1488: Afinal, por que motivo é que a carne vermelha prejudica o coração?

– Não sou nutricionista nem ando por lá perto, mas estudei bastante sobre alimentação racional ou dieta mediterrânica e desde há bastantes anos que não como um grama de carne vermelha. Optei pela carne branca (frango e/ou peru), peixe, vegetais de toda a espécie, leguminosas, hidratos de carbono, proteína vegetal (soja texturizada), temperos à base de molho de soja (evita a utilização do sal), produtos de origem biológica, etc..

SAÚDE PÚBLICA/ALIMENTAÇÃO/DIETA MEDITERRÂNICA

(CC0/PD) mali maeder / pexels

O consumo de carne vermelha aumenta o risco de desenvolver doenças cardíacas através de uma cadeia de acontecimentos que se desenrolam no intestino, sugere um novo estudo.

De acordo com muitos estudos feitos ao longo dos anos, as dietas ricas em carnes vermelhas e alimentos processados estão associadas a um risco acrescido de doença cardíaca e AVC.

Agora, uma nova análise explica o “porquê”.

Investigadores descobriram que determinadas bactérias intestinais, mais abundantes nos indivíduos que comem carne vermelha, são fundamentais para transformar a Lcarnitina num químico conhecido como TMAO – considerado um inimigo para a nossa saúde, já que promove a coagulação do sangue e artérias entupidas.

Para a pessoa dita comum, os dados reforçam o que já é conhecido sobre alimentação saudável: que a dieta mediterrânica tradicional reduz o risco de desenvolver doenças cardíacas e AVC, disse Stanley Hazen, coautor do estudo e responsável pelo Clinic’s Center for Microbiome and Human Health, em Cleveland.

Isto porque a dieta mediterrânica é rica em peixe, frutas, vegetais, legumes, azeite e nozes – e pobre em carne vermelha e alimentos processados.

Agora, um estudo, publicado a 23 de Dezembro na Nature Microbiology, aprofundou a relação entre a dieta, o microbioma intestinal e a saúde humana.

O microbioma – bactérias e micróbios que habitam naturalmente no corpo humano, especialmente no intestino – é vital não só na digestão, mas também nas defesas do sistema imunitário, na função cerebral e na saúde do sistema cardiovascular.

As pessoas com dietas ricas em carne vermelha têm tipicamente um maior risco de doença cardíaca e AVC do que aquelas que comem pouca carne vermelha. No entanto, e ao contrário do que se pensava, isso pode não estar relacionado com a gordura saturada, disse Hazen.

A gordura saturada aumenta o “mau” colesterol (LDL), o que contribui para as doenças cardiovasculares, mas isso não explica o maior risco de desenvolver doenças cardíacas.

As novas descobertas apontam para um mecanismo que pode explicá-lo, disse Lauri Wright, presidente da cadeira de nutrição e dietética da Universidade do Norte da Florida, em Jacksonville.

Há ainda muito a aprender sobre o microbioma intestinal, disse Wright, mas, em geral, as dietas ricas em alimentos como vegetais, frutas e grãos ricos em fibra ajudam a “alimentar” micróbios intestinais benéficos.

E Hazen concorda que, em alternativa aos suplementos probióticos, a dieta é a forma mais eficaz de alterar o microbioma intestinal.

“Mudar a dieta muda o solo” que alimenta os micróbios intestinais, explicou.

As últimas descobertas acrescentam valor a estudos anteriores sobre o TMAO, o químico criado quando as bactérias intestinais quebram a carnitina, um nutriente particularmente abundante na carne vermelha.

De acordo com a WebMD, investigadores já tinham demonstrado que o TMAO parece aumentar o risco de doença cardíaca e derrame cerebral.

Num estudo de 2019, ficou demonstrado que adicionar carne vermelha à dieta de pessoas saudáveis durante um curto período de tempo aumenta os níveis sanguíneos de TMAO – mas esses níveis descem quando a carne vermelha é trocada por carne branca ou proteínas vegetais.

No novo estudo, analisando tanto humanos como ratos de laboratório, a equipa de cientistas descobriu que um grupo de bactérias intestinais (Emergencia timonensis) transforma a carnitina em TMAO. Assim, enquanto os comedores de carne abrigam uma quantidade relevante desses micróbios, os vegetarianos e veganos de longa data têm muito poucos.

Nas experiências com ratos, os cientistas descobriram ainda que a introdução de E. timonensis impulsionou os níveis de TMAO e, portanto, a propensão do sangue para formar coágulos.

Além disso, foram também analisadas as amostras de fezes de pessoas que participaram no estudo de 2019 e descobriu-se que, quando os participantes comiam muita carne vermelha, as suas fezes abrigavam mais micróbios E. timonensis.

Há testes sanguíneos disponíveis para medir os níveis de TMAO e, na opinião de Hazen, que estes poderiam permitir que os prestadores de cuidados de saúde dessem aos doentes conselhos dietéticos mais personalizados. Se, por exemplo, os níveis de TMAO de uma determinada pessoa fossem elevados, a limitação do consumo de carne vermelha seria particularmente importante.

Para Wright, o fundamental é manter uma dieta saudável, mas também é importante consumir alimentos fermentados, como iogurtes.

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10 Janeiro, 2022

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“Solução é proteger o organismo o ano todo para podermos ter um Natal sem regras”

SAÚDE PÚBLICA

Teresa Branco defende que estar saudável não é o mesmo que não estar doente e refere que o consumo de alimentos como o açúcar e o glúten contribuem, e muito, para termos o nosso organismo inflamado.

Teresa Branco lançou recentemente um livro intitulado “Anti-inflamação – Reduza a inflamação para perder peso e ganhar saúde”.
© Bruno Lisita/Global Imagens

O Natal é época de exageros alimentares, mas para Teresa Branco, doutorada em Gestão de Peso e autora do livro “Anti-Inflamação – Reduza a inflamação para perder peso e ganhar saúde”, estes exageros não são sinónimo de maltratar o corpo, se tivermos cuidado no resto do ano. O que na maioria dos casos não acontece.

