1142: EMA vai iniciar exame contínuo de medicamento contra a covid

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/MEDICAMENTOS

Farmacêutica diz que o molnupiravir reduz para metade os riscos de hospitalização e morte de pacientes com covid-19.

Laboratório anunciou que vai pedir em breve autorização para comercializar o molnupiravir nos EUA.
© AFP PHOTO /Merck & Co, Inc

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) declarou esta terça-feira que pode iniciar em breve o exame de um comprimido do laboratório MSD (Merck nos EUA) contra a covid-19, abrindo caminho a um eventual pedido de autorização na União Europeia.

A farmacêutica afirmou na semana passada que, após um ensaio clínico, o seu medicamento, designado molnupiravir, reduzia para metade os riscos de hospitalização e morte de pacientes com covid-19, o que pode constituir um avanço significativo na luta contra a pandemia.

“Estamos a considerar iniciar um exame contínuo deste composto nos próximos dias”, declarou Marco Cavaleri responsável pela estratégia para a vacinação no regulador europeu.

A EMA, que tem sede em Amesterdão, tomou conhecimento dos “primeiros resultados comunicados pela empresa” Merck sobre este novo medicamento, acrescentou Cavaleri em conferência de imprensa.

O laboratório norte-americano anunciou na sexta-feira que previa pedir em breve autorização nos EUA para comercializar o medicamento.

O ensaio clínico da MSD e do seu parceiro Ridgeback Biotherapeutics envolveu 775 pessoas com casos ligeiros ou moderados de covid-19 com pelo menos um factor de risco que poderia agravar a doença.

Receberam tratamento nos cinco dias após o aparecimento dos primeiros sintomas.

A taxa de hospitalização ou de morte nos doentes que receberam este medicamento foi de 7,3%, em comparação com 14,1% nos que tomaram um placebo.

Não se registou qualquer morte nas pessoas tratadas com molnupiravir, mas houve oito no segundo grupo, noticiou a AFP.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Outubro 2021 — 20:38

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644: Está a ser desenvolvida uma vacina contra a covid-19 em forma de comprimido

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

Cecília Bastos / USP Imagens

Uma farmacêutica israelo-americana, juntamente com uma empresa indiana, está a desenvolver aquela que poderá ser a primeira vacina oral contra a covid-19.

De acordo com o jornal The Jerusalem Post, a empresa farmacêutica israelo-americana Oramed juntou-se à indiana Premas Biotech para desenvolver a Oravax, a primeira vacina contra a covid-19 em forma de comprimido.

“Uma vacina oral contra a covid-19 eliminaria várias barreiras para uma distribuição mais rápida e em larga escala, permitindo potencialmente que as pessoas tomassem por si próprias a vacina em casa”, afirmou ao jornal israelita Nadav Kidron, CEO da Oramed.

“Embora a facilidade de administração seja hoje crucial para acelerar as taxas de inoculação, uma vacina oral poderá tornar-se ainda mais valiosa no caso de uma vacina contra a covid-19 poder ser recomendada anualmente, tal como a vacina da gripe”, disse ainda.

Esta vacina oral tem como alvos três proteínas estruturais do novo coronavírus, explicou Kidron, em oposição às vacinas da Moderna e da Pfizer, que só têm como alvo a proteína de espigão único.

Assim sendo, o responsável desta farmacêutica considera que esta futura vacina “deverá ser muito mais resistente às variantes da covid-19″.

Está previsto que o primeiro estudo clínico da Oravax comece no segundo trimestre deste ano. A empresa israelo-americana já está a negociar ensaios em vários países, como Israel, Estados Unidos e México, mas também alguns do continente europeu. A farmacêutica também espera poder realizar ensaios em África, onde esta vacina oral seria essencial.

O administrador espera que os dados da Fase I dos ensaios clínicos em humanos estejam disponíveis no prazo de três meses.

Bluepharma desenvolve medicamento para tratar covid

A farmacêutica portuguesa Bluepharma, sediada em Coimbra, está a desenvolver um medicamento para o tratamento da covid-19, revelou à agência Lusa o presidente da empresa, Paulo Barradas Rebelo.

“Está aprovado o financiamento e estamos a fazer o desenvolvimento do medicamento para a covid”, disse o responsável, escusando-se a adiantar mais informação.

