1051: ASAE fecha discoteca com 200 pessoas a funcionar ilegalmente em Vila Real

SAÚDE PÚBLICA/ASAE/TRANSGRESSÕES/PANDEMIA

De acordo com a ASAE, “o estabelecimento estava a funcionar com espaço destinado a dança, encontrando-se cerca de 200 pessoas sem equipamento de protecção individual (máscaras) e não cumprindo as regras de distanciamento social”.

Uma discoteca com cerca de 200 pessoas foi encerrada pela ASAE em Vila Real, por se encontrar a funcionar ilegalmente, nomeadamente sem uso de máscara e distanciamento social por parte dos ocupantes, divulgou esta quarta-feira aquele organismo.

A fiscalização da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a este estabelecimento decorreu “no passado fim de semana”, realizada pela unidade regional do Norte da ASAE – unidade operacional de Mirandela, em colaboração com a GNR, segundo informa em comunicado.

Da operação resultou a suspensão de actividade do estabelecimento de restauração e bebidas “por incumprimento das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico, no quadro das medidas de prevenção de riscos de contágio decorrentes da pandemia da doença covid-19, bem como por incumprimento de requisitos gerais e específicos de higiene”.

De acordo com a ASAE, “o estabelecimento estava a funcionar com espaço destinado a dança, encontrando-se cerca de 200 pessoas sem equipamento de protecção individual (máscaras) e não cumprindo as regras de distanciamento social”.

“Verificou-se ainda que no estabelecimento eram confeccionadas refeições e preparadas bebidas sem que fossem cumpridos os requisitos básicos de segurança alimentar, nomeadamente de higiene”, acrescenta.

Os inspectores observaram ainda “a ausência de janelas e portas, tecto em placas de sanduíche sem isolamento, falta de protecção contra animais e insectos, estruturas inacabadas, equipamento com ferrugem”.

Segundo o relato da entidade fiscalizadora, os géneros alimentícios para as refeições servidas no local estavam acondicionados “no exterior do estabelecimento ao ar livre e sem implementação do sistema HACCP (Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos)”.

Segundo a informação divulgada, “verificou-se ainda que a água utilizada na confecção e higienização dos alimentos e materiais não era, aparentemente, da rede pública, não tendo sido demonstrada evidências da potabilidade da mesma”.

O representante do estabelecimento “foi notificado da referida suspensão da actividade, tendo sido advertido de que o não cumprimento imediato da ordem de suspensão ou a sua violação posterior constitui a prática de crime de desobediência”, segundo a ASAE.

Diário de Notícias
Lusa
08 Setembro 2021 — 13:37

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Discotecas abrem mas sem “pé de dança”. O que querem já em Setembro

Como não me considero missionário, nem pretendo evangelizar seja quem for – cada um que se oriente à sua maneira de ser e de agir em sociedade -, deixarei de tecer comentários, neste Blogue, sobre a sociedade acéfala em que, infelizmente, tenho de (sobre)viver. Sejam felizes!

SAÚDE/PANDEMIA/DISCOTECAS

Empresários da noite acreditam que com a este ritmo de vacinação e com a diminuição da gravidade da doença vão poder começar a funcionar em pleno mais cedo.

Centro de Vacinação do Funchal este sábado, início de vacinação dos 12 e mais anos no arquipélago da Madeira
© HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Este domingo, acabam-se as restrições à circulação a partir das 23:00, o comércio, restaurantes e espectáculos regressam aos horários habituais, os bares e discotecas vão poder abrir. Significa que voltámos à normalidade? Não. Significa que se aligeiram as restrições mas o país continua em situação de calamidade.

Os espaços têm de fechar às 02:00, no interior não pode estar mais de 50 % da lotação, continua a ser proibido beber álcool na rua e os clientes estão sentados. Ou seja, não há dança para ninguém. Só acontecerá em Outubro, mas as associações do sector batem-se para que seja antecipado para Setembro.

“Em Setembro, final do verão, é a altura da rentrée, já teremos um elevado número de pessoas vacinadas, muita gente tem o certificado de vacinação, penso que é o momento para a reabertura em pleno das discotecas”, defende José Gouveia, presidente da Associação Nacional das Discotecas.

Essa fase corresponde ao segundo passo do desconfinamento e é uma altura em que Governo prevê que mais de 70% da população estará vacinada. Nesse momento aumenta para 75% o limite da ocupação no interior dos estabelecimentos, mas, as discotecas, só poderão trabalhar como antes da pandemia a partir de 1 de Outubro (terceira fase). É esse calendário que os empresários do sector querem contrariar.

José Gouveia está optimista quanto a essa possibilidade, como está em relação à abertura dos espaços a partir deste domingo. “É o início do regresso da indústria da noite, o que é muito importante. É o que temos no momento e, o que propomos, é que se olhe para o copo meio cheio em vez de meio vazio. Mas sabemos que será mais produtivo para os espaços ao ar livre, sobretudo os localizados fora dos centros urbanos. Em Agosto, os espaços fechados não têm muita procura, é um mês fraco nas cidades. E serve de preparação da abertura em pleno em Setembro”.

A visão é partilhada por Ricardo Tavares, presidente da Associação Portuguesa, Bares, Discotecas e Animadores. “Vimos com optimismo o facto de o Governo ter antecipado a abertura dos bares e discotecas. Acreditamos que seja o início do fim de um período extremamente difícil. Com a vacinação a correr a bom ritmo e o número de internados a diminuir, penso que o Governo será sensível à nossa situação e que, dentro de três semanas, possa abrir os espaços sem restrições de horário e de lotação”.

As restrições para a abertura neste domingo são idênticas às da restauração: 50 % da lotação no espessos fechados, mesas limitadas a seis pessoas no interior e a dez nas esplanadas; exigência de certificado de vacinação ou que teve covid-19 ou teste aos fins de semana. Regras que vão cumprir mas que criticam: “A partir do momento em que tem um certificado ou um teste negativo, não devia haver limite de lotação e de horário”, defende Ricardo Tavares. Acrescenta que a reabertura seria mais um incentivo a que os jovens se vacinassem.

Ricardo Tavares e José Gouveia gerem espaços na noite e precisam de recuar aos anos 90 do século passado para se lembrarem do tempo em que discotecas e bares fechavam às 02:00. Mas é melhor do que aconteceu o ano passado, quando podiam estar abertos desde que servissem refeições, uma exigência que desapareceu.

Existem cerca de três mil discotecas no país, uma estimativa já que não há uma designação comercial única para discotecas. A maioria está fechada desde 16 de Março de 2020, quando foi decretado o primeiro confinamento em Portugal. Estimam que 60 % já não irá reabrir. “Se o Governo levar por adiante a reabertura só a partir de 1 de Outubro, acreditamos que a percentagem subirá para 90 %. São 19 meses sem ter receitas e, praticamente, com os mesmos recursos”, alerta José Gouveia.

As medidas foram anunciadas após o último conselho de ministros, dia 29 de Julho, como, também, a existência de apoios para o sector, cujo modelo será divulgado até terça-feira. “Vou esperar para ver, não tem havido verdadeiros apoios”, diz Ricardo Tavares. José Gouveia tem a promessa do secretário de Estado João Torres que serão idênticos ao que receberam entre Março de 2020 e Março de 2021.

Diário de Notícias
Céu Neves
01 Agosto 2021 — 00:11


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