229: Descoberto como eliminar primeiros sintomas de Alzheimer

 
Rodrigo Cunha investigador que coordena a equipa internacional |  site da UC

Rodrigo Cunha investigador que coordena a equipa internacional | site da UC

Universidade de Coimbra anunciou a descoberta alcançada em modelos animais foi feita por uma equipa internacional liderada por um português

Uma equipa internacional coordenada pelo investigador português Rodrigo Cunha descobriu como eliminar os primeiros sintomas da doença de Alzheimer em modelos animais, anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

A descoberta foi possível porque “pela primeira vez os cientistas focaram o estudo na causa dos primeiros sintomas da doença”, que são as perturbações na memória, causadas por modificações da chamada “plasticidade das sinapses no hipocampo”.

“O hipocampo desempenha um papel essencial na memória, funcionando como o gestor do gigantesco centro de informação recebida pelo cérebro. Das dezenas de milhões de sinais recebidos, o hipocampo tem de seleccionar a informação relevante e validá-la, atribuindo-lhe uma espécie de ‘carimbo de qualidade’. Quando ocorrem falhas, este gestor assume que toda a informação é irrelevante”, segundo uma nota da UC.

Sendo as sinapses “as responsáveis pela transmissão de informação no sistema nervoso”, ao garantirem a comunicação entre neurónios, “a equipa utilizou um modelo animal duplo mutante (com a modificação de dois genes da proteína APP, que causam doença de Alzheimer em humanos) para rastrear toda a actividade destas ligações e identificar o que impede o hipocampo de processar e gerir correctamente” a informação obtida.

O estudo, entretanto publicado na revista científica “Nature Communications”, foi coordenado por Rodrigo Cunha, do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Medicina da UC, tendo a equipa integrado 15 investigadores portugueses e franceses.

Os resultados desta investigação representam “um avanço extraordinário para o desenvolvimento de estratégias de combate à doença de Alzheimer, pois conseguiu-se recuperar o funcionamento sináptico”, afirma Rodrigo Cunha, citado na nota.

O cientista de Coimbra entende que, “do ponto de vista ético, é criticável se não se prosseguir para ensaios” em humanos e garante que estes são seguros para os doentes.

Na sua opinião, existem em Coimbra “todas as condições para avançar”, embora seja necessário assegurar financiamento para o efeito.

Financiado pelo Prémio Mantero Belard de Neurociências da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e pela Association Nationale de Recherche de França, o estudo foi desenvolvido ao longo de três anos.

Diário de Notícias
22 DE JUNHO DE 2016
15:18
Lusa

216: Doentes do SNS com depressão vão poder fazer psicoterapia através de smartphone

 

Plataforma será apresentada na quarta-feira. A plataforma tem oito módulos, o que significa que em oito semanas se faz o tratamento.

Fotografia © Gonçalo Villaverde/Global Imagens

Fotografia © Gonçalo Villaverde/Global Imagens

A partir de Setembro, os utentes do Serviço Nacional de Saúde com depressão ligeira a moderada vão poder contar com uma plataforma digital de auto-ajuda prescrita pelo médico de família para combater a doença e prevenir o suicídio.

Esta plataforma, que faz parte de um projecto da EUTIMIA – representante em Portugal da Aliança Europeia contra a Depressão em Portugal, será apresentada na quarta-feira.

Trata-se de uma ferramenta cognitiva comportamental, por módulos, que as pessoas utilizam quando é prescrita pelo médico de família, e que depois é guiada pelo próprio médico de família ou enfermeiro ou psicólogo dos cuidados de saúde primários, que trabalham em equipa, explicou à Lusa o psiquiatra Ricardo Gusmão, dirigente da EUTIMIA.

A plataforma tem oito módulos, o que significa que em oito semanas se faz o tratamento, e “basicamente responde às necessidades de 90% dos doentes com depressão nos cuidados de saúde primários”.

Reconhecendo que nem todos os utentes usam Internet e smartphones, Ricardo Gusmão assegura que este é um instrumento que se “afigura como de crescente importância”, pois comprovadamente funciona, que “é o mais importante”.

Num dos módulos, exemplificados por Ricardo Gusmão, o despertador toca e a aplicação regista a que horas é que a pessoa acordou e pergunta imediatamente a que horas é que se deitou no dia anterior e como é que a pessoa dormiu.

“Isto tem a ver com a qualidade do sono, que é importantíssimo para a saúde mental das pessoas”, acrescentou.

Se estiverem a fazer medicação, há um módulo de uma semana sobre essa questão, que responde às principais preocupações de cada um dos doentes com este assunto.

“As pessoas são chamadas a interagir com o smartphone ou o tablet e, desta forma, registar os resultados que são enviados para a pessoa que está a orientar este processo do tratamento”, afirmou.

