822: Portugal no vermelho: taxa de incidência dispara e há mais de 500 internados

SAÚDE/COVID-19/INFECTADOS/MORTOS/R(t) NO VERMELHO

Portugal registou nas últimas 24 horas 902 novos casos e duas mortes por covid-19. Há agora 32.071 casos activos em Portugal., o maior número desde 24 de Março

© MÁRIO CRUZ/LUSA

De acordo com o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS) desta segunda-feira (28 de Junho), há agora 502 pessoas hospitalizadas (mais 25 que no dia anterior), ultrapassando a barreira dos 500 pela primeira vez desde 6 de Abril. Deste total, 115 doentes estão internados em unidades de cuidados intensivos (menos um que no domingo).

Mais de metade dos 902 novos casos foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo (509), seguindo-se Norte (203), Algarve (100) e Centro (45).

Quanto às mortes, uma ocorreu em Lisboa e Vale do Tejo e a outra a Norte.

O número de casos activos neste momento, em Portugal, é de 32.071, o que representa um aumento de 292 infecções activas face ao dia anterior e o maior número de infecções activas dos últimos três meses (desde 24 de Março). O número de recuperados nas últimas 24 horas é de 608.

A taxa de incidência em Portugal Continental continua a subir de forma considerável e é agora de 161,7 casos por 100 mil habitantes – 158,5 a nível nacional (Madeira e Açores incluídos) -, quando na actualização anterior se situava nos 138,7 (e 137,5 a nível nacional).

O índice de transmissibilidade – R(t) – desceu ligeiramente: está nos 1,13 a nível nacional e nos 1,14 no território continental. Uma conjugação que não deixa dúvidas quanto à situação do país na matriz definida para gerir o plano de desconfinamento: Portugal está no vermelho.

Nos concelhos de baixa densidade populacional, que representam mais de metade do território continental, a linha vermelha que obriga os municípios a recuar no plano de desconfinamento está fixada nos 480 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias e os restantes concelhos ficam sob alerta quando ultrapassarem os 240 casos por cem mil habitantes no mesmo período.

Em Portugal, morreram até hoje 17.086 pessoas e foram confirmados 875.449 casos de infecção por covid-19, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Governo diz que o Supremo decidiu a seu favor sobre restrições à circulação na AML

O Supremo Tribunal Administrativo (STA) decidiu a favor do Governo em duas intimações urgentes contra medidas de restrição de circulação de e para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), disse esta segunda-feira à agência Lusa fonte do executivo.

Segundo a mesma fonte do Governo, o STA “concluiu que as medidas não padecem de inconstitucionalidade, têm o devido suporte legal e respeitam o princípio da proporcionalidade”.

“Consequentemente, julgou as duas intimações improcedentes por não se verificar a violação de direitos, liberdades e garantias invocada pelos requerentes”, acrescentou.

As duas intimações contra as restrições aplicadas pelo Governo à circulação na AML, como medida de contenção da covid-19, foram apresentadas ao STA pelo presidente do Chega, André Ventura, e por um grupo de cidadãos.

Na quinta-feira, o presidente do Chega anunciou que o partido pretendia apresentar uma intimação junto do STA.

“Estas restrições são absurdas e hoje [quinta-feira], logo após o Conselho de Ministros e serem conhecidas as novas medidas do Conselho de Ministros, o Chega voltará ao STA, agora pegando nas medidas concretas que forem apresentadas para procurar determinar a sua inconstitucionalidade e a sua ilegalidade”, afirmou então o deputado.

Nesse mesmo dia, o Governo tinha anunciado a decisão de manter a proibição de circulação de e para a AML este fim de semana – entre as 15:00 de sexta-feira e as 06:00 desta segunda-feira – tal como já aconteceu entre 18 e 21 de Junho, salvo as excepções previstas na lei.

No entanto, ao contrário do que aconteceu na semana passada, neste fim de semana as pessoas com um certificado digital em como têm a vacinação contra a covid-19 completa ou em como recuperaram da doença nos últimos meses, poderiam passar.

