Marta Temido: “Talvez estejamos no pico da quarta vaga em Lisboa”

SAÚDE/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES/4ª. VAGA

Ministra da Saúde diz que medidas de confinamento são “adaptadas à actual situação”

© André Luís Alves / Global Imagens

A ministra da Saúde afirmou esta sexta-feira que Lisboa poderá estar no pico da pandemia de covid-19, mas disse serem precisos os dados dos próximos dias para se ter a certeza de que passou “a fase pior”.

Questionada à margem de uma visita ao centro de vacinação covid de Carnaxide, concelho de Oeiras, se há uma previsão relativamente ao pico da pandemia, Marta Temido afirmou que uma das coisas que se sabe relativamente a esta epidemia é que só depois de passar esse pico é que se se pode dizer que foi atingido.

“Em Lisboa, talvez neste momento estejamos no pico, mas precisamos dos dados dos próximos dias para ter a certeza de que passámos a fase pior”, disse a ministra.

Contudo, advertiu, mesmo que isso aconteça, é preciso continuar a apostar nas medidas de precaução básicas. “Elas não são muito exigentes” face à segurança que dão.

Marta Temido, acompanhada pelo Coordenador Nacional da ‘Task-Force’, vice-almirante Gouveia e Melo e pelo presidente da ARS LVT, Luís Pisco, visita esta sexta-feira três Centros de Vacinação.

A taxa de incidência de infecções pelo SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes no continente subiu esta sexta-feira para 366,7, mas o índice de transmissibilidade (Rt) voltou a baixar ligeiramente, para 1,13 no continente.

No boletim epidemiológico conjunto da Direcção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional da Saúde Doutor Ricardo Jorge, assinala-se que a taxa de incidência no continente subiu dos 346,5 em que estava na quarta-feira.

A nível nacional, este indicador subiu de 336,3 para 355,5.

Quanto ao Rt – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de uma pessoa com o vírus – no continente, na quarta-feira estava em 1,15. A nível nacional, o Rt desceu de 1,14 para 1,12.

Ministra da Saúde diz que medidas de confinamento são “adaptadas à actual situação”

A ministra da Saúde defendeu as medidas de combate à pandemia de covid-19 e reiterou que as restrições em vigor estão “adaptadas à actual situação”, face às críticas de duas dezenas de especialistas numa carta aberta.

Em declarações aos jornalistas numa visita ao centro de vacinação de Carnaxide, a governante, que contou com a companhia do coordenador da task force responsável pela logística das vacinas, o vice-almirante Gouveia e Melo, e do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, realçou a aposta “na vacinação como arma de combate” e vincou que “se não fosse a vacinação, o risco de transmissão e a incidência estariam muito superiores”.

Paralelamente, lembrou a necessidade de manter as medidas não farmacológicas, nomeadamente a utilização de máscara, o distanciamento físico e a higienização das mãos.

“Neste momento nós temos já um conjunto de medidas de confinamento que são adaptadas à nossa actual situação”, afirmou Marta Temido, que revelou a sua leitura pessoal das críticas feitas pelos especialistas: “Leio esta carta como um apelo a todos nós para mantermos as medidas que neste momento estamos a praticar”.

E continuou: “Precisamos de ler esta carta naquilo que ela na realidade nos transmitiu, o que ela nos diz e que nesta fase, apesar de estarmos a ver o número de casos ainda com uma incidência persistente, talvez possamos conseguir controlar os números”.

Marta Temido notou a maior disponibilidade de vacinas no espaço do último mês que permitiu acelerar a campanha de vacinação e que levou o país a atingir esta semana os 10 milhões de doses inoculadas. Nesse sentido, agradeceu a adesão “em força” da população à vacinação – que se traduziu nos últimos dias em “mais de 120.000 inoculações” diárias – e aos profissionais pela “força de trabalho incansável” neste processo.

Já em relação ao novo indicador de avaliação do estado da pandemia, apresentado pela Ordem dos Médicos na quarta-feira, a ministra assegurou ter recebido a nova matriz proposta pelo bastonário Miguel Guimarães e disse que “todos os indicadores que são referidos por peritos estão neste momento a ser considerados”, não descartando eventuais alterações ao quadro de análise do Governo após a reunião no Infarmed no próximo dia 27.

“Numa fase inicial, os peritos referiram que os dois indicadores de risco de transmissibilidade efectivo (Rt) e incidência cumulativa eram aqueles que nos davam uma leitura mais rápida e concreta da realidade”, referiu, resumindo: “Os outros indicadores são complementares. A matriz de alguma forma já reflete aquilo que são os outros indicadores”.

