Covid-19. Recomendado “fortemente o reforço das medidas de protecção individual”

– …“O aumento da incidência pode continuar a contribuir para uma maior procura de cuidados de saúde e o aumento da mortalidade, em especial nos grupos mais vulneráveis”, alertam a DGS e a INSA, que aconselham a ser mantida a vigilância da situação epidemiológica da covid-19 e recomendam “fortemente o reforço das medidas de protecção individual e a vacinação de reforço”.Apesar destes avisos, do aumento de infecções e mortalidade pelo COVID-9, o Carlitos dos Trocos dá luz verde para as Festas de Lisboa! Porreiro, pá! Imbecilidade, irracionalidade, incompetência, não faltam a estes acéfalos e a todos os outros como eles!

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MEDIDAS DE PROTECÇÃO

A covid-19 “mantém uma incidência muito elevada, com tendência crescente”, indica o relatório de monitorização da situação epidemiológica da DGS e do INSA, dando conta de uma subida na mortalidade específica pela infecção por SARS-CoV-2 e na ocupação de cuidados intensivos.

© EPA/STR

A infecção por SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, “mantém uma incidência muito elevada, com tendência crescente, indica o relatório de monitorização da situação epidemiológica da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), divulgado esta sexta-feira.

A mortalidade específica por covid-19 subiu para os 32,5 óbitos por um milhão de habitantes e a ocupação de cuidados intensivos aumentou para 32,9% do limiar crítico de 255 camas ocupadas, refere o relatório.

De acordo com o documento, a mortalidade em 14 dias por um milhão de habitantes, que na semana anterior estava nas 26,1 mortes, apresenta agora uma “tendência crescente” e continua a ser superior ao limiar de 20 óbitos definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC).

Apesar deste aumento, o relatório refere que a “mortalidade por todas as causas encontra-se ainda dentro dos valores esperados para a época do ano, o que indica um reduzido impacto da pandemia na mortalidade” em Portugal.

Quanto à pressão sobre os serviços de saúde, os dados da DGS e do INSA indicam que os 84 doentes em cuidados intensivos na segunda-feira correspondiam a 32,9% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas, quando na semana anterior este indicador estava nos 23,1%.

O número de doentes internados em unidades de cuidados intensivos apresentou uma tendência crescente (mais 42% em relação à semana anterior)”, refere o relatório sobre a evolução da pandemia, ao avançar ainda que os hospitais da região Norte são os que apresentam maior ocupação na medicina intensiva, estando a 53% do nível de alerta estipulado em 75 camas.

A autoridade de saúde adianta também que se registou uma tendência crescente da ocupação hospitalar por casos de covid-19, com um total 1.450 internados na segunda-feira, mais 20% em relação ao mesmo dia da semana anterior.

A DGS e o INSA indicam ainda que a percentagem de testes positivos, entre 10 e 16 de maio, foi de 50,4%, também com tendência crescente, tendo-se registado um aumento do número de despistes do coronavírus SARS-CoV-2 que passou de cerca de 265 mil para mais de 355 mil.

Variante BA.5 deve atingir uma frequência de cerca de 80% já no domingo

“Observou-se uma tendência crescente da incidência cumulativa a sete dias por 100 mil habitantes em todos os grupos etários”, refere o documento, que adianta que a faixa entre os 10 aos 19 anos de idade foi a que apresentou este indicador mais elevado, com 1.992 casos.

Para este aumento da incidência “poderão ter contribuído factores que incluem a redução da adesão a medidas não farmacológicas, o período de festividades e o considerável aumento de circulação de variantes com maior potencial de transmissão”, considera o relatório.

Quanto às linhagens da variante Ómicron, o INSA e a DGS estimam que a BA.5, que tem mutações adicionais com impacto na entrada do vírus nas células humanas e ou na sua capacidade de evadir a resposta imunitária, seja dominante em Portugal, sendo responsável por 63,6% das infecções, devendo atingir uma frequência de cerca de 80% já no domingo.

“O aumento da incidência pode continuar a contribuir para uma maior procura de cuidados de saúde e o aumento da mortalidade, em especial nos grupos mais vulneráveis”, alertam a DGS e a INSA, que aconselham a ser mantida a vigilância da situação epidemiológica da covid-19 e recomendam “fortemente o reforço das medidas de protecção individual e a vacinação de reforço”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Maio 2022 — 20:20

Moedas e as festas de Lisboa: “As pessoas devem proteger-se mas cidade tem de estar aberta”

© Gonçalo Villaverde / Global Imagens

Carlos Moedas disse que “as pessoas devem proteger-se”, salientando, no entanto, que se vive um “momento diferente” daquele que já se viveu no passado

Diário de Notícias
DN/Lusa
20 Maio 2022 — 15:11

 

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1794: Graça Freitas diz que os portugueses devem voltar a usar máscara em espaços fechados e aglomerados

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS

A directora-geral da Saúde confirma as estimativas que indicam que o país vai chegar ao final do mês com 60 mil casos diários de covid-19. A nova linhagem da variante Ómicron é a que “está provocar esta vaga”, refere Graça Freitas.

© Rita Chantre / Global Imagens

Com o número de novos casos de covid-19 a aumentar nesta sexta vaga da pandemia em Portugal, Graça Freitas, directora-geral da Saúde, recomenda aos portugueses que voltem a usar as máscaras em espaços fechados, em aglomerados e também em algumas situações em ambiente laboral.

Em entrevista ao Jornal das 8, da TVI, Graça Freitas referiu que a nova linhagem da variante Ómicron “é a que está a provocar esta vaga”. De acordo com os estudos, “transmite-se ainda mais do que a Ómicron original” e “tem a capacidade de escapar ao nosso sistema imunitário”, acrescentou a directora-geral da Saúde, referindo que não provoca doença mais grave dos que as anteriores linhagens.

“De facto podem acontecer re-infecções e temos a notícia de pessoas infectadas a primeira vez com a variante Ómicron original e de terem agora uma outra infecção com esta linhagem”, detalha, confirmando as estimativas do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) de que Portugal vai atingir, até ao final do mês, 60 mil casos diários de covid-19.

