540: Consumo moderado de café pode ajudar a travar o risco de deterioramento cognitivo

 

SAÚDE/CAFÉ/DETERIORAMENTO COGNITIVO

grafvision / Flickr

Uma nova investigação associou o consumo moderado de café a um menor risco de deterioramento cognitivo em pessoas com alto risco cardiovascular.

Os resultados são de um estudo levado a cabo pela Unidade de Nutrição Humana da Universidade de Rovira e Virgili e do Instituto de Investigação Sanitária Pere Virgili, em Espanha, que contou com a participação de 6.427 voluntários de todo o país.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada European Journal of Nutrition, foi observada uma protecção face ao deterioramento cognitivo nos participantes que bebiam café, especialmente naqueles que consumiam duas ou mais xícaras por dia.

A função cognitiva dos voluntários foi avaliada através de questionários que exploravam aspectos relacionados com a memória, sentido de orientação, concentração, velocidade de processamento, atenção, procura visual e outros parâmetros, explicou a equipa em comunicado a que a agência noticiosa espanhola Europa Press teve acesso.

Os autores sugere que a relação benéfica pode ser resultado da interacção entre diferentes compostos presentes no café: os compostos fenólicos, com propriedades antioxidantes, podem ajudar a reduzir o stresse oxidativo e a inflamação dos neurónios, ao passo que os componentes bioactivos podem atenuar a produção de uma substância que é considerada um factor de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Segundo o estudo, a cafeína presente nesta bebida pode ainda interagir com a neuro-transmissão, promovendo funções de alerta, humor ou excitação. Para a investigação, os autores basearam-se em investigações anteriores que sugerem que, do ponto de vista estrutural, a cafeína é semelhante à adenosina, um neurotransmissor.

Sara Silva Alves, ZAP //

Por Sara Silva Alves
19 Dezembro, 2020

Do ponto de vista orgânico, a Deterioração Cognitiva está associada a: inflamação cerebral; deterioração das células nervosas; redução da neuro-génese no hipocampo. Ocorre, portanto, uma redução e enfraquecimento das seguintes funções cognitivas: Atenção Complexa; Aprendizagem e memória; Funções executivas; Língua; Função perceptivo-motora.

 

 

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533: Doenças cardíacas são a principal causa de morte em todo o mundo

SAÚDE/DOENÇAS

U.S. Pacific Fleet / Flickr

As doenças cardíacas são a principal causa de morte em todo o mundo, de acordo com uma nova investigação que frisa que, em 2019, estas patologias foram responsáveis por um terço de todos os óbitos registados.

Os resultados da investigação foram publicados no início de Dezembro na revista científica especializada Journal of the American College of Cardiology, num artigo que frisa que o número de mortes associadas a doenças cardíacas continua a aumentar.

A China registou o maior número de mortes por doença cardíaca em 2019, sendo seguida pela Índia, Rússia, Estados Unidos e Indonésia, detalha o portal WebMD.

As taxas mais baixas de mortalidade associadas a doenças cardíacas foram registadas em França, Peru e Japão, onde os números foram seis vezes menores do que em 1990.

De acordo com os autores do estudo, que analisaram 30 anos de dados, os países precisam de criar programas de saúde públicos com uma boa relação custo-benefício para reduzir o risco de doenças cardíacas através de mudanças comportamentais.

O número de doenças cardíacas quase duplicaram no período em análise, tendo passado de 271 milhões em 1990 para 523 em 2019. O número de mortes no mesmo período de tempo aumentou de 12,1 milhões para 18,6 milhões.

No ano passado, a maioria das mortes por doença cardíaca foi atribuída à doença isquémica do coração (estreitamento das artérias do órgão que reduzem o fluxo sanguíneo) e derrame, registando um aumento constante desde 1990.

“Os padrões globais de DCV (doenças cardiovasculares) têm implicações significativas para a prática clínica e o desenvolvimento de políticas de saúde pública”, começou por explicar o o autor principal do estudo, Gregory Roth, professor associado de cardiologia da Universidade de Washington em Seattle, nos Estados Unidos.

