1400: Câmara de Lisboa muda regras para testes gratuitos nas farmácias

– Então mas os que votaram no Carlinhos dos Trocos para a C.M.L., agora protestam??? Aguentem!!!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/TESTES/C.M.L.

Mudança entrou em vigor desde sábado e foi esta segunda-feira criticada por PS e BE

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A Câmara de Lisboa só assegura testes gratuitos à covid-19 nas farmácias depois de o utente esgotar os quatro mensais comparticipados pelo SNS, uma mudança em vigor desde sábado que foi esta segunda-feira criticada por PS e BE.

Por outro lado, desde sábado, tanto nas farmácias como nos postos fixos de testagem da câmara, os testes comparticipados pelo município passam a poder ser feitos apenas a cada três dias, seguindo a “lógica dos especialistas em saúde”, disse esta segunda-feira à Lusa fonte da assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Lisboa (CML).

“Cada pessoa poderá fazer um teste a cada três dias. Testes continuam a estar disponíveis para residentes e não residentes”, lê-se na informação publicada no domingo nas redes sociais e na página na Internet da CML sobre as regras em vigor desde sábado.

Até agora, a CML comparticipava testes rápidos à covid-19 numa rede de 150 farmácias da cidade, sem limite de número por mês ou de frequência.

Os vereadores do PS e do BE na câmara criticaram esta segunda-feira esta mudança de regras na comparticipação de testes pela CML, que coincidem com as festas de Natal e Ano Novo e com mais exigências e recomendações de testes por parte das autoridades.

Os partidos realçaram que há em Lisboa 130 farmácias aderentes ao programa de comparticipação de testes pela autarquia, mas que são só 59 as que têm protocolo idêntico com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), dificultando o acesso aos rastreios gratuitos.

A CML garantiu que o objectivo é “precisamente o contrário”, é aumentar “ao máximo” o número de farmácias que integram o sistema de comparticipação nacional e também “a capacidade de testagem” e o número de pessoas que conseguem testar-se, face à grande procura.

O princípio para esta mudança foi o de integrar os dois sistemas de comparticipação, segundo a mesma fonte, que explicou que na sequência de reuniões entre as diversas entidades, a Associação Nacional de Farmácias (ANF) enviou aos seus associados uma informação no início do mês, com a necessidade de as farmácias “integrarem os dois sistemas”.

Meios de comunicação social relataram que no fim de semana houve farmácias de Lisboa que cobraram testes a utentes, invocando as novas regras para comparticipação pela autarquia.

“Da parte da CML importa garantir que não haverá qualquer perturbação e muito menos interrupção na disponibilização dos testes em Lisboa, numa altura em que a testagem é considerada crucial para o combate à situação pandémica e para a manutenção da confiança social e económica na cidade”, disse à Lusa a mesma fonte, que explicou que o município está disponível, se for necessário, para assegurar um “período transição”, o que foi esta segunda-feira transmitido à oposição numa reunião do executivo camarário em que a questão foi levantada.

Em declarações ao jornal Público no fim de semana, a presidente da ANF, Ema Paulino, assumiu que “pode haver necessidade de clarificar procedimentos”, o que a associação tem estado a fazer “junto das farmácias”.

“Queremos encontrar formas de simplificar os processos e de garantir que há até um aumento da capacidade de testagem das farmácias já a partir da próxima semana”, disse ainda Ema Paulino, que revelou que há novas reuniões agendadas sobre esta questão entre as farmácias, o Infarmed e a CML para esta semana.

Num comunicado, o PS condenou esta segunda-feira que o município liderado por Carlos Moedas (PSD) tenha mudado “as regras de forma unilateral e sem dar tempo para as farmácias se adaptarem, restringindo as condições de acesso ao programa” de testes gratuitos à covid-19.

