1195: 313 novos casos e 5 mortes. Número de internados volta a aumentar. R(t) e incidência a subir

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Há mais 21 pessoas internadas devido à covid-19. São, agora, 290. Deste total, 59 estão em unidades de cuidados intensivos (mais sete), diz o relatório diário da DGS. Foram registados mais 313 casos e cinco mortes.

Indicação de atendimento covid-19 no Hospital de Santa Maria, em Lisboa
© Paulo Spranger/Global Imagens (Arquivo)

Portugal confirmou, em 24 horas, 313 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Registaram-se mais cinco mortes associadas à infecção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório desta segunda-feira (25 de Outubro).

Os dados sobre a situação dos hospitais portugueses indicam que o número de internados subiu para 290 (mais 21 face ao reportado no domingo), dos quais 59 (mais sete doentes) estão em unidades de cuidados intensivos.

Em dia de actualização dos valores da matriz de risco, os dados mostram que o índice de transmissibilidade, R(t), subiu de 1,02 para 1,06, a nível nacional e em território continental.

Regista-se também um aumento na taxa de incidência a 14 dias, que passou de 86,1 para 92,4 casos de covid-19 por 100 mil habitantes em todo o território nacional. Já no continente, a incidência é agora de 92,8 infecções por 100 mil habitantes (era de 86,5).

© DGS

Os cinco óbitos, reportados em 24 horas, ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo (dois), na região Centro (um), Algarve (um) e na região autónoma dos Açores (um). Todas as vítimas mortais tinham mais de 80 anos.

Já em relação à distribuição geográfica dos novos casos, a região da capital continua a registar o maior número diário de infecções (118), seguida do Norte (90).

Verificam-se mais 46 casos no Centro, 24 no Algarve e quatro no Alentejo. Foram também confirmados mais 20 infecções na Madeira e 11 nos Açores.

© DGS

Há mais 284 casos de pessoas que recuperaram da doença, totalizando 1.035.977 desde o início da pandemia. Deste modo, o número de casos activos de covid-19 sobe para 31.336 (mais 24).

Com esta nova actualização, Portugal registou, no total, 1.085.451 casos da infecção por SARS-CoV-2 e 18.138 óbitos.

Relatório da DGS indica ainda que há mais 321 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 21 124.

“Se for preciso fazer reforço de vacinas a mais idades e outros grupos sociais, faremos”, diz directora-geral da Saúde

E numa altura em que se sabe que uma nova sub-variante da Delta, a AY.4.2 está a ter grande impacto epidemiológico, levando alguns países de novo ao confinamento, a directora-geral da Saúde, Graça Freitas, fez um balanço da pandemia ao DN. E diz que, do ponto de vista do vírus, “ainda há muito para saber e em aberto”.

“Se for preciso fazer reforço de vacinas a mais idades e outros grupos sociais, faremos”, admitiu a responsável pela DGS.

Neste momento, diz, “já estamos a fazer o reforço da população com mais de 80 anos e depois vamos fazer o reforço de todos os maiores de 65 anos, porque já se percebeu que são os mais frágeis e que têm uma perda de imunidade após a vacinação e ao longo do tempo”.

Ao DN, Graça Freitas disse ser ainda prematuro dizer que todos nós, jovens e adultos, vamos receber um reforço vacinal. “Não sabemos se vamos ter de fazer reforços a toda a população, se vão ser reforços anuais, quinquenais, de dez em dez anos. A ciência ainda não nos indicou isso”, justificou.

Cientistas suíços descobrem como evitar que coronavírus infecte outras células

E no que se refere aos avanços da ciência, soube-se esta segunda-feira que uma equipa de cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausana, na Suíça, descobriu um método para evitar que o coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, infecte outras células.

A descoberta que pode ser crucial para futuros tratamentos contra a doença foi publicada na revista especializada “Developmental Cell”.

Os especialistas descobriram como é que certas enzimas transformam ácidos gordos num dos componentes mais importantes do coronavírus SARS-CoV-2, a proteína spike, que é fundamental no processo de infecção de outras células.

Assim, os medicamentos que consigam modificar os ácidos gordos “evitam de forma eficaz que o SARS-CoV-2 infecte outras células”, destaca a escola suíça, em comunicado, realçando que a descoberta também se pode aplicar a outros vírus, como os da gripe ou do herpes.

