1090: A prova que precisava: Sim, as máscaras protegem contra a covid-19 (mas há uma predilecta)

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/MÁSCARAS

Mika Baumeister / Unsplash

As máscaras funcionam? Se sim, será melhor utilizar uma N95, uma máscara cirúrgica ou uma máscara de pano?

No último ano e meio, os investigadores produziram muitas evidências laboratoriais sobre a eficácia das máscaras. Para muitas pessoas, é compreensível que seja difícil acompanhar o que funciona e o que não funciona.

Recentemente, um ensaio clínico testou a eficácia do uso de máscaras. O estudo ainda não foi revisto por pares, mas foi bem recebido pela comunidade médica. O que os investigadores descobriram fornece evidências que confirmam estudos anteriores: o uso de máscaras, especialmente máscaras cirúrgicas, previne a covid-19.

Durante a pandemia do coronavírus, o foco tem sido as máscaras como forma de evitar que pessoas infectadas contaminem o ar ao seu redor. Evidências laboratoriais recentes sustentam esta ideia.

Em Abril de 2020, cientistas mostraram que as pessoas infectadas com um coronavírus — mas não com o SARS-CoV-2 — exalaram menos RNA do coronavírus no ar ao seu redor se usassem uma máscara. Uma série de estudos laboratoriais adicionais também corroboraram a eficácia das máscaras.

No mundo real, muitos epidemiologistas examinaram o impacto das máscaras e das políticas de uso de máscara para ver se ajudam a retardar a disseminação da covid-19.

Um estudo observacional publicado no final de 2020 analisou dados demográficos, testes, confinamentos e uso de máscara em 196 países. Os investigadores descobriram que, depois de controlar outros factores, os países com normas culturais ou políticas que apoiavam o uso de máscara viram a mortalidade per capita por coronavírus aumentar apenas 16% durante os surtos, em comparação com um aumento semanal de 62% em países sem normas de uso de máscara.

Estudos laboratoriais, observacionais e de modelagem têm sustentado consistentemente o valor de muitos tipos de máscaras. Mas essas abordagens não são tão fortes quanto os ensaios clínicos aleatórios em grande escala entre o público em geral, que comparam grupos após a intervenção ter sido implementada em alguns grupos seleccionados aleatoriamente e não implementada em grupos de comparação.

De Novembro de 2020 a Abril de 2021, uma equipa de investigadores em estreita colaboração com parceiros do governo de Bangladesh e da organização sem fins lucrativos Innovations for Poverty Action, conduziu um estudo aleatório em grande escala no Bangladesh.

Os objectivos eram aprender as melhores maneiras de aumentar o uso de máscara sem que fosse obrigatório, compreender o efeito do uso da máscara na covid-19 e comparar as máscaras de tecido e as máscaras cirúrgicas.

O estudo envolveu 341.126 adultos em 600 aldeias na zona rural de Bangladesh. Em 300 aldeias não foi promovido o uso de máscara e as pessoas continuaram a usar máscara, ou não, como antes. Em 200 aldeias, o uso de máscara cirúrgica foi promovido e em 100 aldeias foi promovido o uso de máscara de pano.

Ao longo de oito semanas, a equipa distribuiu máscaras gratuitas, forneceu informações sobre os riscos da covid-19 e o valor do uso de máscara. Também trabalharam com líderes comunitários e religiosos para promover o uso de máscara e contrataram funcionários para andar pela aldeia e pedir educadamente às pessoas para usarem máscara.

A equipa à paisana registou se as pessoas usavam máscaras adequadamente sobre a boca e o nariz, de maneira inadequada ou não usavam de todo.

Máscaras reduziram infecções de covid-19

O uso de máscara mais do que triplicou, de 13% no grupo que não recebeu máscaras para 42% no grupo que recebeu. Curiosamente, o distanciamento social também aumentou 5% nas aldeias onde promoveram o uso de máscara.

Nas 300 aldeias onde foi distribuído qualquer tipo de máscara, foi observada uma redução de 9% na incidência da covid-19 em comparação com as aldeias onde não foi promovido o uso de máscara. Devido ao pequeno número de aldeias onde foi promovido o uso de máscara de pano, os cientistas não foram capazes de dizer se as máscaras de pano ou cirúrgicas eram melhores na redução da propagação da covid-19.

