201: Alheira de Mirandela pode ser um bom alimento para os doentes renais

 

Um médico prescrever uma alheira para a dieta de um doente renal pode parecer estranho, mas numa clínica de hemodiálise de Mirandela é isso que vai acontecer. A clínica pegou na receita e adaptou o enchido às necessidades de quem padece da doença.

tsf13012015O alimento foi apresentado hoje e resulta de um desafio lançado pela empresa Tecsam, responsável pela unidade de Mirandela, à Faculdade de Ciências de Nutrição do Porto, que encontrou o que procurava na receita original da alheira à base de aves criada pelos judeus e que ao longo dos tempos foi sendo adaptada à tradições transmontanas da carne de porco.

Os promotores prometem, a partir da terra da famosa alheira de Mirandela, criar um alimento que pode também ajudar a atenuar o problema de subnutrição de proteínas de que padecem alguns doentes renais em hemodiálise, por não comerem carne e peixe.

A responsável pelo estudo para o projecto produtos alimentares adaptados a doentes em hemodiálise, Olívia Pinho, confessou que quando foi confrontada com o desafio hesitou por lhe parecer um contra-senso dar alheira, um enchido gordo e salgado, a estes doentes. As desconfianças desapareceram depois de a empresa de Mirandela lhe ter apresentado a ideia que surgiu da dificuldade em alimentar os hemodialisados, que ficam com um baixo teor de proteína, com perda de músculo e por vezes desnutrição.

A investigadora analisou várias alheiras produzidas nesta região de Trás-os-Montes e encontrou aquela que tem o ponto certo para estes doentes: um enchido à base de carne de aves, com azeite, pão e ervas aromáticas, em vez da carne de porco, banha e alho. É uma alheira que tem menos potássio e sódio, que estes doentes não podem ingerir. A investigadora alerta, contudo que «tem de se ter muito cuidado e alguma vigilância sobre os restaurantes que vão aderir» e «atenção à quantidade» que os doentes vão ingerir.

Os produtores vão poder comercializar este enchido com um rótulo adaptado a chamar a atenção de que pode ser consumido por estes doentes.

O administrador da empresa responsável pelo centro de hemodiálise, Nunes Azevedo, explicou como surgiu esta ideia e que o novo produto já foi experimentado entre os cerca de 100 doentes que fazem tratamento nesta unidade.

As conclusões deste trabalho serão apresentadas no congresso português de nefrologia e na Associação europeia de diálise e transplante.

In TSF online
Publicado em 13/01/2015 às 22:32

182: Beba água às refeições

 
O papel fundamental que a água desempenha nos mais diversos sistemas do nosso organismo e na manutenção de funções vitais é do senso comum. Contudo, não é raro serem detetados sinais claros do estado de desidratação, especialmente em populações idosas e crianças.

O papel fundamental que a água desempenha nos mais diversos sistemas do nosso organismo e na manutenção de funções vitais é do senso comum. Contudo, não é raro serem detectados sinais claros do estado de desidratação, especialmente em populações idosas e crianças.

Sabia que está comprovado que as pessoas bebem mais água quando esta tem algum sabor? E que o envelhecimento tende a dissociar a sensação de sede do nível de líquidos no organismo, facto que leva adultos mais velhos a desidratar sem darem conta?

O RITUAL: Por regra, acompanhe as suas refeições principais com água, incluindo os vários tipos de água com sabores disponíveis, em vez de bebidas alcoólicas ou refrigerantes, que reserva apenas para as ocasiões especiais.

O papel fundamental que a água desempenha nos mais diversos sistemas do nosso organismo e na manutenção de funções vitais é do senso comum. Contudo, não é raro serem detectados sinais claros do estado de desidratação, mesmo que a níveis sub clínicos – especialmente em populações idosas e crianças. Isto pode e deve ser evitado pois é causa de pior qualidade de vida, traduzida em cansaço prematuro, dores de cabeça, pele seca e cieiro, entre outros sintomas que às vezes se atribuem a outros factores.