Diário de Notícias
DN
25 Outubro 2021 — 14:12

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1192: Mais 604 novos casos e 4 mortos por covid-19 em 24 horas

– Estatísticas até hoje, Domingo:

24.10.2021 – 604 infectados – 4 mortos
23.10.2021 – 883 infectados – 4 mortos
22.10.2021 – 930 infectados – 8 mortos
21.10.2021 – 865 infectados – 8 mortos
20.10.2021 – 927 infectados – 3 mortos
19.10.2021 – 832 infectados – 6 mortos
18.10.2021 – 291 infectados – 3 mortos

Total da semana: 5.332 infectados – 36 mortos

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Dados da DGS mostram que há agora 269 internados, dos quais 52 estão em unidades de cuidados intensivos.

A terceira dose de vacinação contra a covid-19 já está a decorrer
© Fernando Fontes / Global Imagens

Foram registados, em 24 horas, 604 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório​​​ deste domingo (24 de Outubro) indica também que morreram mais quatro pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Os dados mostram que há agora 269 internados (menos cinco face ao reportado no sábado), dos quais 52 (menos três) estão em unidades de cuidados intensivos. Volta assim a repetir-se a tendência de decréscimo de pessoas hospitalizadas pela doença.

Nestas 24 horas também se registaram mas 387 casos activos, 243 pessoas recuperadas da doença e menos 274 contactos em vigilância.

Na distribuição geográfica dos novos casos de infecção, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua à frente com 226 novos casos e um morto, seguida da do norte, com 160, embora com dois óbitos. A região do centro tem mais 131 casos de pessoas infectadas, a do Alentejo 13 e a do Algarve 47.

Na região autónoma dos Açores há mais 13 casos de covid-19 e na da Madeira 14, sem que em qualquer delas tenha sido registado um óbito.

123 mil cidadãos já com terceira dose

A terceira dose da vacina contra a covid-19 foi administrada a 123 mil cidadãos portugueses, no âmbito da segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe, iniciada na segunda-feira, anunciou este domingo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Na segunda fase da campanha de vacinação contra a gripe, que arrancou na segunda-feira, 123 mil cidadãos receberam a terceira dose ou dose adicional da vacina contra a covid-19 e 279 mil a vacina da gripe, refere uma nota de imprensa da DGS.

Esta fase integra os cidadãos com idade igual ou superior a 65 anos e que não estão abrangidos nos grupos-alvo da 1.ª fase e começou com os utentes acima de 80 anos, estando a decorrer por ordem decrescente de idades.

“O ritmo de vacinação da gripe está dependente da entrega das vacinas no território nacional e sujeita a ajustes de acordo com a disponibilidade de vacinas”, advertiu a DGS, garantindo que “a partir do início de Novembro se prevê que o número de vacinas disponíveis seja suficiente para acelerar o ritmo da vacinação”.

À semelhança do que aconteceu na primeira fase, os cidadãos são convocados através de uma mensagem escrita para a toma simultânea das duas vacinas ou apenas para a vacina contra a gripe.

Volta a ser possível o agendamento automático no Portal Covid-19, estando disponível a partir de terça-feira para cidadãos com idade igual ou superior a 80 anos

“Poderá haver casos, porém, em que sejam chamados doentes abaixo da faixa que se encontra aberta por já cumprirem todos os critérios de elegibilidade e para não atrasar o processo”, informou a DGS.

A vacinação completa contra a covid-19 abrange 85,7% da população portuguesa.

Pandemia já matou pelo menos 4,94 milhões de pessoas

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 4.941.032 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência France-Presse.

Mais de 243.270.300 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço, feito às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa) de hoje com base em fontes oficiais.

Desde sexta-feira até hoje, registaram-se 14.453 mortes e 876.990 novas infecções, segundo os números coligidos e divulgados pela agência.

No sábado, morreram 86.072 infectados e foram contabilizados 394.025 novos casos de covid-19.