A pandemia de covid-19 já matou em Portugal, desde o início da pandemia, em Março de 2020, 17.194 pessoas e foram registados 922.747 casos de infecção, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde.

Diário de Notícias
DN/Lusa
16 Julho 2021 — 17:21

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867: Porto e mais 25 concelhos cada vez mais perto de recuar no desconfinamento

SAÚDE/COIVID-19/CONFINAMENTO

Alessandro di Marco / EPA

O Governo reúne esta quinta-feira em Conselho de Ministros para avaliar a situação epidemiológica do país e decidir os próximos passos. Mas já se sabe que há 26 concelhos em risco de recuar no desconfinamento.

O Eco avança esta quinta-feira que o Porto e mais 25 concelhos — Arruda dos Vinhos, Avis, Braga, Castelo de Vide, Faro, Grândola, Lagoa, Lagos, Montijo, Odemira, Palmela, Paredes de Coura, Portimão, Rio Maior, Santarém, São Brás de Alportel, Sardoal, Setúbal, Silves, Sines, Sousel, Torres Vedras, Vila Franca de Xira — podem seguir o rasto da Área Metropolitana de Lisboa, que se encontra na zona “vermelha”.

Se assim for, as regras irão apertar: além de o teletrabalho passar a ser obrigatório, os horários dos estabelecimentos alteram-se. Os espectáculos culturais terão de acabar às 22h30 e o comércio fechar às 21h durante a semana e às 19h ao fim de semana e feriados se for retalho alimentar, se for não alimentar passa para as 15h30.

Quanto à restauração, o número de pessoas por mesa diminui para seis na esplanada e quatro no interior e os horários apertam — fechando às 22h30 durante a semana e às 15h30 ao fim de semana e feriados.

Adicionalmente, os casamentos e baptizados passam a ter uma lotação de 25% e as lojas de cidadão têm atendimento presencial apenas por marcação.

Em declarações à TSF, Carlos Antunes, perito da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que tem acompanhado a evolução da pandemia, acredita ser inevitável o recuo de vários concelhos, já que, há uma semana, o país tinha um incidência de 172,8 novos casos por 100 mil habitantes e agora já chegou a 247,3.

“Todas as regiões estão a subir a sua incidência e algumas a um ritmo muito elevado, nomeadamente no Algarve e na região Norte. E isto, sendo uma média, quer dizer que quase todos os municípios irão subir, também, as suas taxas locais de incidência”, explica o especialista.

Mas é a Norte que o aumento tem sido mais expressivo, alerta Carlos Antunes.

“O Norte tinha há pouco mais de 8 dias cerca de 160 casos diários e esse número passou rapidamente para 550. Nenhuma outra região observou um aumento tão rápido e repentino da incidência, pelo que é normal que todos os concelhos essencialmente em torno da cidade do Porto, mas em geral em toda a região Norte, assistam a uma progressão de forma muito rápida”, prevê.

No início do mês, o Governo alterou os parâmetros que indicam quem recua, ou não, no desconfinamento. Os concelhos de baixa densidade só serão deixados em alerta se excederem os 240 casos por 100 mil habitantes, isto é, o dobro da incidência de 120 casos que se aplicava até aqui (e que se mantém no caso dos concelhos de alta densidade).

Assim, os 21 concelhos em alerta e que podem vir a recuar, se a taxa de incidência continuar acima dos 120 ou 240 casos por 100 mil habitantes, são: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Azambuja, Cartaxo, Bombarral, Idanha-a-Nova, Ílhavo, Lourinhã, Matosinhos, Mourão, Nazaré, Óbidos, Salvaterra de Magos, Santo Tirso, Trancoso, Trofa, Vagos, Viana do Alentejo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia, Viseu.

A acontecer, ficam com as mesmas regras que se aplicam no concelho do porto neste momento, onde o teletrabalho passa a ser obrigatório sempre que as actividades o permitam, a restauração e espectáculos culturais encerram às 22h30 e o comércio às 21h. As lojas do cidadão voltam a ter atendimento presencial, mas apenas por marcação.

“Do ponto de vista matemático não há nenhum factor que esteja a contribuir para inverter a situação de crescimento. Pode atenuar a velocidade de crescimento, algo que está a acontecer, por exemplo, em Lisboa e Vale do Tejo, mas enquanto o Rt (índice de transmissibilidade) estiver em subida não há sequer sinal de quando possa ocorrer o pico desta vaga epidémica”, conclui Carlos Antunes.