Nem sempre a implementação de estratégias para a ingestão de vários copos de água ao longo do dia resulta. Ora porque o transporte de água para o trabalho é esquecido, ora porque os muitos afazeres desviam a atenção da necessidade de ingestão de água, ora porque…, a realidade é que muitas pessoas têm episódios frequentes de sede, um dos sintomas a evitar. As refeições são por isso uma oportunidade ideal para se hidratar, mas não às custas da ingestão excessiva de álcool ou açúcar.

Assim, o ritual que lhe propomos é adoptar a ingestão habitual de água à refeição. Pense que ao ingerir dois copos de água a cada uma das principais refeições, bem como um copo de água ao acordar e outro ao deitar, terá obtido uma parte significativa das recomendações diários de líquidos, que rondam entre 1,5-2 litros por dia.

A CONSIDERAR:

  • Se não aprecia beber água natural às refeições, experimente adicionar-lhe algumas gotas de limão, chá, ou beber águas com sabor! Conseguirá bebidas saborosas com poucas ou nenhumas calorias.
  • Varie o tipo de águas e varie entre água da torneira e águas minerais naturais engarrafadas, não só pela variedade de minerais mas também pela variedade de sabores – todas sabem diferente.
  • Experimente filtros de água disponíveis no mercado, desde as versões portáteis (em recipientes próprios) até às que se instalam nas torneiras da cozinha – vai surpreender-se com a melhoria no sabor e evitar alguns poluentes correntes na água canalizada.
  • Se não deseja abdicar dos refrigerantes, aprecie-os mas escolha versões sem calorias (com edulcorantes, também conhecidos por adoçantes).
  • Ou, para as versões calóricas de refrigerantes ou sumos (que muitas vezes são demasiado doces) opte por diluí-los em água, fazendo “render” uma bebida para duas pessoas!

In Rituais

176: Consumo de tomate reduz risco de cancro da próstata

 
foto Reuters/David Mdzinarishvili

foto Reuters/David Mdzinarishvili

Homens que comem mais de 10 porções de tomates por semana têm um risco 18 por cento menor de desenvolver cancro da próstata, sugere uma nova pesquisa realizada pelas universidades britânicas de Cambridge, Oxford e Bristol.

De acordo com o estudo hoje publicado na revista médica “Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, que pertence à Associação Americana de Pesquisa do Cancro, homens que comem essas porções de tomate e seus derivados semanalmente demonstraram ter menor risco de aumentar cancro da próstata, a segunda variedade de tumor maligno mais comum nas pessoas de sexo masculino em todo o mundo.

Os pesquisadores das universidades de Cambridge Oxford e Bristol avaliaram as dietas e estilo de vida de 1.806 homens com idades entre 50 e 69, com cancro da próstata, e compararam com a dos outros 12.005 homens sem a doença.

A equipa de investigadores avaliou o estilo de vida dos dois grupos, nomeadamente se na sua dieta se incluía o selénio, cálcio e alimentos ricos em licopeno, produtos associados à prevenção do cancro da próstata.

E no final, apurou-se que os homens que tiveram ingestão ideal desses três componentes alimentares tiveram um menor risco da doença, refere a revista médica Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention.

A redução do risco do desenvolvimento da doença deve-se ao licopeno, um antioxidante que repele as toxinas que podem provocar danos nas células e ADN, disse a pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Bristol, Vanessa Er, que liderou o estudo.

«Os nossos resultados sugerem que o tomate pode ser importante na prevenção do cancro da próstata. No entanto, mais estudos precisam ser realizados para confirmar os nossos resultados, especialmente por meio de testes em humanos. Os homens ainda devem comer uma grande variedade de frutas e legumes, manter uma alimentação saudável, controlar o peso e manterem-se activos», afirmou Vanessa Er.

In TSF online
Lusa
Publicado 27/08/2014 às 19:33

166: Adiar a chegada do Alzheimer

 

Prevenção

«O que é bom para o coração é bom para o cérebro.» Por isso, o que comemos ajuda a prevenir a doença.

Foto: DR

Foto: DR

Quais os sintomas da doença de Alzheimer? É possível curar a doença? Quando é que se deve deixar de trabalhar? A estas perguntas sobre Alzheimer juntam-se muitas outras, que preocupam os doentes e quem deles cuida. E juntam-se também dúvidas, assim como mal-entendidos que a neurologista Belina Nunes, directora da clínica com o mesmo nome, quer ver respondidas num livro – Alzheimer – 50 questões essenciais – que, explica ao Destak, pretende ao mesmo tempo contribuir para que esta doença deixe «de ser sussurrada como era o cancro há uma década».

