1082: Bons hábitos alimentares podem reduzir a probabilidade de contrair covid-19

– Os excessos alimentares são e serão sempre prejudiciais à saúde, por isso, comer com regras básicas de quantidade e qualidade, são elementares. Uma dieta mediterrânica contém todos os ingredientes para uma alimentação racional e equilibrada, assim como quem preferir uma dieta macrobiótica (em declínio actualmente em favor da alimentação vegan e vegetariana), que contém todos os elementos necessários a um excelente equilíbrio pessoal. Fui macrobiótico durante mais de cinco anos e sei do que falo porque além de praticar a cozinha macrobiótica com minha esposa, estudei a matéria e fomos há décadas atrás, fornecedores de refeições rigorosamente macrobióticas a um grande estabelecimento da especialidade. E não é apenas comer frutas e vegetais mas todo o tipo de proteína vegetal (soja), cereais (especialmente o arroz integral) e outros produtos integrais (leguminosas), algas marinhas, escolher produtos produzidos biologicamente (sem inclusão de químicos), etc.

F. Gomes

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

bktrl / Flickr

Um novo estudo indica que as pessoas que comem muitas frutas e vegetais podem ter menos probabilidades de contrair covid-19.

Num pesquisa que envolveu 590 mil adultos, os investigadores descobriram que as pessoas que eram adeptas de um estilo de vida mais saudável – e que incluíam vegetais e frutas nas suas refeições – tinham menos 9% de probabilidades de contrair covid-19 do que os indivíduos que têm dietas menos saudáveis.

Segundo o estudo publicado na revista Gut, também o risco de desenvolver a doença num nível considerado grave diminuiu em 41%.

Ainda assim, os especialistas alertam que incluir uma alimentação saudável no dia a dia não é uma receita mágica para manter a covid-19 longe.

A solução mais aconselhada continua a ser a vacinação. “Seja vacinado”, enfatiza Aaron Glatt, especialista em doenças infecciosas e porta-voz da Infectious Diseases Society of America.

Jordi Merino, principal autor do estudo, corrobora o conselho de Glatt, alertando que embora a dieta tenha um grande peso na saúde das pessoas, no caso da covid-19, não pode substituir o papel da vacinação e da máscara de protecção facial.

Durante a pesquisa, informa o Web MD, os milhares de participantes foram separados em quatro grupos diferentes. A divisão foi feita tendo em conta a ingestão regular de alimentos como vegetais, frutas, grãos inteiros, legumes e óleos vegetais.

Os investigadores perceberam que, em média, um quarto dos participantes com as dietas mais ricas em vegetais eram ligeiramente menos propensos a desenvolver covid-19 do que o grupo que mantinha uma dieta sem frutas e vegetais.

Os resultados mostram ainda que quando as pessoas acabaram por adoecer, quem tinha uma alimentação considerada boa, tinha um risco inferior de contrair a doença num modo grave.

Em termos absolutos, a taxa de covid-19 grave foi de 1,6 por 10.000 pessoas por mês no grupo com as pessoas com dietas mais saudáveis e no grupo com as dietas mais pobres, a taxa era de 2,1 por 10.000.

Merino destaca ainda que estas conclusões podem ser influenciadas por outros factores, como é o caso da idade, raça, prática de exercício, peso corporal, hábito de fumar e situação sócio-económica.

Os autores reforçam, no entanto, que ter uma alimentação saudável é benéfico em todos os aspectos da vida do ser humano, como tal, não é surpreendente que possa ajudar a manter a covid-19 mais afastada – ou pelo menos não ter tantos sintomas quando se contrai a doença.

“É bastante razoável sugerir que uma dieta saudável será benéfica”, rematou Glatt.

Vinho e queijo podem ajudar a prevenir a demência (e a lutar contra a covid-19)

As pessoas que comem mais queijo e consomem mais vinho, ainda que de forma moderada, podem apresentar uma maior protecção…

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Ana Isabel Moura, ZAP //

Por Ana Isabel Moura
19 Setembro, 2021

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1020: Leite | amigo ou inimigo? Faz mal à saúde?