ZAP //

Por ZAP
8 Julho, 2021

 

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832: Governo ouviu especialistas sobre novo confinamento, maioria prefere reforço de medidas

SAÚDE/COVID-19/CONFINAMENTO/4ª. VAGA

O governo tem de decidir esta quinta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, se vão ser precisas mais medidas para controlar a pandemia. Esteve a ouvir vários especialistas sobre a possibilidade de um novo confinamento, um dos cenários em cima da mesa. Houve quem dissesse sim, mas a maioria prefere o reforço de outras medidas.

Reforço da vacinação completa e alargamento do processo a toda a população deve ser uma das prioridades antes do confinamento.
© Rita Chantre / Global Imagens

O número de casos de covid-19 continua a aumentar no país. Lisboa e Vale do Tejo mantém-se à frente na propagação da doença, mas agora há também o Grande Porto, que começa a crescer exponencialmente. O receio do que pode vir a acontecer nos serviços de saúde levou o Governo a contactar médicos de várias unidades e vários especialistas de outras áreas para saber o que preveem que possa acontecer em termos de internamentos em enfermarias e nos cuidados intensivos, mas, segundo garantiram ao DN, também quis saber qual a sensibilidade de quem está no terreno sobre a possibilidade de um novo confinamento.

Os contactos foram feitos nos últimos dias e o DN sabe que houve especialistas que disseram sim ao confinamento, mas que a maioria dos contactados disse não. A justificação apresentada pelos especialistas e relatada ao DN parece estar no facto de um novo confinamento ter mais coisas más do que boas e de ser um adiar da solução para o problema.

As mesmas fontes referiram que o Governo continua a trabalhar em vários cenários a nível local e geral e que o confinamento é um dos que está em cima da mesa – apesar de o Presidente da República já ter vindo dizer que com ele tal medida não será possível. Mas há mais cenários como outras medidas restritivas que possam ser acrescentadas às já tomadas em outros concelhos, como a proibição de circular para fora da Área Metropolitana de Lisboa ao fim de semana, redução do horário para o comércio e teletrabalho que voltou a ser obrigatório.

A maioria dos especialistas ouvidos pelas ministras Marta Temido e Mariana Vieira da Silva defendeu que antes de se voltar a chegar a uma situação de confinamento tem de se reforçar o rastreamento, para se quebrar as cadeias de transmissão, a testagem e a vacinação, que deve ser alargada o mais rápido possível a toda a população. “Ninguém quer um novo confinamento. Uma situação destas tem graves consequências e económicas e sociais”, justificaram.

Região do Grande Porto é a nova preocupação

Na reunião de hoje do Conselho de Ministros, o Governo irá analisar, mais uma vez, a incidência da doença concelho a concelho para decidir quem fica no mesmo nível de desconfinamento, em alerta ou os que têm de recuar, assumindo medidas mais restritivas, como aconteceu na semana passada com Lisboa, Sesimbra e Albufeira.

Mas esta semana há nova preocupação: o Norte, nomeadamente a zona do Grande do Porto, em que o número de casos está a crescer exponencialmente, como confirmou ao DN o director da Unidade Autónoma de Gestão de Urgência e Medicina Intensiva (UAGUMI), do Centro Hospitalar Universitário São João (CHUSJ), Nelson Pereira. “Nas últimas semanas, para não dizer meses, recebíamos cerca de 40 casos suspeitos nas urgências, e quando digo suspeitos falo de doentes com sintomas respiratórios, com uma taxa de positividade da ordem de um a dois por cento. Nos últimos cinco dias, passámos a receber 60 a 70 por dia e a taxa de positividade passou para 15% a 20 %. Por exemplo, na terça-feira, foi de 23%, o que significa que a onda epidémica está a progredir para a região Norte, pelo menos para o Grande Porto, que é a zona onde está a nossa unidade”.

O Governo terá de decidir o que fazer em Lisboa e Vale do Tejo, onde ainda não há sinal de abrandamento da transmissibilidade – basta referir que dos 2362 casos registados ontem, 1336 foram notificados nesta região, que também teve três das quatro mortes ocorridas, a outra foi na ilha da Madeira -, em relação aos dez concelhos que na semana passada ficaram em alerta e ainda sobre o novo foco que é agora o Grande Porto.

Ao que o DN apurou, os especialistas terão dito ao Governo que em termos de internamentos e de cuidados intensivos que ainda é possível gerir a capacidade existente nos hospitais e que o reforço tem de acontecer é na Saúde Pública e nos Cuidados Primários, na testagem e na vacinação. “Só se estas medidas falharem é que devem ser pensadas outras mais restritivas como o confinamento”, relataram-nos.