“A solução é proteger o organismo o ano todo para podermos ter um Natal sem regras. Se nós nos protegermos sempre, o facto de termos uma noite de consoada, uma noite de passagem de ano, não terão um impacto significativo. É esta a gestão que é importante as pessoas fazerem e eu acho que entrámos aqui num modelo de estar em que isto representa um sacrifício, tratar de nós representa um sacrifício, e as pessoas estão tão cansadas com tudo isto que tem acontecido que só querem ter comportamentos, só têm comportamentos, para os quais estão, neste caso, a inflamar e que julgam estar a fazê-las felizes, ainda não tendo a consciência de que sem um comportamento de compensação desses podem ser igualmente felizes. É este mindset que tem de mudar”, explica ao DN Teresa Branco.

E para esta especialista, mudar o tal mindset é uma coisa possível, antes de mais, informando as pessoas, mas tendo a consciência de que as pessoas já estão mais receptivas a estas questões e já procuram essa informação. “Acho que é um trabalho que deve ser continuado, mas também acho que cada um de nós tem de ser responsável por si e pela sua saúde e não deixar isso à responsabilidade dos outros, para que tomem conta de si. Sou eu que tenho de tomar as rédeas da gestão da minha vida e da minha saúde e, neste caso, sou eu que tenho de me responsabilizar por isso e não os meus médicos. E acho que é importante passar essa mensagem às pessoas”, prossegue Teresa Branco.

O novo livro desta especialista em gestão do peso é a anti-inflamação do nosso organismo, mas que não tem a ver com o contrariar de uma situação de inflamação de um dedo ou órgão, mas sim de uma inflamação sistémica, que afecta todo o nosso organismo e a nossa qualidade de vida. “Quando estamos cronicamente inflamados com esta inflamação sistémica temos mais predisposição para aumentar de peso, porque o nosso corpo deixa de funcionar tão bem.

Quando estamos com excesso de peso ou somos obesos, a nossa massa gorda produz substâncias inflamatórias. E então se tivermos uma gordura visceral, que nos engorda o fígado e nos engorda os órgãos de uma maneira geral, essa gordura é ainda mais inflamatória e produz ainda mais inflamação. Então entramos num ciclo difícil de sair. Quanto mais inflamados mais engordamos, quanto mais engordamos mais inflamamos. E por aqui se abrem depois portas para outras doenças associadas”, explica.

Os factores principais para se ter o organismo inflamado são a poluição, o sedentarismo e a alimentação. Mas também os químicos presentes em coisas do dia-a-dia como os cosméticos. “O segredo é estar sempre a desinflamar, porque nós não conseguimos não viver num ambiente anti-inflamatório, isso é impossível. A imagem aqui, um bocadinho metafórica, pode ser um caixote do lixo.

Nós vamos enchendo o caixote do lixo e têm de vir depois as pessoas que tratam do lixo tirar os sacos, esvaziar o recipiente. Se não houver esta pessoa sempre a tirar os sacos, esse recipiente do lixo vai enchendo e nunca esvazia. E quando nós temos uma situação que enche ainda mais o caixote do lixo, como o Natal, e sendo que no dia 25 ninguém trabalha, como é que ficam os caixotes do lixo? Extravasam. E o nosso corpo é igual. Tal como os senhores do lixo têm de constantemente esvaziar os recipientes do lixo, também nós constantemente devemos estar a desinflamar-nos e isso não acontece”, defende Teresa Branco.

No topo da lista dos alimentos que mais inflamam o organismo estão o açúcar, os alimentos processados e o glúten. Do lado oposto está “aquilo que a natureza nos oferece”. “Os vegetais, as frutas, a carne de boa proveniência, os ovos, o peixe, os cereais com baixo teor de hidrato de carbono e com mais fibra e que não têm glúten, são tudo alimentos que a terra nos oferece e que, quando são de uma boa proveniência, são excelentes alimentos”, enumera.

E quais são os sintomas de que uma pessoa está com o seu organismo inflamado? “Estar saudável não é exactamente o contrário de não estar doente. Se eu tiver constantemente o meu intestino preso, inchada, com flatulência, a sentir-me tufada, se eu estiver constantemente com dores de cabeça, se eu não dormir, não me posso considerar doente, ninguém me considera doente, mas eu não estou com saúde.

E, portanto, as pessoas que têm dores de cabeça recorrentemente, que não dormem, que estão permanentemente tristes, que têm fome a mais, dores articulares, é muito característico, muita retenção de líquidos, falta de energia, um cansaço enorme, estas pessoas não estão doentes, mas podem estar inflamadas. E é isso que temos de identificar entre análises clínicas e os sintomas que as pessoas têm e fazer um cruzamento clínico que pode determinar se a pessoa está inflamada ou não”.

ana.meireles@dn.pt

Diário de Notícias

Ana Meireles
25 Dezembro 2021 — 00:19

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1082: Bons hábitos alimentares podem reduzir a probabilidade de contrair covid-19

– Os excessos alimentares são e serão sempre prejudiciais à saúde, por isso, comer com regras básicas de quantidade e qualidade, são elementares. Uma dieta mediterrânica contém todos os ingredientes para uma alimentação racional e equilibrada, assim como quem preferir uma dieta macrobiótica (em declínio actualmente em favor da alimentação vegan e vegetariana), que contém todos os elementos necessários a um excelente equilíbrio pessoal. Fui macrobiótico durante mais de cinco anos e sei do que falo porque além de praticar a cozinha macrobiótica com minha esposa, estudei a matéria e fomos há décadas atrás, fornecedores de refeições rigorosamente macrobióticas a um grande estabelecimento da especialidade. E não é apenas comer frutas e vegetais mas todo o tipo de proteína vegetal (soja), cereais (especialmente o arroz integral) e outros produtos integrais (leguminosas), algas marinhas, escolher produtos produzidos biologicamente (sem inclusão de químicos), etc.

F. Gomes

SAÚDE PÚBLICA/COVID-19/ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

bktrl / Flickr

Um novo estudo indica que as pessoas que comem muitas frutas e vegetais podem ter menos probabilidades de contrair covid-19.