SAÚDE/NUTRIÇÃO/LEITE

O leite é, desde sempre, um alimento básico e de consumo quase diário na dieta da grande maioria da população mundial. Apesar da sua popularidade e do uso comum, estudos recentes têm lançado alguma controvérsia relativamente ao seu consumo, quer entre os praticantes de actividade física quer na população em geral.

Neste artigo, vamos falar um pouco sobre os prós e os contras do consumo de leite, como parte integrante da maioria dos regimes alimentares, bem como sobre algumas alternativas que podes considerar como substitutas, seja por opção pessoal, seja pela existência de algum tipo de intolerância.

O que faz do leite um alimento tão importante?

É do conhecimento geral que o leite é, nada mais, nada menos, que uma substância aquosa, nutritiva e de cor branca, produzida pelas glândulas mamárias dos mamíferos fêmeas, com o principal objectivo de alimentar os recém-nascidos, nos primeiros tempos de vida, até que estes sejam capazes de ingerir alimentos de outras fontes externas e de forma autónoma.

Segundo este conceito, e cumprindo o curso natural do desenvolvimento e crescimento animal, nós, humanos, enquanto mamíferos e omnívoros que somos, deveríamos deixar de consumir leite a partir do momento em que somos dotados de dentes e de coordenação motora, que nos permitem o consumo de todo o tipo de outros alimentos, que não o leite, tal como fazem todos os outros mamíferos. No entanto, somos os únicos mamíferos do reino animal que continuam a recorrer ao consumo leite após este período e apesar de já não dependermos dele. E porquê?

De facto, o leite é considerado um alimento integral e um dos mais nutritivos, fornecendo 18 dos 22 nutrientes essenciais ao bom funcionamento do organismo. Entre estes nutrientes temos o cálcio, o magnésio, o zinco, o folato, o fósforo, o potássio, o ferro, o selénio, as vitaminas A, B, E e K, a niacina, a tiamina, a riboflavina, para além da proteína do soro de leite, da caseína e das gorduras.

Quais os benefícios do consumo de leite?

1.  Controla o apetite

Está provado que a ingestão de leite ajuda a controlar o apetite, aumenta a saciedade e, consequentemente, o seu consumo está associado a uma diminuição da quantidade ingerida de outros alimentos menos saudáveis. Alguns estudos mostram que a ingestão de produtos lácteos integrais está associada a um menor peso corporal, podendo mesmo ajudar a prevenir o aumento de peso.

2.  Melhora o desenvolvimento ósseo e dentário

O leite pode ajudar a melhorar a densidade óssea e, assim, reduzir o risco de fracturas. O leite contém, na sua composição, proteínas necessárias à construção e à manutenção do tecido ósseo, dos dentes e dos músculos, para além de suprir quase 30% das necessidades diárias de cálcio, potássio e magnésio. Contém, ainda, vitamina D, que desempenha importantes funções fisiológicas e metabólicas, que incluem a absorção de cálcio e a mineralização óssea.

3. Diminui do risco de patologias associadas com o aumento da glicémia

Diversos estudos provam que beber leite pode ajudar a prevenir o aumento dos níveis de açúcar no sangue, uma vez que as proteínas do leite melhoram o equilíbrio homeostático da glicose circulante.

4. Diminui do risco de patologias cardiovasculares

A gordura do leite pode ajudar a aumentar os níveis sanguíneos de gorduras saudáveis (High Density Lipoproteins ou HDL), que contribuem para a prevenção do desenvolvimento de patologias do foro cardíaco e vascular. Para além disso, o leite é uma boa fonte de potássio, um mineral que ajuda a regular a pressão que o sangue exerce sobre as artérias, evitando a sua fragilização e ruptura.

