1538: “Ameaça enorme”: super-bactérias matam (muito) mais do que a COVID-19

SAÚDE PÚBLICA/SUPER-BACTÉRIAS/AMEAÇAS

Skley / Flickr

Atenções centradas no coronavírus mas multiplicam-se os casos de bactérias que “escapam” aos antibióticos.

As super-bactérias originaram a morte de cerca de 5 milhões de pessoas ao longo de 2019, sendo que quase 1.3 milhões de pessoas morreram directamente por causa de bactérias que resistem a antibióticos.

Os números foram revelados nesta quarta-feira, num estudo publicado na revista médica The Lancet e será a análise mais detalhada realizada até hoje.

Este estudo prova que as super-bactérias transformaram-se numa das principais causas de morte em todo o mundo, sobretudo em países com recursos limitados a cuidados de saúde, higiene, entre outros. Só as doenças coronárias e os acidentes vascular cerebral provocaram mais falecimentos.

Foram analisadas 23 bactérias e quase 90 combinações de infecções e medicamentos utilizados para tratar essas infecções – nenhuma resultou.

As consequências mais prováveis causadas pelas super-bactérias são infecções respiratórias, como a pneumonia, as infecções sanguíneas e as infecções abdominais.

Para já, e como foi referido, durante um ano quase 1.3 milhões de pessoas morreram directamente por causa das super-bactérias e as mortes associadas sobem para 5 milhões. Números que superam os falecimentos devido a SIDA, malária ou cancro de pulmão, traqueia e brônquios.

Mas o pior está para vir, avisam os autores do estudo: até 2050 a média anual de mortes relacionadas com as super-bactérias vai subir para 10 milhões. Muito mais do que os números actuais da COVID-19, por exemplo (média de quase 3 milhões de mortos por ano).

Cerca de 20% dos mortos são crianças com menos de cinco anos de idade.

A análise, que incluiu dados de 204 países/estados, indica que a região da África Subsariana é a que apresenta maior incidência de super-bactérias: 27 mortes por cada 100 mil habitantes. A região com menor incidência é a Australásia, com 7 falecimentos por cada 100 mil habitantes. A média nos países desenvolvidos é de 13 mortes por 100 mil pessoas.

As seis bactérias que originaram mais óbitos foram, por esta ordem: Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Streptococcus pneumoniae, Acinetobacter baumannii e Pseudomonas aeruginosa.

E há vacina para apenas uma destas infecções. Nos outros casos, os antibióticos não têm a eficácia desejada. “Isto é uma ameaça enorme para a saúde global”.

Principal causa? Utilização indiscriminada, aleatória e descuidada de antibióticos desde, sensivelmente, a década 1950.

Alguns especialistas já tinham avisado: poderemos estar a dar um passo atrás nos avanços da medicina. Recuar quase um século e voltar aos tempos em que qualquer ferida pode ser fatal.

Possível solução? Melhorar o acesso a cuidados médicos, aos antibióticos adequados. Porque cerca de 70% das mortes deveram-se ao facto de a pessoa afectada não ter tido acesso a um medicamento, mais caro, como “segunda escolha”. A bactéria não foi travada pelo primeiro medicamento apresentado, mas haveria outras soluções, geralmente administradas apenas em hospitais e por via intra-venosa (embora indisponíveis para muitas pessoas, sobretudo nas regiões mais pobres).

Por isso, os autores do estudo sublinham que é essencial: haver uma mudança nas decisões políticas sobre este assunto, insistir em programas de prevenção e controlo de infecções, melhorar o acesso a antibióticos essenciais e aumentar a pesquisa e o desenvolvimento de novas vacinas e de novos antibióticos.

Nuno Teixeira da Silva
20 Janeiro, 2022

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

“Um dia as pessoas vão morrer de infecções banais por não haver antibióticos para as tratar”

 

SAÚDE/ANTIBIÓTICOS/INFECÇÕES

“Um dia poderemos chegar ao extremo de não haver antibióticos eficazes. A indústria farmacêutica não tem investido em novos antibióticos, porque não são medicamentos que tenham um retorno muito interessante”

A par da pandemia de covid-19, há uma outra, a da multi-resistência aos antibióticos, mas que está cada vez mais esquecida. O director do Laboratório de Patologia Clínica do Hospital de Santa Maria diz que é uma das questões mais preocupantes na saúde.

No laboratório de patologia clínica do Santa Maria continuam a aparecer situações virais e bacterianas que têm de ser tratadas com antibióticos.
© Reinaldo Rodrigues Global Imagens

A pandemia mudou muita coisa no Laboratório de Patologia Clínica do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, mas não eliminou uma outra pandemia que está cada vez mais esquecida: a da multi-resistência aos antibióticos. “A covid-19 tem feito esquecer outros problemas gravíssimos que temos em Portugal, nomeadamente a resistência aos antibióticos”, afirma contundente José Melo Cristino, director do serviço. “As infecções por bactérias muito resistentes aos antibióticos não são uma novidade, continuam, mas nunca mais ninguém se preocupou com isso”, porque o foco agora é a covid-19.