Neste momento, a variante Delta, cuja origem está associada à Índia, bem como uma das suas mutações, a Delta Plus, já são consideradas as de maior risco de transmissibilidade e de maior gravidade, passando assim o impacto da variante Alpha, associada ao Reino Unido. E ambas estão presentes em Portugal e em força – segundo dados oficiais a variante Delta já é responsável por mais de 70% dos casos e deve tornar-se predominante nas próximas semanas. No mundo, Israel, um dos países mais avançados em relação à vacinação, voltou ao confinamento devido a esta variante. O Reino Unido adiou o desconfinamento por mais um mês, devendo começar a abrir a sociedade só a 21 de Julho, e outros decidem o que fazer.

Vem aí o período de férias, que é de grande risco

A médica pneumologista Raquel Duarte, convidada pelo Governo para elaborar as duas propostas de desconfinamento, a primeira a seguir à terceira onda, em Março, e agora para um período mais prolongado, sublinhou ontem ao DN que a mensagem que tem de continuar a passar é de que o vírus continua a circular e que o risco de infecção não passou.

“A pandemia é dinâmica e nesta fase é fundamental que as pessoas continuem a cumprir as regras de protecção. O que se tem observado é que as pessoas vivem agora com um excesso de confiança em relação à pandemia e a realidade não é essa. O risco continua a existir até termos toda a população vacinada. Portanto, é preciso evitar a infecção a todo o custo”, apelando mesmo à população que se vacine, que não deixe de o fazer por motivo de férias. “É fundamental que se reforce a vacinação completa e que se alargue este processo o mais rápido possível a toda a população”, disse.

“É fundamental que as pessoas continuem a cumprir as medidas de protecção individual que já todos conhecem bem. O uso de máscara diminui o risco, o distanciamento social também e a vacinação também”.

Raquel Duarte, que é também coordenadora da Unidade de Investigação da Administração Regional do Norte (ARSN), salienta o facto de estarmos a entrar “num período de grande risco, que é o das férias, e se mantivermos a incidência que registamos agora estamos a correr o risco de levar o vírus para zonas que até estão protegidas”. Por isso, “é fundamentas que as pessoas continuem a cumprir as medidas de protecção individual que já todos conhecem bem. O uso de máscara diminui o risco, o distanciamento social também e a vacinação também”.

Em relação ao confinamento, a médica defende que “é preciso perceber o que aconteceu para depois se tomar decisões”, tal como já o defendeu várias vezes. Agora, refere, “tivemos a entrada de uma nova variante, a Delta, pela zona de Lisboa, que já se sabe que é uma variante de maior transmissibilidade, de maior gravidade e de maior risco de hospitalização. Se tal não está a acontecer é porque a vacinação também o está a evitar, mas quanto à transmissão sabemos que a vacinação não a evita, que há sempre um risco”, acrescentando: “Por exemplo, Lisboa e Vale do Tejo é das zonas mais atrasadas na vacinação e também a maior em termos de mobilidade e, neste mês, tivemos dois fins de semana prolongados que levaram à mobilização de pessoas para o Sul e para o Norte. Portanto, é preciso perceber as cadeias de transmissão e avançar o mais rápido possível com a vacinação completa”.

A médica lançou mesmo um alerta: “É importante que todas as pessoas façam as duas doses de vacinas, que não as rejeitem ou que não as deixem de fazer só porque estão de férias, porque assim a infecção continuará a existir”. Ao mesmo tempo, “é fundamental que continuem a cumprir as regras de protecção individual, como o uso de máscara, o distanciamento e a higienização das mãos”. Raquel Duarte lembra, por outro lado, que tais regras devem ser acompanhadas das medidas de saúde pública no terreno, para que assim seja possível travar as cadeias de transmissão, defendendo: “Só se estas medidas falharem é que, então, será preciso refazer alguma coisa, mas o confinamento não pode ser aplicado de imediato ou como algumas pessoas o querem”.

Festas? Nem pensar. Deve manter-se bolhas

A pneumologista reforça ainda, tal como já o fez várias vezes, que estamos a atravessar uma fase em que “a população deve manter as bolhas familiares, laborais e sociais. Portanto, festas? Não. Ou outros eventos de grande dimensão. Se optamos por este tipo de comportamento nunca mais saímos desta situação, estamos a correr mais riscos e a levar o vírus para as nossas bolhas. Isto é o que não pode acontecer. Há regras estabelecidas que têm de continuar a ser cumpridas, só se estas não forem eficazes é que será preciso reajustar as medidas”.

Raquel Duarte refere que todos nós devemos ter em mente que “a vacinação diminui o risco, a máscara também e o distanciamento igualmente, mas todas estas medidas sozinhas não funcionam. Têm de ser tomadas em conjunto. São as armas que estão ao nosso dispor. Se as usarmos não seremos infectados”.