Qual a razão pela qual “há casos de mortes acima do que desejaríamos, ou de internamentos? É a força dos números, pois se há muitos casos, proporcionalmente haverá também os mortos e internamentos”, explicou.

Referiu que ainda estamos acima do limiar estabelecido do número de óbitos, devido à nova linhagem, de 20 mortes a 14 dias por um milhão de habitantes. “Não temos conseguido baixar, íamos muito bem até que apareceu esta linhagem”, assume.

Tendo em conta este cenário, Graça Freitas diz que os portugueses devem voltar a usar a máscara em espaços fechados, e não só. “A máscara tenho-a aqui no bolso e tenho usado sempre”, sublinha. Recomenda, por isso, o seu em “ambientes fechados e em aglomerados”.

E em ambientes laborais? “Se estiver sozinha no meu gabinete, com janela aberta, eu não estou com máscara. Se entra alguém no meu gabinete, eu ponho a máscara” responde. E reforça: “A mascara é aconselhada, assim como todas as outras medidas”.

Graça Freitas rejeita administração da segunda dose de reforço a toda a população

A ministra da Saúde, Marta Temido, descartou, para já o regresso ao uso obrigatório da máscara e Graça Freitas considera que uma recomendação é suficiente nesta altura.

“Eu creio que nesta fase uma recomendação é suficiente. No fundo, qual é a grande diferença entre uma recomendação e uma obrigação? É uma boa prática. Uma tem um carácter vinculativo, a outra ponho-o a participar na decisão”, considera, voltando a reforçar que a máscara é aconselhada.

Apesar do agravamento da pandemia, Graça Freitas rejeita a administração da segunda dose de reforço, ou quarta dose, a toda a população. Uma posição que justifica com a actual geração de vacinas: “Nós já fizemos uma vacinação universal da população com muitíssimos bons resultados e agora estamos numa estratégia de protecção de vulneráveis.”

Na mesma entrevista, Graça Freitas revela que “20% dos lares elegíveis já foram vacinados”, indicando que o “processo tem estado a correr bem” e que “vai intensificar-se nas próximas semanas” para que esta faixa da população seja vacinada no maus curto espaço de tempo possível.

Portugal tem “o maior número” de casos de varíola-dos-macacos

Quando questionada sobe a hepatite aguda em crianças, ainda de origem desconhecida – Portugal tem, actualmente, 12 casos suspeitos -, Graça Freitas refere que “o suspeito principal é o adenovírus”, não colocando de parte uma ligação à covid-19, mas “neste momento é mesmo prematuro”.

Já sobre a varíola-dos-macacos, Graça Freitas revela que Portugal tem “o maior número [de infecções]” pelo vírus Monkeypox, referindo, no entanto, que o país tem “uma óptima capacidade de detecção e investigação”. Há, actualmente, 14 casos confirmados.

Em relação aos casos detectados no Reino Unido, Espanha e Portugal, Graça Freitas indica que “até à data nós não encontramos relação entre os vários focos”.

“O que nós sabemos é que o vírus original já foi sequenciado pelo INSA e é de um subgrupo de uma linhagem da África Ocidental”, revela a directora-geral. É o de menor gravidade, acrescenta.

Diário de Notícias
DN
19 Maio 2022 — 21:42

 

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1785: Farmácias com pico de procura e disponibilidade para realizar testes gratuitos

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/FARMÁCIAS/TESTES

O aumento de casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que se regista em Portugal levou a um pico de testes realizados na segunda-feira.

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© André Luís Alves / Global Imagens

As farmácias registaram na segunda-feira um pico de procura testes de covid-19, adiantou a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), que já manifestou a disponibilidade para voltar a realizar despistes gratuitos à população.

“Na primeira semana [após o fim da comparticipação] houve uma diminuição na ordem dos 60% do número de testes efectuados nas farmácias. Nós tínhamos uma média de 25 mil, podendo chegar aos 30 mil dependente do dia da semana, e passámos a ter nove mil testes diários em média na primeira semana de Maio”, avançou à agência Lusa Ema Paulino.

Segundo disse, devido ao aumento de casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que se regista em Portugal, “na última semana o número aumentou”, tendo-se registado um “pico de testes realizados na segunda-feira que chegou aos 15 mil”.

De acordo com a responsável da ANF, este serviço de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional tem sido agora procurado maioritariamente por pessoas que apresentam sintomas de covid-19.

“A percepção e os relatos que vamos tendo é que a positividade é grande, porque são as pessoas que já apresentam sintomas que mais se dirigem às farmácias para efectuar o teste”, afirmou Ema Paulino.

De acordo com a farmacêutica, a ANF já apresentou a disponibilidade para voltar a fazer testes gratuitos à população portuguesa, seja através do regresso da modalidade de comparticipação pelo Serviço Nacional de Saúde, ou através do sistema em vigor de prescrição pela linha SNS 24.

“Nós já manifestámos a nossa disponibilidade para podermos, novamente, proporcionar testes gratuitos nas farmácias”, adiantou Ema Paulino, ao salientar que uma das possibilidades é fazer o teste “às pessoas que vêm já com essa referenciação do seu médico quer da linha SNS 24”.

“Ainda não temos resposta final se será uma solução a avançar ou não”, disse.

Os testes de despiste da covid-19 realizados nas farmácias e nos laboratórios deixaram de ser gratuitos a partir deste mês, anunciou o Ministério da Saúde no final de Abril, que alegou a “evolução positiva da situação epidemiológica de covid-19 em Portugal e a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde”.

De acordo com os dados do Ministério disponibilizados à Lusa, os cerca de 8,1 milhões de testes gratuitos, feitos ao abrigo deste regime excepcional que terminou no último dia de Abril, representaram uma comparticipação de mais de 118 milhões de euros.

Os TRAg começaram a ser comparticipados a 10 euros e depois a 15 euros e agora são de preço livre, dentro de intervalos determinados.

