que querem já em Setembro

Como não me considero missionário, nem pretendo evangelizar seja quem for – cada um que se oriente à sua maneira de ser e de agir em sociedade -, deixarei de tecer comentários, neste Blogue, sobre a sociedade acéfala em que, infelizmente, tenho de (sobre)viver. Sejam felizes!

SAÚDE/PANDEMIA/DISCOTECAS

Empresários da noite acreditam que com a este ritmo de vacinação e com a diminuição da gravidade da doença vão poder começar a funcionar em pleno mais cedo.

Centro de Vacinação do Funchal este sábado, início de vacinação dos 12 e mais anos no arquipélago da Madeira
© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Este domingo, acabam-se as restrições à circulação a partir das 23:00, o comércio, restaurantes e espectáculos regressam aos horários habituais, os bares e discotecas vão poder abrir. Significa que voltámos à normalidade? Não. Significa que se aligeiram as restrições mas o país continua em situação de calamidade.

Os espaços têm de fechar às 02:00, no interior não pode estar mais de 50 % da lotação, continua a ser proibido beber álcool na rua e os clientes estão sentados. Ou seja, não há dança para ninguém. Só acontecerá em Outubro, mas as associações do sector batem-se para que seja antecipado para Setembro.

“Em Setembro, final do verão, é a altura da rentrée, já teremos um elevado número de pessoas vacinadas, muita gente tem o certificado de vacinação, penso que é o momento para a reabertura em pleno das discotecas”, defende José Gouveia, presidente da Associação Nacional das Discotecas.

Essa fase corresponde ao segundo passo do desconfinamento e é uma altura em que Governo prevê que mais de 70% da população estará vacinada. Nesse momento aumenta para 75% o limite da ocupação no interior dos estabelecimentos, mas, as discotecas, só poderão trabalhar como antes da pandemia a partir de 1 de Outubro (terceira fase). É esse calendário que os empresários do sector querem contrariar.

José Gouveia está optimista quanto a essa possibilidade, como está em relação à abertura dos espaços a partir deste domingo. “É o início do regresso da indústria da noite, o que é muito importante. É o que temos no momento e, o que propomos, é que se olhe para o copo meio cheio em vez de meio vazio. Mas sabemos que será mais produtivo para os espaços ao ar livre, sobretudo os localizados fora dos centros urbanos. Em Agosto, os espaços fechados não têm muita procura, é um mês fraco nas cidades. E serve de preparação da abertura em pleno em Setembro”.

A visão é partilhada por Ricardo Tavares, presidente da Associação Portuguesa, Bares, Discotecas e Animadores. “Vimos com optimismo o facto de o Governo ter antecipado a abertura dos bares e discotecas. Acreditamos que seja o início do fim de um período extremamente difícil. Com a vacinação a correr a bom ritmo e o número de internados a diminuir, penso que o Governo será sensível à nossa situação e que, dentro de três semanas, possa abrir os espaços sem restrições de horário e de lotação”.

As restrições para a abertura neste domingo são idênticas às da restauração: 50 % da lotação no espessos fechados, mesas limitadas a seis pessoas no interior e a dez nas esplanadas; exigência de certificado de vacinação ou que teve covid-19 ou teste aos fins de semana. Regras que vão cumprir mas que criticam: “A partir do momento em que tem um certificado ou um teste negativo, não devia haver limite de lotação e de horário”, defende Ricardo Tavares. Acrescenta que a reabertura seria mais um incentivo a que os jovens se vacinassem.

Ricardo Tavares e José Gouveia gerem espaços na noite e precisam de recuar aos anos 90 do século passado para se lembrarem do tempo em que discotecas e bares fechavam às 02:00. Mas é melhor do que aconteceu o ano passado, quando podiam estar abertos desde que servissem refeições, uma exigência que desapareceu.

Existem cerca de três mil discotecas no país, uma estimativa já que não há uma designação comercial única para discotecas. A maioria está fechada desde 16 de Março de 2020, quando foi decretado o primeiro confinamento em Portugal. Estimam que 60 % já não irá reabrir. “Se o Governo levar por adiante a reabertura só a partir de 1 de Outubro, acreditamos que a percentagem subirá para 90 %. São 19 meses sem ter receitas e, praticamente, com os mesmos recursos”, alerta José Gouveia.

As medidas foram anunciadas após o último conselho de ministros, dia 29 de Julho, como, também, a existência de apoios para o sector, cujo modelo será divulgado até terça-feira. “Vou esperar para ver, não tem havido verdadeiros apoios”, diz Ricardo Tavares. José Gouveia tem a promessa do secretário de Estado João Torres que serão idênticos ao que receberam entre Março de 2020 e Março de 2021.

Diário de Notícias
Céu Neves
01 Agosto 2021 — 00:11


© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes