1187: Novo tratamento pode oferecer protecção de até 18 meses contra covid-19 grave

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/TRATAMENTOS

NIAID / Wikimedia

Um novo tratamento desenvolvido pela AstraZeneca pode oferecer uma protecção de até 18 meses contra a forma de doença mais grave da covid-19.

Em breve, um novo tratamento poderá ajudar a proteger as pessoas do desenvolvimento de covid-19 grave. A AstraZeneca acaba de divulgar os resultados de um ensaio clínico de fase 3 — o estágio final de testes antes de um medicamento ser autorizado — que sugere que o seu novo tratamento, AZD7442, é eficaz na redução de doença grave ou morte em pacientes não hospitalizados.

O tratamento contém anticorpos, que geralmente são produzidos naturalmente em resposta a uma infecção por covid-19 ou vacinação. Os anticorpos funcionam reconhecendo partes específicas do SARS-CoV-2 e atacam-nos directamente ou ligam-se a eles para impedir o funcionamento do vírus e sinalizá-lo para destruição por outras partes do sistema imunitário.

Depois de terem feito o seu trabalho de limpar o vírus, os anticorpos permanecem no corpo por um período de tempo, fazendo parte da nossa memória imunitária. Se o que procuram for encontrado novamente, podem entrar em acção.

O novo tratamento, AZD7442, usa anticorpos especiais chamados anticorpos mono-clonais. Estes são anticorpos produzidos em laboratório que imitam as defesas naturais do corpo.

O desenvolvimento artificial de anticorpos para combater doenças não é uma técnica nova. Esta tecnologia já é usada no tratamento de diversas doenças, incluindo leucemia, cancro da mama e lúpus. Na realidade, esta nem é a primeira vez que a técnica é usada para a covid-19.

O primeiro tratamento com anticorpos mono-clonais covid-19 foi aprovado no Reino Unido em Agosto de 2021.

Como é que o tratamento da AstraZeneca funciona?

O AZD7442 é um cocktail de dois anticorpos monoclonais — tixagevimabe e cilgavimabe — projectado para reduzir a gravidade de uma infecção por SARS-CoV-2 e, assim, evitar que as pessoas fiquem gravemente doentes.

Ambos os anticorpos ligam-se a diferentes partes aos peplómeros do vírus, que cobrem a sua superfície externa e são o que o vírus usa para infectar as células. Acredita-se que a junção a estas proteínas é o que dá ao medicamento o seu efeito, pois isso impede que o vírus seja capaz de entrar nas células e reproduzir-se.

Os dois anticorpos mono-clonais no cocktail são baseados em anticorpos obtidos de pacientes que sobreviveram à covid-19. Cientistas da AstraZeneca recolheram amostras de sangue de pacientes e isolaram células do sistema imunitário chamadas células B, que são as fábricas de anticorpos do corpo humano.

De seguida, cultivaram mais dessas células B em laboratório e usaram-nas para fazer grandes quantidades dos dois anticorpos, que identificaram como tendo como alvo específico o peplómero do coronavírus.

Mas a principal diferença entre este e outros tratamentos baseados em anticorpos é que no AZD7442, os anticorpos foram modificados para que permaneçam no corpo por mais tempo.

Estudos usando anticorpos modificados de forma semelhante contra outro vírus respiratório — vírus sincicial respiratório — mostraram que essa abordagem oferece protecção a longo prazo, com os anticorpos modificados tendo o triplo da durabilidade dos anticorpos convencionais.

Espera-se que uma única dose de AZD7442 possa oferecer protecção de 12 a 18 meses contra covid-19 grave, embora tenhamos que esperar para ver exactamente quanto tempo dura a protecção.

Por ZAP
22 Outubro, 2021

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1053: Estes são os ‘novos’ efeitos secundários das vacinas AstraZeneca e Janssen

SAÚDE PÚBLICA/VACINAS/ASTRAZENECA/JANSSEN

Regulador europeu actualizou esta terça-feira a lista de efeitos secundários potencialmente associados às vacinas contra a Covid da AstraZeneca e da Janssen.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) actualizou esta terça-feira a lista de efeitos secundários potencialmente associados às vacinas contra a Covid da AstraZeneca e da Janssen.

