Polémica na app Passe Covid: “responsabilidade é do utilizador”, diz INCM

Como não tenciono nos próximos 14 dias ir aos restaurantes Tavares, Feitoria, Bistrô4, O Nobre, Gambrinus, Belcanto, Sítio, Akla, Laurentina, Citrus Grill Restaurant, Loco, Palácio Chiado, Eleven, Valle Flôr ou à Tasca do Zé da Esquina, esta “polémica” não faz mossa ao meu ego intelectual. Ontem, dia 24 de Julho, levei com a segunda dose da Pfizer, tenho o cartãozinho que me deram no Centro de Vacinação, tenho os dois Certificados UE das duas doses, impressos em papel e emitidos pelo SNS 24 e também na app Green Pass que admite registar esses dois (ou mais) Certificados ao contrário da app Passe Covid da INCM que apenas deixa inserir o Certificado passados 14 dias da segunda dose. Embora existam muitos xicos-espertos que para furarem as regras sanitárias, saltam por cima da lei, aldrabando, inventando e etc., eu sinto-me perfeitamente à vontade com esta situação. Já levei com as duas doses da Pfizer, tenho os Certificados disso e o resto é conversa da treta. Para quem pretender descarregar para o seu smartphone os Certificados UE das duas doses (ou só de uma se ainda não levou a segunda), tem aqui o link na Play Store da Google: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.green_pass (não tem de quê…)

TECNOLOGIA/COVID-19/PASSE COVID app

Aplicação permite validar certificados digitais
Foto: Artur Machado / Global Imagens

A Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) adianta, esta sexta-feira, em comunicado que a aplicação que valida os certificados digitais, à porta dos restaurantes ou dos alojamentos turísticos, tem “regularmente procurado minimizar os riscos de má utilização”.

Em causa estão as possíveis fragilidades da tecnologia, a app “Passe Covid”, que permite alterar a data no telemóvel e assim perfazer os 14 dias necessários para o certificado ser válido, após a toma da segunda dose da vacina contra a covid-19.

De recordar, que o documento só é possível de usar para acesso a estabelecimentos, quanto o utilizador tiver a vacinação completa, após quase duas semanas.

O semanário “Expresso” adianta, esta sexta-feira, que a vulnerabilidade da app foi comunicada por um especialista em cibersegurança à Imprensa Nacional Casa da Moeda.

A INCM, responsável pela “Passe Covid”, defende-se, esclarecendo que “o desenvolvimento da aplicação assume que o utilizador é responsável pelas boas práticas na utilização da mesma”.

A instituição compromete-se a “melhorar as funcionalidades de aplicação” com “duas evoluções” a ser “lançadas em breve”: a “obrigação de se ligar à Internet com uma frequência mínima”, para actualização dos dados de acordo com a “validação dos países e das regras” da Direcção-Geral da Saúde (DGS), e a “implementação de um mecanismo que restringe a diferença entre a hora do telemóvel e a hora actual, quando este se encontra online”.

Jornal de Notícias
R.N.C.
23 Julho 2021 às 17:50

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

Ingred – Análise de Cosméticos e Alimentos

 

SAÚDE/ALIMENTOS/APP

Uma dica que penso ser muito importante para quem preza uma alimentação o mais livre possível (não digo total a não ser a biológica) de componentes tóxicos, prejudiciais à saúde.

App para Android: Ingred – Análise de Cosméticos e Alimentos

Pode ser descarregada na Play Sore da Google

https://play.google.com/store/apps/details?id=com.zorrosoft.android.ingred&pli=1

 

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]

 

435: Ritmo cardíaco, oxigenação, febre. A app que detecta sintomas de covid nos idosos

 

SAÚDE/COVID-19/IDOSOS

Se um destes parâmetros estiver alterado, a aplicação emite um alerta. O projeto, que já está em protótipo, chama-se HomeSafe e foi criado por alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa, que dizem que agora só falta o financiamento.

Carolina Nascimento, Joana Coutinho e Daniela Martins, do mestrado integrado em Engenharia Biomédica, Pedro Dias, ex-aluno de Engenharia Biomédica (à esquerda), João Corvo, do mestrado integrado em Engenharia Electrotécnica (à direita) e Cláudia Quaresma, professora no Departamento de Física (ao fundo), que é uma das coordenadoras do projeto HomeSafe.
© Gerardo Santos/Global Imagens

É a primeira vez que estão todos juntos presencialmente, desde que, em Abril, se lançaram neste projecto de desenvolver uma aplicação que ajudasse os lares a identificar mais cedo potenciais casos de covid-19.

