240: Doze super-bactérias ameaçam a humanidade

 

Laboratório [Foto: Reuters]

Organização Mundial da Saúde publica lista e insta o mundo a criar novos medicamentos para combater agentes patogénicos que resistem aos antibióticos e que ameaçam levar a uma explosão de doenças incuráveis

A Organização Mundial da Saúde (OMS) instou esta segunda-feira o mundo a criar novos medicamentos para combater 12 super-bactérias que resistem aos antibióticos e que ameaçam levar a uma explosão de doenças incuráveis.

Os agentes patogénicos “prioritários”, de acordo com a lista da OMS, incluem germes que causam infecções mortais na corrente sanguínea, nos pulmões, cérebro ou aparelho urinário, e que não respondem a uma cada vez maior lista de medicamentos.

A resistência aos antibióticos está a crescer e estamos a ficar sem opções de tratamento”, afirmou Marie-Paule Kieny, directora-geral-adjunta da OMS e que publicou a lista, no topo da qual aparecem as ‘Acinetobacter baumannii’, um grupo de bactérias que provoca patologias diversas, que vão desde a pneumonia até infecções em feridas.

A responsável alertou que se funcionar apenas a lei do mercado os novos antibióticos não serão desenvolvidos a tempo, pelo que é necessário que os governos criem políticas para aumentar o financiamento público e privado na investigação de novos medicamentos.

A OMS já tinha advertido que se nada for feito numa era pós-antibiótico as infecções comuns ou pequenos ferimentos podem transformar-se em assassinos, considerando, em comunicado, que as bactérias podem desenvolver resistência aos fármacos quando as pessoas tomam doses incorrectas de antibióticos, e que estirpes resistentes podem ser contraídas directamente de animais, da água, do ar ou de outras pessoas.

Os germes da lista da OMS, que é dividida em três categorias e que inclui entre as bactérias mais preocupantes a “salmonella” e a “Staphylococcus aureus“, foram escolhidos com base na gravidade das infecções que causam, na facilidade com que se propagam, no número de fármacos em uso e nos novos antibióticos que estão a ser estudados.

Uma das prioridades são super-bactérias resistentes a antibióticos que estão muitas vezes em hospitais, clínicas e entre pacientes que dependem de ventiladores e cateteres.

Na lista estão também bactérias resistentes aos medicamentos e que causam doenças “mais comuns” como gonorreia ou intoxicação alimentar induzida por salmonela.

A lista será discutida com especialistas em saúde do grupo dos G20 (maiores economias mundiais), esta semana em Berlim.

TVI24
2017-02-27 18:49 / AR/PD

221: Medicamento para a diabetes poderá fazer-nos viver até aos 120 anos

 

Apesar de parecer um cenário de ficção cientifica, os cientistas referem que a metformina já deu mostras de retardamento do envelhecimento em zebras e há alguns indícios nesse sentido recolhidos entre doentes diabéticos. Os testes em humanos vão começar no próximo ano

A metformina, droga de uso corrente contra a diabetes tipo 2, poderá ser a chave da futura pílula anti-envelhecimento, segundo acreditam cientistas de diversas instituições envolvidos no projecto que irá arrancar com ensaios clínicos no inverno de 2016, nos Estados Unidos.

Cerca de três mil pessoas, com idades até 80 anos, que possuem o risco ou têm cancro, problemas cardíacos e demência, estão a ser recrutadas para os ensaios no âmbito do projecto Lutando Contra o Envelhecimento com Metformina, para o qual estão a ser recolhidos fundos.

Os cientistas acreditam que a metformina pode aumentar a esperança de vida em quase metade, fazendo-nos chegar aos 120 anos. acabar com doenças como Alzheimer e Parkinson, e fazer com que um septuagenário seja tão saudável quanto um quinquagenário.

“Há todos os motivos para acreditar que seja possível”, afirma Gordon Lithgow, investigador do Instituto Buck para o Envelhecimento da Califórnia, que é um dos conselheiros do projecto.