Os países que registaram mais mortes nesse dia foram a Rússia (1.072), os Estados Unidos (590) e a Índia (561).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afectado, tanto em número de mortes como de infecções, com um total de 735.801 mortes e 45.427.539 casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil, com 605.457 mortes e 21.723.559 casos, a Índia, com 454.269 mortes (34.175.468), o México, com 286.259 mortes (3.781.661 casos) e a Rússia, com 230.600 mortes (8.241.643 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 607 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia (345), Macedónia do Norte (338), Bulgária (331), Montenegro (328), Hungria (316) e República Checa (315).

Em termos de regiões do mundo, a América Latina e Caraíbas totalizam 1.514.642 mortes para 45.718.783 casos, a Europa 1.373.413 mortes (72.449.471 casos), a Ásia 862.678 mortes (55.455.754 casos), os Estados Unidos e Canadá 764.541 mortes (47.124.343 casos), África 216.752 mortes (8.465.317 casos), o Médio Oriente 206.339 mortes (13.814.060823 casos) e a Oceânia 2.667 mortes (242.573 casos).

O balanço foi feito com base em dados obtidos pela AFP junto das autoridades nacionais e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Diário de Notícias
24 Outubro 2021 — 14:04

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1191: Portugal com mais 883 casos confirmados e 4 mortes

– Quando nesta sociedade existe uma choldra naturalmente anormal, naturalmente acéfala, naturalmente indigente, naturalmente Walking Dead, naturalmente irracional e naturalmente irresponsável, é lógico que a PANDEMIA não sairá de cá tão cedo e os casos infecciosos estão a agravar-se de dia para dia. Basta ler as estatísticas. Siga o baile!

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Christo Anestiev / Pixabay

Portugal regista hoje mais 883 casos confirmados de covid-19 e quatro óbitos pela doença, assim como 729 pessoas recuperadas e menos internamentos em enfermaria e unidades de cuidados intensivos, de acordo com o boletim diário.

Segundo os dados divulgados pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), estão internadas 274 pessoas, menos 10 do que as registadas na sexta-feira, 55 das quais em unidades de cuidados intensivos, menos cinco do que no dia anterior.

Dois dos óbitos ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo e os outros dois na região Norte.

Os 883 novos casos confirmados aumentam o total desde o início da pandemia para 1.084.534 pessoas infectadas, sendo que nas últimas 24 horas recuperaram da doença mais 729 pessoas, aumentando o total para 1.035.450 recuperados.

Há hoje mais 150 casos activos, num total de 30.955 casos, e mais 146 contactos em vigilância, num universo de 21.077.

Todas as regiões do país, incluindo as regiões autónomas, registam novos casos nas últimas 24 horas, mas a maioria concentra-se nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo (+329), Norte (+238) e Centro (+187).

Desde o início da pandemia, 501.583 homens e 582.210 mulheres foram infectados pelo novo coronavírus, havendo neste momento 741 infectados de género desconhecido, permanecendo em investigação, uma vez que estes dados não são comunicados de forma automática, explica a DGS no boletim epidemiológico diário.

Quanto aos óbitos, desde o início da pandemia morreram 9.509 homens e 8.620 mulheres.

Já morreram em Portugal 18.129 pessoas devido à covid-19, com a maioria dos óbitos a concentrar-se na faixa etária dos 80 ou mais anos.

A covid-19 provocou pelo menos 4.926.579 mortes em todo o mundo, entre mais de 242,39 milhões de infecções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na sexta-feira.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e actualmente com variantes identificadas em vários países.

 ZAP // Lusa

Por Lusa
23 Outubro, 2021

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1190: DGS lança plano de acção para inverno com três cenários: do melhor ao pior

– Quando nesta sociedade existe uma choldra naturalmente anormal, naturalmente acéfala, naturalmente indigente e naturalmente irresponsável, é lógico que a PANDEMIA não sairá de cá tão cedo e os casos infecciosos estão a agravar-se de dia para dia. Basta ler as estatísticas. Siga o baile!

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19

A Direcção-Geral da Saúde lançou hoje o Plano Referencial Outono-Inverno 2021-2022, que assenta em três cenários: um de estabilidade, a situação em que estamos agora, outro de maior propagação da doença e outro ainda, de maior gravidade, se for identificada uma variante resistente às vacinas. Este cenário é o mais perigoso, pouco plausível, mas possível. O objectivo do plano final é evitar a doença grave.

Há um ano Portugal começava a entrar na segunda vaga da doença.