«É muito difícil para o médico falar abertamente da doença em frente ao doente e à família porque existem mais receios da parte destes do que vontade de saber», salienta Belina Nunes. Um comportamento que, diz, «tem de mudar, ainda que de modo progressivo, para que os primeiros sintomas sejam percebidos mais cedo e que o tratamento e o apoio necessários aos doentes e famílias estejam cada vez mais acessíveis a todos que deles precisam». A detecção precoce da doença é cada vez mais importante. Até porque, explica a médica, «não existe no momento um marcador da doença que permita a sua identificação segura».

Mas isso não significa que não seja possível prevenir, algo que «passa por evitar as doenças que aumentam o risco, tais como a hipertensão arterial, a diabetes, a dislipidemia (aumento de colesterol e/ou triglicerídeos), a obesidade, o tabagismo». «Dizemos habitualmente que o que é bom para o coração é bom para o cérebro, pois evita os enfartes cerebrais e a doença coronária», refere a especialista, que chama a atenção para a importância da alimentação.

«Cada vez mais a dieta de tipo mediterrânea, com consumo de peixe e outros produtos marinhos, frutos secos, azeite, vegetais e fruta fresca se revela benéfica», confirma. Fora do prato ficam as refeições ricas em gorduras de origem animal, sal e açúcares a mais, assim como as bebidas alcoólicas. Uma teoria que um estudo recente, desenvolvido por investigadores da Universidade de Cambridge, confirma: mudar o estilo de vida pode atrasar o aparecimento da doença.

In Destak online
30 | 07 | 2014 13.31H
Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

159: Suplemento de tomate traz benefícios para pacientes com doença cardiovascular

 

Um suplemento diário retirado de uma substância encontrada no tomate pode melhorar a função dos vasos sanguíneos em pacientes com doença cardiovascular. É o que revela um estudo realizado na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e publicado na revista PLOS One.

dd18062014Outros estudos já relacionaram o licopeno, substância presente no tomate, com a redução do risco de desenvolver doenças cardiovasculares. No entanto, a nova pesquisa avaliou os seus efeitos na função dos vasos sanguíneos localizados no antebraço, que dão indícios se o paciente desenvolverá problemas vasculares ou não.

Trinta e seis pacientes com doenças cardiovasculares e 36 voluntários saudáveis participaram do estudo. Os voluntários receberam um suplemento com sete miligramas de licopeno ou um tratamento com placebo.

Os pacientes com doença cardiovascular tomaram estatinas, medicamentos com a função de baixar o colesterol. No entanto, eles ainda apresentaram a função prejudicada do endotélio – o revestimento interno dos vasos sanguíneos – em comparação com os voluntários saudáveis. Ter um endotélio saudável é um factor importante para prevenir a evolução das doenças cardíacas.

Os investigadores descobriram que a suplementação oral com sete miligramas de licopeno melhorou a função endotelial dos pacientes com doenças cardiovasculares, mas não fez efeito algum nos voluntários saudáveis.

O licopeno melhorou em 53% o alargamento dos vasos sanguíneos em comparação com os pacientes que foram tratados com o placebo. O resultado foi considerado pelos estudiosos como positivo, já que a constrição dos vasos sanguíneos é um dos principais factores que pode levar a ataques cardíacos e AVC.

O estudo constatou que o suplemento não teve qualquer efeito sobre a pressão arterial, a rigidez arterial e os níveis de lipídios.

«Mostramos claramente que o licopeno melhora a função dos vasos sanguíneos em pacientes com doenças cardiovasculares», afirma Joseph Cheriyan, professor da universidade e um dos autores do estudo.

«Isso reforça a necessidade de uma dieta saudável em pessoas com risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral. O suplemento de tomate não é um substituto para outros tratamentos, mas pode fornecer benefícios adicionais. Entretanto, serão necessários mais estudos para verificar se esta solução é capaz de reduzir doenças cardíacas», completa Cheriyan.

In Diário Digital online
18/06/2014 | 14:33

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