“As pessoas pensam que a pandemia já está controlada, mas não é assim”

O médico Nelson Pereira, director da UAGUMI do Hospital São João, que nos últimos dias lançou o alerta para a realidade que se está a viver na urgência daquela unidade e que retrata o Grande Porto, disse ao DN que neste momento já há consciência de que a onda epidémica está a progredir para aquela região. “Estamos claramente numa fase da epidemia cuja incidência em número de casos está em crescimento exponencial. Disto, não temos dúvidas”.

Para o médico há dois factores que, conjugados, são mais preocupantes: “Não é só o aumento de casos em número absoluto de doentes suspeitos que temos recebido nas urgências, é sobretudo o constatar que muitos destes são, efectivamente casos de covid, o que significa que a transmissão comunitária está bastante activa”.

Perante esta situação e questionado sobre se deve haver ou não um novo confinamento ou medidas mais restritivas, Nelson Pereira, salvaguardou que há nesta matéria dois pontos de vista: “Um é o da missão hospitalar, e que é a de adaptar a pressão que nos vai chegando. Do ponto de vista da urgência temos o nosso plano de contingência a funcionar e estamos tranquilos. Do ponto de vista dos internamentos e dos cuidados intensivos também estamos com uma expectativa optimista de que não vamos ter a mesma repercussão que tivemos em outras vagas. A nossa capacidade de resposta hospitalar está mais controlada e pensamos que não vai ter grande impacto a curto ou a médio prazo na actividade não covid, onde a responder em grande escala”.

O segundo é o ponto de vista mais genérico, o que deve ser feito no país ou na região do Grande Porto, e, aqui, salvaguardando que não gostava muito de se alongar, sublinha que “o impacto em termos de mortalidade é claramente menor neste momento e a tónica deve passar muito pelas pessoas”, argumentando que o que se observa agora “é que as pessoas nas últimas semanas acharam que a situação da pandemia estava absolutamente controlada, e não está”.

Nelson Pereira explicou mesmo que apesar de haver menos mortalidade, porque a vacinação a está a evitar, haverá sempre um impacto na vida de algumas pessoas, porque há algumas que vão perder a vida. E tudo o que pudermos fazer para alertar a população para os cuidados que tem de continuar a ter, vai contribuir para salvar vidas”.

O director da UAGUMI chama também a atenção para que todos os que são chamados à vacinação tenham a consciência de que o devem fazer, que os que têm alguns sintomas que não pensem sequer que é uma simples gripe e que vão fazer um teste, porque “também nós podemos travar as cadeias de transmissão”. No final, o médico concorda que é preciso que “as estruturas de saúde pública sejam muito efectivas neste momento, porque numa fase de crescimento exponencial, um caso dá origem a vários e o mais importante é conseguir-se acompanhar todos os casos a cada dia que passa. Se há um dia em que estes e os seus contactos não são isolados, estamos a contribuir para que a onda se propague”.

Nelson Pereira relembra que, nesta altura, já sabemos que “as medidas restritivas são eficazes, mas têm um custo económico e social muito elevado, por isso ainda é mais necessário que as medidas de saúde pública estejam a funcionar e que travem as cadeias de transmissão. Se falharmos aqui, corremos o risco de a transmissão aumentar ainda mais”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
01 Julho 2021 — 00:36

 

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710: Estamos “num nível de crescimento da pandemia”. Montalegre e Odemira recuam no desconfinamento

 

SAÚDE/COVID-19/DESCONFINAMENTO

António Cotrim / Lusa
A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva

O país continua a desconfinar a várias velocidades, com todo o concelho de Odemira, no distrito de Beja, a recuar para a terceira fase do plano de desconfinamento, anunciou esta quinta-feira, a ministra Mariana Vieira da Silva.

O Conselho de Ministros esteve reunido esta manhã no Palácio da Ajuda e a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, começou o briefing com a leitura da média das incidências e do ritmo de transmissão a 19 de maio, alertando para o facto de o país ter entrado “num nível de crescimento da pandemia”.

“Temos de olhar com atenção” para a situação, avisou, acrescentando que é preciso “cautela” e “reforço da testagem”

“Não estamos num momento em que possamos dizer que a pandemia acabou, há preocupações que se mantêm e são muito significativas e especialmente duras para alguns sectores”, admitiu.

“Quando o R(t) ultrapassa o 1, significa que o país entrou num nível de crescimento da pandemia e, por isso, precisamos de olhar com atenção para esta evolução e para as localizações e para a forma como este aumento se coloca no território”, referiu a ministra de Estado e da Presidência.

