940: Vacinação. Centros de Lisboa só têm vagas a partir de 18 Agosto

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO

O auto-agendamento para a vacinação dos maiores de 18 anos ficou disponível esta semana, mas, nalgumas regiões, os jovens só vão conseguir ser vacinados daqui a uma semana ou mais. É o caso da de Lisboa e Vale do Tejo. Na capital, os centros de vacinação só têm vagas para novos agendamentos a partir de 18 de Agosto. O problema é a disponibilidade de vacinas nesta altura.

Nos centros de vacinação de Lisboa só há vagas para novos agendamentos a partir de 18 agosto.
© Pedro Correia Global Imagens

Tiago Miguel tem 20 anos. É estudante universitário. Até agora conseguiu escapar ao vírus e aguardava ansiosamente a fase em que a sua faixa etária pudesse ser vacinada. Esta semana, quando foi lançado o auto-agendamento para maiores de 18 anos de imediato tentou a sua marcação, mas qual não foi o seu espanto que até 15 de Agosto, altura que vai de férias com os pais, percebeu que já não conseguia apanhar a vacina na sua área de residência, Lisboa. Começou a tentar outros centros de vacinação da região de Lisboa e Vale do Tejo e a melhor data que alcançou foi 11 de Agosto, num centro de vacinação em Loures.

O DN contactou a task force para o Plano de Vacinação contra a Covid-19 para saber o porquê da situação, que, por sua vez, teve de questionar a ARS de Lisboa e Vale e do Tejo, e a resposta confirma um intervalo de tempo mais longo do que o habitual para novas marcações. A razão parece estar no facto de haver agora menos vacinas disponíveis.

Conforme foi explicado ao DN, e o próprio coordenador da task force, vice-almirante Gouveia e Melo, o referiu na passada terça-feira, na reunião do Infarmed, neste momento há menos vacinas disponíveis. Portugal apenas recebeu cerca de 200 mil doses de um lote de cerca de 600 mil que era aguardado para o final de Julho. Embora, tudo indique que nas próximas semanas chegue um milhão de doses.

Na resposta enviada ao DN, é referido que “as vagas disponibilizadas, por centro de vacinação no portal do Agendamento correspondem a uma matriz de disponibilidade de vacinas e capacidades de funcionamento por Centro de Vacinação para a Covid-19 (CVC), que são atribuídas pela coordenação da Task Force do Plano de vacinação contra a Covid-19 em Portugal”.

Uma disponibilidade que pode variar de dia para dia e de centro para centro, embora esta distribuição procure manter as várias regiões de saúde do país equilibradas. No entanto, sabe-se que Lisboa e Vale do Tejo, até pela densidade populacional que tem, é das mais atrasadas neste processo. Conforme refere a mesma resposta, “as disponibilidades apresentadas no Portal do Agendamento são variáveis ao longo dos dias, considerando o número de vacinas disponibilizadas e a capacidade vacinal dos centros de vacinação”.

De acordo com a disponibilidade referida ao DN, na região de Lisboa e Vale do Tejo, ao dia de hoje, sexta-feira, o local com menos tempo de espera é o Pavilhão Municipal de Vila Franca de Xira, em Cevadeiro, para dia 6 de Agosto. Depois, é o Pavilhão Municipal Rita Borralho, na Amadora, cuja primeiras disponibilidades é para 7 de Agosto, segue-se o Pavilhão Multiusos de Odivelas, que a próxima disponibilidade para dia 8 de Agosto.

Por fim, seguem-se os centros de vacinação da capital. O Pavilhão Desportivo da Ajuda é o primeiro a ter disponibilidade para novas vacinas, mas só a partir de 17 Agosto. Ao passo que os centros do Pavilhão 1 do Estádio Universitário, da Comunidade Hindu de Portugal e o Centro sediado na Rua da Escola Politécnica só têm a partir de 18 Agosto. Nesta listagem enviada ao DN faltam ainda dois centros de vacinação de Lisboa, o Pavilhão Manuel Castelbranco, e o Pavilhão Altice Arena, os quais não têm sequer datas previstas para a disponibilização de novos agendamentos.

A falta de vacinas não permitiu ainda a abertura da modalidade Casa Aberta para os maiores de 30. Neste momento, continua apenas para os maiores de 35 e sobretudo para homens, já que a maioria das vacinas disponíveis são da Janssen, que em Portugal são recomendadas para homens de qualquer idade e para as mulheres a partir dos 50 anos, antes desta idade só é vacinada a mulher que assinar um documento de consentimento informado.