O país estava em confinamento e as notícias de surtos em lares eram preocupantes. De acordo com os dados da Direcção-Geral da Saúde relativos ao mês de Abril, cerca de 40% das mortes por covid-19 em Portugal foram de idosos residentes em lares e tornou-se claro para um grupo de estudantes de Engenharia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA) que era urgente desenvolver uma forma mais eficiente de monitorizar os sintomas da doença nesta população de risco: tosse, fadiga, dores de cabeça, aumento da temperatura, diminuição dos níveis de saturação de oxigénio e alteração da frequência cardíaca.

Foi assim que nasceu o projecto HomeSafe, no âmbito da plataforma BeyondCOVID, desenvolvida pela FCT NOVA para encontrar soluções tecnológicas para combater a doença, que contou com o empenho e o trabalho voluntário dos estudantes Carolina Nascimento, Daniela Martins e Joana Coutinho, do Mestrado Integrado em Engenharia Biomédica, João Corvo e Andrian Moldovan, do mestrado integrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores, David Moura, do mestrado integrado em Engenharia Informática, Marie Marechal, do mestrado em Materiais Avançados e Reciclagem Inovadora e Pedro Dias, ex-aluno de Engenharia Biomédica, sob orientação de Cláudia Quaresma, professora no Departamento de Física e Ana Rita Londral, directora do Value for Health CoLAB.

O João, a Daniela, a Joana, a Carolina, o Pedro e a professora Cláudia Quaresma não escondem o orgulho e o entusiasmo de poderem já mostrar (e explicar) o protótipo, em fase final de testes, em que estão a trabalhar desde Abril.

João Corvo é o primeiro a falar, para explicar o dispositivo: “Tem um apoio para o braço ligado a um oxímetro, que mede os batimentos cardíacos e a oxigenação, e a um sensor de temperatura, que mede a febre. A função é medir esses parâmetros, especialmente em pessoas idosas, e, se estiverem alterados, através da nossa aplicação, gerar um sinal de alerta”, diz.

A aplicação é instalada num smartphone ligado por Bluetooth ao dispositivo, em que cada utilizador antes de se registar responde a um questionário e, depois de fazer login, antes de cada utilização, responde a outro.

“Para criarmos o questionário, fizemos vários testes com os nossos avós para perceber se eles conseguiam adaptar-se ou não, e isso foi muito importante para percebermos que as questões tinham de ser o mais simples, objectivas e directas possível”, diz Joana Coutinho.

Uma das coisas que surpreenderam Daniela Martins foi que, estando à disposição dois modos de interacção – escrito e de voz -, a maioria dos avós preferiu o escrito.

“Pusemos dois modos de interacção, um de escrita e outro de voz, para as pessoas que não se sentem à vontade para escrever, e para nossa surpresa a maioria optou pela escrita. No caso de voz, as perguntas são lidas e a resposta é dada através do microfone. Para fazer o login basta pôr o nome e a data de nascimento, porque as pessoas mais velhas por vezes têm dificuldade em memorizar passwords, e nós tivemos isso em consideração. Antes da medição dos parâmetros, o utilizador deve responder a um questionário com perguntas de despisto sobre covid-19″, explica Daniela, adiantando que o grande objectivo do dispositivo é uma permanente monitorização de sintomas, que faz a triagem, evita idas desnecessárias ao hospital e permite uma detecção precoce de casos de covid-19, reduzindo assim o risco de surtos.

A coordenadora Cláudia Quaresma esclarece que a aplicação foi criada a pensar na covid-19 e nos mais velhos, mas pode ser adaptada a outras faixas etárias e outras patologias respiratórias. “A grande utilidade é que o dispositivo, estando ligado à instituição cuidadora do idoso, seja lar seja apoio domiciliário, ao SNS ou à Saúde 24, por exemplo, emite um alerta automático caso os parâmetros se apresentem alterados, sem que a pessoa tenha de fazer nada, e esta é imediatamente sinalizada”.

“Mas também pode ser usado por uma pessoa que já tenha a doença para monitorizar a evolução dos sintomas e dar alerta quando estes sofrerem alterações”, acrescenta Joana, orgulhosa do protótipo em fase final de testes.