De acordo com o relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a situação da pandemia em Portugal divulgado na sexta-feira, a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2, entre 26 de Abril e 02 de Maio, foi de 26,7%, muito superior ao limiar dos 4% e com tendência crescente.

Diário de Notícias
DN/Lusa
18 Maio 2022 — 13:39

 

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1783: Marta Temido afasta para já máscara obrigatória e testes gratuitos em farmácias

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/MÁSCARAS/TESTES

A ministra da Saúde indicou que o número de casos diários pode atingir os cerca de 60 mil no final do mês. INSA refere que a média diária aumenta para 22.805 casos de infecções e que o Norte regista Rt de 1,30, o mais alto de todas as regiões.

A ministra da Saúde, Marta Temido
© MIGUEL A. LOPES/LUSA

A ministra da Saúde, Marta Temido, revelou esta quarta-feira que hoje irá reunir com peritos para avaliar a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal, que tem revelado uma tendência crescente de novos casos.

Admitiu que a evolução da pandemia venha a condicionar a actividade hospitalar programada e recusou para já o regresso de testes gratuitos nas farmácias e uso obrigatório de máscaras

Nós temos estimativas do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) que apontam para cerca de 60 mil casos [diários] no final do mês de Maio. Sabemos que ainda estamos a subir em número de casos. Significa mais doença, mais pressão para os hospitais, para os serviços de saúde, isso é indesejável por todos porque precisamos de nos concentrar em responder a outras necessidades”, afirmou a ministra da Saúde, à margem do 5º aniversário da Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA), que decorreu esta tarde no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. Significa também, continuou, a necessidade de “proteger, uma vez mais, os mais vulneráveis”.

“Nós continuamos a acompanhar a evolução da situação epidemiológica com os peritos, com reuniões regulares, não aquelas clássicas reuniões do Infarmed, mas reuniões de trabalho regulares. Hoje mesmo, haverá uma reunião informal com peritos para conseguirmos adaptar a nossa estratégia à evolução da situação”, disse.

A governante referiu que a resposta dos serviços de saúde à população também está a ser acompanhada. “Todos nós gostaríamos de poder responder só a outras patologias que não só a covid-19, mas sabíamos também que a pandemia não tinha acabado e que estávamos sujeitos a uma nova vaga de crescimento”.

Questionada sobre um possível regresso de restrições e de medidas, como os auto-testes gratuitos em farmácias e o uso obrigatório de máscaras em espaços fechados, para fazer face ao aumento de infecções pelo SARS-CoV-2, tendo em conta que amanhã reúne-se o Conselho de Ministros, Marta Temido esclareceu que a comparticipação dos testes é uma decisão do Ministério da Saúde “em função da evolução da situação epidemiológica”.

Voltar a comparticipar testes à covid-19 nas farmácias, uma decisão que nem precisa de aprovação em Conselho de Ministros, até poderá voltar a fazer sentido, mas não para já.

“Poderá fazer [sentido], designadamente numa outra altura em termos de sazonalidade da infecção. Neste momento, aquilo que estamos a apostar é a prescrição através da linha de Saúde24. A linha de saúde24 tem tido constrangimentos, percebo que isso dificulte a expectativa das pessoas no acesso à linha, mas recordo que temos introduzido melhorias”, defendeu a ministra

A ministra reiterou que “as pessoas que têm suspeita de serem um caso covid devem fazer um auto-teste”.

Destacou o facto de o método de testes ter evoluído muito durante a pandemia. “No início da pandemia só aceitávamos os testes PCR, depois passamos a aceitar os testes rápidos de antigénio, depois vulgarizaram-se os auto testes”, resumiu para dizer: “Hoje em dia o auto-teste tem uma fiabilidade elevada”, referiu, afastando o regresso aos testes gratuitos.

“Quando a pessoa entende necessitar de um teste confirmatório, ligando para a linha SNS 24 pode ter acesso a esse teste rápido de antigénio, já disponibilizado praticamente quase automaticamente”, sublinhou. “Mas estamos, cada vez mais, num padrão de resposta à doença em que é a auto-responsabilização e o cidadão, que são colocados – não abandonados – perante a necessidade de adaptar os seus comportamentos àquilo que é a evolução da doença”, considerou Marta Temido.

Marta Temido reconheceu os efeitos do aumento do número de casos, nomeadamente no aumento da pressão hospitalar, sobretudo no norte do país, e admitiu o condicionamento da actividade hospitalar programada, o que é “uma grande preocupação”.

“Sabemos que temos que combinar a resposta à covid-19 e aquilo que é também a expectativa social de um funcionamento o mais regular possível com a resposta às outras necessidades assistenciais. E sabemos que temos os nossos serviços sobre uma intensíssima pressão que merece naturalmente a nossa preocupação e o nosso acompanhamento e a nossa tentativa de reforço de mecanismos e por isso mesmo é que é preciso que todos façam a sua parte”, disse.

Média diária aumenta para 22.805 casos de infecções. Norte regista Rt de 1,30, o mais alto de todas as regiões

Declarações da ministra da Saúde numa altura em que a média de infecções aumentou de 14.400 para 22.805 casos diários em Portugal, sendo que o Norte regista um índice de transmissibilidade (Rt) de 1,30, o mais alto de todas as regiões, indica esta quarta-feira o INSA.

Segundo o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da covid-19 no país, o Rt – que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus — atingiu os 1,23 a nível nacional e 1,24 em Portugal continental no período entre 9 e 13 de Maio.

Os dados hoje divulgados avançam ainda que o número médio de casos diários de infecção a cinco dias passou dos 14.400 para os 22.805 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo (21.980) no continente.

Por regiões, a Madeira é a única que apresenta um Rt abaixo do limiar de 1, apesar de ter registado um aumento de 0,86 para 0,99.

Este indicador é mais alto no Norte, que passou de 1,17 para 1,30, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo com 1,23, o Centro com 1,17, o Algarve com 1,15, os Açores com 1,14 e o Alentejo com 1,13.

