1569: Portugal está com 1,2 milhões de isolados na véspera das eleições

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/ELEIÇÕES 2022

Eleitores infectados ou em isolamento podem sair de casa este domingo para votar nas legislativas. A recomendação do governo é que o façam entre as 18.00 e as 19.00.

– E quem é que me garante que esses 1,2 MILHÕES de isolados/infectados, vão mesmo votar das 18:00 às 19:00 horas, sabendo de antemão que os portugueses, regra geral, NÃO CUMPREM as leis do país, quanto mais “recomendações”? Estas eleições não seriam necessárias se os partidos à esquerda e à direita não chumbassem o OE2022 e o presidente da República, que podia ter tomado outra via, legal, não DISSOLVESSE a Assembleia. A CULPA é de TODOS eles, sem qualquer excepção. Não venham é agora falar em direito de votar, patriotismo, civismo e cidadania porque tudo isso é conversa da treta!

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Os dados do boletim diário da Direcção-Geral da Saúde deste sábado mostram que 1.203.011 pessoas encontram-se em situação de isolamento. Destas, 591.969 estão assinaladas como casos activos e 611.042 são contactos de risco em situação de vigilância.

De recordar que estes números reportam-se às 24 horas anteriores, ou seja, a sexta-feira. Este valor não deve sofrer grandes alterações no boletim que sairá referente ao dia de sábado, pois o número de pessoas em isolamento tem estado acima de um milhão de habitantes desde o boletim publicado na segunda-feira.

Estes cerca de 10% da população que se encontram em isolamento poderão exercer o seu direito de voto nas eleições legislativas este domingo. O Governo anunciou na passada semana que iria recomendar “que quem esteja em confinamento utilize a janela horária entre as 18.00 e as 19.00 horas para votar”, conforme explicou a ministra da Administração Interna.

Não podendo proibir os isolados de votar noutro horário, Francisca van Dunem disse acreditar que “tal como noutras recomendações, o Governo está convencido de que os cidadãos vão dar uma prova de civismo”, pedindo que “se cumpram as regras sanitárias”.

De acordo com Francisca van Dunem, “esta é a melhor forma de conseguirmos conciliar e harmonizar os dois interesses”, relembrando que “todas as pessoas têm direito a votar” e que devem acautelar a segurança de todos os que se deslocarem às mesas de voto.

Máscaras comunitárias não são permitidas

A Direcção-Geral da Saúde emitiu também um parecer técnico sobre o processo eleitoral deste domingo, onde se pode ler que os cidadãos que forem votar não podem utilizar outras máscaras que não as cirúrgicas ou FFP2. Além disso, as câmaras municipais estão obrigadas a distribuir equipamentos de protecção a quem se deslocar às mesas de voto sem máscara.

Por sua vez, os membros das mesas de voto deverão usar “máscara cirúrgica ou FFP2, certificada e reutilizável”, que deve ser trocada a cada quatro horas, tal como uma “bata com abertura atrás, de uso único e impermeável, manga comprida, punhos bem ajustados e que cubra toda a roupa”.

Quem estiver isolado e for votar, deve usar máscara de forma permanente e deslocar-se para as mesas de voto a pé ou em transporte próprio. A utilização de transportes públicos não é recomendada.

Diário de Notícias

Ana Meireles
29 Janeiro 2022 — 16:46

 

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961: DGS actualizou regras para a utilização dos transportes públicos

– Mandar bitaites, é fácil. Difícil é cumprir as regras. E quando esta gente que faz as leis, não conhece o terreno onde elas são aplicadas, então ainda pior, ou seja, das vezes (poucas) que tenho de ir à rua, utilizo a Carris (autocarro e eléctrico) como meio de transporte porque não tenho outro. Em nenhuma das vezes que me fiz transportar nessa operadora constatei indícios de higiene, ou seja, lugares sentados sem qualquer tipo de distanciamento físico e higienização de varões, bancos, puxadores, etc.. Por isso, e sempre que saio, além da máscara na cara (e não pendurada nos queixos ou nos braços) calço luvas de Nitril e desinfecto-as quando saio dos veículos. Numa viagem, por exemplo, da carreira de eléctricos 15 – Algés -> Praça da Figueira, são centenas de mãos a segurarem varões, puxadores e afins. Não existindo limpeza, onde para a higienização? Pois… conversa da treta… E mais… neste tempo de temperaturas elevadas, dentro de um transporte destes que têm ar condicionado mas que não funciona na maioria deles, acumulando o desconforto de ter a máscara na face, vê-se mesmo que esta gente das leis desconhece o martírio que os utentes passam.