O estudo contou com uma amostra grande o suficiente para determinar que nas aldeias onde foram distribuídas máscaras cirúrgicas, a incidência de covid-19 caiu 12%. Nessas aldeias, a covid-19 caiu 35% em pessoas com 60 anos ou mais e 23% em pessoas com 50-60 anos. Ao observar sintomas semelhantes aos da covid-19, os cientistas descobriram ainda que as máscaras cirúrgicas e de pano resultaram numa redução de 12%.

Este estudo fornece fortes evidências de que as máscaras cirúrgicas reduzem a covid-19, especialmente em adultos mais velhos que enfrentam taxas mais altas de morte e invalidez se forem infectados.

Por ZAP
22 Setembro, 2021

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1064: Máscara deixa de ser obrigatória na rua. Uso recomendado em aglomerados

– Quer dizer… fora dos “aglomerados”… não existe o bicho… apenas e só nos “aglomerados” é que ele mora…!!! ‘Tá bem! O uso de máscara é uma protecção individual e, concomitantemente, de terceiros com quem nos cruzamos. E numa PANDEMIA MORTAL como a que (ainda) estamos a viver, o uso ou não da máscara de protecção não pode, não deve ser arbitrária e ao gosto de cada um a não ser dos acéfalos indigentes intelectuais que sempre cagaram nas regras sanitárias do uso de máscaras e no distanciamento físico em grupos pequenos ou numerosos. Ainda estamos nesta “onda” pandémica:

– 0.911 – 12.09.2021 – 8 mortes
– 1.223 – 11.09.2021 – 10 mortes
– 1.323 – 10.09.2021 – 7 mortes
– 1.408 – 09.09.2021 – 10 mortes
– 1.778 – 08.09.2021 – 10 mortes
– 1.251 – 07.09.2021 – 6 mortes
– 0.663 – 06.09.2021 – 12 mortes

Total da semana – 8.557 infectados e 63 mortes

Quem quiser que se MATE… mas não CONTAGIE quem quer VIVER…!!!

SAÚDE PÚBLICA/MÁSCARAS/”LIBERTAÇÃO”

Uso obrigatório de máscara durou 318 dias e chega ao fim esta segunda-feira, dia em que caduca o último diploma aprovado pelo parlamento e promulgado pelo Presidente da República.

© Artur Machado / Global Imagens

O uso de máscara no exterior deixa de ser obrigatório a partir desta segunda-feira, passando a ser facultativo e recomendado em algumas situações, como os aglomerados de pessoas.

Esta obrigação durou no total 318 dias, desde a aprovação da lei, a 28 de Outubro de 2020, em plena pandemia de covid-19, e foi sendo sucessivamente renovada pelo parlamento, o que não acontecerá agora.

Assim, o fim do uso obrigatório de máscaras em espaços públicos exteriores acontece no dia em que caduca o último diploma aprovado pelo parlamento e promulgado pelo Presidente da República, a 11 de Junho, por um período de 90 dias, não tendo a Assembleia da República proposto a sua renovação.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) avançou à Lusa que está a rever a orientação relativa à utilização de máscaras, que passam a ser facultativas no exterior e recomendadas em algumas situações, que reúnam aglomerados de pessoas.

“A orientação relativa à utilização de máscaras, que está a ser revista, irá no sentido de deixar de recomendar a utilização universal de máscaras no exterior, que poderá ser utilizada de forma facultativa”, segundo a DGS.

No entanto, salienta que, em “situações especiais, nomeadamente aglomerados previsíveis ou potenciais de pessoas, contextos específicos e situações clínicas particulares”, a máscara irá ser recomendada.

Numa audição na quarta-feira, no parlamento, a pedido do PSD, sobre a obrigatoriedade das máscaras, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, apontou como excepções para a continuação do uso de máscara o recreio nas escolas, assim como em aglomerados populacionais e em eventos em espaços exteriores.

“A transmissão indirecta do vírus é por acumulação de aerossóis e obviamente essa via é muito menos eficaz no exterior do que no interior. De qualquer maneira, a recomendação vai no sentido de que, em aglomerados e em contextos especiais”, a máscara deve ser utilizada, avançou Graça Freitas na audição na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19.

A Direcção-Geral da Saúde faz recomendações sobre o uso de máscara e cabe à Assembleia da República determinar o seu uso obrigatório.

O diploma sobre a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos exteriores foi renovado três vezes pelo parlamento.

Por sua vez, a Associação de Médicos de Saúde Pública defende a continuidade do uso de máscara para prevenir a covid-19 e a gripe, e haver um inverno “mais controlado”, permitindo ao SNS retomar o atraso na actividade assistencial.