Relativamente ao aumento da transmissão e a relação disso com os festejos do campeonato do Sporting, Mariana Vieira da Silva argumentou que “na semana passada já era visível o crescimento do R”.

“Não cabe ao Governo comentar a causa mas ver onde é significativo o aumento e responder com medidas de saúde pública”, disse.

Apesar de ter havido uma “baixa significativa da incidência”, o Rt “tem oscilado bastante”, sendo agora superior a 1: e de 1.1, advertiu.

“O cruzamento entre transmissão e incidência faz com que na matriz de risco estejamos claramente em verde”, mas o R ultrapassou o 1, reforçou a ministra.

Concelhos que recuam

De acordo com a ministra da Presidência, citada pelo Jornal de Notícias, Resende avança para a próxima fase de desconfinamento, Arganil e Lamego não avançam e Montalegre e Odemira recuam.

“Nós temos, neste momento, face à semana anterior, dois concelhos que recuam [Montalegre e Odemira] no nível de desconfinamento, dois concelhos que estavam em fases anteriores de desconfinamento e que não avançam [Lamego e Arganil] e um concelho que, tendo recuperado, avança [Resende]”, frisou.

Há ainda seis concelhos (Alvaiázere, Golegã, Melgaço, Resende, Torres Vedras, Vale de Cambra e Vila Nova de Poiares) que recuperaram e sete que estão em alerta – Albufeira, Fafe, Lagoa (Algarve), Oliveira do Hospital, Tavira, Vila do Bispo, Vila Nova de Paiva.

Relativamente ao concelho de Odemira, encontra-se “todo na mesma situação”, sem cerca sanitária, escreve o Observador.

A região continua a ter mais de 240 casos por 100 mil habitantes e recua para as regras de 19 de Abril.

“Apesar do recuo, a situação é significativamente melhor do que há um mês”, realçou a governante.

A semana passada foi dado um passo em frente nas regras a aplicar na freguesia de São Teotónio, “que era aquela que estava com dados antigos”, o que resultou no avanço para a fase de 5 de Abril.

Na semana passada, São Teotónio avançou “um passo” no desconfinamento, enquanto a freguesia de Longueira-Almograve, ambas no concelho de Odemira e que estiveram sujeitas a cerca sanitária, juntou-se ao patamar da generalidade de Portugal continental.

Referindo que o Governo queria “fazer esse caminho progressivamente”, Mariana Vieira da Silva indicou que essa convergência de dados terminou esta semana, pelo que agora “todo o concelho de Odemira se encontra na mesma situação”.

“Tal como tinha dito a semana passada, sem cerca sanitária, a unidade de medidas ser uma freguesia faz pouco sentido, até porque as pessoas podem passar de uma freguesia para a outra, por isso neste momento o concelho de Odemira está todo na mesma situação”, declarou.

A ministra disse ainda que já há uma semana o concelho de Odemira tinha mais de 240 casos de covid-19 por 100 mil habitantes e estava, por isso, em situação de alerta, cenário que se volta a repetir esta semana.

“Odemira tem, neste momento, 287 casos por 100 mil habitantes e já teve cerca de 1.000 casos por 100 mil habitantes, portanto a situação do concelho, apesar deste recuo, é significativamente melhor do que era há um mês, o que acontece é que vamos subindo e descendo dos níveis que estão definidos e, neste momento, existe um valor superior a 240 casos por 100 mil habitantes”, reforçou Mariana Viera da Silva.

Apesar disso, “a grande maioria dos concelhos está no nível de desconfinamento máximo”, lembra a ministra Mariana Vieira da Silva.

“Nós, enquanto tivermos que conviver com medidas restritivas teremos sempre que, no quadro da lei de protecção civil e da lei de saúde pública ter medidas especiais. Eu não consigo neste momento dar datas para as decisões, há questões de agenda que ainda precisam de ser vistas”, disse Mariana Vieira da Silva.

De acordo com a ministra, o Governo não vai tomar “nenhuma decisão relativamente a uma nova fase de desconfinamento, em função daquilo que foi pedido aos peritos, sem que haja uma reunião do Infarmed”, sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal.

“Não consigo dar datas agora, mas essa é a afirmação que quero deixar, não tomaremos nenhumas decisões de mudança sem que a reunião se possa verificar. As datas em que isso é possível, fazer a reunião e tomar as decisões, não consigo neste momento dizer porque ainda não foi encontrado um calendário possível para essas decisões”, acrescentou.

