1025: “Vocês não são cavalos”. Contra as ordens médicas, negacionistas tomam o desparasitante Ivermectina em vez da vacina

– Publico esta notícia como aviso geral dado que os negacionistas do coronavírus SARS-CoV-2 – Covid-19, não são apenas estes indigentes que ingerem desparasitantes para cavalos e vacas em vez da vacina adequada, mas todos os outros negacionistas indigentes intelectuais, acéfalos por natureza e desequilibrados psicológicos que, em plena pandemia, em estados de emergência e calamidade nacionais, andam a passear pelos prados, como autênticos Walking Deads.

SAÚDE PÚBLICA/NEGACIONISTAS/WALKING DEADS

Não tomar medicamentos para cavalos parece ser uma coisa óbvia, mas pelos vistos não é. Apesar dos alertas dos médicos, muitos negacionistas estão a tomar um desparasitante para animais para se protegerem contra a covid-19.

Depois da hidroxicloroquina – um medicamento usado no tratamento da malária que se popularizou entre os doentes covid depois das recomendações de Donald Trump e Jair Bolsonaro -, há um novo fármaco que está a ser tomado para tratar o coronavírus contra as recomendações dos médicos.

A Ivermectina é um nome familiar para quem tem cavalos ou vacas, já que é usado como um desparasitante para animais. No entanto, isso não tem parado a corrida à compra por supostamente ser um tratamento alternativo à vacinação e eficaz contra a covid-19.

Nos Estados Unidos, os fornecedores de produtos para animal estão sem stock do medicamento e a Amazon vai pelo mesmo caminho. O Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças também publicou dados que mostram que as pessoas estão a conseguir o medicamento com receitas médicas. Antes da pandemia, a média eram 3600 receitas por semana, em meados de Agosto, já eram 88 mil.

Já doze lojas no Oklahoma relevaram ao canal de notícias KFOR que não têm forma de reabastecer o produto e que até já colocaram sinais a dizer “por favor, não comam”. “A Ivermectina esgota-se horas depois do envio. Já não recebemos envios há duas semanas. Acho que é porque as pessoas estão a consumir“, afirma uma das lojas.

Em Memphis, a situação é semelhante, com as prateleiras cheias nas lojas, à excepção da Ivermectina. “São estão a enviar um certo valor por loja, suponho eu, e quando encomendo normalmente, não estou a receber. Perguntei à minha representante o que se passava e ela disse que toda a gente quer para a covid, por isso estão a reparti-la”, afirma Heather Lewis, dona de uma loja, à imprensa local.

A Modern Pet Food, no Texas, conta à ABC 13 que normalmente vendem 10 pacotes do remédio por mês, mas que esse valor disparou para “entre 50 a 100” nos últimos tempos. “Vimos um crescimento enorme nas vendas”, afirma Trace Menchaca, dono da loja.

Uma estação de televisão local em Las Vegas também conta a história de uma loja onde aparecem pessoas a dizer que estão no “plano Ivermectin”, apesar do sinal pendurado a alertar para “não ingerirem”.

A funcionária do estabelecimento, Shelly Smith, explica que um cliente lhe disse que tem tomado a Ivermectina e que o único efeito secundário que tem sentido é “não conseguir ver de manhã”. Para controlar as compras em massa, a loja passou agora a exigir uma fotografia do cliente com o seu cavalo para vender o desparasitante.

“Não quero que as pessoas tomem um desparasitante para cavalos porque é um desparasitante para cavalos. Precisam de me provar de que têm um cavalo para vender este produto, porque não o devem tomar. Isto não é para humanos“, afirma Smith.

E não é mesmo. A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) já veio a público recomendar que as pessoas parem de tomar a Ivermectina, que só está aprovada para tratamento em humanos em doses muito diferentes das usadas para animais e só em casos específicos de vermes parasitas, de piolhos na cabeça ou para tratar a rosácea.

A FDA também não aprovou a Ivermectina no tratamento da covid-19 e o remédio não é anti-viral – ou seja, não cura vírus. “Vocês não são cavalos. Vocês não são vacas. A sério, malta. Parem”, escreveu a entidade no Twitter.