Há um ano precisamente que os portugueses ouviram falar do Plano Outono-Inverno como mais um meio de combate à covid-19. Este plano, designado como Referencial para o Outono-Inverno 2021-2022, define os cenários e como se deve agir e como as autoridades de saúde, os cidadãos e a própria sociedade deve agir. Um ano e sete meses depois do início da pandemia, quase dois após a identificação do SARS CoV-2, na província de Wuhan, na China, é a própria director-geral, Graça Freitas, que admite ao DN que o vírus ainda nos pode surpreender este inverno. “É um vírus muito novo, muito recente, e não sabemos o que vai acontecer”.

Por isso mesmo, explica, o plano para o outono inverno foi traçado para três cenários: “O cenário que vivemos agora, perfeitamente estável, outro em que a efectividade da vacina começa a perder-se, podendo haver aumento de casos, foi o que aconteceu com os mais idosos, e, por isso, mesmo começámos já a fazer a dose de reforço. E o terceiro, que seria o pior, aquele em que apareceria uma nova variante, com capacidade de escapar ao nosso sistema imunitário e à protecção dada pelas vacinas”, acrescentando que este “não é um cenário plausível, mas que tem de estar sempre presente, enquanto o vírus continuar a fazer o seu percurso entre nós”.

Ou seja, o vírus ainda nos pode surpreender este inverno. Aliás, já o está a fazer. Basta olhar para países como o Reino Unido, Israel e Rússia que estão a registar um aumento considerável de número de casos. No Reino Unido, por exemplo, ainda não foram tomadas medidas de restrição, porque a letalidade não tem aumentado, mas, no caso da Rússia, em que esta semana o número de casos atingiu os 40 mil por dia e o de mortes 15 mil, a sociedade começou a fechar e milhões de pessoas foram enviadas, de novo, para casa.

Graça Freitas, em declarações ao DN admite que tudo ainda pode acontecer, e que, por isso, este “plano referencial para o Outono-Inverno está preparado para fazer face a qualquer um destes cenários, quer seja o da estabilidade, de maior transmissibilidade ou de variantes mais agressivas”. O foco é sempre: “Conter a doença grave, mais do que não ter infecção. Posso dizer que, neste momento, esta é a nossa preocupação principal”.

De acordo com esta avaliação, as medidas vão sendo tomadas e adaptadas. No fundo, e como diz, não se vai inventar, mas reforçar o que já se aprendeu. Daí que a vigilância epidemiológica seja o primeiro pilar deste plano. “As medidas serão tomadas conforme forem ocorrendo os cenários e poderão ser de maior ou menor intensidade. Por isso, é muito importante a vigilância epidemiológica – que em saúde pública significa ‘vigiar para agir’ -, baseada na informação que diariamente vai sendo recolhida pelas várias entidades de saúde.

“A informação recolhida diariamente até pode não ser perfeita, mas dá-nos uma fotografia da realidade no momento, que é muito importante. É com esta informação que sabemos se devemos ou não intensificar a vigilância e as respostas que têm de ser dadas”.

Testagem em massa e confinamentos podem voltar

As medidas, como refere, “são as que todos nós já conhecemos” e que, em primeiro lugar, devem ser assumidas pelo próprio cidadão”. Para a directora-geral, a vigilância é um pilar para o combate à pandemia porque começa precisamente pela responsabilidade de cada um de nós. “A responsabilidade de cada um em se proteger continua a ser essencial, mesmo numa situação como a que vivemos agora, que é de estabilidade e em que temos mais de 85% da população vacinada”.

Esta responsabilidade continua a ser tão importante quanto se sabe que a pandemia também evolui pelos nossos comportamentos, portanto Graça Freitas diz mesmo ao DN que se esta vigilância individual e de protecção não existir, “em última análise podemos chegar a uma situação em que se pode evoluir para um retrocesso, voltar ao passado e aos confinamentos”.

Segundo sublinhou ao DN, “a vigilância é um dos pilares deste plano e tem sido sempre reforçada desde o início da pandemia quer nos aspectos que são avaliados como na criação de plataformas tecnológicas sofisticadas com cada vez maior capacidade de análise. Em função dos resultados, adaptamos a acção”. É a partir da vigilância que serão tomadas as decisões, como se haverá ou não necessidade de vacinar com doses de reforços a população, em caso de perda de efectividade das vacinas, em que a imunidade começa a decair.