O regulador europeu acrescentou a síndrome de Guillain-Barré (GBS) — uma doença inflamatória do sistema nervoso periférico que pode levar à perda temporária de movimentos ou dificuldades em respirar –, como um possível efeito secundário da vacina da AstraZeneca. Em causa estão 833 casos de GBS reportados até 31 de Julho em 592 milhões de doses administradas da vacina anglo-sueca em todo o mundo até 25 de Julho.

No documento, a entidade liderada por Emer Cooke classifica esta síndrome como um efeito secundário “muito raro” (ocorre em 1 em cada 10.000 de pessoas), ou seja, a menor classificação em termos de reacções adversas. Além disso, o regulador europeu sublinha que os benefícios da administração da vacina continuam a superar os riscos.

Esta decisão surge depois de também a Food and Drug Administration ter acrescentado um alerta sobre a síndrome de Guillain-Barré como um possível efeito secundário da vacina da Janssen. Estas duas vacinas usam a mesma tecnologia e já tinham sido associadas à formação de coágulos sanguíneos raros.

Recorde-se que no último relatório de reacções adversas, o Infarmed notificou um caso confirmado de Síndrome de Guillain-Barré, associado à vacina da Janssen, quatro casos considerados “prováveis” (dois potencialmente associados à vacina Janssen e outros dois à Vaxzevria) e outros dois casos considerados “possíveis” (Janssen).

Além disso, a EMA identificou ainda alguns outros efeitos secundários menos graves potencialmente associados à vacina da Janssen, como gânglios linfáticos inchados, sensação incomum ou diminuída na pele, zumbido, diarreia e vómitos.

ECO Sapo
Joana Morais Fonseca
17:29

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989: Vacina da AstraZeneca. Coágulos sanguíneos são raros mas têm elevada taxa de mortalidade

– A velha máxima: não se morre da doença… morre-se da cura…

SAÚDE/PANDEMIA/VACINAS/ASTRAZENECA

Síndrome rara de coágulos sanguíneos afecta uma em cada 50 mil pessoas com idades inferiores aos 50 anos que tomaram a vacina da AstraZeneca.

© Saeed KHAN / AFP

Uma equipa de investigadores britânicos descobriu uma síndrome rara de coágulos sanguíneos com elevada taxa de mortalidade, causada pela vacina da AstraZeneca, informa o jornal The Guardian.

Ainda que seja extremamente rara, afectando uma em cada 50 mil pessoas com idades inferiores aos 50 anos, esta síndrome pode ocorrer em pessoas jovens e saudáveis, comportando um elevado risco de mortalidade, sugerem os dados.

Morreram 22% das pessoas analisadas (220) – 170 casos confirmados de trombocitopenia trombótica imune induzida por vacina (VITT) e 50 casos prováveis, após toma de uma dose da vacina da Oxford/AstraZeneca. E entre as pessoas que tinham número reduzido de plaquetas e hemorragia intra-craniana a mortalidade foi de 73%.

“É importante salientar que este tipo de reacção à vacina Oxford/AstraZeneca é muito rara”, diz Sue Pavord, hematologista do Oxford University Hospitals NHS Foundation Trust e autora da análise publicada no New England Journal of Medicine. “Mas para aqueles que desenvolvem coágulos no sangue, os resultados podem ser devastadores”, acrescentou.

“Pode afectar qualquer um”, diz Beverley Hunt, médico director da Thrombosis UK e professor no King’s College London. “Cerca de metade das pessoas afectadas pela síndrome não possuíam qualquer doença médica prévia e não existiam factores de risco”.

Os investigadores alegam que os sintomas desta síndrome, que se iniciam entre 5 a 30 dias após a vacinação, causam uma redução do número de plaquetas e a presença de coágulos no sangue.

Diário de Notícias
DN
12 Agosto 2021 — 13:06

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985: Pai da vacina da AstraZeneca diz que imunidade de grupo é impossível com variante Delta

SAÚDE/PANDEMIA/VACINAS/ASTRAZENECA

Andrew Pollard considera que, com a variante Delta, “o vírus continuará a infectar pessoas que foram vacinadas”

. Em ordem a esta afirmação do “pai” da vacina AstraZeneca, li ontem um cartaz que até possui o seu grau de realidade: “Se os vacinados podem infectar terceiros, qual a razão do Certificado de Vacinação?