“Os casos prevalecentes de DCV total tendem a aumentar substancialmente como resultado do crescimento e envelhecimento populacional, especialmente no Norte de África e Ásia Ocidental, Ásia Central e Meridional, América Latina e Caraíbas e Leste e Sudeste Asiático, onde se espera que a ‘fatia’ populacional de idosos duplique entre 2019 e 2015″, continuou, apelando à promoção da saúde do coração e envelhecimento saudável.

“Igualmente importante, é também agora a hora de implementar estratégias viáveis ​​e acessíveis para a prevenção e controlo de DCV e acompanhar os resultados”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
13 Dezembro, 2020

 

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497: Comer alimentos picantes reduz risco de morte prematura em 25%

 

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO

Hans / Pixabay

Os indivíduos que consomem alimentos picantes, sobretudo malagueta, podem viver mais e ter um risco significativamente reduzido de morrer de doenças cardiovasculares ou cancro, de acordo com uma pesquisa que será apresentada nas American Heart Association’s Scientific Sessions 2020.

De acordo com uma pesquisa levada a cabo por investigadores norte-americanos, divulgada no Science Daily, a ingestão abundante do ingrediente picante pode reduzir o risco de morte precoce em 25%.

A investigação revela que os consumidores frequentes apresentam uma predisposição entre 26 a 23% menor de morrerem vítimas de doenças cardiovasculares ou de cancro, respectivamente.

Para analisar os efeitos da malagueta na mortalidade, os cientistas analisaram 4.729 estudos de cinco bancos de dados de saúde globais (Ovid, Cochrane, Medline, Embase e Scopus). Os registos de saúde e dieta de mais de 570.000 indivíduos nos Estados Unidos, Itália, China e Irão foram usados para comparar os resultados daqueles que consumiram malagueta com aqueles que raramente ou nunca comeram.

O estudo descobriu que as pessoas que comiam malagueta tinham uma redução relativa de 26% na mortalidade cardiovascular; de 23% na mortalidade por cancro; e de 25% na mortalidade por todas as causas.

“Ficamos surpreendidos ao descobrir que, nestes estudos já publicados, o consumo regular de malagueta foi associado a uma redução geral do risco de morte por todas as causas, doenças cardiovasculares e cancro”, reagiu o autor Bo Xu, cardiologista da Cleveland Clinic’s Heart, Vascular & Thoracic Institute em Cleveland, Ohio.

As razões e os mecanismos que explicam esta descoberta são, no entanto, desconhecidos.

ZAP //

Por ZAP
14 Novembro, 2020

 

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280: Comer um ovo por dia faz bem ao coração

(CC0/PD) Trang Doan / pexels

Um estudo publicado recentemente apontou o ovo como um alimento benéfico na prevenção de doenças cardíacas.

As doenças cardiovasculares são, actualmente, a principal causa de morte e incapacidade em todo o mundo, especialmente pelas cardiopatias isquémicas e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Ao contrário do resto do mundo onde é mais frequente a doença isquémica, na China a principal causa de morte prematura é o derrame cerebral.

Enquanto uns apontam a necessidade de limitar o consumo de ovos, devido ao risco de salmonela e colesterol elevado, outros defendem o consumo diário por outras propriedades do alimento. É o exemplo de um estudo recente, publicado na Heart, realizado por um grupo de cientistas do Reino Unido e China, das universidades de Pequim e Oxford.

A investigação refere que os ovos são uma fonte importante de colesterol mas que também contêm proteínas de alta qualidade, muitas vitaminas e componentes bioactivos, como os fosfolipídeos (lípidos que contém ácido fosfórico) e os carotenoides (importantes na alimentação e antioxidantes).

O estudo refere que investigações anteriores que analisaram a associação entre comer ovos e a saúde foram inconsistentes.