Por Sofia Teixeira Santos
20 Maio, 2021

 

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628: Mais 38 mortes e 691 casos nas últimas 24 horas

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Desde 31 de Outubro que não havia menos de dois mil internados

Mais 38 mortes e 691 casos nas últimas 24 horas. Dados actualizados da DGS indicam que há agora 1.997 doentes com covid-19 internados.

Campanha de rastreio à covid-19 em Castro Marim
© LUÍS FORRA/LUSA

No dia em que se assinala um ano desde que os primeiros casos de covid-19 foram detectados em Portugal, os dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que o país registou, nas últimas 24 horas, 38 mortes e 691 novas infecções pelo novo coronavírus.

O boletim epidemiológico desta terça-feira (2 de Março) dá conta que a tendência de diminuição no número de internados mantém-se. Há agora nos hospitais portugueses 1.997 doentes com covid-19 internados, menos 170 do que ontem. Já nas unidades de cuidados intensivos, estão 446 pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 (menos 23 face ao dia anterior).

O número de internamentos não estava abaixo dos dois mil desde 31 de Outubro, quando nos hospitais estavam internados 1.972 doentes com covid-19.

O boletim desta terça-feira indica que há mais 3.230 recuperados, com menos 2.577 casos activos. São agora 65.793 em todo o país. Há ainda 36.859 contactos em vigilância, o que representa menos 4.368 nas últimas 24 horas.

Desde o início da pandemia já foram contabilizados 805.647 casos de covid-19 em Portugal e 16.389 mortes.

O maior aumento de casos nas últimas 24 horas registou-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, com mais 255 casos, seguido da região Norte, com 166. Há também mais 140 casos registados na Madeira, 73 no Centro, 27 no Alentejo, 19 nos Açores e 11 no Algarve.

Em relação aos mortos, há mais 18 na região de Lisboa e Vale do Tejo, dez no norte, sete no centro, dois no Algarve e um no Alentejo. Não há mortes por covid-19 a registar nas ilhas.

Reabertura de escolas

Um ano depois de terem sido detectados os primeiros casos de covid-19 em Portugal, a ministra da Saúde, em entrevista à Antena 1, considera que ainda não é altura para falar da reabertura das escolas em Portugal. “Não estamos ainda em condições de falar desse tema. Estamos condicionados a um conjunto de circunstâncias, audições e a um calendário”.

Marta Temido, tal como o ministro da Educação ao JN e DN, remeteu para a declaração do primeiro-ministro e para dia 11 essa análise e decisão, considera ainda que os números da pandemia ainda não estão no nível desejado. “Se determinados pressupostos se mantiverem, pois se aplicarão”, disse a ministra da Saúde.

Refira-se que António Costa prometeu para 11 de Março o anúncio do plano de desconfinamento. “Será gradual, progressivo, diferenciado consoante sectores de actividade e localizações e sempre guiado por critérios objectivos”, disse o chefe do Governo.

A ministra da saúde afirmou ainda que não há certezas sobre a eficácia da vacina da AstraZeneca em maiores de 65 anos. “Tudo o que sabemos vai no sentido de ser segura e de qualidade. A questão é saber a sua eficácia acima de determinadas faixas etárias”, explicou. “Ainda não há informação suficiente sobre essa faixa etária”, completou.

Refira-se que nesta terça-feira a França recuou e autorizou a utilização da vacina da AstraZeneca, de duas doses, em pessoas entre os 65 e os 74 anos.

Certificado digital europeu vai indicar “se a pessoa esteve doente, se foi vacinada ou se fez um teste PCR”

E no dia em que Portugal assinala um ano de pandemia, o comissário europeu para a Justiça, Didier Reynders, garantiu que o certificado digital para a covid-19, que permitirá viajar dentro da União Europeia, não prevê qualquer partilha de dados entre Estados-membros.

“Queremos evitar problemas de direitos fundamentais e violação da protecção de dados e também a discriminação entre cidadãos”, disse hoje Reynders, em conferência de imprensa, acrescentando que “se tratará de uma verificação muito simples de dados e que será coordenada através de um instrumento legislativo”.

“Será um certificado, não um passaporte, que dará conta da situação de cada pessoa em relação à doença: se esteve doente, se foi vacinada ou se fez um teste PCR”, sublinhou.

A Comissão Europeia está a preparar “um instrumento legislativo sobre os dados que constarão num certificado digital numérico” que permita a circulação na União Europeia (UE) de pessoas vacinadas, que tenham desenvolvido anticorpos ou que apresente um teste PCR negativo.

“Vamos continuar a trabalhar numa maneira de organizar a livre circulação”, disse o comissário, garantindo que “não haverá qualquer discriminação nestes certificados”.