A situação será resolvida assim que chegarem mais vacinas, disseram ao DN. No entanto, o Governo está a negociar a compra de doses que estão disponíveis noutros países, nomeadamente a Bulgária, que tem doses disponíveis, mas não tem capacidade para as administrar, e a Noruega, que tem doses da AstraZeneca porque o governo decidiu não as administrar à população. Em Portugal, estas doses foram dadas à população com mais de 60 anos, cuja grande maioria está vacinada, e vão ser aproveitadas também para cumprir compromissos de doação de vacinas aos PALOP.

Diário de Notícias
30 Julho 2021 — 16:06



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775: Maiores de 55 anos já não precisam de agendar a vacinação

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAÇÃO/AGENDAMENTO

Os utentes devem dirigir-se “obrigatoriamente” ao centro de vacinação do local onde estão inscritos no centro de saúde.

© Rita Chantre / Global Imagens

A vacinação contra a covid-19 sem necessidade de agendamento passa a estar disponível para as pessoas com pelo menos 55 anos, em vez do anterior mínimo de 60 anos, anunciou esta quinta-feira a task force responsável pelo processo.

“A partir de 17 de Junho a modalidade casa aberta fica disponível para a vacinação com primeiras doses de utentes com idade superior a 55 anos”, refere uma nota divulgada pela equipa liderada pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, que criou este sistema para “assegurar que todas as pessoas elegíveis são chamadas ao processo de vacinação”.

A task force relembrou ainda que a vacinação no âmbito deste sistema exige que os utentes se dirijam “obrigatoriamente” ao centro de vacinação do local onde estão inscritos no centro de saúde, que normalmente corresponde à área de residência.

Diário de Notícias
Lusa
17 Junho 2021 — 15:29

 

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706: Milhares de pessoas que auto-agendaram vacinação ainda aguardam confirmação

 

SAÚDE/COVID-19/VACINAS

Daniel Leal-Olivas / EPA

Já houve mais de meio milhão de inscrições no portal do auto-agendamento para a vacinação contra a covid-19. No entanto, a task force para o plano da vacinação admite que nem sempre é possível dar resposta em 72 horas e que o problema está a ser resolvido.

Desde que a possibilidade de auto-agendar a toma da vacina foi alargada às pessoas a partir dos 55 anos, na quinta-feira passada, há milhares de pessoas que se inscreveram mas que continuam sem resposta.

O portal do auto-agendamento, que foi desenvolvido pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), está a ser vítima do seu sucesso, escreve o jornal Público.

Desde que foi lançado, a 23 de Abril, cerca de 510 mil pessoas (até esta terça-feira) solicitaram o agendamento, adianta a task force para o plano nacional de vacinação.

Inicialmente, o auto-agendamento apenas estava disponível para maiores de 65, mas entretanto já foi alargado aos maiores de 60 e de 55 anos. O que fez com que as inscrições disparassem.

Por este motivo, e de acordo com o Público, havia, no domingo passado, 368 mil pedidos e cerca de 100 mil pessoas estavam à espera de vaga.

Esta terça-feira, já foram agendados “cerca de 25 mil [cidadãos] que estavam em fila de espera”, disse a task-force, explicando que as marcações vão sendo feitas à medida que surgem datas disponíveis.

Os maiores de 60 anos que se inscreveram através deste portal já começaram a ser vacinados, mas, no caso dos maiores de 55, a operação apenas arranca a partir da próxima segunda-feira.

No portal, os cidadãos podem escolher o centro de vacinação em que pretendem ser inoculados e é-lhes apresentada a primeira data disponível.

“Se não houver uma data disponível em determinado ponto [centro], os utentes podem optar por escolher uma data disponível noutro local ou optar por ficar em lista de espera naquele ponto de vacinação”, recorda a task force.

“No caso dos utentes em lista de espera, a sua convocatória está sempre dependente da libertação de mais vagas pela desistência ou não elegibilidade de outros utentes”, acrescenta, admitindo que, apesar de a disponibilização de vagas “acontecer com regularidade”, o processo “pode demorar mais do que 72 horas”.

“Todos os outros utentes com vaga disponível terão recebido SMS de agendamento dentro deste prazo. Quando as pessoas não respondem às SMS, o que nalguns casos pontuais pode resultar de não a terem recebido, são contactadas telefonicamente para confirmar se pretendem ser vacinadas. Esse contacto telefónico ocorre antes da data prevista para vacinação, mas não necessariamente dentro do período de 72 horas”, especifica.

No entanto, há cidadãos que fizeram o pedido para datas que estavam disponíveis no portal no momento, mas que não receberam entretanto qualquer SMS de confirmação, no prazo máximo de 72 horas que está previsto na própria plataforma online

Isto porque o sistema tem uma capacidade de agendamento limitada, explica fonte da task force, que garante que as pessoas terão uma resposta atempada e pede que aguardem mais uns dias.

Por Sofia Teixeira Santos
19 Maio, 2021

 

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