© HENRY NICHOLLS / POOL / AFP

O director do Centro de Vacinação de Oxford, Andrew Pollard, alertou esta terça-feira que alcançar a imunidade de grupo “não é uma possibilidade”, uma vez que a variante Delta se tornou dominante.

O responsável, que liderou o projecto da vacina da Oxford/AstraZeneca com a imunologista Sarah Gilbert, disse numa comissão parlamentar que os programas de vacinação não se deverão basear na ideia de alcançar a tal “imunidade de grupo”.

“Sabemos claramente que, com a variante Delta, o vírus continuará a infectar pessoas que foram vacinadas, e isso significa que qualquer pessoa que ainda não foi vacinada vai ser infectada a qualquer momento”, disse aos deputados.

Pollard alertou ainda que no futuro “pode surgir uma variante que talvez seja ainda mais transmissível entre as populações vacinadas”, o que “dá ainda mais razões para não girar os programas de vacinação em torno da imunidade de grupo”.

O que Pollard acredita é que no Reino Unido haverá uma “fase de consolidação” na luta contra a covid-19 e que a doença passará de “epidémica” a “endémica”.

A agência de saúde pública da Inglaterra publicou na semana passada um relatório em que alerta que há indícios de que “os níveis do vírus nas pessoas vacinadas que estão infectadas com a variante Delta podem ser semelhantes aos detectados em pessoas não vacinadas”, o que afecta a facilidade de transmissão.

Entre quase 1500 pacientes hospitalizados com a variante Delta no Reino Unido desde 19 de Julho, 55,1% não foram vacinados, enquanto 34,9% tinham a vacinação completa.

A variante Delta do coronavírus que provoca a covid-19 é a mais prevalecente em Portugal, com uma frequência relativa de 98,9% na semana que terminou a 1 de Agosto, segundo o Instituto Ricardo Jorge.

De acordo com o mais recente relatório de situação sobre diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal, do total de sequências da variante Delta analisadas, 62 apresentam a mutação adicional K417N na proteína Spike (a chamada Delta Plus), que tem mantido uma frequência relativa abaixo de 1% desde a semana de 14 a 20 de Junho.

O relatório de diversidade genética do SARS-CoV-2 indica que a frequência da variante Delta chega a atingir os 100% nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Diário de Notícias
DN
11 Agosto 2021 — 08:54

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926: Misturar doses da AstraZeneca e da Pfizer aumenta até seis vezes as defesas contra covid-19

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

ZAP / Rawpixel

Um novo estudo realizado na Coreia do Sul concluiu que o número de anticorpos contra a covid-19 aumentou seis vezes em quem misturou as doses da AstraZeneca e da Pfizer em relação a quem tomou as duas doses da AstraZeneca.

Tomar uma primeira dose da vacina da AstraZeneca e uma segunda dose da Pfizer origina uma resposta imunitária mais forte do que tomar as duas da AstraZeneca. São estas as conclusões de um novo estudo promovido pela KDCA, a Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças, na Coreia do Sul, citado pela agência sul-coreana Yonhap.

Foram estudados 499 profissionais de saúde – 100 receberam doses mistas, 200 receberam duas doses da Pfizer e os restantes 199 receberam duas injecções da AstraZeneca. Todos mostraram anticorpos, mas quem misturou as duas vacinas criou seis vezes mais defesas contra a covid-19 do que quem tomou as duas doses da AstraZeneca.

A mistura das vacinas teve resultados semelhantes a quem recebeu as duas doses da Pfizer. O estudo analisou a actividade neutralizante contra as principais variantes da covid-19. Nenhum dos grupos teve actividade reduzida contra a variante Alpha, mas a neutralização já baixou 2,5 a 6 vezes contra as mutações Beta, Gama e Delta.

A administração de doses de vacinas diferentes já é há algum tempo uma hipótese em cima da mesa em certos países europeus, tendo a própria chanceler alemã, Angela Merkel, tomado uma primeira dose da AstraZeneca e uma segunda da Moderna.