Em declarações à agência Lusa, o presidente em exercício da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP), Gustavo Tato Borges, afirmou que não existe uma data certa para deixar de se usar a máscara.

“A Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública continua a sugerir que, especialmente nesta fase de inverno em que vamos entrar, a máscara continue a ser um equipamento de protecção individual utilizado por todos ou quase todos de maneira a que nos possamos proteger, não só da covid-19, mas também da gripe”, defendeu Gustavo Tato Jorge.

Diário de Notícias
Lusa
12 Setembro 2021 — 15:11

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BIOHAZARD – RISCO BIOLÓGICO

Este símbolo significa que existe risco biológico (BIOHAZARD) em locais infectados biologicamente ou radioactivos (nucleares).

Tive conhecimento por um amigo de infância que felizmente e bem cedo foi trabalhar e residir num país estrangeiro que, num concelho português de ALTO RISCO, devido à PANDEMIA do coronavírus SARS-CoV-2, COVID-19 e ao nível de infecções verificados, um grupo de gente andava na apanha de máscaras e luvas deitadas criminosamente para o chão, contaminando o espaço de “depósito” e de quem anda nessa “apanha”, sem qualquer equipamento de protecção como os usados nos espaços hospitalares com perigo de contaminação.

É muito triste constatar que esta gente não possui a mínima noção do perigo que corre, pese o facto de nem serem meninos de coro.

No mínimo e para este tipo de actuação, teriam de se equipar desta forma:

© EPA/ADI WEDA


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961: DGS actualizou regras para a utilização dos transportes públicos

– Mandar bitaites, é fácil. Difícil é cumprir as regras. E quando esta gente que faz as leis, não conhece o terreno onde elas são aplicadas, então ainda pior, ou seja, das vezes (poucas) que tenho de ir à rua, utilizo a Carris (autocarro e eléctrico) como meio de transporte porque não tenho outro. Em nenhuma das vezes que me fiz transportar nessa operadora constatei indícios de higiene, ou seja, lugares sentados sem qualquer tipo de distanciamento físico e higienização de varões, bancos, puxadores, etc.. Por isso, e sempre que saio, além da máscara na cara (e não pendurada nos queixos ou nos braços) calço luvas de Nitril e desinfecto-as quando saio dos veículos. Numa viagem, por exemplo, da carreira de eléctricos 15 – Algés -> Praça da Figueira, são centenas de mãos a segurarem varões, puxadores e afins. Não existindo limpeza, onde para a higienização? Pois… conversa da treta… E mais… neste tempo de temperaturas elevadas, dentro de um transporte destes que têm ar condicionado mas que não funciona na maioria deles, acumulando o desconforto de ter a máscara na face, vê-se mesmo que esta gente das leis desconhece o martírio que os utentes passam.

SAÚDE/PANDEMIA/TRANSPORTES PÚBLICOS/HIGIENE

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) actualizou as regras para frequência dos transportes públicos no âmbito da pandemia, estabelecendo, por exemplo, a lotação recomendada e medidas para o funcionamento da restauração nos comboios de longo curso.

© Paulo Spranger / Global Imagens

O novo documento actualiza um outro publicado em maio de 2020 e surge uma semana depois de o Governo ter anunciado que a limitação de lotação nestes transportes deve terminar no início de Setembro.

A DGS mantém que cada operadora de transporte público colectivo (terrestre, fluvial, marítimo e ferroviário) é responsável por determinar a lotação máxima preconizada para cada meio de transporte, embora reitere que a lotação recomendada para a utilização dos transportes colectivos onde o transporte se faça em lugares sentados e em pé é de dois terços da capacidade dos veículos, “mas com possibilidade de [este limite] ser ajustado caso sejam implementadas medidas de melhor controlo de transmissão de infecção”.

No entanto, “quando o transporte público colectivo é assegurado exclusivamente através de lugares sentados”, como acontece com os comboios de longo curso da CP Alfa Pendular ou intercidades, ou com os autocarros da Rede Expressos, por exemplo, “é permitida a utilização da lotação máxima nesses meios de transporte”, destacou a DGS no documento.

Reconhecendo que, “pelas suas características, os transportes podem ser locais de transmissão da infecção por SARS-CoV-2”, a DGS mantém as medidas preventivas que já estão em vigor, designadamente, o cumprimento de planos de contingência, da etiqueta respiratória, “de distanciamento físico mínimo entre pessoas, de uso adequado e obrigatório de máscara, de limpeza e de desinfecção de mãos e de superfícies e de arejamento de espaços”, e de limpeza e desinfecção de instalações sanitárias.