Num pesquisa que envolveu 590 mil adultos, os investigadores descobriram que as pessoas que eram adeptas de um estilo de vida mais saudável – e que incluíam vegetais e frutas nas suas refeições – tinham menos 9% de probabilidades de contrair covid-19 do que os indivíduos que têm dietas menos saudáveis.

Segundo o estudo publicado na revista Gut, também o risco de desenvolver a doença num nível considerado grave diminuiu em 41%.

Ainda assim, os especialistas alertam que incluir uma alimentação saudável no dia a dia não é uma receita mágica para manter a covid-19 longe.

A solução mais aconselhada continua a ser a vacinação. “Seja vacinado”, enfatiza Aaron Glatt, especialista em doenças infecciosas e porta-voz da Infectious Diseases Society of America.

Jordi Merino, principal autor do estudo, corrobora o conselho de Glatt, alertando que embora a dieta tenha um grande peso na saúde das pessoas, no caso da covid-19, não pode substituir o papel da vacinação e da máscara de protecção facial.

Durante a pesquisa, informa o Web MD, os milhares de participantes foram separados em quatro grupos diferentes. A divisão foi feita tendo em conta a ingestão regular de alimentos como vegetais, frutas, grãos inteiros, legumes e óleos vegetais.

Os investigadores perceberam que, em média, um quarto dos participantes com as dietas mais ricas em vegetais eram ligeiramente menos propensos a desenvolver covid-19 do que o grupo que mantinha uma dieta sem frutas e vegetais.

Os resultados mostram ainda que quando as pessoas acabaram por adoecer, quem tinha uma alimentação considerada boa, tinha um risco inferior de contrair a doença num modo grave.

Em termos absolutos, a taxa de covid-19 grave foi de 1,6 por 10.000 pessoas por mês no grupo com as pessoas com dietas mais saudáveis e no grupo com as dietas mais pobres, a taxa era de 2,1 por 10.000.

Merino destaca ainda que estas conclusões podem ser influenciadas por outros factores, como é o caso da idade, raça, prática de exercício, peso corporal, hábito de fumar e situação sócio-económica.

Os autores reforçam, no entanto, que ter uma alimentação saudável é benéfico em todos os aspectos da vida do ser humano, como tal, não é surpreendente que possa ajudar a manter a covid-19 mais afastada – ou pelo menos não ter tantos sintomas quando se contrai a doença.

“É bastante razoável sugerir que uma dieta saudável será benéfica”, rematou Glatt.

Vinho e queijo podem ajudar a prevenir a demência (e a lutar contra a covid-19)

As pessoas que comem mais queijo e consomem mais vinho, ainda que de forma moderada, podem apresentar uma maior protecção…

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Ana Isabel Moura, ZAP //

Por Ana Isabel Moura
19 Setembro, 2021

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1020: Leite | amigo ou inimigo? Faz mal à saúde?

SAÚDE/NUTRIÇÃO/LEITE

O leite é, desde sempre, um alimento básico e de consumo quase diário na dieta da grande maioria da população mundial. Apesar da sua popularidade e do uso comum, estudos recentes têm lançado alguma controvérsia relativamente ao seu consumo, quer entre os praticantes de actividade física quer na população em geral.

Neste artigo, vamos falar um pouco sobre os prós e os contras do consumo de leite, como parte integrante da maioria dos regimes alimentares, bem como sobre algumas alternativas que podes considerar como substitutas, seja por opção pessoal, seja pela existência de algum tipo de intolerância.

O que faz do leite um alimento tão importante?

É do conhecimento geral que o leite é, nada mais, nada menos, que uma substância aquosa, nutritiva e de cor branca, produzida pelas glândulas mamárias dos mamíferos fêmeas, com o principal objectivo de alimentar os recém-nascidos, nos primeiros tempos de vida, até que estes sejam capazes de ingerir alimentos de outras fontes externas e de forma autónoma.

Segundo este conceito, e cumprindo o curso natural do desenvolvimento e crescimento animal, nós, humanos, enquanto mamíferos e omnívoros que somos, deveríamos deixar de consumir leite a partir do momento em que somos dotados de dentes e de coordenação motora, que nos permitem o consumo de todo o tipo de outros alimentos, que não o leite, tal como fazem todos os outros mamíferos. No entanto, somos os únicos mamíferos do reino animal que continuam a recorrer ao consumo leite após este período e apesar de já não dependermos dele. E porquê?

De facto, o leite é considerado um alimento integral e um dos mais nutritivos, fornecendo 18 dos 22 nutrientes essenciais ao bom funcionamento do organismo. Entre estes nutrientes temos o cálcio, o magnésio, o zinco, o folato, o fósforo, o potássio, o ferro, o selénio, as vitaminas A, B, E e K, a niacina, a tiamina, a riboflavina, para além da proteína do soro de leite, da caseína e das gorduras.

Quais os benefícios do consumo de leite?

1.  Controla o apetite

Está provado que a ingestão de leite ajuda a controlar o apetite, aumenta a saciedade e, consequentemente, o seu consumo está associado a uma diminuição da quantidade ingerida de outros alimentos menos saudáveis. Alguns estudos mostram que a ingestão de produtos lácteos integrais está associada a um menor peso corporal, podendo mesmo ajudar a prevenir o aumento de peso.

2.  Melhora o desenvolvimento ósseo e dentário

O leite pode ajudar a melhorar a densidade óssea e, assim, reduzir o risco de fracturas. O leite contém, na sua composição, proteínas necessárias à construção e à manutenção do tecido ósseo, dos dentes e dos músculos, para além de suprir quase 30% das necessidades diárias de cálcio, potássio e magnésio. Contém, ainda, vitamina D, que desempenha importantes funções fisiológicas e metabólicas, que incluem a absorção de cálcio e a mineralização óssea.

3. Diminui do risco de patologias associadas com o aumento da glicémia

Diversos estudos provam que beber leite pode ajudar a prevenir o aumento dos níveis de açúcar no sangue, uma vez que as proteínas do leite melhoram o equilíbrio homeostático da glicose circulante.

4. Diminui do risco de patologias cardiovasculares

A gordura do leite pode ajudar a aumentar os níveis sanguíneos de gorduras saudáveis (High Density Lipoproteins ou HDL), que contribuem para a prevenção do desenvolvimento de patologias do foro cardíaco e vascular. Para além disso, o leite é uma boa fonte de potássio, um mineral que ajuda a regular a pressão que o sangue exerce sobre as artérias, evitando a sua fragilização e ruptura.

Mas poderá o leite fazer mal à saúde?

Está cientificamente comprovado que é necessária uma ingestão adequada de proteína, para um maior e melhor desenvolvimento e crescimento musculares, e que o leite é considerado uma das melhores e mais saudáveis fontes proteicas. No entanto, existem outros alimentos igualmente ricos em proteína e mais seguros, como a carne, o peixe e os ovos.

Apesar do leite apresentar uma elevada concentração de proteínas, a controvérsia relativamente à sua ingestão começa quando se consideram aos demais nutrientes que possui na sua composição.

Existem estudos recentes que afirmam que o leite de cada mamífero é apenas adequado às crias da sua própria espécie. Por exemplo, a estrutura e a composição químicas do leite de vaca (o mais consumido pelo ser humano) é apenas adequada às suas crias (os bezerros) e não aos humanos, exactamente pelas características da espécie. Um bezerro cresce dez vezes mais

rápido do que um ser humano nos primeiros meses de vida, pelo que, o leite produzido pelas vacas tem um perfil nutricional que vai ao encontro desta taxa de desenvolvimento mais acelerada. Para além disso, o leite de vaca possui anticorpos, produzidos pelo organismo das fêmeas desta espécie, para a defesa imunitária dos bezerros e que se tornam em antigénios (alergénios) no organismo humano, podendo desencadear distúrbios alérgicos com diferentes níveis de gravidade.

O leite possui, ainda, em grande quantidade, um tipo específico de hidrato de carbono que pode provocar intolerância ao seu consumo, a lactose. Algumas pessoas desenvolvem uma intolerância total à lactose, fazendo uma reacção alérgica grave imediatamente após o consumo de leite, mas outras são portadoras de intolerâncias parciais, conseguindo digerir pequenas quantidades de lacticínios, que contenham um menor teor de lactose, como é o caso do iogurte e do queijo.

Quando a lactose não é digerida, permanece no intestino e é sujeita a um processo de fermentação, pelas bactérias da flora intestinal, que se manifesta em sintomas como náuseas, flatulência, cãibras, distensão e cólicas abdominais ou diarreia, entre 30 minutos a 2 horas após a ingestão de produtos lácteos. Não obstante, a lactose pode ainda dificultar a absorção dos restantes nutrientes ingeridos na alimentação, devido ao quadro de deficiência enzimática a que dá origem.

Em situações que exijam a redução ou eliminação do consumo de leite e de produtos lácteos, ou simplesmente por escolha pessoal de um regime alimentar mais saudável, existem diversos produtos alternativos sem lactose, também eles muito ricos nutricionalmente, que podem servir como substitutos. Entre eles destacam-se o leite de soja, de amêndoa, de coco, de aveia, de caju, de arroz, de quinoa, etc.

Mensagem Final

O consumo do leite não é uma necessidade nutricional premente, existindo diversas outras fontes de proteína, igualmente eficazes e até mais seguras, no que se refere aos riscos de má absorção, de intolerância ou de alergias graves. Para além da carne, do peixe e dos ovos, existem ainda bebidas lácteas de origem vegetal, com um perfil igualmente rico em proteína, hidratos de carbono e gorduras saudáveis.

Mas, obviamente, o consumo moderado e preferencial de derivados do leite, como o queijo e o iogurte, não é desaconselhado e pode ser completamente assintomático, uma vez que o seu efeito no organismo depende de diferentes factores individuais, como o grau de intolerância, o histórico patológico, dos hábitos alimentares e da individualidade biológica.

O segredo é cada um fazer a sua escolha, de acordo com os seus objectivos e a sua opção de estilo de vida, devendo sempre procurar a ajuda de um profissional, para planear uma dieta adequada e personalizada.

Luís Veiga
Atleta IFBB de Culturismo

Tatiana Rasteiro CoelhoTatiana Rasteiro Coelho

Escritor

Tatiana é Mestre em Biologia Molecular e Doutorada em Biomedicina, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra – Portugal, tendo, ao longo da sua carreira de investigação científica, sido autora de artigos académicos publicados em revistas internacionais, na área da Genética e da Biologia Molecular.

A sua experiência, enquanto proprietária de um ginásio e atleta e L-1 Coach de Crossfit, potenciou a sua paixão por todas as vertentes da optimização da performance atlética na prática desportiva, tendo, inclusivamente, escrito alguns artigos de revisão sobre a influência do background genético na performance e resistência físicas, na adaptabilidade ao treino e na resposta à nutrição e suplementação desportiva.

Mais informações sobre Tatiana no LinkedIn.

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928: Café pode reduzir a probabilidade de apanhar covid-19

SAÚDE/COVID-19/CAFÉ

(CC0/PD) Di Bella Coffee / Pexels

Uma nova investigação levada a cabo nos Estados Unidos sugere que, além de dar energia, o café pode fornecer alguma protecção contra a covid-19.

Um novo estudo da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, investigou o papel de diversos alimentos relativamente à susceptibilidade de infecção por covid-19.

Se, por um lado, consumir vegetais e ter sido amamentado pode reduzir o risco de apanhar o novo coronavírus, por outro, as carnes processadas podem aumentá-lo. No entanto, outros alimentos estudados — incluindo fruta, chá e carne vermelha — não parecem ter qualquer impacto, revela o artigo, publicado a 6 de Julho na revista Nutrients.

“Sabemos que a covid é uma doença infecciosa, semelhante à pneumonia ou a outros tipos de infecções respiratórias. Sabemos que a imunidade desempenha um papel importante na nossa capacidade de combater algumas destas doenças infecciosas”, disse Marilyn Cornelis, co-autora do estudo e professora associada de medicina preventiva na Northwestern University School of Medicine.

“Estava interessada em ver como a nutrição poderia desempenhar um papel porque sabemos que a nutrição tem um impacto sobre a imunidade”, acrescentou.

Além disso, o estudo liderado por Cornelis focou-se em questões de saúde individuais em termos de infecção por covid-19, incluindo o impacto de condições como a diabetes.