Um outro estudo da Universidade de Oxford, publicado em Junho, já tinha chegado a conclusões semelhantes. Foram analisados os efeitos de dar a primeira dose da AstraZeneca e uma segunda da Pfizer em 830 voluntários acima dos 50 anos. Os investigadores concluíram que esta mistura criou mais anticorpos e respostas melhores das células T do que trocar a ordem das doses.

Esse estudo de Oxford mostrou também que a vacina da Pfizer criou dez vezes mais anticorpos do que a da AstraZeneca e que quem recebeu primeiro uma dose da AstraZeneca e depois uma da Pfizer teve uma resposta tão forte como quem tomou as duas da Pfizer.

Os únicos efeitos secundários registados entre quem tomou doses de vacinas diferentes foram mais dores de cabeça e musculares e uma maior probabilidade de febre, em comparação com as pessoas vacinadas com duas doses da mesma vacina. No entanto, o estudo realçou que os efeitos foram apenas temporários e que passaram rapidamente.

Recorde-se que em Portugal foi implementada a prática de misturar doses diferentes depois da vacina da AstraZeneca ter deixado de ser recomendada a menores de 60 anos. Quem foi vacinado com uma dose de AstraZeneca pode escolher tomar uma segunda dose da Pfizer ou da Moderna.

DGS recomenda 2ª dose da Pfizer ou Moderna para menores de 60 anos vacinados com AstraZeneca

As pessoas com menos de 60 anos a quem foi administrada a primeira dose da vacina da AstraZeneca devem completar…

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AP, ZAP //

Por ZAP
27 Julho, 2021

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833: Quem tomou 1.ª dose da AstraZeneca até 25 de Abril pode tomar 2.ª até Domingo

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

Esta informação surge após ter sido reduzido de 12 para oito semanas o intervalo entre as doses na vacina da AstraZeneca.

© EPA/LUONG THAI LINH

As pessoas que foram vacinadas com a primeira dose da AstraZeneca até 25 de Abril devem dirigir-se até Domingo ao mesmo centro de vacinação para receber a segunda dose, informou fonte da task-force do plano de vacinação.

Esta informação surge após ter sido reduzido de 12 para oito semanas o intervalo entre as doses na vacina da AstraZeneca.

Segundo a fonte, na Área Metropolitana de Lisboa (AML) o funcionamento dos centros de vacinação para a toma da segunda dose da AstraZeneca é, globalmente, das 17:00 às 21:00 (alguns podem encerrar às 20:00) e, na Área Metropolitana do Porto (AMP), das 17:00 às 20:00.

Contudo, explica a task force, há alguns centros na AMP que poderão igualmente funcionar até às 21:00, pelo que se aconselha a consulta de horários na página da Administração Regional de Saúde do Norte.

Para os restantes centros de vacinação no país, os utentes devem consultar o respectivo horário localmente.

Na próxima semana (de 05 a 11 de Julho) serão os utentes que foram vacinados com a primeira dose entre 26 de Abril e 16 de Maio que se devem dirigir ao centro de vacinação, enquanto quem recebeu a primeira dose entre 17 e 23 de Maio deve tomar a segunda após 12 de Julho.

Questionada pela Lusa, a mesma fonte afirmou que as duas doses das diversas vacinas devem ser administradas no mesmo centro de vacinação e que não está prevista a possibilidade de, em período de férias, as pessoas poderem levar a segunda dose em local diferente.

De acordo com o mais recente relatório semanal da vacinação covid-19, divulgado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), mais de metade da população portuguesa (53%) já foi vacinada com pelo menos uma dose, o que equivale a mais de 5,3 milhões de pessoas.

Segundo o documento, 5.335.683 pessoas já receberam pelo menos uma dose e 3.295.132 têm a vacinação completa, o que representa 32% da população.

Desde o início do plano de vacinação contra a covid-19, a 27 de Dezembro de 2020, Portugal já recebeu mais de 9,5 milhões de vacinas, com 8,3 milhões já distribuídas pelos postos de vacinação do território continental e pelas duas regiões autónomas.

Em Portugal, morreram 17.092 pessoas e foram confirmados 877.195 casos de infecção pelo novo coronavírus, de acordo com o mais recente boletim da DGS.

A covid-19 é uma doença respiratória provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2021 — 12:59

 

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