“Todas as regiões, à excepção da região autónoma da Madeira, apresentam a média do índice de transmissibilidade (cinco dias) superior a 1, o que indica uma tendência crescente” de novas infecções, alerta o INSA.

De acordo com o documento, todas as regiões registam também uma taxa de incidência bastante superior a 960 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, sendo a mais elevada nos Açores (2.933,1), seguindo-se o Centro (2.797,2), o Alentejo (2.678,5), o Norte (2.505,9), Lisboa e Vale do Tejo (1.888), o Algarve (1.842,1) e a Madeira (962,1).

O INSA estima que, desde o início da pandemia e até 13 de Maio, Portugal tenha registado 4.118.509 casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

Notícia actualizada às 20:12

Diário de Notícias
DN com Lusa
18 Maio 2022 — 20:23

 

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“Se for preciso começar a vacinar maiores de 65, o sistema também está preparado para o fazer”

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/REFORÇO

A nova fase da vacinação começou ontem em lares do país. Da lista dos elegíveis, fazem parte os residentes de 3.700 lares, independentemente da idade, e os maiores de 80 anos. O coordenador do Núcleo de Apoio à Vacinação, coronel Carlos Penha Gonçalves, diz ao ​​​​​​​DN que esta nova etapa deverá terminar em Julho.

Residentes de 3700 lares vão ser vacinados durante três semanas

A Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19, da Direcção-Geral da Saúde, recomendou a toma da quarta dose, ou segunda de reforço, para os maiores de 80 anos e o aumento de casos já fez com que esta fosse antecipada com o “objectivo de melhorar a protecção da população mais vulnerável, face ao actual aumento da incidência de casos em Portugal”.

Recorde-se que, inicialmente, e segundo foi anunciado pela ministra da Saúde há duas semanas, este processo de vacinação só deveria começar em finais de Agosto, princípio de Setembro. Mas começou hoje com várias equipas de profissionais de centros de saúde e de unidades locais de saúde a irem a lares para vacinar os residentes. E o coordenador do Núcleo de Apoio à Vacinação Contra a Covid-19, o médico militar Carlos Penha Gonçalves, só espera que a população continue a aderir a esta fase como o fez em relação às outras.

A DGS actualizou a norma da vacinação na sexta-feira para incluir esta 5.ª fase e o processo teve início ontem. De acordo com o coronel Penha Gonçalves, há cerca de 750 mil pessoas para vacinar. “Trata-se da população residente em 3.700 lares, independentemente da sua idade, mas por uma questão epidemiológica, e os maiores de 80 anos que vivem na comunidade. E a estimativa é que esta fase fique concluída no fim de Julho”, destaca ao DN.

Em relação à população dos lares, o processo até pode ser concluído rapidamente, “daqui a três semanas, mas tudo irá depender também do número de pessoas que foram infectadas na última vaga da covid-19, em Janeiro e Fevereiro, e que têm de respeitar um intervalo de quatro a cinco meses para receber esta dose”, sustenta. O médico militar e investigador na área da Bioética do Instituto Ciência da Gulbenkian refere que este processo terá uma fase intensa até meio de Julho, que começará a atenuar a meio do mês para caminhar para a fase final.

O segundo processo de reforço da vacinação para os mais idosos começou muito antes do previsto, e numa altura em que já se debate também a administração da quarta dose aos maiores de 65 anos. Fonte da CTV confirmou ao DN não haver ainda qualquer decisão, mas que a evolução da doença está a ser acompanhada e que, como tem sido prática, a situação será tomada se se verificar que “esta faixa etária ficará mais protegida contra a doença grave provocada pela covid-19 no período do outono ou do inverno”.

Por agora, tal não se coloca, a menos que, admite, a situação epidemiológica também evolua de tal forma que justifique antecipar a decisão, tal como aconteceu em relação aos maiores de 80 anos devido a nova onda provocada pela variante Ómicron.

Se houver esta necessidade, de vacinar os maiores de 65 anos, será mais de um milhão de pessoas que terão de ser vacinadas. O coronel Penha Gonçalves diz ao DN que “o sistema está preparado para o fazer”, argumentando: “O sistema foi preparado com elasticidade suficiente para, no caso de haver nova solicitação, poder responder. Estou completamente convencido que há resposta se houver mais uma nova fase”.

Recorde-se que, neste momento, também está a decorrer a vacinação da terceira dose dos infectados em Janeiro e Fevereiro. São também cerca de um milhão de pessoas. Mas Carlos Penha Gonçalves está ciente da resposta que o sistema montado tem para dar e só espera mesmo que “a população continue a responder como o fez inicialmente”, colocando Portugal como um dos países do mundo com maior cobertura vacinal.

Os dados disponibilizados ao DN indicam que 92,1% do total da população já tem o esquema de vacinação completo (duas doses), que 62,4% já tem a terceira dose de reforço (84% da população elegível – também uma das percentagens mais elevadas da Europa) e que 56% da população pediátrica, dos 5 aos 11 anos, também já foi vacinada com as duas doses.

A fase do segundo reforço para os mais idosos e vulneráveis já começou nos lares, mas, durante esta semana, também “já haverá municípios que vão começar a vacinar os idosos na comunidade”´, refere Penha Gonçalves. “Há alguns que já começaram hoje a ser agendados, mas temos de dar dois a três dias para que possam responder, mas entre quinta e sexta-feira vão começar a ser vacinados”.

Por agora, e segundo referiu ao DN, ainda é o Núcleo de Apoio à Vacinação Contra a Covid-19, composto maioritariamente por militares, que vai estar à frente da quinta fase da vacinação, mas, “depois, logo se vê”, reforçando, de novo, que “o sistema está preparado” para continuar.

Neste momento, Portugal é dos países que já está a cumprir a recomendação feita há duas semanas pelo Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC, sigla inglesa), porque, justificava a DGS em comunicado, “a evidência científica tem vindo a sugerir que a vacinação com uma segunda dose de reforço apresenta benefício na prevenção de doença grave, hospitalização e morte, em grupos populacionais com 80 ou mais anos”.