Os investigadores utilizaram, então, dados do UK Biobank UK para analisar a relação entre comportamentos alimentares de 2006 a 2010 e infecções por covid-19, entre Março e Novembro de 2020, nas mesmas pessoas e com foco em alimentos que afectam o sistema imunitário, segundo estudos anteriores.

Os resultados — que demonstram que a nutrição tem influência na protecção contra o vírus — basearam-se em cerca de 38 mil participantes que tinham sido testados ao SARS-CoV-2 e dos quais cerca de 17% tiveram um resultado positivo.

De acordo com as descobertas, o consumo de uma ou mais chávenas de café por dia está associado a uma diminuição de 10% no risco de apanhar covid-19, quando comparado com o consumo de menos de uma chávena por dia.

A probabilidade de se ser infectado desce também 10% se se tiver sido amamentado nos primeiros anos de vida e consumir pelo menos dois terços de uma dose diária de vegetais cozinhados ou crus (excluindo batatas) também reduz o risco.

Por outro lado, alguém que coma carne processada diariamente — pense-se em cachorros quentes e enchidos — tem um risco mais elevado de contrair a doença.

Apesar de o estudo não provar a relação directa de causa-efeito, estes factores alimentares parecem ter influência na nossa imunidade. Mas o motivo pelo qual o café parece ter um papel protector maior do que o chá, por exemplo, ainda não é claro.

Tanto pode ser a maior quantidade de cafeína, como outros constituintes que tornam o café único, sugere Cornelis.

Enquanto o chá é frequentemente rico em flavonóides, o café tem mais polifenóis, especificamente ácido clorogénico, que já tem estado implicado na protecção de outras doenças não relacionadas com a covid-19, explica.

“Estas são apenas hipóteses, mas como a covid-19 é tão recente, é necessária mais investigação”, disse a co-autora do artigo, citada pelo WebMD.

Consumir muitos vegetais, além de ser bom para a saúde em geral, parece também reduzir o risco de se ser infectado com o coronavírus, embora se desconheça se vegetais específicos fazem uma diferença maior.

“Algumas destas descobertas, são apenas indicadores de bons hábitos alimentares. Penso que apenas falam da importância de uma boa nutrição, não apenas para a covid-19, mas para a saúde em geral”, disse Cornelis.

Por Sofia Teixeira Santos
26 Julho, 2021

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918: Retirados do mercado gelados e queijos de barrar com goma de alfarroba contaminada

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO/CONTAMINAÇÃO

A directora de Serviços de Nutrição e Alimentação da DGAV explicou que os lotes de goma de alfarroba contaminada com um pesticida cancerígeno estão todos identificados

© Monica Schipper / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

As autoridades portuguesas já identificaram e retiraram do mercado nacional gelados e queijos para barrar produzidos com lotes de goma de alfarroba contaminada com um pesticida cancerígeno, revelou fonte da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

Em declarações à Lusa, a directora de Serviços de Nutrição e Alimentação da DGAV, Ana Paula Bico, explicou que os lotes de goma de alfarroba contaminada estão todos identificados, que os operadores estão “a colaborar activamente” e que as autoridades competentes estão a verificar o cumprimento das medidas de retirada e recolha impostas.

“Alguns [dos produtos] nem sequer foram produzidos em Portugal. Estão distribuídos pelo Norte e pelo Sul, os lotes estão todos identificados, já foram retirados. A rastreabilidade está a funcionar” afirmou Ana Paula Bico, sublinhando: “nem toda a goma de alfarroba está contaminada”.

A responsável acrescentou que a goma de alfarroba é um aditivo autorizado em muitos alimentos como estabilizante ou espessante e aconselhou os consumidores a verificarem a lista de ingredientes dos produtos, onde os aditivos estão classificados pela sua função tecnológica (estabilizante ou espessante) e são indicados ou por escrito (goma de alfarroba) ou com o número (E410), e a contactar os locais de compra.

“As grandes cadeias de distribuição, nas campanhas de fidelização dos clientes, sabem exactamente o que o cliente comprou e não nos é estranho receber uma mensagem no telemóvel a dizer ‘comprou uma lasanha que tinha um alergénio não identificado, caso tenha algum problema venha ter connosco'”, acrescentou a responsável, frisando que “pelo menos há dois anos” que a grande distribuição faz esses contactos com os seus clientes.

Ana Paula Bico disse ainda que a DGAV está “a todo o momento a receber informações de toda a Europa sobre lotes que estão a ser identificados para serem retirados”, um processo que deverá ainda levar mais dois ou três dias.

Goma de alfarroba contaminada com pesticida cancerígeno. Produtos devem ser retiradosALERTA
Goma de alfarroba contaminada com pesticida cancerígeno. Produtos devem ser retirados

 

A DGAV tinha alertado hoje, em comunicado, para a possibilidade de existência no mercado nacional de alguns géneros alimentícios, como gelados, com goma de alfarroba contaminada com um pesticida cancerígeno que representa um grave risco para a saúde.

Nessa nota, explicava que tinham sido identificados, em Junho, e notificados através do sistema de Rapid Alert System for Food and Feed (RASFF), alguns géneros alimentícios produzidos com goma de alfarroba (aditivo alimentar E 410) contaminada com óxido de etileno.

Segundo a DGAV, o óxido de etileno é um pesticida não autorizado que “constitui um risco grave para a saúde humana”, uma vez que “está classificado como mutagénico da categoria 1B, cancerígeno da categoria 1B e tóxico para a reprodução da categoria 1B”.

Tendo em consideração os seus efeitos para a saúde, os estados-membros concluíram que, para os produtos que contêm o aditivo E 410 contaminado com o óxido de etileno, “não é possível definir um nível seguro de exposição para os consumidores”, o que significa que a exposição a qualquer teor representa um potencial risco, acrescentava.

Diário de Notícias
DN/Lusa
22 Julho 2021 — 14:19

Eu gostava de saber é se esta goma de alfarroba, que faz parte de gelados TEMPTATION, vendidos no Minipreço, pertencem à mesma classe cancerígena mencionada no artigo acima. É que a CARRAGENINA (E-407), DEVE SER EVITADA.[/aviso]

O que é a Carragenina (E-407) ?