SAÚDE/PANDEMIA/TRANSPORTES PÚBLICOS/HIGIENE

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) actualizou as regras para frequência dos transportes públicos no âmbito da pandemia, estabelecendo, por exemplo, a lotação recomendada e medidas para o funcionamento da restauração nos comboios de longo curso.

© Paulo Spranger / Global Imagens

O novo documento actualiza um outro publicado em maio de 2020 e surge uma semana depois de o Governo ter anunciado que a limitação de lotação nestes transportes deve terminar no início de Setembro.

A DGS mantém que cada operadora de transporte público colectivo (terrestre, fluvial, marítimo e ferroviário) é responsável por determinar a lotação máxima preconizada para cada meio de transporte, embora reitere que a lotação recomendada para a utilização dos transportes colectivos onde o transporte se faça em lugares sentados e em pé é de dois terços da capacidade dos veículos, “mas com possibilidade de [este limite] ser ajustado caso sejam implementadas medidas de melhor controlo de transmissão de infecção”.

No entanto, “quando o transporte público colectivo é assegurado exclusivamente através de lugares sentados”, como acontece com os comboios de longo curso da CP Alfa Pendular ou intercidades, ou com os autocarros da Rede Expressos, por exemplo, “é permitida a utilização da lotação máxima nesses meios de transporte”, destacou a DGS no documento.

Reconhecendo que, “pelas suas características, os transportes podem ser locais de transmissão da infecção por SARS-CoV-2”, a DGS mantém as medidas preventivas que já estão em vigor, designadamente, o cumprimento de planos de contingência, da etiqueta respiratória, “de distanciamento físico mínimo entre pessoas, de uso adequado e obrigatório de máscara, de limpeza e de desinfecção de mãos e de superfícies e de arejamento de espaços”, e de limpeza e desinfecção de instalações sanitárias.

O consumo de alimentos e bebidas no interior dos meios de transporte “é desaconselhado”, e há uma excepção para a venda de alimentos nos transportes públicos ferroviários. Aqui, “a venda e consumo de bens alimentares deve ser efectuado em local próprio, identificado com a devida sinalética, que permita o distanciamento físico de dois metros entre pessoas não coabitantes, tal como o distanciamento entre mesas para consumo dos bens alimentares”, destaca a autoridade de saúde no documento, realçando que estes locais “devem cumprir com os procedimentos de limpeza e desinfecção”.

Cabe às empresas operadoras seguir recomendações de testagem dos seus trabalhadores, disponibilizar produtos de limpeza e desinfecção de superfícies pelos colaboradores e colocar produtos de desinfecção de mãos à entrada e saída dos veículos, em locais visíveis e acessíveis pelos utentes, assim como sinalizar os circuitos de entrada e saída.

Para o pagamento dos serviços, as empresas e os clientes devem preferir o uso de vias sem contacto, através da Internet, de aplicações informáticas ou de cartões ‘contactless’.

Estas medidas também se aplicam, de uma forma geral, aos transportes públicos de uso individual, como táxis e veículos para transporte a partir de plataformas electrónicas (TVDE).

Nestes casos, a DGS realça que as empresas devem fornecer aos colaboradores materiais de limpeza para as superfícies internas do veículo, que devem ser “preferencialmente de uso único”.

Além do uso de máscaras e das etiquetas de higiene, em táxis e TVDE “os passageiros devem ser transportados apenas nos bancos traseiros”, sempre que possível as bagagens devem ser colocadas pelo cliente na bagageira, e, “se possível”, manter as janelas abertas durante o transporte, “para promover o arejamento adequado do espaço interior do veículo”.

A DGS relembrou ainda que os factores associados ao aumento do risco de transmissibilidade e infecção nos transportes públicos “são a exposição prolongada, contacto próximo entre utilizadores e a ausência ou ventilação inadequada do espaço físico fechado“.

Na semana passada, o Governo anunciou que a limitação de lotação dos transportes públicos deve terminar no início de Setembro, enquadrando-se numa segunda fase de alívio das restrições para controlar a pandemia, aplicada em função da vacinação contra a covid-19, que deve então atingir os 70% da população com vacinação completa.

No âmbito do plano de desconfinamento, desde 10 de Junho que os transportes públicos podem circular com lotação de dois terços ou com a totalidade da lotação no caso de terem exclusivamente lugares sentados (táxis e viaturas de transporte em veículos descaracterizados a partir de plataformas electrónicas – TVDE – com lotação limitada aos bancos traseiros).

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Agosto 2021 — 18:52


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