Mas poderá o leite fazer mal à saúde?

Está cientificamente comprovado que é necessária uma ingestão adequada de proteína, para um maior e melhor desenvolvimento e crescimento musculares, e que o leite é considerado uma das melhores e mais saudáveis fontes proteicas. No entanto, existem outros alimentos igualmente ricos em proteína e mais seguros, como a carne, o peixe e os ovos.

Apesar do leite apresentar uma elevada concentração de proteínas, a controvérsia relativamente à sua ingestão começa quando se consideram aos demais nutrientes que possui na sua composição.

Existem estudos recentes que afirmam que o leite de cada mamífero é apenas adequado às crias da sua própria espécie. Por exemplo, a estrutura e a composição químicas do leite de vaca (o mais consumido pelo ser humano) é apenas adequada às suas crias (os bezerros) e não aos humanos, exactamente pelas características da espécie. Um bezerro cresce dez vezes mais

rápido do que um ser humano nos primeiros meses de vida, pelo que, o leite produzido pelas vacas tem um perfil nutricional que vai ao encontro desta taxa de desenvolvimento mais acelerada. Para além disso, o leite de vaca possui anticorpos, produzidos pelo organismo das fêmeas desta espécie, para a defesa imunitária dos bezerros e que se tornam em antigénios (alergénios) no organismo humano, podendo desencadear distúrbios alérgicos com diferentes níveis de gravidade.

O leite possui, ainda, em grande quantidade, um tipo específico de hidrato de carbono que pode provocar intolerância ao seu consumo, a lactose. Algumas pessoas desenvolvem uma intolerância total à lactose, fazendo uma reacção alérgica grave imediatamente após o consumo de leite, mas outras são portadoras de intolerâncias parciais, conseguindo digerir pequenas quantidades de lacticínios, que contenham um menor teor de lactose, como é o caso do iogurte e do queijo.

Quando a lactose não é digerida, permanece no intestino e é sujeita a um processo de fermentação, pelas bactérias da flora intestinal, que se manifesta em sintomas como náuseas, flatulência, cãibras, distensão e cólicas abdominais ou diarreia, entre 30 minutos a 2 horas após a ingestão de produtos lácteos. Não obstante, a lactose pode ainda dificultar a absorção dos restantes nutrientes ingeridos na alimentação, devido ao quadro de deficiência enzimática a que dá origem.

Em situações que exijam a redução ou eliminação do consumo de leite e de produtos lácteos, ou simplesmente por escolha pessoal de um regime alimentar mais saudável, existem diversos produtos alternativos sem lactose, também eles muito ricos nutricionalmente, que podem servir como substitutos. Entre eles destacam-se o leite de soja, de amêndoa, de coco, de aveia, de caju, de arroz, de quinoa, etc.

Mensagem Final

O consumo do leite não é uma necessidade nutricional premente, existindo diversas outras fontes de proteína, igualmente eficazes e até mais seguras, no que se refere aos riscos de má absorção, de intolerância ou de alergias graves. Para além da carne, do peixe e dos ovos, existem ainda bebidas lácteas de origem vegetal, com um perfil igualmente rico em proteína, hidratos de carbono e gorduras saudáveis.

Mas, obviamente, o consumo moderado e preferencial de derivados do leite, como o queijo e o iogurte, não é desaconselhado e pode ser completamente assintomático, uma vez que o seu efeito no organismo depende de diferentes factores individuais, como o grau de intolerância, o histórico patológico, dos hábitos alimentares e da individualidade biológica.

O segredo é cada um fazer a sua escolha, de acordo com os seus objectivos e a sua opção de estilo de vida, devendo sempre procurar a ajuda de um profissional, para planear uma dieta adequada e personalizada.