O consumo de alimentos e bebidas no interior dos meios de transporte “é desaconselhado”, e há uma excepção para a venda de alimentos nos transportes públicos ferroviários. Aqui, “a venda e consumo de bens alimentares deve ser efectuado em local próprio, identificado com a devida sinalética, que permita o distanciamento físico de dois metros entre pessoas não coabitantes, tal como o distanciamento entre mesas para consumo dos bens alimentares”, destaca a autoridade de saúde no documento, realçando que estes locais “devem cumprir com os procedimentos de limpeza e desinfecção”.

Cabe às empresas operadoras seguir recomendações de testagem dos seus trabalhadores, disponibilizar produtos de limpeza e desinfecção de superfícies pelos colaboradores e colocar produtos de desinfecção de mãos à entrada e saída dos veículos, em locais visíveis e acessíveis pelos utentes, assim como sinalizar os circuitos de entrada e saída.

Para o pagamento dos serviços, as empresas e os clientes devem preferir o uso de vias sem contacto, através da Internet, de aplicações informáticas ou de cartões ‘contactless’.

Estas medidas também se aplicam, de uma forma geral, aos transportes públicos de uso individual, como táxis e veículos para transporte a partir de plataformas electrónicas (TVDE).

Nestes casos, a DGS realça que as empresas devem fornecer aos colaboradores materiais de limpeza para as superfícies internas do veículo, que devem ser “preferencialmente de uso único”.

Além do uso de máscaras e das etiquetas de higiene, em táxis e TVDE “os passageiros devem ser transportados apenas nos bancos traseiros”, sempre que possível as bagagens devem ser colocadas pelo cliente na bagageira, e, “se possível”, manter as janelas abertas durante o transporte, “para promover o arejamento adequado do espaço interior do veículo”.

A DGS relembrou ainda que os factores associados ao aumento do risco de transmissibilidade e infecção nos transportes públicos “são a exposição prolongada, contacto próximo entre utilizadores e a ausência ou ventilação inadequada do espaço físico fechado“.

Na semana passada, o Governo anunciou que a limitação de lotação dos transportes públicos deve terminar no início de Setembro, enquadrando-se numa segunda fase de alívio das restrições para controlar a pandemia, aplicada em função da vacinação contra a covid-19, que deve então atingir os 70% da população com vacinação completa.

No âmbito do plano de desconfinamento, desde 10 de Junho que os transportes públicos podem circular com lotação de dois terços ou com a totalidade da lotação no caso de terem exclusivamente lugares sentados (táxis e viaturas de transporte em veículos descaracterizados a partir de plataformas electrónicas – TVDE – com lotação limitada aos bancos traseiros).

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Agosto 2021 — 18:52


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866: Pessoas infectadas com covid-19 devem manter-se longe dos seus animais de estimação

SAÚDE/COVID-19/ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

TatyanaGl / Canva

Um novo estudo mostra que os animais de estimação podem actuar como “reservatórios” de covid-19, reintroduzindo o vírus na cadeia humana.

De acordo com cientistas dos Países Baixos, a covid-19 é comum em cães e gatos de estimação, quando os seus donos estão infectados. O que significa que o contacto entre os humanos e os seus amigos de quatro patas deve ser evitado durante a fase de transmissão da doença.

Embora os casos sejam considerados de risco diminuto para a saúde pública, os especialistas defendem que existe um risco potencial de que os animais domésticos possam actuar como um “reservatório” para o coronavírus e reintroduzi-lo nos seres humanos.

“Se tiver covid-19, deve evitar o contacto com o seu gato ou cão, tal como faria com outras pessoas”, alertou Els Broens, da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos.

“A principal preocupação, contudo, não é a saúde dos animais — que não têm sintomas de covid-19 ou têm sintomas ligeiros. É o risco potencial de os animais de estimação poderem actuar como um reservatório do vírus e reintroduzi-lo na população humana”, explicou.

Apesar disso, como não existem casos conhecidos de transmissão de animais domésticos para humanos, “parece improvável que os animais de estimação desempenhem um papel na pandemia”.

A investigação, liderada por Broens, foi apresentada no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (ECCMID, na sigla em inglês) e ainda não se encontra publicada, escreve o jornal britânico The Guardian.

Para o estudo, foram analisados os resultados dos testes PCR de 156 cães e 154 gatos de 196 famílias: seis gatos e sete cães (4,2%) tiveram testes PCR positivos e 31 gatos e 23 cães (17,4%) tiveram testes positivos para anticorpos.

