1733: A importância da multidisciplinaridade no tratamento da asma grave

SAÚDE PÚBLICA/TRATAMENTOS/ASMA GRAVE

A evolução simultânea do conhecimento sobre a doença e a terapêutica da mesma fazem perceber que a abordagem tradicional já não é suficiente. Um doente com asma grave poderá beneficiar mais se for visto como um todo do que apenas pela sua doença.

Ana Mendes, Imunoalergologista e coordenadora do grupo de interesse da asma grave da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica

Há cerca de 700.000 portugueses com asma e, destes, 5% terão a forma mais grave. Torna-se, por isso, mais do que necessário debater a doença e o caminho que se tem feito, bem como o que tem de se fazer.

Os médicos têm cada vez mais a noção de que a asma grave é uma problemática que merece atenção, especialmente pelos recentes avanços na terapêutica que permitem tratar melhor estes doentes, que até há alguns anos não tinham muitas oportunidades de tratamento. Terapêuticas como os corticoides sistémicos ainda têm o seu papel, mas a evolução terapêutica tem vindo a possibilitar a redução dessa utilização.

Da Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, fica a nota da apresentação de um documento de consenso sobre a importância de respostas multidisciplinares no tratamento dos doentes com asma grave. É imperativo ver o doente como um todo. Daí a necessidade de implementar unidades multidisciplinares, como já existem em outros países.

É um modelo organizacional em que uns médicos que são o centro, a coordenação, e depois a multidisciplinaridade através de vários protocolos bidireccionais com diversas especialidades médicas e outras áreas de profissionais de saúde, por exemplo a nível de enfermagem, farmácia, nutrição ou psicologia, de forma a trabalharem em conjunto.

75% dos doentes com asma grave não conseguem controlar adequadamente os sintomas e esta é já uma das doenças crónicas com mais expressão em Portugal. Uma avaliação multidimensional realizada por equipas heterogéneas de profissionais vai permitir obter melhores resultados.

A autora do artigo não recebe qualquer honorário para colaborar nesta iniciativa.

Esta iniciativa é apoiada pela GSK, sendo os artigos integrados no projecto Ciência e Inovação da responsabilidade dos/as seus/suas autores/as

Diário de Notícias
22 Abril 2022 — 15:49


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
For the victims of the genocide practiced
by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

 

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