A metformina aumenta o número de moléculas de oxigénio libertadas em cada célula, o que parece contrariar o enfraquecimento e deterioração que ocorre durante a divisão em novas células.

Investigadores belgas efectuaram testes com zebras, descobrindo que a droga, para além de retardar o seu envelhecimento, também tornava os animais mais saudáveis.

No ano passado, um estudo da universidade britânica de Cardiff constatou também que os doentes diabéticos que tomavam o medicamento viviam mais cerca de 15% do que aqueles que não possuíam a doença. Um dado “intrigante” que os investigadores consideraram então que deveria ser pesquisado em testes alargados efectuados em população saudável.

Jornal Expresso online
30.11.2015 às 12h18
Alexandre-Costa

184: Este fim de semana caminhe pelo Alzheimer

 

No nosso país há 182 mil pessoas a sofrer de demência. Numa iniciativa de sensibilização e de angariação de fundos para uma doença que afecta um número cada vez mais de pessoas, a associação Alzheimer promove este fim-de-semana em 15 cidades o “Passeio da Memória”.

expresso18092014“Não é uma corrida, é uma caminhada solidária, de sensibilização e de angariação de fundos”, referiu ao Expresso Tatiana Nunes, da Alzheimer Portugal, sobre o “Passeio da Memória” que a associação promove este fim de semana em 15 cidades portuguesas.

No sábado a iniciativa decorre em Beja, domingo (Dia Mundial da Doença de Alzheimer) em Aveiro, Barreiro, Braga, Campo Maior, Fafe, Funchal, Lagos, Matosinhos, Oeiras, Pombal, Portimão, Viana do Castelo, Viseu e Angra do Heroísmo.

A associação Alzheimer inaugurou este ano em Cascais o único lar português dedicado especificamente a pessoas que sofrem da doença, no local onde já funcionava o centro de dia Casa do Alecrim. A associação tem ainda outros centros de dia em Lisboa, Matosinhos e Pombal, onde, para além da assistência, fornecem indicações para quem tem de lidar com esse tipo de situação.

Estilos de vida e envelhecimento da população

Os estilos de vida sedentários e o envelhecimento da população contribuem para que o número de pessoas com demência esteja a aumentar no nosso país, afectando actualmente cerca de 182 mil pessoas, segundo refere Tatiana Nunes, alertando para a urgência de que Portugal criasse um plano nacional para as pessoas com demência, seguindo o exemplo de outros países.

“A generalidade (das pessoas com demência) está em casa ou em instituições não especializadas, mas necessitam de cuidados diferentes, de outro tipo de estímulo”, explica a Relações Públicas da associação.

O “Passeio da Memória” decorre pelo quarto ano consecutivo, pretendendo consciencializar as pessoas da importância de comportamentos que reduzam o risco de desenvolver a demência, assim como os sinais de alerta do Alzheimer que permitam um diagnóstico atempado.

As inscrições têm o valor de dois euros, que revertem na totalidade para o financiamento da Alzheimer Portugal.

Rita Blanco, Fátima Belo e Ana Zanatti participam em Oeiras, Filipe Pinto em Matosinhos e Luís Filipe Borges em Angra do Heroísmo.

In Expresso online
Alexandre Costa
8:00 Quinta feira, 18 de Setembro de 2014

180: Contra o colesterol resistente

 

Nas últimas décadas, o risco associado à doença cardiovascular diminuiu. E os grandes “culpados” são as Estatinas

visao06092014Nas últimas quatro décadas, o risco associado à doença cardiovascular diminuiu 70 por cento. E os grandes “culpados” são as estatinas – substâncias que fazem baixar o colesterol mau, ou LDL. No entanto, há uma franja da população que não consegue manter os níveis aceitáveis, mesmo tomando a dose máxima de medicamentos e tendo atenção à alimentação. Para estes casos há agora uma alternativa, apresentada no último congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia.

O alirocumab, uma molécula da classe dos anticorpos monoclonais, acabou de passar na fase de ensaios clínicos de fase III (a última antes de aprovação), provando ser eficaz na redução do nível de colesterol em doentes de risco, mesmo altamente medicados. Com estes resultados na manga, as farmacêuticas Sanofi e Regeneron preparam-se agora para submeter o alirocumab à aprovação das agências do medicamento americanas e europeias.