Também passou a ser possível sair ou entrar na AML com um teste PCR (feitos nas últimas 72 horas) ou de antigénio (feito nas últimas 48 horas).

Em declarações aos jornalistas na quinta-feira, no final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que estas medidas pretendem “a contenção” da variante ‘delta’ do coronavírus no resto do país, uma vez que a incidência é maior na AML, devido a vários factores.

A AML tem todos os seus 18 municípios sujeitos a medidas mais restritivas de desconfinamento, com destaque para Lisboa e Sesimbra.

Na quinta-feira, Lisboa juntou-se a Sesimbra e deu um passo atrás no processo de desconfinamento por estar em “risco muito elevado”, com uma taxa de incidência de covid-19 superior a 240 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias.

Os restantes 16 municípios da AML encontram-se em “risco elevado” de incidência da covid-19, por terem 120 casos por 100 mil habitantes.

São eles Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Alemanha puxa do ‘travão de emergência’ face a Portugal

A Comissão Europeia disse esta segunda-feira (28) que a interdição a viagens não essenciais para Portugal adoptada pela Alemanha se integra no chamado “travão de emergência” previsto na decisão do Conselho da União Europeia (UE) sobre turismo no âmbito da covid-19.

Fomos informados pelas autoridades alemãs da decisão de considerar Portugal como uma área de variante de vírus, o que vem no contexto do travão de emergência que está previsto na recomendação do Conselho“, disse o porta-voz do executivo comunitário para a Justiça na conferência de imprensa diária do executivo comunitário.

Este ‘travão de emergência’ permite aos Estados-membros o endurecimento de medidas para travar a progressão do vírus SARS-Cov-2.

“Nesta fase, é importante que a recomendação do Conselho continue a ser a bússola orientadora para todos os Estados-membros neste contexto”, salientou.

As autoridades sanitárias da Alemanha colocaram Portugal na ‘lista vermelha’, uma decisão que vigorará a partir desta terça-feira e que obrigará todos os viajantes provenientes do território português a uma quarentena de 14 dias.

Diário de Notícias
DN
28 Junho 2021 — 14:46

 

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432: Covid-19: Portugal atinge os 73 604 casos de infecção. E 1953 mortes

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

Boletim da Direcção-Geral de Saúde regista mais nove mortes em 24 horas no país. E 665 novos casos

© Rui Oliveira/Global Imagens

Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 665 casos de covid-19 e mais 9 mortes, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), divulgado este domingo (27 de Setembro). Desde que a pandemia começou no país, em Março, foram confirmados 73 604 casos positivos da doença e 1953 óbitos.

O número de internamentos registou nas últimas 24 horas um novo aumento. São agora 635 os doentes hospitalizados (mais 20 que ontem), dos quais 89 estão em unidades de cuidados intensivos (mais quatro).

Foram dados como recuperados mais 267 pessoas – no total já estão dadas como curadas 47 647.

Por regiões, no Norte foram detectados mais 267 casos (duas mortes), no Centro mais 70 (duas mortes), Lisboa e Vale do Tejo tiveram nas últimas 24 horas mais 252 casos (cinco mortes), no Alentejo e Algarve não se registaram mortes e os casos foram, respectivamente, 55 e 38.

Nos Açores, surgiu mais um caso e na Madeira três.

Diário de Notícias

DN

 

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419: Mais 899 casos e cinco mortes em Portugal nas últimas 24 horas

 

SAÚDE/COVID-19/ESTATÍSTICAS

O boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde indica que há 624 doentes hospitalizados, dos quais 86 em unidades de cuidados intensivos.

© JOSÉ COELHO/LUSA

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 899 novos casos de covid-19 (um crescimento de 1,26%) e mais cinco mortes, segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS), divulgado esta sexta-feira (25 de Setembro). Desde que a pandemia começou no país, em Março, foram confirmados 72.055 casos positivos da doença e 1.936 óbitos.

O número de internamentos continua a aumentar. São agora 624 os doentes hospitalizados (mais 36 do que no dia anterior), dos quais 86 estão em unidades de cuidados intensivos (mais um).