“Este é o protótipo que vamos testar em laboratório, mas depois haverá todo o desenvolvimento de design para o tornar mais ergonómico. Agora só falta o financiamento. Mas temos de dizer que contámos com a colaboração de vários parceiros para chegar até aqui: o centro de investigação UNIDEMI, o CHRC, da Nova Medical School, o Hospital Curry Cabral, a empresa PLUX, que disponibilizou os sensores, e a FCT FABLAB, que além do suporte feito através de impressão 3D apoia na fase de testes”, diz a professora Cláudia Quaresma. “Já estamos a imprimir outro suporte, que é uma pulseira”, adianta Pedro Dias.

O que espera este grupo de estudantes da sua invenção? “Que tenhamos financiamento, mas sobretudo que ajude os lares a detectar as pessoas que estão e não estão infectadas, que é uma dificuldade que todos os dias ouvimos nas notícias”, diz João Corvo, em jeito de porta-voz.

Diário de Notícias
Catarina Pires
28 Setembro 2020 — 23:03

 

[ratingwidget_toprated type=”posts” created_in=”all_time” direction=”ltr” max_items=”5″ min_votes=”1″ order=”DESC” order_by=”avgrate”]

 

307: As apps de saúde do seu telemóvel podem estar a partilhar os seus dados

RawPixel / Pexels

Investigadores criaram contas falsas em várias aplicações de saúde e descobriram que estas apps estão a partilhar a informação dos utilizadores sem o seu consentimento.

Um estudo realizado por investigadores do Canadá, Estados Unidos da América e Austrália, e publicado, esta quarta-feira, na BMJ, mostra o que as aplicações de saúde estão a fazer com os dados dos seus “utentes”.

Os investigadores deste recente estudo chegaram à conclusão que as informações confidenciais sobre o estado de saúde dos seus pacientes podem estar a ser divulgadas sem a sua autorização.

Os cientistas testaram, entre outras, três das mais usadas aplicações de saúde: a Medscape, a Ada e a Drugs.com. As apps têm várias funcionalidades, entre as quais relembrar os seus utilizadores de quando devem tomar a sua medicação ou procurar por sintomas de doenças.

Segundo o Gizmodo, para efeitos da investigação, foram criados quatro perfis em cada uma dessas aplicações. Para rastrear o tráfego de rede relacionado com os dados do utilizador, eles usaram a aplicação 14 vezes com as mesmas informações de perfil.

Antes de usarem pela 15ª vez, fizeram uma mudança subtil nas informações do utente. A partir daí, seria possível comparar a diferença no tráfego de rede, para averiguar com clareza se os dados obtidos pela app estavam a ser partilhados com terceiros.

O processo pode soar complicado, mas os cientistas responsáveis pelo estudo chegaram a resultados bastante conclusivos. Os investigadores descobriram que 79% das aplicações testadas partilhavam informação dos utilizadores para fora da aplicação.

Enquanto alguma dessa informação é usada para melhor as funções da aplicação, outra provavelmente seria usada para criar anúncios personalizados para outras empresas. A análise feita a quem recebia os dados confidenciais notou que alguns eram enviados a agências de créditos bancários.

Apesar destes dados serem anónimos, os responsáveis do estudo comprovaram que certas empresas receberam informação suficiente para juntar a identidade dos utilizadores, caso quisessem.

“Não encontramos nada que fosse ilegal”

“O grande problema aqui é que não encontramos nada que fosse ilegal. E essas práticas de partilha de dados são altamente comuns”, disse a autora principal do estudo, Quinn Grundy, professora assistente da Faculdade de Enfermagem Lawrence S. Bloomberg, da Universidade de Toronto, ao Gizmodo.

“Mas se olharmos para inquéritos, as pessoas sentem que os dados de saúde são particularmente sensíveis e pessoais e, portanto, devem ser protegidos”, acrescentou Grundy.

Têm sido feitos esforços governamentais para proteger a privacidade dos cidadãos, principalmente através do Regulamento Geral de Protecção de Dados, aprovado na União Europeia, em maio do ano passado.

“Acho que um consumidor atento pode procurar uma aplicação, especialmente uma que funcione offline e não solicite acesso à Internet. Dessa forma, sabe-se com certeza que os seus dados não estão a ser enviados para outro lugar”, ressalvou Quinn Grundy.

ZAP //

Por ZAP
23 Março, 2019

[vasaioqrcode]