Luís Veiga
Atleta IFBB de Culturismo

Tatiana Rasteiro CoelhoTatiana Rasteiro Coelho

Escritor

Tatiana é Mestre em Biologia Molecular e Doutorada em Biomedicina, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra – Portugal, tendo, ao longo da sua carreira de investigação científica, sido autora de artigos académicos publicados em revistas internacionais, na área da Genética e da Biologia Molecular.

A sua experiência, enquanto proprietária de um ginásio e atleta e L-1 Coach de Crossfit, potenciou a sua paixão por todas as vertentes da optimização da performance atlética na prática desportiva, tendo, inclusivamente, escrito alguns artigos de revisão sobre a influência do background genético na performance e resistência físicas, na adaptabilidade ao treino e na resposta à nutrição e suplementação desportiva.

Mais informações sobre Tatiana no LinkedIn.

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928: Café pode reduzir a probabilidade de apanhar covid-19

SAÚDE/COVID-19/CAFÉ

(CC0/PD) Di Bella Coffee / Pexels

Uma nova investigação levada a cabo nos Estados Unidos sugere que, além de dar energia, o café pode fornecer alguma protecção contra a covid-19.

Um novo estudo da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, investigou o papel de diversos alimentos relativamente à susceptibilidade de infecção por covid-19.

Se, por um lado, consumir vegetais e ter sido amamentado pode reduzir o risco de apanhar o novo coronavírus, por outro, as carnes processadas podem aumentá-lo. No entanto, outros alimentos estudados — incluindo fruta, chá e carne vermelha — não parecem ter qualquer impacto, revela o artigo, publicado a 6 de Julho na revista Nutrients.

“Sabemos que a covid é uma doença infecciosa, semelhante à pneumonia ou a outros tipos de infecções respiratórias. Sabemos que a imunidade desempenha um papel importante na nossa capacidade de combater algumas destas doenças infecciosas”, disse Marilyn Cornelis, co-autora do estudo e professora associada de medicina preventiva na Northwestern University School of Medicine.

“Estava interessada em ver como a nutrição poderia desempenhar um papel porque sabemos que a nutrição tem um impacto sobre a imunidade”, acrescentou.

Além disso, o estudo liderado por Cornelis focou-se em questões de saúde individuais em termos de infecção por covid-19, incluindo o impacto de condições como a diabetes.

Os investigadores utilizaram, então, dados do UK Biobank UK para analisar a relação entre comportamentos alimentares de 2006 a 2010 e infecções por covid-19, entre Março e Novembro de 2020, nas mesmas pessoas e com foco em alimentos que afectam o sistema imunitário, segundo estudos anteriores.

Os resultados — que demonstram que a nutrição tem influência na protecção contra o vírus — basearam-se em cerca de 38 mil participantes que tinham sido testados ao SARS-CoV-2 e dos quais cerca de 17% tiveram um resultado positivo.

De acordo com as descobertas, o consumo de uma ou mais chávenas de café por dia está associado a uma diminuição de 10% no risco de apanhar covid-19, quando comparado com o consumo de menos de uma chávena por dia.

A probabilidade de se ser infectado desce também 10% se se tiver sido amamentado nos primeiros anos de vida e consumir pelo menos dois terços de uma dose diária de vegetais cozinhados ou crus (excluindo batatas) também reduz o risco.

Por outro lado, alguém que coma carne processada diariamente — pense-se em cachorros quentes e enchidos — tem um risco mais elevado de contrair a doença.

Apesar de o estudo não provar a relação directa de causa-efeito, estes factores alimentares parecem ter influência na nossa imunidade. Mas o motivo pelo qual o café parece ter um papel protector maior do que o chá, por exemplo, ainda não é claro.

Tanto pode ser a maior quantidade de cafeína, como outros constituintes que tornam o café único, sugere Cornelis.

Enquanto o chá é frequentemente rico em flavonóides, o café tem mais polifenóis, especificamente ácido clorogénico, que já tem estado implicado na protecção de outras doenças não relacionadas com a covid-19, explica.