In Visão online
Por: Sara Sá
8:05 Sábado, 6 de Setembro de 2014

175: Diagnosticar cancros através de análise ao sangue

 

Investigação

Investigadores japoneses começaram a desenvolver um método para diagnosticar 13 dos tipos de cancro mais comuns através de uma análise ao sangue que, segundo os cientistas, seria “o primeiro sistema de detecção de alta precisão do mundo”.

dn19082014O grupo de investigadores, formado pelo Centro Nacional de Cancro (CNC) do Japão, pelo Centro de Desenvolvimento de Novas Tecnologias e Indústrias (NEDO), universidades e sete empresas, aspira ter disponível o novo sistema num prazo de cinco anos, de acordo com informações divulgadas hoje por estas instituições num comunicado conjunto citado pela agência Efe.

O projeto conta com um orçamento de 7.900 milhões de ienes (57 milhões de euros), financiados pelo NEDO, um organismo científico independente.

O seu objetivo passa por diagnosticar designadamente os cancros do estômago, esófago, pulmão, fígado, vesícula biliar, pâncreas, cólon, ovários, próstata, bexiga e mama.

Este seria “o primeiro sistema de diagnóstico de alta precisão do mundo” para o cancro, afirma na mesma nota o presidente do CNC, Tomomitsu Hotta, assinalando que o método permitiria aumentar a esperança de vida dos pacientes.

Simultaneamente, o NEDO trabalhará no desenvolvimento de um sistema idêntico para o Alzheimer, segundo o consórcio de investigadores.

In Diário de Notícias online
por Lusa, publicado por Marina Almeida
19/08/2014

169: Risco de propagação do Ébola em Portugal é ínfimo, diz especialista

 

O risco de propagação do Ébola em Portugal é ínfimo, mesmo que entre alguma pessoa infectada, não só devido aos meios e às práticas existentes no país, mas também às características de contágio desta doença, assegura um infecciologista.

dd13082014“A probabilidade de chegar uma pessoa infectada não é tão pequena, mas a de propagação da doença é infinitesimal”, garantiu Jaime Nina à agência Lusa, justificando com os meios de rastreio e de isolamento eficazes, com a preparação dos hospitais para receber os doentes e com as práticas de higiene, prevenção e segurança já existentes há muito tempo entre os profissionais de saúde.

“Em Portugal, se chegar alguém com febre ao hospital, não há enfermeira que lhe faça análises sem luvas. Em África isso não acontece”, exemplificou.

O Ébola é uma doença que não se transmite durante a fase de incubação do vírus, apenas quando a doença já se manifesta, e apenas se transmite por contacto directo com fluidos biológicos, como o sangue ou o sémen, e não por via aérea como acontece com a gripe.

Estas características diminuem o risco de contágio, pois permitem que todas as medidas preventivas sejam tomadas.

“Só se pode transmitir por via aérea se a pessoa tossir e tiver sangue, pois faz aerossol de partículas de sangue. Estes são os doentes mais perigosos e que justificam isolamentos mais rigorosos e utilização dos escafandros pelos profissionais de saúde”, explicou.

Se o doente só tem febre e hemorragias pequenas debaixo da pele, não tem perigo de contágio por via aérea, acrescentou.

“Se um doente viesse com diagnóstico ou com o vírus incubado, não haveria problema, pois seria isolado em tempo útil e quando se manifestasse a doença já estaria controlado”, sublinhou o especialista em medicina tropical.

Após um período de incubação do vírus que dura entre uma semana e dez dias, e em que a doença não é contagiosa, esta manifesta-se através de febre, hemorragias, vómitos e diarreias, variando a taxa de mortalidade entre os 25 e os 90 por cento.

O surto de Ébola que assola a África Ocidental superou a barreira dos mil mortos, com 1.013 vítimas mortais e 1.848 casos, de acordo com o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

In Diário Digital online
13/08/2014 |20:01

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