A Carragenina ou Carragena é feita a partir de extractos de algas vermelhas. É usada como:

  •  estabilizante (especialmente em produtos com leite por reagir com as proteínas)
  • espessante e gelificante, produzindo uma amplas variedade de texturas de gel à temperatura ambiente, podendo ser encontrado em produtos com água ou em margarinas para dar efeito de viscosidade;
  • agente de suspensão e de retenção de água;
  • emulsificante (mantém líquidos unidos);
  • clarificante (em bebidas);
  • ou substituto vegetariano ou vegan de gelatinas de origem animal.

Porque evitar a Carragenina?

“Existem dois tipos de carragenina, a degradada (com baixo peso molecular) e a não degradada (com alto peso molecular). A versão não degradada é aprovada para uso em produtos alimentares, enquanto a degradada é um conhecido agente cancerígeno. O problema é que a carragena alimentar (não degradada) também traz uma série de problemas ao organismo, como mostram diversos estudos científicos. Ela pode ser degradada durante o processamento do alimento ou já vir contaminada pelas pequenas moléculas da carragena degradada.” Dra. Tamara Mazaracki in http://benvenutri.blogspot.pt/2016/06/carragena.html

A carragenina alimentar não é digerível, nem tem valor nutricional. As células intestinais absorvem-na facilmente, mas como não a conseguem metabolizar, esta vai-se aí acumulando, podendo levar à destruição da célula e ulceração.

Historial de Contras da Carragenina:

  • Co-factor na produção de lesões cancerosas.
  • Tem um efeito inflamatório no organismo, principalmente na mucosa intestinal, onde produz ulcerações que se assemelham à colite ulcerativa. Está associada a problemas gastro-intestinais, resistência insulínica, diabetes, lesões e até úlceras.
  • Potencia o desenvolvimento de inflamação crónica, a qual é a causa inicial de muitas moléstias graves, incluindo doenças cardíacas, Alzheimer, Parkinson e cancro.

Existem diversos estudos de laboratório que comprovaram que o uso de carragenina em animais acarretou cancro, micro perdas de sangue na urina, dificuldades de crescimento, intolerância à glicose e resistência à insulina.

Então se acontece nos animais, que têm órgãos como nós, será conveniente evitar o consumo de carragenina, uma vez que não é nutritiva e apenas serve para a indústria alimentícia conseguir produtos com maior durabilidade nas prateleiras dos supermercados de uma forma mais económica.

Todavia há alegações de que a Carragenina é inofensiva (ver aqui). Porém, dada a extensa informação contrária, mantenho as minhas reservas e prefiro não a consumir, escolhendo produtos cuja composição seja o mais natural e simples possível.

(Esta substância é muito comum nas natas/creme de leite, por tal convém ler sempre os ingredientes).

In: https://arquetipicocozinhainusitada.wordpress.com/2017/09/14/o-que-e-carragenina-porque-evita-la/

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743: Dietas à base de plantas e peixe reduzem gravidade da covid-19

 

SAÚDE/COVID-19/DIETAS

A investigação, feita em vários países, foi publicada na revista BMJ Nutrition Prevention & Health.

© Maria João Gala /Global Imagens

As dietas à base de plantas e peixes podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver infecções moderadas a graves por covid-19, segundo um estudo hoje divulgado.

A investigação, feita em vários países, foi publicada na revista BMJ Nutrition Prevention & Health.

Vários estudos sugeriram que a dieta pode desempenhar um papel na severidade dos sintomas e na duração da doença, mas eram escassas as evidências.

Os especialistas salientam que se tratou de um estudo observacional, pelo que nenhuma causa pode ser estabelecida, apenas uma correlação.

Os investigadores basearam a sua análise nas respostas a um inquérito feito a mais de 2.000 médicos e enfermeiros com uma ampla exposição ao novo coronavírus em França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos da América.

Os participantes faziam parte de uma rede global de profissionais de saúde registados na plataforma Survey Healthcare Globus, dedicada à pesquisa de mercado na área da saúde.

Os investigadores utilizaram esta rede para identificar os médicos com elevado risco de infecção devido ao seu trabalho.

O inquérito online, que decorreu de Julho a Setembro de 2020, foi feito para obter informações detalhadas sobre os padrões alimentares dos inquiridos, com base num questionário de frequência de vários alimentos ingeridos durante o ano anterior e na gravidade da infecção por covid-19 que estes tivessem tido.

O questionário também recolheu informação sobre a história pessoal, histórico médico, uso de medicamentos e estilo de vida dos participantes.

As várias dietas foram combinadas em dietas vegetais, de peixe e dietas de baixo teor de hidratos de carbono e alto teor de proteínas.

Variáveis potencialmente influentes, como a idade, a etnia, a especialidade médica e o estilo de vida, como fumar ou fazer exercício, foram tidas em conta na investigação.

Os inquiridos que responderam que consumiam dietas à base de plantas ou de peixe apresentavam, respectivamente, 73% e 59% menor probabilidade de infecção moderada a grave por covid-19, em comparação com os que não tinham estes padrões alimentares.

Aqueles que disseram fazer uma dieta pobre em hidratos de carbono e com alto teor de proteínas tinham quase quatro vezes maior probabilidade de contrair uma infecção moderada a grave provocada pelo novo coronavírus, segundo o mesmo estudo.

As dietas à base de plantas são ricas em nutrientes, vitaminas e minerais, todos importantes para um sistema imunitário saudável, enquanto o peixe é uma relevante fonte de vitamina D e ácidos gordos ómega-3, com propriedades anti-inflamatórias, enfatizam os investigadores.

A pandemia de provocou, pelo menos, 3.731.297 mortos no mundo, resultantes de mais de 173,2 milhões de casos de infecção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.036 pessoas dos 853.034 casos de infecção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diário de Notícias

DN/Lusa

– Penso, se não estou errado, que em vez de “plantas” (plant based), devem querer referir-se a (frutas, legumes, verduras, cereais, oleaginosas, grãos), etc.. Não estou a ver esta gente a comer rosas, cravos, malmequeres, etc..