Desta vez, os cientistas examinaram as relações entre o consumo de ovos e as doenças cardiovasculares, usando dados de um estudo a decorrer e que junta mais de 500 mil pessoas adultas, com idades compreendidas entre os 30 e os 79 anos, de 10 diferentes regiões da China.

Os participantes, recrutados entre 2004 e 2008, foram questionados sobre a frequência do consumo de ovos e foram acompanhados para determinar a sua morbilidade e mortalidade.

A análise dos resultados revelou que, em comparação com pessoas que não consomem ovos, o consumo diário está associado a um risco menor de doenças cardiovasculares.

Os consumidores diários de um ovo baixaram em 18% o risco de uma doença cardiovascular e só em relação a um AVC a probabilidade baixou 26%. O consumo diário de ovos levou também a uma redução de 25% no risco de cardiopatia isquémica.

Os autores notam que o estudo foi de observação, pelo que não se pode tirar uma conclusão categórica de causa e efeito. Ainda assim, salientam o tamanho da amostra.

“”O presente estudo revela que há uma associação entre o consumo moderado de ovos (um por dia) e uma menor taxa de eventos cardíacos”, afirmaram os autores.

ZAP // Lusa

Por ZAP
24 Maio, 2018

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161: Suplemento de tomate traz benefícios para pacientes com doença cardiovascular

Um suplemento diário retirado de uma substância encontrada no tomate pode melhorar a função dos vasos sanguíneos em pacientes com doença cardiovascular. É o que revela um estudo realizado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e publicado na revista PLOS One.

dd18062014Outros estudos já relacionaram o licopeno, substância presente no tomate, com a redução do risco de desenvolver doenças cardiovasculares. No entanto, a nova pesquisa avaliou os seus efeitos na função dos vasos sanguíneos localizados no antebraço, que dão indícios se o paciente desenvolverá problemas vasculares ou não.

Trinta e seis pacientes com doenças cardiovasculares e 36 voluntários saudáveis participaram do estudo. Os voluntários receberam um suplemento com sete miligramas de licopeno ou um tratamento com placebo.

Os pacientes com doença cardiovascular tomaram estatinas, medicamentos com a função de baixar o colesterol. No entanto, eles ainda apresentaram a função prejudicada do endotélio – o revestimento interno dos vasos sanguíneos – em comparação com os voluntários saudáveis. Ter um endotélio saudável é um factor importante para prevenir a evolução das doenças cardíacas.

Os investigadores descobriram que a suplementação oral com sete miligramas de licopeno melhorou a função endotelial dos pacientes com doenças cardiovasculares, mas não fez efeito algum nos voluntários saudáveis.

O licopeno melhorou em 53% o alargamento dos vasos sanguíneos em comparação com os pacientes que foram tratados com o placebo. O resultado foi considerado pelos estudiosos como positivo, já que a constrição dos vasos sanguíneos é um dos principais factores que pode levar a ataques cardíacos e AVC.

O estudo constatou que o suplemento não teve qualquer efeito sobre a pressão arterial, a rigidez arterial e os níveis de lipídios.

«Mostramos claramente que o licopeno melhora a função dos vasos sanguíneos em pacientes com doenças cardiovasculares», afirma Joseph Cheriyan, professor da universidade e um dos autores do estudo.

«Isso reforça a necessidade de uma dieta saudável em pessoas com risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral. O suplemento de tomate não é um substituto para outros tratamentos, mas pode fornecer benefícios adicionais. Entretanto, serão necessários mais estudos para verificar se esta solução é capaz de reduzir doenças cardíacas», completa Cheriyan.

In Diário Digital online
18/06/2014 | 14:33

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112: “A campanha do colesterol é o maior escândalo médico do nosso tempo”

Entrevista a Uffe Ranskov, investigador dinamarquês e fundador da Liga Internacional dos Cépticos do Colesterol que defende que o colesterol alto não é causa mas apenas um sintoma das doenças cardiovasculares.

activa15062013Como começou o seu interesse no colesterol?