Daí que o segundo pilar de actuação para este inverno seja o da vacinação. Neste momento, “já estamos a fazer isso em relação aos imuno-deprimidos e aos idosos, que é dar as doses de reforço”, mas “se a ciência nos indicar que são precisos fazer reforços em outros grupos, também o faremos”.

O terceiro pilar para actuar, se nos depararmos com uma situação de uma nova variante mais agressiva, e uma vez que ainda não há um medicamento que trate a doença grave provocada pelo SARS-CoV-2, poderá ser a adopção de medidas de maior restrição, como até voltar aos confinamentos.

Uma realidade que a directora-geral espera que não aconteça, mas que é possível. Daí que este plano mantenha as estratégias de testagem rápida em massa para evitar a propagação da transmissibilidade. Daí também que, nas unidades de saúde, os planos de contingência tenham de estar a postos, com circuitos e escalas diferenciadas para se conseguir responder à doença. “O vírus ainda está entre nós e não se sabe o que pode acontecer”, volta a sublinhar “O objectivo é sempre o de não termos doença grave, mais pessoas internadas e mais letalidade”.

Ao contrário do que vivíamos há um ano, em que o país entrava na segunda vaga da pandemia, hoje Portugal vive uma situação endémica. Ou seja, uma situação estável e controlável em termos de número de casos e de letalidade. Outros países europeus, com taxas de vacinação mais baixas, estão piores. O plano para o este outono e próximo inverno assenta nos mesmos pilares do que o que foi lançado no ano passado. Este ano, com mais conhecimento, é necessário que este seja implementado por todos: cidadãos e autoridades de saúde, locais e centrais.

Como refere a nota lançada pela DGS, o documento, que esta noite foi publicado no site da DGS, e tal como aconteceu com o do ano passado “contempla um conjunto de estratégias que serão implementadas face aos possíveis cenários para o período de outono e inverno. O objectivo é fornecer uma resposta eficiente e coordenada, reduzindo o potencial impacto deste período na saúde da população em geral e, em especial, nos grupos de risco”.

Especificando até que este plano Outono Inverno para 2021-2022, foi elaborado para “orientar a operacionalização das respostas à população quer ao nível central, regional e local, assentando em três linhas estratégicas principais: vigilância e intervenção em Saúde Pública; vacinação e gestão de casos”, embora depois tais estratégias se estendam também às respostas inter-sectorial, literacia e comunicação”. Como refere a nota da DGS, o documento “é dirigido às entidades do Ministério da Saúde e não substitui os planos específicos de reforço da capacidade de resposta e recuperação do sistema de saúde e do Serviço Nacional de Saúde”.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
22 Outubro 2021 — 20:49

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1189: Incidência sobe e R(t) mantém-se em dia com 930 casos de covid-19 e 8 mortes

“O balanço diário da agência AFP refere ainda que mais de 242.393.310 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.” “o país já confirmou, no total, 1.083.651 diagnósticos da infecção pelo novo coronavírus e 18.125 óbitos.” O estrago que faz uma “gripezinha”…

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTES

Dados da DGS mostram que há agora 284 internados, dos quais 60 estão em unidades de cuidados intensivos.

Profissional de saúde realiza um teste de antigénio em Tomar
© Carlos Alberto / Global Imagens

Foram registados, em 24 horas, 930 novos casos de covid-19 em Portugal, segundo o boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS). O relatório​​​ desta sexta-feira (22 de Outubro) indica também que morreram mais oito pessoas devido à infecção por SARS-CoV-2.

Os dados mostram que há agora 284 internados (menos quatro face ao reportado na quinta-feira), dos quais 60 (mais dois) estão em unidades de cuidados intensivos.

No que se refere aos valores da matriz de risco, o índice de transmissibilidade, R(t), mantém-se nos 1,02, tanto a nível nacional como no continente.

Já a taxa de incidência a 14 dias regista uma subida. Passa de 84,4 para 86,1 casos de covid-19 por 100 mil habitantes em todo o território nacional. No continente, a incidência passa de 84,8 para 86,5 infecções por 100 mil habitantes.

© DGS

As oito mortes reportadas no boletim de hoje ocorreram nas regiões Norte (duas), Centro (duas), Alentejo (duas), Lisboa e Vale do Tejo (uma) e Algarve (uma).

