1459: Já em vigor. Período de isolamento de assintomáticos reduz para sete dias

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As normas foram actualizadas esta quarta-feira pela Direcção Geral de Saúde, que também reviu a definição de contacto de alto risco.

O período de isolamento para as pessoas assintomáticas que testam positivo ao SARS-CoV-2 e têm doença ligeira passa a partir desta quarta-feira a ser de sete dias, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

As normas actualizadas pela DGS também reduzem para sete dias o isolamento dos contactos de alto risco, mas alteram as definições destes contactos, que só entram em vigor na próxima segunda-feira.

Assim, passam a ser considerados contactos de alto risco os coabitantes do caso confirmado, excepto se tiverem esquema vacinal completo com dose de reforço, quem resida ou trabalhe em lares ou outras respostas dedicadas a pessoas idosas, comunidades terapêuticas e de inserção social, bem como em centros de acolhimento temporário, de alojamento de emergência e na rede de cuidados continuados.

De acordo com as normas actualizadas esta quarta-feira, o período de isolamento será de 10 dias para quem desenvolve doença moderada e 20 para quem desenvolve doença grave e para quem tem problemas de imuno-depressão, independentemente da gravidade da evolução clínica.

O que fazer um assintomático em caso de teste positivo

A DGS indica que as pessoas assintomáticas com resultado positivo devem auto-isolar-se, “interrompendo o auto-isolamento para a realização de teste laboratorial, quando indicado”, e podem fazer testes rápidos de antigénio de uso profissional (TRAg) ou testes moleculares (TAAN).

Após o teste (24 a 48 horas) receberão uma mensagem, através da qual lhes chega o formulário de apoio ao inquérito epidemiológico, informação relativa à declaração de isolamento e o folheto de recomendações e medidas a observar.

A norma define que os assintomáticos podem igualmente fazer auto-teste, “caso não seja possível a realização de um TRAg ou TAAN no prazo de 24 horas” e, nesse caso, devem contactar o SNS24, através do qual recebem a requisição para realização de TAAN ou TRAg (confirmatório), informação relativa à declaração de isolamento e o folheto de recomendações e medidas a observar.

Diz igualmente a norma que as pessoas com infecção confirmada por SARS-CoV-2 que sejam assintomáticas à data do diagnóstico têm indicação para auto-cuidados e isolamento no domicílio e, caso desenvolvam sintomas, devem contactar o SNS24.

O que deve fazer quem tem sintomas

Todas as pessoas que, independentemente do estado vacinal, apresentem quadro de infecção respiratória aguda com tosse de novo ou agravamento do padrão habitual, febre ou dificuldade respiratória e/ou perturbações no olfacto ou diminuição ou perda de paladar, devem contactar o SNS24.

– Como contactar o SNS24 se eu próprio estive TRINTA MINUTOS em linha de espera e tive de desistir, porque a irritante musiquinha de espera estava a dar cabo da minha saúde mental? Não foi para caso Covid mas em Portugal é só os doentes covid que têm prioridades? E os não-covid, ficam à mercê da sua sorte?

Segundo a norma, ficarão em auto-cuidados e isolamento no domicílio as pessoas que tiverem sintomas ligeiros como febre por período inferior a 3 dias e/ou tosse, ausência de dificuldade respiratória, vómitos ou diarreia e se não tiverem doenças crónicas descompensadas ou condições associadas a risco de evolução para a covid-19 com gravidade.

Nos termos da mesma norma, só serão encaminhados para avaliação clínica presencial nas áreas dedicadas nos cuidados de saúde primários os doentes com sintomas moderados como febre persistente, pieira ou tosse persistente, com obesidade ou doença crónica compensada.

Por outro lado, serão encaminhadas para avaliação clínica presencial em áreas dedicadas nos serviços de urgência hospitalares quem tiver sintomas como febre persistente com mais de 48 horas de duração, dispneia ou sinais de dificuldade respiratória, vómitos ou diarreia persistentes ou ainda doença crónica descompensada, doença renal crónica em diálise, neoplasia maligna activa ou imunossupressão.

As pessoas sintomáticas com suspeita de infecção por SARS-CoV-2, após a realização do teste para SARS-CoV-2 com resultado negativo (TAAN ou TRAg) deixam de estar em isolamento, excepto se forem contacto de alto risco de um caso confirmado.

Contactos de risco

A norma sobre o rastreio de contactos define que, no actual contexto epidemiológico, “é privilegiada a identificação dos contactos de alto risco de caso confirmado de infecção”.

Diz ainda que os contactos de alto risco devem realizar testes laboratoriais para SARS-CoV-2 (TAAN ou TRAg) o mais precocemente possível até ao 3.º dia e um segundo teste ao 7.º dia, que definirá o fim do período de isolamento. Já os restantes contactos são aconselhados a fazer apenas um teste o mais precocemente possível, até ao 3.º dia do contacto com o caso confirmado.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Janeiro 2022 — 08:15

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