 

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605: Dieta vegana pode ser melhor para a perda de peso do que a mediterrânea

 

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO

A dieta vegana é mais eficaz para a perda de peso e controlo do colesterol do que a dieta mediterrânea, sugere uma nova investigação conduzida pela Physicians Committee for Responsible Medicine, uma organização norte-americana sem fins lucrativos que promove a medicina preventiva.

A investigação, recentemente publicada na revista científica especializada Journal of the American College of Nutrition, descobriu que uma dieta alimentar vegana com baixo teor de gordura apresenta melhores resultados a nível de perda de peso, composição corporal, sensibilidade à insulina e níveis de colesterol, quando comparada à dieta mediterrânea.

Para chegar a esta conclusão, a equipa levou a cabo um estudo comparativo sobre os dois regimes alimentares, durante o qual vários participantes – acima do peso e sem histórico de diabetes – foram acompanhados durante 16 semanas enquanto seguiam um plano alimentar baseado na dieta vegana ou mediterrânea.

Os resultados mostram que na dieta sem produtos ou derivados de origem animal os participantes perderam em média seis quilogramas, enquanto que na dieta mediterrânea não foi registada qualquer mudança no peso dos voluntários.

A dieta vegana levou também a uma diminuição nos níveis de colesterol total e LDL dos participantes em 18,7 mg / dL e 15,3 mg / dL, respectivamente. Na dieta mediterrânea, não foram observadas mudanças neste parâmetro.

Ambas as dietas fizeram diminuir a pressão arterial, sendo a descida mais acentuada no regime mediterrâneo (6,0 mmHg comparativamente a 3,2 mmHg na dieta vegana).

“Estudos anteriores sugeriam que as dietas mediterrânea e vegana ajudavam a melhorar o peso corporal e os factores de risco cardio-metabólicos mas, até agora, a sua eficácia relativa não tinha sido comprovada num ensaio aleatório“, começou por explicar Hana Kahleova, autora principal do estudo, citada em comunicado.

“Decidimos testar as dietas frente-a-frente e descobrimos que a dieta vegana é mais eficaz para melhorar os marcadores de saúde e maximizar a perda de peso”.

Menos calorias, mais fibras

Os autores do novo estudo observaram ainda que a dieta vegana conduziu à perda de peso porque foi associada a uma redução na ingestão de calorias, aumento na ingestão de fibras e diminuição do consumo de gorduras, incluindo as saturadas.

“Enquanto muitas pessoas pensam na dieta mediterrânea como uma das melhores formas de perder peso, este regime, na verdade, foi ‘desfeito’ quando o colocamos à prova”, acrescentou Neal Barnard, co-autor do novo estudo.

“Num estudo aleatório e controlado, a dieta mediterrânea não causou qualquer perda de peso. O problema parece ser a inclusão de peixes gordurosos, lacticínios e óleos. Em sentido oposto, uma dieta vegana com baixo teor em gordura levou a uma perda de peso significativa e consistente”, sustentou.

Kahleova remata: “Se a sua meta é perder peso ou ficar saudável em 2021, escolher uma dieta baseada em vegetais é uma óptima forma de alcançar esse objectivo”.

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ZAP ZAP //

Por ZAP
11 Fevereiro, 2021

Não concordo, em absoluto. Classificada como Património Mundial e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a Dieta Mediterrânica é considerada um dos padrões alimentares mais saudáveis do Mundo e conta com um conjunto de conhecimentos, práticas e tradições partilhadas por muitos países do Mediterrâneo que seguem os princípios deste estilo de vida equilibrado e convivial à mesa.

– Frugalidade e cozinha simples que tem na sua base preparados que protegem os nutrientes, como as sopas, os cozidos, os ensopados e as caldeiradas
– Elevado consumo de produtos vegetais em detrimento de alimentos de origem animal, nomeadamente de hortícolas, fruta, pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas, frutos secos e oleaginosas
– Consumo de vegetais produzidos localmente, frescos e da época
– Azeite como principal fonte de gordura
– Utilização de ervas aromáticas para temperar em detrimento do sal
– Consumo moderado de lacticínios
– Consumo frequente de pescado e menor de carnes vermelhas
– Água como principal bebida ao longo do dia
– Consumo baixo a moderado de vinho e apenas nas refeições principais.

Um estudo deste tipo tem de levar em consideração que as pessoas NÃO TÊM o mesmo comportamento reaccional em ordem a qualquer mudança, seja ela alimentar ou outra. Enquanto umas resistem e adaptam-se bem a um tipo de alimentação considerada “a melhor” pelos “especialistas”, outras não se adaptam e têm de a abandonar. Por experiência própria, o meu organismo adaptou-se perfeitamente quando há anos atrás optei pela dieta Macrobiótica. Depois, por razões exclusivamente profissionais, tive de regressar à alimentação “normal”. Assim que tive liberdade de escolha, optei pela dieta mediterrânica que vou adaptando às minhas necessidades e hoje faço um mix de dietas mediterrânica e macrobiótica que resultam na perfeição. Deixei as carnes vermelhas há anos e o meu blogue de culinária demonstra bem o meu tipo de dietas que pratico no dia a dia.

581: Comer menos carne leva a uma vida mais longa. O culpado é um gás tóxico fedorento

 

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO

Shutterbug75 / Pixabay

Reduzir o consumo de carne força os tecidos a produzir sulfeto de hidrogénio, um gás que promove a saúde do nosso corpo e nos permite viver uma vida mais longa.

As dietas ricas em proteínas estão em alta. No entanto, há evidências de que restringir as proteínas que você ingere – particularmente cortar na carne – pode ser importante para um envelhecimento saudável. O motivo surpreendente: força os tecidos a produzirem sulfeto de hidrogénio (H2S), um gás que é venenoso se inalado e tem um cheiro fedorento, mas que promove a saúde do nosso corpo.

Este é um gás que ninguém quer. Cheira mal, é um componente da flatulência e a sua toxicidade foi associada a pelo menos uma extinção em massa.

Ainda assim, o corpo produz naturalmente pequenas quantidades dele como uma molécula de sinalização para agir como um mensageiro químico. Agora, cientistas começam a entender a associação entre dieta e produção de H2S.