De acordo com os dados sobre a evolução da doença, o aumento de casos tem vindo a ser registado em todas as faixas etárias, com maior incidência nas faixas mais novas, mas as mortes estão a ocorrer acima dos 70 anos e com maior incidência no grupo acima dos 80, cerca de 95%.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
17 Maio 2022 — 00:14

 

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1775: Para vencer esta fase, quarta dose deve ser dada a profissionais da saúde e a testagem ser gratuita

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/4ª. DOSE/TESTAGEM GRATUITA

Em quatro dias desta semana, Portugal registou quase 100 mil novas infecções e 110 mortes. O país já entrou numa nova onda. E já houve necessidade de antecipar a quarta dose aos maiores de 80 anos para a próxima semana. O pneumologista Filipe Froes defende ser preciso fazer mais para se controlar a pandemia nesta “fase de transição”.

Reforço da vacinação deve integrar profissionais mais expostos ao contacto social e da saúde para se tentar prevenir a transmissão.

No início do mês, o regresso à normalidade parecia estar a chegar. A sensação vinha do abandono da máscara em todos os espaços, menos nas áreas de saúde e nos transportes públicos, e com o anúncio da ministra Marta Temido de que não fazia sentido antecipar a quarta dose, a segunda de reforço, contra a covid-19, nesta altura, por não ser necessário. A pandemia parecia estar controlada, alguns analistas afirmavam que, mesmo que houvesse um ressurgimento de casos, como houve no Carnaval, a situação estava controlada.

O Governo decidiu aliviar outro mecanismo que até aqui teve impacto no controlo da infecção, a testagem gratuita. Assim, no início do mês, os testes de diagnóstico passaram a ser pagos, pelo menos a 25 euros nas farmácias, mas ao fim de três semanas a taxa de positividade já está nos 42%, quando, segundo os critérios internacionais deveria ser de 4%. Em cada dez pessoas que fazem teste, oito estão infectadas, uma taxa que o país nunca registou.

O fim destas medidas foi sustentado com a premissa que poderiam regressar, caso a situação assim o exigisse. O certo é que o país vive uma nova onda e só o início do processo de vacinação da quarta dose para idosos com mais de 80 anos e pessoas vulneráveis, como transplantados e doentes oncológicos, foi antecipado para a próxima semana, quando estava previsto para o final de Agosto e princípio de Setembro.

O pneumologista e ex-coordenador do Gabinete de Crise para a Covid-19 da Ordem dos Médicos, Filipe Froes, diz ser preciso mais para se ultrapassar “esta fase de transição, entre o fim da pandemia e o início de uma nova normalidade”.

Portugal volta a viver nova onda. O professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Carlos Antunes, confirmou ao DN esta semana, que “vivemos uma nova onda bem definida do ponto matemático e epidemiológico. O aumento do número de casos disparou em 50% da semana passada para esta, nos mesmos dias. A tendência é de crescimento em velocidade cruzeiro em todas as regiões e faixas etárias”.

País voltou a ultrapassar nesta semana os 20 mil casos

Ontem, a DGS divulgou que, no dia 12, foram registadas mais 26.314 novas infecções por covid-19 e 29 óbitos. Em apenas quatro dias, desta semana o país atingiu quase os 100 mil (96.246) casos e os 110 óbitos. A saber: 20.487 infecções, a segunda-feira e 29 óbitos, 24.572 na terça e 27 óbitos e 24.876 na quarta e 25 óbitos .

Desde o dia 22 de Abril que o R (t), índice de transmissão vinha a subir, e nesta semana disparou, talvez pela nova linhagem da Ómicron, BA.5, que se está a sobrepor à BA.2, mas também pelo abandono do uso de máscara. O pneumologista Filipe Froes confessa não ter estranhado o aumento de casos, diz mesmo que era expectável, e critica o facto de a testagem gratuita ter sido abolida e que o reforço da vacinação se destine só aos mais idosos e mais vulneráveis.

“A fase de transição que estamos a viver tem características e especificidades próprias, que deveriam ter sido percepcionadas, para se perceber o impacto que poderiam ter na comunidade e o que deveria ter sido feito para minimizar as suas consequências”, argumenta. O médico considera que para se avançar no regresso à normalidade há três vertentes fundamentais que têm de ser acauteladas, que impõem, por exemplo, algumas medidas diferentes das que foram tomadas pelo Governo.

Agora, “o objectivo é manter o controlo da pandemia, prevenir a gravidade da doença e promover a normalidade sócio-económica, e, para isso, há que continuar a actuar na diminuição da circulação do vírus e na sua transmissão”. O que só é possível, sublinha, “se se mantiver uma estratégia de diagnóstico precoce” e se “a acessibilidade à testagem for fácil e gratuita”.

Esta foi, precisamente, uma das medidas que o Governo deixou cair no início do mês. “A testagem gratuita é um dos mecanismos de combate à doença que tem impacto na circulação e na transmissão do vírus na comunidade”, porque “se os testes não forem gratuitos e a pessoa entender que não o faz, está-se a promover a manutenção da transmissão do vírus na comunidade. Não se está a poupar o que quer que seja”.

Pelo contrário, reforça, “a manutenção da testagem gratuita é um investimento no combate da pandemia e na normalização social e económica”. Esta semana, o Governo fez saber que os testes gratuitos teriam de ser referenciados pela Linha SNS 24, que terá capacidade para os prescrever automaticamente aos casos suspeitos.

A nível do controlo da transmissão, o médico é defende a promoção da vacinação de reforço para vários grupos da sociedade e não só para os mais idosos e vulneráveis, voltando a referir que deve ser equacionada a hipótese de teletrabalho, sempre que possível, e a aposta nas condições de ventilação e de arejamento.

O único critério para reforço na vacinação não pode ser a idade ou a fragilidade do doente

“São precisas medidas que não são farmacológicas, como o reforço da vacinação a dois grandes grupos populacionais importantes: os que estão em contacto directo com os mais vulneráveis, como os profissionais de saúde, e os que têm profissões mais expostas ao contacto social, como motoristas, empregados de balcão e de restaurantes. O único critério não pode ser só o da idade ou das pessoas com comorbilidades”, explica, dando como exemplo o que está a acontecer nos EUA: “A quarta dose está a ser dada a pessoas com mais de 50 anos, não para proteger mais contra a gravidade, mas sobretudo para prevenir a transmissão do vírus”.