Diário de Notícias
DN
02 Março 2021 — 14:05

 

 

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610: Novo estado de emergência pouco muda. Carnaval com restrições extra nas ilhas

 

SAÚDE/ESTADO DE EMERGÊNCIA

Novo Estado de Emergência entra em vigor às 00.00 e vai até dia 1 de Março. Tem apenas três novidades (ou uma, dependendo do ponto de vista). Festividades carnavalescas proibidas ao abrigo do recolhimento obrigatório.

© Gonçalo Delgado / Global Imagens

O Carnaval não foi alvo de restrições específicas para além das medidas previstas no novo estado de emergência, que vigora desde as 00.00 e até a 1 de Março. O primeiro ministro António Costa já tinha avisado que as restrições seriam “em tudo iguais” às que já se encontram em vigor e que “os portugueses bem conhecem”.

E acrescentou: “Não haverá, seguramente, festejos de Carnaval e a Páscoa também não será a Páscoa que conhecemos.” E isso mesmo reforçou este domingo o gabinete da Ministra da Presidência ao DN, referindo que as regras do estado de emergência já são esclarecedoras quanto à proibição de festas ou ajuntamentos, sem necessidade de legislação específica para estes dias de quadra carnavalesca.

E se quiser ir festejar o Carnaval a Espanha também não pode, um vez que se mantém a proibição das deslocações para fora do território continental.

As festividades que por esta altura tomam conta de certas regiões do país, como Torres Vedras, Loulé, Ovar, Nazaré, Sesimbra e Loures já estavam proibidas há muito, uma vez que desde Janeiro vigora o dever geral de recolhimento domiciliário (ou confinamento). Apesar dos cortejos e festas estarem assim proibidos há algumas câmaras municipais que estão a dar tolerância de ponto na mesma (caso da Nazaré e Torres Vedras). Já o Governo decidiu não dar tolerância de ponto aos funcionários públicos.

Madeira e Açores apertam restrições no Carnaval

As regiões autónomas decidiram aplicar restrições específica para os dias de Carnaval, seja decretando o recolher obrigatório ou proibir festas. Na Madeira, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, explicou que as regras de confinamento iriam ser alteradas para prevenir a realização de “festas e convívios”.

O recolher obrigatório foi antecipado uma hora e passa a ser entre as 18.00 e as 05.00 vai vigorar entre os dias 15 e 19 de Fevereiro. O comércio tem de encerrar às 17.00. Já os bares e restaurantes poderão estar abertos até às 22.00, mas apenas para entrega ao domicílio e os casinos, bingo ou similares encerram às 17.00.

Nos Açores os estabelecimentos comerciais vão funcionar normalmente na segunda e terça-feira de Carnaval, mas os restaurantes e bares encerram às 15.00 e há proibição de circulação entre as 20.00 e as 05.00. E está proibido todo e qualquer tipo de festividade carnavalesca.

Venda de livros e material escolar nos hipermercados

O 11.ª Estado de Emergência decretado desde o início da pandemia (março de 2020) liberta a venda de livros e material escolar nos hipermercados que o Governo tinha proibido em Janeiro. O decreto presidencial, também estabelece a redução de ruído nos prédios para “não perturbar quem está em teletrabalho” e prevê o planeamento da reabertura das escolas com critérios de saúde pública – ambas ignoradas pelo Governo, como o DN já noticiou.

No continente, mantém-se o novo regime de teletrabalho, sempre que as funções o permitam, assim como o uso de máscaras ou viseiras obrigatório na rua, espaços públicos fechados e locais de trabalho. O comércio continua fechado com excepção de lojas de bens considerados essenciais (fecham às 20.00 durante a semana e às 17.00 no fim de semana), a restauração continua apenas para entregas ao domicílio e com vendas ao postigo (take-away), as escolas e creches encerradas, mantendo-se ensino à distância.

Estão autorizadas deslocações para comprar bens e serviços essenciais, para trabalhar apenas se a actividades profissionais o exigir e com a devida declaração escrita da entidade patronal. A prática de actividade física e desportiva ao ar livre é permitida, de preferência na zona de residência e de curta duração. Ir aos jardins é possível, mas a permanência é proibida, por exemplo.

A realização de celebrações e de outros eventos continua proibida, à excepção de cerimónias religiosas como funerais. E mantém-se a proibição de circulação entre concelhos ao fim-de-semana e será reforçada a fiscalização, seja da Autoridade para as Condições do Trabalho ou das forças de segurança, como a PSP, a GNR e as polícias municipais.

Portugal registou hoje o menor número de novos casos desde o Natal. Nas últimas 24 horas, o País teve 1677 novos casos de covid-19 e 138 óbitos, de acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Diário de Notícias

 

 

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