Menos pode ser mais quando se trata de comida. Quando os cientistas colocam os organismos em dietas cuidadosamente equilibradas, mas restritas, esses organismos aumentam substancialmente o tempo de vida saudável.

Isto verifica-se em leveduras, moscas da fruta, vermes e macacos. Em ratos, essas dietas reduzem o risco de cancro, fortalecem o sistema imunitário e melhoram a função cognitiva.

Mas como o envelhecimento e a longevidade são processos complexos, é difícil para os investigadores identificar os mecanismos em funcionamento. Estudos recentes sugerem que é evidente que o H2S desempenha um papel crucial.

Estudos realizados desde a década de 1990 mostraram que a redução da ingestão de certos aminoácidos contendo enxofre, os blocos de construção das proteínas, pode aumentar a longevidade em ratos em cerca de 30%.

Mais recentemente, uma equipa de investigadores liderada por cientistas de Harvard realizou uma série de estudos em animais nos quais restringiram a ingestão de dois aminoácidos sulfurados – cisteína e metionina – para estudar quais os efeitos disso.

Isto fez com que os animais aumentassem a produção de H2S nos seus tecidos, o que desencadeou uma cascata de efeitos benéficos. Estes incluíam o aumento da geração de novos vasos sanguíneos, que promove a saúde cardiovascular, e melhor resistência ao stresse oxidativo no fígado, que está relacionado com a doença hepática.

No entanto, ainda não se sabe se efeitos semelhantes ocorreriam em humanos. No início deste ano, um estudo norte-americano, com dados de 11.576 adultos, apresentou evidências de que sim. Os cientistas descobriram que a redução da ingestão desses aminoácidos sulfurados está associada a factores de risco cardio-metabólico mais baixos, incluindo níveis mais baixos de colesterol e glicose no sangue. Os factores de risco cardio-metabólico são aqueles ligados a doenças cardíacas, AVC e diabetes.

Comer menos carne = vida mais longa?

O resultado deste estudo é que há boas evidências de que limitar a ingestão de alimentos contendo altos níveis de aminoácidos de enxofre pode reduzir o risco de doenças crónicas, como diabetes e doenças cardíacas, e promover o envelhecimento saudável.

Como estes aminoácidos sulfurados são abundantes em carnes, lacticínios e ovos, que ocupam um lugar de destaque nos nossos carrinhos de compras, comemos em média 2,5 vezes o que precisamos diariamente.

A carne vermelha é particularmente rica em aminoácidos de enxofre, mas carne branca e peixe também contêm muito. Mudar para proteínas vegetais ajudaria a reduzir esse consumo.

Feijões, lentilhas e leguminosas são boas fontes de proteína, que também são pobres em aminoácidos de enxofre. Mas cuidado: a proteína de soja, que é a base de alimentos como o tofu, é surpreendentemente rica em aminoácidos de enxofre. Enquanto isso, vegetais como os brócolos contêm muito enxofre, mas não na forma de aminoácidos.

Um aviso importante é que os aminoácidos sulfurados desempenham papéis vitais no crescimento, por isso, as crianças não devem adoptar dietas com baixo teor de enxofre.

Por ZAP
26 Janeiro, 2021

 

 

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547: Comer um abacate por dia melhora a saúde intestinal

 

SAÚDE/ALIMENTAÇÃO

Tom Eversley / Canva

Comer um abacate por dia pode ajudar a melhorar a saúde intestinal, concluiu um estudo levado a cabo por cientistas da Universidade de Illinois, nos EUA.

O abacate (Persea americana) é um alimento saudável, rico em fibras dietéticas e gordura mono-insaturada. Agora, uma equipa de cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descobriu como é que este alimento afecta os micróbios no sistema gastro-intestinal.

Em comunicado, a investigadora Sharon Thompson explicou que os cientistas já sabiam que o abacate ajuda “as pessoas a sentirem-se saciadas e a reduzir a concentração de colesterol no sangue, mas não sabíamos de que forma é que isso influencia os micróbios intestinais e os metabólitos que os microrganismos produzem”.

A equipa analisou 163 adultos saudáveis, com idades compreendidas entre os 25 e os 45 anos e com sobrepeso ou obesidade. Durante 12 semanas, cada participante teve de substituir uma das refeições por um prato preparado pelos especialistas: uns receberam refeições com um abacate, enquanto outros tiveram de comer um prato semelhante, mas sem a fruta.

Durante o período de 12 semanas, os participantes do estudo tiveram de informar a equipa sobre a sua dieta e disponibilizar amostras de sangue, urina e fezes.

Segundo o Sci-News, os resultados do estudo indicaram que quem consumiu abacates também ingeriu mais calorias. Além disso, as fezes dos participantes que ingeriram a fruta uma vez por dia apresentava mais gordura.

“Uma maior excreção de gordura significa que os participantes estavam a absorver menos energia dos alimentos que comiam. Provavelmente, tal ocorreu devido às reduções nos ácidos biliares, moléculas que nos permitem absorver gordura”, explicou Hannah Holscher, co-autora do artigo científico, publicado no Journal of Nutrition.

“Descobrimos que a quantidade de ácidos biliares nas fezes foi menor e a quantidade de gordura nas fezes foi maior no grupo que ingeriu abacate”, resumiu.

A equipa descobriu, assim, que o grupo que ingeriu abacate todos os dias tinha uma maior abundância de micróbios intestinais que quebram as fibras e produzem metabólitos que ajudam na saúde intestinal. Além disso, tinham também uma maior diversidade microbiana.

A equipa realçou ainda que o conteúdo de fibra solúvel é muito importante, já que um abacate médio fornece cerca de 12 gramas de fibra, o que ajuda a atingir a quantidade recomendada de 28 a 34 gramas de fibra por dia.

“Quando consumimos fibra, é uma vitória para os micróbios intestinais e para nós. Assim como pensamos em refeições saudáveis ​​para o coração, também precisamos de pensar em refeições saudáveis ​​para o intestino e como alimentar a microbiota”, rematou Holscher.

Por Liliana Malainho
27 Dezembro, 2020

 

 

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