Segundo o psiquiatra, está demonstrado cientificamente que funciona tanto como ir ao psicólogo fazer esta técnica cognitivo-comportamental face a face.

“No fundo é uma psicoterapia adaptada à interacção do individuo com ele próprio e com a ajuda de um terceiro”, sublinhou.

Para pôr em prática este projecto, os médicos vão ser treinados para reconhecer quem é que tem indicação para lhe ser prescrita esta plataforma e os enfermeiros e psicólogos vão ser treinados para fazer essa orientação.

O projecto já começou, as ferramentas estão a ser adaptadas e estão a ser introduzidas melhorias, disse, acrescentando que o projecto “vai para o terreno depois de Setembro”.

Em Setembro, vai ser feita a formação primeiro dos líderes regionais – entre 12 e 20 pessoas que trabalham no norte – para depois estes treinarem “peritos em depressão” que trabalham nos cuidados de saúde primários e que ficam capacitados para diagnosticar e tratar a depressão, inclusivamente por meios não farmacológicos.

Ao todo o projecto prevê a formação de um universo de 4.300 profissionais dos cuidados de saúde primários (1.700 médicos de família e 2.435 enfermeiros, entre outros especialistas), dos quais 900 serão os considerados peritos em depressão.

O projecto vai envolver um milhão de utentes, sendo que se estima que 200 mil sofram de depressão. Os outros envolvidos são pessoas com patologias mentais comuns que utilizam os cuidados de saúde primários.

Este projecto, juntamente com outro que visa promover a saúde mental em contexto escolar e combater o ciberbullying, vão ser desenvolvidos graças a uma verba de 730 mil euros obtida através da Administração Central do Sistema de Saúde, no âmbito do programa EEA Grants (linha de financiamento concedida pela Islândia, Liechtenstein e Noruega aos estados Membros da União Europeia.

A EUTIMIA é uma organização não governamental com menos de dois anos de existência criada para apoiar sobreviventes do suicídio.

Jornal Diário de Notícias
26/05/2015
Por Lusa

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199: Enquanto dorme, o seu smartphone pode ajudar a encontrar a cura para o Alzheimer

 

Com a aplicação Folding@home, os smartphones aproveitam o tempo em que estão inactivos para ajudar a perceber melhor as causas do Alzheimer e do cancro da mama.

Agora, o seu smartphone já não precisa de ficar parado enquanto carrega ou durante a noite: pode contribuir para encontrar curas e tratamentos para doenças desde o cancro da mama ao Alzheimer. A solução é da Universidade de Princeton, em colaboração com a Sony, que trazem o projecto Folding@home para os smartphones Android.

Compreender a forma como as proteínas se dobram é essencial para perceber o desenvolvimento de doenças como o Alzheimer, a fibrose cística, e mesmo vários cancros. Mas é um processo que ainda requer muito poder de computação: um computador sozinho demoraria cerca de 60 anos a simular a dobragem de apenas uma proteína, que acontece em curtas fracções de segundo. No entanto, com 10 mil smartphones a trabalhar em conjunto oito horas por dia, o mesmo processo poderia ser simulado em três meses.

Foi o que pensou Vijay Pande, químico da Universidade de Stanford que começou o projecto Folding@home (Dobragem em casa) para recrutar computadores por todo o mundo para colaborar na compreensão da dobragem, ou enovelamento, das proteínas. Quando um computador com o software instalado não está a ser usado, junta-se em rede a milhares de outros para colaborar no projecto de simulação de dobragem. Em parceria com a Sony, em 2007 este projecto chegou mesmo à Playstation 3.

Agora, com os smartphones cada vez mais poderosos, o passo seguinte era claro para Pande: levar o Folding@home para os telemóveis. “Há imensas pessoas com telefones mesmo poderosos, e se os conseguirmos usar eficientemente abrimos lugar para algo incrível”, disse Pande, em comunicado.

Para colaborar, basta instalar a aplicação Folding@home, que para já está apenas disponível para telefones Sony Xperia, mas que deverá chegar a todos os utilizadores de Android ainda no princípio deste ano. A aplicação faz com que o telefone trabalhe no projecto de simulação quando está inactivo.

O primeiro projecto do Folding@home para telemóveis tem a ver com o cancro da mama, e procura-se simular a forma como diferentes estruturas proteicas reagem a diferentes medicamentos para combater o cancro, o poderá ajudar a encontrar tratamentos mais adequados e eficazes. Quando esse projecto estiver concluído, vai ser lançado um dedicado ao Alzheimer.

O enovelamento de proteínas e as doenças

As proteínas cumprem muitas funções diferentes no corpo humano: compõem os ossos e os vasos sanguíneos, ajudam o sistema imunitário a identificar ameaças, fazem mover os músculos, e interpretam sinais sensoriais. Mas, para desempenharem estes papéis, primeiro têm que se dobrar, para adquirirem a estrutura adequada à função que vão desempenhar.