Embora destaque que a prevenção da gravidade é a segunda vertente fundamental para se ultrapassar a fase que estamos a viver. E tal só será possível se os que correm mais riscos se protegerem e se todos os nós também. ” As pessoas que fizeram transplantes ou os doentes oncológicos, com doença activa e sujeitos a terapêuticas, têm de continuar a proteger-se, usando máscara, por exemplo, mas todos temos o dever de os proteger da forma mais adequada”.

A terceira fase fundamental desta fase de transição é “o regresso à normalidade e, para este, é importante que se mantenham as redes de vigilância e de monitorização epidemiológica e clínica”, bem como, e para haver uma melhor percepção dos riscos, “uma informação por parte da DGS que não seja manifestamente insuficiente”.

O médico não defende o regresso da máscara como uma obrigatoriedade, mas como recomendação às pessoas mais vulneráveis e aos infectados, quando não tiverem sintomas e puderem trabalhar. Por outro lado, não considera também que esta fase de transição vá ser muito prolongada, mantendo-se no final desta primavera e início de verão. Mas é preciso agir adequadamente.

Reforço da vacinação: As medidas da DGS

Quarta dose para idosos

As pessoas com 80 ou mais anos e as residentes em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) vão ser vacinadas com a segunda dose de reforço já a partir de segunda-feira, dia 16 de maio. A meta traçada pela ministra, final de Agosto e princípio de Setembro, é assim antecipada. Todos os elegíveis começarão a ser convocados por agendamento local, através de SMS ou por chamada telefónica, como já aconteceu noutras fases da vacinação. A população elegível é de cerca de 750 mil pessoas, que devem ser vacinadas com um intervalo mínimo de 4 meses após a última dose ou após um diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2, ou seja, este reforço abrange também as pessoas que recuperaram da infecção.

Crianças imuno-deprimidas levam reforço

As crianças e jovens entre os 12 e 15 anos com condições de imuno-supressão, identificadas na norma 002/2021, também passam a ser elegíveis para receber uma dose adicional de vacina contra a covid-19, na sequência de parecer favorável da Comissão Técnica da Vacinação para a Covid-19. Os jovens com estas condições serão vacinados de acordo com orientação e prescrição médica.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
14 Maio 2022 — 00:13


Pelas vítimas do genocídio praticado
pela União Soviética de Putin, na Ucrânia
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by the Soviet Union of Putin, in Ukraine

 

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1774: Mais 23.746 casos e 15 mortes por covid-19 em relação à semana passada

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Número de casos, mortes e internamentos a subir, assim como incidência.

A pandemia de covid-19 está novamente em crescimento, tendo sido registados um total de 99.866 casos entre 3 e 9 de Maio, mais 23.746 do que na semana anterior, indica o relatório de situação semanal da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Este aumento também se reflecte na incidência, que é agora de 970 casos por 100 mil habitantes – uma variação de mais 31% face aos sete dias anteriores -, e no R(t), actualmente em 1,13.

O número de óbitos também está a aumentar, tendo sido contabilizados 142 entre 3 e 9 Maio, ou seja, mais 14 do que na semana anterior.

Paralelamente, no último dia do período em análise havia 1.207 pessoas internadas (mais 88 do que na semana anterior), 59 das quais em unidades de cuidados intensivos (menos uma).

No período analisado, a região em que houve mais casos foi o Norte (35.993), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (29.047), Centro (20.986), Alentejo (5.759), Algarve (3.519), Açores (3.368) e Madeira (1.194).

O relatório indica ainda que 92% da população tem vacinação completa e que 62% já recebeu a dose de reforço.

Adicionalmente, a DGS divulgou o Relatório de Monitorização da Situação Epidemiológica da Covid-19, que fala numa “tendência crescente” de novos casos e de R(t) a nível nacional e em todas regiões, excepto a Região Autónoma da Madeira.

Já o número de pessoas com covid-19 internadas em UCI no Continente revelou uma “tendência estável”, assim como a razão entre pessoas internadas e infectadas (0,17) e a mortalidade específica por covid-19 (26,1 óbitos em 14 dias por 1.000.000 habitantes).

A linhagem dominante em Portugal é a BA.2 da variante Omicron, que a 8 de maio representava 62,9% dos casos em Portugal. Os restantes 37,1% dizem respeito à linhagem BA.5 da variante Omicron.

Diário de Notícias
DN
13 Maio 2022 — 20:19


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1770: Bruxelas avisa UE para estar preparada para rápidas restrições se necessário

– O que não faltam para aí são acéfalos irracionais “descontraídos” e “esquecidos”… Só quando lhes bater à porta é que se vão lembrar de rezar à santa deles…

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/RESTRIÇÕES

“Este não é um momento de descontracção e de esquecimento”, avisou a comissária europeia da Saúde sobre a pandemia de covid-19. Afirmou que os Estados-membros precisam “de estar preparados para reintroduzir rapidamente” medidas restritivas, caso seja necessário.

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, alertou que o vírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, “ainda está entre nós, está a circular, a infectar e a sofrer mutações constantes”
© EPA/STEPHANIE LECOCQ

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, avisou esta quinta-feira que ainda não é “momento de descontracção e de esquecimento” da pandemia de covid-19, avisando os Estados-membros que têm de estar preparados para reintroduzir rapidamente medidas restritivas, se necessário.

“Este não é um momento de descontracção e de esquecimento, é uma altura que devemos aproveitar para estarmos preparados para aumentar a nossa vigilância e, por isso, pedi aos Estados-membros que considerassem uma série de acções para os próximos meses, a fim de desenvolverem a preparação e coordenação da UE [União Europeia]”, declarou a responsável europeia da tutela, no Parlamento Europeu, em Bruxelas.