O médico diz que no início da pandemia houve uma quebra muito grande em todas as outras situações de doença viral ou bacteriana que necessitam de tratamento com antibióticos, “houve menos doentes a dirigirem-se aos hospitais, mas as situações continuaram a existir e têm vindo a aumentar progressivamente”. Dá como exemplo a gripe, pneumonias, infecções do aparelho urinário, infecções generalizadas, meningites, infecções que os doentes adquirem pelo simples facto de estarem hospitalizados. “Todas estas continuam e muitas são infecções causadas por bactérias multi-resistentes aos antibióticos, o que é outra pandemia.”

Para José Melo Cristino a resistência aos antibióticos é um problema grave em Portugal. Nos últimos anos, “melhorámos um bocadinho, passámos do muito mau para o mau, mas ainda assim somos dos países da Europa que têm maior resistência aos antibióticos”, argumenta, considerando que o que continua a falhar “é a informação ao público em geral”.

Agora, diz, temos um exemplo, “não há ninguém que possa dizer que não sabe do que se está a falar quando se fala de covid-19, mas da resistência aos antibióticos a maioria das pessoas não sabe. E cada vez mais a multi-resistência aos antibióticos é mais difícil de tratar”. Porquê? Porque “os antibióticos correntes deixaram de ser eficazes, em muitas situações temos de ir para antibióticos mais tóxicos para os doentes, muito mais caros, mais difíceis de administrar – há antibióticos que só são injectáveis”.

O médico alerta mesmo: “Um dia poderemos chegar ao extremo de não haver antibióticos eficazes. A indústria farmacêutica não tem investido em novos antibióticos, porque não são medicamentos que tenham um retorno muito interessante”, sobretudo porque são medicamentos administrados durante um período curto de tempo, “não são como os medicamentos para as doenças crónicas que se tomam durante muito tempo e que todos os milhões neles investidos são recuperados”, ao passo que “o investimento num novo antibiótico tem uma janela de recuperação relativamente curta. Daí que tenha havido um desinvestimento da indústria em novos antibióticos”.

Melo Cristino sublinha também a necessidade da aposta em campanhas de informação, dando como exemplo os países anglo-saxónicos que, diz, “são muito agressivos neste tipo de campanhas, por acharem que vamos chegar a uma altura em que as pessoas vão morrer de infecções banais porque já não há antibióticos para as tratar”.

Diário de Notícias
07/02/2021

 

 

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598: Bactérias foram apanhadas a mudar de forma para evitar antibióticos

 

SAÚDE/BIOFÍSICA

(dr) Shiladitya Banerjee
A forma da bactéria Caulobacter crescentus antes (acima) e depois (abaixo) da exposição ao antibiótico

Cientistas notaram que as bactérias têm uma estratégia extremamente simples (e preocupante) para evitar os antibióticos no corpo humano: mudar de forma.

De acordo com o site Science Alert, em 2019, um grupo de cientistas já tinha chegado a uma conclusão semelhante, notando que as bactérias estavam a perder toda a sua parede celular para se contorcer e escapar aos medicamentos.

Nesta pesquisa mais recente, investigadores da Universidade Carnegie Mellon, da Universidade College London e da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos e em Inglaterra, descobriram que a parede celular permaneceu intacta, mas se esticou dramaticamente para formar uma nova forma de C.

Mas como é que chegaram a esta conclusão? Os investigadores pegaram na bactéria Caulobacter crescentus, geralmente encontrada em lagos de água doce e em riachos, e adicionaram-lhe uma pequena quantidade do antibiótico cloranfenicol para ver a sua reacção.

A quantidade de antibiótico não foi suficiente para matar a maioria das bactérias, mas fez diminuir a sua taxa de crescimento. Porém, após cerca de dez gerações de baixa exposição a antibióticos, a C. crescentus começou a mudar fisicamente: expandindo-se e curvando-se em forma de C. E isto foi suficiente para que a taxa de crescimento bacteriano aumentasse para níveis quase pré-cloranfenicol.

“Demonstrámos que as mudanças na forma das células agem como uma estratégia de feedback para tornar as bactérias mais adaptáveis aos antibióticos. Estas mudanças de forma permitem-lhes superar o stress dos antibióticos e retomar um rápido crescimento”, disse Shiladitya Banerjee, biofísico da Universidade Carnegie Mellon e o autor principal do estudo publicado, a 4 de Janeiro, na revista científica Nature Physics.