Oito gatos e cães que viviam com animais de estimação que testaram positivo foram também testados pela segunda vez para verificar a transmissão de vírus entre animais e nenhum deu positivo — o que sugere que o vírus não se transmitiu entre animais de estimação que viviam em estreito contacto entre si.

Mas os investigadores defendem que as suas descobertas mostram que a covid-19 é altamente prevalecente em animais de estimação de pessoas que tiveram a doença.

Entretanto, investigações separadas, também apresentadas na reunião da ECCMID, sugerem que os gatos que dormem na cama do seu dono correm um risco mais elevado de contrair covid-19.

Dorothee Bienzle, uma professora de patologia veterinária da Universidade de Guelph, no Canadá, considera que, “se alguém tiver covid-19, há uma hipótese surpreendentemente alta de a transmitir ao seu animal de estimação”.

“Os gatos, especialmente aqueles que dormem na cama do seu dono, parecem ser particularmente vulneráveis. Portanto, se tiver covid-19, aconselho-o a manter distância do seu animal de estimação – e a mantê-lo fora do seu quarto”, alertou.

“Embora a evidência de que os animais de estimação podem transmitir o vírus a outros animais de estimação” ou pessoas seja “limitada”, não pode ser excluída e, por isso, é recomendado manter os animais de estimação infectados longe de outras pessoas e animais.

Ambos os estudos apresentados no ECCMID são consistentes com “um número crescente de estudos que sugerem que uma proporção substancial de cães e gatos de estimação pode apanhar o vírus Sars-CoV-2 (que causa a covid-19) dos seus donos”, apoia James Wood, chefe do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge.

Gatos e cães podem ser comummente infectados com o vírus, mas a maioria dos relatos são de que esta infecção parece ser assintomática. Também parece que o vírus não se transmite normalmente de cães e gatos para outros animais ou para os seus donos”, concluiu.

ZAP //

Por ZAP
8 Julho, 2021

 

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748: Quatro concelhos não avançam e há dez em situação de alerta

 

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO

Braga, Lisboa, Odemira e Vale de Cambra vão permanecer com um conjunto de regras semelhantes àquelas que vigoram mais ou menos desde o dia 1 de Maio. Há 10 concelhos em alerta.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Braga, Lisboa, Odemira e Vale de Cambra ficam na fase de 1 de maio do plano de desconfinamento, enquanto os restantes concelhos de Portugal Continental avançam para a nova fase a partir de segunda-feira, anunciou esta quarta-feira o Governo.

“Encontramo-nos, neste momento, com quatro concelhos que estão num nível que não lhes permite prosseguir o desconfinamento. Esses concelhos são Braga, Lisboa, Odemira e Vale de Cambra. Estes concelhos, todos eles, vão permanecer com um conjunto de regras semelhantes àquelas que vigoram neste momento para todo o país, as regras que vigoram mais ou menos desde o dia 1 de Maio”, disse a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Na habitual conferência de imprensa, após a reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa, Mariana Vieira da Silva adiantou que neste momento não existe nenhum concelho com mais de duas vezes 240 casos da covid-19 por 100 mil habitantes no caso das áreas de alta densidade populacional ou mais de duas vezes 480 casos por 100 mil habitantes no caso de concelhos de baixa densidade populacional.

Tal significa que “na próxima quinzena não teremos nenhum concelho a regredir nas regras de desconfinamento, temos sim quatro concelhos que não vão acompanhar o país no percurso de desconfinamento”, indicou a ministra de Estado e da Presidência.

Considerando a avaliação da semana passada, em que Golegã e Odemira ficaram na 3.ª fase do plano de desconfinamento, de 19 de Abril, enquanto os restantes concelhos de Portugal Continental estavam no nível de 01 de Maio (4.ª fase), ambos os concelhos avançam esta semana, mas para etapas diferentes.

Odemira avança para a fase de 01 de Maio e Golegã prossegue directamente para a nova fase de 14 de Junho, com um alívio das medidas de controlo da pandemia da covid-19.

Mariana Vieira da Silva informou ainda que há 10 concelhos em situação de alerta, por terem mais de 120 casos da covid-19 por 100 mil habitantes para as regiões de alta densidade populacional ou mais de 240 casos por 100 mil habitantes para os territórios de baixa densidade, que são Albufeira, Alcanena, Arruda dos Vinhos, Cascais, Loulé, Paredes de Coura, Santarém, Sertã, Sesimbra e Sintra.