Em relação à idade das vítimas, quatro tinham mais de 80 anos e outras quatro tinham entre os 70 e os 79 anos.

Na distribuição geográfica dos novos casos de infecção, Lisboa e Vale do Tejo apresenta-se como a região com o maior número diário de infecções (377), seguida do Norte (223).

Verificaram-se mais 186 diagnósticos da doença no Centro, 53 no Alentejo, 52 no Algarve, 22 na Madeira e 17 nos Açores.

© DGS

DGS indica que há mais 678 pessoas que recuperaram da doença, elevando para 1.034.721 o número total de recuperados. Desta forma, os casos activos de covid-19 em Portugal sobem para 30.805 (mais 244 face ao dia anterior).

Com estes dados, o país já confirmou, no total, 1.083.651 diagnósticos da infecção pelo novo coronavírus e 18.125 óbitos.

Há ainda a registar mais 354 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 20.931.

Delta já originou 32 novas variantes. Portugal com uma dezena de casos da AY.4.2

A actualização da evolução da pandemia acontece numa altura em que há uma nova variante que está a preocupar as autoridades – a AY.4.2, que deriva da Delta.

A Organização Mundial da Saúde já classificou esta variante como sendo de “interesse”. E já há países a adoptar novas restrições e outros a avaliar se avançam com elas ou não, para conter a transmissibilidade.

Em Portugal, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) já analisou quase dez mil sequências da variante Delta, desde que esta entrou no nosso país no início do ano. E detectou que, até este momento, já se dividiu em 32 sub-variantes.

Até agora, nenhuma tinha sido classificada de “interesse”, mas, em Setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou os países para uma nova sub-variante que já se estava a desenvolver com evidência epidemiológica no Reino Unido, na Rússia e em muitos outros países, pedindo que fosse feita a monitorização do seu desenvolvimento e que se actuasse em consonância.

O investigador em biologia molecular e responsável da Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA, João Paulo Gomes, referiu que até agora foram registados apenas uma dezena de casos da sub-variante AY.4.2 , na sua maioria associados ao Reino Unido, o que é explicável devido ao turismo e à mobilização profissional e até de migrantes de e para aquele território.

Pandemia responsável por 4,92 milhões de mortes em todo o mundo

Ainda no que se refere à evolução da pandemia, mas a nível global, a covid-19 já matou pelo menos 4,92 milhões de pessoas em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, em Dezembro de 2019.

O balanço diário da agência AFP refere ainda que mais de 242.393.310 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Os EUA continuam a ser o país mais afectado, tanto em número de mortes como de infecções, com um total de 733.218 mortes e 45.301.092 casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins.

Diário de Notícias
DN
22 Outubro 2021 — 14:44

© ® inforgom.pt e apokalypsus.com são domínios registados por F. Gomes

 

1188: Delta já originou 32 novas variantes, mas há países com pouca vacinação e vão aparecer mais

– Sem problema, cambada! Os Walking Dead’s podem continuar a caminhar pelos campos, os estádios de futebol podem estar cheios, as discotecas idem, as festas de casamentos e baptizados ibidem, espectáculos e afins, tudo na boa! Brinquem com o fogo e depois não se queixem que se queimam…

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/VARIANTES

Há uma nova variante que está a preocupar as autoridades – a AY.4.2, que deriva da Delta e foi identificada em Israel. A Organização Mundial da Saúde já a classificou como tendo ” interesse”. E já há países a adoptar novas restrições e outros a avaliar se avançam com elas ou não, para conter a transmissibilidade.

Número de casos dispara no Reino Unido devido à nova variante e os testes de rastreio voltaram às ruas.
© EPA/ANDY RAIN

Em Portugal, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) já analisou quase dez mil sequências da variante Delta, desde que esta entrou no nosso país no início do ano. E detectou que, até este momento, já se dividiu em 32 sub-variantes.

Até agora, nenhuma tinha sido classificada de “interesse”, mas, em Setembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou os países para uma nova sub-variante identificada em Israel e que já se estava a desenvolver com evidência epidemiológica no Reino Unido, na Rússia e em muitos outros países, pedindo que fosse feita a monitorização do seu desenvolvimento e que se actuasse em consonância.