Quando o antibiótico foi removido, a bactéria regressou à sua forma original depois de várias gerações. A equipa acredita que o aumento da largura da célula (e, portanto, do seu volume) ajuda a diluir a quantidade de antibióticos dentro da bactéria, enquanto a curva e a largura da célula podem diminuir a relação entre superfície e volume, permitindo que uma menor quantidade de antibiótico atravesse a superfície da célula.

ZAP ZAP //

Por ZAP
5 Fevereiro, 2021

 

 

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291: Descoberto antibiótico que pode combater as bactérias super-resistentes

massdistraction / Flickr

Um grupo de cientistas chineses sintetizou um complexo antibiótico que é eficaz contra as bactérias resistentes aos medicamentos actuais e é baseado num grupo de compostos descobertos na União Soviética na década de 40.

De acordo com a revista Chemical & Engineering News, este antibiótico é utilizado com sucesso em tratamentos experimentais contra infecções em humanos.

Os especialistas explicaram que se focaram nas moléculas de albomicina a partir da bactéria Streptomyces griseus, que se encontra no solo e se alimenta de restos de vegetais em decomposição, relata o estudo publicado esta semana na Nature Communications.

As albomicinas penetram no sistema de defesa das bactérias e atravessam a sua dupla membrana fosfolipídica de forma a torná-las inactivas.

Em 1955, o biólogo russo Georgy Gause desenvolveu um sistema também baseado nas albomicinas, que se mostrou eficaz em casos de pneumonia infantil e complicações derivadas da disenteria e sarampo, relata a British Medical Journal.

A sua natureza completamente atóxica foi confirmada quando o antibiótico foi utilizado em humanos durante práticas clínicas.

A nova pesquisa, liderada por Yun He, da Universidade de Chongqing, China, conseguiu sintetizar três albomicinas e uma delas – denominada delta-2 – tem-se mostrado altamente eficaz contra diferentes variedades da bactéria Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus, três das quais eram resistentes à meticilina.

Além disso, a albomicina delta demonstrou ser muito mais potente do que alguns dos antibióticos utilizados frequentemente, como, por exemplo, a penicilina.

Este composto ainda não está disponível para venda, mas proporciona um grande avanço em relação ao combate das bactérias multi-resistentes a antibióticos.

Por SN
9 Setembro, 2018

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284: Cientistas criaram “imunobiótico” que persegue e destrói super-bactérias

NIH / Flickr
Uma colónia de milhões de bactérias Pseudomonas aeruginosa

Cientistas norte-americanos criaram um novo antibiótico que persegue e elimina as mortíferas super-bactérias resistentes aos antibióticos.

Investigadores da Universidade de Lehigh, na Pensilvânia, EUA, fundiram parte de um antibiótico existente com uma molécula que atrai anticorpos libertados pelo sistema imunitário para combater invasores.

Este “imunobiótico” tem como alvo uma variedade de bactérias responsáveis por doenças como a pneumonia e a intoxicação alimentar, incluindo os que muitas vezes se tornam resistentes a antibióticos de última geração.

“A inspiração veio principalmente do recente sucesso da imunoterapia contra o cancro”, disse Marcos Pires, autor principal do estudo publicado a semana passada na revista Cell Chemical Biology.

A imunoterapia contra o cancro, que Pires descreveu como “revolucionária” para os pacientes, também aproveita o poder do sistema imunológico, mas destrói células cancerosas em vez de bactérias.

A equipa de Marcos Pires queria descobrir se o sistema imunológico pode ser usado para ajudar os antibióticos a trabalhar de forma mais eficiente.

“Antecipámos que a resistência se desenvolveria mais lentamente, devido à dupla forma como actua: por actividade anti-microbiana tradicional e por imunoterapia. Isso deve permitir menos mecanismos para escapar à acção dos nossos agentes”, explica Pires.

O investigador e a sua equipe testaram o novo composto numa série de bactérias declaradas pela Organização Mundial da Saúde como de alta prioridade, por haver muito poucos medicamentos eficazes contra elas.

Entre estas estavam as bactérias Pseudomonas aeruginosa, causa comum de pneumonia em pacientes com cancro, vítimas de queimaduras e pessoas com fibrose cística. Testes em vermes nematóides infectados com Pseudomonas mostraram que o imunobiótico as atingiu com sucesso e eliminou as bactérias.

Ao aderir às bactérias, a droga inflige-lhes danos directos enquanto actua como farol para os anticorpos que acorrem a seguir em massa para terminar o trabalho. No corpo, as bactérias que ficam cobertas de anticorpos são destruídas pelos glóbulos brancos.

Os investigadores basearam o novo composto num antibiótico de último recurso existente, chamado polimixina, que danifica a superfície externa das células bacterianas, fazendo-as explodir e morrer.