Um estudo de Março testou o uso do medicamento em casos ligeiros de covid-19 e concluiu que não houve qualquer benefício. A ingestão pode também causar tonturas, problemas no ritmo cardíaco e reduzir a pressão arterial.

Os negacionistas afirmam que o remédio evita a infecção, mas mesmo que esse fosse o caso, a dose necessária seria tóxica, visto que as versões usadas em animais são muito mais concentradas do que as adequadas para o uso humano.

Apesar dos avisos dos especialistas, o Senador Republicano Rand Paul tem-se juntado à conspiração. Um processo em tribunal no estado do Ohio também acabou com uma ordem do juiz que vai obrigar um hospital a receitar a Ivermectina a um doente com covid de 51 anos, que está a batalhar contra a doença desde Julho

O pedido foi feito pela mulher do paciente. Há também processos semelhantes abertos em Chicago e Nova Iorque que querem obrigar os hospitais a dar o medicamento.

Por Adriana Peixoto
31 Agosto, 2021

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866: Pessoas infectadas com covid-19 devem manter-se longe dos seus animais de estimação

SAÚDE/COVID-19/ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

TatyanaGl / Canva

Um novo estudo mostra que os animais de estimação podem actuar como “reservatórios” de covid-19, reintroduzindo o vírus na cadeia humana.

De acordo com cientistas dos Países Baixos, a covid-19 é comum em cães e gatos de estimação, quando os seus donos estão infectados. O que significa que o contacto entre os humanos e os seus amigos de quatro patas deve ser evitado durante a fase de transmissão da doença.

Embora os casos sejam considerados de risco diminuto para a saúde pública, os especialistas defendem que existe um risco potencial de que os animais domésticos possam actuar como um “reservatório” para o coronavírus e reintroduzi-lo nos seres humanos.

“Se tiver covid-19, deve evitar o contacto com o seu gato ou cão, tal como faria com outras pessoas”, alertou Els Broens, da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos.

“A principal preocupação, contudo, não é a saúde dos animais — que não têm sintomas de covid-19 ou têm sintomas ligeiros. É o risco potencial de os animais de estimação poderem actuar como um reservatório do vírus e reintroduzi-lo na população humana”, explicou.

Apesar disso, como não existem casos conhecidos de transmissão de animais domésticos para humanos, “parece improvável que os animais de estimação desempenhem um papel na pandemia”.

A investigação, liderada por Broens, foi apresentada no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (ECCMID, na sigla em inglês) e ainda não se encontra publicada, escreve o jornal britânico The Guardian.

Para o estudo, foram analisados os resultados dos testes PCR de 156 cães e 154 gatos de 196 famílias: seis gatos e sete cães (4,2%) tiveram testes PCR positivos e 31 gatos e 23 cães (17,4%) tiveram testes positivos para anticorpos.

Oito gatos e cães que viviam com animais de estimação que testaram positivo foram também testados pela segunda vez para verificar a transmissão de vírus entre animais e nenhum deu positivo — o que sugere que o vírus não se transmitiu entre animais de estimação que viviam em estreito contacto entre si.

Mas os investigadores defendem que as suas descobertas mostram que a covid-19 é altamente prevalecente em animais de estimação de pessoas que tiveram a doença.

Entretanto, investigações separadas, também apresentadas na reunião da ECCMID, sugerem que os gatos que dormem na cama do seu dono correm um risco mais elevado de contrair covid-19.

Dorothee Bienzle, uma professora de patologia veterinária da Universidade de Guelph, no Canadá, considera que, “se alguém tiver covid-19, há uma hipótese surpreendentemente alta de a transmitir ao seu animal de estimação”.

“Os gatos, especialmente aqueles que dormem na cama do seu dono, parecem ser particularmente vulneráveis. Portanto, se tiver covid-19, aconselho-o a manter distância do seu animal de estimação – e a mantê-lo fora do seu quarto”, alertou.

“Embora a evidência de que os animais de estimação podem transmitir o vírus a outros animais de estimação” ou pessoas seja “limitada”, não pode ser excluída e, por isso, é recomendado manter os animais de estimação infectados longe de outras pessoas e animais.