Intervindo na primeira reunião da comissão especial parlamentar sobre as lições da resposta à pandemia da covid-19, Stella Kyriakides vincou ser necessário “ter sistemas de vigilância em funcionamento para que, no caso de haver uma nova variante e um aumento súbito nos casos, os Estados-membros possam imediatamente detectá-la e ser capazes de reagir”.

“Precisamos de estar preparados para reintroduzir rapidamente medidas não-farmacêuticas [medidas restritivas]”, insistiu a comissária europeia da Saúde.

E exemplificou: “Se fecharmos todos os centros de vacinação, se tudo o que foi criado for subitamente suspenso e se tivermos uma situação em que precisamos de reagir, será mais difícil pô-lo a funcionar imediatamente”.

“O vírus ainda está entre nós, está a circular, a infectar e a sofrer mutações constantes”

Actualmente, cerca de 325 milhões de pessoas na UE estão totalmente vacinadas contra a covid-19 e perto de 230 milhões receberam uma dose de reforço.

No entanto, “mais de 100 milhões de europeus ainda não estão vacinados ou estão apenas parcialmente vacinados, [pelo que] temos de continuar a comunicar-lhes com as nossas campanhas de vacinação e continuar a abordar as causas da hesitação vacinal com um alcance personalizado ao nível da comunidade”, pediu Stella Kyriakides.

Reconhecendo que a situação epidemiológica da covid-19 melhorou, já que apesar de haver um número elevado de casos na UE os hospitais não estão sobrecarregados e a mortalidade é baixa, a responsável assumiu que “a situação é, pelo menos de momento, controlável”.

Porém, “o vírus ainda está entre nós, está a circular, a infectar e a sofrer mutações constantes”, razão pela qual “temos de nos preparar para o outono e o inverno e manter as nossas populações mais vulneráveis protegidas”, adiantou Stella Kyriakides.

E concluiu: “Vivemos na era das pandemias. Não sabemos quando virá a próxima crise, mas temos de estar preparados para a enfrentar”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
12 Maio 2022 — 11:30


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1768: Portugal entra em nova onda ao chegar quase aos 25 mil casos diários

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

De uma semana para a outra, casos aumentam quase 50%. Portugal pode ser o primeiro da Europa a registar uma nova onda, que “já está bem definida”, diz Carlos Antunes da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Autoridades da saúde e políticas já deveriam estar a explicar à população o que se está a passar e a tomar medidas. Internamentos e óbitos já estão a aumentar entre os idosos.

Testes de diagnóstico deixaram de ser gratuitos e taxa de positividade já está em 42%, em cada dez oito estão infectados.

Mais uma vez, o vírus SARS CoV-2 vem mostrar que tudo pode mudar de uma uma semana para outra, basta uma nova linhagem de uma das variantes já existentes ou um nova variante mesmo. Portugal é disso um exemplo. O número de casos aumentou em quase 50% em apenas uma semana, aquela em que o país voltou a passar a barreira dos 20 mil e os 24 mil casos, quando na semana passada, as projecções com base nos dados de casos reais, avaliados pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, apontavam para que se atinge apenas os 15 ou 16 mil casos como média diária.

O professor Carlos Antunes, que desde o início da pandemia integra a equipa que faz a modelação da evolução da pandemia, confirma: “Quase sem darmos por isso, volta a acontecer um aumento exponencial de casos. Já estamos com um crescimento de velocidade cruzeiro, mais casos em todas as regiões e faixas etárias, mais óbitos e já se começa a denotar um aumento nos internamentos em algumas regiões”.

Portanto, do ponto de vista matemático pode dizer-se que estamos perante “uma nova vaga, que, matematicamente, está perfeitamente definida, e que do ponto de vista epidemiológico está associada a vários factores, um deles é o aparecimento de uma nova linhagem da Ómicron, a BA.5, que está a prevalecer em relação à BA.2, outro à maior mobilidade e contacto social com menor protecção”.

O analista de dados diz mesmo que “um crescimento assim ainda não foi detectado em outros países da Europa”, e que “Portugal pode ser o primeiro, embora já esteja a acontecer na África da Sul e nos EUA”. O professor admite nunca ter pensado que tanta gente pudesse abdicar do uso de máscara tão rapidamente, que a medida deveria ter deixado de ser obrigatória para ser recomendada, mas com uma mensagem forte de que esta deveria continuar a ser usada em espaços fechados com muita gente e que o crescimento de casos está dependente da auto-avaliação do risco.

Podemos estar a caminhar para uma vaga idêntica à de Janeiro

O professor considera ser importante que a informação sobre o estado da situação volte a ser dada à população de forma clara e diariamente, “a população perdeu a noção do risco e é preciso que a informação lhe chegue”, defendendo mesmo que as autoridades políticas e de saúde já deveriam estar a fazer conferências para explicar o que se está a acontecer, embora reconheça que esta atitude tem a ver com a ponderação do risco que estão a fazer.

Há uma semana, Carlos Antunes dizia ao DN que, mesmo que houvesse um aumento de casos, a situação em termos de gravidade estava tranquila, agora diz não se saber o que pode acontecer. “Vamos ver se a protecção vacinal e a imunidade natural vão ser suficientes para parar esta onda ou se vamos ter mesmo a necessidade de aplicar medidas e dar um passo atrás, já se percebeu que há alguma resistência política, e que os testes gratuitos não vão voltar, vai continua a ser a Linha SNS 24 a encaminhar o doente, nem a obrigação do uso de máscara, mas Portugal deveria reequacionar isso imediatamente, sob pena de actuar tardiamente”.

Os casos dispararam e a informação está a ficar desactualizada de dia para dia. No início da semana, o R(t), índice de transmissibilidade a nível nacional segundo o INSA estava em 1.14, na terça-feira o Instituto Superior Técnico veio dizer que já estava em 1.17 e, hoje, quinta-feira, a nossa avaliação já dá 1.19. Pode parecer contraditório, mas não é. O tempo de análise é que é diferente”. A tendência de crescimento já se está a fazer sentir nos internamentos em enfermarias nalgumas regiões e nos óbitos nas faixas etárias acima dos 65 anos, embora mais na faixa acima dos 80 anos.