“Estas são apenas hipóteses, mas como a covid-19 é tão recente, é necessária mais investigação”, disse a co-autora do artigo, citada pelo WebMD.

Consumir muitos vegetais, além de ser bom para a saúde em geral, parece também reduzir o risco de se ser infectado com o coronavírus, embora se desconheça se vegetais específicos fazem uma diferença maior.

“Algumas destas descobertas, são apenas indicadores de bons hábitos alimentares. Penso que apenas falam da importância de uma boa nutrição, não apenas para a covid-19, mas para a saúde em geral”, disse Cornelis.

Por Sofia Teixeira Santos
26 Julho, 2021

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918: Retirados do mercado gelados e queijos de barrar com goma de alfarroba contaminada

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO/CONTAMINAÇÃO

A directora de Serviços de Nutrição e Alimentação da DGAV explicou que os lotes de goma de alfarroba contaminada com um pesticida cancerígeno estão todos identificados

© Monica Schipper / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

As autoridades portuguesas já identificaram e retiraram do mercado nacional gelados e queijos para barrar produzidos com lotes de goma de alfarroba contaminada com um pesticida cancerígeno, revelou fonte da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Em declarações à Lusa, a directora de Serviços de Nutrição e Alimentação da DGAV, Ana Paula Bico, explicou que os lotes de goma de alfarroba contaminada estão todos identificados, que os operadores estão “a colaborar activamente” e que as autoridades competentes estão a verificar o cumprimento das medidas de retirada e recolha impostas.

“Alguns [dos produtos] nem sequer foram produzidos em Portugal. Estão distribuídos pelo Norte e pelo Sul, os lotes estão todos identificados, já foram retirados. A rastreabilidade está a funcionar” afirmou Ana Paula Bico, sublinhando: “nem toda a goma de alfarroba está contaminada”.

A responsável acrescentou que a goma de alfarroba é um aditivo autorizado em muitos alimentos como estabilizante ou espessante e aconselhou os consumidores a verificarem a lista de ingredientes dos produtos, onde os aditivos estão classificados pela sua função tecnológica (estabilizante ou espessante) e são indicados ou por escrito (goma de alfarroba) ou com o número (E410), e a contactar os locais de compra.

“As grandes cadeias de distribuição, nas campanhas de fidelização dos clientes, sabem exactamente o que o cliente comprou e não nos é estranho receber uma mensagem no telemóvel a dizer ‘comprou uma lasanha que tinha um alergénio não identificado, caso tenha algum problema venha ter connosco'”, acrescentou a responsável, frisando que “pelo menos há dois anos” que a grande distribuição faz esses contactos com os seus clientes.

Ana Paula Bico disse ainda que a DGAV está “a todo o momento a receber informações de toda a Europa sobre lotes que estão a ser identificados para serem retirados”, um processo que deverá ainda levar mais dois ou três dias.

Goma de alfarroba contaminada com pesticida cancerígeno. Produtos devem ser retiradosALERTA
Goma de alfarroba contaminada com pesticida cancerígeno. Produtos devem ser retirados

 

A DGAV tinha alertado hoje, em comunicado, para a possibilidade de existência no mercado nacional de alguns géneros alimentícios, como gelados, com goma de alfarroba contaminada com um pesticida cancerígeno que representa um grave risco para a saúde.

Nessa nota, explicava que tinham sido identificados, em Junho, e notificados através do sistema de Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), alguns géneros alimentícios produzidos com goma de alfarroba (aditivo alimentar E 410) contaminada com óxido de etileno.

Segundo a DGAV, o óxido de etileno é um pesticida não autorizado que “constitui um risco grave para a saúde humana”, uma vez que “está classificado como mutagénico da categoria 1B, cancerígeno da categoria 1B e tóxico para a reprodução da categoria 1B”.