Ambos os estudos apresentados no ECCMID são consistentes com “um número crescente de estudos que sugerem que uma proporção substancial de cães e gatos de estimação pode apanhar o vírus Sars-CoV-2 (que causa a covid-19) dos seus donos”, apoia James Wood, chefe do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge.

Gatos e cães podem ser comummente infectados com o vírus, mas a maioria dos relatos são de que esta infecção parece ser assintomática. Também parece que o vírus não se transmite normalmente de cães e gatos para outros animais ou para os seus donos”, concluiu.

ZAP //

Por ZAP
8 Julho, 2021

 

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555: Médico que descobriu o ébola alerta para o surgimento de novos vírus letais

 

SAÚDE/VÍRUS/CONTÁGIOS

Vírus com origem nos animais, que depois são transmitidos aos seres humanos, são “uma ameaça à humanidade”. Mais vão surgir, diz o cientista.

O cientista Jean-Jacques Muyembe Tamfum, professor e uma das pessoas que descobriu o ébola, diz à CNN que a humanidade enfrenta um número novo e potencialmente fatal de vírus saídos da floresta tropical de África. Chama-lhes “uma ameaça para a humanidade” e avisa que mais doenças que passam de animais para humanos vão aparecer

Não são casos raros. A febre amarela, gripe, raiva, brucelose ou a doença de Lyme (febre da carraça) são exemplos de doenças que passam de animais para humanos. Outro caso, é o vírus do HIV, que começou nos chimpanzés, sofreu uma mutação e se espalhou pelo mundo. O vírus aloja-se num animal e é esse animal que o transmite aos humanos. No caso do SARS-Cov-2 acredita-se que tudo terá começado com morcegos, na China.

O cenário traçado por Jean-Jacques Muyembe Tamfum é pessimista. Acredita que outras pandemias podem acontecer num futuro próximo. “Sim, sim, acredito que sim”, diz à CNN.

Novos vírus estão a ser descobertos – três ou quatro por ano, a maioria oriundos de animais. Os números crescentes devem-se sobretudo à destruição dos ecossistemas e ao comércio de animais selvagens.

Os habitats são destruídos, os animais de maior porte desaparecem enquanto ratos, morcegos e insectos crescem e se multiplicam. Convivem com seres humanos e transportam doenças.

Foi, acredita-se, o que aconteceu com o ébola.

Uma história com 44 anos

O ébola foi descoberto em 1976. O professor Jean-Jacques Muyembe Tamfum recolheu as amostras de sangue daqueles doentes que contraíam um vírus que matava 88% dos doentes e 80% dos profissionais de saúde que cuidavam deles. As descobertas resultaram da cooperação entre o que se detectava no hospital do então Zaire e era levado para laboratórios na Bélgica e EUA.

Ainda que não se saiba exactamente como é que o ébola foi transmitido aos seres humanos, os cientistas acreditam que foi a forte intrusão na floresta tropical que levou à disseminação do ébola. Os locais onde eclodiram surtos da doença coincidem com locais alvo de desflorestação um par de anos antes.

Na República Democrática do Congo, Jean-Jacques Muyembe Tamfum continua o seu trabalho no laboratório que abriu as portas em Fevereiro e onde dezenas de amostras de sangue são analisadas, financiados por fundos japoneses, norte-americanos da Organização Mundial de Saúde (OMS). Procuram doenças ainda desconhecidas.

“Se um vírus for detectado cedo haverá oportunidade para se desenvolverem novas estratégias para combater estes patogénicos”, explica o cientista.

É no processo em que os animais são vendidos para serem comidos que os cientistas acreditam que se dá a passagem destes vírus. Essa carne é considerada iguaria e muito apreciada entre os mais ricos. -macacos, crocodilos e outros animais selvagens. No Congo, provêm da floresta tropical e, apesar de ser meio de subsistência de muitos agricultores de pequena e média escala, a solução, dizem os cientistas, é proteger os ecossistemas.

Diário de Notícias
22 Dezembro 2020 — 12:41

 

 

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