Testes passam a ser obrigatórios para eventos desportivos, culturais e familiares

O Governo anunciou esta quarta-feira que vai passar a ser obrigatório fazer testes de diagnóstico à covid-19 para se ter acesso a eventos desportivos, culturais e familiares, incluindo casamentos e baptizados.

Também vai ser necessário fazer testes nas empresas com mais de 150 trabalhadores no mesmo posto de trabalho.

“Há uma alteração no que diz respeito à estratégia de testagem e são incluídas duas novas regras. A primeira diz respeito à necessidade de testagem de empresas com mais de 150 trabalhadores no mesmo posto de trabalho”, disse Mariana Vieira da Silva.

A ministra explicou que essas empresas, por determinação da autoridade de saúde passam, à semelhança do que acontece neste momento na agricultura e na construção civil, a fazer testes aos seus trabalhadores.

Mariana Vieira da Silva precisou que o custo dos testes será suportado pelas empresas e que esta exigência de testagem “depende da determinação da autoridade de saúde que determinará os territórios em que, dado o nível de incidência, evolução ou crescimento, faz sentido, que este controlo seja feito”.

Outra das regras, segundo Mariana Vieira da Silva, passa pela “necessidade de realização de testes como forma de acesso a um conjunto de eventos”, nomeadamente desportivos, culturais e familiares, incluindo casamentos e baptizados.

A ministra esclareceu que a obrigatoriedade dos testes nestes eventos passa a ser feita a partir de um número de convidados que será determinado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS).

“A partir do momento em que a DGS faça sair uma norma que vai dizer qual é o número de pessoas a partir da qual o teste é obrigatório para acesso a esses eventos, os testes vão ser obrigatório para o acesso a essas actividades”, disse.

Governo prolonga situação de calamidade até 27 de Junho

O Governo decidiu esta quarta-feira prolongar a situação de calamidade em Portugal continental até 27 de Junho, no âmbito do combate à pandemia da covid-19, anunciou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

“O Conselho de Ministros aprovou hoje a resolução que declara a situação de calamidade em todo o território nacional continental até às 23:59 do dia 27 de Junho”, afirmou Mariana Vieira da Silva, na conferencia de imprensa realizada após o Conselho de Ministros.

A situação de calamidade, nível de resposta a situações de catástrofe mais alto previsto na Lei de Base da Protecção Civil, entrou em vigor a 01 de Maio e tem sido renovada quinzenalmente.

A actual situação de calamidade termina às 23:59 de domingo.

Incidência de casos em 70,6 e índice de transmissibilidade em 1,08

Portugal continental apresenta uma incidência 70,6 novos casos de covid-19 por cem mil habitantes e um índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 de 1,08.

“O ponto em que nos encontramos neste momento é o de termos uma evolução no índice de incidência que é, neste momento, de 70,6 no continente, um valor substancialmente abaixo do que se verificava quando iniciámos o processo de desconfinamento”, afirmou Mariana Vieira da Silva.

Segundo a governante, Portugal continental apresenta uma evolução do R(t) — que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infectada — acima de 1 nas últimas semanas, mas que aparenta estar “mais ou menos fixo neste valor de 1,08”.

Estes indicadores — o índice de transmissibilidade do vírus e a taxa de incidência de novos casos de covid-19 — são os dois critérios definidos pelo Governo para a avaliação continua que do processo de desconfinamento que se iniciou a 15 de Março e que está na quarta fase de alívio das restrições.

Equipamentos culturais passam a poder encerrar à 01h em quase todo o país

Os equipamentos culturais passam a poder encerrar à 01:00, em Portugal Continental, a partir de segunda-feira, com excepção dos concelhos de Braga, Lisboa, Odemira e Vale de Cambra, em que os espaços culturais terão de encerrar às 22:30.

De acordo com a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, “os equipamentos culturais passam a encerrar à 01:00”, com a última entrada de público à meia-noite, “tal como acontece com a restauração”.

Tal pode acontecer nos concelhos de Portugal Continental que avançam para a próxima fase de desconfinamento, que começa na segunda-feira.

Na semana passada, o primeiro-ministro tinha também anunciado que as salas de espectáculos podem passar a funcionar com 50% da lotação, a partir da próxima segunda-feira. No entanto, esta medida não se aplica nos concelhos de Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra.

Diário de Notícias
Lusa
09 Junho 2021 — 15:44

 

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