Há mais 327 pessoas recuperadas da doença, num total de 47.003, e 23.116 casos activos (mais 567 do que na quinta-feira).

Dos novos casos reportados, 505 foram registados em Lisboa e Vale do Tejo, o que representa 56% do total nacional. A região Norte confirmou mais 263 novos casos, o Centro tem mais 52, o Algarve mais 47 e o Alentejo mais 30. Registaram-se dois novos casos nos Açores e na Madeira não se verificam novos diagnósticos de covid-19.

O boletim da DGS indica que as mortes que ocorreram nas últimas 24 horas ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo (três), no Centro (um) e no Norte (um). Uma das vítimas mortais tinha 78 anos, os restantes tinham mais de 80 anos, informou a ministra da Saúde, Marta Temido, durante a conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal.

Perante estes dados, a taxa de letalidade é de 2,7% e acima dos 70 anos é de 13,8%.

Há 287 surtos activos

A ministra indicou que há actualmente 287 surtos activos em Portugal, sendo que o “Norte é a região com mais surtos activos, associados a restaurantes e ao turismo”, fez saber Marta Temido.

No que se refere aos lares, “uma situação muito complexa”, há 76 residências com utentes infectados, sendo que actualmente existem 47 surtos activos em todo o país. Em Abril, eram 365 os lares de idosos com casos activos, acrescentou a responsável pela pasta da Saúde.

A ministra disse ainda que a taxa de incidência na última semana é de 44,7 novos casos por 100 mil habitantes e a 14 dias é de 89 casos por 100 mil habitantes.

O valor médio do Risco de Transmissibilidade (RT), de 16 a 20 de Setembro, situa-se nos 1,09 “um pouco mais baixo do que nos dias anteriores”, disse Marta Temido. “Temos de ler sempre o risco de transmissão com o número de novos casos”, esclareceu.

Os dados da DGS indicam ainda que há 42.785 pessoas que estão em vigilância pelas autoridades de saúde (mais 1.089 do que na véspera).

Teste vai distinguir o novo coronavírus de outras infecções respiratórias, como a gripe

Também esta sexta-feira, ficou a saber-se que Portugal vai ter um teste de diagnóstico que permite “diferenciar o novo coronavírus de outros tipos de infecções respiratórias sazonais”, como a gripe, auxiliando os clínicos a realizarem diagnósticos mais precisos revelou esta sexta-feira o director médico da Unilabs, a empresa que vai disponibilizar os testes.

“A ideia era tentarmos ter uma ferramenta de diagnóstico que, em simultâneo, nos permitisse diferenciar se é ou não covid-19 e, se não for, qual o vírus que está a causar aquele quadro clínico”, afirmou António Maia Gonçalves.

Em declarações à Lusa, o director médico da Unilabs Portugal explicou que a ferramenta surgiu no âmbito de uma colaboração com um laboratório sul coreano.

Esta “arma de diagnóstico”, que ficará disponível “nos próximos 10 dias”, permitirá assim, através de uma única amostra via zaragatoa da naso-faringe depreender se se trata do SARS-CoV-2 ou de outras patologias respiratórias.

O teste, realizado mediante prescrição médica, poderá ser feito nos mesmos locais dos testes covid-19, em ‘drive thru’ ou algumas unidades da empresa. Resultados ficarão disponíveis entre 24 a 36 horas após a realização deste teste.

Mais de 984 mil pessoas morreram devido à pandemia

A pandemia do novo coronavírus já causou a morte a mais de 980 mil pessoas e infectou mais de 32 milhões em todo o mundo desde Dezembro, segundo um balanço da agência AFP baseado em dados oficiais.

De acordo com o balanço da agência francesa de notícias, hoje às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa), já morreram pelo menos 984.068 pessoas e 32.298.410 foram infectadas em 196 países e territórios desde o início da epidemia de covid-19, em Dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan.

Pelo menos 22.141.000 pessoas já foram consideradas curadas pelas autoridades de saúde.

Diário de Notícias
Com Lusa

 

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