Barradas Rebelo explicou que, como empresa que desenvolve medicamentos, a Bluepharma coloca “uma força muito grande em Investigação e Desenvolvimento (I&D)”.

“Separamos bem o I do D. A investigação é de maior risco, leva mais tempo, requer muito investimento. Não deixamos de fazer o investimento, mas doseamo-lo”, contou.

Da verba alocada a I&D, acrescentou o presidente da farmacêutica, “15% são para investigação e 85% para desenvolvimento”.

O desenvolvimento é muito importante para nós e é uma área que emprega gente muito qualificada. Temos 130 cientistas muitos qualificados a trabalhar em I&D”, sublinhou.

A Bluepharma é uma empresa de capitais portugueses, que iniciou a sua actividade em Fevereiro de 2001, depois de um grupo de profissionais ligados ao sector ter adquirido a unidade industrial pertencente à multinacional alemã Bayer.

Ao longo dos seus 20 anos, transformou uma unidade industrial que empregava 58 pessoas e operava para o mercado nacional num grupo farmacêutico de 20 empresas e com 750 trabalhadores. A sua actividade percorre toda a cadeia de valor do medicamento, desde I&D até ao mercado.

A empresa projectou um plano estratégico de investimento de cerca de 200 milhões de euros para a próxima década, que inclui a ampliação das actuais instalações em São Martinho (Coimbra), a construção de uma nova unidade industrial em Eiras (Coimbra) e a construção do Bluepharma Park, que será o maior parque tecnológico do cluster farmacêutico a nível nacional.

ZAP ZAP // Lusa

Por ZAP
22 Março, 2021

 

 

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637: Comprimido com câmara instalada permite detectar cancro no intestino

 

SAÚDE/CANCRO

Photoxpress

Um comprimido com uma micro-câmara instalada vai ser distribuído pelo Serviço Nacional de Saúde inglês – NHS. O objectivo é detectar doenças intestinais como a doença de Crohn e a presença de possíveis células cancerígenas.

Segundo o Correio da Manhã, o comprimido tem um dispositivo com a capacidade de registar duas fotografias por segundo, enquanto viaja pelo sistema digestivo. Assim, permite os médicos realizar o diagnóstico em poucas horas.

O jornal indica que os especialistas garantem que o comprimido – que custa 500 libras (cerca de 580 euros) – é “muito conveniente e poupa os pacientes de um exame desconfortável”.

Peter Johnson, director clínico do NHS, frisa a importância do novo método. “Nós sabemos que existem pessoas que sofrem os primeiros sintomas, como dores e inchaço no estômago ou sangue nas fezes e não se manifestam”, destaca.

Agora, os novos comprimidos podem ajudar a reduzir os tempos de espera e detectar a doença cedo, altura em que esta é mais fácil de tratar.

No Reino Unido, cerca de 16.600 pessoas morrem de cancro do intestino todos os anos, de acordo com o instituto Cancer Research UK.

Em Portugal, este tipo de cancro é o mais mortal e, com a pandemia, o seu rastreio tem sido ainda mais difícil.

Segundo os dados da United European of Gastroenterology morrem em Portugal, diariamente, uma média de 11 pessoas por cancro colorretal.

ZAP ZAP //

Por ZAP
12 Março, 2021

 

 

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630: Comprimido da Merck contra a covid-19 mostra resultados promissores

 

SAÚDE/COVID-19/TRATAMENTOS

A farmacêutica Merck disse este sábado que um medicamento contra a covid-19 que estão a desenvolver mostrou “resultados promissores”.

O tratamento oral com molnupiravir, desenvolvido em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics LP mostrou uma rápida redução de infecciosidade na fase 2 entre os participantes no estudo com covid-19, disseram as duas companhias numa nota conjunta à imprensa.

“Numa altura em que existe uma necessidade sem precedentes de um tratamento antiviral contra o SARS-CoV-2, encorajam-nos estes dados preliminares”, disse Wendy Painter, chefe da direcção médica da Ridgeback, em comunicado, citada pela Bloomberg.

O estudo pretende avaliar a segurança, tolerância e eficácia do medicamento para eliminar o vírus SARS-CoV-2.

A farmacêutica norte-americana centrou as suas atenções na investigação de um fármaco contra a covid-19 depois das suas tentativas para desenvolver uma vacina terem falhado.

Diário de Notícias
06 Março 2021 — 09:38
Por Lina Santos

 

 

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