Tendo em consideração os seus efeitos para a saúde, os estados-membros concluíram que, para os produtos que contêm o aditivo E 410 contaminado com o óxido de etileno, “não é possível definir um nível seguro de exposição para os consumidores”, o que significa que a exposição a qualquer teor representa um potencial risco, acrescentava.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Julho 2021 — 14:19

Eu gostava de saber é se esta goma de alfarroba, que faz parte de gelados TEMPTATION, vendidos no Minipreço, pertencem à mesma classe cancerígena mencionada no artigo acima. É que a CARRAGENINA (E-407), DEVE SER EVITADA.[/aviso]

O que é a Carragenina (E-407) ?

A Carragenina ou Carragena é feita a partir de extractos de algas vermelhas. É usada como:

  •  estabilizante (especialmente em produtos com leite por reagir com as proteínas)
  • espessante e gelificante, produzindo uma amplas variedade de texturas de gel à temperatura ambiente, podendo ser encontrado em produtos com água ou em margarinas para dar efeito de viscosidade;
  • agente de suspensão e de retenção de água;
  • emulsificante (mantém líquidos unidos);
  • clarificante (em bebidas);
  • ou substituto vegetariano ou vegan de gelatinas de origem animal.

Porque evitar a Carragenina?

“Existem dois tipos de carragenina, a degradada (com baixo peso molecular) e a não degradada (com alto peso molecular). A versão não degradada é aprovada para uso em produtos alimentares, enquanto a degradada é um conhecido agente cancerígeno. O problema é que a carragena alimentar (não degradada) também traz uma série de problemas ao organismo, como mostram diversos estudos científicos. Ela pode ser degradada durante o processamento do alimento ou já vir contaminada pelas pequenas moléculas da carragena degradada.” Dra. Tamara Mazaracki in http://benvenutri.blogspot.pt/2016/06/carragena.html

A carragenina alimentar não é digerível, nem tem valor nutricional. As células intestinais absorvem-na facilmente, mas como não a conseguem metabolizar, esta vai-se aí acumulando, podendo levar à destruição da célula e ulceração.

Historial de Contras da Carragenina:

  • Co-factor na produção de lesões cancerosas.
  • Tem um efeito inflamatório no organismo, principalmente na mucosa intestinal, onde produz ulcerações que se assemelham à colite ulcerativa. Está associada a problemas gastro-intestinais, resistência insulínica, diabetes, lesões e até úlceras.
  • Potencia o desenvolvimento de inflamação crónica, a qual é a causa inicial de muitas moléstias graves, incluindo doenças cardíacas, Alzheimer, Parkinson e cancro.

Existem diversos estudos de laboratório que comprovaram que o uso de carragenina em animais acarretou cancro, micro perdas de sangue na urina, dificuldades de crescimento, intolerância à glicose e resistência à insulina.

Então se acontece nos animais, que têm órgãos como nós, será conveniente evitar o consumo de carragenina, uma vez que não é nutritiva e apenas serve para a indústria alimentícia conseguir produtos com maior durabilidade nas prateleiras dos supermercados de uma forma mais económica.

Todavia há alegações de que a Carragenina é inofensiva (ver aqui). Porém, dada a extensa informação contrária, mantenho as minhas reservas e prefiro não a consumir, escolhendo produtos cuja composição seja o mais natural e simples possível.

(Esta substância é muito comum nas natas/creme de leite, por tal convém ler sempre os ingredientes).

In: https://arquetipicocozinhainusitada.wordpress.com/2017/09/14/o-que-e-carragenina-porque-evita-la/

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743: Dietas à base de plantas e peixe reduzem gravidade da covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/DIETAS

A investigação, feita em vários países, foi publicada na revista BMJ Nutrition Prevention & Health.

© Maria João Gala /Global Imagens

As dietas à base de plantas e peixes podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver infecções moderadas a graves por covid-19, segundo um estudo hoje divulgado.

A investigação, feita em vários países, foi publicada na revista BMJ Nutrition Prevention & Health.