Quando a campanha anti-colesterol começou na Suécia, em 1989, fiquei surpreendido porque nunca tinha visto indicações na literatura médica que mostrassem que o colesterol elevado ou as gorduras saturadas fossem prejudiciais. Como sabia pouco do assunto comecei a ler de forma sistemática e rapidamente percebi que o rei ia nu.

Parece haver uma guerra de estudos nesta matéria…

Quase todas as pesquisas nesta área são pagas pelas farmacêuticas e pela indústria das margarinas. É também um facto triste que muitos investigadores que mostraram que o colesterol elevado não é mau, não o percebam eles próprios. Por exemplo, dois grupos de investigação norte-americanos mostraram recentemente que o colesterol de doentes que deram entrada no hospital com ataque cardíaco estava abaixo do normal. Concluíram que era preciso baixar o colesterol ainda mais. Um dos grupos fez isso mesmo. Três anos depois tinha morrido o dobro dos pacientes a quem tinham baixado o colesterol, comparativamente aqueles em que o colesterol foi deixado na mesma.

Se o colesterol não tem influência na doença coronária como se explica que haja tantos estudos a mostrar efeitos positivos das estatinas em pessoas com historial de doenças coronárias?

A razão prende-se com o facto das estatinas terem outros efeitos, anti inflamatórios, além de baixarem o colesterol. O seu pequeno benefício só foi demonstrado em pessoas jovens e homens de meia- idade que já tiveram um ataque cardíaco. Nenhum ensaio de estatinas foi capaz de prolongar a vida às mulheres ou pessoas saudáveis cujo único ‘problema’ é terem o colesterol alto. E há mais de 20 estudos que demonstram que pessoas mais velhas com colesterol vivem mais tempo.

– Há quem não desvalorize completamente o papel do colesterol, nomeadamente o LDL, mas enfatize a importância do tamanho das partículas.

O investigador norte-americano Ronald Krauss descobriu que o LDL existe em vários tamanhos e que um número elevado de partículas pequenas e com maior densidade está associado a um maior risco de ataque cardíaco, enquanto que um numero alto de partículas de LDL grandes está associado a um risco menor. Também demonstraram que ao comer gordura saturada o número de partículas pequenas no sangue descia e que o número das grandes subia. Isto não significa que as partículas pequenas sejam a causa dos ataques cardíacos. Haver uma relação não implica que seja de causa efeito. O que estes estudos demonstraram foi que comer gorduras saturadas não causa doenças coronárias. De qualquer forma, uma análise do colesterol diz pouco. O nível de colesterol depende de muitas coisas. O stress pode aumentar o nível de colesterol em 30% a 40% em meia hora.

Diz ainda que as gorduras saturadas não são um problema mas sim a comida processada, com gorduras hidrogenadas, e o açúcar…

Sim, o triste é que até os autores do mais recente relatório da OMS/FAO admitiram que a gordura saturada é inocente e apesar disso continuam com as recomendações de dietas com baixos teor de gordura e altos teores de hidratos de carbono. O relatório diz ‘As provas disponíveis de ensaios controlados não permitem fazer um juízo sobre efeitos substantivos da gordura na dieta no risco de doença cardiovascular’. Na Suécia, milhares de diabéticos obesos puderam deixar a medicação para a diabetes evitando os hidratos de carbono e comendo alimentos ricos em gordura saturada.

O que recomenda às pessoas relativamente à toma de estatinas?

Não usem estatinas! O seu benefício é mínimo e o risco de efeitos adversos é muito mais alto do que o que as farmacêuticas dizem. Vários investigadores independentes mostraram que há problemas musculares em25 a 50% das pessoas, especialmente nos mais velhos. Pelo menos 4% ficam com diabetes e parece haver também ligação a perdas de memória ou Alzheimer. Os problemas de fígado também são um risco. A campanha do colesterol é simplesmente o maior escândalo médico do nosso tempo.

In Activa online
Por: Bárbara Bettencourt
03 Maio 2013, às 14:59

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