“O resultado foram centenas de pessoas a quem foi pedido dinheiro no fim de semana e que, de acordo com relatos na imprensa ou redes sociais, ora deixaram de fazer os testes ou tiveram de os pagar do seu bolso”, escreveram os socialistas.

Para o PS, “restringir o acesso aos testes, dificultando a sua comunicação” neste momento é “inconcebível e incompreensível” e “mais ainda quando o programa de testagem tem amplo cabimento orçamental nas contas da autarquia”.

Também a vereadora do BE, Beatriz Gomes Dias, considerou que estas mudanças, “uma semana antes do Natal”, foram “um erro grave”, que causou “o caos em Lisboa”, sublinhando que “em vez de mais de uma centena com testes gratuitos, há apenas 59 farmácias para testar quem vive ou trabalha na capital”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Dezembro 2021 — 20:33

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792: Câmara de Lisboa oferece testes ilimitados a todos os cidadãos

 

SAÚDE/COVID-19/TESTES ILIMITADOS EM LISBOA

O plano municipal de testagem à covid-19 “deixou de estar limitado a dois testes mensais por morador na cidade de Lisboa, passando a oferecer um número de testes ilimitados, independentemente de ser ou não residente” na capital.

© André Luís Alves / Global Imagens

Os testes gratuitos à covid-19 nas farmácias de Lisboa vão ser ilimitados e disponíveis a todos os cidadãos, inclusive não residentes na cidade, no âmbito do plano municipal de testagem, anunciou esta segunda-feira a Câmara lisboeta

Segundo a autarquia, o plano municipal de testagem à covid-19 “deixou de estar limitado a dois testes mensais por morador na cidade de Lisboa, passando a oferecer um número de testes ilimitados, independentemente de ser ou não residente” na capital.

Através do plano municipal de testagem à covid-19, o número de testes efectuados nas farmácias e postos móveis organizados pela Câmara Municipal e pela Cruz Vermelha “mais do que duplicou na última semana, passando de uma média diária de 1.000 testes para mais de 3.500 testes/dia, nos dias 17 e 18 de Junho”.

“Desde o dia 31 de Março, quando o programa começou, já foram realizados nas farmácias mais de 60 mil testes gratuitos a moradores de Lisboa”, informou a Câmara Municipal em comunicado.

No último mês, foram efectuados 31 teste a trabalhadores do comércio e restauração

Neste âmbito, a rede de pontos móveis de testagem, que está agora presente em 17 locais, vai ser reforçada a partir desta semana, assim como a regularidade nos pontos de maior procura.

De acordo com a autarquia, as equipas dos serviços de protecção civil municipal de Lisboa vão estar presentes a partir desta segunda-feira nas principais artérias comerciais, para “sensibilizar, porta a porta, o comércio local e restauração para a necessidade de testar os seus funcionários”.

“No último mês apenas foram efectuados 31 testes ao abrigo do programa de testes gratuitos que a Câmara de Lisboa disponibilizou para os trabalhadores do comércio e restauração”, referiu o município.

Lisboa e Vale do Tejo é a região com o maior número de novos casos

O processo de testagem massiva e gratuita em Lisboa teve início em 31 de Março, mas, a partir de 15 de Abril, a Câmara Municipal decidiu alargar a testagem nas farmácias à covid-19 a todos os moradores, deixando o programa de estar limitado às freguesias com maior incidência da doença, nomeadamente com mais de 120 casos por 100 mil habitantes.

Na altura, a autarquia salientou que “o alargamento do número de testes, efectuados de forma massiva e universal na cidade, é uma medida central de prevenção da propagação do vírus e na promoção da saúde pública”.

A região de Lisboa e Vale do Tejo tem registado os maiores números de infecção por covid-19. No domingo, registou 641 dos 941 novos casos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.862.364 mortos no mundo, resultantes de mais de 178,1 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram mais de 17 mil pessoas e foram confirmados mais de 865 mil casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias
DN/Lusa
21 Junho 2021 — 12:40

 

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