Vários estudos sugeriram que a dieta pode desempenhar um papel na severidade dos sintomas e na duração da doença, mas eram escassas as evidências.

Os especialistas salientam que se tratou de um estudo observacional, pelo que nenhuma causa pode ser estabelecida, apenas uma correlação.

Os investigadores basearam a sua análise nas respostas a um inquérito feito a mais de 2.000 médicos e enfermeiros com uma ampla exposição ao novo coronavírus em França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos da América.

Os participantes faziam parte de uma rede global de profissionais de saúde registados na plataforma Survey Healthcare Globus, dedicada à pesquisa de mercado na área da saúde.

Os investigadores utilizaram esta rede para identificar os médicos com elevado risco de infecção devido ao seu trabalho.

O inquérito online, que decorreu de Julho a Setembro de 2020, foi feito para obter informações detalhadas sobre os padrões alimentares dos inquiridos, com base num questionário de frequência de vários alimentos ingeridos durante o ano anterior e na gravidade da infecção por covid-19 que estes tivessem tido.

O questionário também recolheu informação sobre a história pessoal, histórico médico, uso de medicamentos e estilo de vida dos participantes.

As várias dietas foram combinadas em dietas vegetais, de peixe e dietas de baixo teor de hidratos de carbono e alto teor de proteínas.

Variáveis potencialmente influentes, como a idade, a etnia, a especialidade médica e o estilo de vida, como fumar ou fazer exercício, foram tidas em conta na investigação.

Os inquiridos que responderam que consumiam dietas à base de plantas ou de peixe apresentavam, respectivamente, 73% e 59% menor probabilidade de infecção moderada a grave por covid-19, em comparação com os que não tinham estes padrões alimentares.

Aqueles que disseram fazer uma dieta pobre em hidratos de carbono e com alto teor de proteínas tinham quase quatro vezes maior probabilidade de contrair uma infecção moderada a grave provocada pelo novo coronavírus, segundo o mesmo estudo.

As dietas à base de plantas são ricas em nutrientes, vitaminas e minerais, todos importantes para um sistema imunitário saudável, enquanto o peixe é uma relevante fonte de vitamina D e ácidos gordos ómega-3, com propriedades anti-inflamatórias, enfatizam os investigadores.

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.731.297 mortos no mundo, resultantes de mais de 173,2 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.036 pessoas dos 853.034 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias

DN/Lusa

– Penso, se não estou errado, que em vez de “plantas” (plant based), devem querer referir-se a (frutas, legumes, verduras, cereais, oleaginosas, grãos), etc.. Não estou a ver esta gente a comer rosas, cravos, malmequeres, etc..

 

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605: Dieta vegana pode ser melhor para a perda de peso do que a mediterrânea

 

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO

A dieta vegana é mais eficaz para a perda de peso e controlo do colesterol do que a dieta mediterrânea, sugere uma nova investigação conduzida pela Physicians Committee for Responsible Medicine, uma organização norte-americana sem fins lucrativos que promove a medicina preventiva.

A investigação, recentemente publicada na revista científica especializada Journal of the American College of Nutrition, descobriu que uma dieta alimentar vegana com baixo teor de gordura apresenta melhores resultados a nível de perda de peso, composição corporal, sensibilidade à insulina e níveis de colesterol, quando comparada à dieta mediterrânea.

Para chegar a esta conclusão, a equipa levou a cabo um estudo comparativo sobre os dois regimes alimentares, durante o qual vários participantes – acima do peso e sem histórico de diabetes – foram acompanhados durante 16 semanas enquanto seguiam um plano alimentar baseado na dieta vegana ou mediterrânea.

Os resultados mostram que na dieta sem produtos ou derivados de origem animal os participantes perderam em média seis quilogramas, enquanto que na dieta mediterrânea não foi registada qualquer mudança no peso dos voluntários.