Trata-se da sub-variante AY.4.2, a qual já fez as autoridades britânicas, um mês depois deste alerta, recomendar, nesta semana, ao governo de Boris Johnson que estude a possibilidade de introduzir na sociedade novas restrições. O objectivo é conter a transmissibilidade, já que os casos de covid-19 voltaram a disparar nas duas últimas semanas, apesar da taxa elevada de população vacinada (ontem o Reino Unido registou 52 009 novos casos, o número mais elevado desde 17 de Julho).

Até ao momento, nenhuma entidade científica veio confirmar que esta sub-variante da Delta, que continua a ser dominante no mundo, possa ser tanto ou mais contagiosa, tanto ou mais resistente às vacinas existentes do que as suas antecessoras, a Alpha e a Delta.

“É muito, muito cedo”, referiu ontem o investigador em biologia molecular e responsável da Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA, João Paulo Gomes, sublinhando que vai ser necessário “esperar várias semanas para se perceber se o impacto epidemiológico que parece estar a ter no Reino Unido terá reflexos ou não em outros países”.

Contudo, o investigador do INSA reforça que anteriormente também já foram dados outros “pequeninos alertas com outras pseudo-variantes” que apareceram, mas que depois não deram em nada. Por agora, refere, “podemos estar descontraídos, mas vamos estar naturalmente atentos ao evoluir da situação”.

Desde Abril de 2020 que o INSA faz estudos de diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2. Nas últimas duas semanas os resultados apontam ainda a Delta como sendo a predominante no nosso país, com uma frequência de 100%.

No entanto, e como explica o instituto em informação disponibilizada ao DN, os estudos vão continuar a ser feitos, embora agora mais assentes em amostragens semanais, mas de amplitude nacional, porque o objectiva continua a ser o de mostrar como o novo coronavírus está a evoluir, até dentro da própria variante Delta.

Em relação a esta nova sub-variante AY.4.2, João Paulo Gomes referiu que até agora foram registados apenas uma dezena de casos, na sua maioria associados ao Reino Unido, o que é explicável devido ao turismo e à mobilização profissional e até de migrantes de e para aquele território.

Embora o aparecimento de novas sub-variantes ou de sub-linhagens seja normal no mundo dos vírus, os especialistas sublinham que, e apesar de vacinados, os cuidados de protecção individual continuam a ser necessários, porque, na verdade, e embora pareça que a pandemia está a acalmar, “ainda ninguém pode afirmar com certezas qual o caminho que vai tomar”, explicaram ao DN.

Desequilíbrio na vacinação vai originar mais variantes

O responsável da Unidade de Investigação e Desenvolvimento do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA já tinha explicado, muito recentemente, durante a última reunião que juntou políticos e peritos no Infarmed, em Setembro, para avaliar a situação epidemiológica do país, que “enquanto houver grandes desequilíbrios” no mundo no processo de vacinação – com países com baixa taxa de imunização – “é mais do que normal que apareçam novas variantes”, sustentando que “nos países com baixas taxas de vacinação há mais vírus em circulação” e menos pessoas protegidas para os combater. “É normal que isto possa levar à emergência de novas variantes”, as quais poderão chegar aos outros países, mesmo os que têm uma vacinação elevada, como Portugal.

Aliás, o desequilíbrio entre países na vacinação já está a ter repercussões mesmo na Europa e dentro dos 27 Estados membros da União Europeia. Basta olhar para o que está a acontecer no leste Europeu, com a Rússia, onde nos últimos dias o número de mortes ultrapassa o milhar e o número de novos casos atinge quase os 40 mil (36 339), a fechar de novo a sociedade e a colocar milhões de pessoas em casa.

A Ucrânia, cujo número de casos rondou, nesta semana, os 15 mil por dia e mais de 500 mortes, está a fazer o mesmo. E a República Checa, a Sérvia e Croácia também. Dentro da UE, a Letónia e a Eslováquia, onde as taxas de vacinação da população são da ordem dos 16%, também já voltaram a impor restrições, para tentar conter a transmissão da covid-19.

Neste momento, quando muitos pensavam que a situação começava a acalmar, os alarmes voltam a soar, uma nova variante pode mudar o curso da pandemia.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
22 Outubro 2021 — 00:15

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