Este processo de dobragem é muito rápido. Em pequenas fracções de segundo, entre um milésimo e um milionésimo de segundo, a proteína adquire uma forma diferente. Quando este processo corre mal, crê-se que pode dar origem a doenças, desde Alzheimer à fibrose cística, do enfisema pulmonar ao cancro.

Perceber a dobragem não é fácil, porém, porque os computadores demoram muito tempo a simular o processo. É por isso que a computação distribuída é útil: juntando milhares de computadores, já foi possível simular a dobragem de várias proteínas nos últimos anos, mesmo daquelas que demoram mais tempo a dobrar-se, como a ACBP, que demora 10 milisegundos.

In Diário de Notícias online
por DN.pt
13/01/2015

O meu contributo para este processo a nível global:

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197: Uma aplicação para fazer um exame à retina com o telemóvel

 

dn27112014Criadores do Peek lançaram campanha de “crowdfunding” para distribuir kit por clínicas de todo o mundo.

Os criadores do Peek, um sistema capaz de transformar um telemóvel num aparelho para fazer exames oftalmológicos, lançaram uma campanha de angariação de fundos para distribuir o kit por clínicas de todo o mundo.

O Peek (de Portable Eye Examination Kit, ou seja, um kit portátil de exame aos olhos) é composto por um adaptador e uma aplicação (app), que permitem conseguir imagens de boa qualidade do olho e da retina com um telemóvel inteligente. E, desta forma, ajudar os profissionais no terreno a diagnosticar cataratas, glaucoma e outras doenças dos olhos, com a ajuda de especialistas a quem podem enviar as imagens – sobretudo, nos locais onde não há acesso aos aparelhos necessários para fazer este diagnóstico.

Pensado por uma equipa de oftalmologistas, engenheiros informáticos e empresário, o Peek pode chegar a clínicas espalhadas por todo o mundo, através de uma parceria com os Médicos Sem Fronteiras. A campanha de crowdfunding, lançada na segunda-feira na página da Indiegogo, já conseguiu 24 mil libras, mas o objectivo é chegar às 70 mil.

“Com o Peek esperamos aumentar o acesso a cuidados oftalmológicos a milhões de pessoas que cegam sem necessidade”, explica Andrew Bastawrous, oftalmologista do International Centre for Eye Health em Londres.

In Diário de Notícias online
por Dn.pt
27/11/2014

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185: Remédio elimina sinais de doença em leucemias graves

 

Ensaios clínicos que estão a ser realizados nos Estados Unidos e em França obtiveram resultados muito positivos. Mecanismo inovador faz que as células se regenerem e retomem função normal.

dn25092014Um medicamento que está a ser testado em França e nos Estados Unidos eliminou na totalidade os sinais da doença em várias pessoas com leucemia mieloide aguda, uma das mais graves, e que têm uma mutação no gene IDH-2, em pouco tempo.

Até agora, mais de metade dos doentes envolvidos no ensaio recuperaram total ou parcialmente ao fim de poucos meses, nalguns em três ou quatro semanas.

Leia mais pormenores no e-paper do DN.

In Diário de Notícias online
25/09/2014
por Diana Mendes

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175: Diagnosticar cancros através de análise ao sangue

 

Investigação

Investigadores japoneses começaram a desenvolver um método para diagnosticar 13 dos tipos de cancro mais comuns através de uma análise ao sangue que, segundo os cientistas, seria “o primeiro sistema de detecção de alta precisão do mundo”.

dn19082014O grupo de investigadores, formado pelo Centro Nacional de Cancro (CNC) do Japão, pelo Centro de Desenvolvimento de Novas Tecnologias e Indústrias (NEDO), universidades e sete empresas, aspira ter disponível o novo sistema num prazo de cinco anos, de acordo com informações divulgadas hoje por estas instituições num comunicado conjunto citado pela agência Efe.

O projeto conta com um orçamento de 7.900 milhões de ienes (57 milhões de euros), financiados pelo NEDO, um organismo científico independente.

O seu objetivo passa por diagnosticar designadamente os cancros do estômago, esófago, pulmão, fígado, vesícula biliar, pâncreas, cólon, ovários, próstata, bexiga e mama.

Este seria “o primeiro sistema de diagnóstico de alta precisão do mundo” para o cancro, afirma na mesma nota o presidente do CNC, Tomomitsu Hotta, assinalando que o método permitiria aumentar a esperança de vida dos pacientes.

Simultaneamente, o NEDO trabalhará no desenvolvimento de um sistema idêntico para o Alzheimer, segundo o consórcio de investigadores.

In Diário de Notícias online
por Lusa, publicado por Marina Almeida
19/08/2014

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