A dieta vegana levou também a uma diminuição nos níveis de colesterol total e LDL dos participantes em 18,7 mg / dL e 15,3 mg / dL, respectivamente. Na dieta mediterrânea, não foram observadas mudanças neste parâmetro.

Ambas as dietas fizeram diminuir a pressão arterial, sendo a descida mais acentuada no regime mediterrâneo (6,0 mmHg comparativamente a 3,2 mmHg na dieta vegana).

“Estudos anteriores sugeriam que as dietas mediterrânea e vegana ajudavam a melhorar o peso corporal e os factores de risco cardio-metabólicos mas, até agora, a sua eficácia relativa não tinha sido comprovada num ensaio aleatório“, começou por explicar Hana Kahleova, autora principal do estudo, citada em comunicado.

“Decidimos testar as dietas frente-a-frente e descobrimos que a dieta vegana é mais eficaz para melhorar os marcadores de saúde e maximizar a perda de peso”.

Menos calorias, mais fibras

Os autores do novo estudo observaram ainda que a dieta vegana conduziu à perda de peso porque foi associada a uma redução na ingestão de calorias, aumento na ingestão de fibras e diminuição do consumo de gorduras, incluindo as saturadas.

“Enquanto muitas pessoas pensam na dieta mediterrânea como uma das melhores formas de perder peso, este regime, na verdade, foi ‘desfeito’ quando o colocamos à prova”, acrescentou Neal Barnard, co-autor do novo estudo.

“Num estudo aleatório e controlado, a dieta mediterrânea não causou qualquer perda de peso. O problema parece ser a inclusão de peixes gordurosos, lacticínios e óleos. Em sentido oposto, uma dieta vegana com baixo teor em gordura levou a uma perda de peso significativa e consistente”, sustentou.

Kahleova remata: “Se a sua meta é perder peso ou ficar saudável em 2021, escolher uma dieta baseada em vegetais é uma óptima forma de alcançar esse objectivo”.

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ZAP ZAP //

Por ZAP
11 Fevereiro, 2021

Não concordo, em absoluto. Classificada como Património Mundial e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a Dieta Mediterrânica é considerada um dos padrões alimentares mais saudáveis do Mundo e conta com um conjunto de conhecimentos, práticas e tradições partilhadas por muitos países do Mediterrâneo que seguem os princípios deste estilo de vida equilibrado e convivial à mesa.

– Frugalidade e cozinha simples que tem na sua base preparados que protegem os nutrientes, como as sopas, os cozidos, os ensopados e as caldeiradas
– Elevado consumo de produtos vegetais em detrimento de alimentos de origem animal, nomeadamente de hortícolas, fruta, pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas, frutos secos e oleaginosas
– Consumo de vegetais produzidos localmente, frescos e da época
– Azeite como principal fonte de gordura
– Utilização de ervas aromáticas para temperar em detrimento do sal
– Consumo moderado de lacticínios
– Consumo frequente de pescado e menor de carnes vermelhas
– Água como principal bebida ao longo do dia
– Consumo baixo a moderado de vinho e apenas nas refeições principais.

Um estudo deste tipo tem de levar em consideração que as pessoas NÃO TÊM o mesmo comportamento reaccional em ordem a qualquer mudança, seja ela alimentar ou outra. Enquanto umas resistem e adaptam-se bem a um tipo de alimentação considerada “a melhor” pelos “especialistas”, outras não se adaptam e têm de a abandonar. Por experiência própria, o meu organismo adaptou-se perfeitamente quando há anos atrás optei pela dieta Macrobiótica. Depois, por razões exclusivamente profissionais, tive de regressar à alimentação “normal”. Assim que tive liberdade de escolha, optei pela dieta mediterrânica que vou adaptando às minhas necessidades e hoje faço um mix de dietas mediterrânica e macrobiótica que resultam na perfeição. Deixei as carnes vermelhas há anos e o meu blogue de culinária demonstra bem o meu tipo de dietas que pratico no dia a dia.