Evidências crescentes sugerem que esta última linha de defesa antibiótica está sob ameaça, o que significa que há uma necessidade urgente de novos anti-bacterianos. A nova droga imunobiológica liga-se a moléculas na superfície de bactérias que não são encontradas em células humanas.

Embora o composto ainda não tenha sido testado em humanos, os investigadores não observaram sinais de toxicidade quando foram testados em células animais.

Douglas Benedict
Marcos Pires, investigador da Lehigh University

“Acreditamos que a diferença na composição celular entre células bacterianas e células saudáveis fornecerá a janela de selectividade necessária para atingir as células bacterianas sem afectar as células humanas saudáveis”, afirma Marcos Pires.

Após o teste do novo composto em combinação com um antibiótico existente, ao qual as bactérias já eram resistentes, os investigadores descobriram ainda que as bactérias conseguiram re-sensibilizar a droga para o antibiótico existente.

Este resultado sugere que os antibióticos mais antigos, que se pensava estarem obsoletos à resistência generalizada nas bactérias, ainda podem ser úteis em combinação com o novo medicamento.

Tim McHugh, professor e director do Centro de Microbiologia Clínica da UCL, diz que “a ideia de usar uma molécula que atinja a membrana externa de bactérias para melhorar a sua capacidade de resposta a drogas ou anticorpos é muito atraente”.

McHugh explica que “as bactérias são menos propensas a tornarem-se resistentes a substâncias que atacam o sistema imunológico em comparação com drogas que atacam as bactérias mais directamente”.

As bactérias podem sofrer mutações e mudar a sua interacção com um antibiótico, mas não podem mudar directamente o sistema imunológico. Marcos Pires explica ainda que o papel dos imunobióticos é “recrutar anticorpos que os seres humanos já têm”.

“A grande vantagem é que nem é preciso vacinar o paciente”, diz o cientista.

Por CC
9 Julho, 2018

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207: Equipa descobre antibiótico contra bactéria responsável por infecções hospitalares

Uma equipa internacional de investigadores descobriu um antibiótico eficaz contra a bactéria responsável por grande parte das infecções que se contraem nos hospitais (a Estafilococos Aureus), um micro-organismo resistente a quase todos os antibióticos.

dd21022015A divulgação da descoberta foi feita hoje pela agência de notícias espanhola EFE que revela que o novo antibiótico foi desenhado por uma equipa dirigida pela Universidade de Notre Dame (situada no estado norte-americano de Indiana) na qual participou também o Instituto de Química-Física Rocasolano, em Madrid.

A resistência das bactérias aos antibióticos é um problema de saúde mundial muito preocupante: «Há cada vez menos antibióticos novos e mais patogénicos super-resistentes», explicou Juan A. Hermoso, o investigador do Departamento de Cristalografia do instituto madrileno e um dos autores do estudo.

Diário Digital
Diário Digital / Lusa
21/02/2015 | 13:00

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Bactéria resistente aos antibióticos tem um ‘calcanhar de Aquiles’

Cientistas britânicos acreditam poder “desarmar” a bactéria E.coli

Reuters

Reuters

Os alertas têm sido constantes por parte dos responsáveis de saúde: a resistência aos antibióticos poderá levar a que dentro de 20 anos, até mesmo as intervenções cirúrgicas mais rotineiras sejam potencialmente fatais devido ao risco de infecção.

No entanto, a ameaça global poderá estar agora mais perto de ser dominada, com um grupo de cientistas da Universidade de East Anglia a anunciar, num estudo publicado na revista Nature, ter descoberto como a bactéria E.coli constrói a sua barreira impenetrável contra os antibióticos.

A equipa de investigadores acredita que dentro de poucos anos será possível ter um medicamento que “desligue” essa armadura, tornando a bactéria vulnerável.

“É um avanço muito significativo”, congratula-se o professor Changjiang Dong, da Universidade de East Anglia. “Muitas bactérias constroem uma defesa exterior que é importante para a sua sobrevivência e resistência aos medicamentos. Descobrimos uma forma de impedir isso”.

In Visão online
11:33 Quinta feira, 19 de Junho de 2014

151: Antibiótico mais vendido em Portugal é ineficaz em 20% dos tratamentos

O antibiótico mais vendido em Portugal «não devia ser usado», dado que falham cura em um quinto dos casos tratados.

dd24052014De acordo com notícia destacada no Diário de Notícias deste sábado, foram detectadas taxas de resistência de dezoito a 25% no caso da amoxicilina com ácido clavulânico, o antibiótico mais receitado em Portugal e amplamente usado no tratamento das infecções urinárias.

A Direcção-Geral de Saúde afirma que nem este fármaco, nem as quinolonas, devem ser usadas em primeira linha. «Isso não está a acontecer e um quinto dos doentes assim tratados falham a cura», refere o diário.

In Diário Digital online
24/05/2014 | 12:39

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