Portugal em “contingência”. Alívio de medidas avança segunda-feira

– … … “Esta segunda etapa das “três fases de libertação” das restrições da pandemia estava prevista apenas para 5 de Setembro, mas avança mais cedo face ao cumprimento da meta de 70% da população vacinada, alcançado na última quarta-feira”.

Com infecções diárias na ordem de mais de 2.000 pessoas, sabendo-se que as pessoas vacinadas com as duas doses PODEM INFECTAR, estarão criadas as condições para a “fase de libertação” anunciada pela governança? EU CONSIDERO QUE NÃO! E, por isso, continuarei a respeitar as regras sanitárias, a utilização de máscara, a higienização normal das mãos e finalizando com gel desinfectante, o distanciamento físico e a não participação em eventos públicos. Ou andam a enganar-nos há meses ou então está tudo doido…!!!

Apenas para “recordar” os números de INFECTADOS DIÁRIOS pelo coronavírus SARS-CoV-2, COVID-19, desde o passado mês de Julho até ao presente, em Portugal:

– 2.507 – 20.08.2021
– 2.554 – 19.08.2021
– 2.983 – 18.08.2021
– 2.118 – 17.08.2021
– 1.135 – 16.08.2021
– 2.217 – 15.08.2021
– 2.571 – 14.08.2021
– 2.598 – 13.08.2021
– 2.708 – 12.08.2021
– 2.948 – 11.08.2021
– 2.232 – 10.08.2021
– 1.094 – 09.08.2021
– 1.982 – 08.08.2021
– 2.621 – 07.08.2021
– 2.377 – 06.08.2021
– 2.581 – 05.08.2021
– 3.203 – 04.08.2021
– 2.076 – 03.08.2021
– 1.190 – 02.08.2021
– 2.306 – 01.08.2021
– 2.590 – 31.07.2021
– 2.595 – 30.07.2021
– 3.009 – 29.07.2021
– 3.452 – 28.07.2021
– 2.316 – 27.07.2021
– 1.610 – 26.07.2021
– 3.396 – 24.07.2021
– 3.794 – 23.07.2021
– 3.622 – 22.07.2021
– 4.376 – 21.07.2021
– 2.706 – 20.07.2021
– 1.855 – 19.07.2021
– 3.677 – 17.06.2021
– 3.547 – 16.06.2021
– 3.641 – 15.06.2021
– 4.153 – 14.06.2021
– 2.650 – 13.07.2021
– 2.323 – 11.07.2021
– 3.162 – 10.07.2021
– 3.194 – 09.07.2021
– 3.269 – 08.07.2021
– 3.285 – 07.07.2021
– 2.170 – 06.07.2021
– 2.041 – 04.07.2021
– 2.436 – 02.07.2021

Coisa pouca e sem importância para uma “gripezinha”…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/CONTINGÊNCIA

Restaurantes, cafés e pastelarias passam a ter um limite máximo de oito pessoas por grupo no interior e grupos de 15 pessoas em esplanadas.
© André Luís Alves / Global Imagens

O Governo decidiu esta sexta-feira, em Conselho de Ministros extraordinário, baixar um patamar no nível de alerta do país, passando da actual situação de calamidade para a de “contingência”. Uma alteração que corre a par com a antecipação da segunda fase do desconfinamento. Esta segunda etapa das “três fases de libertação” das restrições da pandemia estava prevista apenas para 5 de Setembro, mas avança mais cedo face ao cumprimento da meta de 70% da população vacinada, alcançado na última quarta-feira. “Chegou o momento de passar à próxima fase”, afirmou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Com esta decisão avançam desde já as seguintes medidas:

– Restaurantes, cafés e pastelarias passam ter limite máximo de oito pessoas por grupo no interior e 15 pessoas por grupo em esplanadas;

– Espectáculos culturais com 75% de lotação;

– Eventos (nomeadamente casamentos e baptizados) passam a ter um limite máximo de 75% da lotação.

– Atendimento nos serviços públicos sem marcação prévia (esta medida entra em vigor apenas a 1 de Setembro);

Há uma outra norma prevista para esta segunda fase, o fim da obrigação do uso de máscara ao ar livre, que se mantém em vigor. Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência (que assegura actualmente a chefia do Governo, durante o período de férias de António Costa) voltou a remeter essa decisão para a Assembleia da República, sublinhando que esta é uma medida com fortes implicações nos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.

“Há uma razão para esta medida ter sido tomada na Assembleia, porque recomendações para uso de máscara na rua, sempre que não pudéssemos manter a distância, já existiam. A decisão de ter uma lei que a torna obrigatória cabe à Assembleia, é na Assembleia, no diálogo entre os partidos, que esta reflexão deve ser feita”, defendeu.

A obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre resulta de uma lei aprovada pelos deputados na Assembleia da República, que não pode ser revogada pelo Conselho de Ministros. A medida está em vigor até 12 de Setembro. O PSD veio pedir, esta sexta-feira, uma reunião do Infarmed para ouvir os especialistas sobre esta matéria, mas Mariana Vieira da Silva disse esta tarde que os especialistas já se pronunciaram, e que por essa razão a medida foi incluída nesta segunda fase do desconfinamento, deixando antever que o Executivo não vai agendar nova reunião com esse fim. “O que o Governo pode dizer é que esta proposta resulta do trabalho que tem sido feito no âmbito das reuniões do Infarmed, é uma proposta que foi apresentada na última reunião do Infarmed e, em conjunto com outras, é aqui apresentada na estratégia de desconfinamento”, especificou, antes de deixar um aviso: “Não é por termos condições para deixar de ter a máscara obrigatória que não continuarão a existir situações, mesmo ao ar livre, em que a máscara deve ser utilizada”.

Já sobre a possibilidade de a terceira fase do desconfinamento vir também a ser antecipada, a ministra considerou que “é natural” que isso aconteça, e que o país venha a atingir mais cedo a meta dos 85% da população vacinada – “A expectativa é que possamos acelerar”.

Sobre a actual situação da pandemia, Portugal está actualmente com uma incidência de 316,6 e um R(t) – índice de transmissibilidade – de 0,98. “Temos a incidência a decrescer desde metade de Julho e o R(t) abaixo de 1. Quando vemos a evolução, desde o início deste mês o R(t) voltou a subir, encontrando-se ainda abaixo de 1, o número abaixo do qual queremos estar, que significa uma redução da continuação dos casos”, referiu a ministra. O que significa que o país está, actualmente, num “planalto”, o que “era esperado que acontecesse”, dados os “níveis de abertura significativos”.

Segundo Vieira da Silva, estas medidas de antecipação são tomadas numa “situação de conforto” face à presente ocupação de camas no Serviço Nacional de Saúde, que está nos 55% – “Estamos muito longe da linha vermelha a nível nacional”.

Diário de Notícias
Susete Francisco
20 Agosto 2021 — 16:37

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