Conforme destaca Carlos Antunes, “os óbitos já estão a dar sinal de aumento. Na semana passada, em relação à semana anterior, a mortalidade por milhão de habitantes a 14 dias ainda estava a descer. “Estava nos 24 óbitos e a média da mortalidade estava nos 19 mortos, agora já está a subir outra vez. A mortalidade por milhão de habitantes a 14 dias está em 27.5 óbitos e a mortalidade diária em em 24 óbitos. O mesmo se está a passar com os internamentos em enfermarias, acima dos 65 anos, em que o aumento já é bem visível na região Norte”.

Nesta quinta-feira, a comissária europeia para a Saúde alertou os Estados-membros para estarem preparados para terem de votar atrás nas restrições, caso fosse necessário, mas o ECDC, por exemplo abandonou a obrigatoriedade das máscaras nos aeroportos e nos aviões. Portanto, e perante estes sinais exteriores, “pode haver alguma teimosia política em não voltar atrás”, justifica.

Mas, a verdade, é que a taxa de positividade na testagem é de 42%, uma taxa nunca antes atingida. “Em cada dez que fazem teste, oito estão positivos”, explica, acrescentando que a tendência registada agora em número de casos e de positividade em testes revela um aumento superior ao do Carnaval.

“Provavelmente, estamos a caminhar para uma vaga semelhante à de Janeiro, em termos de casos e de óbitos, em que chegámos às 50 e 60 mortes diárias”. E porquê? Porque “todas as etárias estão a subir, os mais novos, entre os 10 e os 29 anos, estão com a maior dinâmica, devido aos contactos sociais, mas um dos problemas graves no nosso país é que não conseguimos separar os que podem ser infectados sem consequências dos mais vulneráveis. O aumento de casos a parir dos 65 está com maior ritmo e a partir dos 80 anos também. E isto indicia que vamos ter um aumento de óbitos e de internamentos a partir de agora”.

Por tudo isto, o Carlos Antunes defende que “já se deveria estar a tomar medidas, apelando, mesmo individualmente, ao regresso do uso de máscara em espaços fechados sem ventilação e com muita gente para proteger os mais idosos e vulneráveis.

De acordo com a análise da equipa da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal voltou a passar a barreira dos 20 mil casos, na segunda-feira foram 20.486, terça 24.572 e quarta 24.866, e a chegar quase aos 30 óbitos diários, 29, 27 e 25, respectivamente. As projecções apontam para que a partir da próxima semana, “o país possa estar já numa tendência como a que registámos em Janeiro, quer em número de casos diários quer em óbitos”.

Por isso, diz, “é preciso que a população tenha perfeita consciência desta situação, porque agora estamos dependentes da auto-avaliação do risco”, declarando que “é a academia que está a vir dar conta da situação” .

Nesta altura, o país já ultrapassou os quatro milhões de casos e os 22 mil óbitos, está com 4.044.134 de infectados desde o início da pandemia e com 22.550 óbitos, quando no final de 2021 havia 1.389.646 e 18.955 óbitos.

Diário de Notícias
Ana Mafalda Inácio
12 Maio 2022 — 22:37


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1765: Linhagem BA.5 responsável por 37% dos casos e pode atingir os 80% este mês

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/LINHAGENS

De acordo com o INSA, a variante BA.5 duplicou a sua frequência entre as semanas de 11 e 17 de Abril e 18 e 24 de Abril.

© Artur Machado / Global Imagens

A linhagem BA.5 da variante Ómicron já é responsável por 37% dos casos de infecção em Portugal, uma tendência de crescimento que deve chegar aos 80% a 22 de maio, estima o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Projecta-se que a linhagem BA.5 possa atingir uma frequência relativa de cerca de 80% ao dia 22 de maio, assumindo uma tendência de crescimento relativo de 13% por dia e um tempo de duplicação de cerca de seis dias”, adianta o relatório sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2 em Portugal.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já admitiu que essa linhagem, que apresenta várias características genéticas consideradas de interesse pelos especialistas, caso de mutações com impacto na entrada do coronavírus nas células, pode ser mais transmissível do que a BA.2, mas ressalvou que ainda não existem dados que comprovem que provoca covid-19 mais grave.

De acordo com o INSA, a BA.5 duplicou a sua frequência entre as semanas de 11 e 17 de Abril e 18 e 24 de Abril, estimando que represente “37% dos casos positivos ao dia 8 de maio”.

O último relatório do grupo de trabalho do Instituto Superior Técnico sobre a evolução da pandemia, divulgado terça-feira pela Lusa, alerta que as novas linhagens da variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2, em conjugação com a eliminação da obrigatoriedade do uso generalizado de máscara, podem estar a contribuir para o aumento do número de casos.

De acordo com o documento, a incidência média a sete dias aumentou de 8.763 para 14.267 casos desde 19 de Abril, o que se deve “à retirada abrupta do uso de máscara em quase todos os contextos e à nova linhagem BA.5 da variante Ómicron que começa a instalar-se” no país.

Quanto à BA.2, que foi detectada pela primeira vez em Portugal no final de 2021 e que passou a ser a dominante na última semana de Fevereiro deste ano, apresenta uma prevalência decrescente, representando agora 62,9% das amostras analisadas pelo INSA.

Foram também identificadas pela primeira vez no país sequências da BA.2.12.1, associada a dois casos detectados nas regiões Centro e Lisboa e Vale do Tejo, uma sub-linhagem que “tem suscitado interesse internacional” e que tem apresentado um considerável aumento de circulação em alguns países, caso dos Estados Unidos da América, refere o relatório, que avança ainda que, até à data, não foi detectado qualquer caso BA.4 em Portugal.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver, têm sido analisadas uma média de 523 sequências por semana desde o início de Junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 139 concelhos por semana.

Diário de Notícias
DN/Lusa
11 Maio 2022 — 15:25


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