181: Falta de sono pode encolher o cérebro, mostra estudo

 

A falta de sono pode fazer o cérebro encolher, aponta um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, envolvendo 147 adultos entre 20 e 84 anos.

dd08092014Com os dados obtidos em análises num intervalo de três anos e meio, os cientistas conseguiram relacionar os problemas de sono, como a insónia, e a diminuição da estrutura cerebral.

Os pacientes analisados que afirmavam sofrer de problemas para dormir – 35% do grupo pesquisado – tiveram um declínio mais rápido do volume ou do tamanho do cérebro ao longo do período pesquisado. Os resultados são ainda mais acentuados quando englobam pessoas com mais de 60 anos.

Vários estudos têm mostrado a importância do sono para a saúde do ser humano. A falta de uma boa noite de sono pode levar a problemas como Alzheimer e a demência.

«Ainda não está claro se a qualidade do sono é causa ou consequência das mudanças na estrutura do cérebro», aponta uma das autoras do estudo, Claire Sexton. «Há vários tratamentos eficazes para problemas de sono. Pesquisas futuras precisam de testar se, melhorando a qualidade do sono das pessoas, podemos diminuir a taxa de perda de volume do cérebro. Se for esse o caso, melhorar os hábitos pode ser uma boa maneira de melhorar a saúde cerebral.»

In Diário Digital online
08/09/2014 | 12:52

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Dormir mal aumenta o risco de suicídio nos idosos

 

perturbações de sono

As noites mal dormidas afectam a nível cognitivo e emocional, mas podem constituir um factor de risco de suicídio — especialmente nos indivíduos mais velhos.

observador13082014Não são apenas as depressões que levam ao suicídio. Noites mal dormidas aumentam o risco em quase uma vez e meia de indivíduos mais velhos porem termo à vida, segundo um estudo publicado esta quarta-feira na revista científica JAMA Psychiatry. “Os resultados indicam que a baixa qualidade de sono está associado ao risco de morte por suicídio dez anos mais tarde, mesmo depois da correcção dos sintomas depressivos”, conclui a equipa de cientistas norte-americana.

Os dois factores prevalentes em relação ao risco de suicídio encontrados foram a dificuldade em adormecer e sonos não-reparadores. As noites mal dormidas aumentam 1,4 vezes o risco de suicídio, revela o estudo conduzido por Rebecca Bernert, investigadora no Centro de Distúrbios Emocionais da Escola Médica da Universidade de Stanford, na Califórnia (Estados Unidos).

Os investigadores tinham uma amostra de mais de 14 mil indivíduos com idades superiores a 65 anos seguidos ao longo de dez anos (de 1981 a 1991) com objectivo de estabelecer, pela primeira vez, uma relação entre a fraca qualidade de sono detectada na primeira entrevista e o risco de cometer suicídio ao longo do período do estudo. Pretendiam avaliar as noites mal dormidas como um factor único e não enquanto uma consequência da depressão, porque se tornaria difícil distinguir qual a causa em caso de suicídio.

Um milhão de mortes por suicídio

Ao longo dos 10 anos, a equipa de cientistas obteve dados suficientes de 20 casos de suicídio. Cada um deles foi comparado com 20 indivíduos-controlo escolhidos ao acaso, totalizando 420 doentes estudados. Os indivíduos com problemas de sono, causados tanto por insónias, como por pesadelos ou sonos pouco profundos, mostraram ter um risco de suicídio 1,4 vezes maior que os indivíduos-controlo, mas também um risco 1,2 maior que os indivíduos que apresentavam outros sintomas de depressão. Os suicídios ocorreram em média dois anos após a entrevista inicial.

Neste estudo a má qualidade do sono parece ser um factor que influencia mais o suicídio do que os sintomas depressivos, referem os autores, alertando, porém, que estas duas situações combinadas tornam o risco ainda maior. Os investigadores crêem ainda que as perturbações de sono podem conduzir ao suicídio porque criam problemas cognitivos e emocionais.

A idade dos participantes está relacionada com as queixas que surgem mais tarde na vida dos indivíduos e com a taxa desproporcionalmente alta de idosos que se suicidam comparado com a população em geral. Os adultos mais velhos também tendem a escolher métodos mais letais nas tentativas de suicídio. Actualmente, morrem todos os anos por suicídio um milhão de pessoas no mundo, constituindo 57% do casos de morte violenta.

In Observador online
13/08/2014

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Sonhos repetidos funcionam como “um aviso”

 

Neurociências

O professor de Psiquiatria e de Ciências da Consciência da Faculdade de Medicina de Lisboa, Mário Simões, defendeu hoje que os sonhos repetidos devem ser valorizados pelo próprio indivíduo, porque funcionam como “uma mensagem, uma espécie de aviso”.

Contudo, em declarações à Lusa no Simpósio Aquém e Além do Cérebro, a decorrer no Porto, até sábado, o especialista considerou que no que respeita à interpretação dos sonhos “apenas os repetidos devem ser valorizados para perceber a mensagem dos seus mecanismos inconscientes de percepção da vida”. Os restantes devem ser “colocados na máquina trituradora”.

“Sabemos hoje que os sonhos são uma grande central de tratamento do lixo do dia-a-dia. Eu diria que 90 por cento dos nossos sonhos são para tratar do lixo do dia, para no dia seguinte termos novas ideias”, afirmou.

O psiquiatra referiu à Lusa que actualmente “conhece-se muito sobre a patologia, sobre algumas funções que o sono e o sonho têm. As mais conhecidas são sobre a memória e hoje viu-se, aqui, que as memórias durante a vida são integradas e fortalecidas no sono, mas também no sonho”, sustentou.

“Quanto a outras funções do sonho, vamos tentar perceber se são aquelas que Freud falou como sendo uma realização de desejos insatisfeitos, possivelmente também são, mas também sabemos que as pessoas que são privadas de sonhar à noite têm problemas de saúde”, disse.

Mário Simões apontou “problemas não só ligados às insónias. Em termos sociais as pessoas que tem má qualidade de sono e de sonhos ou que não sonham são as mais irritáveis no dia seguinte, com mais erros de atenção, no desempenho na condução e no seu trabalho”.

“Em animais, sabe-se que quando não sonham nada vêm a morrer em curto prazo com infecções graves, imunológicas”, frisou, referindo que o mesmo acontece com as pessoas que privadas de sono ou sonho podem sofrer alterações neuro-imunológicas.

Proporcionar um maior conhecimento sobre o sono e o sonho, o impacto que têm na vida do indivíduo e na sociedade e apontar novos caminhos na investigação científica mundial em neurociências nestes domínios são objectivos do simpósio organizado pela Fundação Bial que conta com a presença de alguns dos líderes na investigação científica mundial neste domínio.

O encontro, que vai já na 9.ª edição, é este ano dedicado ao “Sono e Sonhos” com o intuito de esclarecer questões como: “Porque se dorme? O que se passa no corpo humano quando se dorme? Qual a influência do sono (ou sua ausência) na sociedade? Porque se sonha? ou “O que representam os sonhos?”.

Hoje esteve em discussão a neurobiologia dos processos do sono e da cognição, estando agendada para sexta-feira a discussão sobre os aspectos anómalos subjacentes aos sonhos.

In Diário de Notícias online
por Lusa
29/03/2012

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